sexta-feira, 2 de junho de 2017

Celebrando os 50 dias

Jesus depois de sua morte ressuscitou ao terceiro dia e segundo o relato bíblico permaneceu com os apóstolos por quarenta dias. Após esse período aconteceu a sua ascensão aos céus. Uma semana depois quando os apóstolos estavam reunidos em oração, a igreja de Cristo que nasceu na cruz tornou-se católica neste dia que é chamado Pentecostes:

Atos 2,1-6 – “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua.”

Antes de Cristo a história judaica narra que a festa de Pentecostes, cuja expressão acredita-se ser adotada por conta da influência grega da época, está ligada ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos dez mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do êxodo.

Como vimos na narrativa do livro que conta os primeiros passos de igreja de Jesus, Jesus depois de três dias ressuscitou, mais quarenta dias e ascendeu aos céus, mais sete dias aconteceu a descida do Espírito Santo. Somando-se três dias aos quarenta dias depois da ressurreição de Jesus e mais os sete dias depois da sua ascensão, temos o período de cinquenta dias que é comemorado pelos cristãos católicos como o evento de Pentecostes pertencente ao período da nova e eterna aliança.

Neste dia a igreja tornou-se católica, que quer dizer universal, aberta a todos os povos que aceitam o projeto de amor e salvação dos homens trazido na plenitude dos tempos através da pessoa do verbo encarnado. Assim, na navegação da igreja o Espírito Santo, responsável por nos recordar todo o ensinamento de Jesus e nos ensinar toda a verdade, cumula os membros de Cristo com os diversos dons, como quer para o bem comum.

O detalhe muito importante que precisa ficar bem claro é que neste dia o dom de línguas concedido aos apóstolos permitiu que eles falassem uma língua que não conheciam e cada um entendesse o que diziam em sua língua nativa. Muito diferente daquela baboseira toda que o pessoal da renovação carismática católica insiste em dizer que é dom de línguas. Isso não existe pois se a bíblia nos ensina que o dom é para proveito comum, alegam erroneamente por não conhecerem as escrituras, que o dom de língua ou língua dos anjos é algo que com o mínimo de esforço se pode balbuciar algumas sílabas desconexas e pronto, já está se falando com o dom de línguas. Quanta idiotice desses carismáticos que ofendem diretamente o propósito do Espírito Santo na vida da igreja. Ele não concederia um dom para benefício próprio ou para a soberba de alguém. Falar numa língua que ninguém entende não tem serventia alguma e não é próprio dele exaltar alguém dessa maneira. Isso está também explicado nas cartas de São Paulo aos Coríntios. Atenção para as escrituras e vamos bem viver os mistérios da nossa religião, pautados na doutrina, magistério, sagradas escrituras e tradição e através do que nos ensinou o Verbo Encarnado, sabedoria divina, amém.

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fonte: Jefferson Roger

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