quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ficar quieto ou não fazer nada?

Eis duas expressões que muitas pessoas deixam passar despercebidas. Muitas acham que são sinônimos e que no fundo querem dizer a mesma coisa. Mas não é bem assim que funciona. Vamos com calma refletir um pouco a este respeito.

Nas sagradas escrituras encontramos uma passagem a respeito da expressão ficar quieto no Livro de Jó 31,33-34. Lá encontramos em meio aos lamentos de Jó que ele não iria ter uma atitude hipócrita perante os outros ficando quieto para que não viesse à tona suas fraquezas e defeitos. Jó deixa claro em suas palavras que ele é transparente aos olhos de Deus e dos homens. Como já poderíamos intuir, ficar quieto é não fazer alarde, não fazer barulho e fazer silêncio, exatamente como comprova a sagrada escritura.

Quantas vezes por falta do dom da sabedoria e da ciência muitas pessoas falam o que não devem na hora que não devem e por conta de não ficarem quietos, oferecerem o infortúnio a Deus e abrirem mão de discussões que não nos assemelham a Jesus, acabam em poucos minutos ou até segundos a cometerem seus pecados e lançarem palavras em forma de flechas agudas e venenosas que não poderão mais ser retidas e deixarão marcas em nós e nas pessoas?

Tiago 1,19 – “Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para se irar.” Não fazer nada, espiritualmente falando está relacionado com nossa omissão. Vejamos o que mais uma vez encontramos no livro de Tiago 4,17 – “Aquele que souber fazer o bem, e não o faz, peca.”

Também no livro do profeta Ezequiel 3,20-21, aprendemos de Deus que se vemos alguém praticando algum erro e não o advertimos ele será cobrado de sua falta, mas nós também seremos cobrados, por nossa omissão.

Percebemos então que estas duas expressões possuem verdades distintas, mas, também é verdade que podem se completar. Isto é fácil de compreender e exemplificar. Quando estamos recolhidos em oração mental, ajoelhados ao lado de nossa cama , quando estamos a ir deitar ao final do dia, é muito provável que tantos de nós fazemos nossas orações em silêncio. Não pronunciamos nenhuma palavra, nossa conversa com os céus se dá mentalmente e nem por isso deixa de ser válida. Sobre isso Santa Tereza D´Ávila agradecia a Deus por essa graça da oração mental, meio pelo qual a santa podia passar horas de seu dia em comunhão com Jesus enquanto fazia seus deveres. E o próprio Jesus confirmou a sua eficácia em diálogo pessoal com a Santa, o mesmo fazendo em outra época com Santa Catarina de Sena, apenas para citar alguns entre tantos testemunhos.

Pois bem, estamos quietos, sem fazer barulho quando rezamos assim, mas todos nós concordamos que não estamos a não fazer nada. Portanto, quanta riqueza existe nestas duas atitudes, quanto ensinamento o céu se faz valer sobre elas e quantas obras podemos fazer por Cristo, com Cristo e em Cristo, ficando quietos e aprendendo que devemos sempre deixar a omissão de lado nos artigos da fé. Se acredito, devo viver pois se não vivo, acabo por acreditar naquilo que vivo e me torno um fariseu dos tempos modernos.


fonte: Jefferson Roger
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Preciso fazer um aborto

Caros leitores, a frase deste artigo é uma das que configura nas pesquisas que levam as pessoas a procurarem na internet por este tipo de informação. Infelizmente para elas, tantos sites aparecem nas pesquisas oferecendo o que querem, mas também, tantos outros oferecendo a oportunidade de conhecer a mão sempre estendida de Deus, que está a ponto de ser cuspida, pelo desespero e outros motivos errados, que levam a pessoa em sua ignorância a querer fazer parte do rol dos assassinos.

Partindo daqui o que podemos perceber é que a privacidade da internet (até certo ponto), permite que qualquer pessoa sem os devidos cuidados, navegue pelo mundo virtual da rede mundial em busca de informações. E certamente, como bem sabemos, acabará encontrando. Antigamente era preciso um pouco mais de coragem e atrevimento porque precisávamos nos dirigir até uma biblioteca, nos expormos na tentativa de encontrar a informação que queríamos e isso também levava mais tempo.

Atualmente nossa coragem e atrevimento são exigidos ainda, só que em etapas diferentes. Normalmente em etapas em que o mal já se apoderou de grandes áreas do nosso coração e nossa alma. Porém, algumas coisas nunca irão mudar. Matar alguém que está fora da barriga da mãe ou dentro dela não muda em nada. Ainda continua sendo um assassinato. E aqueles que o cometem, de modo impressionante, para não dizer outra expressão, se esquecem de que já estiveram dentro da barriga de suas mães. Como é possível por motivos egoístas, disfarçadamente rotulados de “direitos reprodutivos da mulher”, esquartejar e mutilar um corpo humano, depois aspirar tudo para fora do útero da mulher, jogar tudo numa lata de lixo e lavar as mãos? É assim? Vira-se a página e pronto?

Quem pesquisa que “precisa fazer um aborto” precisa se acalmar primeiramente, se voltar para Deus e pensar o que ele acha da sua intenção e o que ele irá achar da sua atitude. Esqueça por um instante da religião, concentre-se em você e Deus. Gaste um tempo para isso. Se você não acredita em Deus, não se preocupe com isso porque ele acredita em você e está te dando a oportunidade de exercer o dom da maternidade. Se acalme e pense com calma em tudo.

Eu faço parte das pessoas que são duramente criticadas porque defendem a vida de todos, inclusive dos não nascidos. Afinal é Deus quem dá e quem tira (Jó 1,21), não cabe ao homem brincar de Deus. Na hora da relação sexual, na hora do prazer carnal desregrado e fora do santo matrimônio, tudo é gostoso. Na hora do sexo praticado em ato de adultério e fornicação tudo é delicioso. Na hora do descuido do planejamento familiar e da gravidez não planejada dentro do casamento, como consequência daquele maravilhoso ato de intimidade que marido e mulher fizeram, tudo estava esplendoroso. Mas onde fica a responsabilidade e maturidade de caráter e de fé? Não quero essa criança e jogo fora? Assim, tão fácil?

Graças a tua mãe que não te jogou fora, independente de como ela era ou é, aí está você. Viva! Graças ao sim de Maria Santíssima, quer acredite ou não, quer aceite ou não, que quis contribuir com a Santíssima Trindade, aí está você. Salva pela cruz de Cristo. Porque se dá ao luxo de querer apenas viver sua vida e não querer que alguém venha ao mundo para viver uma vida e ir ao céu no fim da jornada exatamente igual ao direito que você tem de ir? Pense bem, o mal que fizeres hoje pode ser tarde depois para corrigir. E o arrependimento se acontecer, irá lhe custar uma penitência muito maior do que as satisfações que já precisa fazer sem ele. Não é melhor prevenir do que remediar? Assim dizem os antigos. Assim nos ensina Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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Fé fraca x Problemas Familiares

Se algo vai mal em nosso organismo, nosso sistema de defesa atua incansavelmente para manter a normalidade do conjunto. Se nos cortamos em pouco tempo são enviados os soldados até o local da ferida para “isolar” a área, tratar do machucado e iniciar o processo de cicatrização e cura. E assim, diariamente e sem intervalos, não existe para este valente exército de anticorpos, sequer um descanso. E mais, organizado em vários “departamentos” onde cada setor é responsável por alguma tarefa, existe também o sistema de alerta que nos avisa quando algo não vai bem. A febre e a fome são alguns simples exemplos. Se existe alguma infecção no organismo que ele não está conseguindo resolver, ele começa a aumentar vertiginosamente sua temperatura na tentativa de acabar com o mal. Se existe falta de energia em nosso corpo e ele já começou a perder sua eficiência a fome manda sinal de alerta para que seja providenciada a reposição da matéria-prima, que é o alimento, para a produção de energia.

Pois bem, em nossa vida espiritual as coisas não são diferentes. E este é um erro que muitas pessoas cometem. Esquecem que são um composto de corpo e alma e descuidam, ora do corpo e ora da alma. Agindo assim acabam a se prejudicarem. E na prática, todos nós sabemos muito bem, que cuidar do corpo e alma dá trabalho e exige constante dedicação.

Na parte espiritual de nossa vida, alvo de constantes investidas de nosso inimigo, a família é sem dúvida muito atacada. Todos sabem disso, basta ler nos noticiários para ver desgraça em cima de desgraça pelo mundo afora. No entanto, quando a família é atacada, existe um dom de Deus que é também fortemente afrontado pelo diabo. Estamos falando da fé. Percebam a relação.

Se a família vai bem, socialmente, materialmente e fisicamente, o lado espiritual de cada um de seus membros parece estar preservado. Puro engano quem pensa assim. Quanto mais a família for agredida neste mundo tanto físico pelo seu príncipe (João 14,30), quanto espiritual (Efésios 6,12), o lado espiritual de cada um, representado pela sua fé é colocado em cheque. E aí residem muitas das quedas e destruições familiares. Se as coisas vão bem, graças a Deus, muitas vezes não agradecemos, mas, se as coisas vão mal, prontamente lembramos de Deus, para pedir socorro, com pedidos feitos na forma de orações ou reclamações. E quando o tempo de Deus é diferente do nosso, porque ele quer nos ver crescer no amor, nossa fé que pensávamos ser boa, sólida e consistente, se revela frágil e muito debilitada.

Neste ponto podemos perceber claramente como Deus é bondoso, amoroso e misericordioso ao nos tratar assim, pois se nos tratasse como merecemos o que seria de nós (Salmo 102,10)? Ou nos tratasse conforme nossa fé, o que restaria na resposta de nosso amor? Sejamos francos e honestos. Jesus alertou que se tivéssemos fé como a de um grão de mostarda moveríamos montanhas (Mateus 17,20). Ele quis nos alertar que não podemos deixar essa plantinha definhar, atrofiar, minguar. Ela, a fé, irá nos manter firmes na caminhada e não desistir. Por isso, Deus foi logo nos concedendo esse dom. Bem sabia ele que, se nos faltasse um “porquê” não suportaríamos o “como” estamos vivendo. Sejamos então conscientes a este respeito. Nossa fé precisa ser católica, precisa ser uma fé no todo e não só na parte da recompensa prometida. Precisa ser uma fé que acredita que depois da peregrinação rumo ao calvário, vem a ressureição do terceiro dia para a vida eterna. Assim como precisamos ter hábitos de vida saudáveis, boa alimentação, bom descanso e fazer exercícios regulares, tratando nosso corpo de acordo com a sua natureza, de igual modo, precisamos manter a preguiça vocacional longe e exercitar nossas práticas religiosas diariamente se quisermos atravessar este vale de lágrimas onde na outra margem, Jesus nos espera com a coroa da glória eterna.


fonte: Jefferson Roger
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Meu casamento vai mal! - Será?

Para muitas pessoas, quando Deus disse que não era bom que o homem vivesse só e, portanto, iria criar uma companheira para ele (Gênesis 2,18), esta questão soa um tanto desagradável. Parece que Deus esqueceu de avisar para a companheira do homem, que o homem é um ser danado de complicado e esqueceu de avisar a mulher que ela tinha que ser uma “companheira agradável” e não uma “sarna” que não para de tumultuar a vida do homem.

Porém, muito na contramão do que as coisas parecem, disse Jesus, “no princípio não era assim” (Mateus 19,8). Antes do pecado original o ser humano vivia em completa harmonia com seu criador, que descia todas as tardes para passear no jardim com suas criaturas (Gênesis 3,8). Mas, os anjos de Deus, cuja tradição da igreja nos ensina que foram criados para servir ao homem entraram nesta equação divina a contragosto motivados pelo anjo caído Lúcifer. Ele, que se opôs a este desígnio divino, pois como criaturas superiores ao homem, não queria aceitar a vontade de Deus, rebelou-se, revoltou-se e desobedeceu diretamente ao Altíssimo. Então criou sua invenção angélica chamada pecado e conseguiu infundir na criação, que já possuía o livre arbítrio, o pecado e a concupiscência. Pronto, feita a burrada, o pecado entrou no mundo e toda a criação foi manchada em sua substância (Romanos 5,11-15). É por isso que todos nascemos com o pecado original, isso herdamos pela substância.

E assim a humanidade embarcou em sua caminhada de volta para a sua origem. A gravidade do pecado e de todo o mal é de dimensão tão grande que muitas pessoas não se dão conta do terrível veneno que isso promove em suas vidas. Já na vida a dois, que como vimos desde a criação foi desejada, pensada e criada por Deus, o convívio passou a acontecer a duras penas. Agora com o conhecimento do bem e do mal, através do fruto proibido que foi a moeda de troca que se aceitou pela desobediência direta ao criador, homem e mulher que são vocacionados ao matrimônio, destinados desde sempre a se unirem numa só carne, enfrentam um percurso que exige esforço contínuo de ambas as partes. E muito esforço!

No entanto é preciso dizer que Deus jamais inventaria algo que nos prejudicasse. Isso não é de sua natureza. Deus que é amor (1ª João 4,8) não iria se contradizer quando disse que a sua criação, o homem, é algo de “muito bom” (Gênesis 1,31) e mais adiante, iria criar o mal para deixar o homem em maus lençóis, para que ou ficássemos na frigideira ou caíssemos na fogueira. Longe disso, o mal que existe no mundo acontece por permissão divina e não por sua criação, isso precisa ficar bem claro a todo cristão.

E por que Deus permite o mal? Porque de um mal sempre Deus pode tirar algo de bom. O mal é permitido para nos fazer crescer no amor. Portanto, se sofremos no casamento, se passamos dificuldades físicas, dificuldades financeiras, problemas de ordem social originados pela humanidade e problemas de tantas outras naturezas, saibamos nós que todas essas coisas não são frutos do mal. As pessoas confundem as coisas e acham que todo o sofrimento é um mal, toda a dificuldade é um mal, todos as discussões que as vezes são muito acaloradas dentro de casa são um mal. Mas nem sempre o são. Tudo depende da finalidade e aqui é preciso sermos sóbrios e vigilantes (1ª Pedro 5,6-11) porque se estamos submissos e humilhados sob a mão de Deus dizer que o casamento vai mal o entristece, porque falando assim estamos agindo como fariseus.

“Quem não vive aquilo que crê, termina crendo naquilo que vive” nos recorda São Tomás de Aquino. Sob o olhar sobrenatural que somos convidados por Cristo a lançar em nossas vidas, iremos compreender que não é possível um casamento ir mal. O casamento pode não ir bem, porque está se passando por dificuldades de algum tipo, já falamos sobre isso. Mas, também já vimos que tudo isso são provações e tentações. Se não fosse assim, o casamento teria sido criado por Deus e ele nos obrigado a casarmos apenas para sermos, castigados, sofrermos e sermos punidos, mas não é nada disso.

Tanto é verdade que fazer do casamento um produto para poder trocar de casamento descartando pessoas e deixando restos familiares para trás isso sim é um mal, isso sim é o resultado tão esperado pelo demônio, porque neste resultado vemos a finalidade do diabo. Fiquemos firmes com o ensino de São Tomás e acreditemos primeiro, para depois colocar em prática. Isso é a fé, uma certeza a respeito do que não se vê. Deus nos garantiu através de seu filho, o Verbo Encarnado, uma felicidade eterna, mas o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam (Mateus 11,12). Por que dar ouvidos ao diabo? Um lobo em pele de cordeiro?


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Para os outros tudo é mais fácil

1ª Pedro 4,12-19 - Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem.

Pois bem caros leitores, assim como este pequeno trecho bíblico, tantos outros são escolhidos para não serem escolhidos. Explico. A tendência humana de se afastar de Deus, graças a sua natural concupiscência, que deve ser combatida por toda a vida, leva muitas pessoas a quererem da palavra de Deus apenas os trechos que são mais agradáveis ao coração e que não exigem grandes sacrifícios de nossa parte. Em geral são aqueles trechos que falam das coisas boas e das promessas e direitos.

Só que, assim como uma moeda tem dois lados e é impossível não ser assim, da mesma maneira a palavra de Deus nos apresenta os direitos e os deveres que o filho deve ter, ser e fazer com relação aos mandatos e as graças de Deus. Como podemos querer que Deus nos atenda se não nos comportamos como filhos seus? E mais, como podemos querer que nos atenda em nossas necessidades se elas não são o que de fato precisamos, e sim o que queremos? Deus não é um vovô bonzinho e nem o papai noel.

Para muitos, ele é a imagem vendida pelo diabo de que Deus é um desmancha prazer. De que este Deus quer que soframos se quisermos ir ao céu, enquanto para outros de nós a vida corre mais facilmente. A pessoa nem “vale nada” e tudo na vida para ela se ajeita. Tem bom emprego, vida boa, casa boa, carros na garagem, bastante dinheiro, boas roupas, viaja bastante, que vidão elas tem. E eu, tudo para mim é uma dificuldade para conseguir, tudo é na base do sofrimento. Que injustiça.

Assim pensam muitos de nós. E talvez, em qualquer momento de nossas vidas, cada um de nós também pensou assim. Se isso aconteceu vivíamos numa fase da vida em que estávamos longe de Deus e afastados daquilo que ele quer de nós. Não cobiçar as coisas alheias diz o décimo mandamento e não cobiçar a mulher do próximo diz o nono. Deus é claro em seu mandato e nos adverte que não nos é permitido “olhar” para o que o outro tem com um olhar de desejo e cobiça, pois isso nos leva também a pecar contra o sétimo mandamento, não roubar, e todos nos levam a pecar contra o primeiro mandamento. Mandamento este que é muito esquecido quando se vai ao confessionário. Sim, porque se eu amo a Deus sobre todas as coisas, com todo o coração, alma e entendimento, não irei roubar, não irei cobiçar a mulher do próximo e nem as coisas alheias, e tudo isso, por amor a Deus.

Quando nos preocupamos com a vida do outro e não com a nossa, nisso reside um erro e erros não nos levam para uma direção que nos permita fazer o que é certo. Isso é impossível acontecer. Se quero chegar a um destino e pego a estrada errada me será impossível chegar no local desejado. Assim deve ser nosso proceder, nos ensina Jesus. Cada um tem a sua cruz e desejar ter a vida de alguém, que no fundo nada mais é que desejar ter a cruz desta pessoa, é uma ofensa que muito entristece a Deus, que pensou para cada um de nós a vida que levamos. Cada um de nós, que somos únicos no mundo, recebemos de Deus os dons que para o bem comum devem ser utilizados. Não nos cabe entristece-lo e nos revoltarmos contra ele como se tivéssemos a dizer para Deus: você errou! Por que esta revolta, que manifestamos com nosso livre arbítrio, faz com que aquilo que Deus pensou para nós em termo de vida, se transforme naquilo que vivemos. E os culpados somos nós mesmos. O que eu fiz para Deus? – muitos se perguntam. A resposta é simples: virei as costas para ele e agora vivo aquilo que escolhi como na parábola do rico e Lázaro (Lucas 16,20-31).


fonte: Jefferson Roger
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O perigo do "ex"

Livro do Eclesiástico (trechos do capítulo 07 e 09) - Não te afastes da mulher sensata e virtuosa que te foi concedida no temor do Senhor; pois a graça de sua modéstia vale mais do que o ouro. Se tiveres mulher conforme teu coração, não a repudies, e não confies na que é odiosa. Não lances os olhos para uma mulher leviana, para que não caias em suas ciladas. Não detenhas o olhar sobre uma jovem, para que a sua beleza não venha a causar tua ruína. Nunca te entregues às prostitutas, para que não te percas com os teus haveres. Desvia os olhos da mulher elegante, não fites com insistência uma beleza desconhecida. Muitos pereceram por causa da beleza feminina, e por causa dela inflama-se o fogo do desejo. Toda mulher que se entrega à devassidão é como o esterco que se pisa na estrada. Muitos, por haveres admirado uma beleza desconhecida, foram condenados, pois a conversa dela queima como fogo. Nunca te sentes ao lado de uma estrangeira, não te ponhas à mesa com ela; não a provoques a beber vinho, para não acontecer que teu coração por ela se apaixone, e que pelo preço de teu sangue caias na perdição.

Caros leitores, com estes dois pequenos trechos da sagrada escritura estamos a refletir um pouco sobre a realidade dos relacionamentos que terminaram e não terminaram. Aí está o perigo. Assuntos inacabados, pendências ou então afinidades que permaneceram, tudo isso se torna combustível nas mãos do inimigo que sabe muito bem como utilizar o material humano para promover a destruição das famílias e seus lares. Se uma enquete fosse lançada com o tema: você procurava uma namorada e nada conseguia, mas quando finalmente encontrou alguma o que aconteceu? Alguns poderão responder que outras mulheres começaram a “dar em cima” dele, o mesmo valendo para as mulheres, outros homens começaram a “dar em cima” dela. E depois que o namoro se torna noivado, aumenta a pressão. Depois que se torna casamento, a pressão não para porque agora satanás tem maior ânimo ainda para separar os casais, que estão caminhando sob o olhar de Deus.

E tanto é o ódio do diabo que ele, sempre na crista da onda, não se faz de rogado e utiliza também da modernidade tecnológica do mundo para espalhar suas tentações e perdições na humanidade. Os aplicativos de redes sociais estão entre os primeiros quando o assunto é pornografia, fornicação, adultério, separações e toda forma de prazer carnal. As estatísticas confirmam pelo mundo afora, que já estão entre os principais veículos motivadores de separações no casamento as ferramentas sociais. O sujeito passa horas “investigando” a vida alheia curiosamente. Procura encontrar antigas amizades e procura encontrar pessoas em semelhantes situações. Poderia passar esse tempo com sua família... Vejam bem, não estamos aqui neste artigo a falar mal da internet e dos variados aplicativos que existem. O que se está dizendo é que eles contribuem, e muito, para a desgraça na vida das pessoas.

Por ser de tão fácil acesso, a tentação da curiosidade, o desejo de preencher seus vazios no coração, a vontade de experimentar coisas novas e tantas outras coisas acabam por conduzir a desatenta pessoa ao conhecido desconhecido mundo dos erros e pecados. O marido briga com a mulher e na internet procura marcar um encontro com a ex. Que do homem só quer o prazer. A mulher casada não encontra no marido mais o fogo que viveu no namoro e pelo facebook procura sair com seu ex-colega de escola, que para sua surpresa, também está passando por momentos difíceis em seu casamento. Ambos trocam ombros amigos que evoluem para saciarem carências afetivas e sexuais e com pouco tempo, aquela amizade do passado, que escondia algum sentimento que não foi correspondido, hoje dá lugar a uma aventura que nunca irá ter final feliz.

A palavra de Deus nos alerta: Livro do Eclesiástico 3,27 - Quem ama o perigo nele perecerá. Livro dos Provérbios 28,26 - quem caminha com sabedoria, escapará do perigo. O prefixo ex remete a acontecimentos passados. E tantos estes acontecimentos, como tudo que lhe envolveu devem permanecer exatamente aí, no passado. O passado deve ser tratado com o olhar de um museu. O passado pode ser contemplado, mas o que passou ficou nas páginas viradas da vida. Agora é o presente que Deus nos concede, que nos movimenta. O passado ou nos serve de lição, de aprendizado, de grandes recordações ou de grandes lembranças, sejam elas tristes ou alegres. Com o passado podemos aprender pois muitas coisas que estão nele deixaram marcas em nossa vida. Marcas que servem para nos recordar que não devemos repetir erros e que devemos melhorar os acertos.


fonte: Jefferson Roger
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Terremoto na Itália

Mais um acontecimento de grande proporção assolou nosso planeta, e falo aqui de acontecimentos de ordem natural. Desta vez, foi na Itália e mais uma vez, como sempre tem acontecido pelos continentes afora, Deus em meio a um mau sempre pode colher algo de bom. E aqui, qual é a mensagem?

Os relatos estão espalhados pelos noticiários. Quando acontece alguma tragédia sempre é possível encontrar alguma expressão da vontade divina representada como testemunho daquilo que a fé, dom de Deus, procura manter acesa no coração dos fiéis. Para o fiel católico não existe coincidência, porque essa tal coincidência é uma expressão utilizada para tentar afastar a verdade demonstrada aos olhos de todos.

Neste mês, o forte terremoto na Itália, que deixou mortos, feridos e prejuízos naquele país, sobressaiu nas manchetes dos noticiários não laicos, com a notícia de que foi encontrada em meio a escombros, uma imagem intacta da Virgem Maria. O local era uma capela situada na cidade de Pescara del Tronto, uma região próxima ao centro do abalo.

Segundo a imprensa italiana a imagem de Nossa Senhora estava dentro de um nicho de cristal situado a dois metros do chão. Como se pode ver na foto, apesar da violência do tremor que pôs abaixo a pequena igreja, nada aconteceu com a imagem da Virgem Santíssima. Tudo veio abaixo, mas a representação de Maria Santíssima não sofreu dano algum.

Aos italianos ficou a mensagem do cuidado que Deus tem do seu povo através da intercessão maternal de Maria. E a todos nós católicos fica mais uma vez o lembrete de que “de Deus não se zomba” (Gálatas 6,7). Se o Criador quis servir-se de Maria na encarnação do Verbo (Lucas 1,28-38) para a salvação da humanidade, e quis servir-se de Maria na redenção e salvação da humanidade (João 19,25-27), cabe aos seus filhos adotivos compreender e aprender da palavra de Deus, qual é o seu anseio e desejo para conosco.

Quem conhece melhor o seu filho se não a sua mãe? Podemos ir diretamente a Jesus? Podemos sim! Mas é uma caminhada difícil. Por que não nos aproximarmos de Jesus através de sua mãe? Pois ela, que o conhece melhor que ninguém, nos foi confiada pelo Pai. Deus quis que seu filho unigênito viesse até nós pelo caminho que é Maria e este caminho quis que ficasse aberto para que nós sigamos até Jesus.

Quem acolhe a mãe recebe o filho. Pois Maria é a doçura de Deus, que nos recorda como Jesus quer que vivamos. Ela que viveu ao seu lado, carregou no ventre, criou, educou, alimentou e foi sua discípula, é a primeira catequista. Aquela que sabe como ninguém ensinar como andar pelo caminho que nos leva ao seu filho Jesus. Ele, que é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai senão por Ele (João 14,6), se alegra imensamente quando amorosamente buscamos o auxílio de Maria. Amar Maria Santíssima significa entregar-se plenamente a vontade de Deus de nos configurarmos a Jesus na vivência de seu evangelho.

Que este trágico, mas profético episódio, que mais uma vez nos recorda qual é o desejo dos céus, para aqueles que tem olhos e ouvidos (Mateus 13,16-17), possa manter dentro de nós a certeza de que o auxílio maternal da Mãe de Deus jamais nos afastará de Jesus Cristo. Não existe outro desejo da toda configurada Maria senão de que todos os que foram confiados a ela encontrem seu amado Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Isso que dá fazer filho com um velho

Pois bem caros leitores, ao lermos o título deste artigo somos quase que automaticamente remetidos ao fator “idade”. Parece que a frase representa algum tipo de desabafo. Parece que alguém está reclamando por não ter colaboração nas atividades que uma criança recém-nascida necessita e não só isso, esta suposta reclamação parece revelar ainda mais. Vamos acompanhar a questão.

Quando um homem e uma mulher se unem em santo matrimônio, pelo seu livre consentimento mútuo assumem perante Deus uma série de deveres e obrigações. Da parte de Deus, o que ele tem a contribuir é nada menos que suas bênçãos e graças para que o novo casal consiga viver as realidades desse casamento que tem uma finalidade última que é a de levar todos os membros da família para o céu, além de com seu testemunho familiar, encorajar outras famílias a fazerem o mesmo.

Logo no antigo testamento aprendemos que o homem irá ganhar o sustento de sua vida com o suor de seu rosto e aprendemos que a vida do homem é uma luta aqui nesta terra. Nossa Senhora em sua aparição a Santa Catarina Labouré, disse a ela que não prometia felicidade neste mundo, mas no outro. Sendo assim é preciso de antemão estar ciente de que é possível sim, vivermos muitas alegrias no casamento e elas existem, mas, a felicidade tal qual desejamos, pois isto está embutido em nosso íntimo, e foi Deus que lá colocou; essa felicidade é uma meta a ser alcançada e recebida nos céus.

Todavia, para o ser humano muitos detalhes são deixados de lado no percurso da vida e eles, quando esquecidos, tornam a caminhada a dois mais difícil. O marido deixa de amar sua esposa como Cristo amou a sua igreja e se entregou por ela (Efésios 5,25). As mulheres não enxergam no marido a sua outra carne (Mateus 19,5-6) e assim as diferenças que não são compreendidas, respeitadas, assimiladas e toleradas, além dos pecados, fazem com que cada um, ao não abrir mão da justiça, eis o segredo, sintam muita dificuldade em perdoar.

Se a diferença de idade existe então, além da educação familiar que cada um tem de berço e adquiriu no rumo da vida, as discussões começam a envolver ofensas relacionadas com a idade de um dos membros do casal. Se o marido tem mais idade que a esposa e eles concebem outro filho em idade não tão jovial, os afazeres que envolvem o cuidado da criança irão cobrar dos dois, e se o esposo não tiver mais “pique” para encarar a nova jornada, vai pagar o preço.

No entanto pode ser tudo verdade. A reclamação pode ser verdade e antes de tudo um verdadeiro desabafo. Normalmente crianças pequenas, ainda mais aquelas que são amamentadas no peito, desenvolvem um vínculo maior com mãe em certos momentos do dia, e vamos falar mais, em certos momentos da noite também. Vai querer acalmar uma criança que acorda no meio da noite e quer mamar no peito! Nem cantando um cd inteiro ela vai acalmar porque ela quer a sua mãe. Porém o que não se pode deixar acontecer é “rotular” tudo que se passa com o bebê como algo que só a mãe tem que fazer. Nada disso.

Se tem uma coisa que o marido não pode fazer é ficar sentado no sofá assistindo tv enquanto outras obrigações da casa ficam paradas porque a mãe está cuidando do filho recém-nascido. Isso é coisa antiquíssima, de maridos machistas e que não enxergam a mulher que tem, que faz tudo por ele, seus filhos, ainda trabalha e cuida da casa.
Assim como aprendemos na parábola do dono da vinha (Mateus 20), onde São João Paulo II em sua belíssima explicação na exortação apostólica Christifideles Laici, nos ensina que somos chamados por Deus em todos os momentos e idades da vida, assim devemos ser com nossas obrigações em família. Quem se entrega e se abate larga do arado e começa a olhar para trás. Se o peso da idade vem, é preciso aceitar a natureza dos acontecimentos sem revoltas e com paz no coração. Mas, sobretudo é preciso a todo o momento, nessa constante batalha, dar o seu melhor nesta luta, com as armas que em cada época Deus lhe concede.


fonte: Jefferson Roger
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Brigar, Discutir e Xingar

Em Gálatas 5,20-21 aprendemos que brigas, ódios e discórdias entre outras coisas, se praticadas intencionalmente nos afastam de alcançarmos o reino dos céus. Já o verbo xingar é sinônimo de ofender, blasfemar e maldizer, entre outras expressões. Nas sagradas escrituras encontramos um ensinamento que nos exorta a não proferirmos xingamentos em Tiago 3,8-10: A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.

Como vimos caros leitores, nestes dois trechos entre tantos na bíblia, podemos aprender que não convém aos cristãos agir de modo que nosso comportamento seja diferente ao de Cristo. Para isso podemos em nossas orações, recitar o Salmo 118 que nos remete a pedir a Deus força para nos mantermos em seus mandamentos, guarda-los em nossos corações para não nos desviarmos de sua palavra ofendendo-o inclusive na pessoa do irmão. Vejamos:

Salmo 118,10-17 - De todo o coração eu vos procuro; não permitais que eu me aparte de vossos mandamentos. Guardo no fundo do meu coração a vossa palavra, para não vos ofender. Sede bendito, Senhor; ensinai-me vossas leis. Meus lábios enumeram todos os decretos de vossa boca. Na observância de vossas ordens eu me alegro, muito mais do que em todas as riquezas. Sobre os vossos preceitos meditarei, e considerarei vossos caminhos. Hei de deleitar-me em vossas leis; jamais esquecerei vossas palavras. Concedei a vosso servo esta graça: que eu viva guardando vossas palavras.

Muitos poderiam questionar que o Salmo se trata de um pedido para que Deus nos dê forças para não ofende-lo, mas o mesmo se estende ao próximo uma vez que Jesus nos ensina que é para se amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo (Mateus 22,36-40). Mas Jesus vai mais longe. Como bem sabemos ele ensina e dá exemplo. Alguém soube alguma vez que Jesus brigou com alguém, discutiu ou xingou? Claro que sim, claro que ele fez tudo isso e não nos espantemos pois Jesus não os fez por motivos errados. Ele em sua autoridade demonstrou que a verdade imutável não invalida uma atitude que procure defender essa mesma verdade.

Acompanhemos. O evangelho nos relata que um homem procurou os discípulos de Jesus para que eles expulsassem um espírito que possuía seu filho (Mateus 17). Os apóstolos não conseguiram e o homem levou o caso até Jesus. O que aconteceu? O evangelho é bem claro. Naquela altura dos acontecimentos os discípulos já tinham percorrido uma caminhada de fé e catequese diretamente na fonte. Não sei você caro leitor, mas imagine só receber um ensinamento direto de Jesus? De carne e osso? – como os discípulos de Emaús (Lucas 24)?

Bom o fato é que Jesus vendo a condição dos discípulos, depois de tanto que ele tinha feito e ensinado se irrita com eles. E briga! Vejam só: Mateus 17,18 – “Respondeu Jesus: Raça incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Até quando hei de aturar-vos? Trazei-mo.”

Já as discussões vemos muitas nos evangelhos. Sempre os mestres da lei e os fariseus, chamados de hipócritas por Jesus, o confrontam por toda a parte. E Jesus fica quietinho acoado? Mas de jeito nenhum. Ele entra em discussão e prova por A + B qual é a verdade. E percebam que quando ele “xinga” os fariseus de hipócritas seu intuito não é ofender e sim desmascarar, trazer a luz o que estava nas sombras.

Por isso que a maravilhosa palavra sagrada da bíblia nos ensina a sermos imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1), pois desta forma, até nos momentos difíceis não iremos agir em desacordo com a vontade de Deus. Jesus é a prova de que com qualquer sentimento que tenhamos não precisamos deixar de lado o bom comportamento cristão, exatamente como os santos fizeram.


fonte: Jefferson Roger
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Porque os casamentos santificam

Antigamente, quando duas pessoas queriam se casar, e este antigamente era bem antigamente mesmo, bastavam elas se unirem em comum acordo, anunciarem publicamente o que acontecia mediante uma festa e pronto. Aquilo já era sacramento, mesmo que elas nem soubessem. Depois, mais adiante, o casal se dirigia até uma igreja para receberem a benção do sacerdote, que era e é dirigida para a mulher, porque ela é quem irá arcar com a responsabilidade da maternidade.

No entanto o tempo se passou e começou a banalização do sacramento. As pessoas viviam numa época de comércio ambulante, viagens e colonizações, e aos poucos os homens daquele tempo casavam-se num local e posteriormente casavam-se em outra região e dessa forma atraíam para si uma grande inimizade de Deus ao promoverem essa infeliz atitude.

Porém, a igreja de Cristo, em sua sabedoria conduzida pelo Espírito Santo normalizou o ritual do sacramento para os moldes que conhecemos hoje. A fim de preservar a dignidade do sacramento e dos nubentes. Claro que mesmo assim, todos nós sabemos também, que até os dias de hoje, muitos por conta própria continuam a menosprezar o santo sacramento do matrimônio. Negam a graça instituída por Jesus para viverem esta condição e agindo por forças próprias caminham com muito mais dificuldade.

Jesus, que conhece o desafio de um casamento, mesmo tendo nunca se casado, porque ele é Deus com o pai, não desamparou ninguém que foi chamado à esta vocação. Há quem diga que o casamento é uma luta constante. Eu gosto de dizer que ele por si só é uma grande cruz. Dentro de um casamento, santamente erguido, acontece o nascimento de uma igreja familiar, uma igreja doméstica. Ali neste pequeno espaço tudo acontece. E tudo que acontece no mundo tende a passar pelo casamento. Afinal o casamento não é vivido em uma catacumba, escondida nas profundezas de alguma caverna subterrânea.

É preciso pensar assim: eu me caso para ajudar minha esposa a se santificar e se salvar. Me caso para ajudar meus filhos a se santificarem e se salvarem. Me caso para que meu testemunho de casal ajude outros casais a se santificarem e se salvarem. Se não pensarmos assim, estamos a brincar de casinha porque não queremos levar nada a sério. Esquecemos que Deus não leva nada na brincadeira e quando não nos comportamos como seus filhos, deixando de levar tudo a sério, damos a ele muito desgosto e muita tristeza, agora que é o tempo da misericórdia. Digo agora porque depois que nosso tempo por aqui terminar, será a hora de enfrentar Jesus o justo juiz.

Na frente dele não vamos convence-lo de nada, só iremos prestar contas de nossas obras e o pano de fundo que será usado é a verdade de Jesus e não a nossa. Dizer para o salvador que agi assim por causa disso ou por causa daquilo não passará de desculpas. É melhor tratarmos disso enquanto é tempo. Casamentos difíceis, sofridos e cheios de desafios, muitos encaram como algo ruim. É exatamente o contrário. Casamentos assim estão cheios de oportunidades para nos santificar já dentro de nossas casas, buscarmos a Deus cada vez com mais força e mirarmos nossa meta no comportamento de Jesus, Maria e José. Quanto mais cedo compreendemos essa realidade, mais felizes seremos, abrindo mão da justiça para perdoar.

As discussões matrimoniais e em família são o que nos lapidam. A cada desbaste que sofremos por conta das dificuldades nunca podemos esquecer que sairemos do outro lado com uma forma diferente, mais parecidos com Jesus e mais conformes à vontade do pai.


fonte: Jefferson Roger
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Perder a cabeça

Dentro das celebrações da santa igreja, o dia 29 de agosto é destinado à celebração do martírio de São João Batista, aquele que não era nem “digno de desamarrar as sandálias” de Jesus. O precursor do salvador que veio preparar o caminho do anunciado e esperado Messias. O nascimento de João Batista é celebrado em 24 de junho e na data de hoje (29/08) a sua morte. Por não fugir a verdade foi decapitado no cárcere a mando de Herodes. Porém sua vida e missão não passaram por covardia nenhuma e seu testemunho de vida até os momentos finais nos deixam imensas lições de vida que contribuem para a nossa salvação.

Em Efésios 4,26-27 está escrito: “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.” E a mensagem não deixa dúvidas nenhuma de que, quando ficamos com raiva, estamos sujeitos a cometer atos impensados meio que motivados pelos impulsos. Pior ainda é se, como diz a sagrada escritura, deixarmos as adversidades que enfrentamos nos acompanharem pela vida, pois elas nos enfraquecem se não nos colocarmos sob os cuidados de Deus. Agindo assim, como nos diz na bíblia, abrimos espaço para que nosso cruel inimigo possa agir.

Nessas horas é que “perdemos a cabeça” e fazemos nossas “burradas”. Assim como a “mulher” de Herodes, que adulterava publicamente e por isso era denunciada por João Batista, a ponto de nutrir ódio mortal contra o profeta, assim comportam-se as pessoas que se desviam do caminho estreito, íngreme e pedregoso que é o caminho que nos leva ao céu. No entanto é bem importante perceber que quando “perdemos a cabeça” antes, já perdemos o nosso coração.

Jesus nos ensina que onde está nosso coração ali está nosso tesouro. Nossa alma que é inquieta porque tem sede de Deus e não se cansa enquanto não volta para ele, atormenta nosso coração noite e dia para que não esqueçamos dos nossos objetivos principais na vida. O contrário disso é o que quer o diabo. Para ele, não interessa termos Deus no coração. Dessa forma não teremos espaço para suas tentações e toda a investida dele irá parar numa barreira impenetrável pois se temos Deus no coração e nele Jesus e o Espírito Santo fazem morada (João 14,23), não há como ceder aos prazeres mundanos e a sentimentos impulsivos.

Por isso é tão importante cuidarmos do coração espiritualmente falando, assim nos ensina Jesus. Porque, lembremos mais uma vez, se “perdemos a cabeça” e cometemos os nossos pecados saibamos que já a algum tempo “perdemos nosso coração”. Se a cabeça está “poluída” com pensamentos distantes do que aprendemos no evangelho tomemos cuidado, nosso coração não está preenchido somente de Deus.

E nós podemos querer agir politicamente, permitindo que haja espaço para as coisas do mundo e do céu dentro de nossos corações. Começamos concedendo 10% de espaço, tomamos gosto, depois concedemos mais 10% e tomamos mais gosto. Adiante concedemos mais um pouco, e mais um pouco e assim por diante. Quando dermos por conta estaremos prostrados e escravos dos caprichos do mundo, egoístas e cheios de maldade (Romanos 1,29-31). Se a este ponto chegamos ou estamos nos dirigindo, acordemos. O pai misericordioso está de braços abertos aguardando nossa conversão, nosso arrependimento e nosso pedido de perdão. Ele nos espera para festejar, como aquele pastor que deixou as noventa e nove ovelhas para buscar a que tinha se perdido. Quanto mais ouvidos damos ao mundo, menos ouvimos a Deus.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Deus e o suicídio

Queridos leitores, se porventura alguma vez procurastes na bíblia sagrada alguma coisa sobre suicídio e explicitamente não encontrastes nada, posso te dizer que isto é apenas aparência porque existe sim, um ensinamento que é inclusive direto sobre o suicídio. Antes, porém, vamos dar uma olhada na origem da palavra. Ela tem origem do latim “suicidium”, formada por “sui” que quer dizer “de si mesmo” e derivada de “caedere” que quer dizer “bater, golpear, matar”. Pois bem, logo no início da bíblia, no livro do Êxodo, quando Deus nos dá os dez mandamentos, vemos que inserido neles estão o mandamento de “não matarás”, confirmado na nova aliança por Jesus (Mateus 19,18). Portanto a lei de Deus, que continua valendo, pois foi confirmada por Jesus, nos ensina que tirar a vida é ofensa grave contra Deus e por isso pecado mortal, não importando qual vida é, se a de alguém ou a própria.

Também nas sagradas escrituras encontramos alguns relatos sobre o suicídio, tanto no antigo testamento, como por exemplo, Juízes 9 e 1ª Samuel 31; com no novo testamento em Mateus 27,5: “Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se”. Aqui o versículo se refere ao apóstolo traidor Judas. Ele, segundo as escrituras, cometeu uma das seis formas de pecado contra o Espírito Santo, que é o pecado do desespero. Através do endurecimento do coração e com isso a incapacidade de achar que o pecado, qualquer pecado pode ser perdoado, porque a misericórdia de Deus é infindável, a pessoa não procura mais as soluções divinas e sim busca suas próprias soluções porque não acredita mais que Deus é maior que qualquer pecado. Eis o pecado do desespero. Isto foi o que aconteceu com Judas e esta é a mensagem contida no evangelho.

No entanto, não nos é possível enxergar o coração de cada um, isso cabe a Deus. Tanto é que não nos foi ensinado por Jesus que devemos julgar o interior das pessoas, pois isso não nos cabe. O que devemos ter ciência é, mais uma vez que, nosso afastamento de Deus abre as portas do coração e mente para a investida do inimigo e, a partir disso, passamos a ser um alvo fácil porque deixamos de contar com o auxílio divino. Sobre vem então os maus pensamentos.

O livro do Eclesiástico 22,23 vai nos dizer que “O coração medroso do insensato jamais tem temor em seus pensamentos; assim também o que não se apoia nos preceitos divinos”. E também em Eclesiástico 30,22-25 que “Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti, pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma".

Sendo assim, apoiados na palavra de Deus, que nos impulsiona em meio as turbulências, se nutrirmos diariamente nossa fé, somos motivados como vemos no livro do Eclesiástico a nos mantermos longe do mundo e próximos de Deus, até em pensamentos.
Deus, que nos quer todos no céu, se entristece muito quando alguém rejeita tudo que vem dele e se precipita a tirar sua vida, por não compreender tudo que o seu amor, sempre exigente nos concede. De qualquer forma, nada nos separará do seu amor (Romanos 8,31-39), e como ensina São João Maria Vianney, sempre existe tempo entre a ponte e o rio para aquele que, com uma pedra amarrada ao pescoço está a se suicidar. Isto ele disse a uma viúva que aos prantos contava ao bom santo que o marido tinha se atirado da ponte.

Com certeza, primeiramente Deus vê o suicida com grande tristeza. Afinal é seu filho e escolheu livremente abrir mão desse dom de Deus chamado vida. Sua morte voluntária trouxe também muita tristeza aos que o conheciam. Mas, pior que isso. Graças ao seu livre arbítrio concedido a todos por Deus, e sua prematura partida para o outro lado da vida, lhe resta sobretudo, arcar com seus atos e consequências pois do juízo particular ninguém está dispensado. Jesus que é misericórdia, mas é justo juiz é que irá nos julgar, e se até ele formos apressadamente e de forma irresponsável e inconsequente, sem dúvida teremos menos obras e coisas boas para apresentar. Pode ser que o suicida, por estar em alto grau de depressão, já tenha se tornado escravo do pecado e sem liberdade alguma tira a sua vida. O que pensar?

Simples, mais uma vez. Não nos cabe filosofar sobre aquilo que não sabemos e nem supor que Deus agiria desse ou daquele modo. O que nos cabe é vivermos segundo o que ele nos ensinou e também com a lembrança do que o apóstolo São Paulo nos recorda em Romanos 12,12 – “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração”.


fonte: Jefferson Roger
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A depressão na bíblia

Olá caros leitores, sejam sempre benvindos. Neste artigo iremos refletir um pouco, com um olhar religioso católico, sobre o tema da depressão que até já recebeu o título de “mal do século XX”. Será que a sagrada escritura tem algo a nos dizer sobre isso? Vejamos:

Primeiramente, vamos esclarecer a origem da expressão para podermos encontrar nos escritos bíblicos o que Deus tem a nos ensinar a respeito disso. A palavra depressão vem do latim “depressus” que significa “abatido” ou “aterrado”. Pois bem, a depressão é caracterizada por um estado emocional de abatimento e infelicidade que pode ser transitório ou permanente. A ciência e a psicologia já bem definiram como consequência de uma ou mais ações na área afetiva/emocional que afetam a pessoa. E também já é sabido que, para alguns níveis depressivos, diagnosticados clinicamente, existe a ajuda da medicina através de medicamentos chamados antidepressivos. E porquê? Porque os distúrbios decorrentes deste abatimento afetam a mente da pessoa. Por isso é que em alguns casos, quando a pessoa não está com a sua razão suficientemente em condições de buscar se levantar, os inibidores químicos, bloqueiam algumas más sensações para ajudar no processo.

Porém, acreditemos, Jesus é o médico do corpo e da alma e nos deixou os sacramentos para nossa salvação e santificação do “corpo e da alma” através da sua igreja. Muitos esquecem deste detalhe e lançam rapidamente seus olhares para os médicos e psicólogos primeiramente. Por que não experimentaram primeiro “ir ao consultório de Jesus”? Uma das coisas que certamente ele tem a nos dizer é que um dos problemas é a nossa fé fraca ou falta de fé. E também vai nos recordar que as coisas do alto vêm em primeiro lugar.

Seguindo então com a questão bíblica, primeiramente podemos recordar o grande exemplo que encontramos no livro de Jó. Sua história é fascinante e nos dá um verdadeiro puxão de orelha. Jó que tinha tudo, era feliz e tudo andava como ele queria, teve sua vida transformada pelo avesso em todas as áreas. Ele sofreu tanto a ponto de entrar em depressão. Isso mesmo, caro leitor, Jó entrou em depressão. E o que fez? Primeiro se lamentou com Deus, depois dirigiu suas orações ao altíssimo aceitando a vontade do Pai. A história de Jó conclui com a mensagem de que Deus provê tudo que precisamos, não o que queremos. Mas esse mesmo Deus, que nos ama, age de modos que não compreendemos. Queremos algo que ele não nos dá e como crianças birrentas nos afastamos dele e abrimos espaço para o inimigo semear em nossos corações e mentes “ideias de soluções” completamente diferentes do que Deus nos propõe.

Jó ficou depressivo e chegou a reclamar com Deus nestes termos: Jó 10,1-3: “A minha alma está desgostosa da vida, dou livre curso ao meu lamento; falarei na amargura de meu coração. Em lugar de me condenar, direi a Deus: Mostra-me por que razão me tratas assim. Encontras prazer em oprimir, em renegar a obra de tuas mãos, em favorecer os planos dos maus?” Mas, como podemos aprender no livro, ele não se revoltou e não blasfemou em nenhum momento. Belo exemplo a seguirmos, um exemplo bíblico.

A bíblia também nos ensina que quando estamos depressivos, que já aprendemos que é o mesmo que dizer abatidos, podemos recorrer aos salmos específicos que nos ajudam a pedir a Deus o seu auxílio porque “O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido (Salmo 33,19).” Salmo 34,14-17 - "Andava triste, como se tivesse perdido um amigo, um irmão; abatido, me vergava como quem chora por sua mãe. Quando tropecei, eles se reuniram para se alegrar; eles me dilaceraram sem parar. Puseram-me à prova, escarneceram de mim, rangeram os dentes contra mim. Senhor, até quando assistireis impassível a este espetáculo? Arrancai desses leões a minha vida, livrai-me a alma de seus rugidos".

Salmo 37,7-16 - "Estou abatido, extremamente recurvado, todo o dia ando cheio de tristeza. Inteiramente inflamados os meus rins; não há parte sã em minha carne. Ao extremo enfraquecido e alquebrado, agitado o coração, lanço gritos lancinantes. Senhor, diante de vós estão todos os meus desejos, e meu gemido não vos é oculto. Palpita-me o coração, abandonam-me as forças, e me falta a própria luz dos olhos. Amigos e companheiros fogem de minha chaga, e meus parentes permanecem longe. Os que odeiam a minha vida, armam-me ciladas; os que me procuram perder, ameaçam-me de morte; não cessam de planejar traições. Eu, porém, sou como um surdo: não ouço; sou como um mudo que não abre os lábios. Fiz-me como um homem que não ouve, e que não tem na boca réplicas a dar. Porque é em vós, Senhor, que eu espero; vós me atendereis, Senhor, ó meu Deus".

Como vimos queridos leitores, temos a nossa disposição todo o auxílio celeste. O exemplo de Jó e de como Deus age com os abatidos, os salmos para bem pedirmos a Deus suas graças, temos a mão carinhosa e o manto protetor da Virgem Maria e as chagas de Cristo com seu Sagrado Coração para nos protegerem, ensinarem e nos acompanharem rumo a porta estreita. Nunca se ouviu dizer que quem recorresse a Jesus e Maria ficasse desamparado.

Sou testemunha desta realidade, meu inseparável Rosário de todos os dias não me deixa perecer neste vale de lágrimas porque Maria nos quer conduzir ao seu filho, o qual é caminho, verdade e vida e ninguém vai ao pai se não por ele. Para mim, um dia sem Jesus e Maria me faz um mal muito grande para minha alma. Eu não sou mais, depois que descobri o Sacratíssimo Rosário, capaz de abandonar Jesus Ressuscitado e Maria Santíssima.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Deixar a igreja é um absurdo

O abandono de Cristo começa quando se nega, os Sacramentos, o primado do Papa e a comunhão dos santos.

Primeiro, porque foi Ele próprio quem disse aos Apóstolos: "Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita" (Lucas 10,16), isto é, "tudo o que é dito pelos santos apóstolos deve ser aceito, porque quem os escuta, escuta a Cristo. Inevitável é, pois, a pena dos hereges, que rejeitam as palavras dos apóstolos".

Segundo, porque a Igreja é o corpo místico de Cristo (Colossenses 1,24). Ora, como é possível amar a cabeça e desprezar o corpo? A caminho de Damasco, o temente Saulo de Tarso descobriu que a experiência com Deus está intimamente ligada à pessoa de Jesus Cristo, e esta, por sua vez, é indissociável da Igreja (Atos 9,4-5). Cristo está realmente presente naqueles que O amam e comungam de Seu Corpo e Sangue, na Eucaristia, como Ele mesmo prometeu: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada" (João 14,23); "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós" (João 6, 53).

Além disso, sem a Igreja, Jesus figuraria apenas como um homem do passado, uma personagem distante da história, com a qual a modernidade sequer precisaria ter contato. Suas histórias não passariam de algumas lendas contidas em páginas amareladas, que as pessoas às vezes escutam para se entreter umas com as outras. A missão de Nosso Senhor, porém, não admite esse tipo de tratamento. Ele realmente veio para salvar todos os homens e comprá-los, todos, com o Seu sangue derramado na Cruz. Não se limitou a ensinar algumas lições bonitas e instruir os homens de Seu tempo, mas agiu efetivamente para dar vida divina a toda a humanidade (2 Pedro 1,4) e conduzi-la ao Céu.

Para tanto, Ele mesmo instituiu os Sacramentos, através dos quais o Seu sangue redentor é aspergido sobre os seres humanos: no Batismo, eles nascem; na Confirmação, crescem; na Eucaristia, se alimentam; na Penitência, se renovam e purificam; na Unção, se fortalecem; e, na Ordem e no Matrimônio, se santificam. Por meio dessas sete "portas de salvação", pessoas de todos os tempos e lugares podem dizer que estão verdadeiramente em comunhão com Cristo, atestando o cumprimento da Sua promessa de que permaneceria com os Seus discípulos todos os dias, até o fim dos tempos (Mateus 28,19-20).

A esta única Igreja Cristo se uniu; por esta única Igreja ofereceu o Seu sacrifício de amor (Efésios 5,25). É, pois, também a ela que deve permanecer unido quem quer que se queira aproximar de Nosso Senhor.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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O Vidente de Jacareí, SP e Anguera, BA

“Quem quiser acreditar que acredite, quem não quiser, que se dane, me deixe em paz. Passo por cima de todo mundo e faço o que eu quero, “tô” sempre com razão, eu nunca erro eu nunca me engano e eu não vou mudar meu jeito de ser e pronto acabou. E quem quiser ficar comigo fique, quem não quiser, me largue e me deixe, não preciso das pessoas pra nada. Como amigo eu sou muito bom, mas como inimigo eu sou melhor ainda”. Quem disse essas palavras foi Marcos Tadeu, o autoproclamado vidente das aparições de Jacareí, em resposta aos católicos que, com a igreja, defendem a reta doutrina católica. Belo perfil e humildade tem esse vidente hein pessoal! E ainda se diz consagrado a Maria. Que sacrilégio, um servo de Maria não age assim (Efésios 5,26).

Pois bem caros leitores, após muitos anos de pesquisas e investigações particulares a respeito das aparições da Virgem Maria pelo mundo afora, através deste pequeno artigo irei colocar algumas questões que, de antemão, quero deixar claro que são de opinião própria. Adiante... Jesus nos ensinou que pelos frutos conheceremos a árvore (Mateus 6,43-44). E este é o ponto de partida. Além do que, a doutrina da Igreja Católica, através de seu catecismo (nº 65,66 e 67) nos confirma que:

"Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho" (Hebreus 1,1-2). Cristo, o Filho de Deus feito homem, é a Palavra única, perfeita e insuperável do Pai. Nele o Pai disse tudo, e não há outra palavra senão esta. "A Economia cristã, portanto, como aliança nova e definitiva, jamais passará, e já não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo". Todavia, embora a Revelação esteja terminada, não está explicitada por completo; caberá à fé cristã captar gradualmente todo o seu alcance ao longo dos séculos. No decurso dos séculos houve revelações denominadas "privadas", e algumas delas têm sido reconhecidas pela autoridade da Igreja. Elas não pertencem, contudo, ao depósito da fé. A função delas não é "melhorar" ou "completar" a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a viver dela com mais plenitude em determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o senso dos fiéis sabe discernir e acolher o que nessas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou de seus santos à Igreja. A fé cristã não pode aceitar "revelações" que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação da qual Cristo é a perfeição.

Sendo assim, como se vê, por exemplo, em Medjugorje, situada na Bosnia, lá sim, onde as aparições da Virgem Maria acontecem desde 1981, percebe-se os frutos daquele lugar. São centenas de confissões, vocações sacerdotais, celebrações da santa missa, milhares de peregrinos assistidos por sacerdotes, tudo, numa atmosfera perfeitamente cristã; a começar pelos videntes, que estão a dar testemunhos de vida a todo o mundo e estão muitíssimos longe de buscarem a fama ou interesses pessoais. O fenômeno da Bosnia desafia a Santa Sé, que por praxe e prudência, após sua manifestação oficial, que perdura até os dias de hoje, não condenou e nem aprovou a aparição de Maria. Não condenou porque até hoje não se proferiu lá, nenhuma virgula que fosse contra a revelação divina. Não aprovou porque, como as aparições ainda estão acontecendo, é necessário que se concluam para que a investigação da Santa Sé leve adiante o processo. No entanto, o papa Bento XVI interferiu e nomeou uma comissão para apurar de perto o caso que até o momento não pronunciou parecer definitivo, ou seja, está em andamento.

Já em Jacareí a história é bem diferente. Existe uma tentativa da aparição manter-se afastada da igreja católica. Lá nesse local, pregam-se muitas novidades o que vai na contramão da doutrina de mais de dois mil anos e de toda a bagagem histórica de todas as aparições de Maria. Muito diferente também, do vidente Pedro Régis, cidadão da cidade de Anguera, na Bahia. Ele é assistido por um sacerdote, mantém-se em união com a igreja através do Bispo de sua Diocese e tem um comportamento completamente voltado para a linha que nos pede Jesus. As mensagens que a Mãe de Deus revela em Anguera apontam para o evangelho de Jesus e não trazem nenhuma novidade. São apenas lembretes, advertências e exortações de Maria Santíssima, em completa sintonia com todas as suas aparições. Em Jacareí o que se tem lá são novidades, que tem semeado muita confusão na cabeça dos fiéis. Existe sim, muita verdade dita em Campinas, porém, misturada com mentiras e essa não é a catequese que sempre veio da Mãe de Deus.

Portanto, sigamos com Jesus que nos garantiu que o inferno não prevalecerá sobre sua igreja. Jesus sim, não se engana e não engana ninguém. Ele é a verdade e por isso sua mãe Maria Santíssima, quando desce ao mundo a mando de Deus, nada mais faz do que nos recordar a revelação do filho, sempre com seu semblante sério, mas com a pureza e o amor de mãe para com seus filhos (João 19,26). Tudo que passar disso, provém do maligno (Mateus 5,37).

Vídeo do Padre Duarte Souza Lara - Aparições, como discernir
Palestra relacionada ao tema das aparições - duração 1h07min
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Adultério no instagram

Mateus 5,26-27 – “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”. Pois bem caros leitores, Jesus, que não veio para abolir a lei mas leva-la à perfeição (Mateus 5,17), não poderia ser mais direto. A exigência do amor de Deus é tamanha, que para alcançarmos a estatura de Cristo no caminho de nossa santificação, precisamos ter um olhar sobrenatural sobre todas as criações de Deus. Um olhar como o de Jesus.

Toda a nossa existência precisa ser santa (Mateus 5,48), e para isso é preciso também a colaboração do corpo. Nossos sentidos, responsáveis pela nossa interação com o mundo e entre todos os seres viventes, são constantemente foco de investidas do mal com a finalidade de torna-los objetos de nossa queda. O inimigo sabe que a concupiscência existe em nossa natureza humana e pode ser alimentada pelos sentidos e pelas ofertas de prazeres terrenos associados a ganância e ao egoísmo. Por isso mesmo, podendo, o diabo mundaniza a beleza humana sugerindo aos distraídos e afastados de Deus, que pudor e modéstia são coisas do passado. Se você é belo ou bela, ganhe dinheiro com o seu corpo, que mal existe?

E esta tentação tem ganhado cada vez mais adeptos inclusive nos aplicativos de redes sociais. Entre eles, destaca-se neste artigo o instagram. Aplicativo para compartilhamento de imagens e vídeos. Como funciona a coisa. As grandes empresas, de olho no exibicionismo e vaidades de alguns, oferecem um contrato de marketing para a pessoa posar com seus produtos. Uma vez que elas percebem a enorme quantidade de “clicks” por conta da sensualidade intencionalmente exibida, estas empresas querem “usar” o corpo destes internautas, que já se submetem e se promovem às custas de seus corpos, para promover suas marcas e produtos.

O sucesso acontece. Empresas lucram, pessoas lucram e os seguidores que não param de engrossar as fileiras dos que serão condenados ao inferno são o combustível que alimenta toda essa engrenagem maléfica. Todas tornam-se seguidoras dessas mulheres e homens que promovem seus corpos, com fotos e vídeos sensuais, com o propósito de sempre manter acesso o desejo de todos aqueles que estão a olhar estas imagens. Postando fotos e vídeos que quase mostram as partes íntimas, no coração de todos os escravos do pecado, brotam todos os ingredientes que irão afundar mais e mais cada um na lama que leva ao abismo eterno.

Jesus nos alertou sobre se pecar com o pensamento porque, fatalmente, se este princípio de incêndio não for apagado no início, a grandiosa labareda não poderá mais ser contida. Portanto, existe perigo no mau pensamento e sempre deve ser evitado. No entanto, enquanto os cristãos lutam para educarem seus filhos dentro dos valores católicos, o mundo luta para doutrinar a todos com sua receita do ser, ter e poder.

De simples olhadas nestas fotos sensuais, ao vício da masturbação, a uma busca de sites pornográficos, a uma busca de sites de relacionamentos, a uma concretização física do pecado que já está sendo cometido a muito tempo, lá atrás, naquele primeiro “clique” que parecia inofensivo e não tinha nada demais, todos os envolvidos caem por terra, uns adulterando e outros idolatrando, mas, todos, pecando gravemente, ofendendo a Deus e perdendo a única chance de salvar a única alma que possuem. Os prazeres do adultério e da idolatria de pessoas e do dinheiro serve apenas para este mundo. São escolhas que são feitas que apenas geram frutos e obras que colocarão todos que não enxergarem a verdade que liberta (João 8,32) e se arrependerem, na fila da esquerda (Mateus 25,41).


fonte: Jefferson Roger
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Deus ouviu a oração de Suzana

Havia um homem chamado Joaquim, que habitava em Babilônia. Tinha desposado uma mulher chamada Suzana, filha de Helcias, de grande beleza, e piedosa, porque havia sido educada segundo a lei de Moisés por pais honestos. Joaquim era sumamente rico. Junto à sua casa havia um pomar. Os judeus reuniam-se freqüentemente em casa dele, porque gozava de uma particular consideração entre seus compatriotas. Haviam sido nomeados juízes, naquele ano, dois anciãos do povo, aos quais se aplicava bem a palavra do Senhor: A iniqüidade surgiu, em Babilônia, de anciãos juízes que passavam por dirigentes do povo. Esses dois personagens freqüentavam a casa de Joaquim, aonde vinham consultá-los todos aqueles que tinham litígio.

Lá pelo meio-dia, quando toda essa gente tinha ido embora, Suzana vinha passear no jardim de seu marido. Os dois anciãos viam-na portanto todos os dias durante seu passeio, tanto que se apaixonaram por ela e, perdendo a justa noção das coisas, desviaram os olhos para não ver mais o céu e não ter mais presente no espírito a verdadeira regra de comportamento. Ambos foram atingidos pelo amor a Suzana, mas sem se confiarem mutuamente sua emoção. Tinham vergonha de declarar um ao outro o desejo que sentiam de possuí-la. Todos os dias, inquietos, procuravam avistá-la. Uma vez disseram um ao outro: Vamos para casa; está na hora do almoço. Saíram cada um para seu lado.

Mas, havendo ambos retrocedido, encontraram-se novamente no mesmo lugar. Perguntando um ao outro qual o motivo de sua volta, confessaram-se sua concupiscência. Combinaram então um encontro onde a pudessem surpreender sozinha. Enquanto calculavam qual seria o momento propício, eis que Suzana chegou como de costume, com duas empregadas, e tomou a resolução de banhar-se, pois fazia calor. Lá não havia ninguém, salvo os dois anciãos escondidos, que a espreitavam. Trazei-me, disse ela às duas empregadas, óleo e ungüentos, e fechai as portas do jardim, para eu me banhar. O que elas fizeram por sua ordem. As portas do jardim estando fechadas, saíram pela porta do fundo para ir buscar os objetos pedidos, ignorando que os anciãos lá se achavam escondidos. Apenas saíram, os dois homens precipitaram-se em direção de Suzana. As portas do jardim estão fechadas, disseram-lhe, ninguém nos vê. Ardemos de amor por ti. Aceita, e entrega-te a nós.

Se recusares, iremos denunciar-te: diremos que havia um jovem contigo, e que foi por isso que fizeste sair tuas servas. Suzana exclamou tristemente: Que angústias me envolvem por todos os lados! Consentir? Eu seria condenada à morte! Recusar? Nem assim eu escaparia de vossas mãos! Não! Prefiro cair, sem culpa alguma, em vossas mãos, do que pecar contra o Senhor. Suzana soltou grandes gritos, e os dois anciãos gritavam também contra ela. E um deles, correndo às portas do jardim, abriu-as. Com essa balbúrdia, os criados precipitaram-se pela porta do fundo para ver o que havia acontecido. Os anciãos se puseram a falar, e os criados enrubesceram, pois jamais nada de semelhante fora dito de Suzana. No dia seguinte, os dois anciãos, cheios de criminosas intenções contra a vida de Suzana, vieram à reunião que se realizava em casa de Joaquim, marido dela.

Disseram, diante da assembléia: Mandem buscar Suzana, filha de Helcias, a mulher de Joaquim! Foram-na buscar, e ela chegou com seus pais, seus filhos e os membros de sua família. Era delicada e bela de rosto. Aqueles homens perversos exigiam que ela retirasse seu véu - pois estava velada -, a fim de poderem (pelo menos) fartar-se de sua beleza. Os seus choravam, assim como seus amigos. Os dois anciãos levantaram-se à vista de todos, e pousaram a mão sobre sua cabeça, enquanto ela, debulhada em lágrimas, mas com o coração cheio de confiança no Senhor, olhava para o céu. Os anciãos disseram então: Quando passeávamos pelo jardim, ela entrou com duas servas; depois fechou a porta e mandou embora suas acompanhantes. Então, um jovem que se achava escondido ali, aproximou-se e pecou com ela. Nós nos encontrávamos num recanto do jardim. Diante de tal desvergonhamento, corremos para eles e os surpreendemos em flagrante delito.

Não pudemos agarrar o homem, porque era mais forte do que nós, e fugiu pela porta aberta. Ela, nós a apanhamos; mas quando a interrogamos para saber quem era o jovem, recusou-se a responder. Somos testemunhas do fato. Confiando nesses homens, que eram anciãos e juízes do povo, condenaram Suzana à morte. Então ela exclamou bem alto: Deus eterno, vós que penetrais os segredos, que conheceis os acontecimentos antes que aconteçam, sabeis que isso é um falso testemunho que levantaram contra mim. Vou morrer, sem nada ter feito do que maldosamente inventaram de mim. Deus ouviu sua oração. Como a levassem para a morte, o Senhor suscitou o espírito íntegro de um adolescente chamado Daniel, que proclamou com vigor: Sou inocente da morte dessa mulher! Todo mundo virou-se para ele: O que significa isso?, perguntaram-lhe. Então, no meio de um círculo que se formava, disse: Israelitas, estais loucos! Eis que condenais uma israelita sem interrogatório, sem conhecer a verdade!

Recomeçai o julgamento, porque é um falso testemunho a declaração desses dois homens contra ela. O povo apressou-se em voltar. Os anciãos disseram a Daniel: Vem sentar conosco e esclarece-nos, pois Deus te deu o privilégio da velhice! Separai-os um do outro, exclamou Daniel, e eu os julgarei. Foram separados. 52 Então Daniel chamou o primeiro e disse-lhe: Velho perverso! Eis que agora aparecem os pecados que cometeste outrora em julgamentos injustos, condenando os inocentes e absolvendo os culpados; no entanto, é Deus quem diz: não farás morrer o inocente e o íntegro. Vamos! Se realmente a viste, dize-nos debaixo de qual árvore os viste juntos. -"Debaixo de um lentisco", respondeu. "Ótimo!, continuou Daniel, eis a mentira, que pagarás com tua cabeça. Eis aqui o anjo do Senhor que, segundo a sentença divina, vai dividir teu corpo pelo meio". Afastaram o homem. Daniel mandou vir o outro e disse-lhe: Filho de Canaã! Tu não és judeu: foi a beleza que te seduziu, e a concupiscência que te perverteu. Foi assim que sempre fizeste com as filhas de Israel, as quais, por medo, entravam em relação convosco. Mas eis uma filha de Judá que não consentiu no vosso crime.

Vamos, dize-me sob qual árvore os surpreendeste em intimidade. Sob um carvalho. Ótimo!, respondeu Daniel, tu também proferiste uma mentira que vai te custar a vida. Eis aqui o anjo do Senhor, que empunha a espada, prestes a serrar-te pelo meio para te fazer perecer. Logo a assembléia se pôs a clamar ruidosamente e a bendizer a Deus por salvar aqueles que nele põem sua esperança. Toda a multidão revoltou-se então contra os dois anciãos os quais, por suas próprias declarações, Daniel provou terem dado falso testemunho. De acordo com a lei de Moisés, aplicaram o tratamento que tinham querido infligir ao seu próximo: foram mortos. Assim, naquele dia, foi poupada uma vida inocente. Helcias e sua mulher louvaram a Deus por sua filha Suzana, com Joaquim, seu marido, e todos os seus parentes, pois nada de desonesto havia sido encontrado em seu proceder. E Daniel gozou, desde então, de uma alta consideração entre seus concidadãos. Tendo-se reunido o rei Astíages a seus antepassados, Ciro, o persa, subiu ao trono.


fonte: retirado das sagradas escrituras - Daniel cap 13
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

E a maternidade?

O que leva tantas e tantas mulheres pelo mundo afora “abrirem” mão deste dom de Deus concedido unicamente e singularmente ao ventre materno da mulher? Quanto mais o tempo passa mais as mulheres desistem da ideia de serem mães. Como se nunca tivessem tido uma, jogam ao vento uma lista de argumentos que parece cada vez mais engrossar, quando o assunto é não ser mãe.

Algumas são radicais e levam até as últimas consequências a questão. E o mundo, sempre tão acolhedor e amigável as incentiva rotulando a cultura da morte chamada aborto pelo nome de “direitos reprodutivos da mulher”. Dessa forma a natureza geradora de vida criada por Deus que está vinculada ao ato sexual, ato exclusivo dos esposos em santo matrimônio, é por elas rompida. O sexo passa a ser comercializado por causa do seu prazer que oferece e sua consequência, que é o bem mútuo do casal e a geração de vida é jogado no latão de lixo ou empurrado para debaixo do tapete.

Os tão inteligentes seres humanos promovedores das práticas abortivas, também estes já devem ter esquecidos que tiveram uma mãe, insistem no fato de que matar uma pessoa fora do ventre materno é crime, mas, se a pessoa estiver dentro do ventre materno aí tudo bem! Matar um indefeso que vemos é crime agora matar um indefeso que não vemos aí tudo bem!

Valha-me Deus, ainda bem que o Senhor vê no oculto e enxerga o que está nos corações. Pobre dos pecadores como estes que jogam por vontade própria sua glória eterna na lama do pecado que os levará para a condenação eterna. Aos martirizados não nascidos, lhes cabe o céu e o amor infinito de Deus por cada um dos seus, que se configuram ao Cristo.

Porém, o mundo avança e mais pessoas engrossam a fileira dos condenados. Entre elas, mulheres que viram as costas para Deus, negam ou se arrependem do dom da maternidade e cometem as maiores atrocidades contra seus filhos. Mas como diz Madre Tereza de Calcutá, “no final das contas é tudo entre nós e Deus, nunca foi entre nós e o próximo”. O juízo de cada um os aguarda. Vejamos mais um exemplo deste tipo de barbaridade, constantemente noticiada pelos meios de comunicação, que aconteceu esta semana:

“Um caso macabro chocou os moradores de Porto Seguro, no sul da Bahia. Uma mulher forjou o sequestro do próprio filho, de apenas dois meses, após tê-lo afogado no vaso sanitário, cortado o corpo em três partes e escondido dentro de uma panela de pressão e a cabeça em um saco plástico. Na delegacia, Renata Cerqueira afirmou, a princípio, que o filho tinha se afogado acidentalmente na banheira e depois ela teria esquartejado e escondido o corpo. Depois de quatro horas de interrogatório, a mulher confessou que afogou a criança no vaso sanitário e depois cortou em três partes - cabeça, tronco e membro. Ela colocou a cabeça em um saco e escondeu no quarto da mãe e o resto do corpo em uma panela de pressão, que deixou em cima do armário da cozinha. E fez tudo isso por vingança ao ex-marido.”

O que dizer a respeito? Eu que sou pai de três filhas não entendo como olhar para um bebê e ser capaz de fazer o mal sobre ele. Isso tem que ter o dedo do diabo, pois como sempre digo neste blog, isso é atitude de quem não tem Deus no coração. A pessoa abriu espaço para o mundo e satanás e, com um coração soterrado, a mente confusa e a alma afastada de Deus, torna-se marionete, ainda que consciente dos caprichos do inimigo. Não suportam a cruz de cada dia e não imploram a ajuda de Jesus. Desta forma quem se aproxima para “solucionar” seus problemas é a corja satânica que tanto nos odeia e trabalha para nos perder ao inferno.


fonte: Jefferson Roger
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Recordações do Martírio

A parte mais dramática de ser católico reside na vocação de estarmos sempre preparados para o martírio. Ainda que nem todos estejamos marcados para realmente morrer por ódio à Fé, manchetes anunciando a ação mortal do Estado Islâmico e de outros grupos que odeiam a Igreja lembram-nos que também nós podemos receber esse chamado e nos recordam que martírios não são alguma história do passado distante da Igreja, mas uma parte verdadeiramente real de nossa história hoje — em todos os tempos, na verdade.

No último dia 14 de agosto, a Igreja celebrou duas diferentes expressões de martírio, separadas por mais de 450 anos: os mártires de Otranto, na Itália, e São Maximiliano Kolbe, na Polônia. Embora suas histórias façam parte de nosso passado, o exemplo deles pode iluminar nosso presente, ajudando-nos a ver o que podemos enfrentar em nossas próprias vidas e o que devemos fazer para cumprir nossa vocação cristã.

Os turcos do Império Otomano aterrorizaram durante muito tempo o mundo cristão. Liderados pelo feroz sultão Maomé II, o Conquistador, que começou a varrer territórios com apenas 19 anos de idade. Sua meta era dominar todo o mundo cristão mediterrâneo, incluindo Roma. Maomé mandou seu almirante Gedik Ahmed Paxá fazer um ataque surpresa no sul da Itália, começando com a cidade de Otranto, em 28 de julho. Por mais de duas semanas os cidadãos de Otranto resistiram à entrada dos otomanos, rejeitando os seus termos de rendição. Como a cidade possuía uma frágil reserva de 50 soldados, os civis entraram na batalha. Suas defesas porém não durariam para sempre e, no dia 11 de agosto de 1480, os muros da cidade cederam. Os invasores correram à catedral, onde encontraram o arcebispo Stefano Agricoli, velho e débil, vestido com paramentos litúrgicos, rezando a Missa, juntamente com todo o clero e o povo da cidade, pela salvação de Otranto. À vista dos invasores, o arcebispo instou seu rebanho a permanecer fiel à Fé, enquanto ele mesmo era capturado e morto no local. Os padres do lugar, todos reunidos na catedral em torno de seu bispo, foram martirizados do mesmo modo. Foi a vez, então, do resto dos sobreviventes da cidade: todos os homens com mais de 50 anos foram mortos; mulheres e crianças abaixo de 15 anos foram levados como escravos.

Ao fim do massacre, restaram vivos ainda em torno de 800 homens. O almirante Paxá falou com eles, oferecendo-lhes a escolha de converterem-se ao Islã ou morrerem. Consigo o almirante trazia inclusive um padre apóstata, chamado João, usado para chamar os homens a unirem-se a eles, ao invés de morrerem na mão dos turcos. Antonio Primaldi, um velho alfaiate, manifestou-se rejeitando a oferta e encorajando seus companheiros a fazerem o mesmo, morrendo como mártires pela Fé. Todos os 800 homens concordaram e, no dia 14 de agosto, depois de receberem uma última chance de salvarem as suas vidas convertendo-se ao Islã (proposta novamente recusada por todos os 800), todos eles foram mortos, tendo seus corpos sido depositados em uma cova profunda.

Maximiliano Kolbe morreu muito mais recentemente que os mártires de Otranto. Sua história é bem conhecida. Nascido em uma humilde família na Polônia, o jovem Raimundo (Maximiliano foi o nome religioso que ele tomou depois) recebeu uma visão da Virgem Maria, oferecendo-lhe a escolha de duas coroas, uma branca, da pureza, e uma vermelha, do martírio. O garoto pediu pelas duas e as receberia. Como adulto, juntou-se aos Franciscanos e terminou fundando sua própria ordem, a Milícia da Imaculada. Ele e seus irmãos religiosos logo entraram em conflito com os nazistas, que tinham tomado a Polônia. Como os turcos otomanos, os nazistas tentaram tomar a Europa e eliminar o Cristianismo. Como os muçulmanos, os nazistas começaram perseguindo padres e religiosos. Kolbe e sua Milícia tomaram uma posição vigorosa contra os nazistas, que levou à prisão de Kolbe em fevereiro de 1941, quando ele foi levado a Auschwitz.

Ali, São Maximiliano servia os prisioneiros, enquanto sofria o abuso de seus sequestradores. Os oficiais em Auschwitz tinham um particular desprezo pelos sacerdotes católicos, motivo pelo qual Kolbe sofreu severamente. Veio então o dia fatal. Três prisioneiros haviam escapado, e o comandante nazista reuniu todos os prisioneiros do quarteirão, forçando-os a permanecerem a postos até que os fugitivos fossem encontrados. Como voltassem das buscas de mãos vazias, o comandante selecionou dez homens para serem executados no lugar dos fugitivos. Um dos selecionados desabou a soluçar, lamentando por sua mulher e filhos. Kolbe deu um passo à frente para tomar o seu lugar e oferecer a sua vida, a fim de que aquele homem sobrevivesse. O comandante aprovou, e Kolbe e outros nove homens foram levados a uma câmara de gás. O padre deixou o outro homem com cânticos e orações, e no dia 14 de agosto de 1941, cerca de duas semanas depois, os prisioneiros sobreviventes, incluindo Maximiliano Kolbe, foram mortos por injeção letal.

Como os católicos de Otranto, os mártires cristãos dos tempos atuais morreram na mão de militantes islâmicos. Como aqueles católicos assassinados no século 15, o mártir moderno enfrenta a escolha de abandonar a Fé para salvar a própria vida. Como aqueles bravos homens em Otranto, também o mártir de hoje permanece firme, diz não, e enfrenta a espada do inimigo da Fé com fortaleza e caridade.

Essas duas histórias de martírio oferecem-nos exemplos do sacrifício a que somos chamados por causa de nosso batismo. Hoje, o mesmo mal que dilacerou a Cristandade pela espada dos turcos otomanos e pela bota dos nazistas ameaça destruir nossa Igreja e a Fé. Mesmo contra esse mal, a força de mártires como aqueles de Otranto ou como São Maximiliano Kolbe, dão-nos um modelo de apostolado. Pode até não acontecer que venhamos a testemunhar Cristo com nosso sangue, mas todos, sem exceção, somos chamados a ser suas testemunhas.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Pais que enterram os filhos

Em linhas gerais é de comum acordo de que o curso da vida promova primeiro a morte das pessoas com idade mais avançada. E este pensamento se deve ao fato de que, aparentemente aos olhos da humanidade, morrem mais anciãos do que prematuros na vida. No entanto, contrária a lógica da idade, o fato reside na condição de não se saber a hora da morte e, por conseguinte, não existe uma ordem convencional para que as coisas aconteçam.

Filhos costumam enterrar seus pais, é verdade. Mas o oposto também ocorre e quando acontece restam aos que ficam a dor e o sofrimento daqueles que viram nascer neste mundo seus entes queridos. Caro leitor, vós que estais a ler este artigo talvez já tenha de algum modo passado pela experiência ou tomado ciência desta situação que aconteceu bem próximo de ti.

Se não, talvez seja um medo presente que vos acompanha por toda a vida. Seja como for, temos na história da humanidade alguns exemplos de santos e santas que passaram por esta experiência e com ela nos ensinam. Dentre eles podemos olhar para a vida da família Martin, de numerosos filhos, que vieram a perder quatro de suas crianças. Luiz Martin e Zélia Martin são ninguém menos do que os pais de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face.

Quando o casal já tinha quatro filhas, nasceu o primeiro menino. Muito pedido a Deus em orações, os pais queriam um filho para entrega-lo a Deus como um sacerdote e colocar-lhe o nome de José. Foram atendidos, mas com poucos menos de seis meses de vida veio a falecer. Nove meses depois, após fazerem uma novena a São José nasce o segundo menino, que também se chamou José. Este veio de um parto dolorosíssimo e dificílimo a ponto da criança ser batizada ainda na sala de parto por conta do risco de morte que corria.

Este também subiu aos céus em pouco mais de três meses de vida, após sofrer por todo esse tempo de bronquite agravada e uma forte crise intestinal. O calvário do menino era tão grande a ponto da mãe suplicar a Deus que levasse o garoto. E assim foi feito. A criança morreu nos braços da mãe.

Cerca de dois anos após o falecimento do segundo José, mais um de seus filhos Deus chamaria à sua presença. Desta vez era a Heleninha, que contava apenas com cinco anos de vida e numa crise que durou apenas um dia, deixou sua família sem que o médico conseguisse descobrir a enfermidade.

Neste mesmo ano da morte de Heleninha, com dois meses de vida, veio a falecimento Maria Melânia. Então, após três anos, nasce dentro da família Martin, Teresa, a filha que iria trazer a maior glória para a família. Porém, o que consolava o coração e sua pesada e dolorosa cruz de perder os filhos tão jovens era a “esperança do céu”. E é isto que deve nos servir de exemplo, a todos que passam por situação como esta. Dizia a mãe: “Ele no-lo deu. Ele no-lo tirou; bendito seja o Seu santo nome!”

Depois de Teresa, uma a uma das filhas que restaram, foram entrando no convento. Da mais velha para a mais nova. Sua mãe foi a próxima a falecer e o viúvo foi entregando filha após filha para o serviço de Deus. Por fim, quando já acometido de doença, estando aos cuidados da filha mais nova, foi aos céus pouco tempo depois de visitar as filhas na clausura do convento onde realizou sua despedida. A mais nova também se uniu às irmãs na clausura e puderam acompanhar Teresa tornar-se para a glória de todos os familiares e de nós católicos, Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face, a santa da pequena via.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Deus lhe pague

Segundo Santo Tomás de Aquino o agradecimento passa por três níveis. Em sua suma teológica ele nos ensina que esta realidade humana, a do agradecimento, é algo de muito complexo. Isto deriva também de uma limitação que o ser humano tem em sua linguagem. Tantas vezes já ouvimos ou até falamos a expressão "Estou sem palavras para me expressar", utilizada nas mais variadas situações, de tantas formas e até automaticamente, mas, tudo como resultado desta verdadeira realidade: sentimos que não conseguimos colocar para fora o que sentimos através de nossas palavras. É preciso, como sempre ensinou Jesus, brotar do coração mas, nem tudo que nasce nele conseguimos expressar. Por isso também é que Jesus julga a pessoa pelo seu coração. Olha quanta sabedoria e justiça divina. A gratidão segundo Santo Tomás é dividida em três grupos:

O primeiro consiste em reconhecer o benefício que se recebe;
O segundo consiste em louvar e dar graças;
O terceiro consiste em retribuir de acordo com as possibilidades.

Nas mais variadas línguas do mundo, as expressões utilizadas pelas pessoas refletem uma destas realidades, algumas ou todas. Aqui no Brasil, no caso de nossa língua portuguesa, nossa palavra “obrigado” se dirige ao terceiro grupo, lembrando que Santo Tomás explica que existe uma condição de um grupo estar contido no outro. Existe uma ordem. O terceiro grupo engloba os outros dois e o segundo grupo engloba o primeiro.

A origem de nossa palavra “obrigado” vem da expressão “ob-ligatus” que remete ao dever, a obrigação de retribuir. Desta forma Santo Tomás ensina que a gratidão deve, ao menos de forma intencional, superar o favor que se recebeu. Também ensinou que há dívidas por natureza que não são possíveis serem saldadas, seja de um homem em relação a outro, seu benfeitor, e sobretudo em relação a Deus. Diz o Salmo 115, "Como poderei retribuir ao Senhor por tudo o que Ele me tem dado?". Nessas situações de dívida impagável, tão frequentes para a sensibilidade de quem é justo, o homem agradecido sente-se embaraçado e faz tudo o que está a seu alcance, tendendo a considerar-se em condição sempre insuficiente e por causa dessa insuficiência de quem sabe não dispor de moeda forte, nasce o recurso a Deus, consignado na expressão "Deus lhe pague", que, naturalmente, deixa subentendido que um pobre homem, como eu, não pode fazê-lo...

Jesus em seus ensinamentos através de revelações privadas acrescentou que esta intenção pode ser mais agraciada e melhorada em benefício próprio e de outrem, se ajuntar-se ainda a expressão “mil vezes” ou “eternamente”. Ficando então “Mil vezes, Deus lhe pague” ou então “Eternamente Deus lhe pague”.

Percebe-se então o caráter lícito da expressão, mas cuidado. Não se pode “em vão” se fazer do nome e da grandeza do altíssimo para justificar uma ausência voluntária de atitude por parte de quem foi favorecido. Assim conclui Santo Tomás ao dizer que a falta de agradecimento ou o uso ilícito do “Deus lhe pague”, como por exemplo, alguém que após comer num restaurante sai sem pagar dizendo apenas ao proprietário “Deus lhe pague”, constitui esse ato de ignorar a graça, favor ou benfeitoria em suprema ingratidão.

É, portanto sempre necessário vigilância constante para bem agirmos dentro daquilo que nos pede Jesus, pois assim como ele disse que nenhum copo de água que dermos ficará sem recompensa, ele que é justo juiz, julgará nossos corações e obras e saberá muito bem todas as vezes que usamos seu santo nome em vão, desobedecendo o segundo mandamento da sua lei.


fonte: Jefferson Roger
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