quinta-feira, 30 de junho de 2016

Cuidado do corpo e da alma

Para os mais atentos, é muito fácil perceber que, mais que seres humanos, nós somos um verdadeiro campo de batalha. Este composto de corpo e alma sabemos pela fé, um dia será transformado numa realidade gloriosa. Hoje, o corpo, dom de Deus embora não nos pertença (1ª Coríntios 6,19-20), pois nos foi concedido para interagirmos aqui na terra, servindo e amando a Deus e o glorificando com nossas vidas através dele, um dia irá ressuscitar. Por hora, ele, morada do Espírito Santo, abriga também nossa alma, que junto dele, um dia receberá ou a condenação eterna ou o prêmio eterno.

Diz-se que é um campo de batalha porque dentro de nós, bem o sabemos, existem continentes inteiros que ainda estão muito longe do Cristo. Para isso justamente serve a religião. Serve para nos transformar em novos homens onde já não somos nós a vivermos, mas Cristo em nós (Gálatas 2,20). Desta forma temos sempre que fazer um exame de consciência para percebermos quanto de nós já se configurou a Jesus, quanto já está no caminho e quanto ainda está muito distante dele. Dentro desse exame de consciência é que Deus nos fala e nos motiva para conversão à Ele. Do contrário, se de nada mudarmos com o tempo vivido nos aproximando de Jesus e aceitando o que ele nos oferece com o nosso sim, assim como Maria fez (Lucas 1,38), não passaremos de pessoas que são boas em ritos e leis para seu benefício próprio. Jesus ensinou nos evangelhos uma conduta bem diferente (vide para início, o sermão da montanha em Mateus do capítulo 5 a 7).

Fato também é, que o ser humano facilmente embotado pelas tentações diabólicas, do mundo e da carne, quando muito, não passa de cuidar somente 50% de si, deixando de lado uma parte muito importante nisso tudo: a sua alma. Vejamos.

Se ficamos doentes, logo estamos a nos consultar com o médico. Basta uma gripe bem forte, uma dor de garganta ou algo bem mais sério, que lá estamos nós, seguindo direitinho todos os cuidados receitados pela medicina porque, podemos bem dizer e já ouvimos até que, saúde é tudo. Verdade não é mesmo caros leitores. Eu concordo com isso, mas não pode ser pela metade. Vamos adiante.

Cuidamos de nossa alimentação. Pois sabemos que se não nos alimentarmos regularmente sobre vem um mal-estar, dores de cabeça e começamos a passar mal. Temos que nos alimentar e comer de forma saudável. E por aí vai. Cuidamos de nossa higiene com o banho, os cabelos, os dentes e com boas noites de sono, evitando também consumir líquidos e sólidos prejudiciais para nossa saúde, além das atividades físicas regulares. Acho que até aqui, concordamos que, todos que se gostam, levam a sério o cuidado com o corpo que Deus nos deu, preservando sua natureza e sua dignidade.

O grande problema reside, no entanto, no fato de que a entrada deste corpo no céu depende do desempenho da alma. Sim, porque os pecados são realidades espirituais, com maior ou menor participação do corpo, mas são espirituais. É a alma quem peca. Jesus disse que tudo nasce no coração. Onde está o teu coração aí está o teu tesouro disse também Jesus.

Por isso, aprendemos também nas sagradas escrituras que aqueles que partem antes da segunda vinda de Jesus, aguardam o juízo final, estando seus corpos sepultados nesta terra, enquanto suas almas passam pelo juízo particular e começam a viverem os seus novíssimos. Como diz São Paulo precisamos viver segundo os desejos do Espírito e não segundo os desejos da carne (Gálatas 5,16). É preciso uma higiene espiritual constante através da prática da confissão e comunhão frequentes. Uma vida pautada no eterno e naquilo que não passa, muito apegados aos ensinamentos celestes, sempre procurando coloca-los em prática.

Não relaxemos e deixemos a preguiça vocacional tomar conta de nossas vidas. O diabo não se distrai (1ª Pedro 5,8), ele não descansa e não deixa para amanhã suas atividades. Porque descuidamos tão facilmente de nossa alma? Não esqueçamos, somos um composto de corpo e alma e um precisa do outro para entrarem na vida eterna mas, sobretudo, é na alma que reside o nosso desejo de voltarmos para Deus. Este desejo está colocado também em nosso coração. Não esqueçamos, o inimigo sabe de tudo isso, ele é um caído do céu (Lucas 10,18).

Sejamos como Maria que guardava todas as coisas em seu coração, meditando-as (Lucas 2,19).


fonte: Jefferson Roger
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Que título agrada a Deus?

Certa vez, numa palestra que participei sobre ideologia de gênero, proferida pelo pró-vida professor Felipe Neri testemunhei, assim como todos os presentes, uma contra resposta referente a apresentação que o organizador do evento fez em menção aos diversos cursos e diplomas que o professor tinha. Após toda a lista ter sido apresentada, o professor Felipe Neri, dirigiu-se ao palco do auditório, empunhou o microfone e disse:

“Boa tarde a todos, antes de mais nada quero ressaltar que foi esquecido de mencionar algumas coisas referentes a minha apresentação que são as mais importantes. Eu sou filho de Deus, católico e pai de cinco filhos, quatro vivos e um falecido, todos com a mesma mulher, minha esposa”.

Então os presentes responderam com um caloroso aplauso, percebendo a envergadura assumida deste homem. E este tipo de comportamento é o que realmente Deus espera de nós. Também em outra ocasião, o palestrante Padre Duarte Souza Lara de Portugal seguiu na mesma linha a respeito da nossa condição cristã. Dizia ele: “A pessoa se forma em engenharia e logo faz o seu cartão de visitas. Coloca o seu nome e embaixo coloca a sua profissão: engenheiro. Quero lançar um desafio”, disse o padre. “Por que não colocar abaixo do seu nome o dizer “filho de Deus? ” Ou ainda, ao atender o telefone, se identificar dizendo, sou fulano, filho de Deus? ”

Percebemos que tanto o clero quanto os leigos bem enraizados no caminho de Deus dão pleno testemunho de sua condição filial, seja por pensamentos, palavras e atitudes. Afinal, como dizia São João Maria Vianney, de que adianta gastar o seu tempo aprendendo sobre coisas que, caso você não saiba, não irão te prejudicar em sua salvação?

É preciso cautela e um olhar constante e esperançoso na eternidade, além de uma visão sobrenatural da vida, pois do contrário, corremos o risco de acumularmos conhecimentos, títulos, diplomas e certificados que podem nos afastar da fé simples, autêntica e verdadeira que é capaz de nos manter em pé perante a cruz, como aconteceu com Nossa Senhora.

Alguns irão argumentar dizendo que ninguém dá aquilo que não tem e que ninguém ama aquilo que não conhece, justificando o constante estudo religioso sobre os temas da fé e companhia ltda. Ora, são frases de grandes santos e já comprovadamente isentas de qualquer erro. Porém, é preciso os dons do Espírito Santo para compreendermos com aquele olhar que Jesus espera de nós, quanto bem estamos a fazer para nossa alma com o tempo que Deus nos deu. Santo Antão nos confirma em sua biografia que a única arma do cristão é a oração. Padre Pio, grande devoto da Virgem Maria, chamava o Santo Rosário de “a arma” e saibam que essa expressão foi a própria Virgem Santíssima que usou quando entregou o Rosário a São Domingos de Gusmão. E mais, Santa Maria Faustina Kowalska, aprendeu direto do mestre o que realmente se precisa saber para ir ao céu. Ela era mulher de constante oração e confissão, adoração ao Santíssimo Sacramento, leituras bíblicas e participação ativa e constante na santa missa.

É sabido de muitos santos, que tantos chegavam a chorar quando algum impedimento de força maior os impedia de ir à missa. Hoje em dia é assim com o povo de Deus? Cada um sabe das coisas. Faustina que tanto era arguida pelo clero da época, que se admirava com sua sabedoria, muito além dos estudiosos da época, o mesmo acontecendo com Santa Bernadete, cuja empregada, que ficou de lhe dar a catequese para essa pobre moça do campo, que só sabia a oração do Santo Anjo e a Oração da Medalha de Nossa Senhora das Graças, chegou a dizer que ela não iria prestar para nada e o que vemos na história dessa jovem santa?

É preciso abraçarmos as coisas que não passam, isso é rezado numa oração pós comunhão na santa missa. Uma fé simples livre de “temperos” é o que devemos ter. É preciso buscarmos uma fé que brote do coração, mas que, como nos recorda São Tiago 3,13-18, venha de cima. Busquemos essa fé e sejamos imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas (Hebreus 6,12), eis o que nos pede também Nossa Senhora. Ela disse em suas aparições, “aprendam com a vida e o exemplo dos santos”.

Adianta falar eu sou formado nisso, naquilo e naquele outro, tenho diploma disso, daquilo e daquele outro, estudei isso, aquilo e aquele outro e li isso aquilo e aquele outro se, no final das contas tudo isso te afastou daquele ensinamento que Jesus e Maria transmitiram aos seus santos e santas? É preciso com diz São Paulo, fazer aquilo que convém. Com uma alma apenas e só esta vida para salva-la é fácil de se compreender que o tempo que Deus nos concede é preciosíssimo demais para consumirmos só com teorias.


fonte: Jefferson Roger
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O caminho do abismo



Ateus, mas adoram o demônio


Para quem, como eu, trabalha e vive já há muitos anos em meios católicos, é difícil compreender que pessoas mentalmente sadias não acreditem na existência de Deus. Mais ainda, que muitos dentre esses disponham-se a praticar cultos satânicos onde explicitamente se adora o demônio. Há muitos ateus declarados, que não prestam culto porque não creem em Deus, mas aderem às piores abominações para cultuar outro “deus” falso. É possível imaginar posição mais contraditória?

Quais motivos levam pessoas racionais a cometerem tais atrocidades? São muitos e de características as mais diversas, movendo as almas perdidas por meio de inúmeras atrações e/ou repulsas. Uns podem ter como objetivo, simplesmente, tornarem-se ricos ou famosos; outros podem julgar dura demais a sentença de ganhar o pão com o suor do próprio rosto. Outros são revoltados com a justiça divina, com o Cristianismo, não aceitam a moral da Igreja, que consideram "moralismo", odeiam a influência que o Cristo ainda exerce sobre a sociedade, e querem a revolução e poderíamos aqui elencar tantos outros.

Variam os motivos, mas os caminhos confluem para dois objetivos situados nos pontos extremos de uma estrada: de um lado, Deus, do outro o demônio; no ponto mais alto, o Bem, no mais baixo, o mal; o convite suave de Deus na extremidade sadia, na outra, a insistência agressiva do demônio. Nenhum dos dois se manifesta diretamente, e sim por meio de pessoas, coisas, sensações, atrações, punições e prazeres diversos.

O processo de descida ao abismo satânico pode começar pelo consentimento a um desejo veemente proibido por um Mandamento, portanto vedado aos amigos de Deus. A tentação pode ser vencida, devolvendo a tranquilidade à alma, e sucessivas vitórias consolidam a fidelidade a Deus e a felicidade de situação. Uma transgressão ao Mandamento pode ser seguida de arrependimento e retorno ao caminho do bem. Mas, quando se cede ao pecado, mesmo sabendo que é pecado, que com aquela condescendência está se "comprando" a inimizade com Deus, o mais provável é que essa transgressão se torne o primeiro passo para outras, o que vai reforçando a adesão aos outros inimigos de Deus e tornando cada vez mais distante a Casa do Pai, e fica mais difícil o retorno. O demônio vai exigindo cada vez mais, e oferecendo cada vez menos.

Já nos ensinava Santo Agostinho, se não teme pelo seu pecado venial, espanta-te ao contá-los, pois a quantidade deles nos leva ao abismo.

De passo em passo, até o extremo deste tenebroso processo, qualquer tipo de culto satânico se torna possível e até provável. Chega-se ao fundo do abismo, e lá longe, bem no fundo, completa-se o “caminho fácil” de adoração ao demônio. Este nem se dá a conhecer, mas poucos resistem às suas ofertas. Não retornam mais ao Caminho de Deus na condição de penitentes. A grande maioria aceita, parcial ou totalmente, as exigências do demônio, podendo incluir ou não os cultos satânicos. O inimigo conhece o caminho mais adequado a cada vítima.



As primeiras derrapadas geralmente conduzem a pessoa à descrença, ao pensamento destrutivo de que Deus não ajuda, só proíbe e cobra. Em seguida, começam-se a procurar facilidades, com a ajuda de quem parece amigo de outro “todo-poderoso”. Daí a fazer pacto com ele e ceder em tudo o que quer, inclusive na adoração explícita, é questão de tempo. Muitos percorrem o caminho de volta, mas infelizmente a maioria não retorna.

É como Jesus disse: ninguém pode servir a dois senhores, ou segue a Deus ou segue ao mundo. E ELe mesmo nos disse que o príncipe do mundo (satanás) não tem parte com Ele. As pessoas fogem da verdade porque ela é doída e o paraíso é no céu e não aqui onde sabemos que aqui estamos a peregrinar por este vale de lágrimas.

Quanta tristeza em ver nossos irmãos virarem as costas para Deus por troca das migalhas do mundo, quanta tristeza em ver escolherem as coisas que passam deixando para trás as coisas que não passam.

As pessoas esquecem que fomos criados para servir e adorar a Deus, e não para comermos, bebermos, dormirmos, enriquecermos e nos divertirmos. Aqui nesta terra, nesta etapa de nossa peregrinação é hora de trabalharmos pela nossa santificação e salvação, para gozarmos as alegrias eternas, preparadas por Jesus, as quais nem podemos imaginar! Porque jogar a eternidade com Deus por alguns anos de prazeres? Não nos parece um disparate tão grande? Como Jesus nos ensinou na parábola do homem rico e de Lázaro, onde o homem rico escolheu receber sua recompensa nesta terra e Lázaro viveu a sua cruz para depois gozar da alegria eterna.

Façamos como nos ensina o mestre, "vigiai e orai para que não entreis em tentação" (Mt 26,41) e como São Paulo apóstolo nos disse; tenho para mim que todos os sofrimentos deste mundo não terão comparação com as alegrias eternas que nos estão reservadas.

Pois de pecador a inimigo de Deus, depois amigo e adorador do demônio, o caminho do ateu pode ser curto ou longo, rápido ou demorado, mas está aberto a qualquer um que nele entre e aí permaneça voluntariamente. Vigiai e orai pois de católico a ateu, o leão que anda a espreita em busca de dar o bote em sua presa, como nos adverte São Pedro em suas cartas, é este um dos caminhos que o inimigo tem para perder a sua alma, lembremos: a única finalidade do demônio é perder a nossa alma, nos iludindo com as ofertas do mundo e querendo nos fazer enxergar com um olhar de inimigos tudo aquilo que nosso amoroso Deus nos tem reservado no hoje e na eternidade.

fonte: o fiel católico e Jefferson Roger
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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Os pecados da carne

1ª Coríntios, 6,15-20 - 15 Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! 16 Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24). 17 Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18 Fugi da FORNICAÇÃO. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o IMPURO peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? 20 Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.

Olá caros leitores, mais uma vez hoje iremos refletir sobre o tema dos pecados da impureza. Os pecados com a maior participação do corpo, como o adultério e a fornicação. Relembrando de forma bastante sintetizada temos:

Pecado do adultério: pessoa que contraiu o sacramento do matrimônio e tem relações sexuais, ato exclusivo dos esposos, com outra pessoa que não é o cônjuge ou a cônjuge.

Pecado da fornicação: pessoa que não contraiu o sacramento do matrimônio e tem relações sexuais com outra pessoa.

Lembremos também que o sexto mandamento de Deus diz: Não pecar contra a castidade. Para colocarmos um pouco mais de luz na questão verifiquemos que guardar a castidade significa se manter fiel a um só. Se estamos solteiros guardamos a castidade nos mantendo fiel a Jesus Cristo. Se estamos casados através do sacramento do matrimônio, nos mantemos fiéis a Jesus Cristo e a partir de então, a pessoa que no altar, na presença de Deus, recebemos como esposa ou esposo. Feito este pequeno apanhado a respeito das verdades divinas fica bem claro no trecho da carta aos Coríntios descrito no início deste artigo, que não podemos por direito divino, manchar nosso sagrado e digno corpo, corrompendo-o com a lama dos pecados da impureza, com os pecados da carne. Como membros do corpo de Cristo cabeça, que é a igreja, não podemos perder de vista o horizonte que nos aguarda e para o qual estamos a caminhar. Nesta passagem bíblica o termo exemplificado para os pecados da impureza é a expressão “prostituta”, mulher que dispõe seu corpo para “serviços” sexuais, como se fosse um objeto descartável, uma mercadoria, um artigo, um banheiro público, onde mediante pagamento, as pessoas usam como querem, satisfazendo seus escravizadores desejos da carne, seus prazeres que viciam tirando suas liberdades.

E note-se que, muitos se colocam em uma posição mais escravizada ainda por este tipo de pecado porque os amantes, namorados e noivos que praticam o sexo, pessoas com encontros casuais para terem relação sexual com parceiros de mesmo sexo, sexo oposto ou mais de um parceiro, todas estas pessoas desobedecem gravemente a lei de Deus e caminham em meio aos seus prazeres tão maravilhosamente experimentados na carne, rumo ao precipício do inferno onde irão rolar para a condenação eterna.

E mais, todas as atitudes relacionadas de forma egoísta ou virtual com estes tipos de pecados da impureza, que ferem a dignidade do templo do Espírito Santo, ofendem a Deus no seu primeiro e no seu sexto mandamento, também colocam o ser humano em estado de pecado mortal, longe da graça de Deus e da possibilidade de salvação. Se esta condição permanecer através do endurecimento do coração, que fecha a porta para o arrependimento, o perdão e a conversão com firme propósito para mudança de vida, não existirá perdão nem na outra vida, assim nos ensina Jesus.

Para concluir coloco aqui um ensinamento de Santa Tereza D’Ávila que como Madre superiora do Carmelo que comandava, ensinava às suas dirigidas: “Pessoas de sexo oposto não devem incorrer em liberdades, intimidades e familiaridades sobretudo, se estiverem a sós, mesmo que para a oração. É prudente um convívio desta natureza em maior número de pessoas pois estando apenas dois, o que rege em matéria de salvação, é que esta condição é exclusiva de pessoas em santo matrimônio”.

Maravilhoso ensinamento desta brilhante santa que traz à tona em nossas memórias o fato de que não devemos conviver com o perigo, conforme nos ensina o livro do Eclesiástico e de que devemos sim, como nos alerta o livro dos Provérbios, nos afastarmos dele. Como diz São Paulo, tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo nos é permitido por causa do livre arbítrio, mas nem tudo nos convém porque Deus não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar (Eclo 15,21).

Afinal, como nos recorda Madre Teresa de Calcutá, no fim das contas tudo é entre você e Deus. Cuidemos de nos guardar para o céu não corrompendo este sagrado dom que é o nosso corpo, morada do Espírito Santo, para que possamos no dia de nossa passagem pelos novíssimos, poder apresentar os frutos de nossas obras na prestação de contas sobre o que fizemos com o tempo e com o que Deus nos deu.


fonte: Jefferson Roger
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O vô José

Neste ano de 2016 o vô José completou 72 anos. Nascido em 1944, natural de Morretes-PR viveu e foi criado em sua primeira etapa da vida pela sua tia, irmã de sua mãe. Logo cedo, começou a trabalhar, ajudando seu tio. Foi desportista praticando o ciclismo e o pedestrianismo por muitos anos. Com uma vida no lar bastante cheia de regras esforçou-se para trabalhar e custear seus estudos.

A vida foi passando e de um pequeno cubículo passou a morar em sua própria casa. Hoje aposentado como servidor público da polícia civil foi aquele pai, que enquanto tinha os filhos debaixo da barra de sua calça, nunca deixou que lhes faltasse nada. Absolutamente nada no que diz respeito ao sustento que a vida impõe. Como filho mais velho dos três, aprendi com ele, de forma destacada a honestidade no agir buscando uma forma reta de bem proceder no comportamento cotidiano. É o famoso o que é certo é certo. Neste pequeno artigo que faço, fica minha homenagem ao primeiro fundador do meu caráter junto com minha já falecida mãe.

Frequentador do meu blog, sempre estamos a nos encontrar e de vez em quando batemos aquele bom papo. Afinal, se não for assim entre os da família o que pensar a respeito? É bem verdade, que quando se trata de família, a coisa se complica. Todos que vivem em suas famílias sabem muito bem do que falo. Mas, rezamos uns pelos outros, rezamos pelas famílias e por aquelas famílias que não andam bem e por aqueles que gostariam de ter uma família ou ainda vivem numa família difícil. As famílias fazem parte da nossa cruz. Deus nos pensou como família e a constitui sob uma aliança de sangue: ser família é dizer, eu derramo o meu sangue por você, mas eu não desisto de você.

O vô José, da minha parte é vô de minhas duas filhas. A Yasmin e a Sofia, da qual recentemente acompanhou o batizado. Ele gosta muito delas e demonstra isso e, tanto eu como minha esposa Debora concordamos que, no que meu pai sente e demonstra não existe fingimento e nem falsidade. Ele gosta delas.

E assim, fica aqui registrado essa pequena homenagem que faço a ele. Não importa as diferenças e sim as raízes pois viver as diferenças por amor a Deus é o que nos pede Jesus. Isso é uma obra de caridade. Lembremos sempre de onde viemos e fiquemos aqui com essas belas palavras do livro do Eclesiástico 3:

Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos. Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência, a fim de que ele te dê sua bênção, e que esta permaneça em ti até o teu último dia. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração. Parabéns e felicidade ao meu pai, avô das minhas filhas e a todos os pais e avôs pois não precisa existir o dia do aniversário, ou o dia dos pais, pois eles o são em todos os dias da vida.


fonte: Jefferson Roger
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Cuidado com o fundamentalismo

Segue para início de reflexão duas explicações formais sobre a questão do fundamentalismo:

A- Um movimento religioso e conservador, nascido entre os protestantes dos E.U.A. no início do século XX, que enfatiza a interpretação literal da Bíblia como fundamental à vida e à doutrina cristã que, embora militante, não se trata de movimento unificado, e acaba denominando diferentes tendências protestantes dos tempos seguintes.

B- Qualquer corrente, movimento ou atitude, de cunho conservador e integrista, que enfatiza a obediência rigorosa e literal a um conjunto de princípios básicos; integrismo.

Com estas duas boas explicações nos fica fácil enxergar que o famoso “ao pé da letra” pode ser seguido e adotado, mas, é preciso existir um ingrediente fundamental: o contexto. Ele, é capaz de nos apontar o sim ou o não para acatarmos algum ensinamento, seja em que esfera for, ao pé da letra ou não. Vamos ilustrar? Jesus diz no sermão da montanha para “não matarmos”. E isso é bastante claro, ninguém vai procurar algum contexto para dizer olha, se a situação for assim é permitido matar, é até obrigatório, Jesus no meu lugar mataria esse sujeito. Agora, os leprosos da época de Jesus, curados por ele que eram mandados apresentarem-se aos sacerdotes viviam num contexto específico. Era preciso essa atitude porque para a época, estes doentes viviam isolados do povo e dessa forma, a cura recebida por Jesus iria recoloca-los na vida em sociedade. E hoje, se alguém que sofre de grande doença e recebe uma graça de cura faz o mesmo? Corre se apresentar ao seu pároco para que ele admita a pessoa de novo a vida em sociedade? Claro que não! Outra época remete a outro contexto.

Eis porém, o ensinamento sempre maravilhoso, atual e constante das sagradas escrituras. Nos dois exemplos que escrevi, fica muito claro que é preciso glorificar a Deus com nossas vidas. Na época de Jesus, o leproso curado era liberado de seu exílio pelo sacerdote e regressava ao convívio com as pessoas testemunhando sua experiência de Deus. Nos dias atuais, as graças que recebemos dos céus, da mesma forma são testemunhadas com nossas vidas e nossos corpos (1ªCoríntios 6,20 - Tobias 13,6).

Vemos nisso tudo, que fundamental é aprender o que existe para aprender. Não devemos ler e estudar os ensinamentos celestes sem a luz do seu autor: o Espírito Santo, pois do contrário, seremos sempre interpretes pessoais moldando a verdade absoluta conforme nossas conveniências. E se assim o procedermos corremos o risco de chamar a atenção das pessoas sempre que nos propuserem alguma verdade que vem do alto. Iremos então dizer: cuidado com o fundamentalismo. E isso é uma verdade, pois é preciso sempre cuidado e vigilância, assim nos ensina Jesus. Se formos seus imitadores (Efésios 5,1 – 1ª Tessalonicenses 1,6) não correremos o risco de vivermos sem a conformidade daquilo que o Espírito Santo de Deus nos veio lembrar e ensinar toda a verdade (João 16,13).

Busquemos e ficarmos em paz, naquela paz que Jesus ressuscitado desejou aos apóstolos e sigamos ladeira acima, rumo a pátria celeste como ramos da videira, para darmos frutos a cem por um e um testemunho vivo de Jesus para que ele não nos negue diante do Pai (Mateus 10,33).


fonte: Jefferson Roger
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Santo de casa não faz milagre

Marcos 6,1-6 - Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos. Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito. Mas Jesus disse-lhes: Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa. Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. Admirava-se ele da desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas.

João 1,43-46 - No dia seguinte, tinha Jesus a intenção de dirigir-se à Galiléia. Encontra Filipe e diz-lhe: Segue-me. (Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro.) Filipe encontra Natanael e diz-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José. Respondeu-lhe Natanael: Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré? Filipe retrucou: Vem e vê.

Pois bem caros leitores, como vemos nestes pequenos trechos bíblicos o dito popular, que é de origem portuguesa reflete uma realidade explicada com pesar por Jesus. As explicações formais dizem que, as vezes o que se faz fora de casa é mais eficiente do que quando se tenta fazer no próprio ambiente familiar. Vejamos um exemplo: "Ele é excelente professor, mas não consegue ensinar ao filho, santo de casa não faz milagre."

No entanto é bastante salutar sempre tomarmos cuidado e não cairmos na tentação de “alargarmos o conceito das coisas para forçar uma situação pois, saibamos todos, sempre é possível faze-lo. Sempre é possível justificar atitudes, falas, comportamentos ou o que quer que seja alterando contextos ou colocando sobre o pedestal aquilo que defendemos a todo custo: a nossa verdade ou seriam as nossas desculpas? Depende do olhar que lançamos à questão.

Em tantas atividades da vida muitos dizem que ele ou ela não me dá ouvidos, mas escuta e atende prontamente alguém de menor convívio. Ahh, se vier alguém de fora, eles irão ouvir. É melhor contratar alguém de fora porque se um parente fizer isso depois fica complicado se der algo errado, de cobrar uma solução. Enfim, podemos ficar por horas elencando exemplos que bem exemplificam o uso da expressão. O que ocorre, no entanto, é que o ensinamento bíblico que Jesus nos apresenta passa por cima dessa pouca credulidade pelo que é próprio, pelo que é de casa, pelo que não é de fora. E não poderia ser diferente, do contrário, filhos não dariam ouvidos aos pais, amigos não ouviriam seus amigos, esposas não ouviriam seus maridos e vice-versa e tantos outros exemplos, que também ilustram que o dito tem refutação.

Como ficam as coisas? Sigamos o exemplo de Jesus. Ele, apesar da descrença do povo fez o que? Ficou triste, colocou o rabinho entre as pernas e saiu cabisbaixo? Coisíssima nenhuma! Vemos no relato que, embora não fez milagres aos “descrentes”, embora o texto conte no início que fez milagres no local, o que confirma o dito, curou algumas pessoas e continuou sua missão de pregar o evangelho nas redondezas. E notem, no início da passagem lemos que Jesus ensinava em sua pátria e não se diz que Ele deixou de ensinar por causa da desconfiança do povo, muito pelo contrário. O trecho bíblico quer nos mostrar que as pessoas olham e não veem, escutam e não ouvem, outra passagem bíblica que o próprio Jesus nos ensina. E com isso, aprendemos que nossa parte devemos fazer, pois como diz Madre Teresa de Calcutá, no final das contas tudo é entre nós e Deus e nunca entre nós e o outro. Lembram? “Foi a mim que o fizestes”. Aos outros, aos que fazemos, ou enxergam a mão de Deus nos fazendo por instrumentos ou mais tarde, irão lamentar por estarem comendo comida de porcos enquanto os empregados do pai estão em melhor situação.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 28 de junho de 2016

Bons e Maus Sacerdotes

A pergunta que desmascara toda a infidelidade de um sacerdote, aquela que mostra qual caminho ele está trilhando é a seguinte: contra o que ele luta? Ela parece de fácil resposta porque, em geral, os padres estão sempre lutando por algo (melhor catequese, em favor dos pobres, contra a injustiça, para mais confissão, menos pecado, melhoria na paróquia etc). Lutas positivas que são muito necessárias. Mas não só isso:

1- um padre pode lutar contra coisas corretas: contra o pecado dentro dele mesmo, para que o seu rebanho combata o pecado real e concreto e que almeje a vida eterna, contra a heresia, a apostasia, os abusos litúrgicos, a falta de sacralidade, de modéstia, contra o sexo desregrado, a fornicação e tudo o mais que prejudica a Igreja e a salvação dos fiéis. Este padre luta o bom combate.

2- um padre também pode ser omisso, não lutar contra nada, bancando o bom moço. É o chamado padre politicamente correto. Trata-se de uma máscara negativa, pois demonstra que ele está mais interessado em agradar aos homens que a Deus. É motivado pelo respeito humano ou pela vaidade. Um padre não existe para fazer show, mas somente para agradar a Deus. Este tipo de padre é uma tragédia, posto que um covarde.

3- o terceiro tipo é o mais perigoso: o mau sacerdote. Ele luta contra as coisas boas e santas em favor daquilo que é mau e profano. Ele se diz a favor dos pobres, mas luta contra a adoração ao Santíssimo Sacramento e contra os fiéis que rezam o Terço; permite todo tipo de abuso litúrgico, mas combate quem deseja comungar de joelhos e na boca; é o primeiro a atacar as mulheres piedosas que usam véu, ao mesmo tempo que nada faz em relação às mulheres que chegam às celebrações vulgarmente vestidas. Ora, esse tipo de padre não trabalha para Deus. Está dentro da Igreja trabalhando contra ela e contra Deus.

Portanto, é preciso ter cuidado com as palavras bonitas. É necessário atentar para o que se combate, pois é isso que mostra a verdadeira agenda que está sendo cumprida. São as ações que determinam o lado que se está na guerra.

Contemplar as atitudes dos apóstolos é uma outra forma de discernimento, pois, de todos os escolhidos, um traiu Jesus (fez o serviço do inimigo, de forma explícita), outro O negou, outros fugiram e tão-somente um ficou aos pés da Cruz. Esses mesmos caminhos podem ser escolhidos e trilhados pelos maus padres, seja arrependendo-se como Pedro, persistindo no erro como Judas, abandonando Jesus como muitos ou permanecendo fiel como João. São escolhas possíveis.

A Igreja sempre admitiu que seus papas, seus bispos, seus padres são homens pecadores, com as almas em perigo. Portanto, é dever de cada fiel rezar pelo clero. Da mesma forma, que cada sacerdote, cada bispo que pertença e queira continuar pertencendo à Igreja, lutando o bom combate, faça também o seu próprio exame de consciência.


fonte: padrepauloricardo.org
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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Racinha do “ª*&%$#©§¬¢£º”

Pois é caros leitores, na expressão censurada no título do artigo, fica a liberdade de cada para encaixar a experiência que a vida traz a cada um. O teor da matéria que estou a refletir tem raízes na carta aos Efésios 4,26 onde está escrito: “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento”. E com este ponto de partida nos fica bem claro que o título da matéria pode muito bem ser um xingamento quando a pessoa está a desabafar a respeito de algum comportamento inadequado da outra parte. Pelo menos é sempre assim que pensa quem “fala” está frase tão despolida.

Notemos que o valor que a pessoa dá ao palavrão não está no singular, embora a frase esteja. Ela estende para a origem familiar daquele que está, segundo seu modo de ver, fazendo algo que não está de acordo. Não estamos aqui a defender alguma das partes somente e sim as duas, porque dentro do contexto que nos pede Jesus para vivermos seu evangelho e conforme relembramos neste trecho da carta aos Efésios que acabamos de ler no início do artigo, fica claro que o importante é não pecar, em circunstância nenhuma. É como diz o versículo: mesmo em cólera, mesmo quando estivermos com aquela raiva que nos faz soltar pela boca palavras que não conseguiremos jamais resgatar e que após lançadas irão semear o bem ou o mal onde ela for parar.

Palavras poderiam dizer alguns. Na teoria é fácil, mas quero ver no meio de uma discussão, com ânimos acalorados quem vai lembrar de se manter centrado e não proceder em desacordo como nos pede Jesus. Bom, ele disse que façamos ao outro o que queremos que nos façam. Está lá no sermão da montanha. Enfim, é como se diz a respeito das guerras. Não existe nunca um lado vencedor, porque o que chamam de vitória sempre deixa sua marca, sequelas e consequências que muitas vezes são denominadas de efeitos colaterais, perdas aceitáveis. Ou seja, o não pequeis, vale para todos, vale para quem está a xingar e vale para quem recebe o palavrão.

Pode ser que o culpado da discussão não seja inocente, seja realmente culpado de alguma atitude que, por ser pecado, gera o seu salário, que é a morte, também na outra parte, no outro envolvido. O que fazer? Os tiros trocados não cessam e as feridas aumentam mais e mais, algumas não cicatrizam e novos confrontos já se iniciam com corações, mentes e almas machucados e manchados pelo passado, que insiste em trazer à tona o saldo da última contenda.

Jesus tem a resposta. Foi ele quem disse que devemos recorrer a ele, que possui um jugo suave e um fardo leve. Foi ele quem nos ensinou que devemos sofrer as fraquezas do próximo por amor a Deus. Tarefa sempre difícil? Depende. Depende de quanto estamos dispostos a entregar a Deus. Se queremos a glória eterna, mas não abrimos mão de algum apego, seja ele material, carnal ou intelectual, estamos por conta própria barrando nossa entrada pela porta estreita, pois Jesus nos ensinou em Mateus 6,14 que receberemos na medida em que entregarmos.


fonte: Jefferson Roger
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Fostes comprados por um grande preço


1ª Carta aos Coríntios 6,12-20

Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.
Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos: Deus destruirá tanto aqueles como este. O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo:
Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum!
Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24).
Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito.
Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo.
Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?
Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.

Olá queridos leitores, cumprimento os assíduos e os que estão por aqui de passagem. Hoje iremos refletir este belíssimo trecho das sagradas escrituras onde o apóstolo Paulo nos recorda a nossa realidade de filhos de Deus, membros de Cristo comprados a preço de sangue na cruz.

Como é importante para o católico ter essa realidade bem presente em sua mente, alma, corpo e coração. Afinal quando se lê que tudo é permitido isso tem relação com a liberdade de escolha que Deus colocou em nós. Porém, nosso criador não nos jogou no mundo como se joga um pedaço de carne na jaula dos leões. Deus colocou em nossa alma o desejo insaciável de voltar para Ele. Nesta nossa condição temporária, somos um composto de corpo e alma, um verdadeiro campo de batalha, trabalhando incessantemente pela nossa própria salvação e ajudando a igreja de Cristo, pois somos crismados, a trabalhar pela salvação dos irmãos.

São ensinamentos muito diretos, simples e objetivos. Tanto é verdade que é preciso renunciar às estas verdades se a pessoa quiser, ilusoriamente, buscar sua felicidade nesta terra. Triste engano, porque a felicidade é uma realidade do espírito enquanto que o prazer é uma realidade do corpo. Por isso o inimigo ataca fortemente nesta área, pois o corpo em sua concupiscência se constitui um dos três inimigos da alma.
Só o fato de termos consciência de que somos membros do corpo de Cristo e ao mesmo tempo pecarmos com o nosso corpo em atitudes de adultério, fornicação e outros pecados da impureza já seria de sobra, motivo de grande tristeza em nosso coração. Como é possível querermos salvar nossas almas atirando nossos corpos na lama do pecado e ainda por cima chafurdar alegremente? Querendo sempre mais e mais? Certamente não nos convém. Por isso as pessoas vivem numa tentativa já condenada por Cristo de querer agradar a dois senhores. E aqui falo de Deus e do mundo. Quem quer ser amigo do mundo acabará por se tornar inimigo de Deus, diz a escritura.

A palavra de Deus toca profundamente. Quanto mais nos envolvemos com ela e nos deixamos penetrar por ela em nossos corações e alma, mais nos distanciamos do mundo. Essa palavra exige uma radicalidade em nossas vidas. E quando compreendemos que nosso corpo é templo do Espírito Santo e portanto não nos pertence, fica mais evidente ainda que os pecados da impureza atestam contra essa natureza tão bela criada por Deus que o pecado original corrompeu e a humanidade insiste em transformar em objeto, vitrine e algo descartável.

Mas alguns dizem: o sexo é uma coisa boa pois foi Deus que inventou, então é para se praticar. E isso está certo não é mesmo! Certíssimo, porém, muitas pessoas que falam assim atuam como advogado do diabo, ou como o próprio satanás, que para confundir os eleitos, mistura verdades com mentiras fazendo cair no pecado através das tentações aqueles que se distraem, que não são vigilantes.

É preciso pois usarmos os melhores termos de comparação. Não nos compararmos ao que “todo” mundo faz, mas pensarmos: O que Jesus faria nessa ocasião? Como Jesus se comportaria neste caso? Será que Jesus vai ficar satisfeito com minha atitude? Será que foi para isso que Jesus morreu? E se hoje for o dia em que eu terei que me apresentar diante do justo juiz, como estão minhas mãos? Vazias? Tenho obras para apresentar diante do Senhor?

Lembremos: Deus nos deu o dia de hoje, pois o ontem não existe mais e o amanhã não existe ainda. Nossa esperança tem que ser colocada na eternidade e não no amanhã, não no futuro. Do contrário a tentação de deixarmos para amanhã aquilo que já deveríamos estar fazendo hoje e já deveríamos ter começado a fazer ontem pode enevoar nossos corações e mentes, enquanto o Deus que nos visita no hoje passa e com Ele a nossa salvação.


fonte: Jefferson Roger
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Eles foram crismados

Com o título deste artigo facilmente podemos imaginar que estarei a falar algo sobre as pessoas desta foto. Isto é verdade, mas, em parte pois o que colocarei aqui serve a todo tempo para cada um de nós. É o que ouvimos o Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba falar em sua homilia que aconteceu na celebração do sacramento da crisma que aconteceu na Paróquia São Rafael em Curitiba-PR.

Usando de algumas analogias ele falou que quando gostamos de alguém e, portanto, somos seu amigo, se ouvirmos falarem mal deste alguém, corremos a defende-lo, mas não como ensina o mundo, ou como fazem os fundamentalistas e extremistas. Defendemos Jesus com a verdade, que dele brota. Quem é amigo(a) de Jesus não se contenta em ficar calado enquanto alguém blasfema, comete sacrilégios ou age com indiferença ofendendo-o. Logo se põe, como servo de Cristo e membro da sua igreja, a levantar o estandarte do evangelho que salva, que promove um único caminho, cheio de verdade e vida. Caminho este que por ser único, somente ele leva ao Pai Eterno.

O amigo de Jesus, dizia o arcebispo não se comporta como não convém. Até em seu modo de falar. Nem deve pensar diferente do modo como pensa o Salvador. Na maturidade da fé, confirmamos que queremos realmente seguir a fé transmitida pela igreja, na pessoa dos pais e padrinhos. Na maturidade da fé, queremos proclamar em missão o mandato que Jesus confiou a todos.

Não é uma formatura, nem uma cerimônia para entrega de certificados dizia Dom José Antonio Peruzzo. É o início de uma missão. Que só irá terminar quando nós morrermos ou Jesus voltar. E dentro desta missão, enfatizou de forma categórica Dom José, que a oração, única arma do Cristão, já nos recordava Santo Antão, é uma prática que precisa ser vivida e praticada cada vez mais e mais.

Alguém lembrou aqui de Jesus? “Vigiai e orai sem cessar”... Pois é, a “dica” é dele, daquele que nos salvou na cruz. Pensemos. Jesus disse que não existe amor maior do que aquele que dá a vida por seu irmão. E esse é o amor com que ele nos amou. Amores menores nos conduzem muito pouco e tantas vezes estão contaminados com os ingredientes do mundo, portanto, cuidemos.

Por fim, Dom José Antonio Peruzzo concluiu sua homilia enfatizando a seriedade da situação e da missão. Não é uma grande história que termina, um grande filme em partes que leva anos para concluir sua trilogia. Como bem disse o arcebispo quando nos encontrarmos face a face com Jesus e ele nos perguntar sobre nossas omissões o que iremos responder? Melhor começarmos a responder agora disse ele, pois assim existe no tempo da igreja o tempo para se arrepender, se converter e retornar para a casa do Pai.


fonte: Jefferson Roger
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Houve tempo entre a ponte e o rio

Começo este artigo com uma frase dita por São João Maria Vianney. Era uma ocasião onde uma de suas paroquianas aos prantos foi confessar-se e não se continha em lágrimas perante o bom santo. Percebendo que não se tratava de pouca coisa, São João Vianney foi logo perguntando: O que foi que aconteceu, minha senhora? Ela contou que tinha ficado viúva pois o marido tinha cometido suicídio atirando-se de uma ponte para morrer afogado no rio. Chorava então a pobre viúva porque sabia, contava ela ao padre, que o marido não levava uma vida que lhe conduzia rumo a Deus. Então o santo deu uma resposta avassaladora e, sem dúvida alguma, inspirada pelo Espírito Santo. Disse São João Maria Vianney: “Não se preocupe, minha senhora, houve tempo entre a ponte e o rio.

E que bela lição é para nós este pequeno trecho narrado na biografia do santo. Que maravilhoso é para todos saber que só acaba quando termina. Com essa frase fica claro a mensagem que naquele tempo da queda houve o tempo para o arrependimento do coração, livrando a pessoa da condenação para que ela pudesse expiar suas faltas e se purificar antes de sua entrada no céu. Houve tempo, disse o santo. O filme deve ter passado na cabeça deste senhor, como bem dizemos. E tocado por Jesus, com uma graça extraordinária, encontrou o arrependimento, pois Jesus tem mais interesse em que nos salvemos até mesmo, muito mais do que a nós, que insistimos em trata-lo como inimigo quando nos envia provações para nos purificar e crescer no amor e na fé. Sabemos da boca dele que o pai, que nos confiou ao Cristo, não quer que nenhum se perca.

Caros leitores, belo ensinamento não é mesmo! E sei que muitos de vocês que estão a ler já presenciaram algo desta natureza, uma ou tantas vezes. Comigo não foi diferente. Neste ano, entreguei mais uma turma de catequese da última etapa. Uma turma com quase trinta jovens. Foi uma turma difícil. Posso dizer que apenas dez destes jovens realmente se empenharam durante o tempo desta caminhada, pois entendiam que o bem que a igreja lhes oferecia, na pastoral da catequese, era com a intenção de gerar frutos em suas vidas para a salvação de cada um e de todos através do serviço em comunidade.

Porém, tantos outros, a turma do fundão, se fosse na escola, não queriam saber de nada. Os olhares para comigo eram olhares de indiferença, de insatisfação e por aí vai. Alguns me olhavam como se eu fosse o inimigo deles. Os pais destes, não vieram em nenhuma reunião e até no dia da celebração da crisma nem um cumprimento de boa noite pelo menos recebi destes e de seus filhos. Parecia que eu era um funcionário de guichê que atende uma multidão por dia e não faz mais que sua obrigação. Não que eu esperasse algo em troca, pois o serviço voluntário que faço como catequista, é pelo povo, mas, acima de tudo é pelo bem da igreja de Jesus Cristo. Se alguém um dia for me agradecer pelo que fiz na catequese, pelo meu esforço para manter ou resgatar os filhos de Deus e coloca-los ou recoloca-los no caminho das pedras, espero que seja Jesus, embora nem isso ele precise fazer, porque já ensinou que somos servos inúteis.

Todavia, houve tempo. No mês da celebração do sacramento da crisma, a paróquia fez um retiro e dentro da programação os catequistas tinham trinta minutos a sós com sua turma para uma última conversa ou alguma atividade que quisessem fazer com os crismandos. Resolvi fazer uma apresentação de mímica, onde contei duas histórias. Um jovem Sem Deus e um jovem Com Deus. Esse era o tema: Com Deus ou Sem Deus, Você Decide! Durou como disse, meia hora. Mas bastou, houve tempo. Quatro dos piores crismandos, completamente alienados de tudo que se passou neste ano da catequese, renasceram das cinzas, acordaram em tempo. Antes de caírem no rio, houve tempo. Emocionaram-se, Riram e se transformaram durante a apresentação. Foi como um carro que entra todo sujo na lavagem e sai do outro lado limpinho e brilhando. Pouco tempo depois ainda durante o retiro, cada um destes veio falar comigo, separadamente, me cumprimentar, falar que gostaram e coisas assim. Falaram comigo pela primeira vez em 15 meses de catequese.

E o dia da celebração chegou. Entre estes quatro jovens um se destacou. Uma moça chamada Jêssey. Toda concentrada e mergulhada em si, teve um comportamento muito bonito durante a celebração da crisma. Ficou atenta a tudo que o arcebispo dizia. Quando algumas pessoas queriam fazer aquelas conversas paralelas ela chamava a atenção e mandava se calarem. Pode isso pessoal? Claro que pode pois é o dedo de Deus agindo pelo Espírito Santo.

Quando ela recebeu o sacramento foi emocionante, quanta alegria dela e da família. E minha também é claro. Isso aconteceu no meio da missa, ela voltou ao seu lugar e me olhou emocionada e seus olhos, me agradeciam. Claro que chorei neste instante. Na hora do abraço da paz ela que não estava sentada muito perto de mim, veio ao meu encontro e me abraçou mesmo, não apenas cumprimentou. Senti que tudo estava fazendo efeito na moça.

Terminada a celebração, veio novamente ao meu encontro, me agradeceu, sua mãe também veio falar comigo e me pediu se podia tirar uma foto de recordação. Claro que consenti. Tiramos a foto e ela me entregou uma pequena lembrança e me agradeceu de novo.

Fiquei muito feliz e em paz, pois como o pastor que deixa as noventa e nove ovelhas para buscar aquela perdida e se alegra imensamente ao encontra-la, assim me senti neste dia. Eu, que nem dou conta da minha salvação, pude, pela graça de Deus, mostrar para a Jêssey para qual lado é o caminho, a verdade e a vida.


fonte: Jefferson Roger
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Missas Personalizadas ofendem a Deus

Ezequiel 22,26 = Seus sacerdotes violam a minha lei, profanam o meu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro.
Lucas 16,15 = Ele lhes disse: Vós pretendeis passar por justos perante os homens, mas Deus conhece-vos os corações: porque o que para os homens é estimável, é abominável perante Deus.
Pois bem caros leitores, estamos mais uma vez aqui para falar dos “tiranetes” que insistem em se denominar sacerdotes de Cristo, mas que, no entanto, só para citar algumas passagens bíblicas não prestam um culto agradável a Deus, ferem a sacralidade e a liturgia das celebrações que garantem o culto e mais, encerro o parágrafo com uma frase de Nossa Senhora onde ela diz: “Cada sacerdote é responsabilizado perante Meu Filho”!

E não poderia ser diferente pois foi o Cristo quem disse “apascenta as minhas ovelhas”. É vergonhoso o fiel que tem por direito canônico uma participação sagrada na celebração do mistério pascal, vez por outra se deparar com essas missas “personalizadas” e vamos falar o português bem claro: “chegam a dar nojo e tristeza do que passa na frente do sacrário. Para este artigo o protagonista da vez é o Frei Hélio de Andrade, cujas celebrações tive o desprazer de participar. Liturgicamente falando os erros e abusos litúrgicos que o frei comete são vários. Mas como a gerência da igreja católica, fraca que é e acostumada a colocar panos quentes em tantas coisas, não toma atitude nenhuma, até perante várias denúncias feitas pelos fiéis, o povo de Deus ao invés de ser apascentado vai sendo mal pastoreado e segue um caminho confuso pela vida.

E nem é preciso ser um “expert” no assunto. Com poucas horas de estudos nos documentos da igreja, já se pode aprender como é prevista a boa e santa celebração da santa missa, por exemplo. A forma que garante a oficialidade do culto, dentro de um formato que realmente conduz o fiel para o fim último da missa. Ora, do contrário, se a igreja de Cristo, conduzida pelo Espírito Santo, não entendesse isso como necessário, para que o Missal Romano e sua instrução geral e para que tantos outros documentos? Basta por aqui.

Enfim, dizia eu que este frei, que a quem muito foi dado, muito será cobrado, deve, penso eu, pela idade ou por conceitos próprios, achar que a missa precisa ser mais “legal”, mais divertida e cheia de atrativos para o povo participar com alegria, como se fosse necessário atrativo maior que Jesus e seu evangelho, mas, o frei deve pensar diferente.

A missa já começa com o sinal da cruz cantado, o que já é completamente errado, antilitúgico e fere a regra de ouro da santa missa. Caso alguém não saiba ou não se lembre coloco a regra aqui: “O que não caberia fazer no Calvário, não faça na Santa Missa”. E antes que alguém não goste da regra, já vou avisando que foi dita pelo papa Bento XVI. Vamos em frente...

O referido frei gosta muito de gritar “vivaaaaa” e “êeeeeee”, pede a comunidade para repetir algumas palavras antes da oração do pai nosso, pede aplausos, manda os fiéis rezarem “junto” com ele a oração pela paz, que é uma oração feita pelo presidente da celebração entre mais alguns detalhes que não preciso me aprofundar. Sei que todos já perceberam que este servo de Deus é mais um que precisamos rezar por ele, pois anda desviando as ovelhas do Senhor do verdadeiro caminho que leva ao céu, semeando joio no meio do trigo. Isso é atitude do pessoal da banda de lá, todos sabemos. De nada adianta um esforço paroquial na catequese de jovens e adultos, formações para a comunidade enquanto a própria paróquia recebe celebrantes convidados que fazem o oposto do que se ensina pela igreja. Até quando isso vai? Não adianta apontarmos é verdade (lembram da trave no olho?), mas é preciso alertarmos a todos. Seguimos Jesus e não os pastores que não seguem a Ele. O povo de Deus precisa ser unir e promover o que Jesus nos pede, está lá, na oração do Pai Nosso: “seja feita a Vossa Vontade... e não a nossa, e não a dos padres.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Filha conta para mãe que era estuprada pelo pai

Pessoal, é de doer o coração. Eu que sou pai de três filhas, duas vivas e uma morta, não consigo deixar de ficar inquieto com tanta barbaridade que a humanidade, em seu estado doentio, pratica todos os dias, cada vez mais e mais. Coloco aqui no meu blog mais um caso onde um pai comete abuso sexual contra sua própria filha. Segue a matéria que aconteceu no Amazonas:

"Uma menina de 12 anos escreveu uma carta para relatar à mãe que era vítima de estupro do próprio pai, em Manaus. Segundo informações da Polícia Militar, a criança disse que planejava fazer a denúncia em ocasiões anteriores, porém sentia “medo e vergonha”. Após exames no Instituto Médico Legal (IML), os abusos foram confirmados e o acusado, de 34 anos, foi preso por estupro de vulnerável e encaminhado à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa. Ele nega a versão da filha.

Na carta, a menina pede perdão à mãe e diz que o estupro ocorria há algum tempo. “Mãe, eu nunca teria coragem de dizer para ele parar. Tudo começou quando ele veio com uma história de que queria lutar. Eu queria tirar ele de cima de mim, mas eu não conseguia, depois eu deixei, mas na minha mente eu nunca quis, ele falava para eu não sair, só que me doía muito, mas eu sempre deixava”, contou a vítima no texto.

“Eu não queria olhar na cara dele, mas eu tinha que fingir que estava tudo normal. Eu não queria mais escutar no jornal coisa (sobre) abuso porque me doía muito. Eu já tinha escrito outra carta, só que não tive coragem de entregar. Eu pedi a Deus coragem para entregar essa. Por isso, eu ficava com raiva de repente, nem ele nem a senhora me viram chorando, mas eu choro muito”, revelou.

De acordo com levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, 1.283 casos de estupro de menores de 18 anos foram registrados de janeiro de 2014 a maio de 2016. Em 732 deles, as vítimas eram menores de 11 anos."

A que ponto o pecado manchou o coração das pessoas. A que ponto chega a ousadia do demônio, que até no plano de amor que Deus pensou para a família, pai, mãe e filhos, o inimigo se infiltrou e não deixa barato nem deixa de lado qualquer vertente do comportamento humano. Quanta destruição, quanta desgraça e quanto mal tem sido semeado entre as famílias, entre a sociedade e entre as pessoas. A sociedade que idealizamos aqui na terra não irá se tornar realidade antes da segunda vinda de Cristo. Sabemos pela revelação divina, feita pelo próprio Cristo sobre o fim dos tempos.

Pois, o povo de Deus é inclinado a se separar dele (Oséias 11,7) porém, para o nosso Deus, nunca é tarde:

Apocalipse 3,19-21 - Eu repreendo e castigo aqueles que amo. Reanima, pois, o teu zelo e arrepende-te.
Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo.
Ao vencedor concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.

Rezemos todos os dias pelas famílias. Por todos que estão inclinados ou se inclinando a afastarem-se de Deus e de toda a glória onde as muitas moradas no céu nos aguardam (João 14,2). Rezemos para que todos se afastem do desânimo que os prazeres miseráveis e carnais da vida terrena proporcionam e que, nascidos de novo e reanimados pela boa nova do evangelho, arrependam-se para poderem ouvir quem bate a porta e nos espera de braços abertos para nos conceder a coroa imperecível, amém!


fonte: Jefferson Roger
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Nosso corpo pertence a Deus


Livro do Levítico 19,28

Não fareis incisões na vossa carne por um morto, nem fareis figura alguma no vosso corpo. Eu sou o Senhor.

Olá caros leitores estamos de volta com este tema em que o mundo insiste em abafar com panos quentes a moralidade cristã e os ensinamentos evangélicos. Com a tese de que o corpo é meu e portanto eu faço dele o que eu quiser, satanás, o príncipe do mundo segue enfiando goela abaixo sua catequese tão convidativa para muitas pessoas. Afinal para que sofrer não é mesmo! Nossos pecados já foram perdoados na cruz. Você foi solto do seu cercadinho e agora pode pastar à vontade pelos verdes campos, chafurdar na lama, correr e pular e bem fazer o que te apetece, afinal você é livre. Viva essa liberdade pois a vida é curta e é preciso saber aproveitar cada momento.

Porém, estas não são belas palavras, porque do ensinamento do inimigo não pode vir nada de belo. Isto é até óbvio. E satanás sabe muito bem disso e por isso sabe que não deve empreender de frente contra o cristão. O mal que ele oferece precisa vir disfarçado em pratos saborosos.

E como o encardido tem êxito em suas investidas. Basta perceber como as coisas do mundo, as coisas que passam são facilmente aceitas e em pouco espaço de tempo se vê por toda a parte as “novidades” sendo utilizadas, feitas, aceitas e vivenciadas. A cegueira espiritual em que a humanidade se permitiu colocar alcança proporções gravíssimas.

Eis o tempo da igreja, eis o tempo da graça concedida a nós pela última tábua de salvação; a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo. E estas são palavras do próprio redentor, dirigidas a Santa Maria Faustina Kowalska. Não se trata de invencionismos até porque sobre a insondável misericórdia aprendemos do nosso mestre e salvador já nas sagradas escrituras.

Ahhh eu não sabia, ahhh eu não sabia! Não vai ser possível dizer isso no dia do juízo, quando o olhar penetrante e justo de Jesus nos mostrar a realidade de nossos pecados e o quanto eles ofenderam a Deus. Nossa realidade hoje, de corpo e alma, um dia, sabemos isso pela fé, será transformada e receberemos na glória eterna um corpo imperecível. Podemos imaginar algo assim, haja vista a passagem em que Jesus ressuscitado atravessa pela porta para encontrar os apóstolos e come com eles.

Sem dúvida algo de muito grandioso nos aguarda no reino dos céus. No entanto, Deus nos concedeu o dom da vida, Deus nos concedeu esse corpo para interagirmos aqui na terra entre seus filhos, crescermos espiritualmente nos seus ensinamentos para podermos um dia vivermos a alegria eterna ao seu lado. Mas presentes como esses, recebidos por amor, pois foi Deus que nos amou primeiro, são por muitos desprezados de várias formas.

Façamos uma analogia. Se alguém que gostamos muito recebe de nós um presente, sinal que queremos expressar nossos sentimentos por essa pessoa, mas deste presente faz pouco caso, desdenha, ignora, deixa de lado, não usa ou não cuida com cuidado ou algo assim, facilmente podemos compreender e aceitar o fato de que essa resposta traduzida em atitudes iria nos magoar, nos entristecer. Pensaríamos: puxa dei com tanto amor e carinho, sem esperar nada em troca...

O que dizer então sobre Deus? Como será que Ele fica ao ver muitas pessoas mutilarem seus corpos com piercings, alargadores e marcarem com tatuagens de vários temas? Lembremos que as origens dessas práticas não são celestes. O princípio vem de cultos antigos e pagãos, ou seja, a raíz de tudo não é sadia e sobretudo não é cristã.

O apóstolo São Paulo nos recorda que nosso corpo não nos pertence, pois foi comprado por um alto preço na cruz. O santo Padre Pio confirma essa verdade, ele dizia: “As almas custam sangue”. E mais, o mesmo apóstolo nos lembra que nosso corpo é templo do Espírito Santo. E como nossa realidade natural é de sermos corpo e alma, o Espírito habita em nós por completo, não habita só na alma ou só no corpo. Isso é plenamente aceitável, para as pessoas de fé pois sabemos muito bem que quando o corpo deixa de ter vida, nossa alma segue para a eternidade, seja ela na glória ou na perdição.

Lembremos sempre dessas verdades que Cristo nos ensinou. Nós somos criaturas e fomos feitos para Deus. Somos Dele e tudo o que fazemos tem que estar voltado para esta realidade de criaturas e filhos de Deus. Senão, do contrário não haverá sentido na vida, que é o pensamento das pessoas que vivem sem fé. Todo mundo faz, eu acho legal e também faço. Uma tatuagem e um piercing não faz mal a ninguém. O que é que tem, o dinheiro é meu portanto eu faço e pronto. Está na moda. Quem não se tatua e não se mutila com piercings está por fora e é um antiquado.

É preciso encararmos o fato de que nossas escolhas sempre trarão consequências. Não se pode agradar a dois senhores, nos ensina Jesus. E Ele diz que quem não está com Ele está contra Ele. O que vamos seguir? As coisas que passam?


fonte: Jefferson Roger
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O católico e as tatuagens


Olá caros leitores. Hoje vamos neste artigo colocar mais um pouco de luz nos conceitos tão abafados sobre tatuagens e piercings. Já nos alertava Nossa Senhora em Fátima, que viriam muitas modas no mundo que ofenderiam seu filho Nosso Senhor Jesus Cristo.

Percebemos então que, nosso corpo, presente de Deus, não nos pertence pois foi comprado a preço de sangue. E essa história de que algo não é mais pecado está completamente fora de questão. Vai contra a infinita misericórdia de Deus para com toda a humanidade. Em Malaquias 3,6 Deus nos diz: "Eu sou o Senhor seu Deus e não mudo". E ainda em Isaías 45,23: "Minhas palavras não serão revogadas".

Como diz Madre Tereza de Calcutá, "é simples assim". Nada de ficarmos fazendo ginásticas linguísticas e de interpretação para adaptarmos nossas faltas graves ou não, aos nossos interesses pessoais. Um pecado sempre será pecado e é uma realidade espiritual que pode nos levar à perdição.

A Bíblia Sagrada não menciona, direta ou literalmente, a questão das tatuagens, mas algumas passagens estão relacionadas ao tema. Vejamos o que a Escritura tem a dizer:

"Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o SENHOR." (Lv 19,28)

Pelo contexto do texto do Levítico (e também de Deuteronômio 14,1-2) vemos que as marcas no corpo tinham relação com os rituais pagãos que envolviam a necromancia (consulta aos mortos; o mesmo que hoje é chamado de 'mediunidade'). As marcas no corpo faziam parte da vinculação da pessoa à crença nos deuses e na prática dos seus rituais pagãos, e os simbolizavam.

Já o dragão, um dos temas preferidos para as "tattoos" atuais, no contexto bíblico, representa o demônio. Porém, mais importante do que saber aquilo que a Bíblia diz literalmente, é entender que não é recomendável que um cristão marque seu corpo para o resto da vida com tatuagens, pois o seu corpo é Templo do Espírito Santo, como diz São Paulo Apóstolo em sua primeira carta aos coríntios:

"Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom Preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (1Cor 6,19,20)

Como cristãos, devemos buscar e nos identificar com Jesus e seguir o seu exemplo, e não com os modismos do mundo: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam" (1Cor 10,23).

"Rogo-vos, pois, irmãos, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos adapteis a este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Rm 12,1,2)

Agora que todo mundo tem, a tatuagem deixou de ser a marca de uma personalidade forte ou um sinal de rebeldia

Hoje em dia parece que todo mundo está se tatuando, e já faz algum tempo que tatuagem deixou de ser um gesto de rebeldia ou algo que diferencia a pessoa. Pelo contrário, agora, quem quer ser igual aos outros é que corre logo a se tatuar.

Não aconselha-se ninguém a se tatuar, mas é claro que não devemos considerar uma pessoa tatuada como pecadora, nem julgar alguém por conta de sua(s) tatuagem(ns). Ninguém deve deixar de se aproximar de Deus por ser ou não tatuado. Deus é Pai Misericordioso.

O justo juiz e aquele que vê o coração do homem é quem nos entregará o prêmio eterno segundo nossas obras, já nos ensinam as sagradas escrituras. Por isso é importantíssimo sempre estarmos mais e mais aprendendo sobre o que nosso Pai do Céu deseja e espera de nós como filhos seus, imersos no corpo de Cristo através do batismo.


Padre Paulo Ricardo - piercings e tatuagens

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fonte: o fiel católico, Jefferson Roger e gloria.tv
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Ser cristão é ser politicamente incorreto

O artigo que transcrevo para meu blog foi uma resposta que o apostolado O Fiel Católico redigiu vista a um comentário que um leitor fez, sobre ser politicamente correto acima de tudo. Por concordar com as palavras do texto, trago para meu blog esta excelente reflexão sobre uma verdade a muito contestada. O mundo quer que sejamos católicos de catacumbas, isolados e escondidos de tudo. Segue o artigo:

Sabe, não sou o que chamam "politicamente correto"; longe disso. Já até perdi bons empregos por causa disso. Tenho por hábito expressar-me com clareza, direta e objetivamente, procurando obedecer à ordem de Nosso Senhor: "O teu sim seja sim e o teu não seja não; o que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,37). – Está aí uma coisa que o nosso mundo contemporâneo não suporta. Para este apostolado, a verdade tem prioridade absoluta, e só depois dela ter sido posta com muita clareza é que vamos nos preocupar com o respeito humano – que é bem-vindo e ajuda muito nos relacionamentos –, mas para um cristão não deve ser o mais importante.
Fez-me lembrar da notícia que vi há pouco tempo, do cartaz de um filme de super-heróis que foi alvo do ataque raivoso de um bando de feministas e levou a produtora a desculpar-se e retirá-lo de circuito, o que gerou grande prejuízo. O problema todo é que, nesse cartaz, havia a imagem de um supervilão segurando pelo pescoço uma outra supervilã... Ora, isso não tem nada de machista, bem ao contrário, só demonstra que, no universo dos super-heróis, tanto os personagens masculinos quanto os femininos são dotados de poderes sobre-humanos, e por isso mesmo dá-lhe Mulher-Maravilha, Viúva Negra, Super-Girl (entre muitas outras) surrando um bando de marmanjos desavisados por aí... E ninguém reclama.

O grande problema é que há agora uma praga terrível que infesta o mundo, que degenera as mentes e nos leva a um perigosíssimo estado de coisas: vivemos uma época em que apenas ter opinião sobre qualquer assunto já é "ofensivo" para alguém. E na religião não é diferente. Deveria, por motivos óbvios, mas não é. Absolutamente tudo o que qualquer pessoa diga precisa vir, necessariamente, antecedido por um "na minha opinião..." e seguido de um "...mas respeito todas as opiniões contrárias".

É proibido ter opinião! É proibido alguém dizer que gosta do azul, porque as pessoas que gostam do amarelo podem se ofender. É proibido dizer que 1 + 1 = 2, para não ofender os que não sabem somar e pensam que o resultado é 3, ou 4, ou 10 ou 1.000. Aliás, em muitas situações, os professores em sala de aula já não podem mais corrigir os alunos quando eles erram, por medo de traumatizá-los. Se o garoto diz: "Nós vai", a professora de português nem sempre pode ensinar que o correto é "nós vamos" porque isso seria um preconceito absurdo, uma atitude opressora, e afinal de contas a língua é o povo que faz... Que mal tremendo o marxismo fez ao mundo, meu Deus!

Assim, os estudantes mais aptos, ao invés de incentivados, são impedidos de progredir rápido, em "respeito" aos menos dotados, para que estes últimos não se sintam diminuídos, oprimidos pela elite dominante, e assim vamos "emburrecendo" um pouco mais a cada dia que passa. Hoje, alunos chegam ao ensino médio sem saber escrever, sem conhecer o hino nacional, sem saber quem descobriu o Brasil. Vivemos um tempo em que é proibido dizer a verdade, porque a verdade, para o nosso mundo, não existe objetivamente. Cada um tem "a sua verdade", e o máximo que eu posso fazer é apresentar a "minha verdade", mas só se eu deixar bem claro que é apenas isto mesmo: a minha opinião, o que eu penso e o que eu "acho", pois a verdade, em última análise, não existe; cada um tem a sua e tudo bem. Eu tenho que aceitar, por exemplo, que dois homens e um cachorro que moram juntos são "uma família", tão ou mais digna que a minha, com meu pai e minha mãe que me geraram, eu e meus irmãos.

Tenho que aceitar, por força de decreto-lei, chamar um barbado de metro e oitenta, que nasceu com um grande pênis entre as pernas, de "senhorita" ou "senhora", e sabe por quê? Porque ele diz que "se sente" uma mulher. E tenho que aceitar que, na escola, ele use o mesmo banheiro que a minha filha, pelo mesmo motivo. Se eu me recusar, posso ser preso junto com ladrões e assassinos. Aliás, estes últimos têm muitas ONGs e associações para protegê-los, mas eu não serei considerado digno de piedade. Não eu, homem heterossexual, branco neto de europeus, capitalista e católico, pois represento em mim a pior escória que o mundo foi capaz de produzir. Deixa-se então para lá e finge-se que não se ouve o fato insofismável que grita: apenas afirmar que "a verdade não existe" já é afirmar que pelo menos esta afirmação (que a verdade não existe) é verdadeira: logo, a verdade existe, de qualquer maneira! Sim, dizer que a verdade não existe é uma afirmação auto-contraditória em si mesma, mas sente-se lá e fique quieto quem não quiser arrumar confusão com o mundo. Bem, enquanto cristão de fé viva, que não se inclui entre os "mornos" que o Senhor vomitará fora de seu Corpo, estou disposto a comprar briga com o mundo inteiro pela Verdade, que é o próprio Cristo. Todavia nessa guerra não quero matar; quero antes dar a minha vida, se preciso for, para que a conheçam –, a Verdade que liberta, que é meu Sumo Bem e meu Tudo assim como é para todos os homens e mulheres, mesmo que não saibam ou não o reconheçam, – e que é a única Solução para esse mundo insano.

Pergunto-me o que seria de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nunca foi "politicamente correto" e não hesitou em chamar os hipócritas de hipócritas, ou de S. João Batista ('o maior dentre os nascidos de mulher') que chamou os falsos fariseus de "raça de víboras"... Se os ouvidos atuais se tornaram tão frágeis e delicados que qualquer palavra um pouquinho mais rígida parece insuportável, o que diriam, hoje, de um Messias que expulsa os vendilhões do Templo abaixo de chibatadas?


fonte: o fiel católico
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A vigarice da revista Veja

HÁ MENTIRAS QUE SÃO DITAS usando uma verdade como instrumento. Os que usam a verdade para conduzir à mentira são mais criminosos do que os que usam a mentira como instrumento de trabalho. A revista Veja trouxe na capa da edição de 15/6/2016, um caso de pedofilia envolvendo um padre em Goiás. Segundo a reportagem, Fabiano Santos Gonzaga, 28 (foto), abusou de um adolescente de 15 numa sauna de um clube. O garoto tem retardo mental e sua compreensão do mundo é próxima a de uma criança de 9 anos de idade. Segundo a denúncia, o padre, ao ficar sozinho com o menino, obrigou-o a fazer sexo oral. Ao que consta, o menino, depois, sem entender bem a gravidade do ocorrido, pediu à mãe para lavar a boca, justificando o porquê. A mãe foi atrás do abusador e descobriu, posteriormente, que era um padre católico. O padre nega o ocorrido, mas, devido o seu celular ter sido apreendido, já se sabe que ele não vivia a castidade e mantinha relações homossexuais.

Um caso escandaloso, sem dúvida, e mais do que isso. Todavia vejamos não somente os terríveis fatos, mas também os bastidores do caso. Da notícia resumida acima, a revista Veja dá uma capa com manchete em letras garrafais: “PEDOFILIA NA IGREJA”. Acompanha o titulo sensacionalista a imagem de um falso padre vestido de batina, segurando um Terço e tampando a boca de uma criança assustada.

Convenhamos que a intenção caluniosa e difamatória da redação da revista é clara, e só se admite num país de hipócritas como é o Brasil. Nesta capa a Veja nos dá uma aula de vigarice. Em primeiro lugar, a ética jornalística determina que nunca se use termos genéricos em casos específicos, e principalmente não se associe qualquer instituição a delitos de seus membros, quando estes agem por orientação própria e contrariando as determinações daquela.

O que se pretende com isso? É evidente que atacar um padre específico não basta. Isso seria trabalho de amador. O que a grande Imprensa deseja é atacar a Igreja. A Veja não quis simplesmente publicar a foto do acusado. Não... assim não poderia praticar o seu terrorismo plenamente: o padre criminoso evidentemente não usa batina e nem havia imagem dele levando o Terço nas mãos. Coube à edição da revista fazer essa montagem criminosa. A culpa, então, já não era mais do padre Fabiano, mas da Igreja Católica.

Curioso, mas a pesquisa do sociólogo italiano Massimo Introvigne demonstrou, em 2010, que num período de várias décadas, cem (100) padres foram denunciados na Itália, enquanto 6 mil professores de Educação Física sofriam condenação pelo mesmo delito. Na Alemanha, desde 1995, existiram no total 210 mil denúncias de abusos. Destas 210 mil, 300 estavam ligadas ao clero. Menos de 0,2%. Por que a Imprensa se empenha tanto em comentar, sempre, esta ínfima minoria no quadro geral?

Sim, somos os primeiros a concordar que, ainda que houvesse apenas um único caso de pedofilia envolvendo um padre, isto seria um crime monstruoso e um absurdo lamentável. Não desejamos justificar nenhum crime, pelo contrário: padres que comprovadamente se envolveram em pedofilia devem ser expulsos do clero e presos. Não é isso o que estamos questionando aqui. O que questionamos é a clara tentativa de se impor à Igreja uma pecha absolutamente injusta. Negar a proporção dos fatos concretos é render-se à mentira.

Alguém poderia contra-argumentar que o importante é que exista o crime, e não a quantidade de casos. Mas o fato é que nenhuma instituição está livre da pedofilia, e o crime está em querer se associar o prolema à Igreja, como se ela fosse sua causadora ou incentivadora em algum nível, o que simplesmente não é verdade. Insistimos que é uma vergonha que exista um membro da Igreja envolvido nisso, mas negar as devidas proporções do crime é a lógica dos desonestos.

Bem, sabemos que para bater na Igreja qualquer instrumento serve. No Brasil, na CPI da Pedofilia, por exemplo, foi considerada "prova de crime de pedofilia" um vídeo em que Luis Marques Barbosa, falecido em 2014, mantinha relação homossexual com uma "criança de 20 anos"(sic). Afinal, quem estava sendo abusado? O "bebê" de 20 anos ou o ancião de 83?. Evidente que Barbosa, sendo padre, deveria praticar o celibato que jurou guardar. Mas não se chame pedofilia o que simplesmente não é. Enquanto qualquer argumento – e todos os expedientes, inclusive montagens de capa criminosas – for considerado válido para atacar a honra da Igreja, não haverá discussão séria, em nosso país e no mundo.


fonte: o fiel católico
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Continuam as Profanações

Após ler a matéria e ver as imagens tive que parar de trabalhar para me unir aos sofrimentos de Cristo com meu choro que custo a parar. Por isso transcrevo aqui mais um artigo sobre o que o príncipe do mundo, satanás, tem feito pelo planeta.

AGORA JÁ É possível dizer claramente e com todas as letras aquilo que não se pode mais ignorar; nestes nossos dias já é completamente impossível não perceber que algo muito importante está em curso no mundo, uma mudança radical que se insinua e está sendo operada, e que vai culminar em algo grande, tremendo. Não cessam e se multiplicam as notícias de templos profanados, Sacrários destruídos, imagens e símbolos sagrados usados em atos sacrílegos, etc. Os sinais mencionados nas profecias da Santíssima Virgem vem se cumprindo de modos que não se pode ignorar, e o vemos na medida em que o ódio totalmente gratuito (e claramente diabólico) aos valores cristãos vêm se tornando mais e mais violento, e o desrespeito a tudo o que sequer insinue a moral que construiu a nossa civilização vai se tornando insuportável.

Cada vez é mais nítida a separação global: de um lado, as pessoas de bem, que entendem a diferença entre bem e mal, certo e errado; gente que ama a Deus e ao próximo e quer o direito de educar os próprios filhos segundo os valores nos quais foram educados. De outro lado, a turma que entende que defecar nas ruas é "protesto", que profana igrejas e símbolos sagrados, que invade os templos para sequestrar imagens sacras e destruí-las em praça pública, que arromba os Sacrários e rouba Hóstias consagradas para pisoteá-las ou usá-las em rituais satânicos. Gente que defende a fúria dos terroristas islâmicos e grita contra uma tal "islamofobia" que só eles enxergam, mas protesta em frente às igrejas católicas contra a "opressão" dos cristãos.

Nesta realidade alarmante, o que anima é que ainda somos a maioria. Estes grupos representam, ao menos por enquanto, "apenas" uma minoria barulhenta e muito ativa.

O que preocupa é que eles são tudo o que não somos: extremamente empenhados, dispostos, unidos e organizados em prol dos seus objetivos nefastos. Não cessam de criar meios e atos para promover suas ideias, pelas quais vem arrebanhando um número cada vez maior dos nossos jovens. Pior ainda: os professores de nossas escolas – os educadores dos nossos filhos –, em absoluta maioria, estão do lado deles.

Ainda assim, podemos dizer, por enquanto, que nem tudo está perdido. Na última semana (16 de junho de2016), em Valencia, Espanha, uma multidão de milhares de fiéis atendeu ao chamado do Arcebispo local, Dom Antonio Cardeal Cañizares Llovera, participando do ato de desagravo à Santíssima Virgem, lotando a Plaza de la Virgen naquela cidade.

O Cardeal convocou o ato em reação ao que chamou “grave profanação” promovida pela organização do “Dia do Orgulho LGBT”, que divulgou um pérfido cartaz em que duas figuras de mulheres, ambas representando a Virgem Maria, aparecem se beijando. O Arcebispo fez constar sua “rejeição enérgica e plena” ao que qualificou como profanação “injusta e gratuita”.

O laicismo na Espanha ataca de modos cada vez mais extremos a Igreja, por sua vez cada vez mais fragilizada e temerosa. O Cardeal Cañizares, ao se posicionar publicamente contra esta corrente, tem sido alvo da ira dos filhos das trevas.


fonte: o fiel católico
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terça-feira, 21 de junho de 2016

O egoísmo nos faz reclamar

O ser humano, em muitas das vezes, sem perceber promove uma atitude quase automática de reclamar das coisas e das pessoas e das situações. Não percebem que em tantos casos, esquecem de agradecer a Deus por tantas coisas, mas com vigilância militar não esquecem de apontar o dedo, esquecer a trave em seus olhos (Mateus 7,3-5) e reclamar e reclamar e reclamar.

Se está calor dizem: ai que calor. Se estão com fome dizem: ai que fome. Se estão cansadas dizem: ai que canseira. Se estão com sono dizem: ai que sono. Se estão com dor dizem: ai que dor. Se estão com frio dizem: ai que frio. Se estão com pressa dizem: apressem-se, pois, eu ainda tenho o que fazer, tenho que fazer aquilo. Afinal cada um tem que cuidar do seu umbigo, pensam estes e pensam também que Deus tem que cuidar dos seus interesses.

Pessoas que em meio ao seu intervalo de almoço no trabalho, saem todas agasalhadas por conta do frio e se deslocam pela rua, reclamando porque tiveram que levantar cedo para trabalharem, o frio os incomoda, pelo menos psicologicamente, pois estão bem vestidas, e a fome que está a ser saciada é motivo também de murmúrio. Eles dizem “ai que fome”, quando tantos durante seu dia de trabalho, passam a “beliscar” um petisco aqui e ali e assim passam o dia trabalhando, alimentados e abrigados do frio.

Esquecem que milhões de desempregados precisam acordar cedo para procurarem emprego. Esquecem que milhões de sem teto não sabem quando será sua próxima refeição. Alguns sobreviveram a mais um dia se alimentando de restos. Esquecem que pelas ruas da cidade muitos não estão bem vestidos, bem agasalhados. Esquecem porque ao final do dia, retornarão para seus lares, tomarão seu banho quente, irão jantar e dormir de barriguinha cheia e bem confortáveis em suas camas.

Pessoas assim esquecem de imitar Jesus que deu exemplo de compaixão e caridade (Efésios 5,1-2). Se algo lhes imputa uma condição contraditória, tratam logo de na raiva pecar (Efésios 4,26). E ainda se acham em seus direitos. Pobre delas pois precisarão prestar contas de seus atos e obras (Eclesiástico 5). São pessoas sem tempo para as coisas que não passam pois até nos compromissos e atividades relacionadas com o Reino dos Céus, sempre têm hora para começar e para terminar. Afinal, “eu ainda preciso fazer isso, eu ainda preciso fazer aquilo, eu levanto cedo para ir trabalhar, eu ainda nem jantei”. É o que elas dizem. “Entre vós, porém, não deve ser assim”, já dizia Jesus. (Marcos 10,43)

Propõem-se a trabalharem na messe mas esquecem como devem proceder (Hebreus 6,12). E concluo esta pequena reflexão transcrevendo um pequeno trecho da Epístola a Tito, capítulo 2, onde bem se ensina o nosso proceder:

O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina. Os mais velhos sejam sóbrios, graves, prudentes, fortes na fé, na caridade, na paciência. Assim também as mulheres de mais idade mostrem no seu exterior uma compostura santa, não sejam maldizentes nem intemperantes, mas mestras de bons conselhos. Que saibam ensinar as jovens a amarem seus maridos, a quererem bem seus filhos, a serem prudentes, castas, cuidadosas da casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja desacreditada. Exorta igualmente os moços a serem morigerados, e mostra-te em tudo modelo de bom comportamento: pela integridade na doutrina, gravidade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário seja confundido, não tendo a dizer de nós mal algum. Exorta os servos a que sejam submissos a seus senhores e atentos em agradar-lhes. Em lugar de reclamar deles e defraudá-los, procurem em tudo testemunhar-lhes incondicional fidelidade, para que por todos seja respeitada a doutrina de Deus, nosso Salvador. Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade, na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniqüidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predileção, zeloso na prática do bem. Eis o que deves ensinar, pregar e defender com toda a autoridade. E que ninguém te menospreze!


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 17 de junho de 2016

O desequilibrio das pessoas

Olá caros leitores, sejam sempre benvindos. Neste pequeno artigo iremos refletir um pouco sobre a forma tendenciosa que as pessoas têm de, por impulso, muitas vezes agir de forma desalinhada com situações que esperam de nós, sempre um ponderar e um analisar os acontecimentos com um olhar sobrenatural. Vamos a um exemplo.

Embora não seja regra é sabido de todos que o homem tem em sua natureza sexual um impulso diferente da mulher. Já dizem os pesquisadores que o homem tem relação sexual para ficar “bem” enquanto que a mulher tem relação sexual quando está “bem”. Dizem também os ditos populares que o homem faz o estilo micro-ondas enquanto a mulher faz o estilo fogão a lenha, no que diz respeito as preliminares antes da relação propriamente dita.

Claro que não é regra alguma, todos sabemos disso, mas quando essa tendência, já apontada de forma cientifica acontece as coisas se tornam tensas entre alguns casais. O marido, sempre a procurar realizar seus desejos sexuais com a esposa, a procura com certa frequência e tantas vezes encontra a “porta fechada”. O famoso não. A esposa, esquece ele, tem que cuidar da casa, dos filhos, das coisas do marido, algumas ainda trabalham fora e mal tem tempo para se cuidarem e os egoístas maridos esperam que ao chegarem em casa, encontrem sua querida esposa a disposição para uma relação amorosa. Dão com os burros na água, porque já nas primeiras tentativas a esposa vai dizendo que o sujeito só pensa nisso. Isso quando a mulher não se antecipa e antes mesmo de algo acontecer já vai avisando: ai que dor, como estou cansada, não vejo a hora de deitar e dormir e coisas deste tipo.

Quando a relação é saudável, o marido “acorda” de seu rompante e então passa a compreender o heroísmo de sua esposa e altera seu comportamento e suas investidas em relação ao seu desejo sexual. Pronto! A esposa então começa a reclamar dizendo que se ele não a “procura” mais na cama é porque está saindo com outra mulher. Vai entender as mulheres, alguns irão pensar. Mas eu digo, vai entender os homens. Ou melhor ainda, vamos ser justos: vai entender o ser humano. Ou ainda, vai entender o cônjuge.

Pois bem, este desequilíbrio denota falta de “temperança”. Do agir ponderando, refletindo, meditando e procurando compreender os fatos. A temperança é biblicamente ensinada a nós para atingirmos muitos frutos nesta vida e na outra. Vamos ver? 2ª Pe 1,5-10 - esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a TEMPERANÇA, à TEMPERANÇA a paciência, à paciência a piedade, à piedade o amor fraterno, e ao amor fraterno a caridade. Se estas virtudes se acharem em vós abundantemente, elas não vos deixarão inativos nem infrutuosos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Porque quem não tiver estas coisas é míope, cego: esqueceu-se da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, cuidai cada vez mais em assegurar a vossa vocação e eleição. Procedendo deste modo, não tropeçareis jamais.

Como vimos neste pequeno trecho das sagradas escrituras, nós que somos chamados para a santidade e eleitos para sermos filhos de Deus, precisamos cultivar em nós estes traços que São Pedro nos recorda. Se eles nos são indispensáveis para progredirmos na caminhada rumo a pátria celeste, sem dúvida nenhuma nos são preciosos para, por amor a Deus, convivermos como nos pede Jesus, com o próximo e o próximo já encontramos dentro de nossas casas.


fonte: Jefferson Roger
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