segunda-feira, 12 de junho de 2017

Casados, eternos namorados? Depende!

Casados são eternos namorados! Não se ouve essa frase por aí caros leitores? O comércio gosta muito de “trabalhar” em cima desse conceito para fazer parte da comemoração da data com seus mais variados artigos. Realmente até certo ponto não existe tanto mal nisso. Vamos refletir um pouco a respeito. O mundo capitalista precisa movimentar o seu lucro de várias formas. Uma delas são as datas festivas. Elas estão diretamente relacionadas com os presentes. Infelizmente muitas pessoas acabam comprando a ideia de que é preciso presentear materialmente alguém para demonstrar o quanto se gosta dela. E quanto maior ou mais caro, maior é o sentimento que se tem por ela. Será? Nas igrejas não católicas eles utilizam o mesmo argumento. Eles pregam que é preciso o fiel demonstrar o tamanho de sua fé e não ficar dando míseros donativos para Deus. É preciso dar mais se a pessoa quer mais. Nada de mixarias. É a teoria da retribuição. Deus só vai te dar o que quer se demonstrar que gosta muito dele dando muito para sua igreja. Quanta baboseira e que lástima para as pessoas que envolvem o dinheiro que tem outra finalidade numa barganha com Deus. Pobre delas.

Pois bem, o mundo moderno precisa de capital de giro e os presentes, como dizíamos fazem parte do contexto. Nem o natal onde celebramos o nascimento do salvador da humanidade escapa da saraivada das lojas. O aniversariante fica esquecido e papai noel rouba a cena. Muitas árvores, amigos secretos, ceias abundantes e fartas e Jesus, responsável por tudo na vida das pessoas é, quando muito, lembrado nas missas. Ainda bem que nem todos tratam as coisas da maneira errada e existem aqueles que colocam os pingos nos “is”.

E quanto aos casados? Será que os casados vivem a mesma vida que viviam quando eram namorados? Se o namoro era santo ou pelo menos se fazia um esforço nesse sentido com certeza podemos responder que não. O namoro se bem vivido é um período de aprendizagem, onde o jovem e a moça vão se conhecendo cada vez mais e vão aprendendo minúcias que existem na vida do outro. É um tempo de preparação, o romantismo está no ar, o compromisso cresce aos poucos e a maturidade dos sentimentos também. É claro que também o diabo se mete no meio disso e tenta fazer com que namorados ou até noivos cometam o pecado grave da fornicação, já que o ato sexual abençoado por Deus é exclusividade dos esposos em santo matrimônio.

Dizer que os casados são eternos namorados é certo e errado ao mesmo tempo. Vamos conferir. De maneira bem simples o comércio divulga essa ideia porque, como existem muitos casais e não existem o dia dos casados, então vender a ideia de que os casados são eternos namorados é o que de melhor eles puderam inventar. Agora, qualquer casal pode confirmar que namorados é uma coisa, depois quando se casa, tudo é diferente. E por este prisma, incluindo aqui também a vida espiritual e o propósito da coisa, é importantíssimo que não sejam eternos namorados. O namoro passou, a paixão evolui e começaram a namorar. No namoro a paixão se transformou em amor. Na vida de casado o amor se transforma para a formação da família e acolhida dos filhos. Se transforma mas nunca deixa de ser amor. A idade avança e os ritmos diminuem dando lugar a outras coisas na vida do casal e da família.

Ao contrário, se os namorados se casam e querem ficar vivendo uma vida a dois, sem filhos, preocupados com desejos egoístas de prosperidade, onde filhos e família não tem lugar em suas vidas, algo está errado. Não é isso que Deus espera dos seus filhos. Eternos namorados? Não vai dar certo. A carne vai ceder, os anos vão se passar, serão festas, passeios, viagens, muito sexo desregrado sempre com o objetivo de não terem filhos e tudo porque, sempre dizem os eternos namorados: um filho iria atrapalhar os meus planos. Mas e os planos de Deus? Se a pessoa recebeu o sacramento do matrimônio ela disse a Deus que aceitaria receber os filhos que ele mandasse e se comprometeu a educa-los na fé da igreja católica. Mas, mal acaba a festa de casamento, da qual nem Deus fez parte e ele já é enxotado de suas vidas? Tão fácil assim? Querem fazer do casamento um parque de diversão, sem comprometimento algum, e isso as vezes é pior porque alguns nem recebem o sacramento, vão viver juntos ou casados só no cartório; afinal querem todo o seu tempo livre para gozar suas “alegrias” com sua mulher ou seu marido, desde que não exista mais ninguém sob o mesmo teto. Eternos namorados dessa maneira Deus não quer. Agora, eternos namorados no sentido de preparação, numa preparação onde um se faz responsável também pela salvação do cônjuge, onde ambos inicialmente e adiante, os membros de sua família atuam mutuamente na vida de todos para o bem comum e a salvação de suas almas, isso sim porque esta vida é uma preparação para vivermos a vida plena na glória dos céus. É preciso fazermos as coisas certas da maneira certa porque depois que o tempo acabar, e os confetes caírem, se o que se viveu foi apenas festança, só o que irá restar é a sujeira da passarela, sem nenhum tipo de obras para que Jesus possa nos conceder a salvação (Apocalipse 22,12).


fonte: Jefferson Roger

Nenhum comentário:

Postar um comentário