terça-feira, 29 de setembro de 2015

Operai a vossa salvação com temor e tremor


Decerto, é muitíssimo bom ter uma confiança desmedida na misericórdia. Mas à luz da verdadeira fé, a esperança não deve estar separada do temor. E se a esperança deve alguma vez dominar o temor, é na condição de que o temor subsista como se fossem os fundamentos de uma casa que dá solidez a todo um edifício. Assim, o temor da justiça de Deus, o temor do pecado e do inferno deve afastar toda a vã presunção do nosso edifício espiritual. O mesmo Deus que disse: "quem vem a mim eu não o rejeitarei"; também disse: "operai a vossa salvação com temor e tremor". É preciso temer santamente para ter o direito ao sano dom da fortaleza.

Diante dos abismos escaldantes do inferno, volte-se a si, caro leitor. Volte a sim mesmo, profunda e seriamente! Onde você se encontra? Você está em estado de graça? Não há, na sua consciência, algum pecado grave que, acaso você venha a morrer de forma inesperada, possa comprometer a sua eternidade? Acaso tenha, creia-me, não hesite em arrepender-se com todo o seu coração. Depois, vá se confessar hoje mesmo, ou seja, o mais rápido possível. É preciso dizer, em face do inferno, que todos interesse deva passar bem longe de lá? Ou que é preciso, antes de tudo, assegurar a sua salvação? Nosso Senhor nos pergunta: "A que servirá o homem ganhar o mundo inteiro, mas arruinar a sua vida? O que poderá dar o homem em troca de sua vida?"

Diz o dito: não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje! Afinal, você tem certeza de que terá um amanhã?

Mas não se trata apenas de sair do estado de pecado mortal quando nele tivermos a infelicidade de cair. É preciso tomar as mais sérias precauções e levar adiante o zelo de nossa salvação eterna. Não devemos nos contentar em sair o mais rápido possível da via que leva ao inferno, mas também evitar de nela se engajar. É preciso evitar, a qualquer custo, as ocasiões de queda, sobretudo aquelas que a triste experiência tem-nos mostrado ser perigosas. Um cristão, um homem que tem o senso comum, sacrifica tudo, enfrenta tudo, suporta tudo para escapar do fogo do inferno. Deus mesmo nos disse que se tua mão, pé e olho, ou aquilo que você tem de mais valioso no mundo, se tornam um motivo para o pecado, renuncie a tudo isso sem hesitar. É melhor entrar mutilado, manco, cego ou em qualquer outra condição, no reino de Deus e na vida eterna, do que ser lançado no abismo de fogo, na eternidade do inferno, onde o fogo jamais se extinguirá.

Não tenhamos ilusões a este respeito! E é mesmo pelas ilusões que o inimigo de nossas pobres almas procura surpreender, já que um ataque frontal não parece fortuito. As ilusões são pérfidas, sutis, múltiplas e frequentes. Portam, sobretudo, o egoísmo através de raciocínios friamente calculados, e bastante sofisticados, para dar nuances às insurreições do espírito contra a fé, contra a inteira submissão devida à autoridade da Santa Sé e da Igreja; sobre as pretensas necessidades de saúde ou mesmo habituais, que pouco a pouco vão escorregando na lama da impureza; ou ainda sobre os costumes e conveniências do mundo em que vivemos, e que facilmente leva ao turbilhão do prazer e da vaidade, do esquecimento do Deus e da negligência da vida cristã; enfim, a cegueira causada pela ganância, que leva tanta gente a sucumbir aos pretextos de necessidades comerciais, costumes gerais nos negócios ou sábias previsões para o futuro. Repito: o inimigo só leva a ilusões! Quantos réprobos, hoje no inferno, trilharam este caminho! Podemos nos seduzir, ao menos em uma certa medida, mas não saberemos dissimular aos olhos de Deus.

Por tanto quer certeza de que está a evitar o inferno querido leitor? Não se contente em evitar o pecado mortal, de combater os vícios e os defeitos que para lá conduzem. Tenha uma boa e santa vida, seriamente cristã e plena de Jesus Cristo.

Faça como as pessoas prudentes que têm de passar por caminhos difíceis quando estão a contornar os precipícios: com medo de cair, tomam cuidado de não andar pela borda, onde um passo em falso pode ser fatal. Sabiamente tomam o lado oposto da rota, mantendo sempre ma distância segura do precipício. Faça o mesmo! Abrace esta nobre e bela vida chamada crista, a vida da piedade.

Sempre comece e termine o dia com uma oração, rezada com muita devoção e cordialidade. Junte às orações uma leitura atenta de uma ou duas páginas do Evangelho ou de bons livros devocionais que enriqueçam o espírito. Depois da leitura, recolha-se por alguns minutos para refletir e tomar decisões, pela manhã, do que se irá fazer durante o dia; à tarde, do que se irá fazer à noite. Reflita também sobre a morte e a eternidade.

Tome o excelente hábito de fazer o sinal da cruz todas as vezes que você sair e entrar em casa. Esta prática, muito simples,é santificante. Mas tome o cuidado para jamais fazer o sinal sagrado de forma leviana, sem pensar, pela rotina, como tanta gente faz. Deve ser feito de forma muito religiosa e com muita seriedade.

Tenha o hábito, e jamais deixe-o, de se confessar e de comungar com frequência. A confissão e a comunhão são os dois grandes meios de salvação oferecidos pela misericórdia de Jesus Cristo a todos que querem salvar e santificar suas almas. Evite a faltas graves; cresça no amor ao bem e na prática de virtudes cristãs.

O célebre Catecismo de Trento diz que o mínimo que deve fazer um cristão, que tenha um pouco de preocupação com a sua alma, é ir aos sacramentos todos os meses. Em todo o caso, não perca a direção, mantenha-se no caminho. Faça o melhor, mas faça pelo amor de sua alma, pelo amor do Salvador que derramou o Seu sangue por ela. Não recue diante do Evangelho e seja um bom cristão.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro O inferno, se existe, o que é, como evitá-lo de Monsenhor de Ségur
Continue Lendo...

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Reflexão sobre a realidade do inferno


Desde o princípio encontramos a existência do inferno de fogo eterno nos livros mais antigos que se conhecem: os de Moisés. Assim nos conta o décimo sexto capítulo do livro dos números: os três levitas, Coré, Datã e Albiron, que tinham blasfemado contra Deus e haviam se revoltado contra Moisés, foram "tragados vivos para o inferno. Eles desceram vivos para o inferno; e o fogo saído do Senhor devorou duzentos e cinquenta outros rebeldes." Isso foi escrito por Moisés há mais de seiscentos anos antes do nascimento de Nosso Senhor.

No Deuteronômio, o Senhor, pela boca de Moisés: "Sim! O fogo da minha ira está ardendo e vai queimar até o mais fundo do inferno." No livro de Jó, igualmente escrito por Moisés segundo alguns historiadores, o servo Jó testemunha que os ímpios, cuja vida era repleta de bens, disseram a Deus: 'Afasta-te de nós, pois não nos interessa conhecer os teus caminhos. Quem é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? De que nos aproveita que lhe façamos orações?. Estes ímpios caíram no inferno." Jó ainda descreve o inferno como "terra soturna e sombria de escuridão e desordem, onde a claridade é a sombra."

Certamente são testemunhos mais do que respeitáveis, que remontam às mais antigas origens históricas.

Davi e Salomão falavam frequentemente do inferno como uma grande verdade, conhecida e reconhecida por todos, sem haver necessidade de demonstração. No livro dos Salmos, entre outras coisas, dizia Davi sobre os pecadores: "Sejam precipitados todos os pecadores no inferno, envergonhem-se, e sejam conduzidos ao inferno. E também fala das "dores do inferno".

Salomão, referindo-se aos ímpios que querem seduzir e fazer se perder os justos diz: "Nós os tragaremos vivos, como o inferno." E na famosa passagem do livro da Sabedoria, onde descreve os desesperos dos condenados: "Eis os que dizem os pecadores no inferno; sim, a esperança do ímpio é como palha levada pelo vento". Outro dos seus livros chamado Eclesiástico, diz ainda: "A assembleia dos pecadores é monte de estopa, cujo fim derradeiro é a chama de fogo; no final estão o inferno, e as trevas e os castigos."

Dois séculos mais tarde, mais de oitocentos anos antes de Jesus Cristo, era a vez do grade Profeta Isaías dizer: "Como caíste do altos dos céus, ó Lúcifer (...) dizias a teu coração: subirei acima da altura das nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo, no inferno serás precipitado até o profundo lago." Em outra passagem do livro de Isaías, o Profeta fala do eterno fogo do inferno: "O temor se apoderou dos ímpios. Quem dentre nós poderá habitar com o fogo devorador? Quem dentre nós poderá manter-se junto aos braseiros eternos?."

Também o Profeta Daniel, que viveu duzentos anos após Isaías, ao falar da ressurreição dos mortos e do julgamento: "E toda esta multidão dos que dormem no pó da terra, acordarão: uns para a vida eterna, e outros para o opróbrio, que eles terão sempre diante dos olhos."

O mesmo testemunho é dado por outros Profetas, até chegar ao precursor do Messias, São João Batista, que também fala ao povo de Jerusalém sobre o eterno fogo do inferno, como uma verdade de todos conhecida, da qual jamais se duvidou: "Eis o Cristo que se aproxima", disse; "Ele recolherá o Seu trigo (os eleitos) no celeiro, mas queimará as palhas (os pecadores) num fogo inextinguível."

O inferno existe: foi Deus mesmo quem nos revelou




As passagens do antigo testamento vistas anteriormente nos mostram que foi o próprio Deus quem revelou o dogma do inferno aos Patriarcas, aos Profetas a ao antigo povo de Israel. Com efeito, não são apenas testemunhos históricos; são, sobretudo, testemunhos divinos que comandam a fé, que se impõem à nossa consciência com a autoridade infalível das verdades reveladas.

Nosso Senhor confirmou solenemente essa formidável revelação, pois fala quatorze vezes sobre o inferno nos Evangelhos. Não nos reportaremos aqui a todas essas palavras, mas veremos apenas as principais. Não esqueçamos caro leitor, que é Deus mesmo quem fala aqui, e Ele disse:"Passarão o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras".

Pouco após a sua admirável transfiguração no Monte Tabor, Nosso Senhor disse aos seus e as pessoas que o seguiam: "Se tua mão ou teu pé te escandalizam, corta-os e atira-os para longe de ti. Melhor é que entres mutilado ou manco para a vida do que, tendo duas mãos e dois pés, seres atirado no fogo eterno. E, se teu olho te escandaliza, arranca-o e atira-o para longe de ti. Melhor é que entres com um olho só para a vida do que, tendo dois olhos, seres atirado no fogo do inferno, onde o fogo jamais extinguirá".

Ele também fala que chegará o fim dos tempos: "O Filho do Homem enviará Seus anos e eles apanharão do Seu Reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e lança-los-ão na fornalha ardente. Ali haverá choro e ranger com o dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de Seu Pai. O que tem ouvidos, ouça!".

Quando o Filho de Deus prediz o juízo final, no vigésimo quinto capítulo do Evangelho de São Mateus, faz-nos saber de antemão os próprios termos da sentença que Ele pronunciará contra os condenados: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos". E acrescenta: "E irão esses para o suplício eterno".

Pode haver algo mais decisivo?

Os Apóstolos, encarregados pelo Salvador para desenvolver Sua doutrina e ensinar Suas revelações, não falam de maneira menos explícita sobre o inferno e suas chamas eternas. Para citar algumas de suas palavras, lembremos que São Paulo, pregando sobre o juízo final, disse aos cristãos de Tessalônica: "O Senhor Jesus descerá do céu com os Anjos da Sua virtude, em chama de fogo para vingar-se daqueles que não conhecem a Deus, e que não obedecem ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. O castigo deles será a ruína eterna longe da face do Senhor e do esplendor de Sua majestade".

O Apóstolo Pedro diz que os ímpios partilharão do castigo dos anjos maus, que o Senhor os precipitou nas profundezas do inferno, no tormento do Tártaro. Ele os chama de filhos da maldição, a quem são reservados os horrores das trevas.

São João, do mesmo modo falou-nos do inferno e suas chamas eternas. Quanto ao anticristo e seu falso profeta, disse: "ambos foram lançados vivos no lago de fogo, que arde com enxofre para serem atormentados noite e dia e por todos os séculos".

Finalmente, também o Apóstolo São Judas nos falou sobre o inferno, mostrando-nos os demônios e os condenados presos em "cadeias eternas sob as trevas", sujeitos so "castigo de fogo eterno".

Em todas as epístolas inspiradas, os Apóstolos recorrem constantemente ao temor dos julgamentos de Deus e Suas punições eternas, que estão à espera dos pecadores impertinentes.

Diante de tão claros esclarecimentos, é de se admirar que a Igreja nos apresente o castigo eterno como um dogma de fé propriamente dito? E de tal modo que, havendo quem ouse negar, ou mesmo pôr em dúvida, seja considerado herético?

Enfim, a existência do inferno é um artigo de fé católica. E estamos tão seguros disso como da existência de Deus. Assim sendo, o inferno existe.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro "O inferno - se existe - o que é - como evitá-lo de autoria de Monsenhor de Ségur
Continue Lendo...

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A compaixão e o amor de Maria


Conta o Padre Bóvio que uma mulher perdida, chamada Helena, foi um dia à igreja e aí ouviu casualmente um sermão sobre o rosário. Saindo, trocou-se um rosário; mas trazia-o escondido, para que não fosse visto. Começou logo a rezá-lo. E ainda que o recitasse sem devoção, a Santíssima Virgem lhe infundiu tantas consolações e doçura em rezar, que depois não podia deixar de o fazer. Ao mesmo tempo nela inspirou o Senhor um profundo nojo da má vida que levava. Helena não podia encontrar mais repouso e viu-se como impelida a ir confessar-se. Realmente confessou-se com tanta contrição, que fez pasmar o confessor.

Feita a confissão, prostrou-se aos pés de um altar da Mãe de Deus para dar graças à sua advogada. Enquanto aí recitava o santo rosário, falou-lhe da imagem a divina Mãe: Helena, basta quanto tens ofendido a Deus e a mim; de hoje em diante muda de vida, que eu te farei participante das minhas graças. Confusa, respondeu-lhe a pobre pecadora: Ah! Virgem Santíssima, é verdade que eu tenho levado uma vida de vícios; mas vós, que tudo podeis, ajudai-me; consagro-me inteiramente a vós e quero passar o resto de minha vida fazendo penitência por meus pecados.

Helena distribuiu todos os seus bens pelos pobres e principiou a fazer rigorosa penitência. Atormentavam-na terríveis tentações, mas bastava encomendar-se à Mãe de Deus para ficar vitoriosa. Chegou a receber muitas graças sobrenaturais, visões, revelações e profecias. Finalmente quando foi de sua morte, da qual tinha sido avisada, veio a Santíssima Virgem com seu Filho visitá-la. E morrendo, foi vista a alma desta pecadora em forma de belíssima pombinha voar para o céu.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro Glórias de Maria por Santo Afonso Maria de Ligório
Continue Lendo...

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Má confissão


Conta Santo Afonso, um fato acontecido na Inglaterra, quando ali dominava a religião católica. O rei Anguberto tinha uma filha que, por sua beleza, fora pedida em casamento por muitos príncipes. Mas a princesa recusou terminantemente, pois fizera voto de castidade. O pai pediu para ela dispensa em Roma, mas a filha ficou firme no propósito de não se casar, dizendo que não queria outro esposo senão Jesus Cristo; e ao mesmo tempo pedia ao pai a permissão de viver afastada do mundo.

O pai, que a estimava muito, condescendeu, dando-lhe uma casa e corte convenientes. Começou então uma vida santa de oração, jejum e penitências; frequentava os sacramentos e muitas vezes ia prestar serviços aos doentes de um hospital vizinho. Nesse teor de vida morreu, apesar dos seus verdes anos.

Certa vez uma senhora, que tinha sido sua criada, ouviu durante a oração da noite, um rumor estranho, e depois viu aparecer subitamente uma alma em figura de mulher, no meio do fogo e acorrentada entre muitos demônios, que se apresentou assim:

- Eu sou a infeliz filha de Anguberto.
- Como?! Perguntou assustada a criada, vós, condenada após uma vida tão santa?

Replicou a alma:

- Fui justamente condenada por minha culpa. Sendo ainda criança, tive a desgraça de cair num pecado desonesto. Fui confessar-me, mas a vergonha fechou-me a boca e em vez de revelar candidamente o meu pecado, eu o cobri de jeito que o confessor nada compreendeu, e cometi um sacrilégio. Depois, comecei a fazer penitências, a dar esmolas, para que Deus me perdoasse, mas sem confissão. Na hora da morte disse ao confessor que eu tinha sido uma grande pecadora. O padre, ignorando o meu estado, respondeu-me que devia repelir esse pensamento como uma tentação. Logo depois expirei e fui condenada, para sempre, às chamas do inferno.

E dizendo isto, desapareceu, mas com tanto estrépito que parecia derrubar a casa, e deixando no quarto um mau cheiro insuportável, que durou por muitos dias.


fonte: trecho retirado do livro O inferno existe - Padre André Beltrami por Jefferson Roger
Continue Lendo...

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Servos ou Escravos


Do que Jesus é para nós. concluímos que não nos pertencemos, como diz o apóstolo (1 Cor 6,19), e sim a Ele, inteiramente, como seus membros e seus escravos, comprados que fomos por um preço infinitamente caro, o preço de seu sangue. Antes do batismo o demônio nos possuía como escravos, e o batismo nos transformou em escravos de Jesus Cristo e só devemos viver, trabalhar e morrer para produzir frutos para o homem-Deus (Rm 7,4), glorificá-lo em nosso corpo e fazê-lo reinar em nossa alma, pois somos sua conquista, seu povo adquirido, sua herança. Pelo mesmo motivo o Espírito Santo nos compara, conforme Sl 1,3; Jo15,1; 10,11; Mt 13,3,8:
1º - a árvores plantadas ao longo das águas da graça, nos campos da igreja, árvores que devam dar seus frutos no tempo adequado;

2º - aos galhos de uma videira de que Jesus Cristo é o tronco, e que devem produzir boas uvas;

3º - a um rebanho cujo pastor é Jesus, e esse rebanho deve multiplicar-se e dar leite;

4º - a uma boa terra de que Deus é o lavrador, e na qual a semente se multiplica, rendendo trinta, sessenta, cem vezes mais. Jesus amaldiçoou a figueira estéril (Mt 21,19) e declarou condenado o servo inútil que não fizera valer o seu talento (Mt 25,24-30). Tudo isso nos prova que Jesus Cristo quer receber alguns frutos de nossas mesquinhas pessoas: quer receber nossas boas obras, porque as boas obras lhe pertencem exclusivamente: Criados em Jesus Cristo para boas ações (Ef 2,10). Essas palavras do Espírito Santo mostram que Jesus Cristo é o único fim de todas as nossas boas obras, e que devemos servi-lo não somente como servidores assalariados, mas como escravos de amor. Explico-me.

Há duas maneiras, aqui na terra, de alguém pertencer a outrem e de depender de sua autoridade. São a simples servidão e a escravidão, donde a diferença que estabelecemos entre servo e escravo.
Pela servidão, comum entre os cristãos, um homem se põe a serviço de outro por um certo tempo, recebendo determinada quantia ou recompensa.
Pela escravidão, um homem depende inteiramente de outro durante toda a vida, e deve servir a seu senhor, sem esperar salário nem recompensa alguma, como um dos animais sobre que o dono tem direito de vida e morte.

Há três espécies de escravidão: por natureza, por constrangimento e por livre vontade. Por natureza, todas as criaturas são escravas de Deus (Sl 23,1). Os demônios e os réprobos são escravos por constrangimento; e os justos e os santos o são por livre e espontânea vontade. A escravidão voluntária é a mais perfeita, a mais gloriosa aos olhos de Deus, que olha o coração (1 Rs 16,7), que pede o coração (Pr 23,26) e que é chamado o Deus do coração (Sl 72,26) ou da vontade amorosa, porque, por esta escravidão, escolhe-se, sobre todas as coisas, a Deus e seu serviço, ainda quando não o obriga a natureza.

A diferença entre um servo e um escravo é total:

Um servo não dá a seu patrão tudo o que é, tudo o que possui ou pode adquirir por outrem ou por si mesmo; mas um escravo se dá integralmente a seu senhor, com tudo o que possui ou possa adquirir, sem nenhuma exceção.
O servo exige salário pelos serviços que presta a seu patrão, o escravo, porém, nada pode exigir, seja qual for a assiduidade, a habilidade, a força que empregue no trabalho.
O servo pode deixar o patrão quando quiser, ou ao menos quando expirar o tempo de serviço, mas o escravo não tem esse direito.
O patrão não tem sobre o servo direito algum de vida e morte, de modo que, se o matasse como mata um de seus animais de carga cometeria um homicídio; mas, pelas leis, o senhor tem sobre o escravo o poder de vida e morte de modo que pode vendê-lo a quem o quiser, ou matá-lo, como, sem comparação, o faria a seu cavalo.
O servo, enfim, só por algum tempo fica a serviço de um patrão, enquanto o escravo o é para sempre.
Só a escravidão, entre os homens, põe uma pessoa na posse e dependência completa de outra. Nada há, do mesmo modo, que mais absolutamente nos faça pertencer a Jesus Cristo e a sua Mãe Santíssima do que a escravidão voluntária, conforme o exemplo do próprio Jesus Cristo, que, por nosso amor, tomou a forma de escravo (Fl 2,7), e da Santíssima Virgem, que se declarou a escrava do Senhor (Lc 1,38). O apóstolo honra-se várias vezes em suas epístolas com o título de servi Christi. A sagrada escritura chama muitas vezes os cristãos de servi Christi, e esta palavra servus, conforme a observação acertada de um grande chamado Henri-Marie Boudon, significava, outrora, apenas escravo, pois não existiam servos como os de hoje, e os ricos só eram servidos por escravos ou libertos. É para que não haja a menor dúvida de que somos escravos de Jesus Cristo, o Concílio de Trento usa a expressão inequívoca mancipia Christi, e no-la aplica: escravos de Jesus Cristo. Isto posto:

Digo que devemos pertencer a Jesus Cristo e servi-lo, não só como servos mercenários, mas como escravos amorosos, que, por efeito de um grande amor, se dedicam a servi-lo como escravos, pela honra exclusiva de lhe pertencer. Antes do batismo, éramos escravos do demônio; o batismo nos fez escravo de Jesus Cristo. Importa, pois, que os cristãos sejam escravos ou do demônio ou de Jesus Cristo.

O que digo absolutamente de Jesus Cristo, digo-o também da Virgem Maria, pois Jesus Cristo, escolhendo-a para sua companheira inseparável na vida, na morte, na glória, em seu poder no céu e na terra, deu-lhe pela graça, relativamente à sua majestade, os mesmo direitos e privilégios que Ele possui por natureza. Tudo que convém a Deus pela natureza, convém a Maria pela graça, dizem os santos. Assim, conforme este ensinamento, pois que ambos tem a mesma vontade e o mesmo poder, tem também os mesmos súditos, servos e escravos nos comenta São João Damasceno e atentemos caros leitores ao detalhe: relativamente.

Podemos, portanto seguindo a opinião dos santos e de muitos doutos, dizer-nos e fazer-nos escravos da Santíssima Virgem, para deste modo nos tornarmos mais perfeitamente escravos de Jesus Cristo nos recorda Santo Ildefonso. A Santíssima Virgem é o meio de que Nosso Senhor se serviu para vir a nós e é o meio de que nos devemos servir para ir a Ele, nos exortam Santo Agostinho e São Boaventura. Bem diferente é ela das outras criaturas, as quais, se a elas nos apegarmos, poderão antes nos afastar que nos aproximar de Deus. A mais forte inclinação de Maria é nos unir a Jesus Cristo, seu divino Filho; e a mais forte inclinação do Filho é que vamos a Ele por meio de sua Mãe Santíssima. E isto é para Ele tanta honra e prazer, como seria para um rei honra e prazer, se alguém, para tornar-se mais perfeitamente seu escravo, se fizesse escravo da rainha. Eis por que os Santos Padres, e São Boaventura com eles, dizem que a Santíssima Virgem é o caminho para chegar a Nosso Senhor.


fonte: trecho retirado do livro Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem - São Luís Maria Grignion de Monfort por Jefferson Roger
Continue Lendo...

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Sedes imitadores de Cristo


Assim nos recorda São Paulo em sua carta aos Coríntios. Ele, o Cristo que é o caminho, a verdade e a vida deixou bem claro em seus ensinamentos no evangelho, e em seus exemplos que precisamos sempre "pensar como Jesus pensou, agir como Jesus agiu, sorrir como Jesus sorriu, para sempre chegarmos ao fim do dia e podermos entregar nossas obras, no ensaio diário para a morte, de tudo aquilo que fizemos durante o dia e isso inclui nossas faltas e omissões.

No século XIV, na Holanda, um padre que seguiu a ordem de Santo Agostinho, chamado Tomás, nascido em Kempen, que viveu 91 anos, destacou-se além de sua vida muito acética e plenamente regrada no evangelho, por suas obras deixadas através de alguns livros publicados. Entre eles o mais conhecido de todos chamado Imitação de Cristo. Tido para muitos como o melhor tratado de moral cristã, sendo considerado um perfeito compêndio da vida espiritual. De linguagem muito simples, objetiva e direta o livro é sem dúvida, depois da Bíblia, o mais admirável e popular livro que arrasta corações e milhares de almas já sentiram os maravilhosos efeitos de sua leitura, endossa sobre este o Arcebispo mártir Darboy.

O livro é dividido em 4 partes: parte I - Avisos úteis para a vida espiritual, parte II - Exortações à vida interior, parte III - Da consolação interior.

Neste artigo para reflexão, iremos colocar a o capítulo 7 da primeira parte que tem como título: "Como devemos fugir à vã esperança e presunção".

1- Insensato é quem põe sua esperança nos homens ou nas criaturas. Não te envergonhes de servir a outrem por Jesus Cristo, e ser tido como pobre neste mundo. Não confies em ti mesmo, mas põe em Deus tua esperança. Faze de tua parte o que puderes, e Deus ajudará tua boa vontade. Não confie em tua ciência, nem na sagacidade de qualquer vivente, mas antes na graça de Deus, que ajuda os humildes e abate os presunçosos.
2- Se tens riquezas, não te glories delas, nem dos amigos, por serem poderosos, senão em Deus, que dá tudo, além de tudo, deseja dar-se a si mesmo. Não te desvaneças com a airosidade ou formosura de eu corpo, que com pequena enfermidade se quebranta e desfigura. Não te orgulhes de tua habilidade ou de deu talento, para que não desagrades a Deus, de quem é todo bem natural que tiveres.
3- Não te reputes melhor que os outros, para não seres considerado pior por Deus, que conhece tudo que há no homem. Não te ensoberbeças pelas boas obras, porque os juízos dos homens são muito diferentes dos de Deus, a quem não raro desagrada o que aos homens apraz. Se em ti houver algum bem , pensa que ainda melhores são os outros, para assim te conversares na humildade. Nenhum mal te fará se te julgares inferior a todos; muito, porém, se a qualquer pessoa te preferires. De contínua paz goza o humilde; no coração do soberbo, porém, reinam inveja e iras sem conta.


fonte: trecho retirado do livro Imitação de Cristo por Jefferson Roger
Continue Lendo...

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O olhar de Deus


Deus não faz distinção de pessoas (At 10,34)

Em toda a história da humanidade encontramos muitos relatos e acontecimentos que insistem em colocar na crista da onda algumas verdades sobre o comportamento humano que trazem à tona uma triste constatação: o caráter seletivo do homem.

Sempre se está a selecionar alguma coisa e o que é pior, a selecionar alguém. Tomemos, todavia um pouco de cuidado com o tema, pois nem todo o processo de seleção é maléfico, pois de tudo depende a natureza da coisa. Exemplifiquemos tomando por base a realidade do pecado, sobretudo do pecado do adultério.
É preciso aqui lembrarmos que o pecado é uma realidade espiritual, com maior ou menor participação do corpo, mas é uma realidade espiritual. Olhemos para um homem e uma mulher tendo relações sexuais em santo matrimônio e o ato sexual realizado pela prostituta com algum parceiro.
O ato físico em si, que as duas mulheres estão a fazer não tem diferença porém, porque um é pecado e o outro não?

Por causa da natureza da coisa pois o pecado brota do coração, assim ensinou Jesus.

Pois bem, é preciso portanto e isso também é um mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo, amar uns aos outros, mas não com qualquer amor e sim com aquele amor que Ele teve e tem por nós, ao ponto de Se entregar por nós livremente na cruz para que possamos ter a vida eterna. Precisamos sim, "selecionar" qual caminho seguir, "selecionar" as atitudes a tomar, "selecionar" as escolhas que agradam a Deus. Só que aqui existe um grande probleminha para o homem. Ser como Deus quer, fazer o que Lhe agrada significa reconhecer a petição do Pai Nosso, "seja feita a Vossa vontade". Para muitos isso é de estremecer, pois se Deus existe e me criou, eu sou para Ele, eu não me pertenço.

Como disse Jesus ninguém pode servir a dois senhores e portanto, mesmo em nosso livre arbítrio é preciso entendermos que somos livres para fazer a Sua vontade e não nos deixarmos escravizar pelo mundo.


Pois assim como o mundo nos quer escravizar, nossa opção por ele, o mundo, ofende muito a Deus, muitas vezes nos conduz ao pecado, contra Deus e contra o próximo e nos afasta do caminho da retidão. O pecado é "pintado" como "belo" e isso envenena a nossa alma afastando a caridade e o amor ao próximo e recordemos: são ensinamentos de Jesus.

É fácil nos dedicarmos a assistir por 1 hora um programa de tv, ou ficarmos por esse mesmo tempo em frente ao computador, tablet ou smartphone. Ahh, como é fácil frequentar lugares com pessoas bonitas, de boa aparência, lugares chiques e agradáveis, viajar, ir a bosques e parques, tomar sorvete, correr, andar ou nadar na praia brincando com os amigos. Como a vida é boa e cheia de alegrias.

E tudo isso é verdade, mas também é verdade que não só existe alegria, mas também existe felicidade.

Na carta aos Filipenses 2,4 está escrito "tenha em vista os interesses dos outros" e em Atos dos Apóstolos 20,35 diz, "existe mais alegria em dar do que em receber". Isso não nos parece familiar? Se você querido leitor vê alguma semelhança com o AMOR acertou em cheio, pois quem ama se preocupa com o que é importante para o outro e se satisfaz vendo o bem do próximo. Outra semelhança? Verdade, assim fez e nos ensinou Jesus!

Portanto é preciso como diz São Paulo, sermos imitadores de Cristo. Precisamos ter um olhar como o olhar de Deus, que não faz distinção de pessoas.

Não digamos que estamos sem tempo agora, não olhemos para alguém que quer atravessar a rua com indiferença esperando que alguém vai ajudá-lo. Não esperemos que alguém ajude o idoso ou o cego em alguma travessia. Se ficarmos esperando que alguém faça algo, saibamos que alguém fará, mas saibamos também que o bem que poderíamos fazer e não o fizemos é um mal maior do que o próprio mal praticado. Jesus quando passou pela terra não negou ajuda a ninguém, não esperou que alguém fizesse, quem o procurou encontrou o que buscava.

Sejamos como Jesus e Maria, dos quais nunca se ouviu dizer que quem os procurou tenha ficado sem amparo. Nossos caminhos se cruzam e não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós. Nossas diferenças e nossos variados dons e virtudes nos foram dados por Deus da maneira como Lhe aprouve para que necessitássemos uns dos outros, para aprender a crescer espiritualmente e darmos valor às coisas que não passam.

fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

Nasceu sem olhos.


Richie tem 3 meses, nasceu sem olhos e está fazendo muita gente enxergar mais longe.

Uma história arrebatadora de esperança, coragem e garra!

O pequeno Richie Lopez tem 3 meses de idade, vive no Arizona, Estados Unidos, e sua mãe, Kelly Lopez, conta que teve uma gravidez perfeitamente normal, sem quaisquer problemas identificados no ultrassom.

Richie, porém, nasceu sem os olhos.

O recém-nascido parecia não conseguir abrir os olhos. A preocupação da mãe crescia hora a hora. Os funcionários da maternidade tentavam tranquilizá-la dizendo que, provavelmente, Richie não os abria porque seu rostinho ainda estava um pouco inchado após o parto.

A notícia chocante só veio 13 dias depois, confirmada pela ressonância magnética: Richie não tinha os olhos!

"Ficamos todos chocados", conta a mãe. "O primeiro pensamento foi: como é que isso aconteceu? E por que não notamos antes?".


A família ainda não tem todas as respostas para este caso extremamente raro.

Quando Richie fez sete semanas, foram aplicados extensores especiais sob suas pálpebras, para preservar o espaço dos globos oculares e permitir que, quando o bebê cresça um pouco mais, possa usar próteses.

Os extensores foram fixados com leves pontos de sutura, mas o pequeno Richie, que é um bebê vivaz, conseguiu tirá-los e jogá-los no chão. Um dos dois extensores nem sequer foi encontrado: o cachorrinho da família pode tê-lo engolido... O outro foi recolocado pela mãe, Kelly, que notou o seu desaparecimento ao amamentar o pequeno em plena madrugada. Ela foi seguindo as instruções dadas por telefone pelo médico que atendeu ao seu telefonema de emergência às 2 da manhã!

"Eu fiquei apavorada, mas sabia que o Richie precisava e eu não tinha escolha! Fui seguindo as orientações do médico e consegui recolocar o extensor".

A família de Richie o acolheu com uma atitude muito positiva, mas está tendo que lidar com os comentários insensíveis de estranhos em público...

Os médicos informam que, embora sem os olhos, Richie desenvolveu os nervos ópticos, o que dá esperança de que ele possa enxergar algum dia.

Richie já está em um programa de educação especial para crianças com deficiência visual e se diverte com brinquedos adequados para essa educação. A família tem certeza de que o futuro de Richie vai ser desafiador, mas cheio de vida!

O amor triunfou mais uma vez! A fé e a esperança estão transformando uma provação numa experiência maravilhosa!

Força Richie! Continue sorrindo!












adaptado da fonte: aleteia.org
Continue Lendo...

As mãos...


A vida nos deixa marcas. Nossos corpos frequentemente sinalizam os efeitos do tempo. Sobretudo se tratarmos dele em desacordo com sua natureza criada. Ou seja, cometendo excessos. Ao olharmos para uma pessoa podemos facilmente enxergar os traços deixados pelos seus hábitos de vida e por todas as escolhas que fez durante sua trajetória.

Nosso corpo, feito para suportar certa carga de atividade, se submetido aos excessos vai armazenando esse estresse para lá na frente nos apresentar a fatura.

O peso da idade é algo que atinge a todos. É fato comprovado e que devemos compreender, aceitar para sabermos conviver com isso nesta etapa de nossa existência. Os anos vem e a vitalidade vai, levando com ela muitos aspectos que aos poucos vão deixando de ser uma realidade presente em nossas vidas. Realidades que aos poucos vão sendo substituídas por novas verdades.

Isso, que não é novidade para ninguém causa grande preocupação para muitos, e diga-se de passagem, uma preocupação desnecessária enquanto tentativa de evitar o inevitável. Não se trata aqui dos hábitos saudáveis e boas práticas de vida para se passar pelas etapas do processo de maneira mais amena, e sim daquelas atitudes que mascaram o presente em um momento que se tenta eternizar. Se tenta porque cirurgias plásticas e outras atitudes que tentam inutilmente ir contra o desígnio da natureza, lembrando que esse desígnio vem de Deus, só alimentam falsas alto estimas que lá na frente se transformarão em frustrações, quando não em mais problemas.

Mas, e as marcas da vida deixadas no coração? Deixadas na mente e na alma?

O que se passa em nosso interior é sabido apenas por Deus e por quem mais quisermos revelar.

Mãos calejadas, mãos enrugadas demonstram sinal de trabalho e idade avançada. E nosso interior? Muitas vezes ferido, maltratado ou machucado? São marcas que cicatrizam, definem nossa personalidade e nossa trajetória rumo aos céus pois nossas escolhas nos trazem o que plantamos. Que possamos refletir nessa verdade:

Vemos as aparências e as vezes caímos na vaidade de sustentá-la investindo nela. Mas Deus vê nosso coração, qual é a aparência dele para com nosso Criador? É um coração bom ou que se esforça para ser bom? Ou é um coração amargo e ressentido que não consegue perdoar?

Como se diz no ditado popular, quem vê cara não vê coração. Mas lembremos, Deus vê tudo e de lá, como nos ensina Jesus nos Evangelhos que brotam as atitudes pecaminosas que poderão nos afastar da salvação. O mundo prega as aparências, as modas, mas as verdades celestes são eternas. Façamos nossa escolha. Ou servimos a Deus ou o mundo, eis outro ensinamento de nosso Salvador.


fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

Parece?

Como definimos se alguma coisa se parece com outra?

A resposta parece ser simples: Podemos comparar porque conhecemos o protótipo ou a coisa original.

Então por comparação sabemos que alguma coisa se parece com outra.

Mas, isso funciona com o que podemos ver até certo ponto. Funciona quando as variáveis envolvidas são conhecidas. E quando, porém, não podemos sem uma análise mais aprofundada determinar as variáveis?

Corremos o risco dos achismos. E se no lugar da "coisa" for uma "pessoa" então o cenário muda completamente e nossa maneira de agir "precisa" acompanhar essa nova natureza pois do contrário nossos achismos podem se transformar em preconceitos, mau juízo, discriminações e outras atitudes de prevalecimento.

E como nos ensina Jesus: "Entre vós não deveis ser assim".

Dentro dessas verdades é que devemos procurar manter esta essência. Procurar mostrar que as aparências possuem um pano de fundo. Sempre.

Não é possível pensar algo a respeito de alguém se com esse alguém eu não conversar, se não me inteirar do seu contexto de vida. Apontar e condenar culpados sempre é fácil, desde que eu não seja a vítima. Pensam assim os que estão no erro.

Recordemos os exemplos escolares. Quantas vezes alguma criança se isola no pátio da escola e muitos já vão tachando a pessoa por tímida? Mas quantos se aproximam para conversar com ela e quem sabe descobrir que precisa de um ombro amigo, está triste por alguma coisa que aconteceu em casa? Ou então ela é naturalmente quieta, gosta de ficar no recreio descansando sua cabeça e pensando em coisas que irá fazer quando chegar em casa? Não sabemos não é mesmo! Se não nos inteirarmos com ela as aparências serão apenas isso: aparências.

Este é um dos propósitos de nossa peregrinação. Levar as pessoas a refletirem sobre: o que estou fazendo, o que fazer, o que ainda não fiz e o que preciso deixar de fazer? Sobre nossas aparências sempre existe algo que as pessoas não conhecem e que nós não conhecemos das pessoas.

fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

Um olhar vale mais...


Todos nós conhecemos um velho ditado que diz: "um olhar vale mais que mil palavras".

E não existe dúvida alguma que essa máxima popular é a mais pura verdade. Mas, nos questionemos a respeito das entrelinhas. Já sabemos que se alguém está triste, se alguém está contente, angustiado, sofrendo ou amargurado, rapidamente percebemos esses sentimentos no olhar de uma pessoa. Nos atentemos por um instante apenas no sentido da visão, pois sabemos que a linguagem corporal é um todo, o corpo "fala", transmite o que está na mente e no coração.

Vamos além refletindo um pouco sobre o olhar.

O olhar, janela da alma que transmite e também recebe do mundo tudo que o cerca. O olhar por onde também entram muitas tentações que nos afastam do bom caminho. E é neste olhar, sempre tão atento que devemos concentrar nossos esforços para sempre podermos levar ao próximo aquilo de melhor que tivermos para oferecer enquanto pessoas e filhos de Deus.

Nos aprimoremos a cada dia na arte de perceber no irmão a sua necessidade. Pode ser um ombro amigo, pode ser um auxílio, pode ser uma companhia, pode ser um pouco de esperança ou alegria, pode ser aquilo que o olhar está transmitindo e nem paramos na correria do dia a dia para enxergarmos.

As pessoas aprendem muito olhando; sejamos pois para elas, bons exemplos. Pois elas nos observam, nos assistem, nos acompanham com seus olhares clínicos, não deixando passar, na maioria das vezes, nenhum momento dos acontecimentos.

Eis aí a beleza de um artista, que expressa por meio de sua linguagem corporal uma história, um testemunho, uma verdade que liberta. Na arte da mímica, sequer uma palavra é dita. E nem é preciso, pois como Deus que tudo vê, um olhar vale mais que uma leitura, vale mais que um escutar, quem sabe vale mais que o olfato e o tato, não sendo nenhum destes menos importantes.

Lembremos sempre que nossas atitudes podem ter tanto valor, quanto o anseio de um coração que se alimenta daquilo que nossos olhos veem.

O mundo apela para o visual, utiliza muito os sentidos sempre numa tentativa de nos impor o que ele chama de certo e necessário.

Peçamos a Deus a graça de purificarmos a cada dia nosso olhar tornando-o santo, sem maldade ou malícia, livre das tentações para assim podermos sempre, com bons exemplos nos apresentarmos bem sobre esse olhar que vale mais.


fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

Mimica


A palavra mímica vem de mímico, cuja origem vem do grego "mimikós" e do latim "mimicu", ambas significando "mímico".

Mímica é uma das formas de comunicação humana. Uma maneira de expressar o pensamento por meio de gestos, expressões corporais e fisionômicas.

E é dentro dessa definição sobre essa forma de comunicação que, buscamos refletir sobre as relações entre as pessoas e entre as pessoas e Deus.

Quando deixamos as palavras de lado precisamos "operar" com quatro sentidos. Não podemos mais falar então como poderemos expressar o que estamos pensando e sentindo?

Assim o fazem todos os dias pessoas que não falam e nem ouvem. Elas se expressam por meio de gestos, as palavras tomam forma em suas mãos e os sentimentos tomam forma em seus gestos e suas fisionomias.

Se você ainda não conversou com alguém assim, não participou de uma conversa assim ou mesmo pôde acompanhar de perto o faça. Não deixe pra depois.

Você irá perceber e dar valor a tudo que Deus lhe deu. E também irá dar valor a tudo que Ele não lhe deu aproximando-se do próximo como alguém que também é filho de Deus, assim como você.

Talvez a pessoa não enxergue, talvez não ande, talvez lhe falte alguma faculdade ou ainda, apenas não fale ou escute. Não importa. Ela tem muito a nos ensinar e muito a aprender. Os dons são distribuídos por Deus conforme sua vontade a cada um, para o bem de todos.

Observe que no dia a dia podemos também ser mímicos. As vezes estamos tristes e nem precisamos falar. As vezes estamos felizes e um sorriso estampado em nosso rosto nos diz tudo. Nem precisamos falar.

Dependendo de como apertamos a mão de alguém ou lhe damos um abraço, esse alguém vai sentir o que se passa em nosso coração e nossa mente.

Tenhamos pois a certeza de que, quando nos divertimos em uma apresentação teatral, assistindo a um bom filme, lendo um bom livro, conversando com os amigos,seja como for, essas são experiências que para nós podem passar despercebidas, mas para alguém elas são preciosas.

fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Ser católico, você consegue?


Quanto mais o tempo passa e mais a humanidade se imagina evoluindo, mais nós católicos, eu falo dos católicos autênticos, percebemos que nosso catolicismo tem sido cada vez mais alvo de críticas, preconceitos e outras barbaridades.

O que dizer do fato de que, em nossa época onde estamos a aprender com a vida e o exemplo dos santos, alguns martirizados, que imaginaríamos nós que viveríamos para ver cristãos sendo mortos por seguirem Jesus? - Pois bem, provavelmente muitos de nós não pensaríamos nisso mas o "Estado Islâmico" está aí para nos colocar a prova. Para passar pela peneira os que seguem Jesus até o Calvário e os que o seguem até o domingo de ramos.

É com pesar que vemos a tradição católica sendo esvaziada por todos os cantos e infelizmente também no seio de nossas igrejas. O papa Bento XVI e João Paulo II, já canonizado advertiram várias vezes em documentos, exortações e homilias os sacerdotes do mundo inteiro sobre seus comportamentos instigando-os a seguirem o exemplo de Padre Pio e São João Maria Vianney. Triste realidade constatada pelos pontífices que percebem, no comando da igreja, que seus pastores, estão deixando de lado a autenticidade e suas obrigações de estado para inovarem em tempos modernos.

Em Fátima, Portugal, Nossa Senhora alertou para as modas que viriam ao mundo e que muito ofenderiam seu filho Jesus. Também no mesmo século o próprio Jesus apareceu à Irmã Amália falando sobre as modas e disse que o mundo as tem e não Ele. Criticou seriamente a humanidade por seguir as modas e não seguirem aquele que oferece a vida eterna e tantos fazem pouco caso de suas promessas.

É de se indignar junto com Jesus. Como podem as pessoas não aceitarem que foram feitas por Deus, para servi-Lo, amá-Lo e amar ao próximo fazendo o que é de Sua vontade? Éramos um "nada" e agora viveremos para sempre, nos bastando apenas escolher se viveremos com Deus ou sem Ele. Muitos podem dizer que não é simples assim ou que não é tão fácil assim.


Na verdade depende do "olhar" que lançamos sobre a questão. É preciso sempre refletir sobre tudo com um olhar cristão, verdadeiramente voltado para o céu. Santo Antonio Maria Claret dizia: Quem quer se salvar precisa ter o paraíso na mente, Deus no coração e o mundo debaixo dos seus pés. Afinal nossa alma, vamos recordar, tem três inimigos. Isso mesmo, três. E este detalhe é muito importante pois se não ficarmos atentos a esta realidade não faremos um bom combate rumo à nossa salvação.

O demônio, a carne e o mundo

Pode parecer novidade mas não é. Quando somos batizados fazemos o voto de renúncia à estas três realidades que nos acompanham neste vale de lágrimas. No sacramento da crisma, confirmamos nossa fé professada e assumida neste batismo e assim também se faz nos atos de consagrações. As consagrações nada mais são que viver as promessas do batismo de forma ainda mais intensa e comprometida.

Cito aqui a Consagração feita através do Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem. Uma das muitas formas de consagração a Jesus por meio de Maria. Lembremos caro leitor que o objetivo de toda a consagração sempre é Jesus pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Ele. Então nós que somos vasos de barro podemos buscar a Jesus por forças próprias ou buscá-lo por meio de Maria, no caso dessa consagração. O que muda em uma consagração é o meio e não a finalidade. Isso sempre precisa ficar bem claro para que não se caia no erro das religiões da reforma de deixarem tudo de lado e "buscarem" a Deus direto, sem auxílio nenhum confiando apenas em sua natureza pecadora e na graça que vem direto de Deus.

Vejamos a condição de uma criança. Nessa analogia com nossa caminhada para a salvação podemos enxergar claramente o quanto um filho depende dos pais. Na medida em que cresce vai sendo auxiliado, amparado, ajudado, ensinado, corrigido, repreendido, castigado enfim, vai sendo amado. Por quê? Ora, os pais sabem que "amar" é se importar com aquilo que é importante para o outro e aqui, são os filhos.

Por isso nessa batalha constante contra nossos inimigos, nós frágeis vasos de barro, podemos e devemos sim, contar sempre com a ajuda celeste, de nossa igreja triunfante, já junto do Altíssimo. Pois os santos nos recordam que tantos esforços nossos podem facilmente serem roubados por aquele que como um leão anda a espreita esperando para devorar sua presa.

Então para a afirmação de que não é simples assim podemos nos fazer das palavras da Madre Teresa de Calcutá: "Quando acontece algo é porque Deus quer e quando não acontece é porque Ele não quer, simples assim."

Simples mesmo, o que é simples constatação dessa missionária católica albanesa é o fato de que precisamos aderir ao segmento de Jesus e pronto. Sem ficarmos em cima do muro tentando servir a dois senhores. Ou Deus ou o mundo, isso é ensinamento Dele. Portanto não compliquemos o que é simples assim. Percebamos aqui que as complicações da vida não estão em debate neste artigo. O que se comenta aqui é nossa adesão fiel e sem ressalvas ao catolicismo autêntico.

E para a outra afirmação de que não é tão fácil assim podemos recorrer a Santa Tereza de Ávila, Santa Tereza de Lisieux e Santa Gema Galgani entre tantos exemplos dos santos e santas de Deus. O que eles faziam em sua jornada rumo aos céus?

Santa Tereza de Ávila colocava-se em estreitíssima comunhão constante com Deus através da oração e constante persistência.

Santa Tereza de Lisieux mantinha-se em estado de pequinês constante para depender de Deus para tudo e em tudo.

Santa Gema Galgani unia-se a Jesus amando-o tanto e entregando-se sem reservas à Ele e ao seu evangelho sem nenhuma exceção.

E o comum entre elas era a entrega total à Santíssima Trindade, a Virgem Maria e a comunhão dos anjos e santos de Deus.

Ora a vida é difícil? Está difícil viver nossa religião católica nos tempos de hoje? Santa Catarina de Sena nos diz que: "quando abraçamos nossa cruz paramos de padecer". É justo e digno querermos a alegria em nossas vidas e ausências de sofrimentos, mas Jesus nos ensina a sermos pacientes pois o amor brota da sua cruz e o caminho da salvação que nos leva para a porta estreita é subida. Aqui nesta terra não vivemos num parque de diversões, este episódio passageiro serve para nos preparamos através de nossas obras para a vida eterna onde receberemos o prêmio eterno ou o castigo eterno.

Ora a vida é difícil? Está difícil aguentar a enxurrada de coisas que nossos inimigos nos apresentam? Padre Pio nos relembra nessa belíssima frase: "Quanto maior a tentação, mais perto a alma está de Deus". Memorizar essa verdade é de grande valia para nós cristãos pois Jesus nos recorda: "Se perseguiram a mim, perseguirão a vocês". Basta olharmos para os Evangelhos. Jesus mexeu nas estruturas mundanas do povo e causou rebeldia e revolta para aqueles que não aceitaram que o Reino de Deus é para todos, que crerem e forem batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, viverem a penitência e seu evangelho. Não se vai ao céu vivendo no conforto e comodidade, assim falava São João Maria Vianney em seus sermões. Ele também dizia que agora temos muito que fazer pela nossa salvação e a salvação dos outros, pois teremos a eternidade para descansarmos.

Não desanimemos, essa é uma tentação frequente em nossas vidas. Não vamos ser católicos mais ou menos, ou católicos dentro da igreja, naquela hora em que estamos na missa. Jesus nos quer na sua messe 24 horas por dia. Que o auxilio de Maria Santíssima nos mantenha com o olhar focado em seu filho. Que a ajuda dos santos nos mantenha fiéis no cumprimento de nossos deveres como povo e filhos de Deus. Que o Espírito Santo nos assista nos oriente e nos ensine todas as verdades necessárias para bem vivermos o amor de Deus em nossas vidas e na vida dos irmãos.

Não abandonemos a causa. Não abandonemos o Rosário, não abandonemos os sacramentos, não abandonemos o evangelho, não abandonemos nossa igreja, não abandonemos nossas famílias, não deixemos nunca de vigiar e orar sem cessar. Não abandonemos a Jesus por conta de nossos interesses mundanos.

Ele que sempre está conosco e nunca nos abandona, sofre por virarmos as costas ao seu amor. Nosso amor deve ser uma resposta porque Ele nos amou primeiro. Vamos mergulhar definitivamente, tomarmos nossa cruz e segui-lo dia após dia, não quando nos convém.

Pois quando precisamos de Deus, sabemos recorrer a Ele prontamente, mas quando Ele nos envia em missão, nos corrige, nos ensina e nos cobra a postura que temos que ter como seus filhos, estamos muitas vezes a resistir prontamente.

Saibamos pois, que esse Deus de amor e misericórdia, que nos permite escolher o que fazer com nossa alma na eternidade, não se cansa de nos chamar e de nos mostrar que nos quer com Ele para todo o sempre. Purifiquemos nossos sentidos e nossas mentes e abramos nossos corações cada vez mais para enxergarmos com o olhar do coração o que Deus tem reservado para nós e nem podemos imaginar. Para isso Ele nos deu a FÉ como dom. Sejamos católicos, tenhamos fé em Deus e sejamos sempre humildes para reconhecermos que sem Ele nada somos e como ensina Jesus, nem podemos nos salvar.

Lembremos a cada momento quando formos pegos pelas adversidades que sozinho não conseguimos, não somos ninguém e não somos nada. Peçamos humildemente a graça de contar com as bênçãos tão necessárias para vivermos o evangelho e um dia podermos morar por todo o sempre nas moradas que para nós foram preparadas. Que essa realidade brote nos corações de todos os pecadores.


fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

Os momentos mais importantes


Meu povo é inclinado a separar-se de Mim, convidam-no a subir para o Altíssimo mas ninguém procura elevar-se; nos ensina uma das passagens do livro de Oséias 11,7. E tomo esta passagem para refletirmos a respeito da conduta que a humanidade insiste em seguir frente às exortações feitas pelos céus durante toda a história do homem.

Os momentos mais importantes, quais são? Possivelmente em nossas mentes uma pergunta dessa cria uma lista com tantas opções que nos fica até difícil elaborar quais seriam os dez momentos mais importantes.

Mas vamos dificultar um pouco as coisas? Vamos nos concentrar em quais seriam os dois momentos mais importantes em nossa existência por está peregrinação terrena. Muitos podem pensar: "ficou complicado, como elencar apenas dois momentos, como sendo os mais importantes?

Vamos recorrer aos ensinamentos celestes. Toda a tradição e as sagradas escrituras nos orientam para o seguinte:

Não importa quanto tempo temos e sim o que fazemos com o tempo que nos é dado. Com bastante certeza essa é uma das verdades que aprendemos de Jesus. Ele mesmo nos adverte que seremos julgados segundo nossas obras, o prêmio eterno para os justos ou a condenação eterna para os que não abraçaram a causa do evangelho. Então está claro, o que importa realmente é vivermos em sintonia com esse evangelho dentro do tempo que nos foi dado. E como Deus não quis revelar quanto é o tempo de cada um, por isso o que importa é o que fazemos com o tempo que nos é dado.

O inimigo sabe muito bem disso e por isso nos tenta com a tentação do futuro, provocando em nós uma preguiça vocacional que nos leva a "deixar" tudo para amanhã. Amanhã eu rezo, amanhã eu me confesso, domingo que vem vou a missa, quando der leio a bíblia, quando tiver tempo rezo o terço e assim depositamos nossos comprometimentos sempre no futuro, sempre no amanhã.

Eis a esperteza de satanás. Deus nos visita no hoje, o ontem não existe mais, cabe entregá-lo a Deus. O amanhã não existe ainda, nós só temos o dia de hoje. Porém percebamos que falamos de realidades diferentes, pois alguém poderia apontar aqui um erro neste artigo argumentando que precisamos viver projetando e planejando o amanhã, precisamos nos programar durante o ano e por aí vai.

Tudo verdade, mas façamos uma analogia para esclarecermos o assunto. Nós não podemos dizer amanhã eu comerei, amanhã eu escovarei os dentes, ou amanhã eu irei ao banheiro. Ou ainda amanhã eu dormirei pois hoje estou sem tempo para comer, sem tempo para escovar os dentes, sem tempo para ir ao banheiro e sem tempo para dormir.

Mudou a linha de pensamento não é mesmo? Pensando por este lado percebemos que existem coisas que não podem ser deixadas de lado e nem adiadas. Se assim o é com relação a higiene do corpo, quem dirá com a higiene da alma? Façamos portanto hoje o que deixaríamos para amanhã e já deveríamos ter feito ontem.

Então este é um dos momentos mais importantes: O Agora.

Continuando nossa reflexão pensemos na atitude das pessoas que estão sempre escravas do cotidiano de suas vidas que muitas vezes são agravadas pelas imposições do mundo. E assim, vivendo o frenetismo do corre corre vão deixando de lado a realidade dos seus novíssimos.

Eclesiástico 7,40 - pensa constantemente em seus novíssimos e jamais pecareis. Relembrando que os novíssimos são as últimas realidades de nossas vidas: morte, juízo particular, inferno, purgatório e/ou céu.

Neste clima de deixemos para depois, a hora da morte, oculta de nosso conhecimento, hora esta tão importante, pois é onde nosso tempo do agora termina, o prazo para as boas obras acaba. O tempo para o arrependimento e emenda de vida se vai. A oportunidade de conversão e retorno ao caminho da porta estreita se encerra. Diante do justo juiz, sua "conta" está apresentada e todo o seu "histórico" da vida terrena. Sem segunda chance ou oportunidade de argumentar, pedir desculpas, querer convencer o Verbo Encarnado de que a verdade que vale é a sua e não a Dele.

Deste ponto em diante, em seu agora o que te resta é a tua vida terrena, transformada em passado. É a "conta" sobre a mesa do justo juiz. É a hora da sentença. E dentro do seu passado, seu último momento vivido para o qual também nem importou-se foi: a hora da sua morte.

Que momento importante, o momento da nossa passagem desta etapa da vida para a eternidade. Já sabemos que somos eternos e que Deus nos concedeu a liberdade para escolhermos se vamos viver essa eternidade com ou sem Ele. A hora da morte constitui ainda a última oportunidade que satanás e seus anjos caídos tem para nos tentar nesse momento derradeiro, para que abracemos a morte sem arrependimento final e obstinados ao pecado viremos as costas para Deus.

Como ficaram as coisas então? Jesus que nos concedeu Maria por nossa mãe e mãe da igreja, escrava humilde do Senhor, totalmente dócil nas mãos do Criador e sempre cumpridora da vontade divina, intercede por nós junto a seu filho.

A religião católica é humilde, nos ensina que devemos todos ser um com o Pai e o Filho, recorrendo ao sistema sacramental instituído e deixado por Jesus para ser administrado pela "sua" igreja. Isso mesmo, foi Jesus que disse ao apóstolo Pedro que a igreja é Dele. A igreja chamada de sua esposa e pelo que bem sabemos Jesus não é adúltero.

Sejamos pois humildes. Nada de dizermos eu não preciso da igreja, eu não preciso do papa, eu não preciso de bispos, eu não preciso de sacerdotes, eu não preciso dos sacramentos, eu não preciso rezar, eu não preciso do terço, eu não preciso de Maria, eu vou direto pra Deus!
Nada disso! Esse é um pensamento orgulhoso contrário a todo o ensinamento da nossa religião católica. Se temos dificuldades em entender estas verdades peçamos o auxílio de nossa mãe querida nesta caminhada, pois nunca se ouviu dizer que quem recorreu a ela ficou sem ajuda.

Está lá, na oração da Ave-Maria: AGORA E NA HORA DE NOSSA MORTE, AMÉM.

fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O católico não praticante


Vez por outra em meio a conversas cotidianas, sempre que possível o assunto "religião" é mantido oculto, nas catacumbas remotas dos corações, almas e mentes. Quase tachado de assunto proibido, pois afinal, o mundo prega uma liberdade em todos os sentidos já que sua doutrina é a de viver o aqui e agora um paraíso sem Deus, buscando a felicidade e o prazer já aqui nesta terra. Quanto mais a história da humanidade avança mais vemos que o ato de se "religar" a Deus, origem latina da palavra religião, vai ficando sufocado por todas as vertentes relativistas que o mundo e os sábios homens apresentam para o homem moderno.

Lembremos: Lucas 10,21: Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado.

Os pequeninos, pobres em espírito e humildes de coração, dependentes totalmente de Deus, como criancinhas dependentes de seus pais. Nas belas palavras de Santa Terezinha do Menino Jesus que disse: Não quero crescer, quero permanecer como criança para ser completamente dependente de Deus, meu Senhor. Assim como ela, tantos outros seguiram o ensinamento de Jesus que nos ensinou que devemos ser como crianças para herdar o reino dos céus.

E aos poucos então em nossa caminhada rumo a pátria celeste começam as provações e tentações, assim como as bênçãos e graças. E então a soberba, criadora do pecado original, trata de transformar a realidade da cruz criada pelo nosso Salvador em problemas e fardos.

Lembremos: Marcos 8,34: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.


E nesse ponto começam os problemas dos fiéis. Eles deixam de ser fiéis! Seguir Jesus passa a ser mais uma atividade do cotidiano que quando convém, seguimos e quando dá muito trabalho, fazemos de conta que não é conosco. E para isso existe a velha frase muito triste que com certeza muito entristece Nosso Senhor Jesus Cristo: "Sou católico não praticante".

Que dor para Jesus, todos os dias receber as ofensas, sacrilégios e blasfêmias dos pobres pecadores que numa atitude constante de insanidade, viram as costas para Deus, tratando-O meio como um inimigo. Pobres dos pecadores, não sabem o que fazem.

O que não faltam são uma fila infinita de argumentos intelectuais que sempre apontam um motivo e uma razão convincente e de acordo com o mundo para que a radicalidade do evangelho pedida por Jesus fique de lado. As coisas passam a serem tratadas na base da percentagem. É a política do salário mínimo e que não para por aí, o assunto é bem grave e extenso, mas aqui neste artigo vamos apenas dar um chacoalhão e tirarmos a peneira que está tapando o sol.

Um primeiro aspecto que precisamos evidenciar é de fato nossa realidade como católico, filho adotivo de Deus pelo batismo, que recebemos a garantia da vida eterna através da paixão de Jesus. Uma vez batizados pela fórmula válida, ensinada por Jesus e com a matéria (água) visível, essa condição não nos é mais retirada. Não se é possível batizar de novo, não se é possível renunciar ao batismo concedido por Deus, isso é até impensável, pois como virar as costas para este sacramento, esta graça concedida à nós? A carta aos Romanos nos recorda que Jesus ama a sua igreja e se entregou por ela. E este amor, que nos amou primeiro não merece o nosso desprezo, indiferença e tão pouco alguma atitude de rebeldia contra aquele que nos criou. Éramos um "nada" e agora somos predestinados à vida eterna.

Por aqui já percebemos em que situação estão os católicos que trocaram de religião. Abandonaram os sacramentos, a ortodoxia doutrinal católica de mais de dois mil anos, o magistério da igreja, a vida e o exemplo de centenas de santos e santas que já trilharam o caminho deixado por Jesus e tantas outras verdades incluídas dentro do catolicismo.

Sacramento do Batismo - Batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Sacramento da Confirmação - Recebei o Espírito Santo.

Sacramento da Eucaristia - Tomai e comei... tomai e bebei... isto é meu corpo... isto é meu sangue...

Sacramento da Reconciliação - a quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados, a quem não perdoardes, não lhes serão perdoados.

Sacramento da Ordem / Sacramento da Unção dos Enfermos - Alguém está enfermo? Chame os sacerdotes da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.

Sacramento do Matrimônio - O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne, portanto o que Deus uniu, não separe o homem.

Confirmação dos ensinamentos pela tradição e escrituras - Em Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, apartai-vos de todo irmão que não anda segundo a Tradição que de nós recebeu.

Confirmação dos ensinamentos pela tradição e escrituras - Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavra (Tradição), seja por epístola nossa (Bíblia).

Confirmação dos ensinamentos pela tradição e escrituras - Irmãos, sabeis que há muito tempo Deus me escolheu dentre vós (Apóstolos), para que da minha boca os pagãos ouvissem a Palavra do Evangelho.

Confirmação dos ensinamentos pela tradição e escrituras - Ainda que nós ou um anjo baixado do Céu vos anuncie um evangelho diferente do nosso (Apóstolos), que seja anátema.

Confirmação da unidade da Igreja que é peregrina (aqui na terra), padecente (no purgatório) e triunfante (junto de Deus) - E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos, da mão do anjo, diante de Deus.

Confirmação da unidade da Igreja que é peregrina (aqui na terra), padecente (no purgatório) e triunfante (junto de Deus) - Porque já é manifesto que vós (a Igreja) sois a Carta de Cristo, ministrada por nós (Apóstolos), e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração (...); o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.

Confirmação da autoridade das escrituras - Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.

Como vimos caros leitores, com algumas pequenas passagens das sagradas escrituras percebemos que a bíblia confirma os sacramentos e a igreja e nem poderia ser diferente. São João Paulo II nos explica a realidade das coisas através do catecismo. Nos ensina o santo: Um catecismo deve apresentar, com fidelidade e de modo orgânico, o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja e do magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. Deve ter em conta as explicações da doutrina que, no decurso dos tempos, o Espírito Santo sugeriu à Igreja. É também necessário que ajude a iluminar, com a luz da fé, as novas situações e os problemas que ainda não tinham surgido no passado.

Portanto viver na superficialidade a sua religião, deixando as práticas católicas de lado não leva quem quer que seja ao fim querido por Deus. São Tomás de Aquino a respeito disso nos ensina: Quem não vive o que crê, termina crendo o que vive. Este é também um dos motivos da catequese. Catequese que significa fazer ecoar a palavra de Deus nos corações das pessoas também tem primordialmente a função de fazer com que, depois de adultos, não deixem de ser católicos. Por isso que a catequese se chama "de iniciação cristã".

O início, o ponto de partida de uma caminhada que precisa cada vez mais ser aprofundada nos ensinamentos celestes é ponto fundamental e essencial na caminhada rumo a porta estreita.


Pois bem, é assim que é. Nós devemos amar muito tudo aquilo que satanás odeia. E satanás, já sabemos, Jesus nos disse: ele é o príncipe do mundo e Jesus não tem parte com ele. Na santa missa existe uma oração pós comunhão onde pedimos a Deus a graça de abraçar as coisas que não passam em detrimento das que passam. Nossa peregrinação nesta terra é passageira, nossa fé apresentada pelas nossas obras é que teremos para entregar ao nosso justo juiz, que agora nos concede o tempo da igreja, o tempo de sua misericórdia.

Uns dizem: me confesso só quando tenho vontade, vou na missa quando dá tempo, rezo quando acho que preciso, não leio a bíblia porque escuto a bíblia quando vou na missa e por aí vai.

Por outro lado outros dizem: deixa disso, isso é muito exagero, não precisa tanto, pra que tudo isso e tantas outras advertências que os politicamente corretos atiram em prol da harmonia de se viver conforme o mundo manda.

E é assim, não se dá importância ao pecado, ao evangelho, muitos querem viver num estado de sonambulismo, evitando o ensaio diário que devemos fazer com a morte ao fim do dia quando entregamos os frutos de nosso dia ao Senhor.

Fiquemos pois com esse alerta para a nossa realidade: "pensai constantemente nos novíssimos e não pecareis". Jesus já nos ensinou que o "morno" ele vomita. Ou se está com Ele ou contra Ele. Muitos que dizem senhor, senhor não entrarão no reino dos céus. E a lista é grande, Jesus aponta o caminho e nos ensina que os ingredientes da peregrinação rumo ao céu passam pela cruz.
Deixou de ir a missa ao domingo, no fim de semana seguinte foi e comungou? Dois pecados graves, contra o terceiro mandamento e sacrilégio. Não é casado e tem relação sexual ou vive com alguém como se fosse casado? Dois pecados graves, fornicação e contra o sexto mandamento. Mente por qualquer motivo para esconder a verdade porque a verdade, que liberta muitas das vezes dói? Pecado contra o oitavo mandamento. Como católico, aceita, frequenta e pratica outras atividades que não são católicas como ir a cultos de outras religiões, acatar o livre exame da bíblia ou colocar em dúvida as verdades do catolicismo? Pecado grave e também contra o primeiro mandamento.

Encerramos este artigo deixando aqui um pequeno resumo dos acontecimentos e atitudes que no fundo refletem um comportamento que é reflexo da "distração". O leão esta sempre a rondar esperando a quem atacar, sejamos vigilantes sem cessar como nosso Redentor nos ensina. Ele, que está mais interessado que nós em nossa salvação nos concede a sua tábua de salvação, a sua misericórdia. Deus que nos amou primeiro e quer que todos sejam salvos não se cansa de nos mostrar a verdade. Somos suas criaturas, feitos para adorar-Vos e servi-Lo, como servos inúteis, adotados por Deus no batismo, criados por ele em Seu amor.

Que a Virgem Imaculada interceda por nós e nos auxilie nessa peregrinação rumo a comunhão eterna do paraíso. Sejamos católicos autênticos.

fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A menina que perdoou o Estado Islâmico


A pequena Míriam, de 10 anos de idade, faz parte dos milhares de cristãos vivendo em zonas de refugiados no Médio Oriente. Ela e sua família estão em Erbil, na área relativamente segura do Curdistão iraquiano. Na metade de 2014, eles foram obrigados a sair de sua cidade natal, Qaraqosh, tomada pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Em um vídeo emocionante, que ficou viral no mundo árabe, ela pede que Deus perdoe os terroristas do ISIS e dá um impressionante testemunho de alegria e confiança na divina providência. O seu relato foi colhido pelo repórter Essam Nagy, da rede de televisão Sat-7, que espalha a mensagem de Cristo por toda a região do Oriente Médio e do norte da África.

"Em Qaraqosh – conta Míriam –, nós tínhamos uma casa e nos divertíamos. Aqui não. Mas, graças a Deus, Deus provê a nós. (...) Deus nos ama e não permitiria que o ISIS nos matasse."

Depois de dizer que Deus ama todas as pessoas, o repórter pergunta-lhe se Ele também ama aqueles que os prejudicaram, ao que ela responde: "Ele os ama, mas não ama Satanás."

"O que você sente em relação àqueles que a tiraram de sua casa e a fizeram sofrer?", pergunta o repórter. "Eu não faria nada a eles, apenas peço a Deus que os perdoe", responde a criança. "E você, também pode perdoá-los?", ele retruca. "Sim", ela diz. "Eu apenas fico triste porque eles nos tiraram de casa, por que eles fizeram isso?"

No meio da entrevista, o repórter deseja à menina que ela retorne à sua terra e more em uma casa que seja melhor do que a que ela tinha em Qaraqosh, ao que a menina responde, levantando os olhos ao Céu: "Se Deus quiser... Não o que nós quisermos, mas o que Ele quiser, porque Ele sabe".

Perguntada se às vezes sente que Jesus os abandonou, ela responde que não. "Às vezes eu choro porque deixamos a nossa casa e Qaraqosh, mas não estou com raiva de Deus por isso. Eu dou graças a Ele porque Ele nos provê. Mesmo que estejamos sofrendo aqui, Ele provê a nós. (...) Jesus nunca nos abandonará. Se você é realmente fiel, Ele nunca o abandonará."

Ao fim da entrevista, Míriam agradece ao repórter pela oportunidade de contar a sua história. "Eu queria que as pessoas soubessem como eu me sinto, como as crianças aqui se sentem", ela diz. Depois, a pequena gigante conclui com um cântico cristão, testemunhando a sua fé e a sua esperança em Nosso Senhor.

Em depoimento à CBN, Essam Nagy conta que ficou cativado pela voz e pelo olhar de Míriam, e que ela acende uma luz na escuridão que vivem hoje os cristãos do mundo árabe.

O seu sorriso e as suas palavras singelas dão um exemplo de confiança inabalável na providência: Míriam sabe o que deixou para trás, conhece o mal que fizeram a ela e à sua família, mas, mais do que viver em uma casa confortável ou reecontrar seus amigos, o que ela quer transcende o que esta vida terrena pode oferecer. Olhar fixo no alto, "a vontade de Deus", ela pede – é o que ensina o Pai Nosso, é o que nos ensina a Igreja que sofre no Oriente Médio.

fonte: padrepauloricardo.org/blog
Continue Lendo...

Salmo 126,3


Vede,os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas; nos recorda o salmo deste artigo. Um dom de Deus, muitos se esquecem que durante a celebração do sacramento do matrimônio assumem na presença de Deus, educa-los dentro da fé, dos mandamentos e do evangelho. Acabam por deixar de lado os cuidados devidos a esse presente recebido dos céus. Sim, um dom é uma dádiva, é um presente.
Pensemos num casal de namorados cujo rapaz para expressar seu amor pela amada resolve lhe presentear com flores, uma caixa de bombom e uma blusa muito bonita. Ao perguntar pouco tempo depois se ela gostou do presente recebe a seguinte resposta: As flores eu não gostava do cheiro então joguei fora, os bombons demorei para comer e acabaram estragando, então também joguei fora e a blusa não era bem a cor e o tipo que eu costumo usar, então dei para uma amiga.

Com certeza essas não eram as respostas que o namorado esperava ouvir. Afinal, ele procurou demonstrar o seu amor para com ela e a acolhida não foi bem entendida. Ela não entendeu que foi tudo por amor.

Assim muitos fazem para com Deus, não entendem que é por amor que recebemos os filhos, pensados por Deus, incluídos em seu projeto e nos agraciados por amor. Se como vimos no exemplo do casal de namorados ou como bem sabemos em tantos outros exemplos que muitos de nós podemos relatar no cotidiano de nossas vidas o que dizer quanto a Deus?

Se o namorado ficou triste e magoado pensemos como fica Deus diante de um amor não correspondido por nós? A tarefa de educar os filhos dentro dos princípios cristãos parece ao longo do tempo que tem se tornado um compromisso cada vez mais difícil. Um filho não é um fardo, mesmo não planejado. Planejar um filho significa desejá-lo e esse desejo se concretiza em espera. Espera em Deus, que se for de Sua Vontade esse dom receberemos. Mas lembremos, um filho que recebemos significa Deus nos dando a oportunidade de Amá-Lo de volta como nos recorda São João em sua carta, pois sabemos que um filho muda nossas vidas. Seja planejado ou não, ele muda nossas vidas. Olhemos pois para eles com o olhar dos céus.

E para bem instruí-los na fé católica muitas são as passagens que as sagradas escrituras possuem para nos conduzir por este caminho. E não só ao proceder dos pais, mas também dos filhos. Vamos ver algumas?

Eclesiástico 3,2 - Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos.

Eclesiástico 7,25 - Tens filhos? Educa-os, e curva-os à obediência desde a infância.

Eclesiástico 7,30 - Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes pensar as feridas

Deuteronômio 6,6-7 - Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração. Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares.

Colossenses 3,20-21 - Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados.

Efésios 6,1,4 - Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.

Como vimos caro leitor, com apenas algumas poucas passagens das sagradas escrituras já é possível perceber que os integrantes, pais e filhos, ou seja, a família, precisam colocar suas bases, seus alicerces sobre rocha sólida: Deus.

O catecismo da igreja católica em seu número 2221 e seguintes trata sobre os deveres dos pais. Para encerrar este artigo coloco aqui o que nos diz os números 2221 até 2223.

DEVERES DOS PAIS

A fecundidade do amor conjugal não se reduz só à procriação dos filhos, mas deve se estender à sua educação moral e à formação espiritual. O papel dos pais na educação é tão importante que é quase impossível substituí-los. O direito e do dever de educação são primordiais e inalienáveis para os pais.
Os pais devem considerar seus filhos como filhos de Deus e respeitá-los como pessoas humanas. Educar os filhos no cumprimento da Lei de Deus, mostrando-se eles mesmos obedientes à vontade do Pai dos Céus.
Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos. Dão testemunho desta responsabilidade em primeiro lugar pela criação de um lar no qual a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado são a regra. O lar é um lugar apropriado para a educação das virtudes. Esta requer a aprendizagem da abnegação, de um reto juízo, do domínio de si, condições de toda a liberdade verdadeira. Os pais ensinarão os filhos a subordinar "as dimensões físicas e instintivas às dimensões interiores e espirituais". Dar bom exemplo aos filhos é uma grave responsabilidade para os pais. Sabendo reconhecer diante deles seus próprios defeitos, ser-lhes-á mais fácil guiá-los e corrigi-los.

fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A reação do pecador frente a verdade é o ódio


Em declaração dada em entrevista para a Globonews uma as atrizes da mundana novela da globo, babilônia, Fernanda Montenegro, disse que o fracasso da novela se deu por causa do racismo. Pasmem caros leitores com essas palavras. Ela disse que já que "o racismo dá cadeia" então o público concentrou suas críticas no homossexualismo, isentando-se assim da sua atuação pois fica claro que a atriz quis dizer que tanto faria quem fizesse o papel. Pois bem, dada a introdução vamos para as considerações deste blog, sempre com um olhar católico e embasado nos ensinamentos de Cristo.

Em carta aberta de repúdio nacional contra esta novela publicada pela Associação dos Devotos de Fátima, desde seu inicio ficou bastante claro para as famílias do país que as verdades que esta novela "empurrou" ou tentou "empurrar" goela abaixo do povo brasileiro em muito desagradou e ofendeu todo o ensinamento de Deus, que nos pensou como família e se fez família, nascendo em Belém.

Vamos aqui relembrar apenas algumas passagens das sagradas escrituras que atestam que a novela babilônia andou na contramão dos ensinamentos celestes.

Apocalipse 21,8

Lista dos 8 tipos de pecadores condenados:
8 Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte.

1ª Corintios 6,9-10

Lista dos 11 tipos de pecadores condenados:
9 Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos,10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.

Romanos 1,28-32

Lista dos 20 tipos de pecadores condenados:
28 Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno.29 São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade.30 São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais.31 São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia.32 Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.

Portanto caros leitores nem precisamos explanar a respeito do conteúdo deste entretenimento mundano que se chamava babilônia. Com apenas estas três passagens fica muito claro que o que ela apresentava vai na contramão das verdades sagradas. Esta tentativa em afirmar que a humanidade caminha para isso que chamam de "tendência e evolução inevitável" nada mais é do que mais uma das artimanhas do príncipe do mundo: satanás que espalha o erro, o ódio ao sofrimento e a busca desenfreada pelo prazer.

Como nos ensina Jesus em Mateus 5,37 "Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno". Ou seja, Ele que é a verdade, o caminho e a vida, nosso salvador nos ensinou a retidão em seus ensinamentos. Nada de ficarmos tentando adaptar seus ensinamentos para a nossa comodidade ou tirando do contexto alguma frase da bíblia para justificarmos a nossa tentativa de praticar um cristianismo fácil. No apocalipse Jesus confirma esse ensinamento: Se sim, sim, se não, não. Lá, no livro da revelação Ele diz que o morno Ele vomita. Aquele que está em cima do muro. Ou aderimos a sua causa (sim), ou escolhemos o mundo (não). Ninguém pode servir a dois senhores (o morno).

É preciso pois manter a guarda levantada, pois como soldados de Cristo, seguem-se as batalhas rumo a pátria celeste. Endossemos nossas fileiras católicas, empunhemos nossos rosários e estejamos sempre prontos em dar resposta a nossa defesa a todo aquele que nos pedir a razão da nossa esperança (1Ped 3,15.


fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Fui crismado, e agora?


Muitos são os fiéis que cultivam ainda depois de toda a sua catequese, seja ela regular ou catecumenal essa questão. Com o sacramento do crisma encerra-se a catequese de iniciação cristã. E como o nome bem sugere se trata apenas do inicio de uma caminhada agora como soldados de Cristo, defensores e propagadores do evangelho.

Concluída a iniciação cristã através do sacramento da confirmação, precedido pelo batismo e pela eucaristia, podemos aqui nos fazer valer de forma bem objetiva da explicação de São Tomás de Aquino. Nos recorda o doutor da igreja:

"No batismo recebemos os dons do Espírito Santo para nos salvar e na confirmação recebemos os dons do Espírito Santo para ajudar a igreja a salvar os outros, atuando como membros dela."

Como nos fala Santo Agostinho, ninguém dá aquilo que não tem, através dessa iniciação cristã o fiel agora com sua fé madura e o fortalecimento do Espírito Santo, se coloca pelos caminhos do mundo como nos manda Jesus. "Ide e pregai o evangelho".

E aqui duas verdades precisam ficar bem claras. Primeira: a catequese de iniciação cristã tem como uma de suas finalidades fazer com que o cristão não deixe de ser católico depois que se tornar adulto. Segundo: O brasão impresso no coração de todo fiel, por ocasião dessa iniciação cristã está na primeira carta de São Pedro, capítulo 3, versículo 15 onde diz:

Estais sempre prontos para sair em vossa defesa à todo aquele que lhe pedir a razão da vossa esperança.

Com esta belíssima passagem da bíblia já podemos responder a questão, fui crismado, e agora? E agora queridos leitores, apenas terminou a iniciação cristã, agora eu sigo minha vida em comunhão com Deus e sua igreja, fundada pelo nosso salvador, sempre mergulhando mais e mais em seus ensinamentos.

Assim como um médico nunca encerra seus estudos, assim como um cientista nunca para suas pesquisas, de forma muito mais verdadeira e importante nós cristãos, batizados e confirmados na fé não podemos jamais perder o fio da meada. Mas uma vez nos valemos do ensinamento de São Tomás de Aquino:

"Quem não vive o que crê, termina crendo o que vive". É portanto necessário agir, pois na carta de São Tiago está claro; que a fé sem obras é morta. E em Ezequiel 3,20 está o ensinamento de que se não exortarmos ao irmão pelo erro que comete, ele prestará conta do seu pecado, mas a nós também nos será cobrado a omissão.

Portanto nos ensina o catecismo da igreja católica que o sacramento da confirmação dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar com valentia o nome de Cristo e para nunca sentir vergonha em relação a cruz.

Ou seja, quem é católico o é em 100% do tempo. Fui crismado, e agora? E agora sigo como soldado de Cristo e instrumento de sua vontade para trabalhar a serviço de sua igreja e pela instauração do Seu Reino, sendo seu imitador e vivendo o seu evangelho sempre aceitando por amor a Ele as cruzes do nosso dia a dia, uma vez que nosso fim último é a vida eterna.

Vídeo relacionado:

Duração = 3min20s


fonte: Jefferson Roger
Continue Lendo...