sexta-feira, 4 de março de 2016

Inculturação nas missas, fruto da fumaça de satanás

O termo inculturação que tem suas raízes na expressão cultura é uma tentativa desastrosa e satânica de trazer o mundo para dentro da igreja. De trazer elementos não sagrados, culturais e tradicionais para dentro do acontecimento sagrado, desejado por Jesus, que é a celebração da santa missa. Isto está completamente errado porque esse tipo de atitude não deve jamais macular este contato que o céu faz com a terra em cada sacrifício incruento que acontece em memória do nosso salvador. Ainda bem, que os católicos resistentes deste mundo não abrem a guarda em prol dessa imundice que a fumaça de satanás, como dizia o papa Paulo VI, promove dentro da igreja.

E vale lembrar que é direito do fiel conforme descrito no documento da própria igreja:
Cânon nº 214 - Os fiéis têm o direito de prestar culto a Deus segundo as prescrições do rito próprio aprovado pelos legítimos Pastores da Igreja, e de seguir uma forma própria de vida espiritual, consentânea com a doutrina da Igreja

No entanto, com cada vez mais frequência, ouvem-se notícias de missas exóticas, utilizando elementos das culturas locais: gauchesca, árabe, afro, sertaneja etc. Essas missas são permitidas? São válidas? Como a Santa Sé lida com essa questão? É possível introduzir elementos regionais no Santo Sacrifício da Missa? “A missa é um memorial do Senhor Jesus. É um memorial perfeito em que sua Presença viva nos mantém vividamente conscientes Dele. É também um banquete divino, em que Deus provê a mesa com o seu próprio corpo e o seu próprio sangue. Mas é mais do que um memorial e mais do que um banquete. É sobretudo um sacrifício”.

Assim, não se deve permitir que as missas sejam profanadas, dessacralizadas, subtraídas do sagrado, pelo contrário, que o direito de cada fiel a assistir à missa de acordo com o rito aprovado seja exercido sempre e cada vez mais. É a vontade do Papa, é o mandamento de Cristo. Obedeçamos.

O mundanismo e a ditadura do relativismo infiltraram-se na Igreja sob vários disfarces, provenientes de interpretações proposital-fraudulentas do Vaticano II: sincretismos e “auês” religiosos, conotações protestantes, inclusive de música apropriadas a seus cultos, a TL tentando nivelar ou até superiorizar o povo a Deus e muitas adaptações e interpretações pessoais secular-sectarizantes.

É bom frisar que a Igreja possui sérias infiltrações do Socialismo Internacional há décadas e outras sociedades secretas; um dos subfrutos oriundos atuantes e nocivos é a Teologia(Heresia) da Libertação/Marxismo Cultural – TL/MC – que de teologia nada possui por imanentizar todo seu conteúdo transcendente, por meio de alguns membros ordenados apostasiados, ex freis Boff, Betto, etc., socializando e banalizando a doutrina e a liturgia, e ainda implantando o materialismo-ateísmo na sociedade; mais uma da TL/MC é a dessacralização do Mistério Eucarístico na Santa Missa, transformando-o apenas em ceia fraterna comum, deixando de lado o respeito, devoção e recolhimentos, tão necessários à sacralidade e sacrificialidade do Memorial da Paixão e Morte incruento de Jesus na cruz.

"Ao acaso a SS Virgem Maria junto à cruz batia palmas, alegrava-se àquele momento, em tão dolorosíssima situação?"

Há, por sinal, muitos católicos de comportamentos superficiais, desvirtuados e alienados à fé, adeptos das seguintes ideias: gosto de ir a uma Missa animada…Cheia de situações atraentes… Um cantor e orquestra lindos… Que “Missa boa” do padre fulano, choro de emoção, isso é que é Missa! A do outro padre, nem me falem, monótona demais, cansativa…Parece que a fé(?) de alguns para existir e funcionar, tem de haver estímulos exteriores…

Vejam abaixo o atual e oportuníssimo comentário do S. Padre Bento XVI da Carta Apostólica do S. Padre e Santo João Paulo II – Domenica Coena – datado de 24/02/1980. “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém, terminou por dispersar o “propium” litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na “actuosa participatio” também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Onde estão os bispos, que devem ser supervisores e moderadores da liturgia?! Será que eles estão cumprindo bem seu papel permitindo missas desse tipo? Por que não celebrar a missa como manda a IGMR e depois todos se confraternizarem? Espera aí, pessoal, vamos inovar, mas não vamos dessacralizar o que é mais sagrado na Igreja: o Santo Sacrifício da Missa! Missa é Cruz = Redenção e não festa popular!! Embora se celebre na Missa também a Páscoa/Ressurreição (festa), mas o que está no centro é a doação de Cristo na cruz por amor a nós e obediência ao Pai!


Padre Paulo Ricardo - AS MISSAS INCULTURADAS SÃO PERMITIDAS?


Padre Demétrio - INVENÇÕES NA SANTA MISSA

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fonte: Jefferson Roger e padrepauloricardo.org

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