Sobre o Ecumenismo

Não se iluda com a simpatia do Ecumenismo:



Movimento este condenado por Jesus em várias passagens bíblicas e confirmado por Ele em aparições a alguns santos. Com a ideia de que a verdade não é uma exclusividade pregada no Evangelho, esse movimento levanta a bandeira de que "fiquemos com o que nos une, deixando de lado o que nos separa". Como é possível se até nas sagradas escrituras o próprio Cristo nos ensina que é necessária a unidade de todos em sua igreja e em seu caminho, verdade e vida para um dia vivermos as alegrias eternas unidos em um só rebanho? A palavra Ecumenismo de origem grega quer dizer "aberto para todo o mundo" porém esbarra em muitos princípios doutrinários e nos ensinamentos do próprio Salvador, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, não se contradiz porque Ele, que é a verdade, não se engana e não engana ninguém. A castidade, obediência e fidelidade pregadas, ensinadas e mostradas em exemplos por Jesus jamais mudou de conceito ou foram atualizadas.

O que é um pecado "ontem", sempre será pecado"! É um conceito sagrado e imutável, atestado pelo próprio Deus em sua doutrina: Malaquias 3,6: "Eu sou o Senhor seu Deus e não mudo, e ainda em Isaías 45,23, "Minhas palavras não serão revogadas."

Pois bem, assim como está na segunda carta de Pedro que "nenhum livro das sagradas escrituras é de interpretação pessoal, pois os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito", não é possível compartilhar a reta ortodoxia doutrinal católica com um "espírito mundano e leviano, além de modernista, que luta contra as verdades cristãs pregadas e ensinadas ao longo de mais de dois mil anos.

Existe uma concepção errada sobre o que é o amor ao próximo. Os cristãos foram condicionados a acreditar que o amor que Cristo pregou foi um amor de inclusão, ecumênico e tolerante, mas isso não alinha com as Escrituras. Amar não é passar a “mão na cabeça” nem levar no colo quem precisa andar.
Ama quem sabe falar sim, mas também sabe falar não! Hoje em dia, quem critica uma crença, doutrina ou escolha, é considerada uma pessoa que não ama. Posicionar-se severamente contra o pecado e dar a cara a tapa, como Jesus fez e por isso foi muitas vezes criticado até pelos próprios ditos “cristãos”, que dizem não estarmos “andando em amor”. Isso é estúpido, pois muitos falam que Jesus pregou o amor ao próximo, mas eles mesmos não entendem o que significa esse amor. Santo Agostinho nos relembra que se passarmos essa vida fugindo do Jesus misericordioso iremos acabar o encontrando como Jesus justo juiz.
Odiamos nossos filhos quando chamamos a atenção deles? Ou o amigo ao repreendê-lo por ter feito alguma besteira? Odiamos nosso irmão em Cristo quando falamos a verdade para ele? O amor é cego e inconsequente? Com toda a certeza NÃO É!!

Para Jesus, amar é exortar, ensinar, corrigir e ajudar o próximo! Ele jamais fez “vista grossa” para os problemas que estavam acontecendo e nunca deixou de expressar sua posição sobre qualquer assunto. Cristo NUNCA pregou ecumenismo e paz, mas sim amor e espada. Satanás, como sempre, distorceu o que o Salvador ensinou. Hoje em dia, se falarmos qualquer coisa contra um padre, pastor, líder, cristão, espírita, homossexual ou até um ateu, somos chamados de juízes. Eles argumentam dizendo que a “bíblia diz”: “Não julgues para não serem julgados”. Quem diz isso é MENTIROSO. Jamais fomos ensinados a não julgar e sim, a manter nossa vida limpa diante do Criador para não sermos julgados nas mesmas coisas que estamos julgando.


Recordemos:

Mateus 7 - Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da trave que está em seu próprio olho?

Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco do seu olho, quando há uma trave no seu? Hipócrita, tire primeiro a trave do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.

Sigamos lendo esse capítulo e veremos que na verdade Jesus nos ensina como devemos julgar. O que não podemos fazer é condenar alguém para a perdição, mas julgar e criticar condutas, isso é parte vital do cristianismo. Como posso corrigir um cristão idólatra, sem falar que ele está errado na sua idolatria? Pequei por ter falado a verdade? Com certeza NÃO, as escrituras nos ensinam em Ezequiel que se eu não advertir o próximo sobre o erro, ele será condenado, mas eu também receberei a minha condenação. Isso nos lembra a atitude de pecar por omissão. Como Jesus mesmo nos ensinou, ele falou abertamente sobre as verdades do reino.

São Paulo também nos ensina sobre esta verdade em sua carta aos Romanos 2:

Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas. Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade...
Então você, que ensina os outros, não ensina a si mesmo? Você, que prega contra o furto, furta? Você, que diz que não se deve adulterar, adultera? Você, que detesta ídolos, rouba-lhes os templos?

Em Romanos 14 temos - Deus detesta esse tipo de julgamento. Quando pregamos contra algo que praticamos, somos hipócritas,já nos alertava Jesus ao repreender os fariseus que colocavam pesados fardos no povo mas não agiam da mesma forma, eram de atitudes exteriores e por isso Jesus já dizia que já haviam recebido a sua recompensa. Porém quando julgamos e estamos andando retamente… somos sal e luz! O que não podemos fazer é julgar um irmão por comida ou bebida, como fazem alguns, pois o Reino do Deus Eterno não é isso segundo as escrituras.

Na carta aos Efésios está escrito: Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Mas, tudo o que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as coisas.

Como você vai expor alguma prática ou pessoa à luz sem primeiro julgá-la pelas trevas que ela está vivendo? Se você acredita que o amor consiste apenas em oração e aceitação, você precisa ler os evangelhos e verá que Jesus pregou muito mais condenação do que salvação. Ele confrontou TODOS os pecadores que chegaram até ele. Alguns dizem: não fale assim, Deus é amor. Sim, mas ele também é Justo, Santo e tardio em se irar. Isso não quer dizer que Ele não se ira.

Todos os grandes profetas e pregadores nas escrituras eram ousados e falavam o que Deus tinha pra falar na “lata”, sem cortes nem edição. Hoje temos uma epidemia de cristãos moles, inseguros e sem ousadia. Ministérios de jovens que só fazem churrascos, piqueniques e acampamentos, mas nada de falar: Ei, você se diz cristão, mas ouve lady gaga, ou, Ei você se diz cristão, mas continua dormindo com sua namorada! “Jovens” barbados de 30 anos participando de cervejadas e fazendo todo tipo de idiotice, mas continuam cantando e dançando nas igrejas, como se precisassem satisfazer seu ego, consciência ou dar alguma satisfação social no meio em que vive. E Deus? Como fica o primeiro mandamento?

Onde estão os homens e mulheres de Deus? Onde estão os imitadores de Cristo? Jesus não era esse Cristo ecumênico que fazia carinho nas ovelhinhas, que se vestia como uma mulherzinha e tinha cabelos compridos e olhos azuis, parecendo um ator de cinema. O verdadeiro Jesus era e é um homem santo, puro, vivo e direto. Que ama, cura, salva, mas o que poucos se lembram, ele também julga!

Evangelho de João 5 - Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer dá-la. Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.

Eu lhes afirmo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão. Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem.

Cristo confrontou os fariseus e hoje, continua nos confrontando para voltarmos ao seu evangelho puro e eficaz. A igreja se tornou um clube de fofocas e apenas uma formalidade, onde as pessoas não têm coragem de se posicionar e/ou exortar um irmão. Entenda de uma vez por todas que para amar é preciso ter coragem e fazer o que Jesus fez, trazer correção para que as pessoas entrem ou voltem para a porta estreita e ao caminho apertado.

Portanto vemos que a Igreja não pode revogar a doutrina da Mortalium Animos, documento que condena o Ecumenismo. Ela não pode revogar a doutrina que ela sempre ensinou pois isto constitui em erro e desobediência ao seu fundador, Jesus Cristo.
O movimento ecumênico foi várias vezes condenado pela Igreja. Por exemplo. Quando os Americanistas organizaram o Congresso ou Parlamento das Religiões de Chicago, na última década do século XIX, o Papa Leão XIII os condenou na encíclica Testem benevolentiae. Depois, Pio XI condenou o movimento ecumênico do Abbé Lambert Beauduin -- um precursor do ecumenismo atual e da Nova Missa de Paulo VI -- na encíclica Mortalium Animos. Isso em 1929.
O indiferentismo religioso, a liberdade de religião, foram condenados por inúmeros documentos pontifícios.
Essas condenações não foram, e nunca poderão ser anuladas, nem contrariadas. O Concílio Vaticano II -- que não é um Concílio dogmático infalível, mas apenas pastoral -- lançou o atual movimento ecumênico que já foi criticado por Jesus Cristo em algumas aparições pelo mundo onde Ele nos diz que essa decisão não foi passada por Ele em Espírito.

Os resultados do atual ecumenismo tem sido desastrosos:

1) Não trouxe de volta para a Igreja nenhuma seita.

2) Só conseguiu difundir a falsa idéia de que qualquer religião salva, tese condenada pelo Syllabus de Pio IX.

3) Por isso, milhões de católicos têm abandonado a Igreja, e praticamente cessaram as conversões de protestantes ao catolicismo.

4) Em contrapartida, o ecumenismo produziu muitas divisões entre os católicos.

Como podemos ver, a política ecumenista só causou prejuízos e confusão. Pretendendo unir os cristãos, ela dividiu os católicos.

Vejam o que diz o Catecismo da Igreja Católica:

816 "A única Igreja de Cristo (...) é aquela que nosso Salvador depois de sua Ressurreição, entregou a Pedro para que fosse seu pastor e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la... Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na ( "subsistit in") Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele[a11] ":

O Decreto sobre o Ecumenismo, do Concílio Vaticano II, explicita: "Pois somente por meio da Igreja católica de Cristo, 'a qual é meio geral de salvação', pode ser atingida toda a plenitude dos meios de salvação. Cremos que o Senhor confiou todos os bens da Nova Aliança somente ao Colégio Apostólico, do qual Pedro é o chefe, a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que se incorporem plenamente todos os que, de que alguma forma, já pertencem ao Povo de Deus".

Lembremo-nos então caros leitores, que o inferno é ecumênico, pois recebe gente de todas as religiões, mas o céu é católico, porque para entrar lá é preciso pertencer pelo menos à alma da Igreja.

fonte: www.montfort.org.br / vezes7.wordpress.com e o autor deste blog

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