quarta-feira, 30 de março de 2016

Falta de conhecimento

Oséias 4,6 – Meu povo se perde por falta de conhecimento. E existe algo mais verdadeiro do que essa afirmação do profeta? Isso inclusive vale para todas as instancias de nossa vida, mas sobre tudo, aqui estamos a refletir sobre nossa vida espiritual. Quando Deus se dirige a nós com estas palavras através do profeta Oséias, esta afirmação tão direta atinge muitas áreas e hierarquias do chamado assim povo de Deus.

Como filho de Deus, pelo batismo, pai de família e catequista posso afirmar nesta minha curta caminhada já em meus 44 anos que, a falta de interesse por aquilo que é necessário faz muito mal na vida do cristão. Vamos entender. Já dizia São João Maria Vianney que não adianta ficar perdendo tempo com coisas que não irão nos levar ao céu. E mais, ele também disse que não adianta ficar perdendo tempo em aprender sobre coisas que, se não as conhecermos isso não irá ser motivo de condenação.

Não podemos ser como os fariseus que falavam ao povo o que fazer, mas não faziam. Jesus tinha um nome para isso, os chamava de hipócritas. Pessoas que ouviram da boca do nosso salvador o “ai” dos fariseus hipócritas. Passemos nós longe desse “ai” de Jesus. Não devemos gastar o tempo numa propaganda enganosa a nosso próprio respeito se não temos conteúdo. Assim agindo não iremos conquistar o respeito e a autoridade, que um cristão deve ter ao se posicionar perante o mundo sobre aquilo que acredita e vive.

Santo Agostinho nos lembra que “ninguém dá aquilo que não tem”. E podemos ir além. Se conhecermos muito pouco, muito pouco teremos para dar. Se sufocarmos nosso coração com as coisas do mundo, muito pouco espaço terá nele para as coisas de Deus. Não devemos aprender com boatos, com falácias e em fontes que não podem ser comprovadas. Se aquilo que lemos, ouvimos falar ou de alguma forma aprendemos, não puder ser conectado com a origem de todos os ensinamentos para os cristãos, que é o evangelho, desconfie.

O nosso inimigo cruel, satanás, conhece bem as escrituras e a fraqueza humana. Ele sabe como caiu e sempre usa do mesmo método para que caiamos também. Por ser conhecedor que é, acreditar que Deus existe e é tudo que é, não se cansa de misturar mentiras com verdades para semear a dúvida e a confusão em nossos corações.

Por isso Deus nos chama a atenção através do profeta: “meu povo se perde por falta de conhecimento”. E olha que se perde mesmo, qualquer pessoa pode comprovar essa verdade bíblica na humanidade. Posso dizer que todos nós conhecemos pessoas que não estão no caminho certo, ou não estão trilhando como se deve o caminho apertado da porta estreita por causa desse conhecimento que lhes falta.

Mas, como sabemos ainda tem mais. Existem os radicais. Aqueles que negam a divina verdade revelada e por sua escolha não buscam o conhecimento sobre as coisas que não passam. Ao invés de pastarem em campos verdejantes chafurdam na lama.

É preciso abrirmos nossas bíblias diariamente. Um versículo por dia. Um capítulo por dia. Cinco minutos por dia. Quinze minutos por dia e assim sucessivamente. É preciso abrir o coração para o que a palavra de Deus tem a nos dizer. Não se deve ler a bíblia com um olhar intelectual e até desafiador ou ainda com intenção apenas de estudo e pesquisa. Onde fica o alimento da fé se assim o fizermos? Comecemos também com uma Ave-Maria por dia. Um Pai-Nosso por dia. Cinco minutos de oração por dia. Um terço por dia. Um rosário por dia. Orações matinais, depois orações vespertinas e assim por diante. Comecemos com pouco, um pouco que podemos cumprir e aos poucos naturalmente nosso coração nos alertará sobre a necessidade de alimentarmos mais nossa alma das coisas de Deus. Outro fato, porém acontece. Muitas pessoas conhecem a bíblia de cabo a rabo e não se dão conta da sua preciosidade enquanto palavra de Deus. Ficam a estuda-la, mas isso não contribui para o fortalecimento de sua fé, o que está escrito nela não transforma os seus corações. De que adianta isso?

Volto aqui a mencionar o exemplo dos santos. São vários os testemunhos desses heróis da fé que nos mostram que a sabedoria que vem de Deus supera a sabedoria terrena, como nos afirma no livro de Tiago 3,13-18. Afinal Deus quis revelar aos pequeninos para confundir os soberbos.

Sejamos imitadores do Cristo, que era manso e humilde de coração e assim poderemos deixar o orgulho de lado e dizer: Eu sei bastante, mas não sei o bastante.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 28 de março de 2016

Como o Profeta Jonas

Os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis. Ou seja, caros leitores, o livre arbítrio que Deus te concede esbarra em certos limites. Você é livre para decidir, é livre para fazer escolhas, porém, essa sua liberdade não afeta em nada o que vem de Deus. Vamos entender melhor.

Comecemos biblicamente falando. No antigo testamento muitos são os chamados a missão que Deus faz e este mesmo Deus capacita os seus eleitos através dos dons. Vejamos o exemplo de Moisés, que titubeou, mas Deus não voltou atrás. Vejamos o exemplo do profeta Jonas, que relutou na missão dada por Deus de falar aos ninivitas e Deus não voltou atrás. Podemos simplificar dizendo que Jonas ficou no ventre da baleia para compreender o que de fato o criador queria dele. Na linguagem da gíria podemos dizer que ele ficou de molho como se Deus dissesse que o que ele determinou está determinado, é preciso fazer.

E vamos além, como vemos no novo testamento, que o Espírito Santo de Deus distribui os dons como quer, a quem quer, para o bem comum de todos, ninguém está isento ou dispensado de coloca-los a serviço do Reino de Deus. E saibam, caso ainda não tenham feito a experiência de que os chamados não apresentam sombras de dúvidas em nossos corações e almas. Quando Deus nos toca e nos delega algo, não sejamos como o profeta Jonas, pois não adianta nada. Cedo ou tarde iremos acabar cedendo a sua vontade e cumprindo aquilo que ele nos pede.

Olhemos também para o exemplo dos santos. Desde os menores aos portentosos santos. Noventa e nove virgula nove por cento deles, tiveram uma vida dedicada em primeiríssima mão aos assuntos celestes. Todos, sem exceção, que receberam a graça das aparições privadas de Jesus e Maria, foram lançados na linha de frente de defesa do evangelho. E quantos deram seu testemunho com o seu sangue.

Em meus estudos que faço a anos sobre a vida dos santos e de Nossa Senhora posso afirmar baseado em tudo que li que, quando Jesus ou Maria apareciam para alguém, esta pessoa automaticamente ia para a linha de frente viver radicalmente a palavra de Deus recebendo na carne e na alma vários sofrimentos e provações. O que dizer a respeito de nós, povo de Deus, que caminha rumo ao céu? Simples. Como membros do corpo da igreja de Jesus Cristo, somos leigos e leigas engajados ao serviço do reino. Não podemos cruzar os braços, temos uma cruz no ombro para carregar, exemplo para dar, evangelho para anunciar, testemunho para falar e caridade para praticar.
Se no teu íntimo você é atraído para a igreja para ser catequista, ajudar nas capelinhas, participar dos grupos de orações, fazer parte da equipe de leitura, ser coordenador, ajudar na limpeza e organização geral das festividades e da igreja, dar cursos e palestras ou apenas comporta-se durante a santa missa e em outras celebrações de uma maneira que agrada a Jesus, saiba que isso que estás a sentir em teu coração foi plantado ali pelo teu criador.

Por isso é que as tentações e provações aumentam. Certa vez, eu ouvia um palestrante, a muito tempo atrás, antes ainda de eu me consagrar a Virgem Santíssima pelo método do Tratado da Verdadeira Devoção de São Luiz Maria Grignion de Monfort, que assim que eu abraçasse essa consagração a luta iria aumentar de intensidade. Dito e feito, satanás ficou enfurecido e fica mais enfurecido a cada dia que passa comigo pois sabe que eu odeio ele com toda a força do meu coração e alma e que agora, vivo agarrado aos Corações Santíssimos de Jesus e Maria e por isso mesmo, ele intensifica, dobra, redobra e se esforça cada vez mais para me derrubar. Não só a mim é claro, a todos os cristãos filhos de Deus.

Na vida dos santos vemos testemunhos de verdadeiras batalhas contra o inimigo. O diabo está a tentar nos derrotar até na hora de nossa morte, em plena agonia. Ele só vai nos deixar em paz quando nossa salvação for decretada por Jesus. Até lá, segue a batalha de cada um e de todos.

Portanto não se preocupe, as dificuldades virão de todos os lados porque o inimigo não quer você dentro da igreja, como membro do corpo de Cristo e ele irá jogar sujo, usando até os mais próximos a você para te derrubar. Padre Pio já dizia que quanto maior a tentação mais perto a alma está de Deus. Como São Paulo escreveu em sua carta aos Romanos 11,29 – Os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis, somos a cada dia convocados a seguir em frente. O desânimo é uma tentação que busca nos fazer desistir do que agrada a Deus.

Estejamos atentos porque se desanimarmos nos tornaremos preguiçosos e a cada queda mais esforço iremos precisar para nos levantar. Se nesta subida rumo aos céus estamos carregando nossa cruz e caímos, não iremos cair muito longe dela; mas se não estamos a carrega-la e caímos corremos o risco de rolarmos e perdermos o que já conquistamos até aqui.

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fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 23 de março de 2016

O pecado

Olá caros leitores, transcrevo para meu blog uma excelente reflexão sobre o conceito de pecado que a sociedade insiste em promover nas pessoas feita pelo sacerdote Padre Paulo Ricardo, atualmente vigário da paróquia Cristo Rei em Cuiabá:

“Este é um conceito que as pessoas precisam aprender a reelaborar: “O que é pecado?” As pessoas pensam que pecado é uma coisa boa, gostosa, legal, mas que Deus a proibiu porque Ele é “chato”. Como se Ele fosse um “estraga-prazeres” que acordou mal-humorado e disse: “Quer saber? Vou proibir um bando de coisas para aquele povo lá na terra!”. Não é nada disso! As pessoas precisam entender que a coisa é pecado porque ela nos destrói. O veneno é mortal porque ele é mortífero. O sexo fora do matrimônio faz mal não porque a Igreja proíbe. Não vai acontecer, mas vamos supor que a Igreja dissesse: “Gente, tá liberado. Todo o mundo agora fazendo sexo!”. Ainda assim estaria fazendo mal porque Deus fez o sexo para quando há compromisso.

As pessoas precisam aprender que o sexo diz para a outro: “Eu me entrego inteiro a você de corpo e alma”. Se o sexo diz isso, que sentido tem eu ter uma relação sexual com a pessoa e depois me levantar e ir para minha casa? Há então aí uma divisão de corpo e alma, e, quando há divisão de corpo e alma nós damos o nome a isso de morte.

Nós temos visto que o sexo no namoro em vez de solidificar a relação, ele a abala, porque fica sempre aquela pergunta: “Será que a pessoa me ama ou está usando o meu corpo?” E aqui é importante os jovens saberem que estas verdades, sobre as quais a Igreja prega, eles não precisam encontrá-las no Catecismo da Igreja Católica ou na Bíblia (elas estão escritas lá também), mas a verdade que a Igreja prega pode ser enxergada em seu interior”.

Pois bem, com esta reflexão muito esclarecedora cai a máscara a respeito do adultério e da fornicação, pois se eu me relaciono com alguém infringindo o conceito de que sexo é uma realidade pensada e criada por Deus como ato exclusivo dos esposos em santo matrimônio, de todas as formas estou a cometer um pecado grave, que como diz São Paulo, mancha nosso corpo além da nossa alma.

É bem verdade que o mundo se escandaliza cada vez mais com o que é pecado. Não precisamos ir muito longe em nosso dia a dia para percebermos o enorme esforço que muitos fazem para promover uma luta desenfreada frente ao divino. De várias formas se combate as verdades do evangelho e se proclama aos quatro ventos uma “evolução” da humanidade que visa o bem comum. Quanta besteira e maluquice os seguidores do inimigo, apartados de Deus por vontade própria, promulgam e defendem como algo verdadeiro e irrefutável. Fazendo assim declaram a quem quer que ouça, que Deus é, como diz o Padre Paulo Ricardo, um “desmancha prazer”.

Isso não é mais pecado, antigamente era pecado, agora não é mais. Esse pecado não conta. Se te fizeram isso antes, então essa tua atitude não é pecado. E por aí vai... De tantas formas se peca e de tantas formas se justifica o pecado. Ai dos pecadores que estão em vão a praticar aqui na terra, suas desculpas que na frente de Jesus o justo juiz, de nada adiantarão.

Lembremos, Eclesiástico 15,21 - Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar.

O pecado é uma realidade que nos destrói, destrói nossa alma e nos presenteia com a condenação eterna. Deixemos de lado essa realidade, dia após dia porque dia após dia o que temos a fazer é carregarmos nossa cruz. Jesus nos espera no Calvário, nossa cruz precisa ser deixada ao lado da cruz redentora. Caminhemos sempre com o olhar fixo para cima, fixo na eternidade e assim não teremos tempo para nos distrairmos com aquilo que passa e nos desvia de nosso fim último: a glória eterna do paraíso.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 21 de março de 2016

Domingo de Ramos

1ª Cor 15,14 - Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. Eis aí caros leitores, resumido em um único versículo o centro de nosso Cristianismo. Jesus passou pela sua paixão pré-anunciada pelos profetas e confirmada por ele para nos resgatar da dívida impagável. Não perdendo sua natureza divina, assumiu nossa condição humana porém, isento de pecado. Em toda a história da humanidade, o acontecimento de sua ressureição é um marco histórico, sem precedentes como nunca houve e nunca haverá.

E desde ontem, neste ano no dia 20 de março, os católicos “entram” na comemoração da semana santa, revivendo os últimos momentos daquele que aceitou sofrer por nós para nos salvar. Pensemos bem, muitos de nós nem sequer cogitamos algum sofrimento voluntário em nossas vidas ou quando recebemos de Deus alguma provação corremos logo pedir libertação. Quantos de nós pedem a graça de suportar por amor a Deus tudo pelo que passamos? Pouquíssimos. Fogem das dores e dos sofrimentos enquanto condição espiritual.

Esquecem que a subida para o paraíso precisa ser trilhada com a cruz nas costas. Além de ser uma condição desejada e criada pelo Pai e assumida por Jesus, é um verdadeiro privilégio poder no mínimo passar pelas adversidades desta pequena vida, glorificando a Deus com ela. Muitos, porém, se debatem frente esta realidade e seu esforço em seguir Jesus só vai até o domingo de ramos, quando Jesus adentra montado no jumentinho para viver os últimos acontecimentos de sua passagem pela terra.

Dali em diante, seguir Jesus não é tarefa fácil. Façamos as contas. Eram 12 apóstolos, os mais próximos de Jesus e sua Mãe, a Virgem Santíssima. No entanto por causa de sua natureza maculada e concupiscente sabemos muito bem que somente o apóstolo João, as mulheres piedosas e Maria Santíssima permaneceram aos pés da cruz. Enquanto a morte era vencida e brotava na cruz de Cristo o primeiro e o maior dos sacramentos, a aparente derrota cobria de medo os discípulos de Jesus, que foram ter com ele apenas mais tarde, antes de sua ascensão.

Que nos sirvam de exemplo as escolhas que Jesus fez de seus discípulos para nos mostrar que ele conhece os corações e está sempre perto de nós. Se gritarmos Hosana a ele nas horas boas de nossas vidas e depois gritarmos crucifica-o nos momentos difíceis, estaremos sempre numa atitude de ingratidão, egoísmo e covardia. Estaremos seguindo Jesus só até o domingo de ramos, dali para frente, quando o amor exigente de Jesus nos propõe um passo a mais, iremos esbarrar em nossa falta de fé, nos encolhermos na miséria de nossos corações e fugirmos do martírio diário que todo o cristão é convidado a seguir. Todos os dias somos chamados pelo batismo e nossa confirmação, como católicos, membros do corpo de Cristo, unidos pelo Espírito Santo para sermos um com o Filho e o Pai, a sermos sal da terra e luz do mundo. Indo e pregando o evangelho, por palavras e atitudes.

Agitar os ramos dentro da celebração da missa é muito fácil. Receber a aspersão da água benta e leva-los para casa não requer esforço, pensam tantos. Para estes disse Jesus nos evangelhos: “Não vos enganeis”.

Não é possível seguir Jesus pela metade, ou parar pelo caminho. Ou fazemos o caminho todo, seguindo o seu exemplo ou nos revoltamos, nos rebelamos e nos tornamos desobedientes a vontade do Pai, como fazem os que seguem nosso inimigo cruel.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 18 de março de 2016

Importa antes obedecer a Deus

Importa antes obedecer a Deus do que aos homens. Este é um trecho do capítulo 5 do livro dos Atos dos Apóstolos, onde acompanhamos um belíssimo relato de testemunho em favor de Cristo. Eram os primeiros momentos da caminhada da igreja católica e o mundo já começava a dar sinais do seu repúdio contra o evangelho. O capítulo conta que os apóstolos pregavam por toda a parte e curavam a muitas pessoas. Não demorando muito para a seita dos saduceus e os sumos sacerdotes se reunirem e os colocarem na prisão. Fato que foi insignificante pois foram libertados por um anjo do Senhor e obedientes aos ensinamentos do mestre seguiram ensinando o povo.

Por fim foram exortados a não mais fazerem isso e foi aí que São Pedro, tomando a palavra com os demais disse a frase de Atos 5,29 – “Importa antes obedecer a Deus do que aos homens”. Que esplendorosa deve ter sido esta cena, depois repetida inúmeras vezes na história dos cristãos. Incontáveis foram os mártires que perante alguma autoridade deste mundo não “arredaram o pé” e não se acovardaram por medo de perderem suas vidas.

Tantas histórias de santos e santas que em mais tenra idade tornaram-se heróis da fé. Uma fé heroica disposta até as últimas consequências. Até ao martírio. Lembrando que a palavra martírio quer dizer testemunho e é uma das expressões máximas do evangelho pois Jesus disse que aquele que perder a sua vida por amor a mim irá conservá-la e disse também que não existe amor maior do que aquele que dá a vida pelo irmão.

Ora, não poderíamos esperar algo diferente vindo do Cristo. Ele que deu o exemplo espera de nós, no mínimo, o máximo. O católico “meia boca” vai encontrar muitos problemas para entrar no paraíso pois Jesus disse no livro do Apocalipse que o morno ele vomita. Podemos, no entanto, ir além, é preciso nos inteirarmos completamente e diariamente sobre o que o céu espera de nós.

Quando queremos aprender sobre algum aplicativo novo, ou queremos aprender como se usa algum aparelho eletrônico moderno que adquirimos, facilmente tomamos a decisão de ler os manuais e nos inteirarmos de como as coisas funcionam. Porque não nos comportamos e não agimos da mesma forma quando o assunto trata da salvação da nossa alma? Vale lembrar, temos apenas uma alma e uma única chance no dia do juízo para recebermos o “carimbo do eterno” que nos permitirá recebermos a coroa da glória eterna.

Não vos enganeis, disse Jesus. É preciso sempre estarmos atentos e vigilantes, mantermos a prudência e a perseverança porque, como dizia uma anciã do convento onde vivia Santa Maria Faustina Kowalska, a idade não dispensa ninguém da luta. E o diabo sabe muito bem disso e sempre está a nos tentar com o desânimo pelas coisas de Deus, nos propondo sempre deixarmos tudo para o amanhã. Loucos que somos se damos ouvido a ele, pois o amanhã não existe ainda. Deus nos concede o hoje. Loucos pecadores, como podemos planejar o futuro terrestre com tantos planos e não planejarmos viver na glória do paraíso?

Mais vale, como dizia Santa Teresa D’Ávila, padecer todos os sofrimentos terrestres abraçados a cruz para viver em alto grau de glória no céu. Nem se pode comparar a felicidade e os prazeres do mundo em alguns míseros anos com a felicidade eterna na companhia da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora, dos anjos de Deus e do seu povo e isso inclui nossos parentes e familiares. Se temos fé, professamos e vivemos assim, tendo Deus no coração, o paraíso na mente e o mundo debaixo de nossos pés, como dizia Santo Antonio Maria Claret, nem cogitaremos em trocar a eternidade por alguns anos terrestres na lama dos prazeres e alegrias do pecado.

Os homens não podem nos proporcionar o que Deus nos apresenta. Deus, que é um pai muito melhor do que qualquer pai nutrício ou adotivo, cuida de nós, nos castiga e nos corrige porque não vai nos mimar para que nos percamos no inferno. Ele nos quer no céu, seu amor é exigente e ele espera o melhor de nossa parte porque como diz São Paulo, nem conseguimos imaginar o que nos aguarda nas moradas celestes.

A obediência tem uma hierarquia. E obedecer aos homens em detrimento de desobedecer, contrariar, dar desgosto, ofender ou ignorar a Deus não nos trará boas consequências. Por fim, o capítulo 5 encerra nos contando que após terem sofrido a flagelação como castigo e advertência por desobedecerem aos homens, pregando o anuncio de Jesus, os apóstolos foram libertados e saíram felizes por terem sofrido por amor a Cristo.

Sejamos assim, fiéis a aquele que nunca deixou de ser fiel a nós. Obedientes até que nossa cruz possa ser colocada ao lado da cruz de Jesus, para seguirmos ao encontro do justo juiz e abraçarmos nossa herança que como filhos de Deus iremos receber segundo nossas obras.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 16 de março de 2016

Cuidado com a vaidade

Tudo é vaidade, diz o livro do Eclesiastes, filho de Davi, rei de Jerusalém. Neste livro que contém 12 capítulos a expressão “vaidade” aparece 29 vezes para tratar a respeito do tema. O principal tema do livro, por conseguinte, é a vaidade das coisas humanas, dando a lição de desapego dos bens terrestres, negando a felicidade dos ricos e preparando o povo para entender que "bem-aventurados são os pobres" (Lc 6, 20).

Como diz Jesus, bem-aventurados os pobres de espírito pois deles é o reino dos céus. É preciso ficar bem claro desde o início que a pobreza aqui tem sua relação direta com o desapego as coisas que passam, as coisas terrenas, finitas e cuja a ferrugem e a traça corroem. Mas Jesus pede de nós, no mínimo, o máximo. Vejamos para melhor refletirmos alguns versículos do livro do Eclesiastes:

“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.

Vi tudo o que se faz debaixo do sol, e eis: tudo vaidade, e vento que passa. Eu disse comigo mesmo: Vamos, tentemos a alegria e gozemos o prazer. Mas isso é também vaidade. Mas, quando me pus a considerar todas as obras de minhas mãos e o trabalho ao qual me tinha dado para fazê-las, eis: tudo é vaidade e vento que passa; não há nada de proveitoso debaixo do sol. E disse comigo mesmo: A minha sorte será a mesma que a do insensato. Então para que me serve toda a minha sabedoria? Por isso disse eu comigo mesmo, que tudo isso é ainda vaidade.

E eu detestei a vida, porque, a meus olhos, tudo é mau no que se passa debaixo do sol, tudo é vaidade e vento que passa. E quem sabe se ele (que virá depois de mim) será sábio ou insensato? Contudo, é ele que disporá de todo o fruto dos meus trabalhos que debaixo do sol me custaram trabalho e sabedoria. Também isso é vaidade.

Que um homem trabalhe com sabedoria, ciência e bom êxito para deixar o fruto de seu labor a outro que em nada colaborou, note-se bem, é uma vaidade e uma grande desgraça. Àquele que lhe é agradável Deus dá sabedoria, ciência e alegria; mas ao pecador ele dá a tarefa de recolher e acumular bens, que depois passará a quem lhe agradar. Isto é ainda vaidade e vento que passa.

Porque o destino dos filhos dos homens e o destino dos brutos é o mesmo: um mesmo fim os espera. A morte de um é a morte do outro. A ambos foi dado o mesmo sopro, e a vantagem do homem sobre o bruto é nula, porque tudo é vaidade. Vi que todo o trabalho, toda a habilidade numa obra, não passa de emulação de um homem diante do seu próximo. Isto é também vaidade e vento que passa. Para quem trabalho eu, privando-me de todo bem-estar? Eis uma vaidade e um trabalho ingrato.

Aquele que ama o dinheiro nunca se fartará, e aquele que ama a riqueza não tira dela proveito. Também isso é vaidade. Muitas palavras, muita vaidade. De tudo isso, qual é o proveito para o homem? A juventude e a adolescência são vaidade”.

Pois bem caros leitores, como vimos neste livro já se encontrava prefigurado o ensinamento que Jesus depois iria confirmar a respeito do desapego do mundo, o apego a cruz para uma caminhada rumo ao céu em direção da glória eterna. Nossa Senhora em sua aparição a Santa Catarina Labouré também confirmou essa verdade ao dizer para a santa que não prometia para essa vida a felicidade e sim para a próxima.

Como estamos a perceber é muito antigo esse proceder tão agradável a Deus que é o da santa pobreza. Sim, uma pobreza de espírito voluntária por amor a Deus que por consequência embute em nossos corações o desapego as coisas que passam e também as pessoas. E não nos escandalizemos porque o primeiro mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas, com todo o nosso coração, alma e entendimento. Até as pessoas que amamos, as amamos por amor a Deus, desejando para elas o que Deus nos deseja. Ou seja, a salvação eterna.

E junto a este mandamento vem o segundo que é não tomar seu santo nome em vão. Outro mandamento tão comumente usado como desculpa e dou aqui um exemplo. Certas pessoas disfarçam seus sentimentos de vaidade alegando que estão a praticá-los para Jesus. Eu me arrumo assim para ficar bonita(o) para Jesus, eu arrumo o cabelo para ficar bonita(o) para Jesus, eu uso perfume para ficar bem cheirosa(o) para Jesus, eu uso essa maquiagem e me embelezo assim para Jesus, por amor a Ele. Quanta besteira, sacrilégio e hipocrisia.

Tentam dar novo significado aos seus comportamentos atribuindo tudo a Jesus e com isso quer queiram quer não, dependendo do que brota do coração, correm o risco de tomarem seu santo nome em vão. Jesus não é uma desculpa, seu santíssimo nome não deve servir de desculpa e argumento para justificar ações interligadas com as raízes do mundo. É preciso, por exemplo, fazer como Santa Gema Galgani, que certa vez ao passear pelas ruas de sua cidade, exibindo uma pulseira de jóias que tinha ganho de sua parenta, foi abordada por seu anjo da guarda que disse: “Não é assim que deve se comportar a esposa de Cristo, uma filha de Deus”. Ao passo que a santa imediatamente deixou de usá-lo prometendo para si mesma nunca mais desagradar a Deus com atitudes de vaidade. Como vemos, o céu não se agrada com nossas demonstrações de vaidade. Afinal, o vaidoso precisa de plateia, basta olhar as modas e as pessoas famosas.

Encerro colocando outra afirmação de Nossa Senhora que diz que “devemos nos vestir com decência, pudor e modéstia, bem vestidos mas com simplicidade”. Nada de roupas curtas demais, decotadas demais, transparentes demais ou justas demais. Caso alguém tenha se esquecido o que é isso, a decência e o pudor, basta olharmos para os santos, santas e os anjos de Deus. Nosso corpo é sagrado e precisa ser preservado do olhar concupiscente que desperta o interesse, a tentação e é fruto da desobediência no jardim do Éden. Quando nos vestimos com decência sobressalta em nós outras qualidades que valem a pena serem mostradas, como o caráter, a ponderação, a educação, o bom proceder, a delicadeza no agir e tantos outros. Peçamos a Deus a graça do auxílio da sagrada família, modelo número um de comportamento que todos nós devemos ter em nossas vidas.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 15 de março de 2016

Minha história

“Deixar vir a mim as criancinhas”, assim disse Jesus. E mais, em Deuteronômio 6,6 somos ensinados que devemos guardar em nossos corações os mandamentos que recebemos do Senhor e que devemos a todo o instante transmiti-los aos nossos familiares, sobretudo aos nossos filhos.

Sobre a questão da família muito se sabe através dos ensinamentos da sagrada escritura. E nem poderia ser diferente, pois Deus nos pensou como família, e se fez família nascendo em Belém, nos mostrando que a realidade da humanidade passa pela célula básica chamada família e como exemplo temos o maior de todos os exemplos a seguirmos que é a sagrada família Jesus, Maria e José.

José homem justo, Maria sempre providente, aquela que guardava todas as coisas meditando-as em seu coração, fonte de todas as coisas como nos ensina o próprio redentor da humanidade. E assim precisa ser o comportamento daqueles que recebem a paternidade e maternidade, para que seus filhos e filhas confiados por Deus no santo matrimônio possam em um breve testemunho escrever algumas linhas sobre o que se passa em suas vidas, como o que iremos ler agora escrito por Yasmin Tábata da Silva, 12 anos, filha de Jefferson Roger e Débora Cristina e irmã de Sofia Vitória, com apenas 4 meses de vida. Segue o texto:

“Minha História: eu nasci no dia 29 de dezembro de 2003 no hospital Santa Izabel, que hoje em dia não existe mais. Foi às 7:15 que vim ao mundo, meu nome é Yasmin Tábata da Silva, que foi um nome escolhido em partes mas não preciso entrar em detalhes. Minha primeira casa era pré-fabricada na cor palha. Morei lá até os meus 1 ano, 11 meses e 24 dias. Na véspera de natal me mudei para um condomínio onde moro até hoje.

Aos meus 3 anos eu fui para uma escolinha porque minha vó ficou doente. Permaneci lá por 6 meses. Quando minha avó melhorou ela voltou a cuidar de mim. Com 5 anos entrei na Escola Municipal Nova Esperança onde conheci Giovanna Fernanda ,minha amiga até hoje. Lá estudei até o 5º ano vivendo normalmente.

Quando eu estava prestes a mudar de escola fiz uma coisa muito maluca! Quando fui ao salão para cortar as pontas do cabelo acabei cortando ele na altura do ombro.

Aos 10 anos comecei os estudos em outra escola chamada Colégio Estadual Pedro Macedo onde já fiz o 6º e 7º anos e agora estou no 8º ano. No 7º ano, mês de novembro, minha irmã Sofia Vitória nasceu! Ela só trouxe alegria a nós todos e já está com 4 meses... tão fofa!

É bom eu parar com detalhes mas para encerrar quero dizer que eu era, sou e sempre serei... Muito Feliz”!

Como vemos caros leitores, nossos filhos precisam disso, precisam viver em meio as dificuldades da vida sabendo que possuem um porto seguro chamado família. Uma família que, seja ela estruturada como for, precisa ser uma família regida por Deus.


fonte: Jefferson Roger e sua filha Yasmin Tábata
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quarta-feira, 9 de março de 2016

Guarda os Mandamentos em teu coração

Deuteronômio 6,6-7 - 6 Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração. 7 Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares.

Traduzindo o versículo 7 significa dizer que a todo o instante devemos em nossas vidas sermos um exemplo vivo dos mandamentos de Deus, seja no falar e no agir. E mais, somos exortados a ensinar os mandamentos do Senhor dentro de nossa própria casa, no meio de nossas famílias. Este pequeno trecho das sagradas escrituras esconde muito mais do que parece aparentar, como na realidade o é em toda a bíblia. É por isso que nunca devemos nos dirigir com um olhar intelectual às sagradas escrituras, com espírito aventureiro e explorador, ou como a um cientista que está querendo desvendar e comprovar suas hipóteses.

Todo esse comportamento é em vão. Deus escondeu dos sábios para revelar aos pequeninos. Não devemos nos aproximar das coisas sagradas com uma perspectiva divina, como se nos colocássemos no lugar de Deus. Isso além de ser um sacrilégio, uma blasfêmia e uma ofensa aos mandamentos de Deus, também é uma atitude de soberba das piores, bem no estilo de satanás. Nosso olhar em relação ao divino deve ser de baixo para cima.

Ai das pessoas assim, que não reconhecem com suas brilhantes inteligências aquilo que pela fé é obvio. Muitos gastam horas e horas de mais estudos em cima de estudos para “aprender” sobre muitas coisas cuja ignorância não nos imputará condenação nenhuma. São tantas as pessoas que se ocupam em aprender o raciocínio e o esforço mental humano para desdobrar a revelação divina pontuando aspectos que absolutamente são por si só, um adendo no saber que não servirá em nada para aumentar e cultivar a fé de ninguém.

Eu mesmo já participei de algumas formações bíblicas e religiosas dentro do catolicismo e posso afirmar que mais de 95% delas não trouxeram nada de novo, que me fizessem aumentar a fé ou compreender melhor algum aspecto da religião que vivo.

Já ouvi muitos padres falarem por horas a fio sobre assuntos que não fazem brotar ou aumentar um amor e fé maior pela Santíssima Trindade, por Nossa Senhora e pela reta ortodoxia doutrinal católica de mais de dois mil anos. São tantas barbaridades que se ouve por aí e mais, não ensinam bem e ainda dão mau exemplo, agindo em desacordo com os Evangelhos.

No entanto, ainda bem que existem os outros 5% da coisa. Pessoas que realmente transmitem aquilo que Jesus espera dos corações. Pessoas que com o seu comportamento motivam outros a serem imitadores do Cristo, no falar, no pensar, no sentir e no agir. Assim são algumas almas verdadeiramente tocadas pelo céu. Humildes em suas atitudes, desapegadas de tudo que passa e com um coração conformado para seguir o que se pede neste pequeno trecho do livro do Deuteronômio. Afinal, os mandamentos demandam uma hierarquia, um dever, uma regra, uma ordem, uma prescrição. Evitam o oba oba, evitam a desordem e a bagunça em todo o agir do ser humano, seja por pensamentos e palavras, atos e omissões. Mas os mandamentos que Deus nos oferece, isso mesmo que escrevi, os mandamentos que Deus nos oferece, são a garantia de que, se entendermos os seus porquês, sentiremos enorme satisfação em segui-los porque saberemos que no final deste curso, está o prêmio eterno.

Por isso é que está escrito para guardarmos eles em nossos corações, pois Jesus já nos ensinou que tudo brota do coração e onde está nosso coração ali estará nosso tesouro. Do contrário os mandamentos não irão passar de um pesado fardo que nos obriga e nos oprime e retira de nós toda a liberdade para fazermos tudo que bem quisermos e que o mundo incansavelmente nos oferece para saciarmos nossos apodrecidos desejos da nossa fraquíssima carne.

Não sejamos assim, sejamos como nos ensina a carta aos Hebreus, 6,12 – Sejamos imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornam herdeiros das promessas. Nossa Senhora disse a Santa Catarina Labouré que não promete a felicidade neste mundo, mas no outro. Ou seja? A felicidade é uma realidade do espírito enquanto o prazer é uma realidade do corpo. Confundir essas naturezas determina o erro ou o acerto dos filhos de Deus. Não cultivemos a preguiça vocacional, e sim busquemos através de nossas práticas religiosas aprendermos e crescermos constantemente até chegarmos a estatura de Cristo.

Santa Catarina de Sena também disse: “quando abraçamos nossa cruz paramos de padecer”. Significa compreender que toda a regra criada pelo criador visa nosso bem e nossa salvação. Se debater contra essas verdades é agir com rebeldia, revolta e desobediência, bem ao estilo do diabo. Ele sabe como caiu e usa o mesmo meio para que caiamos também. É preciso pois vigiarmos e orarmos sem cessar e vendermos tudo para comprarmos a pedra preciosa encontrada no deserto.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 7 de março de 2016

Interpretando as Escrituras

2ª Carta de Pedro 1,20-21 - 20 Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. 21 Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.

Belíssimo trecho da bíblia que confirma a inspiração do Espírito Santo, autor das escrituras sagradas. E esta verdade é tão concreta e objetiva que derruba todas as denominações religiosas que pregam que o seu jeito de ensinar o conteúdo sagrado é que está certo. É bem sabido que muitos, fazem o seu cursinho de seis meses de pastor e já se acham aptos para ensinar as verdades celestes alegando que foi o Espírito Santo que lhes expirou assim. Sem falar nos padres que “resolvem” fazer do seu ministério sacerdotal um verdadeiro carnaval, misturando a catequese do mundo com as verdades celestes.

Ora, quantos são os casos que pastores se desentendem quanto ao que ensinam e então, por inspiração o Espírito Santo lhes inspira a deixar aquela igreja e abrir uma nova para ensinar essa verdade. E os erros se multiplicam mais e mais. São as famosas placas de igreja, abrem-se essas “instituições” como se fossem empresas, começam a “pregar” a palavra de Deus e muitas vezes ficam enraizados no antigo testamento falando muito pouco sobre o novo testamento, sobre a nova e eterna aliança que Deus Pai fez por meio de Jesus Cristo na cruz. São tantas que quando ultrapassei em minha pesquisa o número de 150 resolvi parar porque já tinha ficado bastante claro do que se tratava.

As pessoas têm dúvida sobre a palavra de Deus e ao invés de primeiro buscar o auxílio do autor da mesma, correm atrás de ajuda humana. Quanta falta de fé. Se um aluno tem dúvidas sobre algum problema de matemática ele não vai tirar esta dúvida com o professor de geografia, pois pode não dar certo. Em nosso cotidiano muitas vezes as pessoas estão a procurar para a solução de seus problemas auxílio especializado ou técnico a respeito de alguma coisa. Se é preciso consertar o encanamento chama-se o eletricista? Ou o marceneiro? Ou ainda o técnico de informática ou quem sabe o juiz do tribunal de justiça? Certamente que não. O encanamento será consertado pelo encanador não é isso? E mais, não qualquer encanador, um de competência e para isso fazemos nossa pesquisa, ouvimos indicações e referências para acertarmos logo de primeira.

Pois bem. Assim deve ser em nossa vida espiritual e sobretudo quando está relacionado as coisas de Deus, do Altíssimo, daquele que nos criou. Pouquíssimas são as pessoas que rezam ao Espírito Santo antes de ler as sagradas escrituras. Pouquíssimas são as pessoas que pedem os dons ao Espírito Santo para compreender e colocar em prática o que se está escrito na bíblia. São tantas as pessoas que recorrem a opiniões variadas e acabam por escolher aquela que melhor se encaixa as suas necessidades e isso quando não resolvem por si mesmas interpretar a bíblia.

“Eu era católica e agora que me tornei evangélica encontrei Jesus”. Que frase mais horrenda de se ouvir. Esta e tantas outras na mesma linha são de uma ofensa imensa a Jesus Cristo e sua igreja. Sim, Jesus Cristo tem uma igreja, fundada sobre a profissão de fé do Apóstolo Pedro. Jesus disse “sobre ti fundarei a MINHA igreja. E vamos esclarecer. Jesus sempre tão criticado pelos fariseus porque se relacionava com os pecadores, tantas vezes precisou explicar que é para isso mesmo que Ele veio: para os pecadores. Então também é para isso que Ele institui a sua igreja, que é santa porém formada por membros e dentre eles estão os pecadores, sua grande maioria.

Na época em que se deu a revolução e reforma protestante, pregava-se que as sagradas escrituras são passíveis de livre exame e interpretação, dando com isso descrédito ao magistério da igreja, e vamos lá, criada por Jesus Cristo para a salvação dos filhos de Deus, explicar a revelação encerrada nas escrituras, administrar os sacramentos e apascentar o rebanho do Senhor. Infelizmente isso se tornou tão cômodo, que erros da igreja católica foram usados para justificar essa prática da livre interpretação e como consequência aí vemos o caos religioso que está instalado no mundo.

Quando em idade escolar, na disciplina de português quando se fazia a atividade de interpretação de texto o que ocorria? Lia-se o texto e depois respondia-se algumas perguntas relacionadas ao texto para avaliar se nós compreendemos o que o autor estava a contar. Depois a professora de português corrigia nossas respostas e explicava acertadamente do que tratava o assunto do texto. Em resumo temos então: interpretar o texto é compreender o que o texto está a ensinar e esse ensinamento era o mesmo para todos da classe.

Se assim é numa simples matéria escolar, quem dirá com as sagradas escrituras que trata de verdades muito maiores que envolvem a nossa vida e nossa salvação ou condenação. Tamanha é a seriedade do fato que não nos é possível cair na tentação de interpretarmos os textos sagrados como melhor nos convém porque um erro assim pode nos custar muito no dia do juízo. Fiquemos com o que diz na carta de Pedro: nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 4 de março de 2016

Inculturação nas missas, fruto da fumaça de satanás

O termo inculturação que tem suas raízes na expressão cultura é uma tentativa desastrosa e satânica de trazer o mundo para dentro da igreja. De trazer elementos não sagrados, culturais e tradicionais para dentro do acontecimento sagrado, desejado por Jesus, que é a celebração da santa missa. Isto está completamente errado porque esse tipo de atitude não deve jamais macular este contato que o céu faz com a terra em cada sacrifício incruento que acontece em memória do nosso salvador. Ainda bem, que os católicos resistentes deste mundo não abrem a guarda em prol dessa imundice que a fumaça de satanás, como dizia o papa Paulo VI, promove dentro da igreja.

E vale lembrar que é direito do fiel conforme descrito no documento da própria igreja:
Cânon nº 214 - Os fiéis têm o direito de prestar culto a Deus segundo as prescrições do rito próprio aprovado pelos legítimos Pastores da Igreja, e de seguir uma forma própria de vida espiritual, consentânea com a doutrina da Igreja

No entanto, com cada vez mais frequência, ouvem-se notícias de missas exóticas, utilizando elementos das culturas locais: gauchesca, árabe, afro, sertaneja etc. Essas missas são permitidas? São válidas? Como a Santa Sé lida com essa questão? É possível introduzir elementos regionais no Santo Sacrifício da Missa? “A missa é um memorial do Senhor Jesus. É um memorial perfeito em que sua Presença viva nos mantém vividamente conscientes Dele. É também um banquete divino, em que Deus provê a mesa com o seu próprio corpo e o seu próprio sangue. Mas é mais do que um memorial e mais do que um banquete. É sobretudo um sacrifício”.

Assim, não se deve permitir que as missas sejam profanadas, dessacralizadas, subtraídas do sagrado, pelo contrário, que o direito de cada fiel a assistir à missa de acordo com o rito aprovado seja exercido sempre e cada vez mais. É a vontade do Papa, é o mandamento de Cristo. Obedeçamos.

O mundanismo e a ditadura do relativismo infiltraram-se na Igreja sob vários disfarces, provenientes de interpretações proposital-fraudulentas do Vaticano II: sincretismos e “auês” religiosos, conotações protestantes, inclusive de música apropriadas a seus cultos, a TL tentando nivelar ou até superiorizar o povo a Deus e muitas adaptações e interpretações pessoais secular-sectarizantes.

É bom frisar que a Igreja possui sérias infiltrações do Socialismo Internacional há décadas e outras sociedades secretas; um dos subfrutos oriundos atuantes e nocivos é a Teologia(Heresia) da Libertação/Marxismo Cultural – TL/MC – que de teologia nada possui por imanentizar todo seu conteúdo transcendente, por meio de alguns membros ordenados apostasiados, ex freis Boff, Betto, etc., socializando e banalizando a doutrina e a liturgia, e ainda implantando o materialismo-ateísmo na sociedade; mais uma da TL/MC é a dessacralização do Mistério Eucarístico na Santa Missa, transformando-o apenas em ceia fraterna comum, deixando de lado o respeito, devoção e recolhimentos, tão necessários à sacralidade e sacrificialidade do Memorial da Paixão e Morte incruento de Jesus na cruz.

"Ao acaso a SS Virgem Maria junto à cruz batia palmas, alegrava-se àquele momento, em tão dolorosíssima situação?"

Há, por sinal, muitos católicos de comportamentos superficiais, desvirtuados e alienados à fé, adeptos das seguintes ideias: gosto de ir a uma Missa animada…Cheia de situações atraentes… Um cantor e orquestra lindos… Que “Missa boa” do padre fulano, choro de emoção, isso é que é Missa! A do outro padre, nem me falem, monótona demais, cansativa…Parece que a fé(?) de alguns para existir e funcionar, tem de haver estímulos exteriores…

Vejam abaixo o atual e oportuníssimo comentário do S. Padre Bento XVI da Carta Apostólica do S. Padre e Santo João Paulo II – Domenica Coena – datado de 24/02/1980. “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém, terminou por dispersar o “propium” litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na “actuosa participatio” também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.

Onde estão os bispos, que devem ser supervisores e moderadores da liturgia?! Será que eles estão cumprindo bem seu papel permitindo missas desse tipo? Por que não celebrar a missa como manda a IGMR e depois todos se confraternizarem? Espera aí, pessoal, vamos inovar, mas não vamos dessacralizar o que é mais sagrado na Igreja: o Santo Sacrifício da Missa! Missa é Cruz = Redenção e não festa popular!! Embora se celebre na Missa também a Páscoa/Ressurreição (festa), mas o que está no centro é a doação de Cristo na cruz por amor a nós e obediência ao Pai!


Padre Paulo Ricardo - AS MISSAS INCULTURADAS SÃO PERMITIDAS?


Padre Demétrio - INVENÇÕES NA SANTA MISSA

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Palmas na santa missa não


fonte: Jefferson Roger e padrepauloricardo.org
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quinta-feira, 3 de março de 2016

A denúncia de Padre Pio

O ímpio século XX teve dois grandiosíssimos santos, ambos franciscanos: o polonês São Maximiliano Maria Kolbe e o italiano São Pio de Pietrelcina, ou Padre Pio, como é popularmente conhecido. Eles sempre denunciaram a maior organização criada pelos filhos das trevas para corromper as almas: a maçonaria. O combate de São Maximiliano Maria Kolbe a essa seita é conhecido de seus verdadeiros devotos. Quanto ao Santo Padre Pio, muitos só falam de seu hospital para cuidar dos doentes, como se ele não passasse de “um bom velhinho”, esquecendo ou omitindo suas denúncias contra a maçonaria que, no decorrer dos séculos, vem destruindo na sociedade a noção de civilização cristã, do bem e do mal, do certo e do errado.

Cumpre frisar que embora muitas pessoas não façam parte dos planos da maçonaria ou sejam membros desta, se possuírem um espirito revolucionário, igualitário, a favor do comunismo, da destruição da propriedade privada, do divorcio, do aborto e das práticas homossexuais, acabam por se filiar indiretamente a essa seita.

É muito conhecida a denúncia de São Kolbe aos embustes demoníacos da seita maçônica, feitos a pessoas da sociedade temporal (governantes em geral). O Padre Pio, por sua vez, denuncia os religiosos que fazem parte da referida seita, como veremos a seguir, em carta que ele escreveu ao seu diretor espiritual, a qual dispensa comentários:

Meu caríssimo Padre,

Na sexta-feira pela manhã, eu ainda estava na cama quando Jesus me apareceu. Estava todo maltratado e desfigurado. Ele me mostrou uma grande multidão de sacerdotes regulares e seculares, entre os quais vários dignitários eclesiásticos; destes, uns estavam celebrando, outros falando, e outros se despindo das vestes sagradas. Como a visita de Jesus angustiado causava-me muita dor, eu quis Lhe perguntar por que Ele sofria tanto. Não obtive resposta. Contudo, seu olhar recaiu sobre aqueles sacerdotes; mas, pouco depois, quase como se estivesse horrorizado e cansado de ver, Ele retirou o olhar e, quando o pousou sobre mim, com grande horror observei duas lágrimas que Lhe sulcavam o rosto. Ele se afastou daquela multidão de sacerdotes com uma grande expressão de desgosto em seu rosto, gritando: “Açougueiros!”.

E voltando-se para mim, disse: “Meu filho, não creia que minha agonia durou apenas três horas, não; Eu estarei, por causa das almas mais beneficiadas por Mim, em agonia até o fim do mundo. Durante o tempo de minha agonia, meu filho, não se deve dormir. Minha alma vai à procura de qualquer gota de piedade humana, mas ai daqueles que me deixam sozinho sob o peso da indiferença. A ingratidão e o sono dos meus ministros tornam mais aguda a minha agonia.

Ai daqueles que correspondem mal ao Meu amor! E o que mais Me aflige e custa, é que à indiferença eles somam o desprezo, a incredulidade. Quantas vezes estive para fulminá-los, se não fosse impedido pelos anjos e pelas almas que Me veneram… Escreva ao seu diretor espiritual e narra-lhe tudo o que viu e ouviu de Mim esta manhã. Diga a ele que mostre sua carta ao Padre provincial…”

Jesus ainda continuou, mas o que me disse jamais poderei revelar a nenhuma criatura deste mundo. Esta aparição causou-me tanta dor no corpo, e mais ainda na alma, que durante todo o dia fiquei prostrado e achei que ia morrer, se o dulcíssimo Jesus já não me tivesse revelado…

Jesus tem infelizmente razão de lamentar de nossa ingratidão! Quantos de nossos irmãos desgraçados não correspondem ao amor de Jesus lançando-se de braços abertos na infame seita da Maçonaria! Oremos para que o Senhor ilumine suas almas e toque seus corações.”


fonte: site rainhamaria
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quarta-feira, 2 de março de 2016

A obrigação do uso da batina

A realidade é esta: muitos sacerdotes usam o colarinho romano (ou o clergyman), enquanto outros se vestem como pessoas comuns. A norma é esta: "o hábito eclesiástico é obrigatório em circunstâncias normais".

Será que esta norma – reafirmada nos últimos anos – está distante da realidade e se tornou, para alguns, uma lei sem sentido? Não há dúvida de que esta é uma questão controversa, mas será que se trata de uma mera formalidade ou é uma questão essencial? Até que ponto isso é importante?

O colarinho facilita que as pessoas identifiquem aquele que o usa como representante de Deus. Seu sentido é mostrar a consagração e a identidade da pessoa que desempenha um ministério público. Um pároco de Barcelona, Pe. Jaume González, explica em entrevista os motivos pelos quais ele usa a batina e o colarinho romano: “Em primeiro lugar, por uma razão disciplinar, porque a disciplina eclesiástica diz que devo usar”, afirma.

“Em segundo lugar – continua – por que é preciso usar o hábito sacerdotal? A Igreja não pede isso por um capricho abusivo, mas porque é um sinal da consagração; quando um padre sai na rua, ele está pregando sem abrir a boca; está dizendo: sou um padre, um discípulo de Jesus Cristo. E também há outro motivo, de cunho pessoal ou psicológico: quando a pessoa se veste de sacerdote, lembra o que ela é; sua vida sempre remete as pessoas a Jesus Cristo”, acrescenta.

“Eu uso o colarinho romano nas celebrações importantes, quando vou a Roma; uso segundo as circunstâncias, mas no dia a dia me sinto "artificial" com ele, especialmente na minha cidade, onde todo mundo me conhece tão bem”, opina outro sacerdote, o Pe. Xavier Parés. “Isso depende de cada "estilo", e também cada padre vai "mudando sua maneira de pensar"; a norma geral existe, mas foi-se aceitando outras maneiras e a prática acabou se impondo”, acrescenta. (triste comentário deste padre que nega a oportunidade de dar testemunho do seu ministério em favor da igreja de Cristo, desobedecendo diretamente a norma por motivos ou convicções pessoais)

Vestido com uma simples camisa e um jeans escuro, outro padre que prefere não se identificar reconhece: “O hábito não faz o monge… mas ajuda; vamos diluindo a presença de Deus na sociedade, e talvez eu me inclua nisso – confessa. Será que não deveríamos mostrar esses sinais que ajudam a pensar em Deus?”. Após o Concílio Vaticano II, muitos sacerdotes optaram por afastar distintivos que consideraram antiquados, e começaram a se vestir como qualquer outra pessoa, às vezes por comodidade, outras por ideologia. (mais um padre que se acovarda e nem quer se identificar; não precisa pois Jesus sabe quem ele é)

Segundo o Pe. Xavier, “os padres têm liberdade e os bispos os respeitam, porque não é algo substancial; por outro lado, certamente alguns não cumpririam a norma”. (e vemos aqui mais uma atitude de tampar o sol com a peneira e todo mundo vai caminhando de mãozinhas dadas com suas desobediências estampadas na testa)

Ainda que os concílios sempre tenham falado de vestir-se com simplicidade e decência, mais que usar um tipo de vestimenta particular, o Magistério da Igreja oferece razões profundas sobre o significado teológico do especialmente sagrado, e o direito canônico estabelece a obrigação de usar o traje eclesiástico.

“Os clérigos "devem" vestir um traje eclesiástico digno, segundo as normas dadas pela conferência episcopal e os costumes legítimos do lugar”, indica o artigo 284 do Código de Direito Canônico. E o Catecismo da Igreja Católica comenta (n. 1563 e 1582) que a roupa específica do sacerdote é o sinal exterior de uma realidade interior: o padre já não pertence a si mesmo, mas é “propriedade” de Deus.

A normativa mais recente a respeito disso, de 2013, é a nova edição do Diretório para o ministério e a vida dos presbíteros, da Congregação para o Clero, que destaca a importância e obrigatoriedade do traje eclesiástico. Em seu ponto 61, prescreve que “o presbítero deve ser reconhecível sobretudo pelo seu comportamento, mas também pela forma de se vestir”, e explica que o hábito clerical lhe recorda que “é sacerdote sempre e em todo momento”, servindo-lhe como “proteção da pobreza e da castidade”. Este diretório prevê que os sacerdotes usem batina ou colarinho romano (um traje diferente do dos leigos e conforme a dignidade e sacralidade do seu ministério) e também que cada conferência episcopal estabeleça sua forma e cor. E adverte que “as práticas contrárias não podem ser consideradas costumes legítimos e devem ser removidas pela autoridade competente”. Neste sentido, em 1995, quando um bispo brasileiro perguntou ao Vaticano se esta norma era de cumprimento obrigatório ou meramente exortativa, o Conselho Pontifício para os Textos Legislativos respondeu que sim, porque é um decreto geral executório.

Ao mesmo tempo, o diretório indica que, para esta norma, é preciso excetuar as situações totalmente excepcionais, entre as quais alguns canonistas enumeram o risco de morte, a perseguição religiosa e a Igreja no exílio ou perseguida.

Para o Pe. Jaume González, a importância de usar o colarinho romano foi uma descoberta: ele foi ordenado de terno e gravata e no início se vestia à paisana. “No seminário, não me mostraram a bondade disciplinar e pastoral do uso do colarinho romano, e eu não tinha consciência de que era uma obrigação. (percebam aqui o erro sendo implantado já nos seminários pelo seguidores de satanás) É preciso formar as pessoas e motivá-las para que o usem”, opina. O sacerdote considera muito positiva a experiência de vestir-se com o traje eclesiástico. “Com ele, você encontra pessoas que pedem para ser ouvidas, para confessar-se em um canto da cidade, e até outras que perguntam coisas práticas ou agradecem pelo sacerdócio”, explica. Assim, ele recorda uma história de São Francisco de Assis e seu companheiro Frei Leão, ocorrida em um dia em que saíram para pregar nos povoados: passaram de cidade em cidade sem abrir a boca e, ao anoitecer, Frei Leão perguntou a Francisco: “Como é que pregamos hoje?”. E São Francisco respondeu: “Parece-lhe pouco o que pregamos? As pessoas viram nossos hábitos da santa pobreza!”.

E encerro este artigo com uma pequena questão caro leitor. Você, que é católico, temente a Deus, muito provavelmente, quer testemunhar no mundo sua experiência de Deus de forma fiel e esclarecedora. Então, se assim for, você se veste de forma decente, se comporta de forma decente, usa objetos de devoção e religiosos para mostrar ao mundo, que você, cidadão do céu, membro da igreja de Cristo, foi ungido na fronte e é propriedade de Deus, selado pelo Espírito Santo. Quem te vê caminhando na rua, reconhece de imediato que você é uma pessoa católica. Eu faço assim, ando por toda a parte com minha medalha de Nossa Senhora das Lágrimas a mostra no pescoço ou então com um crucifixo fixado na roupa na altura do coração; com meu rosário na mão, ou então com um livro católico, ou o catecismo, enfim, quem me vê na rua, vai me identificar pela minha forma de andar, agir, falar e pelo que uso. E um padre? Como é que você irá reconhecer um padre fora da celebração da santa missa?


fonte: aleteia.org e Jefferson Roger
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