sexta-feira, 23 de junho de 2017

Cristãos x Ateus

Caros leitores, outro assunto que é muito polêmico e que ao meu ver só será encerrado de forma definitiva quando o salvador da humanidade, o justo juiz, colocar a termo a etapa final deste vale de lágrimas, apresentando por ocasião do juízo e antes do prêmio ou condenação, o seu evangelho. A todos que decidem pagar o preço em não se admitir a existência histórica e incontestável do messias terão suas oportunidades para explicar pessoalmente a Jesus, porque não creram nele. Basta aguardar. Pois bem, como o assunto é muito polêmico e de vasto material, vamos ficar por aqui apenas no que é essencial e vale lembrar, dentro do campo católico, haja vista a origem e o apostolado deste blog.

O marco histórico e tão influenciável até os dias de hoje é algo impressionante na vida da humanidade. A grande maioria populacional conhece Jesus Cristo, pelo menos de ouvir falar. Outro grupo de pessoas o conhece através dos escritos bíblicos. Porém, o que é de grande importância, é que muitas pessoas não adeptas do cristianismo atestaram para fins históricos a sua existência como pessoa que passou por esta terra. No evangelho de Lucas 3,1-2 a história se começa contextualizando historicamente o cenário onde tudo estava a acontecer:

“No ano décimo quinto do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca da Abilina, sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias.” Pois bem, com o crescimento significativo do número de ateus no mundo, crescem também as tentativas de negação da existência de Jesus de Nazaré, chamado "o Cristo", como personagem histórico. É óbvio que um dos maiores sonhos de todo ateu ativista sempre foi o de poder, um dia, ver a ciência "provar" que Jesus de Nazaré nunca existiu, que foi apenas um mito criado com algum propósito delirante.

É fácil encontrar, entre ateus militantes, os mesmos erros que tanto condenam nos religiosos radicais: extremismo, negação ou desconsideração dos fatos, aquele típico ar de superioridade de quem não se admite capaz de errar. Impressiona o sentimento genuinamente "religioso" que move muitos dos céticos mais ferrenhos. Eles acreditam piamente que livrar o mundo da “superstição” e da “ignorância” é sua missão de vida. Muitos ateus acreditam que desmoralizar as religiões é a melhor coisa que um ser humano realmente consciente poderia fazer para tornar o mundo um lugar melhor. Na opinião de muitos deles, a religião e a fé em Deus são os piores venenos que já existiram no mundo. No entanto, vamos conhecer alguns relatos históricos e não bíblicos à cerca da pessoa de Jesus Cristo:

Josefo, historiador judeu que viveu até 98dC escreve no seu livro Antiguidades Judaicas que “Por esse tempo apareceu Jesus, homem sábio que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos misteriosos prognósticos dos profetas.”(Josefo, Antiguidades Judaicas XVIII, 3,2)

Plínio, o moço, romano procônsul na Asia Menor, escreveu em uma carta dirigida ao imperador Trajano: “Os cristãos têm como hábito reunir-se em um dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a Cristo como se este fosse um deus; eles mesmos fazem um juramento, de não cometer qualquer crime, nem cometer roubo ou saque, ou adultério, nem quebrar sua palavra, e nem negar um depósito quando exigido. Após fazerem isto, despedem-se e se encontram novamente para a refeição…” (Plínio, Ep. 97) Lembrando que o citado Plínio era um perseguidor de cristãos, que punia ou executava qualquer um que confessasse o nome de Cristo. Se Jesus fosse um simples mito e sua execução uma mentira, sem nenhuma dúvida Tácito o teria relatado e divulgado a plenos pulmões, pois seria de seu máximo interesse. Jamais teria ele ligado a execução de Jesus aos líderes romanos. Esses escritos, portanto, apresentam Jesus como personagem real e histórico, indubitavelmente.
Outro historiador romano, Tácito, reconhecido pelos modernos pesquisadores por sua precisão histórica, escreveu sobre Cristo e sua Igreja: “O fundador da seita foi Crestus, executado no tempo de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos. Essa superstição perniciosa, controlada por certo tempo, brotou novamente, não apenas em toda a Judéia… mas também em toda a cidade de Roma…” (Tácito, Anais XV,44)

Como vemos negar a confiabilidade de todas as fontes que citam Jesus seria negar todo o resto da história antiga, e, seguindo essa mesma linha de raciocínio, teríamos que duvidar também da existência histórica de uma infinidade de homens e mulheres célebres, como Platão e Alexandre Magno, por exemplo. Sendo assim caro leitor, você que abraçou a fé em Jesus Cristo Ressuscitado, filho do Deus Vivo não tem o que temer, porque toda a criação, toda a séria ciência e toda a mente brilhante que busque a verdadeira verdade, comprova que tua vida tem sentido e objetivos voltados para a eternidade. Pensar como os ateus que acham que não possuímos almas e que com a morte tudo se vai, ou ainda achar que seremos admitidos a outra realidade cósmica que não depende do Deus criador de todas as coisas visíveis e invisíveis é achar que somos nosso próprio deus, condutor de nossas vidas sem influência de nenhuma divindade. É não se render a magnitude divina porque esse Deus não faz as coisas ao meu modo e sim ao dele. Então me revolto, me rebelo e vivo minha vida feliz e contente sem nenhuma regra de “pode e não pode”, sem ninguém que me aponte ou condene e que me presenteie se eu me humilhar e, detalhe, me ame de uma maneira que eu não entendo. Dizem os ateus que Deus não salva pessoas, pessoas salvam pessoas pois Deus não existe. E por isso dizem que têm fé nas pessoas e falando dessa maneira desconhecem que fé “é a certeza a respeito daquilo que não se vê”. Jesus disse que bem-aventurados aqueles que crerem sem terem vistos. O debate é extenso e como disse no início do artigo não vai se encerrar nesta terra porque a questão é um intenso cabo de guerra onde cada lado defende sua verdade. Aos ateus o nosso respeito sem preconceitos e a nós católicos a nossa certeza nas palavras do Deus que disse que “Eu sou o vosso Deus e não mudo” – Malaquias 3,6 – “Minhas palavras não serão revogadas” – Isaías 45,23. Fiquemos com “A Verdade”.


fonte: Jefferson Roger e ofielcatolico
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ser encontrado por Jesus

Escreveu o Papa Bento XVI em sua encíclica Deus caritas est a seguinte colocação: “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo.” Pois bem caro leitor, ser católico é, entre tantas coisas, ter-se encontrado com Cristo e, a partir desse encontro, lutar para mudar de vida, visto que a própria existência ganha um sentido. Ou melhor, muito mais do que um simples sentido, a vida ganha O Sentido único de todas as coisas. Diversas vezes somos levados a crer que encontramos a Deus devido aos nossos próprios esforços. Esse modo de pensar é perigoso, pois podemos cair no erro narrado no capítulo 11 do Livro do Gênesis (episódio da Torre de Babel) que narra como os cidadãos do mundo quiseram construir um caminho para o céu, onde imaginavam que Deus, literalmente, habitava, supondo que assim poderiam alcançá-lo, com suas próprias mãos e forças, para que seus nomes ficassem gravados para sempre na História. É óbvio que a ação humana é necessária para encontrar a Deus, porém, nós não somos os primeiros na ordem do amor. São João narra isso de forma clara no versículo 10 do capítulo 4 de sua primeira Carta:

“Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos Ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.”

Isso se faz necessário conhecer para que não queiramos tomar o lugar de Deus, para que sejamos mais humildes e aceitemos a nossa posição de criaturas e, assim, possamos iniciar uma verdadeira vida espiritual, uma vida de intimidade com Deus. Resumindo: Deus o amou, caro leitor mesmo antes da sua conversão, mesmo antes de você ter alguma noção de que estava pecando, mesmo antes de você rezar o santo Terço... Deus já o amava, mesmo enquanto você rolava na lama do pecado! Pois bem, Nosso Senhor tem cuidado de nós desde o momento em que nascemos, e dispensa as graças necessárias para que possamos encontrá-lo. Ora, afirmo isso com certeza, porque Ele mesmo veio ao nosso encontro, e não há maior graça que essa, conforme é narrado no Evangelho segundo São Lucas na passagem das cem ovelhas e da dracma perdida – Lucas 15,4-10.

Enfim, nós somos essa dracma perdida, nós somos a ovelha perdida que Deus buscava encontrar! Deus já nos procurava, mesmo que não nos déssemos conta de sua existência. O SENHOR não é um “deus passivo” que não se move e permanece em seu “descanso sabático” até que suas criaturas lhe alcancem... Não. Deus é Amor e o amor é ativo, o amante não repousa até se unir ao objeto amado; o amor verdadeiro é doação, e sua maior expressão é encontrada em Cristo Crucificado. Por isso entendamos que Deus não nos ama mais só porque agora somos menos pecadores, ou rezamos mais e praticamos alguns atos de piedade. Não sejamos presunçosos pensando que merecemos ser ouvidos porque agora alcançamos um alto nível de intimidade e amizade com Deus. Muito pelo contrário. Quanto mais amigo de Deus formos, mais humildes seremos. Como ensina Santa Teresa de Ávila, “a humildade é caminhar na verdade”.

Que possamos repetir com o humilde centurião, todos os dias de nossas vidas, a seguinte máxima: “Senhor, não sou digno”. Porque, realmente, por nossos próprios méritos, não somos dignos de nada! E então, se cumprirá o que o Senhor prometeu: "Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado." - Lucas 14,11. Que assim seja!


Fonte: adaptado do site "ofielcatolico"
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Fumar é pecado

Caros leitores, hoje a contribuição deste blog apontará para o polêmico assunto do tabagismo. Digo polêmico porque existe o cabo de guerra entre os que defendem a atitude de fumar e os que não defendem. No livro do Eclesiástico se diz que o bem e o mal nos é apresentado e que temos que fazer uma escolha. Jesus disse que nossas escolhas irão gerar nossa recompensa ou condenação no dia do juízo. A abordagem que iremos fazer vai ficar no campo do essencial, até porque aqueles em outras vidas que nem alcançaram por culpa invencível os ensinos bíblicos estão amparados, como nos recorda o Sacerdote Gabriele Amorth e o Sacerdote Paulo Ricardo de Azevedo Junior, pelo oitavo sacramento que é o sacramento da santa ignorância. Adiante.

Fumar é um vício. Quem diz que não é viciado e que só fuma socialmente está tentando tampar o sol com a peneira. No fundo está socialmente viciado. Em tempos antigos não se conhecia a real gravidade que o ato de inalar tabaco, nicotina e muitas outras substâncias prejudiciais à saúde física e química da pessoa causava. Eis aí, como disse, a santa ignorância, embora, nem isso escapa das sagradas escrituras porque está escrito em 1ª Tessalonicenses 5,22 – “Guardai-vos de toda a espécie de mal.” Ou seja, aqui a prudência cristã nos ensina que devemos evitar também o que tem aparência de mal pois elas estão ocultas nas ocasiões de pecado. Ademais, na relação de pecados que nos condenam ao inferno em Gálatas 5,19-21, encontramos a citação das “bebedeiras” no meio deles, mas, o que é mais importante, o versículo termina dizendo que “coisas semelhantes” também irão condenar o cristão. Pois bem, é muito fácil de se aceitar que, já que o alcoolismo que é prejudicial à saúde, é considerado pecado, e grave, da mesma forma o é o tabagismo. E nem precisamos mas vamos lembrar que aqui toda a espécie de vício se encaixa em “coisas semelhantes”. Afinal, bem colocado está na palavra de Deus já que nosso corpo é Templo do Espírito Santo e não nos pertence pois foi comprado a preço de sangue. A palavra nos diz que devemos glorificar a Deus em nosso corpo. Quem prejudica seu corpo, sabendo que é errado, faz mal e mesmo assim quer fazer, não vejo como possa estar em comunhão com Deus pois uma pessoa assim está oferecendo a Deus um sentimento longe do amor e ainda assim com reservas obstinadas.

Em Colossenses 3,5-9 aprendemos que é necessário mortificarmos nossos corpos contra os maus desejos para abandonarmos o homem velho com todos os seus vícios. Na carta de São Tiago 3,13-16 aprendemos que a sabedoria que é apenas terrena e de origem humana sofre tendências diabólicas e gera toda a espécie de vícios e, portanto, cabe a cada um de nós, voltarmos sempre os nossos pensamentos e olhares para Deus porque “tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma – 1ª Coríntios 6,12”. E como os maus desejos, se não evitados, tornam-se vícios e vícios podem se agravar para pecados, Jesus foi logo alertando em Marcos 7,23 que os vícios tornam o homem impuro. Também encontramos no exame de consciência que a igreja nos ensina a respeito dos mandamentos da lei de Deus, no quinto mandamento a seguinte meditação: “Cometi algum atentado contra a minha vida? Embriaguei-me ou, levado pela gula, comi mais do que devia? Tomei drogas?” Caros leitores, se fumar é prejudicial à saúde e pode levar a doenças de várias espécies e até mortais, o ato consciente de fumar é sim um atentado à própria vida, de forma silenciosa e gradativa, mas é. Sem falar que o tabaco como dizem de forma muito clara, é uma espécie de droga legalizada. Outrossim, se a prática se tornou vício este mal fere também o primeiro mandamento da lei de Deus porque a pessoa escravizada pelo vício tira Deus de sua vida do primeiro lugar. Não é assim? O viciado não chega até a vender os bens familiares roubados dentro de suas próprias casas para sustentar vícios e destruir famílias? Lembremos, famílias queridas, desejadas, pensadas e planejadas por Deus deste o início dos tempos.

A isso soma-se o fato de que no descontrole o viciado não obedece ao ensino de Filipenses 2,4 que diz que devemos nos preocupar primeiro com os interesses dos outros, uma vez que passa a fumar de forma despudorada criando a condição de fumantes passivos. Além do que o fumo, que não tem boa fama e é algo que comprovadamente por sua impureza tóxica não faz bem, não passa no teste de Filipenses 4,8 que nos diz que “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos.” Portanto, a vontade de fumar, instalada na mente do viciado em qualquer instância, precisa ser erradicada. Se a pessoa já alcançou um ponto onde não consegue se libertar sozinha, existe a ajuda profissional para isso. Que se busque forças em Jesus, médico do corpo e da alma e conte com a assistência dos profissionais capacitados para sair do vício. Quem diz que ama a Deus mas não quer renunciar ao vício do cigarro ou a qualquer outro vício desobedece o ensinamento direto de Jesus que diz que “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” – Lucas 9,23. Ouça as pessoas, dê o primeiro passo, deixe o orgulho de lado, admita. Jesus disse que “quem se humilhar será exaltado” – Mateus 23,12. Reconhecer o mal dentro de nós e enxergar que ele está ocupando um lugar que deveria ser de Deus já é motivo muito suficiente para querer se libertar e depois ajudar os outros com seu testemunho e sua mão. Em frente, é possível tudo com Jesus (João 15,5).
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terça-feira, 20 de junho de 2017

A igreja está doente

“A fumaça de satanás entrou na igreja” – Paulo VI. Olá pessoal, benvindos mais uma vez ao blog. Hoje, a contribuição que vamos fazer está relacionada com a condição da religião católica e sua igreja, fundada por Jesus sobre a profissão de fé do apóstolo Pedro. E diga-se de passagem, como qualquer um pode atestar, católicos e não católicos, está muito doente. E vou ainda mais longe, mal nasceu, logo depois sob a influência satânica começaram os homens pecadores por arruiná-la de dentro para fora e de fora para dentro. Eis o que se lê por aí nos comentários e desabafos da internet:

Giselle Leigh (site paulopes) – “Se os católicos adoram um pedaço de pão dizendo que se transformou em Jesus após um de seus padres pronunciarem palavras mágicas sobre ele, se adoram todo tipo de bonecos de pau, pedra, gesso e metal, se adoram cadáveres, ossos e todo tipo de coisas, qual seria o problema em se adorar o Dr. Plínio e sua Mãe?”

Como podemos atestar, é claro para todo o católico que não existe fundamentação e embasamento ou argumento convincente para justificar e tornar vencedora esta frase que explica sob o ponto de vista de uma pessoa não católica, seu parecer sobre os membros da igreja de Jesus Cristo. Todavia o comentário apresenta um alerta que pode ser observado nas entrelinhas. Se dizemos que o comentário não é convincente é porque o comportamento dos membros do corpo de Cristo também não é convincente, infelizmente! Não há como negar toda a mácula que existe no catolicismo e nem vou me estender para outras denominações religiosas. Como católico de berço posso falar daquilo que vivo, presencio, estudo e acompanho todos os dias e que não é oculto e está ao alcance de todos. Vamos lá.
Os santos diziam que a doutrina da igreja é imutável mas o que se vê são frouxidões cada vez maiores e como resultado disso começam a acontecer casamentos gays nas igrejas, batismos de bebês de proveta gerados com o sêmen de casais homossexuais (e se acham casais), esforço para admissão de recasados à eucaristia e também dos homossexuais. Vale lembrar aqui o escândalo já abafado do fraquíssimo papa Francisco na cerimônia de lava-pés onde lavou os pés de um homossexual e depois ainda lhe permitiu receber a eucaristia. Tudo errado! Não pode receber a comunhão quem não quer comunhão com Deus. “Aquele que me ama guarda os meus mandamentos” – disse Jesus. Se a pessoa não “renuncia a si mesmo, toma a sua cruz dia após dia e segue o Cristo (Lucas 9,23), é um mentiroso e a verdade não está nele. Quer oferecer um amor com reservas para em troca ir aos céus mas não é isso que Jesus propõe em seu evangelho. Ou santos ou nada, ninguém vai ao céu disfarçado de bonzinho. As autoridades da igreja querem cada vez mais trazer elementos do mundo para dentro dela para angariar mais fiéis. Os sacerdotes nos Estados Unidos já estão a se pronunciar que a doutrina da igreja está muito rígida e que precisa ser revista.
Ora bolas, tenha paciência, são lobos disfarçados de cordeiro. Valha-me Jesus! A casa de meu pai, que é um lugar de oração, como nos atesta Jesus virou um comércio de graças, de indulgências, de carreirismos, passatempos e de eventos sociais. Já existem padres cogitando de se realizar celebrações distintas para recasados e homossexuais para não haver constrangimentos paroquiais entre os membros mais tradicionais. E Deus é visto somente como aquele que acolhe a todos independente de se guardar os preceitos. Pobres dos que pensam assim. Ela (a igreja) nos dias atuais e já a muito tempo, deixou de ser apostólica, como em suas origens que podemos acompanhar no livro dos Atos dos Apóstolos. Comunhões banalizadas e diminuídas. Festas de pessoas no presbitério durante a santa missa. Santas missas que não são mais rezadas e sim misturadas com elementos mundanos tudo em prol do pretexto incorretamente utilizado da inculturação. A igreja com o passar do tempo vai se institucionalizando mais e se divinizando menos. Não é à toa que os católicos sentem o pesar de seguirem Jesus; não por Jesus pedir e exigir o que pede e exige mas, por terem que conviver com a sujeirada que papas, bispos, sacerdotes e leigos promovem no meio do povo. Enfraquecida como tal, admite não ser detentora da verdade de Cristo, deixada nos evangelhos e mal da conta de administrar dignamente os sacramentos. Para aqueles que deixam as fileiras católicas, se justifica dizendo que de fato não eram verdadeiramente católicos.
Há um fundo de verdade nisso mas quanto aos que se afastam da igreja não indo para outras denominações religiosas, a estes não possuem um palavra. E porquê? Porque não querem pregar a autenticidade e radicalidade do evangelho de Cristo e sim a modernidade da igreja 2.0. Não existe mais na maioria o brilho nos olhos que nasce no coração das pessoas que fizeram a experiência com o Cristo Ressuscitado. Porque se faziam filas de madrugada nas portas das igrejas para se assistir uma missa de São João Maria Vianney ou do Padre Pio? Pois é... Porém, aos poucos que não querem se conformar com esse mundo (Romanos 12,2), estes se agarram na ortodoxia doutrinal católica e seguem o ensinamento que a Virgem Santíssima disse em suas aparições que devemos aprender com a vida e exemplo dos santos (Hebreus 6,12). Por que disse isso? Porque seu filho Jesus Cristo está vivo na sua igreja, ele vive através de seus santos. Aprendendo de Maria e com os santos e santas de Deus, apoiados na doutrina imaculada da igreja, que ainda existe e é acessível a todos, é possível, nos tempos que vivemos, empunhar o estandarte católico e professar o credo apostólico, vivendo aquilo que Jesus espera de cada um de nós. É difícil?
Claro que é, mas o perseverante será salvo (Mateus 10,22) afirmou Jesus. Devemos como nos ensinou o salvador, ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5,13-14). A igreja é santa, mas está doente por causa de seus membros, mas é celeste, padecente e triunfante e seu fundador já garantiu que não será derrotada (Mateus 16,18). Fiquemos firmes pois nunca veio do céu alguma promessa de que seria fácil. A arma do cristão, segundo Santo Antão, que é a oração, é o que devemos fazer. Orar a Deus pedindo as graças necessárias para nossa salvação e santificação já aqui nesta terra e também a conversão de todos os pobres pecadores. E depois, de joelhos dobrados é hora de arregaçar as mangas pois seremos julgados por nossas obras (Apocalipse 22,12).


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fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

A desculpa dos presentes

2º Crônicas 19,7 – “Que o temor a Deus esteja conosco. Vigiai o vosso procedimento, pois, junto do Senhor, nosso Deus, não há iniqüidade, nem distinção de pessoa, nem admissão de presentes.” Caros leitores, muito benvindos. Neste artigo vamos refletir um pouquinho sobre a questão dos presentes. Em toda a sagrada escritura encontramos muitas passagens e ensinamentos sobre a questão de se presentear. Tanto no antigo como no novo testamento. No entanto, o que nos chama a atenção é o ensinamento de que os presentes podem ser usados para uma finalidade que não é correta como quando ele possui intenção de ser uma moeda de troca. Dá-se um presente com segundas intenções ou em substituição a alguma atitude que se deve ter. Este ensino encontramos no livro do Êxodo, Deuteronômio, Eclesiastes, Eclesiástico, 1º Livro de Samuel e 1º Livro dos Macabeus.

Pois bem, é ensinado na mesma sentença destes livros mencionados que é preciso termos cuidados com o fruto que os presentes podem ter em nossos corações pois se aceitarmos sua origem em forma de segundas intenções, iremos corromper nosso espírito com agrados passageiros que não são capazes de gerar frutos para a santidade. Vamos aos exemplos?

Todo mundo conhece o “presente” chamado “propina”, nem precisamos ir a fundo. Eu aceito ou cobro de você um dinheiro por fora da negociação para lhe obter ou obter alguma vantagem. Outro exemplo é o do rapaz que quer conquistar a mocinha pela qual se apaixonou dando-lhe lindos, belos e caros presentes. Para facilitar um pedido de desculpas na tentativa de economizar esforço na sinceridade do ato, oferece-se um presente para tentar diminuir a empreitada do perdão que o agressor precisa fazer. Existem ainda aquelas pessoas que se aproximam da outra dando-lhe primeiro um presente. Ora bolas, não possuem nada mais para oferecer? Uma amizade, um bom assunto, uma conversa sadia, honestas trocas de experiência de vida? Precisam transformar os presentes em muletas? Se passam muito tempo sem se encontrar alguém e para se isentarem de justificar o porquê dessa demora, compram um presente e ligam então dizendo que precisam leva-lo? São inúmeros os casos que poderíamos elencar por aqui, mas o fio da meada já foi exposto e todo mundo entendeu muito bem.
Todavia existe o belo significado dos presentes. Tão belo que é, que está até relatado também na sagrada escritura. É o presente que visa transmitir nosso sentimento em relação a alguém. Este tipo de presente materializa de forma simbólica o que sentimos por alguém e não possui segundas ou terceiras intenções. Ele faz parte de um contexto maior e não se esconde e nem esconde qualquer premedição por parte de quem presenteia. Um presente assim não precisa ser caro e pode ser fora de época. Não precisa esperar alguma data. Se alguém quer presentear sua mãe, não precisa esperar o dia das mães, pode fazer isso em qualquer dia porque sua mãe é mãe 24 horas por dia e não só no segundo domingo de maio.
Quando os três magos seguiram a estrela que lhes indicava onde estava o menino Jesus, salvador da humanidade, conta-nos o evangelho que eles trouxeram presentes (Mateus 2,11). Que bela mensagem colhemos dessa passagem. Em agradecimento ao seu nascimento lhe ofertaram presentes, detalhe, depois de adora-lo. Num gesto que simbolizava o que Jesus representava para a humanidade em toda a sua natureza divina e humana, os presentes foram dados. Assim devemos agir, não é errado dar presentes. Errado é dar um sentido que descaracteriza sua honesta função. Ele não pode substituir, ele tem que acrescentar. Ele não pode seduzir, ele tem que agradar. Ele não pode ter segundas ou más intenções, ele tem que ser sincero e verdadeiro, cheio de coisas boas, que brotam do coração. Nossa Senhora nos disse que não existe “presente” maior que poder receber a santa comunhão. Disse que uma comunhão vale mais do que mil aparições dela. Disse também que os sacerdotes são um grande presente que seu filho Jesus deu para a humanidade. Esse é o âmago da questão, presentear é tonar “material”, palpável, real e vivo um sentimento. Por que quero dar um presente? Precisamos saber muito bem senão corremos o risco de ficar distribuindo presentes no lugar de fazermos outras coisas que mais podem contribuir para nós e quem se quer presentear.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sempre olhar para Ele

Nas sagradas escrituras um dos grandes ensinamentos que de forma geral acabam atingindo a todos que desejam um dia viver nas moradas eternas é o de que é preciso nos comportarmos como filhos do Pai Eterno, darmos testemunhos da verdade e voltarmos constantemente nossas vidas, de forma plena, para Deus. Jesus disse que quem o segue não andará nas trevas mas terá a vida eterna. De fato, desde o início da história da humanidade, quando Deus preparou um lugar para o homem, ele separou a luz das trevas.

Padre Pio dizia que quanto maior a tentação mais próximo a alma está de Deus. O sentido de seu ensinamento esbarra na questão de que o diabo não quer perder ninguém! Quer o máximo de pessoas vivendo com ele, se é que se pode chamar de viver, no fogo eterno preparado para ele e seus anjos. Por isso, Padre Pio fala da tentação pois o diabo não desiste de “converter” para sua causa todas as pessoas e isso inclui até aqueles bem próximos e em plena comunhão com Deus. Na vida dos santos vemos muitos exemplos assim. Até na hora da morte a tentação demoníaca queria roubar o céu dos eleitos.

É preciso voltar-se para a luz, constantemente, nem sequer olhar para o falso brilho artificial que brota das trevas. Sal da terra e luz do mundo lemos nos evangelhos. Eu sou a luz, quem me segue não andará nas trevas, vale sempre repetir e recordar. Ao olhar para o belo exemplo de um girassol somos inspirados a fazer o mesmo. O girassol recebeu esse nome porque procura sempre se voltar para onde está a posição do sol. Assim devemos agir, não podemos dar de ombros, virar as costas ou ignorar Jesus. Essa luz que vem do salvador não cega aqueles que se deixam transpassar por ela. Aqueles a quem ela incomoda é porque possuem em suas vidas alguma obstinação para aquilo que vem das trevas e que por isso a luz de Cristo incomoda e precisam ficar se escondendo para praticarem seus pecados.

Um adulto que conscientemente age cometendo uma infração de trânsito, se pego em flagrante pelo agente fiscalizador, sai logo arrumando suas desculpas para tentar justificar aquilo que sabe estar errado, numa tentativa de convencer a autoridade policial a passar a mão na sua cabeça, deixar para lá e que a vida continue, com uma simples recomendação de que não cometa mais aquele ato infrator. Qual é o nome disso: impunidade. Algo que é errado, sabe-se que está errado e comete-se apostando em sua verdade que diz que nunca será pego, mas, caso seja, vai dar o seu jeitinho de última hora. Exemplo maior e mais na moda em nosso país, são os políticos que insistem em não sair dos pedestais da ilibação intocável da honestidade e sinceridade no agir. São comprovadamente pegos em seus erros de toda a espécie e se escondem covardemente atrás de brechas nas leis como se o que se passa em suas vidas públicas fosse até uma ofensa em alto grau para os que se chamam de “vossa excelência”! Coitadinhos, tão honestos e tão voltados para o interesse comum do povo brasileiro, que pena e quanta injustiça praticam contra eles! Que vão se catar isso sim! Ainda bem que na esfera celeste as coisas são bem diferentes! O deles está guardado! Pensem esses tentando convencer Jesus, o justo juiz, no dia de seus julgamentos? Pobres. Continuemos.

Pois bem, os pecadores empedernidos devem ser muito idiotas ou malucos. Já diziam os santos que era preciso existir hospícios para os pecadores porque é tremenda loucura atirar-se assim de braços abertos ao salário do pecado. Deixar de viver sob a luz de Cristo é atirar-se de peito aberto no lamaçal dos pecados de satanás. Como Deus disse através do apóstolo que quem se faz amigo do mundo se faz inimigo de Deus (Tiago 4,4), não podemos agradar dois senhores (Mateus 6,24) e iremos se insistirmos, acabarmos em maus lençóis. Portanto é nosso dever sim, fazermos uso do nosso livre arbítrio de forma consciente para que não esqueçamos nunca de que não devemos tirar nossa vida do caminho iluminado por Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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Morte no Motel

Olá caros leitores. Uma coisa é certa, a imprevisibilidade da morte é algo definitivo em nossas vidas. Uma bela frase se encaixa aqui. Em vida podemos dizer que esperamos que ela seja a última coisa que nos aconteça. Nem é tão errado afirmarmos isso pois se pensarmos em nossas vidas e olharmos para ela com um olhar sobrenatural, desejar que ela seja a última coisa que nos aconteça não é nada estranho. Vamos entender.

Nesta caminhada, vamos caindo e levantando pelo caminho rumo aos céus e essas quedas acontecem por causa de nossas fraquezas. Tão miseravelmente nos achamos os tais e não cuidando quando estamos de pé, tentamos vencer o que não se vence sozinho e tropeçamos de olhos abertos, porém, embotados pela entorpecência dos pecados. No entanto, se não agimos assim e como disse, colocamos sob a mira de um olhar com raízes celestes a vida que levamos, o dia pode nos acometer de pleno horror. Ao cristão que é temente a Deus, suas quedas são motivo de grande tristeza, pesar e horror. Isso mesmo, não se assustem. Na vida de vários santos encontramos este tipo de ensinamento. A falta cometida era motivo de grande medo de que sua hora da morte estivesse próxima e de que não lhe fosse possível receber o perdão dos seus pecados através da confissão.

Como exemplo cito Santa Verônica Giuliani que em tempos de noite escura da alma, a freira julgando ter sido abandonada por Deus por conta de sua conduta, chegava a se confessar até cinco vezes por dia em extremo espírito de contrição e muitas lágrimas. Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face, ainda quando criança, certa vez agoniada esperava seu pai chegar do trabalho e quando este finalmente entrou em casa, a pequena Tereza pediu que ele a levasse urgente para se confessar. A menina era muito nova, menos de sete anos e o pai, vendo seu estado lhe perguntou o que tinha acontecido. Atenção para a resposta da menina. Ela disse que precisava se confessar porque sua mãe tinha feito um bolo, cortado em fatias para que comessem ela e suas irmãs e Terezinha, num acesso de gula, apressou-se a pegar o maior pedaço de bolo, não dando chance para as irmãs. Depois o arrependimento por não partilhar e não ser a última como nos ensina Jesus, bateu profundamente como uma flecha na pequena santa e se seguiu o temor de se morrer com um pecado.

Que maravilhoso é viver assim, em comunhão com Deus, livre para ser feliz e sofrer sempre segundo seus cuidados e sua vontade. Infelizmente não é assim que todos agem. Neste mês na região metropolitana de Curitiba, município de Pinhais, a polícia registrou duas mortes nos motéis da cidade. Uma de um rapaz de 28 anos que se averiguou ser overdose. A outra de uma mulher de 39 anos que estava com seu namorado e acabou por sofrer um ataque de asma vindo a falecer.

O fato serve, mais uma vez, para nossa reflexão. O rapaz que segundo a polícia morreu de overdose de drogas. Pois bem, lá vem as drogas mais uma vez ceifar vidas. E sua morte não aconteceu de um dia para o outro. O pecado grave é a consequência de muitos pecados veniais e de se admitir em nossas vidas as ocasiões de pecado. A mulher que sofreu o ataque de asma descobriu-se que estava com o namorado. Pois é, caros leitores, namorados não podem ter relação sexual antes do casamento. Isso é ato exclusivo dos conjugues em santo matrimônio, definido assim por Deus e confirmado pela igreja de Cristo através de seu catecismo. Quem acha que não e que sexo é uma coisa boa inventada por Deus e que, portanto, deve ser praticado na mesma medida em que se escovam os dentes, depois não reclamem por não estarem em estado de graça e a vida não lhes garantir boas condições de vida eterna (Romanos 8,28). Se já escolheram, como disse Jesus, receberem sua recompensa aqui na terra, depois que o leite derramou, já era. Lágrimas existem neste mundo, é bíblico. Agora são de alegria, tristeza, felicidade, sofrimento ou arrependimento; depois elas serão substituídas pela prestação de contas, a sentença do justo juiz e a glória ou condenação eterna.

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fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Casados, eternos namorados? Depende!

Casados são eternos namorados! Não se ouve essa frase por aí caros leitores? O comércio gosta muito de “trabalhar” em cima desse conceito para fazer parte da comemoração da data com seus mais variados artigos. Realmente até certo ponto não existe tanto mal nisso. Vamos refletir um pouco a respeito. O mundo capitalista precisa movimentar o seu lucro de várias formas. Uma delas são as datas festivas. Elas estão diretamente relacionadas com os presentes. Infelizmente muitas pessoas acabam comprando a ideia de que é preciso presentear materialmente alguém para demonstrar o quanto se gosta dela. E quanto maior ou mais caro, maior é o sentimento que se tem por ela. Será? Nas igrejas não católicas eles utilizam o mesmo argumento. Eles pregam que é preciso o fiel demonstrar o tamanho de sua fé e não ficar dando míseros donativos para Deus. É preciso dar mais se a pessoa quer mais. Nada de mixarias. É a teoria da retribuição. Deus só vai te dar o que quer se demonstrar que gosta muito dele dando muito para sua igreja. Quanta baboseira e que lástima para as pessoas que envolvem o dinheiro que tem outra finalidade numa barganha com Deus. Pobre delas.

Pois bem, o mundo moderno precisa de capital de giro e os presentes, como dizíamos fazem parte do contexto. Nem o natal onde celebramos o nascimento do salvador da humanidade escapa da saraivada das lojas. O aniversariante fica esquecido e papai noel rouba a cena. Muitas árvores, amigos secretos, ceias abundantes e fartas e Jesus, responsável por tudo na vida das pessoas é, quando muito, lembrado nas missas. Ainda bem que nem todos tratam as coisas da maneira errada e existem aqueles que colocam os pingos nos “is”.

E quanto aos casados? Será que os casados vivem a mesma vida que viviam quando eram namorados? Se o namoro era santo ou pelo menos se fazia um esforço nesse sentido com certeza podemos responder que não. O namoro se bem vivido é um período de aprendizagem, onde o jovem e a moça vão se conhecendo cada vez mais e vão aprendendo minúcias que existem na vida do outro. É um tempo de preparação, o romantismo está no ar, o compromisso cresce aos poucos e a maturidade dos sentimentos também. É claro que também o diabo se mete no meio disso e tenta fazer com que namorados ou até noivos cometam o pecado grave da fornicação, já que o ato sexual abençoado por Deus é exclusividade dos esposos em santo matrimônio.

Dizer que os casados são eternos namorados é certo e errado ao mesmo tempo. Vamos conferir. De maneira bem simples o comércio divulga essa ideia porque, como existem muitos casais e não existem o dia dos casados, então vender a ideia de que os casados são eternos namorados é o que de melhor eles puderam inventar. Agora, qualquer casal pode confirmar que namorados é uma coisa, depois quando se casa, tudo é diferente. E por este prisma, incluindo aqui também a vida espiritual e o propósito da coisa, é importantíssimo que não sejam eternos namorados. O namoro passou, a paixão evolui e começaram a namorar. No namoro a paixão se transformou em amor. Na vida de casado o amor se transforma para a formação da família e acolhida dos filhos. Se transforma mas nunca deixa de ser amor. A idade avança e os ritmos diminuem dando lugar a outras coisas na vida do casal e da família.

Ao contrário, se os namorados se casam e querem ficar vivendo uma vida a dois, sem filhos, preocupados com desejos egoístas de prosperidade, onde filhos e família não tem lugar em suas vidas, algo está errado. Não é isso que Deus espera dos seus filhos. Eternos namorados? Não vai dar certo. A carne vai ceder, os anos vão se passar, serão festas, passeios, viagens, muito sexo desregrado sempre com o objetivo de não terem filhos e tudo porque, sempre dizem os eternos namorados: um filho iria atrapalhar os meus planos. Mas e os planos de Deus? Se a pessoa recebeu o sacramento do matrimônio ela disse a Deus que aceitaria receber os filhos que ele mandasse e se comprometeu a educa-los na fé da igreja católica. Mas, mal acaba a festa de casamento, da qual nem Deus fez parte e ele já é enxotado de suas vidas? Tão fácil assim? Querem fazer do casamento um parque de diversão, sem comprometimento algum, e isso as vezes é pior porque alguns nem recebem o sacramento, vão viver juntos ou casados só no cartório; afinal querem todo o seu tempo livre para gozar suas “alegrias” com sua mulher ou seu marido, desde que não exista mais ninguém sob o mesmo teto. Eternos namorados dessa maneira Deus não quer. Agora, eternos namorados no sentido de preparação, numa preparação onde um se faz responsável também pela salvação do cônjuge, onde ambos inicialmente e adiante, os membros de sua família atuam mutuamente na vida de todos para o bem comum e a salvação de suas almas, isso sim porque esta vida é uma preparação para vivermos a vida plena na glória dos céus. É preciso fazermos as coisas certas da maneira certa porque depois que o tempo acabar, e os confetes caírem, se o que se viveu foi apenas festança, só o que irá restar é a sujeira da passarela, sem nenhum tipo de obras para que Jesus possa nos conceder a salvação (Apocalipse 22,12).


fonte: Jefferson Roger
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Tempo de formação

2ª Timóteo 3,15-17 – “E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo.

Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.”

2ª Tessalonicenses 3,5-6 – “Que o Senhor dirija os vossos corações para o amor de Deus e a paciência de Cristo. Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido.

Caros leitores, como bem aprendemos das sagradas escrituras, nós que somos membros do corpo de Cristo, que é a sua igreja (Mateus 16,18), vivemos bebendo da fonte da água viva da qual Jesus nos confirma que não mais iremos ter sede. Aprendemos da bíblia que por amor a nós foi inspirada pelo Espírito Santo e nos foi dada pela santa igreja católica e nela aprendemos que além de tudo que ali está, também aprendemos com a tradição:
João 21,23-24 – “Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho. Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever. 2ªTessalonicenses 2,15 – “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.” E esta mesma igreja, que nasceu na Cruz de Cristo e se tornou católica em Pentecostes recebeu do salvador a missão de administrar os sacramentos e toda a economia da salvação. Desta forma também, através de seu magistério nos concede os esclarecimentos doutrinários através de seus documentos, cartas, encíclicas, exortações e do catecismo. E foi assim, pautada na bíblia, na tradição e no magistério de nossa igreja que aconteceu a quarta formação mensal da Paróquia São Jorge, situada no bairro do Portão, Curitiba-PR.
Numa tarde muito agradável e ensolarada os catequistas se reuniram para compartilharem suas experiências, aprofundarem seus conhecimentos e crescerem um pouco mais nas tão belas verdades de nossa maravilhosa religião católica. Enquanto o tempo foi passando, passo a passo fomos compreendendo como Deus age conosco através dos seus santos anjos e como pode e deve ser nosso relacionamento com eles e por consequência para com o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Embora o assunto ficou apenas no campo do que é essencial para nossa salvação, muitos mitos, boatos e disque me disque, foram esclarecidos pois, afinal, como lembramos na formação, a responsabilidade da pastoral da catequese é imensa porque aquilo que fala e o testemunho que se dá para as crianças, jovens, adolescentes e no catecumenato irá contribuir para que sejam construídas na fé, uma casa sobre a rocha ou sobre a areia. Meias verdades, não podem ser ensinadas porque assim sabemos que é como age o inimigo que com elas mistura suas mentiras, confundindo o tão amado povo de Deus. O tempo passou muito rápido e sob olhares atentos e a interação dos catequistas presentes todos aproveitaram cada momento num clima muito acolhedor que ao mesmo tempo manteve a seriedade porque, vamos recordar, todo o assunto que diz respeito a salvação das almas sempre é muito sério. Só temos uma alma para salvar e uma chance apenas, não há tempo para se perder já que não sabemos quanto tempo Deus nos deu. Por isso é tão importante o que fazemos com o tempo concedido. E assim, num encontro de poucos minutos, nenhuma conversa paralela aconteceu, nenhuma distração ocorreu e tudo isso só comprova a grandeza dessas pessoas que ali estavam, pessoas comprometidas com o ministério que exercem, com suas vidas e com as vidas que passam pela catequese que dão. Sempre em frente e como dizia minha padroeira Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus: “nunca desanimeis embora venham ventos contrários”. São os votos e o agradecimento pela excelente e calorosa acolhida de todos.
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Em pé perante a cruz

Se existe uma coisa que nos é muito difícil é permanecermos em pé perante nossa cruz. Ela que nos foi dada por Cristo para alcançarmos nossa salvação, hora pesa menos, hora pesa mais. Assim pensam as pessoas porque a sensação de pesar menos acontece nos períodos de consolação enquanto que a sensação de que ela pesa mais acontece nos períodos de sofrimentos. No entanto o motivo sempre é de grande alegria e é preciso sempre recordarmos a seguinte questão. Assim como o ouro tem seu valor quanto maior o seu peso, maior o seu quilate, da mesma forma a cruz de cada dia. É fácil para cada um levar a cruz quando nossa amizade e comunhão com Deus não está passando por nenhum crescimento que exige de nós alguma provação. Felizmente para todo mundo, Deus alterna a estiagem da alma para que não caiamos na soberba e não afrouxemos nas práticas espirituais. Como somos falhos e não podemos por força própria crescermos até a estatura de Jesus, almejada por aqueles que querem a glória eterna (1ª Coríntios 11,1), Deus entra com suas provações para nos ajudar a crescer no amor e na santidade.

Nessas horas muitos de nós tomam ciência de quão fraca era a sua fé. Por causa dos períodos de consolação a pessoa vai arrefecendo na fé e se acomodando por achar que a luta, que termina na hora da morte, já terminou e que já venceu perante o inimigo. É um verdadeiro chacoalhão no sujeito que pensava ser um bom cristão e enraizado no evangelho de Cristo. Basta uma sucessão de tribulações, sofrimentos, provações, dificuldades e todo tipo de intervenção que modifique nosso marasmo e comodismo para reclamarmos em bom e alto tom a Deus: o que fiz para merecer tudo isso? Que Deus injusto!

Se achamos isso não entendemos das coisas. Será que Jesus achou injusto passar pelo que passou por todos nós e ainda ter que terminar na cruz? Será que Maria Santíssima achou injusto passar por tudo que passou e ainda ter que ficar em pé perante a crucificação de seu filho, sofrendo com ele toda a paixão? Se tivessem achado isso e se retirado de seus desígnios o que teria sido de nós.

Nem cogitamos e se cogitamos achamos que Deus teria arrumado outra maneira. Porém não nos cabe filosofar sobre esse patamar já que o que se reflete aqui é quanto estamos dispostos a seguir os planos de Deus, cientes de tudo que ele nos oferece com seu amor exigente. Nunca se ouviu dizer na história da humanidade que tenha sido fácil para alguém chegar na glória celeste. Não é assim, não há como trilhar um caminho, que é único para a porta estreita sem ser afetado por tudo que nele existe. É como o sujeito que não quer seguir os carreiros que existem dentro de uma grande plantação, quer andar por meio dela onde não lhe é capaz enxergar a sua frente. Caminha às cegas! Na carta aos Coríntios São Paulo nos recorda: “quem está de pé, veja que não caia”. E não poderia ser mais acertado esse apontamento porque o ficar em pé aqui trata-se da questão espiritual. Os pesos das dificuldades caem sobre nós como a força da gravidade, como se uma rocha cada vez maior estivesse sobre nós fazendo pressão para nos esmagar. Se tentarmos nos mantermos sozinhos não conseguiremos (João 15,5), nossa força vai até certo limite. Precisamos nos agarrar a Jesus, pedir o auxílio de Maria Santíssima e de toda a milícia celeste pois nosso inimigo que nos ronda como um leão buscando a quem devorar, faz o máximo esforço possível para nos derrubar. Ele nos quer caídos, chafurdando na lama do pecado, quer nossa desgraça e muito se alegra se compramos suas ofertas mentirosas de felicidade deste mundo. A vida em abundância prometida por Jesus é uma vida feliz e completa e isso inclui, as provações tão necessárias para nosso crescimento espiritual. Não desanimemos, peçamos sempre a Deus que nossa fé seja aumentada para que dentro de nós cresçam os verdadeiros motivos pelos quais nos manteremos firmes na caminhada rumo a pátria celeste.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sem força de "dobra" não podemos escapar

No filme Jornada nas Estrelas II – A ira de Khan, após uma batalha estelar que resultou na avaria do motor de “dobras” da Enterprise, para que a nave ficasse fora de perigo, uma vez que uma explosão de um mecanismo a bordo da nave inimiga havia sido iniciada, era preciso que ela se distanciasse muito rapidamente do local da batalha para que não fosse envolvida nos efeitos da explosão, que resultaria na morte de todos os tripulantes. Porém, como a nave só tinha a chamada força de impulso e ciente da iminente explosão, o almirante Kirk perguntou ao capitão Spock sobre as chances de se escapar somente com força de impulso. E o capitão Spock respondeu: Capitão, uma coisa é certa, não podemos escapar somente com força de impulso.

Assim é em nossa vida, transportando a realidade da ficção de forma analógica para a nossa realidade espiritual, não podemos ficar apenas numa política de salário mínimo, fazendo um esforço miserável para viver uma vida acoados perante as exigências do amor de Deus. A política do salário mínimo é muito arriscada porque ela coloca a pessoa numa situação geográfica muito próxima dos limiares da preguiça espiritual. Por ficar com mais tempo para as coisas do mundo corre o risco de sufocar sua vida espiritual, que termina por ficar com menos tempo, por causa de tanta dedicação e atenção que disponibiliza para aquilo que passa destronando de seu coração tudo que não passa. Que perigo!

Assim como é dito no filme, que é certo não escapar dos efeitos da explosão sem força de “dobra”, na vida real é certo não escaparmos dos pecados se aceitarmos conviver com as ocasiões de pecado e nos acostumarmos no dia a dia a vivermos aquilo que queremos e não aquilo que Deus espera de cada um de nós. Como diz na bíblia nosso comportamento deve ser como convém a santos, devendo nos afastar de tudo que desagrada a Deus.

A impressionante, direta e incisiva palavra de Deus não deixa margem para nenhum tipo de especulação. Não existe brecha para nenhum “e se” ou “talvez”. As coisas são como estão escritas. O assunto da salvação de nossa alma não seria colocado por Deus de uma forma leviana para que incorrêssemos em algum risco por tentar nos salvarmos e acabarmos por culpa divina, não conseguindo. Isso não existe. Não existe culpa nenhuma em Deus. Tudo é “graças a Deus”!

Não se pode reclamar dizendo que ele impôs uma dura e quase impossível caminhada para se chegar aos céus e que agora fica lá de cima vendo o circo pegar fogo e que se salve quem puder. Deus não busca em suas criaturas esse tipo de prazer, ele quer nossa salvação, muito mais que nós mesmos e busca nossa felicidade, que nos aguarda nos céus. Mas, se escolhermos ficar no banho maria, contentes com alguns esbarrões de Jesus em nossas vidas, com um cuidado apenas genérico, como o que é feito a toda a criação, ofendemos e entristecemos a Deus que nos colocou na condição de herdeiros do reino, já que por adoção somos seus filhos.

Abrir mão dessa condição parece ser um tanto burrice. No entanto, no filme foi feito um esforço para se consertar o problema, estabelecer a força de “dobra”, mesmo que a um alto preço e assim, escapar do mal, que parecia inevitável. Em nossa realidade deve acontecer o mesmo, deve de nossa parte no mínimo acontecer o máximo de esforço para que o mal não se torne grande em nossas vidas pois se assim o for, ele irá se misturar em nosso cotidiano e não mais iremos fazer violência para extirpa-lo de nosso meio. Se isso ocorrer, não vamos conseguir só com força de impulso. Nós somos a força de impulso, Jesus é nossa força de “dobra”.


fonte: Jefferson Roger
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Tem que ser Vorpal

No filme americano Alice no País das Maravilhas, conta a história que, a protagonista era a eleita para matar o inimigo do reino chamado jaguadarte. Para os moradores do reino a profecia revelava que a jovem Alice, escolhida desde os tempos longínquos era quem, empunhando a espada vorpal, iria segundo a profecia, derrotar o feroz dragão, que era submisso à vilã do reino, irmã da benfeitora rainha. Por saber desse contexto a vilã escondia sob sua proteção a espada da profecia porque sabia que ela poderia destruir seus planos maléficos.

Pois muito bem, vamos aqui nos utilizar dessa história de ficção para de forma analógica refletirmos alguns pontos de interesse católico. Em determinada altura do filme, a personagem Alice, resistente ao seu desígnio e destino, relutava em assumir sua posição de guerreira que iria enfrentar o jaguadarte. Acontecia então uma reunião onde a rainha benfeitora clamava ao povo por um voluntário para lutar contra o inimigo, na esperança de que Alice se prontificasse. Entre os que estavam lá, alguns se voluntariaram, menos a Alice. Depois foi aberto um pergaminho que continha a história do país das maravilhas bem no trecho da batalha contra o inimigo para ver se alguns dos voluntários poderia substituir Alice e a espada vorpal, com seu próprio armamento. Chegamos então a frase decisiva que serve aqui neste artigo para a reflexão. Um dos gêmeos gorduchinhos disse, olhando para o pergaminho: “Não adianta, se não for vorpal ele não morre”. Vamos para a mensagem?

Cada um tinha sua própria arma, mas o pergaminho mostrava que tinha que ser a espada vorpal, que pela profecia cabia apenas para Alice empunha-la. Nenhuma outra espada era capaz de derrotar o inimigo. Bingo!

Em nossa vida espiritual é exatamente assim que as coisas funcionam. Se não for Jesus, ninguém mais irá nos salvar. Ele mesmo nos disse que não podemos nada sem ele (João 15,5). Então por que tentar derrotar o inimigo com nossas próprias forças? Nosso próprio esforço já dizia Santa Catarina de Sena só é capaz de nos condenar ao inferno. Ficamos, quando tentamos agir por conta própria, desperdiçando munição em alvos que julgamos erroneamente serem os certos. Pobres de nós, enquanto não acordamos ficamos achando que não devemos nada para Deus e que, como não fazemos declaradamente algum mal ou alguma coisa que aos nossos olhos enganosos não nos parece errado, ficamos a viver cutucando com alfinetinhos um gigante colossal e titânico e achando que ele será ferido de morte com nossos golpes. Pobres de nós. Damos ouvidos ao diabo e tentamos dialogar com ele para tentarmos inutilmente tirarmos alguma vantagem de tudo que nos agrada. Ou então dialogamos com Jesus para ver se ele nos concede alguma exceção porque queremos tanto não empunhar a espada vorpal e não enfrentarmos o jaguardarte porque isso tem um preço.

Embora tenha um preço não tem nenhum risco e sabendo disso, satanás se esforça para iludir os distraídos e curiosos cristãos que estão sempre querendo saber como será que é? Caem nas tentações como alguém que não sabe andar na corda bamba e se aventura. Diz-se que não há risco nenhum porque alguém já ouviu dizer que quem recorreu e se entregou sem reservas a Jesus Cristo terminou com sua alma condenada? Pois é, não se ouviu e nunca se ouvirá dizer isso.


fonte: Jefferson Roger
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A luz que vem do Deus da luz

Assim lemos no livro do Eclesiástico: “Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria. Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e vossos corações se encherão de luz. Tende piedade de nós, ó Deus de todas as coisas, olhai para nós, e fazei-nos ver a luz de vossa misericórdia! Feliz aquele que se entregar a essas boas palavras; aquele que as guardar no coração será sempre sábio; pois, se ele as cumprir, será capaz de todas as coisas, porque a luz de Deus guiará os seus passos.”

Como podemos atentar, caros leitores, não podemos deixar nossos corações afastados de Deus pois longe dele que é a luz que precisamos para viver, eles ficarão soterrados pelas coisas do mundo e sentimentos que não nos permitem alçar voo até as glórias celestes. O aperto no coração, a angústia, o sofrimento, a dor e a tristeza brotam em nós porque, já nos ensinava Santo Agostinho: “contrariam a nossa vontade”. Tudo que contraria a nossa vontade nos causa sofrimento e dor. E se contraria nossa vontade é porque ela não está em conformidade com a vontade de Deus. Se assim for, estamos mentirosamente rezando a oração que Jesus nos ensinou. Professamos que seja feita a vontade do pai, mas não queremos abrir mão das nossas vontades. Não entregamos nossa vida 100% para Deus, queremos sempre ficar com alguma coisa para nós. Então nos colocamos na posição das crianças birrentas que se escabelam em gritos e encenações porque querem, querem e querem que as coisas sejam do seu jeito.

A bíblia nos ensina que tudo será iluminado pela luz de Deus, nada ficará oculto. Por isso muitos sofrem porque enxergaram nos prazeres do mundo, que estão na sombra, na obscuridade e na escuridão, um anestésico para se viver neste vale de lágrimas um inútil cristianismo sem dor. Se comportam como se tivessem feito uma aposta com Jesus dizendo: quer apostar como eu consigo entrar no céu trilhando um caminho inventado por mim? Que pesar e que lástima! Não é assim, não é assim! De forma tão clara é possível cada um notar em sua vida que a insistência em se viver o que se quer e não se viver o que se precisa empurra a pessoa para um caminho que não é a subida para a pátria celeste.

Não adianta, Jesus disse, “quem quiser me seguir renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga dia após dia” (Lucas 9,23). Ponto final. Eis aí um grande problema na vida de todo cristão. Renunciar a si mesmo. Quão duro é a prática da renúncia. E podemos dizer que é duro por conta de nossa própria culpa. A renúncia está ligada ao valor que damos para as coisas. Se algo não é de valor para nós, podemos renunciar a isso e deixar para lá. Agora, se atribuímos um alto valor para alguma coisa, nos custa muito abrir mão dela. A renúncia também está automaticamente ligada ao desapego.

Renunciar significa não dar valor nenhum para nós e dar todo o valor para Deus, desapegar de tudo que nos cerca, coisas e pessoas e se apegar totalmente em Deus. Também nos recorda isso Jesus no episódio do jovem rico. Perguntado o que devia fazer para ir ao céu, Jesus respondeu que precisa seguir os mandamentos. Então o jovem disse que já fazia isso e o que mais era necessário? Jesus disse que, se queres ser perfeito, vende teus bens, dá o dinheiro e me segue. E a história termina dizendo que o jovem foi embora triste. Qual a mensagem?

Se você faz a obrigação (segue os mandamentos, vai ser salvo), mas precisa para seres perfeito (ser santo – Mateus 5,48) desapegar para renunciar. Por isso o jovem ficou triste, porque tinha muitos bens e era apegado a eles. A lição é clara para todos nós.

Efésios 5,8-14 – “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. Porque as coisas que tais homens fazem ocultamente é vergonhoso até falar delas. Mas tudo isto, ao ser reprovado, torna-se manifesto pela luz. E tudo o que se manifesta deste modo torna-se luz. Por isto (a Escritura) diz: Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará (Isaías 26,19; 60,1)!”

João 1,4-9 - “Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.”

João 8,12 - “Disse Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

As dificuldades

Se existe uma coisa que dá trabalho na vida de alguém são as dificuldades. Elas existem nas mais variadas formas e aparecem quando menos se espera. Podem ser pequenas, podem ser repentinas, podem ser esperadas, podem ser complicadas, podem ser sazonais, podem ser imprevistas, podem ser aguardadas, podem ser muito grandes, podem ser de vários tamanhos e suas durações dependem também de outros fatores.

Existem aquelas que são muito simples de serem resolvidas, ou por ser possível evita-las ou por se saber como se deve tratar o problema que porventura elas possam nos trazer. No entanto, em meio a este emaranhado que são as dificuldades, o ser humano, que está doente por causa do mundo, já que se deixa influenciar pelos míseros prazeres terrenos que dão como recompensa tormentos eternos, prejudicando também as relações interpessoais e as relações com Deus, cria ou rotula alguma coisa como dificuldade quando o que se passa é falta de coragem para encarar a situação. Vejamos:

Alguns possuem dificuldade para falar em público, por conta de sua timidez. Outros possuem dificuldade em manter o peso ideal por conta de seus hábitos alimentares e estilo de vida. Existe ainda aqueles que possuem dificuldade em organizar o seu dia a dia por conta de sua atitude relaxada para com seus compromissos. Seja como for, nestes pequenos exemplos, é possível uma mudança de direção que resulta na derrota desta dificuldade. O tímido pode praticar e vencer a timidez. O hábito alimentar e o estilo de vida podem ser melhorados para que a boa forma e a saúde melhorem. A desorganização pode ser superada com um firme propósito e atitudes que “coloquem ordem na casa”. Como vemos, quem vê dificuldade em tudo corre o risco de se acostumar e se acomodar.

Em nossas vidas muitas coisas já existem que são difíceis por natureza. E em se tratando de nossa vida espiritual, mais ainda.

Mateus 10,24 – “Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas!”

1ª Timóteo 3,1-5 – “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!”

Eclesiástico 34,10 – “Aquele que não tem experiência pouca coisa sabe, mas o que passou por muitas dificuldades desenvolve a prudência.”

Como vemos, dificuldades nos cercam durante a vida, fazem parte das provações, tribulações e sofrimentos pelos quais devemos todos passar para crescermos no amor e na santidade. Se é possível ao corredor atleta vencer a dificuldade de se correr no frio da noite, não desanimando porque a temperatura é baixa, chove e está ventando, muito mais deve ser o empenho que devemos ter em vencer qualquer dificuldade espiritual que possa nos afastar a alma de sua salvação. Se sentimos o peso dela, da dificuldade, Jesus nos ensinou o que fazer (João 15,5), é preciso acorrermos a ele que nos aliviará o fardo. Do contrário corremos o risco de tornar as dificuldades doentes e crônicas, não nos abandonando mais e nos impedindo de nos tornarmos pessoas melhores.

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Haja Paciência


fonte: Jefferson Roger
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O lar de muitos

Refletindo de uma maneira muito bonita, imaginemos a Santíssima Trindade nos céus vivendo o puro e perfeito amor por todos os séculos dos séculos. Então Deus disse: não é possível em todo esse amor não existir alguém com quem possamos compartilhar essa felicidade. Então Jesus respondeu: estou de pleno acordo. O Espírito Santo disse: me parece perfeito. Assim, de comum acordo a trindade santa, Deus pôs-se a organizar a questão como um bom arquiteto, um bom programador. Desta forma, tendo em vista seu plano de amor, colocou-se a criar o mundo em vistas de “alguém”, não de algo ou alguma coisa. Alguém, caro leitor, você, eu, as pessoas que conhecemos e não conhecemos. Deus pensou em toda a criação para que ela servisse a alguém. Assim começou o amor de Deus.

Em seguida, com tudo pronto, nos criou e nos ordenou que homem e mulher se unissem em uma só carne para que constituíssem família (Gênesis 2,24), abençoando essa relação. E sabemos, como nos recordou Jesus nos evangelhos, tem sido assim desde o princípio. O homem se torna esposo, a mulher se torna esposa. Se casam contraindo o sacramento do matrimônio, constituído por Jesus para elevar a realidade natural do casamento, e se casam para constituir família. Família essa, cujos membros batizados e pertencentes da igreja de Jesus Cristo recebem ainda a graça de Deus Pai de receberem, além do anjo da guarda de cada um, o anjo custódio responsável por esta família.

Porém, o mundo bate muito forte com sua catequese e as fraquezas humanas e outras interferências insistem em dificultar a vida de muitas pessoas que caminham neste vale de lágrimas. E como dizia uma freira idosa no convento em que vivia Santa Maria Faustina Kowalska: “ninguém está dispensado da luta”. Nossa inteligência limitada não alcança os desígnios divinos e nos cabe, portanto, com a fé em Jesus, fazermos a vontade do Pai.

E a vontade do Pai se manifesta de muitas maneiras e em todos os lugares. Assim pôde comprovar a turma da catequese da quinta etapa da Paróquia São Rafael, localizada em Curitiba-PR, comandada pelo meu amigo pessoal, o catequista Alessandro. Em visita ao orfanato Associação Lar Criança Arteira, localizado no bairro Fazendinha, numa caminhada em forma de romaria, os adolescentes peregrinaram, preparando seus espíritos em oração para uma experiência que marcaria suas vidas. Num sábado à tarde, dia 03/06/2017, empunhando seus Santos Rosários e algumas doações para a instituição, passaram algumas horas com as crianças que lá vivem.

São muitas histórias e histórias não tão felizes, mas todas reais. Abraçar uma criança, que é órfã, beija-la, conversar com ela e enxergar em seu olhar uma felicidade ao nos ver e um desejo de que aquele momento não acabasse, pega qualquer coração mais despreparado. Ali, é possível olhar para o que é a vida e realidade de cada um e poder olhar para sua própria vida. São momentos que marcam pessoas e nos fazem compreender o que Jesus espera de cada um de nós, pois assim ele dava o exemplo, assim ele fazia durante sua passagem por este vale de lágrimas. Jesus tinha muito a oferecer. Palavras que libertavam, que consolavam, que levavam a paz, Jesus levava a cura do corpo e da alma, Jesus com sua presença fazia as pessoas se sentirem melhor e longe delas ele rezava por elas. Assim devem nos tocar essas experiências. Devemos sempre perceber que temos a nossa família, talvez não uma família como queríamos e isso é assim mesmo. Foi Deus que nos deu a família que temos, cuidemos dela. Ao olharmos para a realidade de uma criança que não pode como nós ter o amor de um pai ou de uma mãe, devemos agradecer por nossas vidas, sejam elas como forem, e ainda mais, pelos que tem menos que nós, devemos nossas orações, nosso afeto, nossa compaixão, exatamente como Jesus fazia e faz.

No retorno para a Paróquia para encerrar a atividade em conjunto com os pais que aguardavam os jovens crismandos, houve a partilha da experiência. E se emoções e lágrimas, vozes embargadas e coração apertado se unem a momentos assim, é porque aconteceu um marco, aconteceu uma transformação. Quem participou deste dia acordou uma pessoa e se deitou outra. Todos devem se motivar a fazer em sua vida uma experiência como essa. Eu mesmo também já estive com minha família neste orfanato e o resultado em nossas vidas é transformador. Crianças te abraçando pedindo para irem embora com você com um olhar que nunca mais se esquece e cuja lembrança me traz à tona, novas lágrimas.

Neste dia, este era o lugar em que Deus queria que estes jovens e os que os acompanharam estivessem, para que pudessem receber especiais graças que tocam a alma. Que esta experiência frutifique a todos que participaram direta e indiretamente e que outras gerações possam viver o mesmo momento, se não neste local, numa realidade que do mesmo modo possa transformar suas vidas e aponta-los para a direção que Jesus espera que caminhemos, amém.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Celebrando os 50 dias

Jesus depois de sua morte ressuscitou ao terceiro dia e segundo o relato bíblico permaneceu com os apóstolos por quarenta dias. Após esse período aconteceu a sua ascensão aos céus. Uma semana depois quando os apóstolos estavam reunidos em oração, a igreja de Cristo que nasceu na cruz tornou-se católica neste dia que é chamado Pentecostes:

Atos 2,1-6 – “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua.”

Antes de Cristo a história judaica narra que a festa de Pentecostes, cuja expressão acredita-se ser adotada por conta da influência grega da época, está ligada ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos dez mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do êxodo.

Como vimos na narrativa do livro que conta os primeiros passos de igreja de Jesus, Jesus depois de três dias ressuscitou, mais quarenta dias e ascendeu aos céus, mais sete dias aconteceu a descida do Espírito Santo. Somando-se três dias aos quarenta dias depois da ressurreição de Jesus e mais os sete dias depois da sua ascensão, temos o período de cinquenta dias que é comemorado pelos cristãos católicos como o evento de Pentecostes pertencente ao período da nova e eterna aliança.

Neste dia a igreja tornou-se católica, que quer dizer universal, aberta a todos os povos que aceitam o projeto de amor e salvação dos homens trazido na plenitude dos tempos através da pessoa do verbo encarnado. Assim, na navegação da igreja o Espírito Santo, responsável por nos recordar todo o ensinamento de Jesus e nos ensinar toda a verdade, cumula os membros de Cristo com os diversos dons, como quer para o bem comum.

O detalhe muito importante que precisa ficar bem claro é que neste dia o dom de línguas concedido aos apóstolos permitiu que eles falassem uma língua que não conheciam e cada um entendesse o que diziam em sua língua nativa. Muito diferente daquela baboseira toda que o pessoal da renovação carismática católica insiste em dizer que é dom de línguas. Isso não existe pois se a bíblia nos ensina que o dom é para proveito comum, alegam erroneamente por não conhecerem as escrituras, que o dom de língua ou língua dos anjos é algo que com o mínimo de esforço se pode balbuciar algumas sílabas desconexas e pronto, já está se falando com o dom de línguas. Quanta idiotice desses carismáticos que ofendem diretamente o propósito do Espírito Santo na vida da igreja. Ele não concederia um dom para benefício próprio ou para a soberba de alguém. Falar numa língua que ninguém entende não tem serventia alguma e não é próprio dele exaltar alguém dessa maneira. Isso está também explicado nas cartas de São Paulo aos Coríntios. Atenção para as escrituras e vamos bem viver os mistérios da nossa religião, pautados na doutrina, magistério, sagradas escrituras e tradição e através do que nos ensinou o Verbo Encarnado, sabedoria divina, amém.

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fonte: Jefferson Roger
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