quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A incerteza da hora da morte

Por Santo Afonso Maria de Ligorio

É certíssimo que todos devemos morrer, mas não sabemos quando. "Nada há mais certo que a morte, porém nada mais incerto que a hora da morte". Meu irmão, estão fixados ano, mês, dia, hora e momento em que terás que deixar este mundo e entrar na eternidade; porém nós o ignoramos. Nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de estarmos sempre bem preparados, nos disse que a morte virá como um ladrão, oculto e de noite (1Ts 5,2). Outras vezes nos exorta a que estejamos vigilantes, porque, quando menos o esperamos, virá Ele a julgar-nos (Lc 12,40). Diz São Gregório que Deus nos oculta, para nosso bem, a hora da morte, a fim de que estejamos sempre preparados para morrer. A morte pode levar-nos em qualquer momento e em qualquer lugar; por isso, se queremos morrer bem e salvar-nos, é preciso, diz São Bernardo que a estejamos esperando em qualquer tempo ou lugar.

Ninguém ignora que deve morrer; mas o mal está em que muitos vêem a morte a tamanha distância que a perdem de vista. Mesmo os anciãos mais decrépitos e as pessoas mais enfermas não deixam de alimentar a ilusão de que hão de viver mais três ou quatro anos. Eu, porém, digo o contrário. Devemos considerar quantas mortes repentinas vemos em nossos dias. Uns morrem caminhando, outros sentados, outros dormindo em seu leito. É certo que nenhum deles julgava morrer tão subitamente, no dia em que morreu. Afirmo, ademais, que de quantos no decorrer deste ano morreram em sua própria cama, e não de repente, nenhum deles imaginava que devia acabar sua vida neste ano. São poucas as mortes que não chegam inesperadas.

Assim, pois, cristão, quando o demônio te provoca a pecar, com o pretexto de que amanhã confessarás, dize-lhe: Quem sabe se não será hoje o último dia da minha vida? Se esta hora, se este momento, em que me apartasse de Deus, fosse o último para mim, de modo que já não restasse tempo para reparar a falta, que seria de mim na eternidade? Quantos pobres pecadores tiveram a infelicidade de ser surpreendidos pela morte ao recrearem-se com manjares intoxicados e foram precipitados no inferno? "Assim como os peixes caem no anzol, assim são colhidos os homens pela morte num momento ruim" (Ecle 9, 12). O momento ruim é exatamente aquele em que o pecador ofende a Deus. Diz o demônio que tal desgraça não nos há de suceder; mas é preciso responder-lhe: E se suceder, que será de mim por toda a eternidade?

O Senhor não nos quer ver perdidos. Por isso, com ameaça de castigo, não cessa de advertir-nos que mudemos de vida. "Se não vos converterdes, vibrará sua espada" (Sl 7, 13). Vede — diz em outra parte — quantos são os desgraçados que não quiseram emendar-se, e a morte repentina os surpreendeu quando não esperavam, quando viviam despreocupados, julgando terem ainda muitos anos de vida(1Ts 5, 3). Disse-nos também: "Se não fizerdes penitência, todos haveis de perecer" (Lc 13, 5). Por que tantos avisos do castigo antes de infligi-lo, senão porque quer que nos corrijamos e evitemos morte funesta? Quem dá aviso para que nos acautelemos, não tem a intenção de matar-nos — diz Santo Agostinho.

É mister, pois, que preparemos nossas contas antes que chegue o dia do vencimento. Se durante a noite de hoje devesses morrer, e ficasse decidida assim a tua salvação eterna, estarias bem preparado? Quanto não darias, talvez, para obter de Deus a trégua de mais um ano, um mês, um dia sequer! Por que agora, já que Deus te concede tempo, não pões em ordem tua consciência? Acaso não pode ser este teu último dia de vida? "Não tardes em te converter ao Senhor, e não o adies, porque sua ira poderá irromper de súbito e no tempo da vingança te perderás" (Eclo 5, 7). Para salvar-te, meu irmão, deves abandonar o pecado. "E se algum dia hás de abandoná-lo, por que não o deixas desde já?", pergunta Santo Agostinho. Esperas, talvez, que chegue a morte? Mas esse instante não é tempo do perdão, senão da vingança. "No tempo da vingança, te perderás"...

Que nos sirva sempre de alerta essa reflexão de nossa realidade, amém!


fonte: trecho retirado pelo autor do blog do Livro Preparação para a Morte
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Porque todos não recorrem aos sacramentos?

Não sei vocês caros leitores, mas penso que uma pergunta pode pairar em nossas reflexões. Nós católicos, que procuramos a tutela da igreja una e santa para recorrermos aos sacramentos, cuja economia foi deixada por Nosso Senhor, como meio eficaz de salvação e santificação, podemos nos perguntar: por que as pessoas não recorrem aos sacramentos?

Talvez algumas pessoas não saibam que os sacramentos são sinais visíveis de uma graça invisível. Não depende de quem administra para acontecer, sua eficácia é garantida pelo Cristo Ressuscitado. Por isso não é preciso alegar que não se confessa com o padre porque ele também é pecador, confessa-se direto com Deus, como apenas um exemplo entre tantos motivos que fazem as pessoas deixarem de lado os sacramentos. Ou então não comungam na santa missa porque dizem que estão em pecado. Ora, simples, muito simples, se arrepende, se confessa e se converte! Por que não fazem assim? Abandonam as graças provindas do sacramento da reconciliação e se contentam em viver apenas sob os cuidados genéricos que o afastamento da amizade, do amor e da união com Deus promove através deste sacramento tão maravilhoso. Ficam satisfeitas apenas com o ato penitencial, que não se equipara ao poder sacramental da confissão pessoal dos pecados para Jesus. Sim, porque o sacerdote é um instrumento atuando na pessoa de Cristo, mas é um instrumento. Deus perdoa a cada um que o procura com uma contrição perfeita, mas onde está a garantia sacramental, no caso do perdão, absolvição e imputação da penitência? Jesus prevendo essa questão nos deixou os sacramentos.

E quanto ao sacramento do matrimônio? Quantos apenas casam no cartório? Quantos não batizam os filhos na igreja? Não conduzem os filhos ao sacramento da crisma? E pior, quando o fazem o fazem pelos motivos errados? Casam na igreja porque a mulher engravidou e o pai dela obriga. Batizam a criança porque ouviram dizer que faz bem. Conduzem os filhos para receber a crisma para que encerrem a praxe documental da igreja para posterior casório. E por aí vai a infame lista de motivos. Mas pode ainda ser pior, sempre pode. Infelizmente.

Existem os sacrílegos que são aquelas pessoas que recorrem aos sacramentos de maneira leviana e sem o devido respeito pelo que é sagrado. Cometem um pecado muito mais grave e maior, o pecado do sacrilégio. Continuemos. Na santa missa, excluindo-se as crianças que ainda não concluíram o período da catequese, seria normal de se esperar que toda a comunidade celebrante entrasse na fila da comunhão para receber Jesus Eucarístico! O rei dos reis, salvador da humanidade que é o pão da vida, a porta do céu. Alimentam-se apenas da mesa da palavra e se contentam com isso. Parecem ir apenas de corpo presente na santa missa e de coração fechado porque, após tantos anos não mudam de atitude e continuam com o mesmo comportamento, nutrindo-se com o mínimo de esforço e comprometimento.

Jesus nos diz que o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam (Mateus 11,12). E diz que muitos tentarão e poucos conseguirão. Por que então fazer um esforço mínimo, no estilo política de salário mínimo, se Jesus já esclareceu que se precisa de um esforço muito maior (um esforço violento)? E ele nos atesta uma triste realidade, é preciso muito esforço porque há quem apenas se esforce e não consiga (Lucas 13,24).

O importante é trilharmos um caminho deixado por Jesus e não tentarmos seguir por um caminho feito por nós. Não há caminhos para o céu. Ele mesmo disse que é o caminho (João 14,6) e assim encerra a conversa. Todos bem sabemos o quão difícil é nossa caminhada rumo aos céus. Porque abrirmos mão de todo o auxílio celeste e tentar percorrer por forças próprias? Isso se chama “pelagianismo”, que significa achar que não é preciso graça alguma vinda de Deus para nos santificarmos e nos salvarmos, basta nosso esforço humano para conquistarmos isso. Assim pensava um monge chamado Pelágio, que caiu na tentação de deixar a humildade de lado em reconhecer sua dependência de Deus para tudo e assim pregando e agindo, perdeu-se do caminho que conduz ao paraíso.


fonte: Jefferson Roger
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O costume de pecar

Na história da humanidade bem sabemos que vários acontecimentos e atividades desempenhadas pelas pessoas, por terem seu caráter de continuidade, tornavam-se e ainda tornam, um hábito no cotidiano das pessoas. Este hábito vira costume e vira costume porque as pessoas ficam acostumadas, habituadas com determinada situação, acontecimento ou o que quer que o valha. Pois bem, o costume também pode nos remeter a rotina. Aquilo que costumeiramente acontece em nossas vidas acaba por se tornar uma rotina. Rotina também nos remete a uma sequência de bons procederes que precisamos fazer para que alguma coisa saia conforme a necessidade exige.

Mas, o que acontece quando nos deixamos dominar pelos desejos do corpo? O ser humano, que é um campo de batalha, um composto de corpo e alma, luta diariamente para manter o espírito ligado as coisas do espírito e afastado das coisas do mundo (do corpo). O corpo, um dos três inimigos de nossa alma (o diabo, o mundo, o corpo), luta para nos manter apegados aos prazeres terrenos de todas as naturezas. Como estamos a perceber então, caro leitor, se não nos colocarmos numa posição de, no mínimo, mediador, não acontecerá um equilíbrio e nossos costumes irão nos soterrar nos latões de lixo do mundo. Se dermos ouvido, dermos asas aos nossos pensamentos mundanos e ao nosso corpo, facilmente sabemos e percebemos que assim nos comportando corremos o risco de nos afastarmos das coisas do espírito.

Ainda no mesmo lado da moeda, nesta situação quem se mete é o diabo. Ele, sabe muito bem as armas que possui e sabe que nosso corpo é neutro para colaborar com o lado que mais subjugá-lo. Por isso, nosso inimigo cruel investe em sua avalanche de pecados disfarçados de prazeres, apresentando-nos em pratos saborosíssimos e deliciosos, para que, sutilmente e aos poucos, cada um de nós vá aceitando essas ofertas, praticando-as e o que é mais grave de tudo: acostumando com elas.

E a sutileza do inimigo é tanta que acabamos por nos convencer de que alguma coisa já não é pecado, era pecado, deixou de ser pecado por isso, por esse, por aquele e por tantos outros motivos. Assim, justificando nosso intelecto envenenado, de servos nos transformamos em justo juiz, donos da verdade e plenamente conscientes de que nossas atitudes estão acima dos erros. Pobres de nós, quando agimos assim, quanta desgraça atraímos para nossas vidas. Nos acostumando a pecar e por não receber já nesta etapa da vida a recompensa pelas escolhas feitas, seguimos no desleixo da vida que se curte de forma adoidada sem medir as consequências que estamos a plantar para nossas almas. Deixando o equilíbrio de lado e abraçando as coisas que passam, entregamos ao diabo, no mesmo prato que ele nos ofereceu suas tentações, um aval para nos reservar um lindo e acalorado cantinho ao lado dos seus onde o fogo não se extingue.

No dia do juízo, olhar para trás e ver quanta besteira fizemos será como qualquer um sabe, tarde demais. Com o pesar e o arrependimento tardio, não existirá mais tempo para consertar as obras más, as omissões e toda a ofensa que fizemos contra Deus e o próximo, conscientes da gravidade da matéria. Passou o tempo da graça, então já mortos e diante do cordeiro, nos caberá a sentença (Apocalipse 22,12). Não será melhor então, nos acostumarmos e aceitarmos nossa condição dada por Deus e procurar sermos seus imitadores (1ªCoríntios 11,1)?

Trocar a vida eterna na glória dos céus, pela condenação ao inferno por conta de prazeres terrenos parece não ter sentido algum. Pensar que temos que aproveitar a vida porque ela e curta é verdade. Mas o mundo foi criado para o homem servir-se dele e não para ser escravizado por ele. O que nos cabe sim, é aproveitarmos cada momento para trabalharmos pela nossa santificação e salvação já aqui na terra e também de nosso irmão. É preciso nos libertarmos das ofertas e sabermos usufruir dos bens que existem para nos servir e não nos tornarmos seus escravos pois a escravidão em sua natureza, tende a se alastrar por todos os cantos e mais cedo, mais tarde, irá nos escravizar junto ao pecado, fazendo com que nos acostumemos a ele, tornando-nos inimigos de Deus (Tiago 4,4).


fonte: Jefferson Roger
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Todo Esforço não é Inútil

Nós sabemos por experiência própria que muitos aspectos de nossas vidas requerem uma dose de dedicação e empenho para que alguma coisa ou algo venha a contento. Quanto mais dedicação de nossa parte, quanto mais empenho colocamos naquilo que queremos realizar, agindo dessa maneira estamos elevando a possibilidade de sucesso nesta empreitada. Mas, ao analisarmos com um pouco de cuidado a questão podemos refletir com cautela no que implica este zelo pelas coisas.

Na área da informática, para ilustrar com um pequeno exemplo, se diz que existem dois tipos de equipamento denominado “servidor”. Um, é o servidor não dedicado, que desempenha seu papel, mas, além disso, executa outras atividades em paralelo. O outro, é o servidor dedicado, que como o nome bem sugere, é o servidor que executa só e exclusivamente as atividades a ele designadas. Tanto um quanto o outro são plenamente capazes de exercer aquilo para o qual o seu propósito os criou mas, é fácil de se perceber, que um deles requer um maior esforço, porque além das suas funções executa atividades paralelas.

Assim somos nós. Podemos nos dedicar exclusivamente à alguma coisa ou não. O sucesso daquilo que fazemos depende de quão importante aquilo é para nós ao ponto de colocarmos maior ou menor empenho em nossa dedicação. Entretanto, as pulgas que estão atrás da orelha, podem agora dar o ar da graça. Muitos que agora leem já estão possivelmente pensando: “Na prática não é bem assim”.

Pois bem, vamos de sagradas escrituras para continuarmos a conversa. Livro dos Provérbios 14,23 – “Para todo esforço há fruto, muito palavrório só produz penúria”. E como podemos ver caro leitor, já que o Espírito Santo é o autor da bíblia e consequentemente não mente, as escrituras sagradas são claras. Nenhum esforço ficará sem produzir o seu resultado. Aqui chegamos ao ápice da questão. O problema, o enigma, o detalhe que escapa a muitos, e agora começo a falar com um olhar sobrenatural sobre todas as coisas, reside no fato de que, como diz a escritura, temos olhos e não vemos, ouvidos e não ouvimos. No que consiste? Consiste no tempo e na regra de Deus. Se ele não nos dá a resposta que queremos, o seu não e o seu espere um pouco que estou te preparando algo melhor para você, nos soa como um nada. Nos esforçamos para conseguir alguma coisa, mas se não nos convém, pois nem sabemos o que pedir (Romanos 8,26), fica então parecendo que não somos atendidos pelo então Deus desmancha prazer e castigador.

Como a bíblia diz que todo esforço produz fruto, quando nosso esforço parece inútil é porque ele produziu aquilo que Deus quer e não o que nós queremos porque, vamos recordar? – Deus nos dá o que precisamos e não o que queremos. Somos por adoção, seus filhos e não crianças mimadas e birrentas. Do contrário, se ficarmos insistindo na lavagem dos porcos (Lucas 15,11-32) iremos nos manter afastados do pai misericordioso que faz festa e se alegra com a nossa conversão.

Para que todo esforço seja por nós considerado inútil, precisamos encarar as coisas com um olhar mundano. Lembremos, a oração feita na tribulação tem maior valor do que aquela feita na consolação (Livro de Tobias – Tobit e Sara). Inútil é, como diz o ditado popular, ficar dando murro em ponta de faca. Precisamos sim, deixar que Deus nos oriente no silêncio de nosso coração, para compreendermos pela luz do Espírito Santo, onde se encontram os degraus de nossa caminhada para que possamos sim, galgarmos um a um, sem tirar a mão do arado. Ou damos murro em ponta de faca ou somos água mole em pedra dura, que não desistimos de seguir Jesus. Mateus 10,22 – “aquele que perseverar até o fim será salvo”.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quando as esposas, deixam de ser mulher e se tornam “mães”

A natureza humana em todo o curso de sua existência deu inúmeros exemplos de que ela procura imitar a natureza divina. Em várias áreas de nossas vidas nos comportamos, ou procuramos nos comportar, de acordo com a conduta celeste. Exemplos são tantos e nem iremos aqui aprecia-los, pois, aqui o que nos vale essa citação, é o seguinte:

Nos evangelhos acompanhamos belíssimos exemplos dados por Jesus quanto a sua vida de oração. É possível acompanhar em toda a narrativa que quando iriam acontecer grandes episódios em sua vida e testemunho, Jesus recorria ao pai através de sua oração. Lembremos aqui o episódio da ressureição de Lázaro, apenas para citar um exemplo. Ou ainda no episódio da agonia de Jesus, quando se colocava para iniciar a sua paixão e morte na cruz. Nestes dois momentos, pela oração ele buscava o que lhe faltava. Força, alento, confiança, consolo e outras necessidades.

Pois bem, assim é na vida de cada um. Se nos falta algum mantimento nos armários da cozinha, vamos ao supermercado para reabastecer a despensa. Se o combustível está a acabar no tanque do carro, nos dirigimos ao posto de combustível para reabastece-lo. Ou seja, sempre vamos atrás daquilo que necessitamos porque não temos conosco o que precisamos. Não temos um mercado em casa e nem um posto de combustível, então nos deslocamos em busca do que precisamos. Assim é em todos os aspectos de nossa vida, material e espiritual. Eis o perigo, eis a oportunidade para que o inimigo se disfarce naquele vendedor ambulante que ao bater em nossa porta (em nossa vida), tem em sua farta mala de ofertas, muitas coisas (muitas tentações) a nos propor.

Chegando ao ponto em questão, me faço de um pequeno acontecimento pelo qual os homens passam. Sobretudo os homens casados. Refiro-me a transformação que eles precisam encarar em suas vidas quando a sua bela esposa, que lhe era toda sua, se transforma pela maternidade abençoada em mãe. Muitos não sabem lidar com essa realidade e dentre estes muitos também as mulheres estão incluídas. Seja como for, naturalmente, o instinto de mãe, divinamente brotado no cerne da mulher, a transforma por completo naquilo que é sua natureza pensada e criada por Deus. Uma mãe. A partir deste ponto, além de cuidar de si, passa agora a cuidar da prole. Se for mais de uma maior é o empenho. E nesta equação o homem precisa se enquadrar pois do contrário irá apenas cobrar que sua esposa seja a mulher que ele espera no aspecto sentimental e matrimonial e vai se esquecer que a bola da vez passou para o outro canto da mesa.

As relações intimas tendem a diminuir, pois já passaram pelo ápice e na medida que a idade avança e os filhos exigem por natureza, uma dedicação completa da mulher, mas também do marido, aquele perfil feminino, da época do namoro, do noivado e dos primeiros anos de casamento são transformados pelo amadurecimento da relação que tem como frutos a família. O amor parece ter acabado mas ele se transformou e muitas pessoas não enxergam isso. Parece quererem viver numa condição que nunca acabe. Querem ser eternos jovens desfrutando dos prazeres corporais e da jovialidade e furor dos hormônios em contrapartida ao que as etapas seguintes da vida nos entregam.

Ora, de nada adianta querer que as coisas se mantenham pois é um curso natural. É preciso um olhar atento para compreender que no tempo de cada um as coisas ainda permanecem, não foram deixadas de lado. Mas se foram, é preciso antes de tudo, como nos ensina o evangelho, tirar a trave do nosso olho e não ficar apontando o cisco no olho do irmão.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O teste da Fé

Como bem sabemos não nos é possível compreendermos todo o alcance dos desígnios de Deus para com suas criaturas. Não nos é possível atingir a plena compreensão do querer divino e sobre isso já nos atesta Nossa Senhora em suas aparições quando diz que “no céu tudo vos será revelado”. E também sobre isso, nos confortam as sagradas escrituras em Deuteronômio 29,29 onde se lê que “o que está oculto pertence ao Senhor, nosso Deus; o que foi revelado é para nós e para nossos filhos, para sempre, a fim de que ponhamos em prática todas as palavras desta lei”.

Como vemos caros leitores, já nos foi ensinado que é em vão o esforço para entendermos o criador porque nós, as criaturas, fomos criados de forma limitada por ele. Ainda bem, diga-se de passagem, porque olhando para como anda o mundo e o relacionamento humano, imaginemos só, se ao homem lhe fosse dado mais capacidade intelectual. Com certeza o estrago seria maior. Ou será que não? Bom, já sabemos que não há como saber. É preciso, como sempre costumo comparar, jogar o jogo observando-se as regras.

Mas eis aí outra grande questão: quais são as regras? Existe a lei de Deus? Existe o pode ou não pode? Se somos criados a sua imagem e semelhança porque tanta disparidade entre os homens? Porque tanto mal no mundo? Tanta desigualdade? Não parece que Deus assiste tudo lá de cima e quer ver o circo pegar fogo? Que se danem os homens, ninguém mandou a raça humana e dos anjos me desobedecerem, agora que paguem o pato! Não ocorrem estas questões e tantas outras na cabeça de tantas pessoas? Em nossas cabeças?

Com certeza devem ocorrer e a nossa limitação na busca dos porquês ou das respostas aos anseios e desejos de cada um, muitas vezes esbarra na fraqueza humana e o resultado quase sempre é o erro que se comete ao tentar acertar. Em outras palavras, erramos o alvo tentando ser felizes, buscando a felicidade onde ela não se encontra (falo aqui da felicidade eterna, que nos aguarda no paraíso) e como não a encontramos, erramos, e errando pecamos.

São João da Cruz numa de suas reflexões sobre os desígnios divinos comenta mui poeticamente o episódio onde Deus quis servir-se de Maria Santíssima para a salvação dos homens. Diz o santo: “a mãe se assombrava com a troca que ali havia, o pranto do homem em deus e no homem a alegria”. Essa breve frase exprime sem dúvida uma atitude que vai de encontro a todo o mau pensamento que podemos ter de Deus. Vejam só, o Deus tido como castigador e vingador se coloca na natureza humana, em triste choro, vindo ao mundo como uma indefesa criança, para a redenção dos homens, fato este que é visto pela humanidade e nas palavras do santo pela mãe de Deus, com imensa alegria. Como diz a frase, é um assombro. Não se poderia cogitar que o todo-poderoso faria isso pelas suas criaturas. Mas assim aconteceu, nos garante a verdadeira e autêntica fé, toda a tradição e as santas palavras da bíblia. Isso nos mostra que o Deus do antigo testamento, que é o mesmo do novo testamento e que na história da humanidade parece deixar os ventos dos acontecimentos soprarem sobre a história da humanidade para que cada um “se vire” como puder, é muito mais do que podemos compreender.

Ele poderia ter varrido por definitivo sua criação para debaixo do tapete, ou jogado tudo no latão de lixo e deixado para lá. Mas não, ao modo como não entendemos agora ele conserta tudo, mesmo quando as coisas não nos parecem justas, assim o são. Nós temos critérios humanos para analisar os fatos, não critérios divinos. Basta-nos a fé e os frutos do Espírito santo para caminharmos alinhados ao evangelho e seguindo o exemplo de tantos que já alcançaram o céu. Um sinal não nos será dado, assim afirma Jesus. É preciso um olhar para a eternidade, não para o amanhã, pois Deus nos espera lá no céu, não no amanhã, que pertence somente a ele. “Não desanimeis quando vierem os ventos contrários” – nos recorda Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 22 de novembro de 2016

O Jejum da Tecnologia

Duas coisas são bem sabidas entre aqueles que se esforçam para trilhar o caminho da porta estreita. A necessidade do jejum e a necessidade de servir-se da tecnologia e não de ser seu servo ou escravo. A tecnologia pressupõe “técnicas inteligentes” para colaborar com o ser humano no cotidiano de sua vida facilitando os vários aspectos do seu dia a dia. Ainda me lembro que em tempo que não são tão distantes, dizia-se que se poderia fazer melhor e em menos tempo alguma tarefa, graças a tecnologia, restando ao ser humano mais tempo para se dedicar, por exemplo, a família e ao lazer.

E de fato isso aconteceu e acontece até os dias de hoje. A facilidade que os meios tecnológicos trouxeram em vários setores da humanidade é, sem dúvida alguma, inegável. Vamos recordar do gramofone? Aparelho que se dava corda e tocava música? Depois veio o disco de vinil, a fita cassete em meio magnético, os discos de gravação a laser e atualmente o meio digital de armazenamento, que pode ser no virtual local chamado de nuvem. É apenas um pequeno exemplo, qualquer um de nós pode exemplificar facilmente sobre o que estamos a refletir.

Pois bem, lá vamos nós. Nosso mundo, no entanto, não consegue evoluir, apesar de tudo, para um patamar onde Deus seja o centro da vida das pessoas que fazem, tantas vezes, com que outros deuses sejam o centro. Como o dinheiro, os bens materiais, as pessoas e elas mesmas. Assim agindo, conservam longe de si a liberdade concedida lá do alto para viver o desapego as coisas que passam. Este é um grande problema da humanidade. Divinamente falando, liberdade é viver não sendo escravo do pecado e não poder fazer o que se quer. Eis um grande detalhe que pega muitos distraídos em suas tentações.

Desta forma, já que o pano de fundo da realidade do mundo é esta, cabe como se dizia no início do artigo tomar uma atitude. E como se diz no dito popular, unir o útil ao agradável, de forma bastante simples, prática e direta. E ainda friso a questão dizendo que, o que vou dizer, é muito difícil de se praticar para muitos por conta do enraizado apego que se permitiu instalar dentro de cada um. Trata-se da prática do jejum. Que consiste em abrir mão, voluntariamente de algo que lhe faz falta, para os mais diversos motivos. O crescimento pessoal, a reparação pelos pecados da humanidade e sua conversão, por alguma graça ou agradecimento, enfim, motivos que não devem em sua maioria serem egoístas, pois se és um católico imerso na igreja, corpo de Cristo, suas atitudes devem visar o bem do todo e não apenas seu próprio umbigo. E mais especificamente, continuando a reflexão sobre o tema, falo aqui do jejum da tecnologia. Que precisa, urgentemente ser colocado em prática em todos os lares e por todas as pessoas. Fala-se assim, do jejum da tecnologia, porque desta forma ele engloba a televisão, o computador, o smartphone, a internet, os jogos eletrônicos e toda a parafernália digital que escraviza o homem, tomando dele um tempo que poderia dedicar a si, sua família, ao próximo mas, em primeiro lugar, a Deus.

Se alguém não pensa ser necessário pois afirma não ser dependente dessas coisas a ponto de ter tempo para o que realmente é importante, que faça a experiência. Saia de casa sem o celular logo pela manhã, passe o dia sem ele, ou fique o fim de semana sem assistir tv, desligue a internet de sua casa por alguns dias. Melhor ainda, faça isso e coisas semelhantes mais vezes e verá que se conseguir em todas elas realmente irá vivenciar o que é ser livre, do contrário verás que ainda existem continentes inteiros dentro de ti que precisam se configurar ao Cristo Ressuscitado. Fazendo esta prática verás que irá te sobrar tempo para ler um livro, conversar ao vivo com alguém que não costuma conversar e vai te sobrar tempo, mais tempo para conversar com Deus. Pois é no silêncio do mundo tecnológico que ele nos fala e que tantas vezes não escutamos porque queremos que ele responda entre um clique e outro do mouse, ou ainda entre um vídeo do youtube e outro, ou entre um programa de tv e seu intervalo.

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Exagerar não e exagerar sim.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Perseguição aos Cristãos

Mateus 5,11-12 – “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim PERSEGUIRAM os profetas que vieram antes de vós”.

João 15,20-21 – “Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me PERSEGUIRAM, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.

Muito bem caros leitores, como bem vemos não é de hoje que acontecem as perseguições aos cristãos. Na bíblia encontramos relatos dessa prática que foi de antemão, anunciada por Jesus. E ele foi bem claro. Quem é um fiel seguidor de Jesus, será perseguido assim como ele foi. E mais, Jesus atesta que quem segue aquilo que é mandato de Deus também sofre a perseguição e nos comprova que os profetas durante a época que antecedeu sua vinda, por agirem assim, foram perseguidos. Vamos resumir? Cristão é perseguido. Cristão que não é perseguido é um cristão covarde, de alma tíbia e de comportamento morno, em cima do muro. Estes são aqueles que por medo de perderem a sua vida fazem de tudo. Para estes Jesus disse que irão perde-la e disse porém, que para aqueles que perderem a vida por causa dele, salvar-se-ão.

Ora, basta um estudo pela história e tradição da igreja católica para aprender que muitos santos e santas de Deus, homens e mulheres como tantos de nós, passaram por grandes martírios por amor a Deus. Ao estudarmos suas vidas nos deparamos com uma fé vivida de modo heroico, uma fé que não mede consequência e que põe a prova todo o ser da pessoa. Nada nela vale mais do que amar a Deus e poder fazer parte do seu reino no paraíso. É o que nos conta Jesus na parábola da pessoa que descobriu a pérola preciosa e que vende tudo para poder compra-la.

Jesus nos ensina que precisamos ser assim, precisamos vender tudo, ou em outras palavras precisamos ser “pobres de espírito” (Mateus 5,3). Precisamos nos desapegar de tudo e não só de uma porcentagem. Não abrir mão de algum capricho pessoal significa dizer que não se abre mão de algum pecado de estimação. São Tomás de Aquino nos ensina que a obstinação ao pecado é uma das seis formas de pecado contra o Espírito Santo, que não tem perdão nesta vida e nem na eternidade, já nos alertou Jesus. (Mateus 12,31)

Por fim, fato é de que sempre existirá essa afronta contra os cristãos. Afinal, cada um de nós cristãos somos uma pedra no caminho de satanás. Ele quer nos chutar para fora do caminho, para que caiamos para fora da estrada. Quer nos ver rolar ladeira abaixo para a condenação eterna. Haja vista atualmente a investida religiosa do estado islâmico. O que nos resta então não é o apego a vida e sim o apego a Deus, pois é como Jesus nos disse que devemos temer aquele que pode matar a alma e não aquele que pode apenas matar o corpo (Mateus 10,28).


fonte: Jefferson Roger
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Semelhantes a Deus? Será?

O ser humano, criado a imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1,26), conforme nos relata as sagradas escrituras, se parar para pensar um pouquinho, ou ainda se estudar um pouco mais a bíblia verá que em outra passagem está escrito que ninguém pode se assemelhar a Deus (Isaías 40,18). Como ficam as coisas? Parece contradição não é mesmo mas, se cremos que a bíblia é inspirada por completo pelo Espírito Santo, então devemos procurar compreender a mensagem contida nessa aparente contradição.

De cara, o que se aprende já na catequese é o que se diz no livro do Gênesis. E qualquer um pode compreender essa passagem intuindo para si que somos semelhantes a Deus enquanto aparência. Dessa forma, um elefante, também criado por Deus, não é semelhante a ele, assim como nenhum animal. Apenas, segundo as escrituras, o ser humano. Indo um pouco mais adiante, encontramos no Salmo 85,8 que “não há semelhante a ti entre os deuses, Senhor”. Se as escrituras afirmam isso, com relação as divindades pagãs e o próprio criador do universo, o que dizer então da raça humana? Sem dúvida, pelo que nos ensina o salmo, não somos semelhantes a Deus, já que nem os deuses pagãos o são.

Refletindo um pouco mais, é fácil de se aceitar que um objeto branco não é semelhante a um objeto doce pois possuem naturezas diferentes. Nem podemos dizer que um tablete de açúcar, que é doce, é semelhante a um pedaço de maria mole, que é branca. E então, como fica nossa situação nesta questão apresentada pela palavra de Deus? Somos semelhantes ou não? Já que a bíblia aponta as duas situações. A resposta é simples, sim e não. E quem nos elucida a questão é o doutor angélico São Tomás de Aquino em sua suma teológica artigo terceiro da primeira parte.

Ele nos ensina que a semelhança e imagem não está relacionada com a ordem natural. Dois homens se parecem e são semelhantes, enquanto a forma, pois pertencem a mesma ordem de grandeza. Já Deus, que está acima de todas as ordens e é a essência de todas elas, não se equipara a elas. Não se pode dizer que Deus se parece com o homem porque esta não é a ordem das coisas. O homem, sim, se parece com Deus no sentido de se assemelhar a sua imagem. Notemos que no livro do Gênesis muitas coisas foram criadas por Deus, saíram dele, mas apenas o homem foi feito a “sua imagem e semelhança”, enquanto aparência e não enquanto natureza e é por isso que, para deixarmos de ser suas criaturas e passarmos a condição de filhos adotivos, recebemos a graça do batismo conquistado na cruz. Notemos que nossa existência, que partiu da essência de Deus não nos equipara a ele, mas por seu amor, somos semelhantes em aparência e somos convidados a sermos seus imitadores (1ª Coríntios 11,1).

Tanto é, que o próprio redentor, fazendo a vontade do pai, assumiu nossa natureza humana, sem perder sua natureza divina, para nos ensinar e dar exemplo de como devemos nos assemelhar a ele, para podermos alcançar a coroa da glória eterna. Se somos assim, semelhantes a sua imagem devemos ser semelhantes as suas atitudes. Por isso, é preciso entender que não somos imperfeitos, somos perfectíveis. Somos criaturas que podem chegar a perfeição, contribuindo com o Pai Eterno. Aquilo que é imperfeito não pode mudar sua natureza por força própria. Sempre será imperfeito a não ser que a mão divina, para o qual tudo é possível, intervenha em sua criação.

Sendo assim, nos alegremos, pois esse Deus que nos criou por amor, nos concedeu essa natureza humana perfectível para que, passando por esse vale de lágrimas, cresçamos até a estatura de Cristo para conquistarmos o prêmio eterno do céu.


fonte: Jefferson Roger
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UNESCO – Comandada por satanás

Muitas pessoas ao redor do mundo fazem um esforço tremendo para viver uma vida e um progresso evolutivo e inevitável, (assim dizem elas) para viverem suas vidas trabalhando com unhas e dentes para que elas, as suas vidas, sejam um paraíso já aqui na terra. Este esforço que é tremendo, o é porque as pessoas querem, permitam-me a comparação, jogar um jogo sem obedecer às regras do mesmo. O ainda, querem trabalhar numa grande empresa sem seguirem as normas e regulamentos internos da mesma. Como pode? Não pode não é mesmo!

Mas, muitos acham que pode. Acham que de Deus só lhes cabe aceitar que os criou e que os concedeu o livre-arbítrio, a liberdade. Não compreendem o que de fato é esse livre-arbítrio e acham que essa liberdade os permite fazerem tudo o que querem, ferindo a natureza criada por Deus, revoltando-se contra o criador e pecando a vontade, defendendo e empunhando a bandeira de sua causa, que é uma causa que não caminha e não está alinhada ao evangelho de Jesus Cristo.

Porém, para estes, o pecado não é mais definido por Deus e sim conforme seus interesses próprios. Jesus e seu evangelho não passam de um fato histórico que é melhor ficar dentro deste conceito: na história. “Não quero esse Jesus na minha vida, ele me proíbe de tantas coisas. Ele e esse Deus Pai todo poderoso são desmancha prazeres. Prefiro aproveitar os prazeres da vida, conquistar a felicidade e os aplausos da humanidade, ser próspero, bem de vida e ser feliz. Esse Deus não me dá o que eu quero.” Este é um dos pensamentos das pessoas que não querem aceitar a sua realidade de criaturas de Deus, filhos pela graça do batismo, conquistado na cruz.

E o mundo segue adiante em suas tentativas de povoar o planeta com uma raça pervertida pelo mal e por tudo aquilo que não provém do Altíssimo. Haja vista outro recente exemplo. A UNESCO, neste mês de novembro lançou um documento com 142 páginas que estabelece mecanismos de doutrinação LGBT em todas as escolas do mundo, usando novamente como desculpa a violência e o bullying. O informe fala em “homofobia” e “transfobia” nos colégios. Afirma também que a imposição de normas de vestimenta e de corte de cabelo supõem uma forma implícita de homofobia e transfobia”. Alguns dados (forjados e manipulados) do informe:

•85% dos estudantes LGBT dos EUA sofrem violência e bullying.
•45% dos estudantes transgênero da Argentina abandonaram os estudos.
•Os estudantes LGBT tiveram resultados acadêmicos ruins na Austrália, China, Dinamarca, El Salvador, Itália e Polônia.

Tudo isso de acordo com dados “pré-fabricados”, retirados de pesquisas feitas por organizações LGBT, como a ILGA (International lesbian, gay, bisexual, trans and intersex association). Até as fotos são cedidas pelo lobby gay de estudantes europeus.

O informe também promove a agenda de gênero, definindo este termo da seguinte maneira: “Construção Social aprendida por meio do processo de socialização dos atributos e oportunidades associados a homens e mulheres.” A definição é flagrantemente autocontraditória: se não podemos falar em “homem” ou “mulher”, já que são mera construção social, por que utilizar os conceitos numa definição que pretende negá-los?

O que o lobby LGBT propõe:

•Uma educação “inclusiva e compreensiva” em relação às diferentes identidades sexuais e expressões de gênero “desde a mais tenra idade”.
•Os conteúdos deverão ser livres de preconceitos e objetivos. Não poderão ser “inexatos nem estigmatizantes” e deverão ser transversais, ou seja, serão incluídos em todas as disciplinas.
•A criação de uma campanha de sensibilização mundial que avaliará a evolução do programa.
•Os países deverão incorporar essas propostas.

Mais uma vez podemos notar o caráter eufemístico do palavreado usado para apresentar o programa. Apesar de ser uma tática cada vez mais previsível, os revolucionários ainda precisam recorrer a ela, pois se não o fizerem ninguém lhes dará ouvidos. Precisam usar uma linguagem sentimentalista para tentar enganar as pessoas, pois o que querem realmente é doutrinar as crianças com uma “cosmovisão LGBT”. O informe não menciona em nenhum momento o direito dos pais a educar seus filhos.

Valha-nos Jesus e Maria Santíssima. Como sempre digo e escrevo, a batalha continua. Vamos escolher morar na cidade santa, a Jerusalém Celeste, ou já aqui na terra, na torre de Babel?


fonte: Jefferson Roger, Citizen Go e UNESCO
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Entender Deus

A teologia busca, através do esforço humano, compreender os ensinamentos de Deus, contidos nas sagradas escrituras e na santa tradição, fazendo uso de análises e conjecturas sobre toda a revelação bíblica. Porém, facilmente pode-se notar que, com poucos metros de caminhada, a profundidade do bondoso Deus do novo testamento (Mateus 19,17), que é o mesmo Deus da guerra do antigo testamento, o mesmo Deus que se arrependeu da criação humana (Gênesis 6,7) e o mesmo Deus que parece ter testado a fidelidade de Adão e Eva no Jardim do Éden (Gênesis 2,16-17) e ainda o mesmo Deus que manifesta sua ira contra sua criação (Isaías 13,13), pode-se notar que, parece existir um Deus que muda de temperamento ou de opinião.

E o que dizer desse Deus, pregado como onipotente, onisciente e onipresente, que parece deixar de lado seu poder total para promover o bem da humanidade, parece não saber de tudo pois perguntou onde estava Adão (Gênesis 3,9) e onde estava Abel (Gênesis 4,9)? O que dizer de um Deus que cobra que nos humilhemos como servos inúteis se quisermos suas graças? Também se pode cogitar porque o pecado, invenção angélica, surgiu num ser criado perfeito por Deus (Ezequiel 28) mas que as escrituras afirmam que desde o princípio foi mentiroso (João 8,44)?

Pois bem, a realidade de tudo isso não está revelada. Nossa Senhora já nos alertou em suas aparições que “tudo nos será revelado nos céus”. Eis aí uma bela oportunidade para exercermos nossa fé. Sem a luz da fé, dom de Deus, uma certeza a respeito daquilo que não se vê (Carta aos Hebreus), o ser humano não consegue olhar para as escrituras com uma visão sobrenatural. Não consegue separar sua análise crítica e literária sobre os textos, seus contextos e suas épocas, da intenção pela qual eles nos foram entregues.

Muitos estudiosos bíblicos apontam para o fato de que Deus se utilizou dos seres humanos, criaturas perfectíveis, porém com suas limitações, para, inspiradas pelo Espírito Santo, colocar por escrito os ensinos divinos (2ª Pedro 1,20-21). Desta forma, sob sua assistência e com a luz da fé, todas as aparentes contradições são digeridas e se percebe que os “vários” deuses ou o “deus” imperfeito com um comportamento de “lua” e “bipolar”, nada mais é do que uma tentativa humana errônea de rotular o que é incompreensível em nosso criador. Sendo assim, também esse é um dos motivos de tantas denominações religiosas existirem.

Praticamente todas argumentam que Deus é um só e por isso tanto faz a qual religião as pessoas pertencem. Mas isso não é verdade porque na prática tantas dizem que receberam a revelação do espírito e que “eles” pregam a verdade. Tão errado é que, quando se desentendem, saem dessas denominações religiosas e fundam outras dizendo que agora pregam a verdade, inspirados pelo espírito santo. Quanta “jacuzisse” para não falar palavrão maior e quanto pecado contra a terceira pessoa da Santíssima Trindade.

São João Maria Vianney, já esclarecia em seus ensinamentos que não devemos nos preocupar em saber aquilo que, caso não saibamos, não será motivo para nossa condenação. Deus nos disse em Malaquias 3,6 – “Eu sou o Senhor seu Deus e não mudo. E disse ainda em Isaías 45,23 – “Minhas palavras não serão revogadas.” O próprio Deus é bastante claro ao nos afirmar isso em Deuteronômio 29,29 – “O que está oculto pertence ao Senhor, nosso Deus; o que foi revelado é para nós e para nossos filhos, para sempre, a fim de que ponhamos em prática todas as palavras desta lei.”

Deus não precisa nos provar nada, ele é Deus e sem nós continua sendo Deus. Nós, criaturas suas, que por Jesus recebemos a salvação e a vida eterna é que precisamos aderir ao seu projeto.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O preço da "porta estreita"

Com a correria do dia a dia e a frenética agitação que o mundo impõe para as almas sedentas de felicidade e alegrias, passa despercebido para muitos a consciência de como andam seus preparativos para a vida eterna. O bondoso Deus (Mateus 19,17) que em sua justiça irá recompensar cada um segundo suas obras (Mateus 16,27) nos apresenta um desafio que não podemos vencer sozinhos (Mateus 19,26), que se trata da nossa salvação. Sem a ajuda de Jesus nada podemos fazer (João 15,5) e isso nem seria o mais importante, já que o mais importante para o católico, que é a salvação de sua alma, nem isso pode fazer sozinho, a ajuda de Jesus não pode em hipótese nenhuma ser ignorada. Aqueles que assim o fazem, ele mesmo já disse que já receberam a sua recompensa (Mateus 6).

Esse desafio, no entanto, é alcançável. O desafio de passarmos pela “porta estreita”, Jesus, a porta do céu (João 10,9). Sozinhos não podemos, já sabemos, mas nossa parte devemos fazer, isso também sabemos. Deus não quer filhos infiéis e inúteis (Eclesiástico 15,22), muito pelo contrário. Nos quer dependentes e obedientes a sua vontade, configurados à sua imagem. Porque “muitos tentarão e poucos conseguirão” (Lucas 13,24).

E esta afirmação do Cristo Ressuscitado muito dura e verdadeira atesta uma triste realidade. E uma realidade que nos deve fazer pensar em nossas vidas e em nossos comportamentos a todo o instante. Nos deve fazer questionar como andam nossas práticas religiosas e nossas obras pois, o que está em jogo por conta de alto preço, é a salvação da nossa única alma. Precisamos realmente, se acreditamos que depois desta peregrinação terrestre existe a vida eterna, nos empenharmos em viver a radicalidade pedida no evangelho por Jesus, para que através dessa violência (Mateus 11,12), alcancemos a coroa imperecível da gloria eterna.

Devemos nos perguntar: Será que estamos vivendo como Deus quer? Ou será que fazemos parte dos muitos que estão tentando e não conseguirão? Afinal, o próprio Jesus é quem nos revela isso: “muitos não conseguirão”. Vale também refletir a seguinte questão. O tempo da graça abundante de Deus é agora, no tempo que vivemos chamado tempo da igreja. No hoje que nos é concedido dentro deste tempo nos cabe nos corrigirmos, nos convertermos, nos arrependermos e nos humilharmos para sermos exaltados (Mateus 23,12).

Já pensou, caro leitor, chegarmos no fim de nossa peregrinação terrestre e na frente de Jesus Justo Juiz, nos apresentarmos sem ter atingido a meta? Não termos feito o bem suficiente em vida e estarmos com as mãos vazias de obras queridas por Deus? Sabemos que se assim o for, nosso julgamento irá nos presentear com a segunda morte, o fogo inextinguível do inferno. E vamos recordar como o preço é alto? Acompanhemos um pequeno trecho do livro dos Gálatas 5,19-21:

“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: OS QUE AS PRATICAREM NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS!”

Como podemos bem ver caro leitor, a passagem pela porta estreita exige que toda a natureza pecaminosa seja deixada de lado. O católico sabe que sua fé é no todo, em toda a escritura e não em parte dela. Ou se crê por completo e se é católico ou se crê naquilo que convém e se é uma pessoa que é seu próprio deus e devoto, alegando que a bíblia não é expressão integral da verdade, por ter sido escrita por mãos humanas. Errado! Está afirmação vai contra 2ª Pedro 1,20-21. Fiquemos atentos, é preciso cuidarmos do pouco, e não só do muito. Basta a obstinação a um pecado, consentido e adotado, para não podermos entrar no paraíso do três vezes santo.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Não matar é mais que "matar"

A observância aos mandamentos da lei de Deus, que são acatados pelo católico por estarem na nova aliança, no novo testamento, confirmado por aquele que faz novas todas as coisas (Apocalipse 21,5), comumente é reduzido pelos fiéis a uma interpretação um tanto simplista. Para muitos, obedecer ao quinto mandamento: não matar, simplesmente significa não tirar a vida de alguém com intenção de se praticar este ato.

Mas, a exigência que o amor de Deus nos apresenta pede muito mais. O padrão com que seremos julgados é altíssimo. Não nos é possível conceber uma ideia de que Jesus Misericordioso irá passar a mão na cabeça do cristão, como o vovô faz com o netinho, querendo conforta-lo porque o pai ou a mãe o corrigiu por alguma malcriação. Muitos esquecem que o tempo da graça é agora. Agora, como nos disse Jesus, através da mensageira da misericórdia Santa Maria Faustina Kowalska, é o tempo da misericórdia onde as comportas do seu coração derramam abundantes rios de graças aos que o pedem e se deixam conduzir pela sua mão.

Após, será o tempo da justiça, onde o seu pesado braço irá nos julgar conforme nossas obras (Apocalipse 22,12). O pecado grave que o quinto mandamento aponta, envolve muitas questões, assim como todos os mandamentos de Deus e toda a sua doutrina. Dessa forma é preciso se entender, que a entrada pela porta estreita não será “arranjada” ou “facilitada”. Ninguém será admitido a gloria eterna sendo disfarçado de bonzinho. Em suas aparições Nossa Senhora nos recorda que todos os pecados serão colocados na balança da justiça de seu filho. Afinal, se assim não o fosse, Jesus não seria o justo juiz.

Para Deus “Quem tira de um homem o pão de seu trabalho, é como o assassino do seu próximo (Eclesiástico 34,26).” E “Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino (1ª João 3,15).”

Por isso é que Jesus em seu sermão da montanha nos ensina que: Mateus 5,44-48 – “amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.”

É preciso, portanto, um esforço diário e uma constante violência contra o mal, contra o pecado, pois assim se chegará ao Reino dos Céus (Mateus 11,12). A inteligência que recebemos de Deus precisa ser utilizada para um aprendizado sadio de tudo que nos é essencial para bem vivermos o evangelho. Já sabemos que é muito difícil e que sozinhos não conseguimos (João 15,5). Precisamos então pedirmos como fazia São Francisco de Assis em suas orações:

“Jesus Cristo desfigurado, configura-me”. Ele que também recitava: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio que eu leve o amor...” Vê-se assim, com este pequeno exemplo, como deve ser a vida do cristão, uma vida que procura imitar o Ressuscitado (1ª Coríntios 11,1)


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O comportamento

A palavra comportamento tem sua origem do latim “comportare”, que é uma junção de “com”, ‘junto, com’ e “portare”, ‘carregar, transportar’. Por isso cada pessoa tem o seu. A maneira de agir ou não, suas atitudes e omissões, tudo que fazemos fazem de nós o que somos, se constituem em nossa “bagagem”, que levamos conosco para onde formos. Através de nosso comportamento demonstramos para as outras pessoas quem somos.

Geralmente, na sociedade se diz que quem se comporta bem é bem-educado, e quem se comporta mal é mal-educado. Neste ponto compreendemos que nos comportamos conforme nossa educação. E nossa educação existe na medida daquilo que aprendemos. Feito este apanhado geral, a nós católicos cabe ainda, refletirmos sobre nossa conduta, frente a nossa realidade espiritual, apresentada e exigida por Deus.

Para isso retornemos para o exemplo da sociedade, lembrando sempre que a natureza humana procura imitar a natureza divina. Pois bem, é sabido de todos que as leis humanas, punem o mau comportamento humano, de várias formas, ainda que, infelizmente é preciso dizer, só na teoria. Que dureza não é mesmo pois temos que lembrar aqui da impunidade que assola tantas áreas de nossas vidas. Não nos deixemos desanimar por isso, nós justos; lembremos das bem-aventuranças do evangelho. Sabemos também, que o bom comportamento social abre portas.

E na vida espiritual como fica? Como somos todos filhos de Deus, pelo batismo, um mau comportamento que de alguma forma, ofende ao próximo ou o prejudica em algo, inevitavelmente desagrada a Deus, pois somos irmãos em Cristo Jesus. De igual maneira, nosso bom comportamento para com o próximo, de forma gratuita, termina por agradar a Deus, pois Jesus nos disse que o que fazemos ao irmão é a ele que fazemos.

Seja como for, para nós, que desejamos e trabalhamos para conquistarmos o céu (Mateus 11,12), é preciso sim, seguirmos os ensinamentos celestes. Como nos recorda a carta de São Paulo a Tito cap. 02: “O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina. E mostra-te em tudo modelo de bom comportamento: pela integridade na doutrina, gravidade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário seja confundido, não tendo a dizer de nós mal algum.” E ainda, para concluirmos a reflexão, recordemos o que nos diz o Senhor através dos profetas e do livro das revelações.

Isaías 55,6-8 - “Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente. Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor.”

Jeremias 17,10 – “Eu, porém, que sou o Senhor, sondo os corações e escruto os rins, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações.”

Apocalipse 22,12 – “Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras.”


fonte: Jefferson Roger
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domingo, 6 de novembro de 2016

Orações em formato de "fórmulas"

Muitas pessoas de várias denominações religiosas expressam o seu desejo e práticas de diálogo com o altíssimo através de súplicas e outras expressões pessoais que se afastam um pouco dos ensinamentos das sagradas escrituras. E esta prática também acontece entre os católicos. Muitas são as pessoas que contestam as várias orações que existem na bíblia. Dizem que fazem suas orações de forma espontânea ao invés de decorarem as “fórmulas” ensinadas pelas escrituras inspiradas pelo Espírito Santo. Vai saber, não é mesmo, o motivo de cada um, em achar que suas orações substituem aquelas que nos foram dadas do céu.

O que dizer então do Livro dos Salmos? Das 150 orações que prefiguram a vinda de Cristo e antecedem o Saltério Mariano entregue por Nossa Senhora a São Domingos de Gusmão? Seja como for, uma coisa é sempre importante ficar bem claro a todos. É muito evidente que a oração que brota de dentro do coração, de forma natural, com fé profunda e reta intenção chega aos céus pelas mãos dos anjos.

Porém, os escritos sagrados também nos ensinam que “o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. (Romanos 8,26)” E ainda mais, Nossa Senhora em toda a história de suas aparições, sempre com caráter de chamada de atenção, pratica para com a humanidade uma antífona pessoal de forma constante e incansável. Sempre nos recorda a mãe de Deus e nossa mãe: “rezem o Santo Rosário”.

Como fica a importância que algumas pessoas dão ao pedido de Maria, que com certeza sabe muito mais do que qualquer ser vivente? Vale lembrar que ela foi especialmente agraciada por Deus (Lucas 1,28). Ou como fica, também incluindo a doutrina da igreja, a oração a São Miguel Arcanjo, elaborada pelo Papa Leão XIII? Pois é, há de se pensar a respeito uma vez que a igreja está sendo conduzida pelo Espírito Paráclito, responsável por todo o ensino (João 14,26).

Por fim, vamos recordar o ensinamento de Jesus, nosso salvador. Aquele que nos trouxe a boa nova do Reino de Deus e nos deixou um caminho para ser percorrido de volta. E dentro de seus ensinamentos o messias nos ensinou a maior expressão de todas as orações: a oração do Senhor, o Pai Nosso (Mateus 6,9-13).

A oração, única arma do cristão, como nos recorda Santo Antão, sempre será a comunicação direta entre o Pai e o filho. Sob todas as formas. As pessoais mas sobretudo as ensinadas pela luz divina. Deixar de lado ladainhas, rosários, terços e toda forma de oração promulgada pela igreja católica para se dedicar apenas a uma conversa pessoal e informal com Deus é abrir mão do tesouro de Cristo e de sua igreja (Mateus 16,18) e contar apenas com o próprio esforço invalidando as palavras de Jesus que nos confirma que sem ele nada podemos fazer (João 15,5). A igreja militante (na terra), ajuda a igreja padecente (no purgatório) e é ajudada pela igreja triunfante (no céu). A graça concedida por Deus a todos, que é a comunhão dos santos é algo que se recorda em todas as missas de preceito, através da oração do creio.

Se essa oração, que é nossa profissão de fé, for rezada da boca para fora, seremos como os hipócritas que nos alerta Jesus (Lucas 7,6).


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Amar o pecador e odiar o pecado

“O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar. Mas esta "união íntima e vital com Deus" pode ser esquecida, ignorada e até rejeitada explicitamente pelo homem. Tais atitudes podem ter origens muito diversas: a revolta contra o mal no mundo, a ignorância ou a indiferença religiosas, as preocupações com as coisas do mundo e com as riquezas, o mau exemplo dos crentes, as correntes de pensamento hostis à religião, e finalmente essa atitude do homem pecador que, por medo, se esconde diante de Deus e foge diante de seu chamado.

"Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor!" (Sl 105,3). Se o homem pode esquecer ou rejeitar a Deus, este, de sua parte, não cessa de chamar todo homem a procurá-lo, para que viva e encontre a felicidade. Mas esta busca exige do homem todo o esforço de sua inteligência, a retidão de sua vontade, "um coração reto", e também o testemunho dos outros, que o ensinam a procurar a Deus.” (CIC 27, 29 e 30)

Em Ezequiel 18,20-24 temos que “É o pecador que deve perecer. Nem o filho responderá pelas faltas do pai nem o pai pelas do filho. É ao justo que se imputará sua justiça, e ao mau a sua malícia. Se, no entanto, o mau renuncia a todos os seus erros para praticar as minhas leis e seguir a justiça e a equidade, então ele viverá decerto, e não há de perecer. Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas: ele há de viver por causa da justiça que praticou. Terei eu prazer com a morte do malvado? - oráculo do Senhor Javé. - Não desejo eu, antes, que ele mude de proceder e viva? E, se um justo abandonar a sua justiça, se praticar o mal e imitar todas as abominações cometidas pelo malvado, viverá ele? Não será tido em conta qualquer dos atos bons que houver praticado. É em razão da infidelidade da qual se tornou culpado e dos pecados que tiver cometido que deverá morrer.”

E com este pequeno trecho das escrituras caros leitores, que podemos bem ver o quanto o nosso bondoso de Deus (Mateus 19,17) não se cansa de nos oferecer as suas moradas eternas para estarmos com ele na felicidade do paraíso (João 14,1-4). Como é bom podermos olhar para nossos erros e pecados, aprender com eles, encara-los de frente e apoiados no Cristo, deixarmos para trás essa vida que vivemos até então e que tanto desagradava ao Pai Eterno.

Como é bom podermos ensinar a santa palavra de Deus, e com nossos exemplos, como nos recorda o catecismo da igreja católica em seu número 30, sermos testemunhos na vida das pessoas de que elas “tem jeito”, existe “solução para suas vidas”. Não a solução do mundo, não a paz do mundo (João 14,27) mas aquilo que vem de Jesus. Ele que nos ensinou a amar os inimigos e a sermos os últimos, os humilhados, aquele que dá com alegria e que serve ao irmão.

Jesus nos ensina que o pecado de alguém, já superado (pelo pecador) e perdoado por Ele (Jesus Cristo), não deve ser motivo de preconceito. Ninguém atire a primeira pedra e não condene exercendo a função do Ressuscitado. Não podemos dizer que amamos a Deus que não vemos se não amamos ao irmão que vemos (1ª João 4,20).

Feliz daquele que assume a sua conversão e dá pleno testemunho de vida, pois assim encoraja os irmãos a não se esconderem no erro, pois não há nada que perante Deus fique oculto (Lucas 12,2).


fonte: Jefferson Roger
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