quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Feliz ano novo! Será?


O ano civil está por terminar, enquanto escrevo este artigo, dia 30/12/2015, me recordo que algumas pessoas já estão de folga de seus trabalhos. Outras não estão de folga porque estão desempregadas. Outras estão hospitalizadas, muito enfermas. Para tantas pessoas assim colocadas a margem da sociedade, a felicidade que o mundo prega lhes foi tolhida seja lá por qual motivo for, embora o mundo descarte que Deus tenha algo a ver. O mundo não coloca Deus em seus planos, não o Deus criador e sim tantos outros deuses que são idolatrados diariamente sob várias peles e assim fica tão conveniente acomodar-se sob o olhar egoísta de que se tudo vai bem vamos lá, o ano novo está chegando. Vamos nos preparar para comemorar a sua chegada.

Pois bem, para os cristãos católicos o ano novo começa um mês antes do natal, com o chamado advento. Época de se preparar para a celebração do nascimento de nosso salvador e iniciar, continuar e recomeçar uma caminhada de conversão. Já parou para pensar caro leitor porque será que as pessoas desejam feliz ano novo? Sempre os votos de feliz ano novo vem recheado de muita paz, saúde, felicidade, dinheiro e por aí vai. Os votos e os desejos podemos afirmar que são bons, pois não estamos a desejar algo de ruim para o próximo. No fim das contas estamos a desejar ao outro o que gostaríamos de receber.

Porém, precisamos estar atentos aos detalhes. Precisamos sim, nos convertermos constantemente e pedirmos a Deus que em nós nasça o homem novo. Que abracemos as coisas que não passam ao invés das coisas que passam. Que o homem velho fique para trás e que nenhuma recaída nos afunde mais uma vez no lamaçal dos pecados.

Segundo as aparições de Jesus e Maria ao longo da história da humanidade, uma das épocas em que Jesus é mais ofendido pelos pecadores e consequentemente uma das épocas em que mais pessoas se condenam ao inferno, é a comemoração da passagem de ano novo. Muitas festas, algazarras, bebedeiras, sexo e drogas, noitada a dentro seguida de muita ressaca, mal estar e outros efeitos colaterais.

Sempre muitos projetos de vida são refeitos, planejados, criados e propostos. Muitas metas e objetivos são promulgados em caráter pessoal. E vamos soltar foguete, viva! Vamos comemorar a passagem de ano! “Ai deles”, lembro aqui essa fala de Jesus. Muitos esquecem ou fingem esquecer de que cada dia que de Deus nos dá é um dia a menos de vida e um dia mais próximo de nossa morte. É por isso que nas sagradas escrituras no livro do Eclesiástico 7,40, está escrito, muito sabiamente e divinamente: “Pensai constantemente em seus novíssimos e não pecareis”.

Vamos lá, lembremos, novíssimos são os últimos acontecimentos que nos esperam na vida. A morte, juízo particular, inferno, purgatório ou céu. A morte marca o fim de nossa oportunidade aqui nesta etapa de nossa vida eterna de fazermos as boas obras, como nos recorda São Tiago em sua carta, e enfim após vivermos uma vida junto a Jesus Misericordioso iremos encontrá-lo como Jesus justo juiz. É uma prestação de contas, não uma oportunidade para nos explicarmos ou nos desculparmos ou tentarmos convencer Jesus de que o que fizemos não era nada de mau ou ruim. Triste engano para muitos, engano este já vivido aqui na terra.

Pensando sempre assim, como nos ensina Jesus, teremos sempre muitos motivos para comemorar a chegada do ano novo. Pois mais uma vez, Deus nos concedeu a graça de estarmos com as pessoas que amamos, de poder trabalharmos pelo reino de Deus, de podermos estar na condição em que estamos, seja ela qual for mas junto com Deus. O ano novo é sim, uma oportunidade de deixarmos o homem velho para trás, de olharmos para frente, para Jesus, para a eternidade. Feliz ano novo é agradecer por mais esta oportunidade, seja ela de mais um dia, mais algumas horas, mais alguns meses ou mais algum ano ou anos.

Não importa, o que importa não é quanto tempo temos e sim o que fazemos com o tempo que Deus nos concede.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Que todo joelho se dobre ao nome de Jesus


Filipenses 2,10 – Que todo joelho se dobre ao nome de Jesus. Versículo este bem incisivo não é mesmo caros leitores. Dobrar os joelhos perante nosso salvador é admitir nossa miséria e condição humana, compreendermos que Dele precisamos para tudo em nossas vidas e reconhecermos que esta atitude não nos abaixa perante alguém. Muito pelo contrário, essa história de que homem não chora, de que precisa ser forte e tudo o mais é concepção do mundo e busca forjar estereótipos da sociedade e até personagens para demonstrar que assim são os fortes e bem-sucedidos. Errado! Claro que está errado. Vamos refletir a respeito?

Em meio a esta vida, já participei de tantas e tantas missas. Hoje não vivo sem a missa, não tem como. Muito mais de se tratar de um mandamento da igreja e de um mandamento da lei de Deus, a santa missa é algo inconcebível de não participar dela. Que estranho pessoas morarem a cinco minutos de uma igreja e não irem à missa. Querem a dedicação e atenção de Deus em suas vidas por 24 horas por dia, mas não querem se dedicar à Ele por 1 hora por semana. E muitos quando vão, estão lá fisicamente, não estão de corpo e alma.

E vamos em frente, como dizia, em meio a tantas missas que já participei, muitos são os exemplos, maus e bons que colhemos do comportamento dos fiéis. Alguns são fiéis a outras coisas e nem sei porque estão dentro da igreja, com seus celulares ligados, aproveitando o momento da coleta ou da comunhão, ou até mesmo da homilia do sacerdote para dar uma navegada pela internet ou em seus aplicativos de mensagens. Afinal “posso receber uma mensagem importante”...O que? Uma mensagem importante? Mais importante do que Jesus, que está ali na sua frente na mesa da palavra e da eucaristia? Jesus, hóstia divina que se entregou por amor a você e vai ao teu encontro para te santificar na santa comunhão? Puxa vida, que seja então.

Que falta de respeito, consideração e gratidão só para começo de conversa. E que falta de ignorância porque se não for ignorância então é arrogância, presunção e egoísmo.

Mas enfim, os que agem assim perante aquele que se deixou pregar na cruz por nós, são os mesmos que não se admitem ajoelharem-se dentro da santa missa, da capela do santíssimo ou seja onde for. Já ouvi pessoas dizerem, e aqui também estão incluídas as mulheres, que “eu não me ajoelho diante de um padre”. Não disse, é ignorância ou falta de fé, ou os dois, pelo menos.

Recordemos que no ato da consagração, ápice da celebração da santa missa, as espécies de pão e vinho, pela transubstanciação tornam-se para nós, católicos, o corpo e o sangue de nosso senhor Jesus Cristo. Recomendo aqui caros leitores, para vos enriquecer, a leitura do artigo sobre o milagre de Lanciano, que você pode encontrar (aqui neste blog).

Pois bem, sigamos com a reflexão. O sacerdote age “in persona Christi” (na pessoa de Cristo), representa Ele, portanto o ajoelhar-se é sempre para Jesus, sempre para o que é sagrado, sempre para o que é importantíssimo. É uma atitude de reconhecimento.

Ora, vamos aqui lembrar da natureza humana que está sempre a imitar a natureza divina. Um jovem que quer pedir a moça em casamento, em tempos antigos, que ainda podemos recordar em alguns filmes, ajoelhava-se perante ela, tomava sua mão, e declarava seu amor por ela. Como era bonito e romântico alguns vão dizer. Vamos pensar, e como ficava o coração da moça? Alegre, contente, feliz, cheio de bons sentimentos? Claro que sim, pois ela via no homem refletir o que também, quem sabe, existia no coração dela.

Ajoelhar-se pois perante Jesus não é muito mais que isso? Não estamos entregando nosso coração, vida e tudo o mais, numa atitude de amor, pedido de perdão, agradecimento e reconhecimento por tudo que recebemos do céu e muitas vezes nem merecemos? Sim, nem merecemos pois Deus, diz a bíblia, permanece fiel ao seu povo. Nós muitas vezes o tratamos meio como inimigos, nos revoltando com seus desígnios que servem para nos levar ao céu. Nunca de Deus, partirão atitudes de mimos, para fazer nossa vontade e com isso nos perdermos na condenação eterna. Isso não vai acontecer jamais, é preciso parar de ficarmos nos debatendo e tentando remar contra a maré, é preciso que todos dobremos nosso joelho ao nome de Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O milagre de Lanciano


Era uma manhã de domingo comum, na cidade italiana de Lanciano, no mosteiro de São Legoziano, onde viviam os Monges de São Basílio. O mais incrédulo deles proferia as palavras da Oração Eucarística, quando, de repente, ocorreu o inesperado. Os olhos assustados do religioso denunciavam o evento. Deus havia condecorado a sua suspeita quanto à transubstanciação com o mais prodigioso dos milagres eucarísticos de que se ouviu falar.

A hóstia convertera-se em Carne viva e o vinho em Sangue Vivo. O pequeno monge que outrora duvidara da presença real de Cristo na Eucaristia agora era obrigado a reconhecer sua tolice, pedindo perdão a Deus - e à comunidade presente - por sua falta de fé: "Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!"

Comoção geral. A pequena assembleia reunida se lançou sobre o altar, chorando e clamando a misericórdia de Deus. Havia nascido um novo São Tomé. O monge ganhara a fama do cético apóstolo de Jesus e Lanciano, as multidões que se dirigiram à cidade, ano após ano, em longas peregrinações.

A princípio, os fiéis guardaram as relíquias num tabernáculo de marfim, mas, em 1713, foram transferidas para uma custódia de prata e um cálice de cristal, onde se encontram até hoje, na Igreja de São Francisco. Enquanto o Sangue se dividia em cinco fragmentos, coagulados em diferentes dimensões, a Hóstia-Carne aparentava um tecido fibroso, de coloração escura, e rósea quando iluminado pelo lado oposto.

A Igreja reconheceu o milagre de Lanciano em 1574. Mas foi somente em novembro de 1970 que os Frades Menores Conventuais, os responsáveis pela guarda das relíquias, tiveram a autorização para submetê-las ao exame de dois médicos. Concluída a pesquisa, em Arezzo, os renomados doutores Linoli e Bertelli publicaram um relatório, dizendo:

"A Carne é verdadeira carne, o Sangue é verdadeiro sangue. A Carne é do tecido muscular do coração (miocárdio, endocárdio e nervo vago). A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. No sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os seguintes materiais: cloretos, fósforos, magnésio, potássio, sódio e cálcio. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário."

Os resultados foram tão impactantes que antes mesmo do fim da análise, os médicos enviaram um telegrama aos Frades, confessando-lhes o espanto: "E o Verbo se fez Carne!". É assim que o Milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova mais viva e palpável de que "Comei e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós."

Em 1975, durante o Ano Santo, o Cardeal Karol Wotyla, futuro João Paulo II, fez uma peregrinação privada ao Santuário do Milagre Eucarístico em Lanciano. Recordando a ocasião numa visita Ad Limina dos bispos italianos dessa região, o Santo Padre insistiu para que a Eucaristia não fosse adorada “só na igreja do milagre, mas em todas as igrejas da vossa bonita terra."

Curiosamente, o tipo sanguíneo das relíquias é o mesmo encontrado no Santo Sudário.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Tenha em vista os interesses dos outros


Filipenses 2,4 - Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros.

Olá pessoal, caros leitores, mais uma vez coloco aqui outro versículo muito importante aos cristãos, fortemente ensinado por Jesus e reafirmado pelos seus discípulos, os apóstolos. Primeiramente pode nos parecer um tanto contraditório termos em conta que primeiro devemos nos preocupar com o próximo, deixando de lado nossos próprios interesses.

Tratando-se da questão da nossa salvação parece ainda mais perturbador o fato de primeiro nos preocuparmos com os interesses dos outros deixando para segundo plano nossa salvação? Será que é isso mesmo? Bom, a frase é bem direta porém, vamos jogar um pouco de luz nesse ensinamento para que a confusão não paire sobre nossas mentes.

“Não existe amor maior do que aquele que dá a vida pelo seu irmão”. Podemos começar por aqui. Quem nos disse isso foi ninguém menos do que Jesus. E Ele não só disse como também fez. O Deus Uno e Trino, puro amor, através da segunda pessoa da Santíssima Trindade, assumiu nossa condição miserável humana e permitiu-se na cruz encerrar a dívida infinita que havíamos adquirido através da desobediência de Adão e Eva.

Porém, como a infinita sabedoria divina é imutável e perfeitíssima até em sua justiça, se pela desobediência de um homem e mulher (Adão e Eva) perdemos a graça e a amizade de Deus, pela obediência de um homem e mulher (Jesus e Maria) recebemos a redenção abrindo-se para nós as portas do paraíso.

Opa! – Alguns podem pensar que existe erro nessa comparação, pois Jesus é filho de Deus, não é homem. Errado, basta conferirmos no Evangelho de João 1,1-16. “O Verbo, que era Deus, se fez carne e habitou entre nós”. Quando Jesus confere em suas narrativas sua condição humana, refere-se como “O Filho do Homem”. Tendo feito este pequeno parêntese vamos continuar com o teor do artigo.

Estávamos a desvendar nas sagradas escrituras a aparente contradição que envolve a questão da nossa salvação. Devemos buscar nossa salvação, mas não devemos ter isto como primeiro plano? Primeiro devemos nos preocupar com os interesses dos outros? Vamos cuidar para que o tema não fique polêmico. Só que tem mais. Jesus disse “buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado”.

E agora? Jesus mesmo nos ensina para buscarmos primeiro o reino de Deus e também nos ensina que não existe amor maior do que aquele que dá a vida pelo irmão. Ele também ensina em outra passagem que quem quer ser o primeiro que seja o último. Como diria Madre Tereza de Calcutá: “é simples assim”.

Mais uma vez é preciso recorrer a um ensinamento dado pela Mãe de Deus. Em suas aparições ela insiste em dizer que “aprendamos com a vida e o exemplo dos santos”. E por quê? Nossa Senhora se refere a seguinte passagem da carta aos Hebreus: “sejais imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornam herdeiros das promessas”. Seguindo este ensinamento, quanto mais nos aprofundamos nesses estudos, mais vamos aprendendo e compreendendo que estes heróis da fé, viviam por amor a Deus, amando ao próximo, mas amando primeiro a si mesmos em agradecimento a Deus.

Um grande exemplo deste tipo de amor aqui na terra é o amor de mãe, que através do dom da sabedoria faz aquilo que é melhor para o outro (seu filho) ao invés do que é melhor para si. Eis a diferença entre gostar e amar. Gostar é se preocupar com aquilo que é bom para si e amar é se preocupar com aquilo que é bom para o outro. Aos poucos quanto mais mergulhamos no mistério vamos compreendendo que sempre é necessário fazermos a coisa certa e agradarmos a Deus. É preciso ficar bem claro que não se trata de não desejarmos nossa salvação. Não é nada disso. Aprendemos que fé, esperança e caridade são necessárias em nossa caminhada rumo ao céu. Fé inabalável na providência Divina, esperança de que alcançaremos a glória eterna, caridade para com o próximo por amor a Deus.

Podemos concluir tirando para nós a seguinte verdade, como nos disse Jesus: “tudo brota do coração”. Assim como a nossa salvação brotou do coração ferido de Jesus, ferido pela lança ao jorrar sangue e água no alto do Calvário, para nós, como homens novos, deve brotar em nossos corações esse mesmo desejo que Jesus teve de nos salvar pagando alto preço por nossas almas. O que devemos desejar deve estar livre de qualquer egoísmo. Inclusive nossa salvação. Não podemos desejar sermos salvos sem desejarmos o mesmo para o próximo. Não posso querer ir ao céu e o próximo que se dane, nada disso. Eis o que nos ensina Jesus na oração do Pai Nosso.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Ensinar a Doutrina


No Evangelho de São Mateus, lemos as palavras de Cristo que sintetizam a missão da Igreja: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" ( Mt 28, 19). Evangelizar é o primeiro dever. A catequese, neste sentido, reveste-se de uma importância fundamental. Dela depende o florescimento de uma nova geração de cristãos, precisamente porque é no estudo do catecismo que se sobressai o esforço do fiel para compreender a doutrina, celebrar os sacramentos, obedecer a Deus e ter vida de oração. Esses quatro elementos, chamados tradicionalmente de lex credendi, lex celebrandi, lex vivendi e lex orandi, estão intimamente ligados. Um conduz ao outro: a fé leva-me a celebrar, a celebração leva-me a viver e a vivência leva-me a rezar. Ao contrário, quando uma só dessas colunas é danificada, todo o edifício ameaça ruir.

A Igreja, ao longo dos séculos, esforçou-se amiúde para apresentar os conteúdos da fé de maneira eficaz e frutífera. Seguindo o adágio de Santo Agostinho, "creio para compreender e compreendo para crer melhor", não faltaram iniciativas louváveis por parte dos pregadores, a fim de que o cristianismo encontrasse eco em meio a sociedade. Foram mormente nos tempos de grande crise que a Igreja se destacou na evangelização. Durante o período da Reforma, quando as teses de Lutero pareciam irresistíveis e bastante convincentes, a resposta inequívoca do Concílio de Trento, com o chamado Catecismo Romano, deu novo vigor a uma doutrina aparentemente fora de moda. A fé católica, escreve Daniel-Rops, foi ensinada "com uma nitidez, uma força e uma amplitude que nunca tinha conhecido até então". Dada a quantidade de falsas interpretações que pululavam à época, também os anos pós Concílio Vaticano II exigiram a formulação de um novo catecismo, no qual os fiéis pudessem encontrar um "instrumento fundamental para aquele ato com que a Igreja comunica o conteúdo inteiro da fé, 'tudo aquilo que ela é e tudo quanto acredita'".

Eis a importância do Catecismo da Igreja Católica. Não foi por menos que Bento XVI insistiu tanto nesta questão em seu pontificado. "Sacrificai o vosso tempo por ele! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o em dois, se sois amigos, formai grupos e redes de estudo, trocai ideias na internet. Permanecei de qualquer modo em diálogo sobre a vossa fé!", exortava o então Papa. No Catecismo, os fiéis têm a segurança do Magistério da Igreja e a clareza dos ensinamentos dos Santos Padres e dos Concílios. Trata-se de um remédio salutar contra as dúvidas e as heresias. A rigor, o Catecismo é o escudo dos cristãos.

Não é para admirar, portanto, que uma das grandes lutas do diabo seja contra a catequese. Ele sabe que o povo de Deus se perde por falta de instrução. Diz o profeta: "Não há conhecimento de Deus nesta terra. A maldição, e a mentira, e o homicídio, e o furto, e o adultério inundaram tudo, e têm derramado sangue sobre sangue" ( Os 4, 1). Nas palavras de São Pio X, "quando não está inteiramente apagada a chama da fé, ainda resta a esperança de que se elimine a corrupção dos costumes". Uma sociedade secundada pela cultura cristã dificilmente cairá em desgraça, mesmo que essa cultura subsista em uma pequena chama. O empenho de bons cristãos pode transformar a tímida fagulha em um forte incêndio. O mesmo não se pode dizer, todavia, de uma sociedade sem qualquer resquício de fé, porque onde "à depravação se junta a ignorância da fé, já não resta lugar a remédio, e permanece aberto o caminho da perdição". Palavras proféticas de um Papa que soube interpretar os sinais dos tempos. Acaso não é a situação em que nos encontramos hoje? Um mundo cada vez mais pervertido, porque deixou Deus de lado para entregar-se às suas paixões. Um mundo onde a chama do cristianismo tende a diminuir a cada dia.

Alguns apóstolos do bom mocismo, é verdade, preferem contemporizar. "Nada de catecismo! A Igreja precisa ser mais pastoral e menos doutrinária", ponderam. Ora, mas apascentar, responderia São Pio X, é, antes de mais nada, ensinar a doutrina: "Eu vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com a ciência e com a doutrina" ( Jr 3, 15). É um absurdo contrapor pastoral e doutrina. Ambas só podem caminhar juntas. Foi ensinando o catecismo que São Pedro Canísio preservou a Igreja na Alemanha, em uma época cercada de contendas e incompreensões. Dele, aliás, recolhe-se um eloquente testemunho de verdadeiro método pastoral, pois soube apresentar os princípios cristãos de modo adequado a cada público. Não escondeu a verdade, mas ensinou-a com caridade:

"Eis uma característica de São Pedro Canísio: saber compor harmoniosamente a fidelidade aos princípios dogmáticos com o devido respeito por cada pessoa. São Canísio distinguiu entre a apostasia consciente, culpável, da fé, da perda da fé inculpável, nessas circunstâncias. E declarou, em relação a Roma, que a maior parte dos alemães que tinham passado para o Protestantismo não tinha culpa. Num momento histórico de fortes contrastes confessionais, evitava — é algo extraordinário — a aspereza e a retórica da ira — algo raro, como disse nessa época, nos debates entre os cristãos — e visava somente à apresentação das raízes espirituais e à revitalização da fé na Igreja. Para isto serviu o conhecimento vasto e incisivo que ele tinha da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja."

O Catecismo nunca perderá a sua importância. E contra aqueles que dizem o contrário, fica-nos a resposta do Cardeal Joseph Ratzinger: "A atualidade do Catecismo é a atualidade da verdade novamente dita e pensada de novo. Esta atualidade permanecerá assim, muito para além das murmurações dos seus críticos".

A urgência da redescoberta do Catecismo é a urgência de um mundo doente, que dá seus últimos suspiros. Entreguemo-nos, portanto, de todo coração, à evangelização, ao ensino, à catequese, enquanto ainda nos resta tempo, enquanto a última chama do cristianismo permanece acesa. Sejamos Catequistas do Novo Milênio.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Por serem Muito Cristãos perdem a guarda dos filhos


Em um ato flagrante de abuso de poder, o governo da Noruega tomou cinco crianças de sua família, depois de os seus pais serem acusados de "radicalismo e doutrinação cristã". Ruth e Marius Bodnariu estão desde o dia 16 de novembro sem os filhos – dois meninos, duas meninas e um bebê, ainda em fase de amamentação –, que foram transferidos a diferentes lares adotivos, por decisão do Barnevernet, o departamento de "proteção à infância" da Noruega. Uma petição online pedindo o retorno das crianças à sua família já foi assinada por mais de 35 mil pessoas.

De acordo com Daniel Bodnariu, irmão de Marius, toda a confusão começou com uma denúncia "feita pela diretora da escola onde as meninas estavam". As acusações – que ele revela em uma página do Facebook criada justamente para esse propósito – são estarrecedoras:

"A diretora chamou o Barnevernet expressando 'preocupações': as meninas contaram-lhe que estavam sendo disciplinadas em casa. Na sua mensagem, ela também disse que os pais são fiéis cristãos, 'muito cristãos', e que a avó tem uma forte convicção de que Deus castiga o pecado, o que, na opinião dela, cria uma inabilidade nas crianças. De acordo com a declaração da diretora, os tios e tias das meninas compartilham da mesma crença. A denúncia também diz que, ainda que as garotas sejam notáveis por seus bons resultados na escola e que a diretora não acredite que elas sejam abusadas fisicamente em casa, ela acha que os pais precisam de 'ajuda' e orientação do Barnevernet para criar os seus filhos."

Depois da queixa da escola, todas as coisas aconteceram muito rápido.

No dia 16 de novembro, as duas filhas mais velhas, Eliana e Naomi, foram literalmente "raptadas" da escola, sem o conhecimento dos pais. O Barnevernet ainda foi à casa da família, levou embora Matthew e John – sem nenhum mandado judicial –, e conduziu Ruth e o bebê para a delegacia. Marius, que estava no trabalho, também foi levado para um interrogatório. Depois de várias horas, o casal foi autorizado a voltar para casa, mas somente com Ezekiel, o filho de três meses.

No dia seguinte, porém, os agentes do Estado voltaram à casa dos Bodnariu e levaram também o bebê de três meses. A alegação era de que a mãe se tratava de uma pessoa "perigosa". Na mesma hora, a mãe foi avisada de que seus outros quatro filhos tinham sido colocados em diferentes casas adotivas e que já teriam se adaptado ao lugar, não sentindo mais a falta dos pais!.

Depois de consultar um advogado, o casal obteve acesso ao documento com as acusações legais preenchidas contra eles. Entre outras coisas, havia a denúncia de que os pais e avós da família eram "cristãos radicais" e que estavam "doutrinando os filhos".

Até o momento, o casal Bodnariu ainda está separado de seus cinco filhos. Ruth e Marius estão impedidos de ver os quatro mais velhos e a mãe só pode ver o pequeno Ezekiel esporadicamente. "O que eles não entendem é por que os seus filhos foram tirados de si sem serem previamente alertados", explica Daniel, no Facebook. "Por que foram tratados como criminosos ou maus pais – como os adictos em drogas e alcóolatras? Por que ainda lhe estão sendo negados os seus direitos como pais, que deveriam prevalecer contra qualquer direito que o Estado possa presumir?"


Não é a primeira vez que o departamento de "proteção à infância" da Noruega é acusado de intrometer-se indevidamente na vida das famílias, com alguns líderes políticos chegando a qualificar o Barnevernet de "nazista". Diante de episódios como esses, é realmente difícil não evocar as cruéis imagens dos regimes totalitários do século XX, que, detendo a "fórmula" de uma sociedade perfeita, tentaram impô-la a todo o custo, desprezando as instituições e os direitos mais elementares dos indivíduos.

No rol desses "princípios inegociáveis" – os quais, longe de serem meramente religiosos, constituem normas de direito natural –, o Papa Bento XVI não se cansava de elencar a "tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos". A Igreja leva tão a sério essa verdade, que Santo Tomás de Aquino, ainda na Idade Média, condenava que se ministrasse o batismo a filhos de pais judios, reconhecendo que as crianças "estão sob o cuidado dos pais segundo o direito natural". São os pais, portanto, que devem formar os próprios filhos, cabendo ao Estado um papel simplesmente subsidiário, alternativo, nesse processo. Daqui o problema do slogan "Pátria Educadora", adotado recentemente pelo governo federal brasileiro. A Educadora por excelência é a família, não o Estado.

Na verdade, o caso da família Bodnariu revela um drama crescente nos países nórdicos, dominados por um secularismo anticristão agressivo e por um Estado cada vez maior e mais autoritário. Na Suécia, por exemplo, as crianças não são mais criadas por um pai e uma mãe, mas por "funcionários públicos" das "creches do Estado". Lá, assim como em outros lugares dominados por uma ferrenha engenharia social, a "Pátria Educadora", mais que um projeto, é já uma triste realidade.

Tragicamente, a ascensão e fortalecimento da educação estatal é acompanhada por uma crise familiar praticamente sem precedentes na história humana. Com a ausência da figura paterna e as mulheres cada vez mais fora de casa, os filhos vão sendo empurrados para escanteio. Como alertou recentemente o Papa Francisco, os pais e as mães "se auto-exilaram da educação dos próprios filhos" e, por outro lado, "multiplicaram-se os assim chamados 'especialistas', que passaram a ocupar o papel dos pais até nos aspectos mais íntimos da educação". Também a "cultura da morte" se alimenta de tudo isso. Sem o profundo desprezo de nossos contemporâneos pela paternidade, de fato, dificilmente seria possível falar de uma "indústria" em torno da prática do aborto e dos métodos anticoncepcionais.

A todo esse show de horrores se juntam o ódio e a intolerância flagrantes à religião cristã. Nunca se ouviu falar tanto de "liberdade" – as pessoas "são livres" para fumar maconha, para ter sexo com quem quiserem, para matar os próprios filhos, para dizer que homem e mulher são meras "construções sociais" – e, no entanto, quando uma família decide ensinar aos seus membros as verdades da fé cristã – ou simplesmente que "Deus castiga o pecado" –, o Estado rouba-lhes os filhos. Há liberdade para tudo, menos para ser cristão. Não se pode dizer que Deus castiga, se não quem castiga é o Estado.

"Há muitos casos de abuso dentro das famílias", reconhece Daniel Bodnariu. "Obviamente, esses casos devem ser punidos. Mas é uma enorme responsabilidade ser capaz de discernir quando realmente há ou não um abuso, porque, ao não fazer isso apropriadamente, você pode destruir uma família".

É o que está acontecendo com os Bodnariu, na Noruega, e é o que pode acontecer em todo o globo, caso os pais não despertem com urgência para o seu imperativo – e intransferível! – dever de educar os próprios filhos. Só isso pode dar jeito à farsa totalitária da "Pátria Educadora".


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Sexo Livre


A palavra vício diz respeito àqueles maus hábitos adquiridos ao longo da vida, cuja consequência mais direta é a dependência. Uma pessoa viciada em algo dificilmente consegue libertar-se, a não ser por meio de grandes esforços de ascese e de renúncia. O primeiro passo no caminho da recuperação é a humildade para reconhecer-se escravo, e, conforme as possibilidades, buscar o tratamento certo.

Tradicionalmente, a Igreja sempre considerou a luxúria — isto é, as práticas sexuais desordenadas, como a masturbação, o homossexualismo, a fornicação, o adultério etc. — um vício gravíssimo. Isso porque esses atos, além de contrariarem a natureza do sexo humano, escravizam o homem e a mulher, tornando-os reféns de suas paixões.

Percebam: um rapaz normal não fica excitado ao ver o retrato de Teresinha do Menino Jesus ou Gemma Galgani. Permanece livre e tranquilo, ainda que reconheça a beleza dessas duas santas mulheres. Ao contrário, a simples visão de uma imagem sensual o coloca em graves apuros, tendo ele de fazer grande violência contra si mesmo para não ceder aos impulsos da carne. É que a imagem dos santos, por mais bela que seja, inspira unicamente o desejo de amar e doar-se verdadeiramente, ao passo que a imagem sensual tem justamente a missão de seduzir, como as sereias seduzem os navegadores para matá-los.

O mundo moderno não aceita a pregação da Igreja sobre esse assunto porque, igual ao bêbado que não admite sua doença, também não se reconhece dependente da droga. Todavia, qualquer pessoa minimamente sadia conseguiria enxergar a imoralidade da cultura contemporânea. A música, o teatro, o cinema e as próprias leis estão infestados pelo vírus da luxúria. A união sexual é desfigurada pelo desejo doentio da dominação de um pelo outro (cf. Gn 3, 16). O modo utilitarista com que muitos homens costumam se referir às mulheres e à relação com elas — dizendo-lhes palavras mais apropriadas ao campo da alimentação — dá mostra de como o sexo, para esta época, tornou-se um pelourinho, onde um senhor aproveita-se de um escravo. Ambos se tratam como objeto, um abusando do outro.

As consequências do vício da luxúria são várias. O escravo da carne padece muitas derrotas pelos seus impulsos, porque tamanha é a força do desejo que, sem a ajuda da graça, ninguém consegue resistir-lhe. Após o primeiro passo, a prática de atos cada vez mais aberrantes leva pouco tempo. Ademais, a razão fica entorpecida, pois, tomada pelo prazer sensual, esquece-se de seu fim último e cai no tédio, "de onde facilmente se dá origem a um ódio à religião". E nem se mencione os estragos à propagação do gênero humano — de que a Europa já é testemunha.

A história está repleta de personagens importantes, às vezes bíblicos, que, por causa do vício da luxúria, atraíram sérias consequências para suas famílias, países e até mesmo para pessoas inocentes. Davi teve de chorar lágrimas amargas pela curiosidade de seu olhar. Salomão terminou adorando falsos deuses. João Batista literalmente perdeu a cabeça pela insanidade de Herodes. Sodoma e Gomorra foram consumidas pelo fogo. Na raiz de todas essas tragédias estava a concupiscência, a escravidão dos desejos libidinosos. De fato, os impudicos, como ensina São Francisco de Sales, "assemelham-se a borboletas que, pensando que o fogo é tão doce quão belo, atiram-se a ele e se queimam nas chamas". É preciso ser bem claro nestes assuntos, a fim de que não reste dúvida acerca da gravidade do pecado contra a castidade. Ele é nefasto.

Ninguém está isento da batalha pela castidade. Ela inclui homens e mulheres, jovens e adultos, casados e solteiros, homossexuais e heterossexuais. Quando a Igreja prega a virtude da santa pureza como caminho certo para uma autêntica liberdade, ela não está reprimindo a sexualidade de ninguém — como gostam de sugerir certos movimentos, cuja luta parece resumir-se à falsa noção de "sexo livre". Na verdade, uma relação sexual verdadeiramente livre só acontece dentro do matrimônio, por meio de uma entrega total, fiel e fecunda. O "sexo livre" defendido por tais movimentos não passa de um cartão verde para todas as formas de perversões e desejos de dominação e isso não pode trazer liberdade alguma.

A Igreja quer a liberdade para todos. Por isso, insiste no combate às ideologias que deturpam a sexualidade humana, em nome de errôneos "direitos reprodutivos". A cura para o machismo e para toda forma de discriminação injusta é a virtude da pureza, ensinada por todos os santos e homens justos da história, a qual se obtém por meio de atos heroicos e de abnegação: oração, jejum, frequência aos Sacramentos, fuga das ocasiões, afastamento imediato dos pensamentos impuros, devoção à Virgem Santíssima e aos outros santos etc. Há uma série de práticas eficazes no caminho para a restauração.

Com a pureza, o homem torna-se senhor de si mesmo e capaz de amar, pois são os puros de coração os que verão a Deus (cf. Mt 5, 8).


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A igreja de hoje


Malachi Brendan Martin (23 de julho de 1921 - 27 de julho de 1999) foi um padre católico irlandês e escritor sobre a Igreja Católica. Originalmente ordenado padre jesuíta, se tornou professor de Paleontologia no Pontifício Instituto Bíblico do Vaticano, e a partir de 1958, Martin também atuou como consultor teológico do Cardeal Augustin Bea durante os preparativos para o Concílio Vaticano II.

Desiludido pelas reformas na Igreja e com a Ordem Jesuíta, em 1964, pediu dispensa dos votos religiosos e mudou-se para Nova York onde então passou a se dedicar aos escritos.

Abaixo transcrevemos uma entrevista concedida por ele. Percebam caros leitores, quanta verdade sai da boca desse homem no que diz respeito ao que o mundo de hoje está passando.

Em uma entrevista de 1992 com o Padre Malachi Martin, consultor teológico do Cardeal Augustin Bea, ele nos disse o seguinte: “Não há dez bispos que concordem com alguma coisa. Não há duzentos padres que concordem com alguma coisa. Não há coesão sobre a presença real do Santíssimo Sacramento, sobre a devoção a Nossa Senhora, sobre o valor do celibato, sobre o valor da pureza, sobre o valor do matrimônio, ou sobre o valor da vida humana.

Estamos divididos pela dissensão. A maioria dos católicos romanos da América aceitam a contracepção. A maioria aceita o aborto como opção. Um elevado percentual aceita o homossexualismo. O que é isso? Temos o homossexualismo nos seminários, dirigidos pelos bispos. Temos hereges ensinando nos seminários, dirigidos pelos bispos. A Igreja como a conhecíamos não existe mais! E Roma não pode fazer nada a respeito. O Cardeal Ratzinger não pode fazer nada a respeito. O Papa não pode fazer nada a respeito. Eles sabem disso tudo, mas eles não podem fazer nada a respeito.

Então, descobrimos que há um anel de sacerdotes na Arquidiocese de Chicago, que tem praticado pedofilia satânica. Por quanto tempo isso tem ocorrido? E ninguém tem feito nada a respeito! A Igreja não existe como antes.”

No outono de 2002, o Padre Nicholas Grüner, perito de Fátima mundialmente conhecido, escreveu: “Deus também nos fala através da Mensagem de Fátima que Ele punirá o mundo através de castigos. O que a maioria das pessoas não sabe, incluindo aqueles na Igreja, é que a perseguição à Igreja é o que estamos enfrentando atualmente. Isso é um castigo terrível. A Santa Madre Igreja atualmente está sendo perseguida...

Pela infiltração de homens perversos; homens hereges; homens apóstatas, como, por exemplo, maçons, comunistas e, particularmente, pela rede de pedofilia e homossexuais. A perseguição da Igreja é um castigo espiritual muito pior do que todos os castigos materiais. É esse castigo espiritual que está na raiz do escândalo de pedofilia na Igreja hoje em dia.”

Disse São Roberto Belarmino:

“Pela fé vem a justificação, desde que seja verdadeira e sincera, não falsa e afetada. A fé dos heréticos não conduz à justificação, pois não é verdadeira, é falsa; a fé dos maus católicos não conduz à justificação por que não é sincera, mas afetada. É afetada de duas maneiras: quando nós não acreditamos realmente, mas somente fingimos acreditar; ou quando, apesar de acreditar, não é vivida, como acreditamos que deve ser. Nestas duas situações é que as palavras de São Paulo na epístola a Tito devem ser compreendidas: Afirmam conhecer a Deus, mas negam-no com seus atos (Tt 1, 16a).


fonte: Jefferson Roger e rainhamaria.com.br
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Mais sobre a fumaça de satanás na igreja


Olá caros leitores, no século XV, Nossa Senhora do Bom Sucesso profetiza a crise na Igreja, "calando-se quem deveria falar" e o desprezo pela a eucaristia. Ela nos fala: "Quase não se encontrará a inocência nas crianças nem pudor nas mulheres, e nessa suprema necessidade da Igreja, calar-se-á aquele a quem competia a tempo falar". (II, 7)

2 de fevereiro de 1610:"Campearão vícios de impureza, a blasfêmia e o sacrilégio naquele tempo de depravada desolação, calando-se quem deveria falar". (II, 17) "Tempos funestos sobrevirão, nos quais .... aqueles que deveriam defender em justiça os direitos da Igreja, sem temor servil nem respeito humano, darão as mãos aos inimigos da Igreja para fazer o que estes quiserem". (II, 98)

Ela também fala a respeito da Sagrada Comunhão também desprezada. Nos lembra a comunhão na mão, em duas espécies, as "ministras", tudo tão em voga atualmente.

"O mesmo sucederá com a Sagrada Comunhão. Mas, ai! quanto sinto ao te manifestar que haverá muitos e enormes sacrilégios públicos e também ocultos de profanação da Sagrada Eucaristia. .... Meu Filho Santíssimo ver-Se-á jogado ao chão e pisoteado por pés imundos".(II, 7)

E também nos disse Santo Afonso Maria de Ligório, que viveu entre os séculos XV e XVI: "O pecador não quer obedecer a Deus"

"O pecador fala a Deus do mesmo modo que Faraó, quando Moisés lhe levou da parte de Deus a ordem de restituir o seu povo à liberdade. Aquele temerário respondeu: Quem é esse Senhor, para que eu ouça a sua voz? Não conheço o Senhor (Ex. 5, 2). O pecador diz a mesma coisa: Senhor, não Vos conheço, quero fazer o que me agrada".

Pois bem amigo leitor, vamos enriquecer este artigo com algumas passagens bíblicas:

"Não, não é a mão do Senhor que é incapaz de salvar, nem seu ouvido demasiado surdo para ouvir, são vossos pecados que colocaram uma barreira entre vós e vosso Deus. Vossas faltas são o motivo pelo qual a Face se oculta para não vos ouvir". (Isaias 59, 1-2)

"Encontram as suas delícias em se entregar em pleno dia às suas libertinagens. Têm, os olhos cheios de adultério e são insaciáveis no pecar. Seduzem pelos seus atrativos as almas inconstantes; têm o coração acostumado à cobiça; são filhos da maldição". (2 Pedro 2. 13-14)

Como pode, estes eclesiásticos...e Francisco também está incluído nisto, que se dizem servidores da "Verdadeira Igreja de CRISTO", mas...com seu apoio ao gravíssimo pecado do homossexualismo, rasgaram a SAGRADA ESCRITURA. Que "igreja" é esta que eles anunciam?? De DEUS não é mais com certeza.

Diz na Sagrada Escritura:

“No entanto, ninguém seja processado, ninguém repreendido: é contra ti, ó sacerdote, que Eu vou mover o processo. Tu tropeçarás em pleno dia, de noite também o profeta tropeçará contigo, e Eu farei desaparecer a tua mãe. O meu povo morre por falta de instrução. Porque tu abandonaste a instrução, Eu te rejeitarei de meu sacerdócio.” (Os 4, 4-6)

“... e sabereis que Sou Javé, cujos mandamentos não seguistes, cujas leis não praticastes, mas caminhastes conforme os costumes dos povos que vos rodeiam.” (Ez 11, 12)
“E depois procuram curar a ferida do meu povo assim à ligeira, dizendo: está bem, está bem! Quando de fato nada está bem! Corarão pelos seus horríveis crimes? Mas não sentem vergonha, são incapazes de corar. Por isso cairão com os que caem, tombarão no tempo do castigo, diz JAVÉ.” (Jr 6, 14)

“O SENHOR disse: este povo vem a mim só com palavras, honrando-me só com os lábios, com o coração afastado de mim, e sua religião para comigo são mandamentos humanos, pura rotina!” (Is 29, 13)

“Ai dos filhos rebeldes! Oráculo do SENHOR. Fazem planos, mas sem mim, e pactos que eu não inspiro, de maneira que acumulam falta sobre falta.” (Is 30, 1)

Portanto, os católicos orgulhosos, céticos, incrédulos e modernistas, isto inclui inclusive muitos eclesiástcos, que fazem pouco caso da Sagrada Escritura e das atuais profecias, terão de engolir o amargor de suas abundantes lágrimas de arrependimento, quando o DEUS Altissimo pedir contas desta apostasia, da falta de zelo com a SUA CASA, a Igreja.

"Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir". (Lc 12,48)

Católicos, fiquemos de olho. É preciso seguir Jesus. A igreja Dele não perecerá. O inferno não prevalecerá sobre ela, isso nos garantiu o salvador. Mas ela que é santa é feita por membros pecadores e o inimigo sabe aproveitar essa condição humana. Portanto, olhos abertos, mente aguçada, sentidos atentos, coração em Deus. Muita oração, muita oração e muita oração, pois somente assim, guiados pelo Espírito Santo de Deus, pelo auxílio de Maria Santíssima e por Jesus Misericordioso poderemos seguir em frente, rumo à eternidade. Não nos deixemos pois abater pelos lobos em pele de cordeiro.


fonte: Jefferson Roger e rainhamaria.com.br
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Temor e Respeito


Carta aos Hebreus 12,28

28 sim, possuindo nós um reino inabalável, dediquemos a Deus um reconhecimento que lhe torne agradável o nosso culto com temor e respeito. Porque nosso Deus é um fogo devorador (Dt 4,24).
Mais uma belíssima passagem que nos lembra a nossa realidade de criaturas e filhos de Deus. Como se diz na santa missa “é nosso dever e nossa salvação” em resposta a “demos graças ao Senhor Nosso Deus”, nos cabe a todo o instante louvar, bendizer e agradecer a Deus. Não esqueçamos que éramos um nada, éramos pó e um dia nossa composição corpo e alma receberá uma nova condição, nosso corpo será glorioso e esta realidade passageira ficará no passado.

Como é bom não é mesmo refletirmos sobre isso. Pararmos para pensar que viveremos para sempre e mesmo refletindo sobre essa realidade nem conseguimos conceber, como diz São Paulo, o que nos foi preparado no reino dos céus.

Talvez alguns de vocês caros leitores já devem ter passado pela experiência de ter recebido uma graça, uma consolação de Deus e por conta disso, a reação humana e primeira é se colocar a chorar. O famoso chorar de felicidade pois nem cabe em nosso pequeno coração todo o amor que o céu aguarda para nos dar em abundância no paraíso. Quando recebemos, fazendo um comparativo, uma pequena amostra grátis desse Deus que é amor, quando recebemos uma pincelada, uma pitada, uma gotinha dessa imensidão toda, caímos em si, vencidos pelo puro amor de Deus e só nos resta... chorar!

E ainda por cima nem merecemos, pois como diz no livro dos salmos, se Deus nos tratasse segundo nossas faltas o que seria de nós?

Estamos sempre a querer o perdão e a misericórdia de Deus, mas não agimos assim com o próximo, principalmente se este próximo nos ofende. Corremos então a pedir a justiça para Deus. Cuidado! Somos incapazes de perdoar mas queremos o perdão? Só desculpamos alguém e ainda avisamos que se nos aprontar de novo não desculpamos mais? Que conversa é essa?

E quando Jesus disse a São Pedro que é preciso perdoar 7x70? – Não se trata de perdoar por toda a vida 490 vezes e pronto. Se trata como nos ensinam os estudiosos da bíblia de perdoar sempre. Do contrário todos teriam que ficar preocupados com cotas. O perdão que brota do amor que nasce de um coração misericordioso é infinitamente superior a limites.

Portanto, a um Deus assim, preocupado mais com nossa salvação até mesmo do que nós, que não se cansa de cuidar de nós, de nos procurar e de nos oferecer essa vida eterna; Ele que é tão zeloso para com seus filhos; muito mais do que um pai terreno o é para com os seus, tem por natureza e direito, a receber de nós um culto cheio de temor e respeito.

Não é ter medo de Deus. Este temor, que é um dos sete dons do Espírito Santo, significa ter medo de se afastar de Deus e de que Ele se afaste de nós por Termos ofendido e desagradado a Ele.

Outra passagem bíblica nos recorda que o início da sabedoria é o temor de Deus. Como ao católico isso precisa estar plenamente claro, pois esse Deus que nos criou é o tesouro das parábolas que Jesus nos conta sobre o reino dos céus. Como não o respeitar? Como não o tratar com o devido respeito que devemos dar? Se entre nós homens e mulheres muitas vezes vivemos dizendo que “respeito é bom e eu gosto”, que “é preciso respeitar os mais velhos”, eu respeito isso, eu respeito aquilo, “quem quer respeito que respeite” e por aí vai. Ora, o respeito nos faz ter consciência de que estamos frente a uma realidade de filhos de Deus e seguidores de Jesus.

Quem não respeita logo é chamado de mal-educado entre outros “adjetivos”. E quem não respeita a Deus? Como é que fica? Quem não respeita suas leis, seus ensinamentos, toda a sua criação e tudo o mais que Dele procede?

Ai destes, como diz Jesus! A coisa é séria caros leitores. Todo o nosso proceder para com Deus não pode ser de qualquer jeito, nem pode estar em meio termo, muito menos num comportamento de política de salário mínimo ou de jogo de interesses egoístas.

Temor e respeito, medo de ofender a Deus e de que Ele se afaste de nós e comportamento para com Ele digno da sua infinita majestade.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Levar a Sério


É sempre preciso estar atento, é sempre preciso levarmos tudo a sério, inclusive as brincadeiras. Isso mesmo, é preciso pensar assim para que a essência da pessoa não se perca no meio das tentações. Vamos explicar com um exemplo.

Quando lemos no evangelho sobre as tentações que Jesus sofreu no deserto percebemos claramente que uma das coisas que aconteceu durante o episódio narrado é que Jesus não perdeu sua essência. Não deixou de lado o que Ele é para adotar o comportamento do mundo.

Excelente exemplo nos deu o Salvador pois é isso que o católico deve seguir. Não nos convém deixarmos um comportamento cristão, que é o comportamento esperado e desejado por Deus, para agirmos como bem acharmos. Um cristão filho de Deus, tem motivos de sobra para se comportar como tal, afinal, se a nossos pais terrenos os amamos ao ponto de não darmos nenhum desgosto a eles o que dizer ao pai do céu?

Com certeza não foi por isso que Jesus morreu na cruz. Ele veio a este mundo para pagar nossa dívida impagável, pois nossa ofensa ao infinitamente santo era inalcançável por conta de nossa natureza humana. Portanto, sem perder sua natureza divina, Jesus assumiu nossa condição humana e nos comprou o direito à vida eterna num ato de redenção, pregado na cruz.

Jesus levou a sério a sua missão, o seu papel, a sua condição e tudo, vamos recordar, por amor a nós, criaturas de Deus. Vamos colocar isso em nossos corações: Jesus leva tudo a sério.

Consolador também é recordar outra passagem bíblica que nos ensina que “nem um copo de água dado a alguém ficará sem recompensa”. Não é maravilhoso isso? Eis aí outra prova de que tudo é levado a sério. Não vacilemos então.

Todavia, falemos um pouco da questão dos padrinhos, de forma um tanto resumida mas com um conteúdo suficiente para nos conscientizarmos da questão.


Em nossa religião católica temos que os padrinhos são aqueles que “abraçam” uma causa, assumem um compromisso. Quando se casam, marido e mulher assumem perante Deus a condição de receber e educar os filhos dentro das verdades celestes. Muito bem. Quando estes filhos chegam, os pais instruídos pela igreja são orientados a designarem padrinhos para que estes, contribuam no compromisso dos pais de educar os filhos na fé da igreja. E este compromisso pode ficar mais sério, caso os pais falhem nos ensinamentos ou faltem os pais.

Já os padrinhos de casamento possuem um caráter de testemunhas uma vez que os nubentes, verdadeiros ministros do sacramento do matrimônio estão a contrair perante Deus está graça. Vemos porém, tanto em um como no outro caso, que existe sem dúvida um fator em comum. As pessoas escolhidas para serem padrinhos precisam ser pessoas de vida religiosa ativa e firmes seguidoras de Jesus. Do contrário serão pessoas escolhidas por comodidade, casualidade ou por agrado tornando-se mais adiante exemplos que não devem ser seguidos. Pessoas que dão presentes melhores porque são padrinhos e são agora chamados por padrinhos, compadres e comadres, haja falta de seriedade nisso viu!!! Só por Deus mesmo!

Vejamos uma coisa, como disse Jesus “é preciso fazer isso sem deixar de fazer aquilo”. A pessoa na condição de padrinho ou madrinha precisa entender que alguém viu nela ou nele, qualidades que o credenciaram ao convite. Façamos jus a questão. Vamos levar a sério a missão. Que com certeza vem do céu, pois está escrito na bíblia em 1ª Macabeus 3,43 para cuidarmos do nosso povo e da sua religião e mais; em Ezequiel 3,20 está escrito que não devemos nos omitir se vemos o próximo cometendo algum erro, pois ele será cobrado de sua falta, mas a nós será pedido satisfação por termos ficado de braços cruzados.

Que Jesus Misericordioso não nos falte em nossa tarefa de trabalharmos como soldados de Cristo em prol do Reino de Deus, trabalhando pela salvação do irmão em conjunto com a santa igreja católica. Mais que padrinhos ou madrinhas, mais que pais e mães, sejamos sim verdadeiros filhos de Deus, nos comportando como nos ensina Jesus, como espera Deus Pai, como deseja Nossa Senhora e como fizeram todos os santos e santas de Deus, auxiliados pelo coro celeste dos anjos.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O anticristo agita sua calda


A revista “Dabiq” [foto], do Estado Islâmico, publicou na capa a montagem fotográfica de uma bandeira negra maometana ondeando sobre o obelisco da Praça de São Pedro.

Nas páginas interiores, os seguidores de Alá justificam o rapto, a compra e a venda em mercados de cristãs como escravas sexuais, bem como formas de estupro e exploração do sexo.

O sheik Abu Muhammad escreve: “Nós vos prometemos (oh, cruzados) que esta será a vossa última campanha. Conquistaremos a vossa Roma, romperemos as vossas cruzes e faremos escravas vossas mulheres. Se não conseguirmos desta vez, então, nossos filhos e netos o farão, e venderão vossos filhos como escravos no mercado dos escravos.”

Em face de tal declaração, como explicar que vozes eclesiásticas do Ocidente critiquem o uso lícito de armas para conter a sanha anticatólica e facinorosa desses islamitas?

Esta matéria caros ouvintes é mais uma entre tantas que irrompe nas ondas da internet. O tema Estado Islâmico (EI) tem atraído muitos olhares mundiais para o oriente, ao norte do Iraque e Síria. E aos poucos também ao redor do mundo, quando este grupo extremista se pronuncia responsável por atividades terroristas em questão.

De fato a onda é crescente e o mundo já reage em resposta a mais esta tribulação mundial que a humanidade vem passando. Aos poucos os noticiários internacionais vem publicando uma periodicidade de acontecimentos promovidos por este grupo extremista. Mas vamos entender um pouquinho mais sobre o Estado Islâmico?

O Estado Islâmico (ou Isis, na sigla em inglês) era aliado da Al-Qaeda. No início de 2015 os dois grupos se desentenderam e o Estado Islâmico começou a agir sozinho. Ele é diferente do Al-Qaeda porque está tentando conquistar um território e se estabelecer como um país. Eles começaram a atacar áreas no Iraque e na Síria para criar um estado baseado numa visão extremista do Islã. Querem criar um califado sunita.

Essa história tem a ver com o Saddam Hussein, porque ele era sunita, como os membros do EI, e essa corrente religiosa dominou o Iraque durante décadas. Depois da queda do ditador, o governo apoiado pelos Estados Unidos foi composto por xiitas. Os sunitas se sentiram excluídos e queriam ter mais poder. Sunitas e xiitas são rivais há séculos e essa situação política agravou a situação e favoreceu o fortalecimento do EI.

Eles matam pessoas e filmam tudo para assustar e mostrar que têm poder. As execuções com cara de filme também servem para recrutar gente nova pelo mundo. A ideia é seduzir os mais jovens vendendo a eles a ideia de vingança e força. E essa tática tem funcionado.

Pessoas do Ocidente se juntam a eles pois muitos são filhos de imigrantes árabes e de países muçulmanos, e se sentem discriminados nos países onde nasceram porque têm uma cultura diferente. Em geral, decidem se juntar ao Estado Islâmico para se vingar.

O dinheiro que eles conseguem para agir inicialmente veio quando países ocidentais (como os EUA) financiaram grupos rebeldes para lutar contra o ditador sírio Bashar Al-Assad, que ainda está no comando do país. Esse foi o começo do nascimento do Estado Islâmico. Hoje, vivem de pedido de resgate de sequestros de estrangeiros, cobrança de impostos das áreas que dominam e roubo a bancos.

Curioso não? Os Estados Unidos financiava e agora lidera um grupo internacional contra o Estado Islâmico. Vai entender....

Atualmente as estimativas falam em 50 ou 60 mil combatentes que hoje fazem parte deste grupo. O número preciso é impossível de saber, ao menos por enquanto.

Os curdos, envolvidos em toda a situação, são uma etnia que vive há séculos entre o Iraque e a Turquia. Eles tentam há muito tempo ter um estado próprio, que se chamaria Curdistão. O Estado Islâmico invadiu áreas pertencentes aos curdos, que se juntaram na batalha contra o grupo sunita.

Mas e aí caros leitores! Porque o estado islâmico persegue e mata cristãos?


Os cristãos têm a Bíblia Sagrada como o livro que se inspiram para tomar decisões na vida e seguindo o caminho que é a vontade de Deus. Acontece que ao mesmo tempo que você lê em 1º João 3:16 "Nisto temos conhecido o amor: Jesus deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos", no Alcorão, os seguidores de Maomé lêem "Os incrédulos, serão cobertos com vestimentas de fogo e lhes será derramada, sobre as cabeças, água fervente, a qual derreterá tudo quanto há em suas entranhas, além da totalidade de suas peles", (Capítulo 22:19 e 20).

Com base em versículos como esse, grupos extremistas, que levam a mensagem ao pé da letra, estão crescendo e matando cada vez mais em nome de Deus. Como no massacre de Paris, que matou 127 pessoas e feriu 300 na noite de sexta-feira (13/11/2015) e que foi assumida a sua autoria pelo grupo estado islâmico.

O grupo tem como líder Maomé. Segundo a história, em 610 AD (Anno Domini) Maomé alegadamente encontrou-se com o Anjo Gabriel numa gruta fora de Meca. A partir daí, teve início o processo da sua alegada recepção de revelações divinas provenientes de Deus para transmissão à humanidade, que virou o alcorão. Maomé começou como um modesto e relativamente pacífico pregador e passou a ser um auto-radicalizado profeta da guerra, do assassínio em massa, do terror, da tortura, da violação, e do abuso de menores.

O estado islâmico usa esses fundamentos ao pé da letra para matar quem se volta contra eles ou simplesmente porque não se curvam a Maomé. É como uma igreja forçar um texto bíblico, como por exemplo o que está em Deuteronômio (21: 18 a 21):

"18 Se um homem tiver um filho indócil e rebelde, que não atenda às ordens de seu pai nem de sua mãe, permanecendo insensível às suas correções,
19 seu pai e sua mãe tomá-lo-ão e o levarão aos anciães da cidade à porta da localidade onde habitam,
20 e lhes dirão: este nosso filho é indócil e rebelde; não nos ouve, e vive na embriaguez e na dissolução.
21 Então, todos os homens da cidade o apedrejarão até que ele morra. Assim, tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel, ao sabê-lo, será possuído de temor.

Se lermos estes versículos sem nenhum contexto histórico e bíblico, vamos chegar a conclusão errônea de que a Bíblia manda matar crianças desobedientes.

Com base forte, ideologia e sofisticação militar o grupo vai além de tudo que o mundo já viu. É portanto preciso, como sempre o é, que a humanidade volte o seu olhar para Deus, para a eternidade, agarre firme a sua cruz, se desapegue de todos os medos presentes e que ainda poderão surgir e nutram sua fé, tornando-a inabalável perante os inimigos de Deus.

A vida segue, apesar de tudo a vida segue. E a vida de cada um precisa seguir rumo ao paraíso. Neste instante, enquanto estás a ler este artigo saiba que em outras partes do mundo as pessoas não vivem mais com dignidade e com liberdade inclusive religiosa. Jesus nos alertou: "dias virão". O medo é falta de fé, o amor exige o sacrifício da cruz. Rezemos pois em uníssono por todos os filhos de Deus, para que como nos ensina o salvador, estes dias sejam abreviados, Amém.


fonte: Jefferson Roger e internet
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Regido por Deus


Deuteronômio 18,10-13

10 Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo,
11 à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos,
12 porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações.
13 Serás inteiramente do Senhor, teu Deus.

O livro do deuteronômio neste capítulo trata de um tema diretamente ligado com a observância do primeiro mandamento, “Amar a Deus sobre todas as coisas com todo o teu coração, alma e entendimento”. Nem poderia ser diferente, se pararmos um pouco para refletir, uma lista de mandamentos celestes que não começasse por este mandamento. O próprio Jesus afirmou aos que lhe perguntaram que este era o maior de todos os mandamentos, episódio tal em que ele também aproveitou da circunstância para enfatizar que o segundo, semelhante a este é “Amar o próximo como a si mesmo”.

Colocar Deus em primeiro lugar, cada vez mais é algo que está se tornando muito difícil de ser posto em prática por muitos. Ora, tenho tantos afazeres e tantos compromissos e tantas responsabilidades na vida e direito de ser feliz e aproveitar a vida e isso e aquilo. Quando sobrar tempo ou quando eu me aposentar, terei mais tempo para ir a igreja, rezar e me dedicar as coisas do céu, a minha salvação.

E assim muitos seguem suas vidas colocando em seus cotidianos, muitas vezes, tudo aquilo que vai contra o que nos pede Jesus. Lembremos: não podemos servir a dois senhores. Então ao invés de colocarem toda a sua confiança em Deus, recorrem a outras fontes, como tarô, cartas, búzios, simpatias, horóscopos, passes espirituais, trevo de quatro folhas, folha de arruda, crenças populares dos antigos, videntes, ciganos e a lista continua.

Bom, foi Jesus quem nos ensinou. Em verdade Ele nos lembrou quando disse que não podemos servir a dois senhores toda esta passagem do livro do Deuteronômio que aqui estamos a refletir. Não se pode querer viver uma vida pautada nos ensinamentos celestes e temperá-la com outras filosofias doutrinárias contrapostas a realidade pensada, desejada e criada por Deus.

A vida do católico é regida por Deus, não é regida pelos astros. Simpatias tem princípios não religiosos. Crendices em geral não partem de Deus para com o homem e sim do coração do homem para ele mesmo, porque muitas vezes essa busca vem da necessidade de preencher um vazio na pessoa. É pena que Deus, que nos criou por amor e para o amor não fica em primeiro plano e não fica sendo a primeira opção na vida das pessoas.

Eu vou tentando isso, eu vou tentando aquilo e vou tentando aquele outro. Quando tudo falhar e não tiver mais saída, então corro desesperado e o que é pior, as vezes exigindo de Deus uma solução, mas sem arrependimento sincero ou como uma criança mimada batendo o pé querendo por que quer é pronto.

O versículo treze desta passagem é bem claro: “Serás inteiramente do Senhor, teu Deus”.

Compreendendo isso compreendemos a realidade do primeiro mandamento e tudo se torna mais leve pois a obrigação se transforma em suave realização da vontade de Deus por amor a Ele.

É por amor a Deus que não tomo seu santo nome em vão. É por amor a Deus que guardo o domingo e dias santos de preceito. É por amor a Deus que honro pai e mãe. É por amor a Deus que eu não mato. É por amor a Deus que eu não peco contra a castidade. É por amor a Deus que eu não furto. É por amor a Deus que eu não levanto falso testemunho. É por amor a Deus que eu não desejo a mulher do próximo. É por amor a Deus que eu não cobiço as coisas alheias.

Se assim for o inimigo não consegue nos confundir quando diz em tentação que Deus nos quer como escravos e que não podemos fazer o que queremos, que é preciso se libertar desses mandamentos. Afinal, eles são uma lista de obrigações que nos impedem de sermos felizes e fazermos o que quisermos.

Quanta imundice vomita satanás na cabeça das pessoas. Claro, ele só pode fazer isso. Ele quer mimar as pessoas com as coisas do mundo, cegando a realidade delas de filhos de Deus e herdeiros da glória eterna. Ilude a humanidade ao falar que Deus não concede o que queremos.

E nesse ponto ele está certo. Isso mesmo que você leu, satanás tem razão e seduz muitos com essa verdade. O problema é que o encardido sempre mistura verdades com mentiras, porque a verdade por si só é libertadora mas é o remédio da nossa salvação. E remédio cura mas não é bom de se tomar. Por isso é que Deus não irá nos mimar. Ele não quer nos ver condenados ao inferno, Ele nos quer no céu e portanto é por isso que Deus nos dá sempre o que precisamos e não o que queremos e principalmente se o que quisermos não contribuir para nossa salvação.

No Evangelho de São Mateus, 6,24-34, nosso salvador recorda que Deus cuida de nós pois “acrescenta” em nossas vidas tudo que precisamos. Sigamos pois a verdade que liberta. Lembre-se: Deus na mente, o paraíso no coração e o mundo debaixo dos pés, dizia Santo Antonio Maria Claret.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A essência do mal


Um homem de 43 anos é suspeito de matar o próprio filho de dois anos em Rio Branco do Sul, região metropolitana de Curitiba (PR). O pai confessou ter cometido o crime porque teve medo de perder o emprego e chegou a forjar um sequestro para enganar a polícia.

Erick Pereira, de dois anos, que estava desaparecido desde a tarde de domingo (15/11/2015), foi encontrado na zona rural de Rio Branco do Sul. Daniel Pereira Aires procurou ajuda na segunda-feira (16/11/2015) afirmando que bandidos tinham matado seu filho. Segundo ele, os dois passeavam de carro em uma lagoa no município de Rio Branco do Sul, quando os dois teriam sido abordados por criminosos, que anunciaram o assalto. Ainda de acordo com ele, os bandidos teriam obrigado os dois a entrar no próprio veículo e, durante o trajeto, teriam matado a criança com dois tiros porque ela chorava muito. O homem ainda afirmou ter conseguido escapar dos bandidos e procurado ajuda em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Itaperuçu, também no Paraná. A polícia fez buscas por cerca de 70 km junto com o pai do menino. A versão dele não era clara e tinha muitas contradições, segundo a polícia. Durante as buscas, ele confessou o crime.

Em depoimento, Aires disse que cometeu o crime porque teria sido transferido de setor na empresa onde trabalha. O medo de perder o emprego e não conseguir sustentar a família teria o motivado a matar a criança. Um carro do IML (Instituto Médico Legal) foi até o local recolher o corpo de Erick. O pai disse que afogou e estrangulou o filho. Segundo a delegada responsável pelo caso, ele afirmou ainda ter pensado em se matar após o crime.

Pois bem caros leitores, o que podemos pensar ao lermos esta matéria colocada no ar pelo r7.com? O medo de perder o emprego e não conseguir sustentar a família foi apontado como motivo para o cometimento do crime. Ao ler esta matéria pela primeira vez, o artigo repleto de fotos não traz um paralelo com a atitude ocorrida. Pai e filho parecem felizes a desfrutar seus momentos de lazer. No entanto, se realmente é verdade que este tal “medo” fez o pai projetar uma possível realidade à frente em sua vida familiar podemos com toda a certeza afirmar que a falta de fé em Deus e de Deus nessa família era uma verdade.

Vamos refletir com calma a luz da palavra de Deus para que não caiamos em tentações e confusões.

Jesus no evangelho de São Mateus 6, 25-34 nos ensina que devemos buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e TUDO mais nos será acrescentado. Jesus foi bem claro, Ele disse TUDO. Não disse quase tudo, ou tudo com algumas exceções, ou tudo exceto isso ou aquilo. Jesus disse TUDO.

E neste mesmo trecho ele nos ensina que não devemos nos preocupar com o dia de amanhã, com o que vestir, o que comer, o que beber, enfim, Ele nos explica que isso é preocupação dos pagãos, ou seja, das pessoas que não vivem os ensinamentos de Deus.

E ainda tem mais, Jesus nos diz: não tenhais medo. Partindo destes dois ensinamentos percebemos que, pessoas que não vivem voltadas para Deus, com os pés no chão mas com o coração em Deus são vítimas do mundo. O mundo diariamente sufoca, oprime e inunda corações e mentes com todo o seu lixo passageiro acuando as pessoas e colocando a todo instante toda a perseverança humana à prova.

Por isso que Jesus disse no evangelho de São João que sem mim nada podeis fazer. E não podemos mesmo, e vamos repetir: “e não podemos mesmo!”

E quando achamos que podemos e pensando assim deixamos Deus de lado, nossos problemas, angústias, preocupações, tribulações e ansiedades nos superam e acabam por “acabar” conosco. Então esse acabar pode ser entendido como as doenças físicas e espirituais que corrompem nossa natureza e vocação para a santidade, nos fazem cair em tentação, porque nos distraímos por não estarmos mais atentos, e as consequências na grande maioria das vezes, nos levam a fazermos como diz o apóstolo São Paulo em sua carta aos Romanos 7,18-19:

18 Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo.
19 Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero.

Portanto é necessário agirmos como nos ensina Santo Antonio Maria Claret: “Quem quiser se salvar, tenha Deus no coração, o paraíso na mente e o mundo debaixo dos seus pés”. Amém.


fonte: adaptado do r7.com e Jefferson Roger
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Desagradar a Deus


Levítico 20,13

“Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa.”

No antigo testamento no livro do profeta Malaquias 3,6 está escrito: “Eu sou o Senhor seu Deus e não mudo”. No livro do profeta Isaías 45,23 está escrito: “Minhas palavras não serão revogadas.

Pois muito bem caro leitor, mais simples do que isso nem precisa não é mesmo! Se nosso criador afirma que não muda e que suas palavras não perderão o seu valor de ser, fica bastante evidente que o que pode e não pode já está dito por Deus. Não cabe a humanidade tentar impor seus valores mundanos sobrepondo com suas leis terrestres alguma lei divina. Não há como mudar essa realidade. Tentativas assim não passam de atos de revolta, rebeldia e desobediência, tal qual aconteceu no princípio das coisas onde o pecado entrou no mundo.

Com esta pequena introdução, é preciso ficar bem claro que não existe severidade nenhuma na lei, nos mandamentos e na palavra de Deus. O que existe é a falta de amor de resposta e gratidão da criatura para o criador, que nos amou primeiro. Pois, quanto mais nos parece um fardo o que nos pede Jesus é porque menos amamos as coisas de Deus.

Está passagem em específico do livro do Levítico do antigo testamento atesta uma realidade muito presente no comportamento desordenado do ser humano. O versículo é bem claro ao afirmar que se o ser humano ferir a natureza pensada, desejada e criada por Deus, está atitude que é de culpa própria o levará rumo à sua condenação. É interessante notar que “levarão a sua culpa”, ou seja, salvo casos de violência sexual não consentida, esse desejo desordenado é abominável.

Entre tantos sinônimos da palavra abominável temos: odioso, detestável e insuportável. Portanto, vemos que Deus é bastante claro ao nos ensinar, e repetimos mais uma vez, que atos em desacordo com a Sua lei, Seus mandamentos, Sua palavra e Sua vontade são detestáveis. E não precisamos cair na tentação de acharmos que o padrão Dele é tão alto ao ponto de nos pedir algo praticamente impossível de realizarmos. Esse não seria o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, não seria o Deus de amor, que é amor.

Como um pai que se desdobra pelo bem de seu filho e que mesmo com seu coração concupiscente sabe dar coisas boas o que diríamos de nosso Pai Celeste? Por isso é que o que vai contra os desígnios de Deus não tem outra condição que não seja Ofendê-lo, Magoá-lo, Entristecê-lo e Desagradá-lo.

Se esse Deus que é amor não fosse misericordioso e nos tratasse segundo nossas faltas, como diz o salmo, o que seria de nós? Mas isso se aplica aos profundamente contritos e arrependidos e aqueles que são fiéis habitudinários e que são escravos do pecado.

Para aqueles que insistem em deixar Deus de lado e agir conforme o desejo da carne, agindo por exemplo, como está escrito neste versículo treze do capítulo vinte do livro de levítico terão como recompensa a condenação eterna, a privação eterna da felicidade no paraíso. E por que? Por causa de prazeres carnais, que viciam e mancham a dignidade de filhos de Deus fazendo-os chafurdarem na lama do pecado e por conta do quê?

Impureza, blasfêmia e sacrilégio são os tipos de pecado que mais condenam as pessoas ao inferno. Quem diz isso é o próprio Jesus e Maria em várias aparições aprovadas pela igreja católica, em várias partes do mundo. Fato este também atestado pela vida e testemunho de muitos santos e santas. Ora caros leitores, será que vale a pena uma vida vivida com estes míseros anos terrestres, seja cinquenta, sessenta, setenta ou oitenta anos, ou ainda sejam quantos anos forem em meio as coisas do mundo e isso inclui os seus prazeres em troca de abrir mão de uma eternidade de alegrias que como diz o apóstolo São Paulo, nos foram preparadas e nem podemos concebê-las?

Parece meio loucura não é mesmo! Muitos não pensam assim e dizem que é preciso aproveitar os prazeres da vida, porque a vida é curta e não se pode perder tempo.

Tudo verdade, como sempre vemos aqui mais uma das artimanhas de nosso cruel inimigo: satanás. Sempre a misturar verdades com mentiras o anjo caído ceifa grande parte da humanidade semeando a confusão no meio do povo.

É preciso sim, aproveitar os prazeres da vida, pois Deus criou tantas coisas belas para nos servirmos delas, mas isso se aplica para uma atitude que não nos afaste do caminho da salvação.

A vida é curta, muito verdade não é mesmo, e mais ainda é verdade quando refletimos que só temos o dia de hoje, pois o amanhã não existe ainda e não sabemos se viveremos essa realidade, pois sempre o católico tem que ter em mente a realidade dos seus novíssimos como nos diz no livro do Eclesiástico 7,40.

Outra verdade, não devemos desperdiçar tempo na vida. Mas esta vida que é eterna, pois começa aqui e prossegue por todo o sempre, precisa ser vivida em prol de nossa salvação, da salvação de nossos irmãos, filhos de Deus e da instauração do seu reino. Não é como muitos imaginam, um parque de diversões, uma área de lazer onde tudo posso e faço e assim vou vivendo sem ponderar as consequências de meus atos num estado permanente de miopia e transe, onde é mais cômodo evitar pensar no amanhã. “Deus me livre, vira essa boca pra lá”. É o que tantas pessoas dizem quando o assunto se torna muito sério.

Muitos querem ir para o céu, mas ninguém quer morrer. E mais, muitos querem se salvar vivendo no maior conforto e comodidade. E mais ainda, tantos nem acreditam no inferno e satanás, e vivem numa certeza fantasiosa de que herdarão o reino dos céus. E por fim, pasmem, muitos nem acreditam que exista uma continuação. Acham que a morte é o fim de tudo, não encaram a morte como uma passagem purificadora, necessária e inevitável na vida de todos que querem um dia viver a felicidade eterna junto da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora, dos anjos e santos de Deus e de seus familiares.

Estes preferem ter um romance com o pecado, preferem ter um pecado de estimação ao contrário do amor de Deus em suas vidas. Com suas escolhas, vivem como convém, abrindo mão de suas heranças como filhos de Deus e com isso, já escolheram a sua recompensa.

E o nosso Deus, que é Deus dos vivos não se cansa de nos oferecer o prêmio eterno, não nos obrigando a nada pois até seus mandamentos são mandamentos de amor. Deus se basta e não precisa de nós mas por amor Ele nos quer, não abrindo mão de suas criaturas.

Peçamos a graça ao Espírito Santo de termos um coração contrito e arrependido para podermos amar de volta e vivermos em sua vontade, auxiliados pela Virgem Maria, nosso anjo da guarda, os santos e santas de Deus e pela Misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Redentor cujo sangue derramado na cruz pagou o preço da nossa salvação. Amém.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Cristão, perda de tempo?


A uma sociedade que abandonou a fé e considera um "desperdício" ser cristão, a grande Santa Teresinha do Menino Jesus tem uma resposta a oferecer. Para ela, a "perda de tempo" dos que amam a Deus é o "santo desperdício" de quem ganha a eternidade!

O vocalista da banda de rock AC/DC, Brian Johnson, considera todas as religiões "uma perda de tempo". O músico é parte de uma cultura que relegou a fé, a metafísica e a transcendência para o segundo plano, como se fossem temas pouco importantes – quando não "fantasiosos". É a geração que acredita que "Deus morreu", que não sabe – ou não quer – rezar porque não está na moda, e que vive, em última instância, sem um sentido pelo qual viver. Tragicamente, antes de acharem que os religiosos perdem tempo indo à igreja, para eles, só o fato de viver já é uma grandíssima perda de tempo.

A palavra "perda", no entanto, não é totalmente estranha ao vocabulário dos Evangelhos. Deixando de lado a descrença e a provocação de Brian Johnson, é preciso concordar que o seguimento de Jesus comporta uma certa renúncia, não só do tempo que se tem, mas de todas as coisas. É o próprio Senhor quem o ensina:

"Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem buscar sua vida a perderá, e quem perder a sua vida por causa de mim a encontrará." (Mt 10, 37-39)

"Todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna." (Mt 19, 29)

"Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a salvará." (Lc 9, 23-24)

"Se alguém vem a mim, mas não me prefere a seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs, e até à sua própria vida, não pode ser meu discípulo." (Lc 14, 26)

"Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem não faz conta de sua vida neste mundo, há de guardá-la para a vida eterna." (Jo 12, 25)

Não se pode enganar as pessoas "maquiando" ou adaptando as partes mais duras do ensinamento de Cristo. As exigências da fé cristã são, de fato, muito sérias. O amor que Nosso Senhor pede por parte dos que desejam segui-Lo chega a soar escandaloso: é preciso preferi-lo aos próprios parentes, à própria esposa, à própria vida!

O que não se pode perder de vista é o precioso tesouro escondido no campo (cf. Mt 13, 44), a razão que faz com que tantos homens e mulheres, de todos os povos e nações, de todas as raças e línguas, vendam tudo o que têm, deixem tudo o que possuem e transformem tudo o que são, só para se fazerem cristãos. Ao lado da perda que traz consigo o seguimento do Evangelho, há um ganho infinitamente superior e absolutamente incomparável: a amizade de Deus nesta vida e a felicidade perfeita no Céu.

Santa Teresinha do Menino Jesus sabia muito bem disso. Em um de seus poemas, ela dialoga com o Evangelho, na parte em que Maria de Betânia lava os pés do Senhor com "perfume de nardo puro e muito caro". O discípulo traidor, ao ver tamanho "desperdício", comenta: "Por que esse perfume não foi vendido por trezentos denários para se dar aos pobres?" ( Jo 12, 5). Santa Teresinha põe essa mesma indagação na boca do mundo e compõe os belos versos seguintes:

"Viver de Amor, que estranha loucura!"
Diz-me o mundo: "Ah, cessa de cantar,
não percas teus perfumes, tua vida,
Utilmente procura empregá-los!..."
Amar-te, Jesus, que perda fecunda!...
Todos meus perfumes são teus sem retorno,
Eu vou cantar ao sair deste mundo:
"Eu morro de Amor!"

Amar Jesus, diz Santa Teresinha, é uma perte féconde, uma "perda fecunda". Não há nada maior com que gastar os nossos anos, o breve tempo que se nos afigura nesta vida, que com o amor de Deus, porque, no final, Ele será o único que nos restará, a melhor parte, que não nos será tirada (cf. Lc 10, 42). A "perda de tempo" dos que amam a Deus é, portanto, o "santo desperdício" de quem ganha a eternidade!

Não temamos, pois, "perder o nosso tempo" com as coisas de Deus! Gastar as nossas horas diante do Santíssimo Sacramento, com o Santo Rosário, com as conversações celestes! "Desperdiçar" a nossa juventude "confinado" em uma igreja ou "aprisionado" em casa com a própria família! Tenhamos sempre diante dos olhos Aquele que é o motivo de nossas loucuras ( folies), na certeza da fé de que Deus sabe recompensar os que O amam e n'Ele esperam; de que, como diz o Papa Bento XVI, quem escolhe Jesus não perde nada, ganha tudo!

Lembremo-nos também que não fomos nós, na verdade, quem O amamos primeiro, mas Ele; não somos nós quem subimos, com nossas próprias forças, ao Céu, mas é Ele quem desce a nós.

Amemo-Lo, pois, amemo-Lo com todas as forças de nossa alma. "Se nos custava antes amá-Lo, não nos custe agora retribuir-Lhe o amor", diz Santo Agostinho. Pensemos em todos os bofetões, cusparadas, flagelos e espinhos que o próprio Deus sofreu por nossa causa e simplesmente consolemos o Seu Coração, rendamos-Lhe a nossa gratidão. E, um dia, com Santa Teresinha, no Céu, possamos também nós cantar que perdemos fecundamente a nossa vida, vivendo – e morrendo – de Amor!


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Agradar a Deus


Carta aos Gálatas 1,7-12

7 De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.
9 Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!
10 É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.
11 Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano.
12 Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo.

Com este pequeno trecho da carta de São Paulo aos Gálatas queridos leitores percebemos o quão sério é o fato de não nos deixarmos corromper por verdades humanas no lugar das verdades celestes. É tão séria a coisa que o apóstolo Paulo chega a “repetir” a exortação. Ou seja, não é mesmo caros leitores, isso nada mais é do que uma confirmação do que Jesus disse quando nos ensinou que não podemos servir a dois senhores.

Quando o apóstolo diz no versículo dez sobre procurar o favor dos homens ou de Deus, fica bastante claro para nós que esse interesse, agradar aos homens, nos afasta da condição de servo de Cristo. Mas vejamos bem, não se trata de queremos remar contra a maré, numa atitude de heroísmo desenfreada, muito longe do verdadeiro martírio cristão. É preciso entendermos que este contexto se refere a questão de adotarmos a catequese do mundo, sendo seus idólatras, deixando em segundo plano as coisas que não passam.

Vamos a alguns exemplos? Sempre é bom não é mesmo! Vez por outra nos deparamos com algumas pessoas, fazendo ou se comportando de forma errada, com atitudes que não condizem com a postura católica muito bem enfatizada por muitos santos e santas de nossa igreja. O católico precisa se vestir bem, com decência e pudor, por dois motivos. Primeiro para dar testemunho de que é católico e segundo, para mostrar que é filho de Deus. Estas são palavras da Beata Irmã Lucia, vidente de Fátima. Vocês querem ir ao céu vivendo no maior conforto e comodidade, não é assim que os santos faziam. Estas são palavras de São João Maria Vianney.

Ah, mas isso todo mundo faz! Não vejo problema nenhum em fazer isso ou agir assim! Não tem mal nenhum nisso! Antigamente isso era pecado, agora não é mais! Deus perdoa sempre, não se preocupe com isso! O importante é não cometer pecados mortais! Todo mundo está usando essa roupa, não tem problema nenhum! A moda agora é fazer isso, usar aquilo e aquele outro! E por aí vai, são tantos exemplos...

Certa vez, ouvi um pai dizer quando perguntado sobre uma atividade que sua filha fazia, como ele administrava o tempo dela ao passo que o pai simplesmente respondeu; acreditem se quiser, ele falou mesmo! Disse assim: nós deixamos de lado na vida dela algumas atividades extraclasse. Não me esqueço mais, porque na sequência da conversa a outra pessoa quis saber quais atividades por exemplo. E o pai, não titubeou e sem pensar respondeu prontamente: “a catequese”. Entristeci na hora, pois como pai, o cuidado que tenho em levar Jesus aos meus filhos é prioritário. Diariamente. Os mimos, presentinhos, passeios, lazer e até mesmo os estudos acadêmicos ficam em segundo plano. Primeiro o reino dos céus e a sua justiça, assim falou Jesus. Não dá para servir a dois senhores lembram?

Eis aí a grande sintonia de nossas vidas e o grande sentido que ela realmente tem. Como diz o apóstolo: servo de Cristo. Na santa missa dizemos a oração Por Cristo, Com Cristo e Em Cristo... e nem poderia ser diferente. A humanidade que ofendeu aquele de dignidade infinita foi salva na cruz, pagando-se a dívida e resgatando a condição para a vida eterna, perdida no jardim do Éden.

Como virar as costas para essa realidade? Nós que fazíamos parte do NADA, agora somos convidados a receber a graça do batismo e nos tornarmos filhos de Deus. Basta apenas nos comportarmos como tal para alcançarmos a herança eterna.

Que possamos a cada dia com a intercessão da Virgem Imaculada caminharmos dentro deste único Evangelho, o Evangelho verdadeiro de Cristo, não pregado e criado por homens, mas o Evangelho que brotou do amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém!


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Levamos tudo a sério?


Mateus 16,24-27

24 ...Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.
25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.
26 Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?...
27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.

Olá caro leitores, neste artigo iremos refletir um pouco sobre a necessidade que o ser humano tem de levar as coisas a sério. Facilmente podemos perceber, que esta necessidade, que deveria estar impregnada na natureza, no coração e na mente humana é muito facilmente deixada de lado.

Vejamos o exemplo dos animais. Um filhote de leão ou qualquer outra espécie de felino, ao chegar em certa idade, começa a brincar com seus irmãos e essas brincadeiras visam entre outras coisas uma finalidade: desenvolver suas habilidades para a caça, condição principal para sua sobrevivência.

Se os animais levam em conta esta condição até mesmo cuidando deste fato em suas atividades recreativas, porque será que o ser humano age tão diferente? Vejamos.

A natureza humana é um composto alma e corpo e como tal ambos possuem suas necessidades. No entanto precisa ficar bem claro o seguinte: felicidade é uma realidade do espírito e prazer é uma realidade do corpo. Então quando as pessoas buscam sua felicidade nos prazeres erram o alvo pecando. Suas atitudes desviadas do seu fim último, da sua finalidade tornam o amor próprio, resposta ao amor de Deus, doentio. O homem não é doente mas está doente.

Neste trecho do Evangelho de São Mateus, vemos claramente o ensinamento que Jesus nos dá nesse sentido. Jesus não nos dá uma opção. Não é possível escolher alguma maneira de irmos ao céu. Muito pelo contrário, vemos que é uma condição. Se queremos devemos. Muitas pessoas argumentam que Deus não obriga ninguém, interpretam a bíblia como lhes convém e de que terão que prestarem contas de suas atitudes. Verdade; Deus não obriga ninguém pois sempre o que ocorre é um convite. Verdade, cada um precisará prestar contas de suas obras. Mas, não é verdade que se lê a bíblia e se interpreta como convém, pois na segunda carta de Pedro, capítulo um , versículo vinte, está escrito que nenhuma profecia da sagrada escritura é de interpretação pessoal pois os homens santos de Deus, falaram inspirados pelo Espírito Santo.

Então nada disso de querermos ajeitar as coisas, adaptando tudo à nossa realidade ou conveniências. Aqui reside um dos motivos pelos quais as pessoas praticam uma religião de supermercado ou de self-service. A radicalidade que Jesus nos pede vai contra muitos de nossos desejos e então ficamos a procurar um meio termo. Passamos a vida tentando agradar a dois senhores: Deus e o mundo, pois não queremos “renunciar” a nós mesmos e com isso colocamos nossa rebeldia e desobediência em prática.

Por isso que Jesus disse que muitos tentariam mas poucos conseguiriam. Não existe facilidade nenhuma, atalho nenhum para a porta estreita. Não foi à toa que nosso salvador falou que sem Ele nada podemos fazer. Como estamos notando caro leitor, a coisa é séria, séria mesmo.

Vamos lembrar do ditado popular que diz que não adianta tampar o sol com a peneira? Quantos fazem isso, fazem de conta que a parte dos mandamentos, da lei, das observâncias e dos deveres não são para eles. Somente a parte das graças, bênçãos, consolações e salvação.

Outrossim, muito recorrente é a inconstância nas atitudes das pessoas. Carregar nossa cruz em meio as alegrias e felicidades é bem mais fácil do que carregá-la quando o fardo das provações mostra a sua cara. Não podemos escolher quando levarmos a cruz. “Ahh, hoje não estou bem então não farei isso ou não farei aquilo”, traduzindo: “Hoje não vou levar a minha cruz”. E assim segue a vida de tantas pessoas que transformam suas orações em lista de pedidos, quase que obrigando e impondo a Deus que para serem religiosos agirão assim como resposta às suas preces atendidas. Triste realidade, querer negociar com o “dono” da “empresa”. Chantagem pura! Somos servos inúteis, nos lembra a bíblia, nada de ficarmos nos achando pois Deus não irá nos “mimar” para que nos percamos no inferno.

Levar a sério, levar a sério. É preciso levar a sério. Se não levarmos a sério essa nossa passagem pelo vale de lágrimas o que nos restará após a morte? Será que vale a pena viver uma vida sem levarmos a sério tudo o que somos e fazemos e vivermos estes anos aqui na terra colocando em risco nossa vida eterna?

Parece loucura não é mesmo, viver uma vida de sei lá, setenta, oitenta, quarenta ou quantos anos forem, em meio aos prazeres desordenados do mundo para abrir mão da felicidade eterna com nossos familiares, a comunhão dos santos, Nossa Senhora e a Santíssima Trindade, tudo por causa de alguns caprichos que concedemos aqui nesta etapa de nossa vida?

Quando refletimos percebemos bem a loucura de nossas atitudes. Mas porque fazemos o mal que não aprovamos se queremos o bem? Já dizia o apóstolo São Paulo. Resposta! Ficamos com os sentidos, o coração e a mente embotados quando nos distraímos e por causa disso pecamos.

No livro do Eclesiástico 7,40 está escrito que devemos pensar constantemente nos novíssimos para não pecarmos e São Pedro nos recorda essa realidade em suas cartas quando diz para cuidarmos de nossa vocação à santidade, procedendo como nos convém.

E como nos convém? Levando a sério tudo que convém! Existe uma prática católica muito antiga que nos ensina a fazermos três exames de consciência por dia. Uma pela manhã quando acordamos, refletindo sobre o dia que passou e fazendo os propósitos para o novo dia. Uma na hora do meio dia, para refletirmos como estamos até este ponto e a última ao final do dia, quando estamos a ir deitar, refletindo em como nossas atitudes do dia se encaixaram nos propósitos que fizemos no início do dia.

Quão salutar é para nossa salvação seguirmos o que nos diz Santo Antônio Maria Claret:

“Quem quer se salvar, tenha Deus no coração, o paraíso na mente e o mundo debaixo dos seus pés.”


fonte: Jefferson Roger
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