segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Os caminhos do abismo eterno

Todos os pecados mortais são caminhos que vão dar no abismo eterno. Há, porém, alguns que fazem mais estragos e causam a morte a um número maior de almas. O pecado de impureza é, talvez, o que mais povoa o inferno, porque é um pecado muito grave, fácil de cometer, por causa da corrupção da nossa natureza, e depois, difícil de abandonar. Santo Agostinho diz que a soberba povoou o inferno de anjos e a impureza o enche de homens. E Santo Afonso não receia em afirmar que todos os cristãos que se condenam, se condenam pela impureza, ou, pelo menos, não sem ela.

Ai do jovem que chega os seus lábios a esse cálice. Conta que ele mesmo pedira a Deus para cumprir, com merecimento, o purgatório nesta vida. E, atingido por uma penosa doença, todo encolhido pela contração dos nervos que o fazia sofrer barbaramente, dizia: Dói muito, mas não é fogo, não é fogo. Crescia a tortura e aumentava a dor, “mas não era fogo”. A contração dos nervos juntava-se a doença da gota, “mas ainda não era fogo”. Por estar de cama dez anos seguidos, dolorosas chagas cobriam-lhe o corpo aumentando o seu sofrimento, contudo ele repetia sempre: não é fogo, não é fogo, e acabará. E assim se animava a suportar tudo com paciência por amor a Deus.

Um santo solitário, assaltado por violenta tentação, temendo ser vencido, acendeu uma vela e para se compenetrar vivamente no pensamento do inferno, pôs os dedos na chama e os deixou queimar, dizendo de si para consigo: Uma vez que tu queres pecar e merecer o inferno que será o castigo de teu pecado, experimenta antes se és capaz de suportar o tormento de um fogo eterno.

Um rico mergulhado no vício da impureza, embora sentisse contínuo temor do inferno por isso, entretanto não tinha coragem de romper com os maus hábitos e de penitenciar-se. Recorreu, pois, a Santa Ludovina, que então edificava o mundo com a sua paciência, e lhe pediu que lhe fizesse penitência por ele. De boa vontade, respondeu a santa, oferecerei por vós os meus sofrimentos, com a condição, porém, que uma noite inteira vós conservei na cama a mesma posição, sem vos moverdes de nenhum modo. Aceitou facilmente a condição, mas passada apenas meia hora, sentiu o incômodo e já queria mover-se. Todavia, não o fez. Aumentando, porém, o mal estar daquela posição que lhe ia parecendo insuportável, cedeu e começou a mover-se.

Então, uma impressão salutar se despertou no seu coração: se é tão incômodo ficar imóvel num leito macio por toda a noite, oh quão insuportável não será ficar deitado num leito de fogo por toda a eternidade? E terei ainda dúvida de me livrar desse suplício com um pouco de penitência? Como vemos, caros leitores, neste trecho retirado do livro “O inferno existe”, do Padre André Beltrami, uma mensagem nos fica muito clara: devemos levar a sério porque depois... já era.


fonte: Jefferson Roger
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Os assanhamentos

Em linhas gerais o ato de assanhar-se, motivar a, agir com o intuito provocante e insinuante, constitui perigosamente em atitude que fere o ensinamento que encontramos em Eclesiástico 3,27 onde se lê que “quem convive com o perigo, nele perecerá”. Como vemos, esse tal de assanhamento se esconde atrás de um perigoso caminhar por um abismo cuja estrada é chamada de “pecado venial”. Facilmente também, essas práticas irão se enamorar com os pecados capitais e nesse ponto, esse relacionamento entre satisfação saciada pelos frutos do assanhamento e um desejo de se receber uma dose maior dessa sacies, termina, como bem ilustram os pecados capitais, gerando novos pecados: os pecados graves.

Por isso na bíblia se lê que “quem convive com o perigo, nele perecerá”. Mas, no entanto, tal situação ainda não saiu do controle, caminha para essa derrocada, mas ainda não é o passo que leva ao fundo do poço. Falta a decisão final da pessoa que a fará ofender gravemente a Deus. Lembremos que para o pecado “evoluir” (minha nossa, é isso mesmo!) para uma estatura de pecado mortal, a matéria precisa ser grave, o sujeito precisa ter consciência que é grave e, por fim, precisa querer cometer o pecado. Notemos que agindo no campo do primeiro e segundo passos, já se peca venialmente até porque um pecado grave não se materializa do nada na frente da pessoa. Vamos recordar que houve antes um namoro com as ocasiões de pecado (pecados veniais).

Dessa forma, assim como lemos nas sagradas escrituras a verdade que condena, também lemos a verdade que liberta. Provérbios 28,26 – “quem caminha com sabedoria escapará do perigo”. E em outra parte dos escritos aprendemos que o início da sabedoria está no temor a Deus. Portanto, atitudes libertinas afastadas da moral, do pudor e que expõe a intimidade e dignidade humana, transformando um corpo santo em uma vitrine ou um objeto de desejo e consumo, pode terminar mal. Pode terminar trazendo a derrota na batalha contra a concupiscência e os pedidos baixos do corpo.

Um assanhamento é um pequeno passo em direção ao abismo dos pecados. Outro assanhamento também e assim, sucessivamente até que essa direção se torne um declive e não seja mais capaz fugir da escravidão do pecado que irá trazer nos prazeres terrenos os sofrimentos eternos. Enquanto ainda não se acolheu e não consentiu com o pecado, o desejo (que é a tentação) pode ser contido e superado pois o pecado grave precisa dos três passos. Mesmo assim, não pecar gravemente não é motivo de glória para ninguém porque essa situação pode afrouxar a vigilância e São Paulo nos recorda que “quem está de pé, veja que não caia”. É preciso, além de não pecar gravemente, estender a violência contra o pecado (Mateus 11,12) lutando contra o mesmo até o sangue (Hebreus 12,4), também aos pecados veniais.

Santo Antonio Maria Claret dizia: “A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho ao pecado grave. Ó minha alma, não basta desejar firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave. É necessário ter resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro. Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo decidido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual – zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo.”


fonte: Jefferson Roger
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As graças são independentes

A romeira de quarenta e sete anos Poliana Abraão de Paiva foi notícia a poucos dias por conta de sua entrevista para a rede globo de televisão por ocasião da comemoração dos trezentos anos do encontro da imagem de Aparecida. Contou a mulher que a peregrinação que fazia até o santuário nacional, se dava em razão de agradecimento por uma graça alcançada pela interseção de Maria Santíssima, invocada sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

A romeira percorria a rota alternativa criada pela prefeitura de São Paulo, chamada rota da luz, que tem o objetivo de retirar os peregrinos andantes dos acostamentos das vias. Porém, para o caso em questão, em certa altura, o grupo que caminhava rumo ao santuário foi surpreendido por condições climáticas muito adversas onde um galho de árvore veio a quebrar e cair sobre a mulher, que foi socorrida pelo serviço municipal de atendimento urgente, mas não resistindo aos ferimentos veio a falecer.

É possível pensarmos, caros leitores, por que Poliana recebeu a graça e pouco tempo depois veio a morrer, e justamente quando ia até Aparecida para agradecer a graça recebida? Se já era uma católica devota e recorreu à intercessão de Maria Santíssima, obtendo a graça desejada, pois obviamente queria vencer a grave enfermidade (contou ela em entrevista que era um problema respiratório grave) para poder ter uma qualidade de vida melhor, mal recebeu a graça, já lhe foi tirado, não só a saúde, que ia mal e havia se restabelecido, mas lhe foi tirado tudo, foi tirada a sua vida.

O que um parente pode pensar disso? O que as pessoas com pouca fé podem pensar disso? Podem pensar que é uma baita sacanagem. Podem pensar por que Deus concedeu a graça se ele já iria lhe conceder a morte pouco tempo depois? O cenário apresenta uma situação de perigo para as pessoas que não colocam um olhar sobrenatural em tudo. Vamos acompanhar. Primeiro: não sabemos quando acontecerá nosso segundo final de vida, por isso vivemos até o fim de nossas vidas atuando dentro dela. Não dizemos, ao menos não deveríamos dizer, hora não vou fazer mais isso ou aquilo, afinal, já estou a morrer, de que adianta. Segundo: Deus faz o mesmo, ele não deixa de conceder uma graça porque a pessoa está a morrer e não sabe disso. Justamente por não saber, Deus sabe que os efeitos da graça são eficazes. Terceiro: a graça recebida serve para muito mais coisa do que simplesmente seu efeito principal.

Quando recebemos uma graça pedida, recebemos junto a certeza de que o céu existe, de que fomos ouvidos e Deus, por meio dessa graça, quer nos conceder a oportunidade de conversão, arrependimento pelas nossas faltas na caminhada e um aumento da fé e nossas atitudes em favor do evangelho. Quem recebe a graça com o coração aberto e sem interesses menores, sai do outro lado uma pessoa melhor. Seu testemunho e comportamento dali em diante passa a evangelizar pessoas. No final das contas, a graça que um recebe, toca a outros. É preciso ordenar sempre o pensamento e o olhar para que acontecimentos assim sejam observados separadamente. A dona de casa não pensa que não adianta limpar semanalmente a casa porque ela vai ficar suja de novo. Ela limpa a casa independente do que virá, se a casa vai ficar mais suja ou não, dependendo das pessoas que por ela circularem. Ela não diz: que se dane, não vou limpar, vai sujar de novo mesmo. A natureza humana imita a natureza divina. Deus não diz: não vou conceder a graça hoje, no final desta semana ela vai morrer mesmo. Percebem? As graças são independentes, e principalmente as graças que queremos receber para vivermos com melhor qualidade. Quando chega a nossa hora, Deus nos chama.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

As intenções

Já paramos para pensar o que são as intenções? Por que temos intenções em fazer alguma coisa? Por que algumas são más e outras são boas? Pois bem, sabe-se que a intenção é uma ideia que depois de amadurecer, vira um propósito que será colocado em prática. As vezes ela é uma meta, as vezes uma atitude e as vezes não sai do papel, vamos assim dizer. Vamos lembrar de alguns exemplos? Sempre é bom não é mesmo!

A pessoa tem intenção de emagrecer. Se esta intenção se tornar um propósito de perder peso, ela a coloca em prática e começa a mudar os hábitos alimentares e praticar exercícios físicos. Outra pessoa que tem intenção de emagrecer. Se esta intenção for vencida pelas constantes tentações da gula e dos maus hábitos, ela nunca sairá do papel e a pessoa permanecerá escrava de suas vontades menores. Como vemos, as intenções, que Jesus ensinou que brotam no coração, passam pela peneira da mente para depois de fato acontecerem, se tornarem concretas.

As vezes ouvimos as pessoas se desculparem dizendo que não tiveram a intenção de fazer aquilo. Como pode ser? Será que é isso mesmo? Fizeram sem intenção, sem pensar primeiro? Bom, fala-se por aí que a pessoa agiu por impulso, mas algumas linhas da psicologia afirmam que é preciso de alguma forma o corpo receber algum tipo de comando ou autorização da mente para executar. Podemos facilmente compreender que as coisas são assim mesmo porque se você quiser ficar parado em pé, numa posição, seu corpo pode resolver andar sem mais nem menos? Por impulso? Claro que não, portanto, essa história de agir por impulso muitas vezes só serve para tampar o sol com a peneira.

Seja como for, nos parece de fácil aceitação que exista de forma precedente a intenção, o pensamento, o desejo, a vontade, o querer se fazer algo. Depois que isso que brotou no coração passar pelo endosso da mente, o corpo recebe o comando para executar. Essa é a via correta pois do contrário sabemos que uma desordem na natureza das coisas, muitas vezes acarreta em condutas de erro. Agora, não só fisicamente a coisa se comporta dessa maneira, mas também espiritualmente. E aqui entramos na questão das intenções da oração.

Aprendemos na bíblia que devemos rezar pelos outros, inclusive pelos inimigos como nos adverte Jesus. Nas missas rezamos nas intenções depositadas nas caixinhas e escritas nos livros. Nos rosários e outros terços colocamos nossas intenções, nas adorações aos santíssimos e nas novenas também. Fazemos um compromisso e assumimos uma atitude espiritual perante Deus que se externa em atos concretos, como o jejum e a oração. Nossa Senhora em Fátima disse que muitos são condenados porque não existe quem reze e faça penitência pela conversão dos pecadores. Jesus disse a Santa Faustina que é coisa muito boa rezar pela conversão dos pecadores, pedindo misericórdia. Como vemos, o céu está de olho também em nossas intenções. Para encerrar lembremos da parábola dos filhos. Um disse ao pai que iria trabalhar na vinha, mas não foi. O outro disse que não ia, mas foi. Ambos tinham uma intenção (Mateus 21,28-31). Jesus disse qual se saiu perante Deus, melhor.


fonte: Jefferson Roger
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Os heróis das crianças

A vida infantil é abarcada pela vida adulta. Através da linguagem da palavra e das atitudes, os adultos vão transmitindo conhecimentos com aquilo que falam e fazem. É bem verdade que mais tarde as crianças também começam a aprender com outras crianças e mais adiante ainda, aprendem com todos. Nesta altura podemos compreender que isso, de se aprender com os outros através do que eles falam e fazem, é uma constante na vida das pessoas.

Cercados pelos pais, quando pequenos e completamente dependentes deles para tudo, vamos aprendendo que nosso mundinho, antes do tamanho de um útero, aumenta para o tamanho de um colo, de um amamentar e só mais à frente, nossa casa, as pessoas ao nosso redor e a coisa não para de crescer. Nos tornamos adultos e a vastidão do mundo, ainda que globalizado, não nos envolve por completo porque cada pessoa vive uma realidade particular absorvendo do mundo aquilo que necessita para viver.

No entanto, enquanto filhos, envoltos sob os cuidados da mãe e do pai, a criança vai crescendo, recebendo amor, carinho, atenção, mas também regras, disciplina, conceitos morais e religiosos pautados numa catequese familiar que é um início, um impulso e que termina com nossa passagem pela experiência transformadora da morte. Os filhos vão crescendo e os pais, que assumiram perante o altar educa-los na educação e doutrina do Senhor (Efésios 6,4), amorosamente, mas rigorosamente vão colaborando na construção dos valores no coração dos pequeninos.

Assim como é verdade que os casamentos santificam, também é verdade que os filhos santificam os pais, o mesmo acontecendo na outra via. Um pai que é esperado chegar em casa, de braços abertos, sorriso no rosto e olhar de felicidade, precisa sempre estar ciente de que o sentimento que lhe vem dos filhos é verdadeiro. Como então viver uma vida de mentiras e pecados, uma vida paralela, para ser para seus filhos um herói como o das histórias de faz de conta dos quadrinhos e filmes?

No livro de Tobias, o anjo São Rafael explicava para o menino que o diabo tem poder sobre aqueles que deixam a razão de lado e se comportam como animais (Tobias 6,16-17). O que isso quer dizer? Simples, essa afirmação angelical quer dizer que a atitude de pecar tem a contribuição dos impulsos, no autoconvencimento para benefício próprio e nos desejos da carne. Um animal não tem relação sexual pautada no amor e fecundidade de um casal que vive o matrimônio sob o olhar de Deus. Um animal cruza, acasala, sente atração pela fêmea e ela pelo macho e os dois simplesmente copulam. O pecador impuro através dos pecados da carne é como aquele que está descrito no Livro de Tobias, descrito por São Rafael, sob os quais o diabo tem poder. Por isso, a lógica também é deixada de lado, a razão e o coração e apenas movido por paixões terrenas e desejos do corpo se peca contra os mandamentos, cegamente, colocando um pano preto sobre os que vivem em família, como a esposa, o marido e os filhos.

Chegar em casa, depois de ter cometido uma ofensa contra Deus, seja qual for, depois de ter pecado de olhos abertos, sabendo que se estava pecando e querendo pecar, e encarar hipocritamente o olhar de uma criança ou de um cônjuge constitui em um agravante ainda maior desse pecado. Sempre é tempo de resistir na luta contra o pecado até o sangue (Hebreus 12,4) e perseverar até o fim (Mateus 10,22) para poder glorificar a Deus com nosso corpo (1ª Coríntios 6,20) e sermos um exemplo vivo do Cristo (1ª Coríntios 11,1) em nossas famílias.


fonte: Jefferson Roger
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Deus "NÃO" é o mesmo

Caros leitores, sobretudo os católicos, se existe um discurso que muitas pessoas gostam de empregar contra os católicos em conversas e debates religiosos é o de dizerem que “Deus é o mesmo”, querendo com isso erguerem a bandeira flamejante que diz que da minha religião eu não saio pois não é preciso, afinal, Deus é único. Também essa postura visa colocar a pessoa numa situação de politicamente correto, de política de boa vizinhança onde se quer mostrar que tudo bem, você pode ficar na sua religião, eu respeito, cada macaco no seu galho, você respeita a minha religião e eu respeito a sua porque Deus está presente com Jesus e o Espírito Santo em todas. No fundo, no fundo, não é bem assim que as coisas funcionam, vamos entender.

Antes de estreitar o debate que existe dentro do cristianismo, é fato no decorrer da história da humanidade, que muitos povos em suas crenças acreditavam e ainda acreditam na existência de uma força superior, ausente aos sentidos humanos que, de alguma forma, age nos acontecimentos pessoais de forma individual e global. Já remonta a tempos muito antigos essa certeza entre os seres humanos em seus mais variados graus de conhecimento. Passando por antigos deuses até divindades atribuídas as forças da natureza, endeusando-as, o homem sempre viveu um sentido nato de relacionar sua vida com algo maior, buscando dar sentido a ela. Se as coisas comprovadamente são assim, nesta diversidade toda, o que dizer então do cristianismo?

Os cristãos, seguem a Cristo. Ora, pode pensar o leitor, isso está meio que na cara! Será? Não será. Muitas denominações cristãs deixam Jesus Cristo de lado e permanecem firmes no antigo testamento, ou então se tornam a religião de um livro e não de uma pessoa. Outras que também agem dessa forma arriscam vez por outra invocar Jesus para algumas ocasiões. Seja como for, se pensarmos apenas em termos lógicos, por que as denominações que assim falam dele, pregam entre elas um Deus completamente diferente? Ora, se Deus é o mesmo como afirmam, então ele exige a mesma coisa em todas as religiões, oferece a mesma coisa em todas as religiões e em consequência disso, espera de cada um, a mesma atitude e comportamento. Se ele é o mesmo, uma religião basta. Se não for assim, Deus é então um mentiroso e um injusto que trata as pessoas conforme sua vontade oferecendo diferentes graças conforme lhe é do agrado. Nada disso, se fosse assim, durante todas as gerações da humanidade, umas teriam menos ou mais exigências que outras para alcançarem o paraíso e não é assim. Ele mesmo disse em Malaquias 3,6 que “Eu sou o Senhor seu Deus e não mudo” e em Isaías 45,23 disse que “minhas palavras não serão revogadas”. Deus de fato é único mas as pessoas criam religiões diferentes para poderem interagir com ele da maneira que melhor é para elas e não como ele colocou em seus termos divinos.

Para uns, basta recorrer direto a Deus para o perdão dos pecados, para outros pode ser direto com Jesus. Para uns Deus quis usar Maria Santíssima para que Jesus nascesse neste mundo e depois deu um pé na bunda dela, assim como fez Jesus que até a chamou de “mulher”, ambos, descartando-a. Para outros Maria é a “mulher” da inimizade entre a descendência da serpente e dela, é a “mulher” que lhe foi confiada a humanidade e é a “mulher” vestida de sol do apocalipse. Maria é, assim como todos nós, membro do corpo de Cristo que é a sua igreja e exaltada por aquele que nela fez maravilhas. Para outros é possível xinga-la, despreza-la e dela falar mal, não importando que foi mãe de Jesus e escolhida pelo criador para trazer a salvação até a humanidade. Uns dizem que Maria era uma pecadora qualquer e não devem pedir nada a ela, alegam isso porque ela foi fazer as oferendas da expiação no templo. Não percebem que ela, de tão humilde que era, não ficou se achando porque estava para ser mãe do messias. Muitas religiões dizem que os católicos adoram imagens e Maria Santíssima alegando que na bíblia se ensina para não fazer ídolos e somente adorar a Deus, nas palavras de Jesus. Esquecem que adorar é colocar algo ou alguém acima de Deus. Confundem o auxílio e a intercessão que os católicos pedem à fatia da igreja triunfante que vive junto de Deus, achando que entre os homens, pecadores é válido orar a Deus, intercedendo uns pelos outros mas, orar aos que já trilharam o caminho de Jesus e que se encontram com ele não deve ser feito. Afirmam seguir unicamente a bíblia mas ficam vivendo sobre versículos e textos escolhidos a dedo porque se forem viver a palavra de Deus na íntegra terão que terminar católicos. Cada religião irá defender seu ponto de vista assim como a religião católica, porém, existe uma grande diferença. O católico pode acreditar e seguir toda a sagrada escritura, não precisa ficar selecionando alguma passagem para sua conveniência. O problema das muitas denominações religiosas, seus seguidores e o que elas promovem nessa vida será resolvido pelo justo juiz. Aos nascidos em determinada religião, talvez lhes caibam a culpa invencível. Aos itinerantes e nômades que trocam de fé como quem troca de roupa, lhes cabem um acerto de contas com Jesus. O que deve importar então, é uma sinceridade pessoal para com Deus e para com os outros. Com o discurso falso para agradar aos homens de que Deus é o mesmo, Deus é um só, só para poder seguir vivendo o Deus pregado em sua religião, reside o perigo da heresia, da apostasia e do cisma, precisamos ter cuidado! Como se dizia antigamente: Deus está vendo tudo!


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Meditar as coisas no coração

No evangelho de São Lucas no segundo capítulo, aprendemos da Virgem Maria que, conforme nos ensinou o seu filho Jesus, tudo vem do coração. As coisas brotam no coração, se instalam na mente e são manifestadas exteriormente pelo corpo. O coração move as pessoas de bem, se a razão interfere tentando desfazer o equilíbrio que deve existir dentro da pessoa, tendemos a dar ouvidos ao diabo, aceitar suas ofertas e poluir nosso pobre coração com as coisas que passam. Satanás precisa só de uma fresta em nosso coração para conquista-lo por inteiro. Se dialogarmos com ele, tentando agradar a dois senhores, fatalmente iremos padecer.

O coração precisa ser alimentado pelas coisas de Deus, depois essas coisas precisam se instalar em nossa mente e em consequência nossas atitudes irão corresponder àquilo que acreditamos (coração) e aquilo que sabemos (razão). Santo Antonio Maria Claret já dizia que quem quer ser se salvar precisa ter Deus no coração, o paraíso na mente e o mundo debaixo dos seus pés. Maria era assim, depois na narrativa do nascimento de Jesus onde se lê que os anjos anunciaram aos pastores o que havia acontecido, eles, ao visitarem a Sagrada Família de Nazaré, contaram o que havia acontecido e a Virgem Santíssima “conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” – Lucas 2,19.

Nosso coração é nosso bauzinho de sete chaves. Ele é muito valioso. Dentro dele está a sementinha que Deus brotou com a informação de que seremos felizes plenamente se vivermos no aqui e agora com ele, já experimentando um pouquinho do que será a alegria eterna na glória dos céus. Por maior e mais generoso que nosso coração possa ser, ainda assim ele possui uma fraqueza, um ponto fraco. Ele está dentro de pessoas que, como diz a oração eucarística da santa missa, são um “povo santo e pecador”. Deixando a questão física de lado, que já oferece muito pano para manga para os sofrimentos físicos dele, na parte espiritual, senão de igual maneira, muito mais ele sofre durante essa batalha pela salvação das almas.

Como se explica na Física que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, em nosso coração acontece o mesmo. O mal e o bem não podem conviver dentro dele. Não existe meio termo ou convivência pacífica entre o bem e o mal dentro do pobrezinho. Se trata de um cabo de guerra que permitimos acontecer. Um ou outro querem ocupa-lo por inteiro e nós somos responsáveis em fazer a nossa parte, ficar do lado da verdade, aceitar a proposta do Reino dos Céus e assumirmos o compromisso de resistir e viver até o sangue (Hebreus 12,4) o que nos pede Jesus (Lucas 9,23).

É preciso sempre se recolher e, como Maria fazia (Lucas 2,19 e 51), conservar as palavras e meditar e guardar todas as coisas no coração. Imitar Maria, é uma atitude de humildade e um movimento que nada mais é do que imitar seu filho Jesus (1ª Coríntios 11,1) pois, aquela que é a serva do Senhor, que aceitou que fosse nela feito segundo sua palavra, não guarda nada para si, pois é toda de Deus. Ela que é um nada perante o Altíssimo, conforme nos recorda São Luiz Maria Grignion de Monfort em seu tratado, é muitíssima maior em glória e graça do que todos nós. Recorrer a Maria não implica em amar menos Jesus, implica sim, em pedir sua assistência para que possamos viver o evangelho do Ressuscitado, fazer a vontade do Pai e não desistir de andar no caminho, verdade e vida já que sem ele (Jesus), nada podemos fazer (João 15,5). Nos acostumemos em deixar o barulho do mundo de lado para mergulharmos no silêncio da meditação e da oração para que possamos falar com Deus e ouvir o que ele tem a nos dizer, diariamente.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Lembrança aos Batizados

Jesus disse, ide e pregai o evangelho a toda a criatura, quem crer e for batizado será salvo mas não crer, já está condenado. Batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E como vimos nos evangelhos o batismo acontece na presença da intenção, da fórmula e da matéria. Na intenção (as pessoas recorriam ao batismo), a fórmula proferida por Jesus (em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo), e da matéria (a presença da água). A água representa limpeza, purificação, desejo de deixar para trás o que não é bom. É como Jesus explicou no evangelho que é preciso renascer da água e do espírito (João 3,5) deixando o homem velho para trás para alcançar o Reino de Deus.

Pois bem, como o batismo vem dos céus, por isso é um sacramento, conferido pela Santíssima Trindade, não há como ser desfeito por mãos humanas. Aqui na terra ninguém pode desfazer o que Deus faz. Por isso também se diz que ele é indelével porque não pode ser removido da alma da pessoa. Sabemos muito bem que Jesus Cristo fundou a sua igreja (Mateus 16,18) sendo está a única e verdadeira. Sabemos também que a babilônia humana em seus muitos erros fundou outras denominações religiosas e suas igrejas. Agora vejam bem caros leitores. Uma coisa é ser validamente batizado e outra coisa é viver na verdade. O batizado legítimo, infelizmente pode por culpa própria ou não, não viver na verdade do Cristo. Algumas denominações religiosas batizam validamente conforme Jesus ensina e a bíblia sagrada, entregue para a humanidade através da igreja católica, descreve. Outras não.

Sendo assim, eis a questão. Uma vez batizado validamente, sempre batizado. Não há como batizar novamente ou rebatizar. Se o sujeito foi batizado na igreja católica, será para toda a eternidade católico. Se ele renunciar a fé católica depois da idade da razão e procurar outro batismo em outra denominação religiosa, o que ele está a fazer é se colocar em maus lençóis perante Deus. Está cometendo um ato consciente de apostasia frente esta e conforme sua atitude, até de heresia. A situação é muito grave e as pessoas não se dão conta. Gálatas 6,7 – “De Deus não se zomba”. Os sacramentos gerados por ele não são tipos de perfumes numa prateleira onde escolhemos em qual prateleira iremos pegar aquele que mais gostamos.

O batizado católico que abandonou a fé, procurou outra denominação religiosa, mas caiu em si no seu erro e retornou para a casa do Pai, reassume publicamente na igreja católica sua fé, mediante o “creio” e se reintegra como o filho pródigo que retorna para a casa do Pai, que o esperava de braços abertos. Os que não nasceram católicos e foram batizados validamente e durante sua vida procuram viver o que Deus pede, embora isso é difícil porque a catolicidade da palavra de Deus não admite que se viva uma crença seletiva, terminam no fim de suas vidas a ter que se apresentar a Jesus nessa condição: fora da igreja de Cristo fundada em Mateus 16,18. Daqui para a frente não sabemos, o dono do céu é que vai resolver o problema daqueles que tinham culpa invencível ou culpa vencível. Se conscientemente rejeitaram a religião católica e bradaram em vida contra ela ou se não se contrapuseram a ela e viveram sua crença de forma honesta. Jesus é quem vai resolver. Os critérios são dele.

Ademais, do mesmo modo os que foram batizados validamente fora da igreja católica e se convertem ao catolicismo, não serão rebatizados, irão apenas assumir a fé católica (graças a Deus) publicamente no rito do “creio”. E por fim, as denominações católicas que dizem que o batismo da igreja católica não vale porque a criança não tinha a intenção e fé, cometem um grande erro. Normalmente são religiões que buscam seguir mais o antigo testamento e argumentam que Jesus foi batizado quando era adulto. Ora, nos tempos dos judeus seus filhos eram levados no período certo para a circuncisão (batismo judeu) que representava o rito de pertença da criança ao povo de Deus. Nenhum pai judeu esperava o filho crescer. Assim é até o hoje no cristianismo. O batismo judeu (circuncisão) era feito na fé dos pais. Hoje acontece o mesmo, batiza-se os filhos na fé dos pais, que é a fé da igreja. Se o bebê vai ser mergulhado, aspergido ou derramado água sobre ele não importa, a matéria está presente. Se Deus é o que temos de melhor e mais precioso em nossas vidas porque deixar a criança crescer para decidir a respeito do que é tão importante para sua alma? Cuidado! É uma negligência das grandes. Nosso batismo não é o mesmo batismo que aconteceu com Jesus no Rio Jordão. Nos batizamos para nos tornarmos por adoção, filhos de Deus e herdeiros do seu Reino, deixando de ser criaturas. Bem diferente da finalidade que Jesus queria mostrar a todos quando se encontrou com João Batista. Que fiquemos firmes naquilo que Deus ensina, que é imutável e não naquilo que os homens ensinam conforme seus livres exames e interpretações.

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O sacramento do batismo


fonte: Jefferson Roger
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Saindo de Casa

Existe uma prática católica muito antiga que consiste em persignar-se antes de sair de casa. O mesmo, também ao se chegar. No entanto, não só simples atitudes como essa, de se colocar sob a presença da Santíssima Trindade, através do sinal da cruz feito em nós mesmos, como também tantas outras que exigem mais tempo nosso, são muito facilmente deixadas de lado, por conta do suposto pouco tempo que temos e das prioridades que elencamos, sem falar no desleixo espiritual e entre eles, o de deixar os ensinamentos da palavra de Deus, na margem dos nossos afazeres, quase comendo poeira no acostamento de nossas vidas.

A consequência de tudo que decidimos e escolhemos existe. Nunca é adiada ou evitada, ela apenas tem o seu momento certo para acontecer. Isso nos lembra a representação humana da figura da justiça. A mulher com os olhos vendados que segura uma balança, representando a imparcialidade e o julgamento baseado em atitudes. É até louvável a tentativa humana de imitar o proceder divino embora saibamos que a justiça dos homens não consiga, vezes por outra, ter a conduta esperada por Deus. Sendo assim, já que é fato de que se colhe o que se planta, e como não sabemos quanto tempo temos concedido por Deus, o que importa realmente é o que fazemos com o tempo que ele nos deu. Em Eclesiástico 7,40 lemos que devemos pensar constantemente em nossos novíssimos para jamais pecarmos. Vale lembrar, a expressão novíssimos se refere aos últimos acontecimentos nesta etapa de nossas vidas. Morte, juízo, inferno, purgatório e céu.

Realmente é salutar para a vida material e espiritual termos os novíssimos em grande conta. Pensarmos neles até de forma prioritária. O católico precisa começar o dia com a “malinha pronta para a viagem”. Deus nos concede o hoje, o passado não existe mais e pode nos premiar ou condenar, o amanhã não existe ainda. Temos o hoje. Munidos dessa verdade devemos olhar para a nossa vida e avaliar a cada instante se nossa morte no minuto seguinte seria um problema ao nos apresentarmos diante do justo juiz ou não.

Ao sairmos de casa, poderemos não voltar no fim do dia. Deixamos esposa, marido, filhos e nossa casa para trás e seguimos rumo aos nossos trabalhos e escolas. Longe da família estamos nos comportando como um membro dela? Lembremos, como dizem os antigos e os evangelhos nos ensinam: Deus vê no oculto, Deus está vendo. Filhos desobedecem pais? Maridos traem esposas e vice-versa? Vivem todos afastados de Deus? Algum membro da família está desgarrado da religião? As prioridades da família não incluem Deus em seus planos? Como pode o marido mentir para esposa e filhos que vai sair de casa para fazer alguma coisa e vai adulterar com sua amante ou seu caso? Como pode a filha dizer que vai posar na casa da amiga e ao invés disso vai fornicar em outro lugar?

Quando saímos de casa devemos olhar para nossos filhos e para o cônjuge, entregarmos nosso dia a Deus, rezarmos pela manhã, ao meio dia, a tarde e antes de deitar. São as famosas três paradas do dia para examinarmos nossa consciência para vermos como estamos nos comportando perante Deus e nossa família, e a quarta parada é para entregarmos na hora de dormir o fruto de nosso dia. Sempre deixamos nossa casa pela manhã e não sabemos se vamos ver no retorno do trabalho ou escola todos com vida. Não sabemos! Por que então desperdiçarmos nossa preciosa vida ao lado dos que vivem conosco cuidando apenas dos nossos interesses egoístas? Não deve ser assim, nossa família é meio de salvação e cada um é veículo de salvação para todos os membros dela. O sacramento do matrimônio, o batismo, crisma, confissão e eucaristia não existem para bonito ou para serem eventos sociais. Constituídos divinamente são um caminho de salvação que Jesus colocou a disposição de suas ovelhas. Acatemos, sejamos gratos, recorramos a eles e vivamos o que Jesus nos pede.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Zangados como o Zangado

Em Mateus 11,12 Jesus diz que o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam. Violência precisa ser feita consigo próprio para subjugar o campo de batalha chamado corpo, que insiste em cooperar com os sentidos e colaborar nos pecados da carne. O que não precisamos é fazer vista grossa e aceitarmos a mão do diabo em nossos ombros. O que podemos sim, já que tocamos no diabo, é sermos para com ele curtos e grossos. Isso sim, nada de diálogos e tentativas pois, como bem nos recorda São Rafael, sobre os que se portam sem raciocínio e temor a Deus, sobre estes o demônio tem poder.

Facilitemos pra ver uma coisa, pra ver só aonde vai dar nossa tentativa inútil de encarar a vantagem de gerações de satanás frente nossa pequena existência terrena tão influenciada por tudo e por todos. O amigo da onça, tem duas caras, satanás pela frente mostra um rosto camarada, por trás se delicia por ver seu ódio contra os filhos de Deus tendo sucesso. Se ele se achega até nós, precisamos é fazer cara feia mesmo, estufar o peito e dar um brado bem forte dizendo “não”. Não é dizer para ele, agora não, sai pra lá, fala mais baixo, depois conversamos. Nada disso, é gritar mesmo exatamente como Jesus fez em (Mateus 4,10).

Não vos conformeis com esse mundo nos recorda o apóstolo São Paulo em Romanos 12,2. A repulsa que temos que ter perante os inimigos da alma, vamos recordar que são três, deve ser aguerrida. Como também nos recorda o mesmo apóstolo devemos resistir na luta contra o pecado até o sangue (Hebreus 12,4). E precisa mais? Claro que sim, Jesus também nos ensinou “vigilância e oração constantes”. Estamos vendo quanta coisa de nossa parte precisamos fazer? Fazermos violência contra o mal, no sentido da resistência ao mal, não nos conformarmos com as ofertas do mundo, resistirmos até o sangue na luta frente ao pecado e vigilância e oração constantes. Tem muito mais, sabemos bem, mas devemos ter em mente que essa nossa atitude de estarmos firmes (zangados) em nossa posição não quer dizer que devemos sair atirando primeiro e perguntando depois. Na carta aos Romanos 12,17 lemos que não devemos pagar o mal com o mal pois, mais adiante na mesma carta, está escrito que não devemos nos vingar pois a vingança pertence a Deus (Deuteronômio 32,35).

Algumas boas definições que encontramos pelos dicionários dizem que o zangado é aquele que está irritado com algo ou alguém, que foi contrariado, que está aborrecido. Assim devemos transportar para nossa vida espiritual a zanga. Se temos que ficar irritados com algo ou alguém, que fiquemos com o diabo e suas ofertas. Se fomos contrariados que nossa zanga nos leve a oferecer a Deus esses infortúnios. Se estamos aborrecidos que esse aborrecimento não gere em nós o desejo de não renunciar a justiça em prol do perdão. Que nos aborreçamos com essa encheção de saco que faz o diabo e sua caterva, diariamente em nossas vidas e possamos sempre dizer, como Jesus disse em Mateus 4,10: Para trás, satanás.




fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 3 de outubro de 2017

A caridade nem sempre salva almas

Todo bom católico que se preza sabe que tentar salvar uma alma é um ato de caridade. Na bíblia aprendemos que a caridade apaga uma multidão de pecados. Então como refletir sobre o título deste artigo e não ferir os ensinos sagrados? Não parece uma contradição? Pois bem, vamos com a luz dos ensinos celestes acompanharmos o que precisa ser entendido sem macular aquilo que, de fato, é necessário aprender e praticar para não incorrermos no erro sutil, tão bem ensinado pelo demônio, de acharmos que estamos agindo certo quando na verdade, não estamos.

Jesus diz que nem um copo de água que for dado ficará sem recompensa. Outro instante bíblico que denota que atos de caridade em favor do próximo são bem vindos pelo justo juiz. Como ficam as coisas? Iniciemos, para bem elucidar a questão, com uma história verídica contada pelo Padre André Beltrami em seu livro intitulado “O inferno existe”:

O rei Anguberto tinha uma filha que, por sua beleza, fora pedida em casamento por muitos príncipes. Mas a princesa recusou terminantemente, pois fizera voto de castidade. O pai da moça até pediu dispensa em Roma para a filha mas ela não queria outro esposo a não ser Jesus Cristo. Ademais, a jovem pediu também ao pai permissão para viver afastada do mundo. O pai que a estimava muito lhe concedeu os pedidos e assim ela começou uma vida intensa de oração, jejum e penitências. Frequentava os sacramentos e muitas vezes ia prestar serviços aos doentes em um hospital vizinho, vindo a morrer neste teor de vida ainda com poucos anos de idade. Passado um tempo, uma senhora que tinha sido sua criada, ouviu, durante a oração da noite, um rumor estranho, e depois viu aparecer subitamente uma alma em figura de mulher, no meio do fogo e acorrentada entre muitos demônios, que se apresentou assim:

- Eu sou a infeliz filha de Anguberto

- Como? Perguntou assustada a criada, vós, condenada após uma vida tão santa?

Replicou a alma: Fui justamente condenada por minha culpa. Sendo ainda criança tive a desgraça de cair num pecado desonesto. Fui confessar-me mas a vergonha fechou-me a boca e em vez de revelar o meu pecado eu o cobri de jeito que o confessor nada compreendeu e cometi um sacrilégio. Depois comecei a fazer penitências, a dar esmolas, para que Deus me perdoasse, mas sem confissão. Na hora da morte disse ao confessor que eu tinha sido uma grande pecadora. O padre, ignorando o meu estado, respondeu-me que devia repelir esse pensamento como uma tentação. Logo depois, expirei e fui condenada, para sempre as chamas do inferno.

E, dizendo isto desapareceu, mas com tanto barulho que parecia derrubar a casa, deixando no quarto um mau cheiro insuportável que durou por muitos dias. Como vemos, caros leitores, é por amor a Deus que temos que fazer as coisas e não por interesses próprios. Primeiro o reino de Deus e a sua justiça, devemos buscar, para que depois tudo mais nos seja acrescentado e não o contrário. É preciso sempre lembrar que as coisas funcionam do jeito de Deus e não do nosso jeito e, sobretudo, quando o assunto é salvação das almas. O jeitinho e o jogo de cintura de nada adiantam, pois, muito superior a eles, está a conduta a ser seguida e praticada que é a de se imitar a Cristo (1ª Coríntios 11,1).


fonte: Jefferson Roger
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Não se enganem com o Papa Francisco

Caros leitores, parece difícil encontrar quem não goste do Papa Francisco, ele é simpático, todo amistoso, humilde, amigo dos pobres, não implica com os homossexuais e nem com os abortistas. Vamos recordar. O Papa João Paulo I foi assassinado com um mês de pontificado, logo no início do seu pontificado tentaram matar o Papa João Paulo II com um tiro a queima roupa, se recordam? João Paulo II, o Papa Mariano, consagrado total a Virgem Santíssima pelo método do tratado da verdadeira devoção à Virgem Santíssima. Depois foi a vez de Bento XVI sofrer tamanha pressão que foi obrigado a renunciar, alegando incapacidade de comandar a igreja ficando como incompetente. Uma avalanche de escândalos sobre escândalos surgiu em seu pontificado e até documentos pessoais foram roubados dele para a promoção de chantagem. Nas questões da fé o povo se comporta igual nas questões políticas, esquecem rápido das coisas.

Pois é, agora com Francisco acabaram os escândalos na proporção que vinham acontecendo. Tanto sexuais quanto financeiros. A mídia está fazendo dele um líder inovador. Muitos líderes mundiais vêm beijar o seu anel em reverência a “sua santidade” notaram isso? Que mudança! Na bíblia lemos em Zacarias 13,7 que foi primeiro necessário ferir o pastor (Bento XVI) para que as ovelhas fossem dispersas (os fiéis). Após isso, entramos no tempo da confusão e divisão da igreja católica com este papa que até já declarou que o microchip é benéfico para a humanidade pois não existe nada na bíblia que proíba o seu uso. Acho que o papa esqueceu do livro do Apocalipse. Isso é atitude de quem está mancomunado. Outra fala perigosa desse papa foi afirmar que os “católicos são obcecados com o aborto e o homossexualismo” querendo denotar que é melhor deixar de lado. Certa vez perguntaram numa entrevista o que ele achava do lobby gay dentro do vaticano e o papa respondeu, pasmem todos os fiéis em Jesus, que “ser gay não tem problema”, o problema é o lobby gay. Ué! Será que o papa esqueceu da primeira carta aos Coríntios 6,9-10? E por falar em “gays” uma revista dos estados unidos direcionada aos gays elegeu Francisco como “homem do ano”. Nem poderia ser diferente do jeito que ele leva as coisas.

Tem mais caros leitores, o papa Francisco em outro depoimento disse que “não é preciso converter ninguém. Ajude o pobre e vá embora”. Esta afirmação pode parecer bonita e caridosa, porém, ela elimina o sacrifício de Cristo. Ajudar o pobre, o menor abandonado, o doente, a viúva desamparada e todos aqueles que precisam, é uma consequência do amor à Deus. Se amo à Deus, também amo ao meu próximo, e consequentemente o ajudo naquilo que ele precisa. Enquanto esteve na terra, Cristo ajudou intensamente os necessitados. Ajudar ao próximo é uma excelente atitude, que vai ajudar no nosso julgamento diante do Pai, pois “seremos julgados pelas nossas obras” (Apocalipse 22,12). Mas, o que salva não é a caridade. Jesus quando enviou os doze apóstolos disse: “Ide ao mundo e pregai o evangelho à toda criatura. Aquele que crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16,16). Cuidemos, podemos passar a vida toda fazendo caridade e irmos para o inferno. Com essa afirmação o papa Francisco tira o Cristo do centro e coloca os pobres, mas pobre não salva ninguém, quem salva é Cristo. Outra afirmação de Francisco: “todas as religiões levam a Deus”. Parece bonito não é mesmo? Assim sendo, você pode escolher entre ir na macumba, candomblé, budismo, hinduísmo, espiritismo, mórmons e por aí vai, que lá você irá encontrar a Deus também.

Por fim, encerro o artigo com Maria Santíssima que disse em algumas aparições reconhecidas pela igreja como La Salette, Fátima e Akita, algumas verdades muito claras e surpreendentes:

“Roma perderá a fé, e converter-se-á na sede do anticristo" (La Salette – França 1846). Em Fátima, Portugal, em 1917, Maria disse que o demônio se infiltraria até o vértice na igreja, além de ter previsto o fim da primeira guerra, a expansão do comunismo e o início da segunda guerra. Em Akita, Japão em 1973 Nossa Senhora disse: "O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos. Serão desprezados os padres que me veneram e terão opositores em todos os lugares. Haverá vandalismo nas Igrejas e altares. A Igreja estará cercada de asseclas do demônio que conduzirá muitos padres a lhe consagrar a alma e abandonar o serviço do Senhor".

Católicos, olhos abertos e voltados para Cristo e sua Mãe Santíssima. Como os apóstolos disseram confirmando as palavras de Jesus, muitas coisas aconteceriam nos últimos tempos. Estejamos sempre prontos pois o crivo das provações que o amor de Deus exige de cada um, atinge e atingirá a todos. Sejamos do Cristo se lembram? Por Cristo, com Cristo e em Cristo.


fonte: Jefferson Roger
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Péssimas Ovelhas

As ovelhas são animaizinhos muito dóceis e de fácil pastoreio. Jesus faz uso delas em seus ensinamentos para se referir a ele e a nós. No evangelho de São João fica bem marcada essa característica no capítulo 10, de 1 a 16 e de 26 a 27. Muito bem, até aqui, nada de muito especial, carinhosamente Jesus nos aponta uma direção de submissão e obediência de nossa parte e um zelo e cuidado primoroso da parte dele. O problema, como sempre, não está no pastor, está nas ovelhas. Jesus disse que as ovelhas, não seguem a voz dos estranhos e é por isso que satanás se trata de se apresentar com suas ofertas, disfarçado, como diz a escritura, em pele de ovelha, para que as tolas ovelhinhas, não estranhem a sua voz. É o joio no meio do trigo que faz um estrago danado.

Ademais, precisamos compreender que o ensino de Jesus aponta para a obediência das ovelhas ao pastor e não a outra pessoa. Por que Jesus ensinou dessa maneira? Simples, ele mesmo disse que viriam outros para ensinar outras coisas que não estariam alinhadas com seu evangelho. E ainda tem mais, o pai da mentira, o enganador, o diabo, sabe muito bem que a estratégia de misturar verdades com mentiras funciona muito bem para que suas mentiras sejam aceitas, absorvidas e acatadas como algo verdadeiro. É preciso então, ficarmos atentos a hierarquia da igreja para que com isso sejamos boas e autênticas ovelhinhas. Vamos entender. Jesus antes da sua ascensão disse que não queria uma igreja recatada e confinada entre quatros paredes. Ele disse que queria uma igreja peregrina, em constante missão. Deu amostras de como tinha que ser indo pessoalmente pregar a boa nova em vários lugares. Depois mandou os discípulos fazerem o mesmo, mais tarde outros setenta e dois discípulos e por fim disse, para sacramentar o seu querer: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” – Marcos 16,15. Disse ainda: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” – Mateus 28,19-20.

Então, como podemos ver, muitas pessoas erroneamente ficam exaltando e gritando aos quatro ventos que o papa Francisco, infelizmente, um fraquíssimo atual pontífice da igreja católica, quer que a igreja saia de suas paredes e seja uma igreja missionária. Quanta falta de conhecimento do povo, o dono da igreja (Mateus 16,18), o próprio Cristo deixou bem claro o que ele quer e espera da igreja dele. Não é o papa que quer, é Jesus que quer. Temos que agir assim, sendo missionários, porque Jesus quer e ordenou e não porque o papa Francisco disse. O máximo de crédito que podemos dar para este argentino, é reconhecer que ele está lembrando o que quer Jesus. Que cegueira do povo de Deus. As pessoas se concentram muito no papa. O papa isso, o papa aquilo e Jesus vai ficando de lado, Maria Santíssima então... Esse é um péssimo hábito, que só poderia vir de péssimas ovelhas. O magistério da igreja, tutora dos sacramentos, ao invés de simplificar as coisas e se manter debruçada sobre a sagrada escritura e a Santa Tradição, fica gastando o seu tempo num esforço doutrinário que procura se afastar da radicalidade de Jesus e de Maria Santíssima. Pobre da igreja, mas pelo menos Jesus já havia dito que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. Infelizmente para os católicos verdadeiros que vivem no meio da sujeira, ou como melhor disse o papa Paulo VI, da fumaça de satanás que invadiu a igreja, resta adotar um comportamento como o dos santos, que hoje são reconhecidos como tal, mas, que em suas épocas foram perseguidos, ridicularizados e até marginalizados por quem? Pela própria igreja através de seus membros pecadores, as maçãs podres dessa cesta. Fiquemos pois, firmes, fieis a Santíssima Trindade para reconhecermos através dos dons do Espírito Santo, quem são os que semeiam o trigo e quem são os que semeiam o joio no seio da igreja para que possamos, com um coração sincero, mente limpa e alma unida em comunhão a Jesus, vivermos o que ele quer, fazendo a sua vontade e somente dando ouvidos àqueles que fazem a sua vontade, como os santos, a Virgem Santíssima, os anjos e todos aqueles que não se colocam sob um comportamento equilibrado de querer agradar a Deus e agradar ao mundo.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Morrer mil vezes a cometer um só pecado

Na vida e exemplo dos santos, realidade que nos apresenta também uma verdadeira enciclopédia angelical, encontramos inúmeros comportamentos de homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e idosos, que nos transportam para grandes exemplos de uma vida pautada no dom do Espírito Santo da Piedade e do Temor de Deus. Vamos compreender.

Em linhas muito resumidas podemos dizer que o dom da piedade é aquele dom que faz com que a pessoa realmente se sinta filha de Deus. Com esse dom nós passamos a agradecer mais e pedir menos, passamos a nos sentirmos filhos de Deus e termos horror ao pecado. Na outra ponta encontramos o dom do temor de Deus, que consiste em ter medo de se afastar dele e de entristece-lo.

Com esses dois dons, os santos se moviam e se movem até os dias de hoje, em direção a pátria celeste, cultivando suas práticas religiosas. Alguns santos em suas épocas proferiram a frase título deste artigo ou uma frase muito parecida. O cerne da questão repousa no fato de que, ao abraçarmos a proposta do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e com as graças necessárias para bem vivermos o nosso sim, o compromisso assumido nessa caminhada consiste em defender Jesus até com nossas vidas.

Não é algo raro de acontecer porque desde o início dos tempos até a nossa atualidade, o martírio cristão é uma realidade presente no mundo. Através desses dons o amor a Deus se torna tão grande que não nos é mais possível sequer, cogitar alguma barganha com o mundo e com Deus para atingirmos um meio termo e agradarmos a dois senhores. Esses dons nos tornam incapazes de admitir os pecados que são cometidos de olhos abertos, ou seja, os pecados mortais.

Quem gosta de sua mãe, faz de tudo para agrada-la e não o contrário; quando alguém fala mal dela se enfurece e sai em defesa. Pois bem, é o amor que se tem no coração pela mãe que não permite o silêncio e move a pessoa em defesa desse amor e dessa pessoa. Assim precisa ser com Deus e com as coisas que passam. É preciso sermos “imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas” – Hebreus 6,12. Não podemos querer um diálogo com o inimigo para satisfazermos nossas curiosidades a respeito dos pecados. Não existe nenhuma fórmula que nos possibilite pecar e sair depois ilesos de suas consequências. Lemos na bíblia que o salário do pecado é a morte, a segunda morte, a morte da alma. Na expressão dos santos que dizem que prefeririam morrer mil vezes a cometer um só pecado encontramos a firmeza em entregar até suas vidas, quantas vezes fosse preciso, em prol de se ofender a Deus uma única vez.

Como estamos mal, ofendemos a Deus tantas vezes, achamos que não ofendemos, exigimos dele do bom e do melhor, queremos viver segundo nossa vontade e ainda queremos ir ao céu. Não tem alguma coisa errada nisso tudo? Claro que sim, se agimos assim, vivemos na contramão da oração do Pai Nosso e tentamos agradar ao mundo ao invés de agradar a Deus (Gálatas 1,10 / Tiago 4,4). Desse modo, que é o nosso modo próprio de se tentar chegar ao céu, não vai dar certo (João 14,6 / João 15,5). Não queremos morrer para o mundo nem uma vez sequer, como conseguiremos escapar da sentença do justo juiz, que pode proclamar nossa morte eterna no fogo que foi preparado para o diabo e seus demônios? No tempo da igreja, o qual vivemos, no tempo da graça é tempo de arrependimento, conversão e de caminhar subida acima, evitando o caminho largo e espaçoso dos ímpios.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Uma Jovem chamada Glendha

Certa vez, nos conta Santa Faustina Kowalska em seu diário, que embora reconhecesse que procurava humildemente viver uma vida como nos pede o evangelho, impressionou a jovem freira o comportamento que uma irmã de congregação de muito mais idade tinha. A idosa era muito fervorosa e não descuidava de suas práticas religiosas e sobretudo da oração. Tal disciplina chegou ao ponto de chamar a atenção de Faustina que não se conteve e foi conversar com a senhora. A idosa após ouvir a felicidade e admiração de Faustina em vista de sua grande dedicação a religião, proferiu as seguintes palavras:

“Ninguém está dispensado da luta.”

Pois muito bem então, caros leitores, ninguém é uma palavra que não permite exceções. Aprendemos desse episódio narrado por Santa Faustina em seu diário de que não existe tempo para lutar quando o assunto é a salvação de nossa alma. Todo tempo é tempo e toda hora é hora. Ao católico, que assume sua religião e vive sua fé, não importando em que idade for, uma coisa é certa: o inimigo tenta de todos os modos tomar-nos de assalto e nos convencer de que tudo que fazemos por Jesus, para Jesus e com Jesus é um tremendo exagero. E ainda mais, ele grita mais forte tentando nos convencer de que tudo que fazemos por Maria Santíssima, para Maria e com Maria é mais absurdamente ainda um tremendo exagero. Pobre do diabo, não há como vencer a humildade da toda cheia de graça (Lucas 1,28) Virgem Santíssima e dos membros do corpo de Cristo, que abraçam a causa do evangelho e sobem a ladeira até o calvário, onde colocando suas cruzes ao lado da cruz de Jesus, irão receber o prêmio eterno e irão, nesse momento, perceberem que tudo aqui vivido valeu a pena.

Assim é na vida de todos, a cruz é a regra e não é a exceção. Quem acha o contrário quer transformar a religião do Deus vivo, numa festinha para Jesus, numa subida ao morro para suplicar prosperidade material, numa religião onde o tamanho da minha fé determina quanto de dinheiro tenho que dar para igreja. O católico autêntico faz parte daqueles que Jesus chama de “escolhidos” (Mateus 24,24), que não podem ser enganados. Uma moça chamada Glendha, seguidora deste blog, verdadeiramente católica que o diga. Crescendo na fé a cada dia, vivendo sua feliz vida em sua juventude, crescendo e amadurecendo como pessoa, sabe muito bem como são as coisas. Sabe que na idade dela, os convites para deixar as práticas católicas de lado, para deixar a religião de uma pessoa, de Jesus Ressuscitado, vira e mexe aparecem. A Glendha sabe que para louvar e adorar a Deus não precisa frequentar nenhuma outra religião, não precisa participar de nenhum tipo de dança ritualística. Ela sabe que o que agrada ao seu Senhor é uma conversa em forma de oração, agradecendo e pedindo graças, no pé da sua cama ou nos pés do altar. Ela sabe que o Santo Rosário lhe ajuda através da Mãe de Deus, a configura-la ao gosto de Jesus e sabe que é no silêncio do coração e não na barulheira do mundo, seja onde for, que Deus nos fala e o ouvimos. Pois do contrário, se estivermos querendo adaptar nossa súplica aos modelos do mundo, Deus irá conversar conosco e não iremos ouvir (Jó 33,14).

Que todos os jovens sejam assim, sejam como a Glendha, que sabe em sua educação e firmeza, manter o silêncio na hora certa, mesmo que isso lhe custe um nariz torcido, porque ou somos santos ou somos nada. Em minha pequena caminhada por este vale de lágrimas, pelas palestras, formação e catequese que dou para todas as idades, posso atestar, ela faz parte, assim como tantos outros, das fileiras católicas que sabem genuinamente porque são católicos. São de testemunhos assim, dos católicos crismados, soldados de Cristo a serviço da sua igreja, que o mundo é movido na direção de Jesus. O diabo nos convida, mas não possui o que queremos. Por isso tenta, tenta e tenta, e suas tentativas são isso, não passam de tentações. Firmes católicos, Jesus mandou vigiar e orar sem cessar, vamos em frente, os mais fortes ajudando os mais fracos e todos unidos ao Cristo, cada um com sua cruz, caminhando rumo a pátria celeste. E quanta alegria será o dia em que todos nós iremos receber a sentença da glória eterna, o sorriso de Jesus e de Maria, o abraço do nosso anjo da guarda e nesse momento, iremos ser inundados por uma alegria que irá nos fazer olhar para trás e perceber que valeu a pena ser católico. Com um sorriso no rosto, Jesus irá dizer (Mateus 25,34): “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”.


fonte: Jefferson Roger
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Os Santos Anjos de Deus - parte 01

Para compreender um pouco esta outra grande graça em nossas vidas que são os anjos, voltemos um pouco às raízes, nos fazendo concordes ao dizer de São João Maria Vianney. Ele nos ensina que não devemos desperdiçar tempo com aquilo que, caso não saibamos, não irá contribuir no dia de nosso julgamento. Traduzindo, devemos ficar preocupados em aprendermos o que, de fato, é essencial. E é nesta linha que falaremos um pouco sobre os santos anjos de Deus. Primeiramente, voltemos nossos olhares para o essencial. Nele podemos enxergar o existencialismo (aquilo que existe) e o essencialismo (aquilo que precede a existência). Exemplo?: Alguém pensou numa caneta, essência; alguém criou uma caneta, existência. Dessa forma precisamos, para nos configurarmos corretamente às coisas de Deus, aprendermos direto do criador e não de fontes que apresentam disparidade com aquilo que Deus pensou e criou.

A bíblia nos ensina que os anjos foram criados para servir, adorar e louvar a Deus. E foram criados durante a criação de tudo. Eles são o exército celeste. Neemias 9,6 – “Sois vós, Senhor, vós somente, que fizestes o céu dos céus e todo o seu EXÉRCITO”. Lucas 2,13 – “E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do EXÉRCITO celeste, que louvava a Deus...” Gênesis 2,1 – “Assim foram acabados os céus, a terra e todo seu EXÉRCITO”. Salmo 32,6 – “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e pelo sopro de sua boca todo o seu EXÉRCITO”. Daniel 4,32 – “(Deus) age como quer tanto em se tratando do EXÉRCITO celestial quanto em relação aos habitantes terrenos”.

Os anjos, ao contrário do que pensam alguns, foram criados todos de uma vez só e não existe essa idiotice de que existe um anjo conforme o dia que a pessoa nasceu, com um nome desdobrado do nome de Deus, que fica conosco certa hora do dia, prefere esse ou aquele salmo, tem um dia da semana preferido e uma cor exclusiva. Quanta baboseira exotérica e fora do contexto celeste, tudo errado! Nada disso de que existem somente setenta e dois anjos para a humanidade inteira. Vejam o que diz a escritura, o exército celeste, os anjos, foram criados em grandiosíssima quantidade:

Apocalipse 5,11 – “Na minha visão ouvi também, ao redor do trono, ..., a voz de muitos anjos, em número de miríades de miríades e de milhares de milhares”.

Pois bem, eles que são criados do fogo e do Espírito de Deus, são o reflexo da sua glória. Um anjo não é um bebezinho rechonchudo com cara de lua e asinhas raquíticas. Um anjo é uma figura majestosa. Toda vez que um anjo aparece nas sagradas escrituras ele precisa avisar para que não se tenha medo dele. Distribuídos em hierarquias celestes conforme aprendemos das escrituras, do magistério e da Santa Tradição, os anjos, em nove coros celestiais desempenham diferentes papéis conforme os desígnios divinos. Basicamente podemos resumir a hierarquia que hoje é apresentada pela igreja da seguinte forma, lembrando sempre que a nomeação dos coros ensinada pelo magistério da igreja e vida dos santos é encontrada nas sagradas escrituras:

SERAFINS – inflamam os anjos purificando com seu fogo e iluminando suas inteligências. QUERUBINS – são cheios do amor divino e o derramam sobre os coros inferiores. TRONOS – acolhem a grandeza do criador e transmitem aos coros inferiores. DOMINAÇÕES – regulam as atividades, atuam em casos urgentes, são elementos de integração. POTESTADES – condutores da ordem sagrada e governo universal. VIRTUDES – transmitem energia divina, orientam pessoas e eliminam obstáculos. PRINCIPADOS – recebem as ordens das Potestades e Dominações, são os anjos das nações. ARCANJOS – elo entre principados e Anjos, inspiram mentes e corações. ANJOS – mensageiros de Deus, operam milagres.

Já entre os coros de anjos existem aqueles que figuram entre os sete que assistem na presença de Deus, conforme aprendemos no livro do Apocalipse. Os arcanjos Miguel, que derrotou a rebeldia de Lúcifer e seus seguidores, Gabriel, o anunciador de João Batista e de Jesus, e Rafael, que auxiliou a família de Sara e de Tobias, são anjos que farão parte dos eventos finais descritos no livro do Apocalipse (1,4 – 4,5 – 8,2). Vejamos algumas comprovações: TOBIAS 12,15 – “Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor”. LUCAS 1,19 – “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta boa nova”. Com vemos, caros leitores, grande é a importância dos anjos na existência da humanidade, desde nosso querido anjo da guarda, até os anjos das paróquias, cidades e nações, passando por toda a esfera divina que regula os acontecimentos segundo o plano de Deus. Como é importante aprendermos sobre eles, sermos próximos deles e contarmos sempre com o auxílio destes seres que contemplam Deus face a face. Vamos aprender então um pouco mais? (parte 02)


fonte: Jefferson Roger
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Os Santos Anjos de Deus - parte 02

Como vimos no artigo passado, os anjos nos assistem e trabalham a serviço de Deus. Conforme descrito no livro do Apocalipse, a assistência dos anjos acontece até os eventos finais da humanidade: Apocalipse 8,2 – “Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas”. Vamos recordar? O anjo Gabriel e o anjo Rafael anunciaram que fazem parte dos sete anjos que assistem a Deus. Explicitamente o mesmo não encontramos sobre Miguel, mas, convenhamos, nem é preciso grande esforço teológico para aceitar o fato de que São Miguel, príncipe da milícia celeste, tenha participação ativa nos eventos da humanidade. Afinal, Deus não vai dar folga para nenhum dos seus anjos, quem dirá para São Miguel, patrono dos exorcistas. Pois bem, falemos um pouco agora sobre o Arcanjo Rafael.

O livro de Tobias é, nas palavras do Padre Paulo Ricardo, uma catequese sobre como se dá a atuação dos anjos em nossas vidas. É uma verdadeira catequese sobre os anjos. Lá, aprendemos o quanto somos auxiliados pelos anjos. Eles sabem das coisas e não possuem segredos sobre nós, sobre nós tudo a eles é claro. Tanto é, que quando o pai de Tobias foi reclamar para São Rafael, que estava disfarçado de humano, o anjo lhe deu um puxão de orelha e disse: Tobias 5,13 - "Tem ânimo, porque é fácil a Deus curar-te!" Ou seja, tenha fé em Deus. Quando na viagem de Tobias um grande peixe atacou o rapaz e ele pediu ajuda ao anjo, o anjo nos dá uma grande lição, nos mostrando que ele nos assiste, mas ele faz a parte dele e nós devemos fazer a nossa: Tobias 6,4 - "Pega-o pelas guelras e puxa-o para ti." Ou seja, nada de esperar sentado e culpar o anjo porque alguma coisa não deu certo ou algum pedido ele não atendeu. O anjo, além de não ser um serviçal nosso, não é um gênio da lâmpada e está, vamos recordar, a serviço de Deus. Nosso livre arbítrio não supera uma ordem divina, o anjo serve a Deus e nos assiste, não o contrário. Com estes pequenos exemplos podemos perceber quão rica é a história e quão cheia de verdades e ensinamentos sobre a atuação dos anjos, vale a pena a leitura do livro todo, que demora poucos minutos.

E nosso anjo da guarda? Vamos falar um pouquinho dele? Ele que está nesse momento aí com você e que quanto mais você se tornar amigo dele e íntimo dele, mais vai poder sentir sua presença e dialogar com ele. Garanto e só quem faz essa experiência sabe do que estou dizendo. Em nossa relação com ele devemos trata-lo com proximidade, devemos falar com ele, também devemos lembrar que não existe só nosso anjo da guarda, existe o anjo da guarda das outras pessoas. Devemos nos habituar a saudarmos mentalmente o anjo da guarda delas, isso melhora nossa relação com as pessoas e é uma forma de dar glória a Deus, pois estamos a saudar uma pessoa que vê Deus face e face. Lembremos, não existem segredos entre nós e os anjos da guarda. A eles, devemos pedir conselhos. Nas dificuldades, devemos invoca-los pois, como eles tem a missão principal de nos livrar do inferno, eles possuem um poder especial no combate ao demônio. Outra coisa muito importante é que também podemos enviar nosso anjo em missão e também, tão importante ainda, imita-lo. Santa Terezinha, freira de clausura, quando sabia da morte de uma pessoa querida, enviava seu anjo para que consolasse a pessoa enlutada. Papas enviavam seus anjos na frente para já irem acertando, adiantando as coisas e resolvendo as dificuldades nos encontros que iriam tratar de assuntos muito importantes. Os dirigidos do Padre Pio, aprenderam com o sacerdote que lhes ensinou a enviarem seus anjos em caso de necessidade. Conta-nos sua biografia que Padre Pio era acordado no meio da noite pelo anjo de alguém que precisa de uma bênção e de uma oração. Santa Gema Galgani, enviava o anjo para entregar as correspondências, fato testemunhado pelas pessoas que moravam com ela e os entregadores de cartas. E tantos outros exemplos documentados na vida da igreja e dos santos. Além de exemplos, tantos ensinamentos. Que tal lermos o capítulo final sobre esse pequeno artigo sobre os anjos? (parte 03)


fonte: Jefferson Roger
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Os Santos Anjos de Deus - parte 03

Nessa parte final, vamos aprender um pouquinho mais sobre os anjos. Muitos não acreditam em anjos, é uma pena porque Jesus disse que Deus faz chover e nascer o sol sobre justos e injustos. Ora, a todos os anjos auxiliam e assistem, mas eles respeitam o livre arbítrio de cada um. Não é Deus que escolhe se uma pessoa vai ter um anjo da guarda ou não, a pessoa é que se excluiu do auxílio dos anjos, da mesma forma, que não é Deus que condena, é a pessoa que se condena. Os que não acreditam em anjos argumentam com muitos motivos, entre eles, por exemplo, alegam que o livro de Tobias, aqui me refiro aos não católicos e aos católicos de meia tigela, é fictício porque lá encontramos um anjo que mente e se disfarça e isso não pode vir de Deus. Pois bem, para devolver na mesma moeda, para aqueles que não seguem a religião de uma pessoa e sim a religião de um livro, com seu livre exame das escrituras e seus achismos e conveniências, defendendo que se está na bíblia eles seguem, se não está eles não seguem, vamos dar alguns exemplos bíblicos.

Como são de mente curta e olhar interesseiro facilmente iludidos pela caricatura falsa que fazem da igreja católica, utilizando-se de suas bíblias mutiladas, coloco aqui então, apenas alguns exemplos de que tudo depende da finalidade desejada por Deus, vamos ver:

Em Gênesis 19 anjos disfarçados saíram em socorro a Lot. Em 1º Reis 22 lemos que um anjo foi enviado por Deus para proferir mentiras e seduzir uma nação a guerrear contra outra para que ela fosse retomada. Em Gênesis 20,2 Abraão mente sobre Sara por medo, dizendo que ela é sua irmã. Em Gênesis 27,19 na história de Isaac, Jacó e Esaú, com o auxílio da mãe um irmão mente se fazendo passar pelo outro para receber a bênção do pai. No livro do Êxodo 1,15-21 as parteiras do Egito mentem ao faraó que tinha ordenado matarem todos os nascidos meninos e mais tarde as escrituras contam que elas foram abençoadas por Deus. No livro de Josué 2,1-6 lemos que a prostituta Raab mente sobre os espiões em Jericó para poupar-lhes a vida. Em 2º Reis 10,18-28 lemos que Jeú mente ao povo de Acaab, adoradores de Baal para extermina-los. E acho que basta de exemplos para mostrar que não se deve isolar passagens sagradas para benefício próprio. Um texto fora do contexto, vira um pretexto.

Pois bem, adiante. E os anjos? Eles sofrem? São Tomás de Aquino responde em sua Suma Teológica que não, porque eles fazem tudo que está ao seu alcance por nós. O anjo da guarda não age com preguiça ou má vontade. Ele sabe quem é seu senhor. Devíamos sempre lembrar disso e imita-lo, pois, Deus também é nosso Senhor. Ademais, outros ainda dizem que anjos não existem e essa é muito fácil de contestar porque até Jesus afirmou sua existência: Mateus 18,10 – “Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus”. A crença nos anjos é integrada ao povo e isso vemos no exemplo de Atos dos Apóstolos 12,15 quando depois da libertação de Pedro, ao bater na porta dos seus, o povo achou que devia ser seu anjo.

Ademais o CATECISMO Nº 328/354 diz que “A existência dos seres espirituais, não-corporais, que Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura (citados 229 vezes em 33 livros) a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição”. Santo Agostinho nos recorda que estes seres são anjos por aquilo que fazem e espírito por aquilo que são. E para concluir lembremos da vida dos santos, suas vidas são uma verdadeira enciclopédia angelical. Aprendemos na vida dos santos, e destaco aqui Santa Francisca Romana, que eles só descansam quando estivermos no céu, estando ainda no purgatório eles são responsáveis em apresentar a Deus as orações e sufrágios dirigidos aos seus auxiliados e entrega-las no purgatório. Ainda muito pequenos recebemos a graça de aprendermos a oração do Anjo do Senhor, oração que foi criada no ano de 1111 na Inglaterra e que depois no século XVII foi estendida para toda a igreja pelo pontífice. Que neste dia, assim como em todos os outros dias, nunca esqueçamos de que um guarda espadas muito fiel e protetor nos acompanha em todos os momentos da vida. Não o deixemos de lado, não o entristeçamos, ao contrário sejamos próximos deles e seus amigos, confidentes e dependentes de seus auxílios pois se não agirmos assim, estaremos virando as costas para uma graça tão grande em nossas vidas. Virar as costas para as coisas de Deus é mais ou menos seguir no caminho da revolta, desobediência e rebeldia, bem ao estilo de satanás.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Os desigrejados

Existe pelo mundo afora, e também por aqui no Brasil, uma denominação de pessoas que se intitulam desigrejados. Essa bandeira eles sustentam com muito orgulho pois afirmam seguir a igreja de Cristo (Mateus 16,18) e não as instituições físicas que se intitulam igrejas. Porém, motivados por alguns argumentos até válidos e sinceros, a atitude da pessoa que abandona a igreja, enquanto instituição, esbarra num problema muito grande: eles amam o Cristo cabeça mas não querem fazer parte do corpo de Cristo. Segundo eles, os desigrejados, não é necessário fazer parte de uma instituição para seguir Jesus. Pelo que vi, no histórico dessas pessoas, existem alguns fatores que corroboram para essa guinada.

Frustrações, decepções, indignações e incapacidade de seguir um magistério estão entre as principais causas. Uma coisa é certa. Eles defendem que a pessoa precisa ler muito a bíblia para compreenderem porque não devem fazer parte de qualquer instituição chamada de igreja. Defendem a tese de que a palavra original “igreja” quer dizer assembleia e em nenhum momento na bíblia se encontra essa denominação relacionando-a com as instituições e seus prédios. Bom pessoal, como católico que sou, agora vou defender a religião que pertenço e a sua igreja, que é a católica. Vamos lá.

No antigo testamento encontramos algumas passagens que mostram que o povo se reunia publicamente para confessar seus pecados e ouvirem a palavra de Deus (Neemias 9,1-3). Depois de Cristo também encontramos essa realidade nas pregações apostólicas e no livro dos primeiros passos da igreja (Atos 20,7). Já com uma tradição de mais de dois mil anos aprendemos que o costume, que tem comprovação bíblica, sempre aconteceu, ou seja, o que se iniciou publicamente em praças, depois se transportou aos templos e hoje vivemos a mesma realidade religiosa de sempre nos ambientes que chamamos de igreja.

É evidente que o corpo de Cristo, a sua igreja, seja ela triunfante, padecente ou peregrina, de caráter espiritual e material, que é, por conseguinte, já que foi fundada pelo próprio Cristo, santa, possui em seu meio membros pecadores. Por isso as pessoas que querem seguir Jesus participando desse corpo de Cristo, também enquanto igreja física, se decepcionam quando testemunham ou tomam conhecimento de tanta coisa errada que acontece dentro dela. A pessoa se sente ultrajada, indignada, ofendida, traída e passa a não querer mais fazer parte disso. Eis aí, o detalhe da questão. A atitude certa nesse momento é aquela em que São Paulo disse em suas cartas que devemos unir nossos sofrimentos ao do Cristo. Ou alguém acha que Jesus fica contente da vida com toda essa baderna que acontece dentro das igrejas? E aqui só me refiro a católica!

Com certeza não, no entanto, a pessoa ao invés de se manter firme, sendo desta forma, uma espécie de mártir, unindo seus sofrimentos interiores a cruz do seu salvador, faz como Pilatos, lava as mãos e se recolhe para o conforto de seus afazeres. Pula de galho em galho, atrás de outra denominação que lhe satisfaça ou então vira um seguidor de Cristo autônomo. Sofre com isso porque sua consciência fica martelando uma atitude muito perigosa que é viver longe dos sacramentos, do magistério, desgarrado da Santa Tradição e com isso tudo praticando uma auto religião que não tem como agradar a Deus. Jesus disse quando se referia aos apóstolos sobre os quais a igreja se ergueu que “quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos rejeita, a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” – Lucas 10,16. E ainda na primeira carta a Timóteo 3,15 – “A igreja, lugar do Deus vivo, é coluna e sustentáculo da verdade”. E para encerrar, na primeira carta aos Coríntios 12, 28, encontramos o relato de que a vontade divina quis constituir os alicerces de “sua igreja” inicialmente nos Apóstolos: “Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas”. Portanto, a você que “conseguiu” por força própria ou se convenceu por algum fundamento que encontrou, de que fora da igreja de Cristo, enquanto constituição espiritual, mas também física é possível chegar a glória eterna, cuide bem da sua alma, você só tem uma vida e uma chance para salvar sua única alma. Tua salvação depende das suas obras (Apocalipse 22,12), depende do que você faz de certo ou errado, não do que os outros fazem de certo ou errado. Se algo dentro da igreja te afastou dela, esse algo feito por algum membro que caminha no erro, ele será julgado por Jesus pelo seu erro, você não se deixe contaminar por uma maçã podre. Lembre-se da parábola dos talentos.


fonte: Jefferson Roger
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A vitrine das vaidades

Por onde andam o pudor e a modéstia? Bom, se dependesse do mundo estariam escondidos nas catacumbas porque, se tem algo que o mundo não quer, é promover a decência e os valores bíblicos a toda a criatura. A finalidade do corpo foi adulterada por nosso inimigo cruel. A finalidade da vida foi por ele alterada. Os objetivos e metas olham para o próprio umbigo, para o aqui e agora e também para o futuro. Não olham mais para a eternidade. A esperança se concentra numa vida melhor desde que possa ser vivida por aqui, neste mundo.

O verdadeiro sentido de se compartilhar foi alargado de tal maneira que agora qualquer coisa se pode compartilhar. Dessa maneira sua essência religiosa foi ficando para trás e hoje em dia se compartilha muita coisa desnecessária e não se compartilha muita coisa necessária. Quando pequenos, os bebês ao se tornarem criança vão sendo educados a compartilharem. Compartilhar o brinquedo com o amiguinho, compartilhar uma bolacha e compartilhar a atenção das pessoas. A nós cristãos, é ensinado pelo Cristo que devemos compartilhar, que devemos dividir, que devemos deixar o egoísmo de lado e querer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1ª Timóteo 2,4).

Porém, como bem nos ensina Jesus na parábola do joio e do trigo (Mateus 13,24-43), temos agora que conviver com os dois lados da moeda. Vivemos num mundo onde existe o bom e o ruim, onde existem fariseus e discípulos de Jesus. Onde existem aqueles que acham que vão entrar no céu só porque dizem senhor, senhor (Mateus 7,21). Vivemos num mundo onde existe uma disputa tão grande em defender uma verdade própria ou uma verdade que melhor se adeque as nossas necessidades. Aquela verdade que é o caminho e a vida (João 14,6) vai ficando para o escanteio porque ela nos cobra um modo de vida que é diferente do qual estamos tentando viver. Pessoas tornaram-se uma vitrine de vaidades. Vestem-se com roupas curtas demais, decotadas demais, transparentes demais e justas demais. Ainda há aquelas que usam roupas que colocam em evidência partes descobertas do corpo. O corpo, se torna uma tela de pintura onde ele é profanado com tatuagens por toda a parte. O corpo, se torna um cabide onde nele é pendurado todo tipo de adereço. Ora, o corpo que foi comprado a preço de sangue e não nos pertence (1ª Coríntios 6,19) acaba com essas atitudes, a aderir a rebeldia do diabo, que não quis seguir a Deus e quis ser original. Pessoas assim, que não querem saber de Deus nos moldes que o criador do céu e da terra propõe, procuram ser originais e fazem o quê? Seguem as modas do mundo. Querem ser livres mas terminam como escravas.

Disparam pelas redes sociais fotos de todos os gêneros, exibindo-se, insinuando-se, querendo aparecerem descolados e na crista da onda, com corpos malhados ou então, para apenas massagearem os egos como quem quisesse dizer: olha só o que eu fiz, olha só onde eu estava, olha só como estou, olha só o que comprei, olha só onde almocei, olha só onde estava e por aí vai. Como disse Jesus dos fariseus hipócritas que gostavam de ser aplaudidos e saudados e procuravam se fazerem notados, (Mateus 6,1-18) já receberam sua recompensa.

O que é esperado de nós é uma atitude bem diferente. Devemos glorificar a Deus em nosso corpo (1ª Coríntios 6,20), devemos manter o alerta constante para que, como ensinava Santo Antonio Maria Claret, não nos acostumemos com os pecados veniais, evitemo-los a todo o custo e não nos conformemos com este mundo (Romanos 12,2). Os pecados graves não acontecem do dia para a noite, o passo derradeiro que nos leva ao abismo é precedido por muitos passos (pecados veniais). Se ficamos justificando nossas atitudes entre os homens e conosco mesmos, para aliviar nossa consciência com relação a Deus, devemos ter cuidado, os critérios da salvação são divinos, não terrenos.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Rezo, rezo, rezo e nada

Já se perguntaram em algum ponto de suas vidas, por que as vezes parece que ficamos rezando e rezando e rezando e rezando e dessa conta toda praticamente quase nada retorna da forma como desejaríamos que fosse? Pois é, acho que todo mundo deve passar por essa experiência porque a questão é bíblica. Nas cartas paulinas está escrito que o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis porque nem sabemos como rezar e pedir como convém. Esse assunto já foi refletido por aqui em alguns artigos, mas é propício escrever sobre ele mais uma vez porque o mundo avança com sua avalanche de ofertas pecaminosas e aqueles que forem pegos desprevenidos, serão capazes até de deixar de rezar.

Isso é uma das coisas que o diabo se empenha muito em fazer. E vamos ser sinceros, ele tem conseguido e muito fazer com que muitas pessoas deixem a prática religiosa da oração diária, várias vezes por dia, de lado. Mas, se por um lado, nosso afastamento de Deus e aproximação do mundo, nos impulsiona a rezar menos, até aqui existe uma maior clareza sobre a frequência com que somos atendidos. Agora, e se as coisas não são assim e procuramos sempre rezar mais e mais e mais e ainda assim parece que as coisas não andam?

Alguém pode lembrar do que disse no início do artigo. O apóstolo São Paulo disse que nem sabemos como rezar e pedir como convém. Eis a resposta. Mas, ainda tem mais; e se procuramos nos conformar aos desígnios de Deus e fazemos um esforço para orarmos e pedirmos o que precisamos ao invés do que queremos e ainda assim as coisas não acontecem como gostaríamos? Minha nossa viu, não acontece às vezes assim, caros leitores, e as vezes não acontecem muitas vezes assim? Pois é, pobres de nós.

A oração, além de ser um diálogo com Deus é também um exercício de fé em Deus. Recordem de Santa Mônica, só para mencionar um exemplo entre tantos. A conversão de seu filho lhe custou longos anos. Queremos sempre as coisas para ontem, pedimos sempre em cima da hora e agradecemos sempre muito tempo depois da graça recebida, isso quando agradecemos. E se temos a certeza de que estamos dentro de uma oração que agrada a Deus e está configurada ao que ele espera de nós, podemos na certeza da fé, sabermos e confiarmos que o melhor ele está preparando para nós. Ao invés disso, porém, muitos se julgam no direito de exigir uma resposta positiva e imediata de Deus. Não devemos nos preocupar, o que é imediato recebermos, ele que sabe de tudo e vê no oculto nos dará. O que depende do tempo de Deus, porque ainda não estamos dignos ou prontos ou ainda configurados a estatura que ele deseja, precisa passar por esse exercício de fé e confiança na providência divina.

Que tenhamos sempre a certeza de que precisamos agir como está escrito no livro do Eclesiástico 2,2-3 – “Humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça.”


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Padre faz sexo com ex-coroinha

Mais um caso, caros leitores, veio à tona aqui no Brasil. Desta vez aconteceu na Paraíba. Um padre, se é que podemos chamar de padre, foi encontrado assassinado em sua casa com 29 facadas, segundo a perícia criminal da polícia civil local. Segundo as investigações o ex-coroinha que mantinha relações sexuais com o padre Pedro Gomes Bezerra, aliciou um menor levando-o até a casa paroquial para os três fazerem a sua festinha sexual do diabo. Segundo as investigações e posterior confissão de um dos envolvidos no crime, a intenção era assaltar o cofre da paróquia, que recentemente havia arrecadado grande soma em dinheiro por conta da festa de sua padroeira, informa a tv cabo branco e tv paraíba ao site G1.

Pois bem, lá vamos nós outra vez. Que porcaria estava fazendo um sacerdote como esse que não era as suas obrigações de estado? Percebam uma coisa, antes de sairmos crucificando a todos, como se nós estivéssemos acima do bem e do mal. Pobres de nós, basta nos colocarmos sobre termos de comparações celestes para enxergarmos nossa miséria. Vamos recordar, que o traidor Judas Escariotes, escolhido a dedo por Jesus, que convivia com ele, aprendia direto da fonte e recebeu o poder e envio para as missões assim como os onze, terminou por sucumbir, ceder as doenças espirituais, aos pecados capitais, dar ouvidos as tentações, pecar gravemente e depois pecar contra o Espírito Santo. Olhem o alcance do demônio. Sobre isso Padre Pio muito bem esclarece o caso. Ele disse que quanto mais perto de Deus, maior é a tentação.

No entanto o fato não é motivo de tranquilidade para ninguém porque não devemos pensar que alguém que se esforce para andar no caminho de Jesus, dependendo do seu estado atual de graça e santidade é mais ou menos tentado pelo diabo. Vamos recordar das palavras do Padre Pio. Sendo assim, temos que ter a certeza de que satanás tenta a todos com o máximo do seu empenho. Enquanto Jesus diz que o Pai quer que todos que foram confiados a ele (Jesus), sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade, o demônio quer exatamente o oposto.

Ademais, Jesus não foi tentado? Ora, isso também nos serve para mostrar que Deus deu permissão ao inimigo para tentar a todos. Nenhum grau de santidade está isento das provações, elas só terminarão depois da morte, onde o tempo da graça e das tribulações dá lugar ao tempo da eternidade, da sentença da condenação eterna ou da glória eterna. Num primeiro momento pode haver escândalo quando lemos notícias assim, onde os chamados por Deus para apascentar as ovelhas de Jesus, caem tão desgraçadamente. Mas não nos enganemos, um fato assim que vem a público é utilizado por Deus para nos mostrar que ninguém, volto a repetir, está a salvo enquanto não for salvo.

Assim como o mal dos espertos é achar que todo mundo é burro, o mal dos cristãos é achar já se encontra a salvo. Isso se chama presunção e não podemos fazer um juízo próprio porque nossa inteligência, pensamentos e lógica são completamente diferentes dos de Deus. Os termos de comparação para o juízo e os critérios serão os de Jesus, não os nossos. Por isso que o Cristo nos adverte para cuidarmos da trave em nossos olhos. Que possamos cada vez mais nos conscientizarmos de que precisamos viver o dia a dia ao ponto de nos tornarmos um verdadeiro sacrário vivo. O demônio só não vai nos incomodar se nós já tivermos passado para o lado dele. Nossa vida é uma vida de escolhas. O sacerdote dessa matéria e tantas pessoas escolhem abraçar o erro, abraçar os prazeres, as sensualidades e os pecados. Depois da escolha feita, como lemos no livro do Eclesiástico, nos será dado o que escolhermos e sabemos que de tudo isso advém o salário chamado de morte, a segunda morte, a morte da alma nas palavras do Cristo que irá pronunciar “ide malditos para o fogo do inferno”.


fonte: Jefferson Roger
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