quarta-feira, 14 de junho de 2017

Morte no Motel

Olá caros leitores. Uma coisa é certa, a imprevisibilidade da morte é algo definitivo em nossas vidas. Uma bela frase se encaixa aqui. Em vida podemos dizer que esperamos que ela seja a última coisa que nos aconteça. Nem é tão errado afirmarmos isso pois se pensarmos em nossas vidas e olharmos para ela com um olhar sobrenatural, desejar que ela seja a última coisa que nos aconteça não é nada estranho. Vamos entender.

Nesta caminhada, vamos caindo e levantando pelo caminho rumo aos céus e essas quedas acontecem por causa de nossas fraquezas. Tão miseravelmente nos achamos os tais e não cuidando quando estamos de pé, tentamos vencer o que não se vence sozinho e tropeçamos de olhos abertos, porém, embotados pela entorpecência dos pecados. No entanto, se não agimos assim e como disse, colocamos sob a mira de um olhar com raízes celestes a vida que levamos, o dia pode nos acometer de pleno horror. Ao cristão que é temente a Deus, suas quedas são motivo de grande tristeza, pesar e horror. Isso mesmo, não se assustem. Na vida de vários santos encontramos este tipo de ensinamento. A falta cometida era motivo de grande medo de que sua hora da morte estivesse próxima e de que não lhe fosse possível receber o perdão dos seus pecados através da confissão.

Como exemplo cito Santa Verônica Giuliani que em tempos de noite escura da alma, a freira julgando ter sido abandonada por Deus por conta de sua conduta, chegava a se confessar até cinco vezes por dia em extremo espírito de contrição e muitas lágrimas. Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face, ainda quando criança, certa vez agoniada esperava seu pai chegar do trabalho e quando este finalmente entrou em casa, a pequena Tereza pediu que ele a levasse urgente para se confessar. A menina era muito nova, menos de sete anos e o pai, vendo seu estado lhe perguntou o que tinha acontecido. Atenção para a resposta da menina. Ela disse que precisava se confessar porque sua mãe tinha feito um bolo, cortado em fatias para que comessem ela e suas irmãs e Terezinha, num acesso de gula, apressou-se a pegar o maior pedaço de bolo, não dando chance para as irmãs. Depois o arrependimento por não partilhar e não ser a última como nos ensina Jesus, bateu profundamente como uma flecha na pequena santa e se seguiu o temor de se morrer com um pecado.

Que maravilhoso é viver assim, em comunhão com Deus, livre para ser feliz e sofrer sempre segundo seus cuidados e sua vontade. Infelizmente não é assim que todos agem. Neste mês na região metropolitana de Curitiba, município de Pinhais, a polícia registrou duas mortes nos motéis da cidade. Uma de um rapaz de 28 anos que se averiguou ser overdose. A outra de uma mulher de 39 anos que estava com seu namorado e acabou por sofrer um ataque de asma vindo a falecer.

O fato serve, mais uma vez, para nossa reflexão. O rapaz que segundo a polícia morreu de overdose de drogas. Pois bem, lá vem as drogas mais uma vez ceifar vidas. E sua morte não aconteceu de um dia para o outro. O pecado grave é a consequência de muitos pecados veniais e de se admitir em nossas vidas as ocasiões de pecado. A mulher que sofreu o ataque de asma descobriu-se que estava com o namorado. Pois é, caros leitores, namorados não podem ter relação sexual antes do casamento. Isso é ato exclusivo dos conjugues em santo matrimônio, definido assim por Deus e confirmado pela igreja de Cristo através de seu catecismo. Quem acha que não e que sexo é uma coisa boa inventada por Deus e que, portanto, deve ser praticado na mesma medida em que se escovam os dentes, depois não reclamem por não estarem em estado de graça e a vida não lhes garantir boas condições de vida eterna (Romanos 8,28). Se já escolheram, como disse Jesus, receberem sua recompensa aqui na terra, depois que o leite derramou, já era. Lágrimas existem neste mundo, é bíblico. Agora são de alegria, tristeza, felicidade, sofrimento ou arrependimento; depois elas serão substituídas pela prestação de contas, a sentença do justo juiz e a glória ou condenação eterna.

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fonte: Jefferson Roger

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