sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Católico Ignorante, Futuro Protestante

Sem dúvida alguma esse trocadilho que se ouve por muitas vielas da vida, retrata com grande acerto a consequência do católico morno, do católico só de fachada, do católico não praticante, do católico que é católico porque foi batizado na igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mateus 16,18) e, como o batismo é indelével, não podendo ser desfeito, morrerá católico, embora sua falta de obra (Romanos 2,5-6), se displicente for para com o talento recebido do pai (Mateus 25,14-31), possa lhe coroar com o título de maldito (Mateus 25,41).

De fato, existe também o outro lado da moeda. Os evangélicos protestantes, que por serem ignorantes em relação ao assunto “religião e Jesus Cristo”, não compreendem a fundo os motivos causadores que originou a revolução (pois reforma é o que não foi) protestante. Precisam ser maus protestantes evangélicos para não terminarem se tornando bons católicos. Quem se enverada de forma sincera e imparcial a aprofundar seus conhecimentos nos assuntos celestes em toda a história da humanidade, irá terminando, assim como lemos em Atos dos Apóstolos, querendo ser batizado e toda a sua família (Atos 16,33) e fazer parte, como membros do corpo de Cristo, de sua igreja.

Agora, como estou a falar a respeito de nós católicos e aqui não cabe nenhum comentário conforme os moldes ecumênicos que a igreja católica incentiva, é claro que a superficialidade das práticas religiosas afastadas da imitação de Cristo (1ª Coríntios 11,1) faz com que o Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, rico em misericórdia, único Deus dito “Eu sou” (Êxodo 3,1-15), que não muda (Malaquias 3,6) e não revoga palavra alguma (Isaías 45,23) passe a ser um Deus tolerante que prega através do Espírito Santo Paráclito, várias verdades, uma para cada denominação religiosa (Essa é de lascar viu! Esses não católicos com o livre exame da bíblia...)

E dessa forma, o santo ensinamento do Altíssimo é banalizado, diminuído e comercializado através de muitas denominações religiosas e suas teorias da retribuição. A fé passa a ser artigo percentual, pois pregam muitos que, quanto maior a contribuição, relacionada com a fé, maior a recompensa que vem do alto. Bem ao contrário dos relatos bíblicos que apontam em direção oposta e olhem que esse pessoal diz que segue a bíblia. Ora, ora, seguem sim uma bíblia dentro da bíblia, uma bíblia que sempre é pessoal e adaptada à sua realidade e desejos, deixando de lado o ensinamento de Jesus que nos ensinou na oração do Pai Nosso que devemos pedir a Deus e aceitar que seja feita a vontade dele.

Ecumenismo? Só se for aquele pregado e ensinado por Jesus, que acolhia mas mostrava a verdade. Essa é a atitude ecumênica católica nos moldes do Cristo e não esse lixo todo pregado pela Santa Sé de que “devemos ficar com aquilo que nos une e deixar de lado aquilo que nos separa”. Católico que se preze e teme a Deus (Provérbios 1,7) e sabe que vai ter que encarar no dia do juízo o Cristo Ressuscitado, justo juiz, não abre mão da comunhão dos santos, da Virgem Santíssima, dos Sacramentos e do Santo Rosário. O católico não faz vista grossa e nem política de boa vizinhança ou é politicamente correto. Nem deve, se pretende ser como Jesus que disse, quando manietado que falou abertamente a todos. A omissão (Ezequiel 3.20-21) é condenada por Deus e todos estamos avisados (Marcos 13,23 e 33).

Católicos; se somos nos comportemos como tal, é o que nosso pai celeste espera de cada um. Jesus disse que quem não está com ele, está contra ele, e disse “quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” – Lucas 10,16). Pois muito bem, o primeiro da fila a rejeitar foi o diabo, depois vieram tantos outros. No século XVI foi a vez de Martinho Lutero, ex-monge agostiniano. Ele não quis ouvir a Jesus, quis reformar seu evangelho. Quem está com Martinho Lutero, que rompeu com a verdade, caminho e vida (João 14,6) fez a sua escolha e no dia dos novíssimos (Eclesiástico 7,40) vai responder por isso.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Bisbilhotar

Quem mexe no lixo dos outros vai acabar arrumando problemas, já dizia um personagem do filme de ação/ficção Rambo IV. Jesus, transportando para a nossa realidade física/espiritual, vai nos dizer que não devemos nos preocupar com o cisco no olho do irmão antes de nos preocuparmos com a trave em nossos olhos. Preocupar-se em salvar uma alma, não se omitindo perante o erro é um ato de caridade, assim como a omissão nos será cobrada, pois Deus não quer uma multidão de filhos infiéis e inúteis, aprendemos em Eclesiástico.

Seja como for, as vezes parece que existe uma correlação entre estar desocupado e se ocupar com a vida dos outros. A curiosidade pelo alheio, a fome pela fofoca, pelo “você sabia” e pelo “ouvi falar”, boatos e outras leviandades despejadas através de línguas envenenadas e corações soterrados por sentimentos maculados, seguram o espírito acorrentando-o na densa nuvem que lhe impede de progredir no amor e na caridade. Quando isso acontece, se alguma caridade existia, ela se torna automática, uma rotina e seu verdadeiro valor e porquê tende a perder o sentido. As pessoas que bisbilhotam a vida de outrem, ficam sem tempo para amar as pessoas, para se dedicar a Deus, se rezam, não rezam pelos inimigos e vivem na certeza de que estão no caminho certo não percebendo que vivem exatamente no pelagianismo.

Acompanham o movimento de vizinhos, de pessoas estranhas e da vida de quantos lhes for possível, não conseguem conversar sem falar da vida alheia. Se torna comum o hábito. Pessoas assim, tomam gosto pela vigilância na vida dos outros, seja pela tv, nos “realities shows”, revistas de fofocas ou mesmo se esgueirando pelas paredes e frestas para “ver o que estão fazendo”, o que está acontecendo. Não diz respeito a vida alheia mas se um barulho acontece na casa do vizinho, correm olhar o que aconteceu. É uma mistura de curiosidade com intrometimento e não sabem dirigir por muito tempo assuntos que não esbarrem na vida de alguém. Saem do patamar da normalidade e cometem excessos sobre excessos.

Bem distante do que aprendemos de Jesus no seu evangelho e também no livro de Tiago sobre nossa conduta e incompatibilidade no falar inadequadamente: “a língua é um pequeno membro, mas pode gloriar-se de grandes coisas. Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida. Nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.”

Pois muito bem, temos que concordar com o apóstolo: “não convém que seja assim” e sem dúvida alguma concordar com Jesus (Mateus 20,26): “não seja assim entre vós”. Tentar levar uma vida que satisfaça o próprio umbigo na maioria avassaladora e não raras vezes, irá, como nos recorda o padre Tomas Kemphis, desagradar a Deus. Como vemos e Jesus bem nos alertou, temos a trave nos olhos, temos primeiro nossa alma para salvar. Largar a deriva o leme de nossas vidas para ficarmos com o binóculo focando o alheio apenas para comparar, praguejar, nos satisfazer com o mau na vida dos outros e nos motivar com isso o ego, enaltecendo nossas atitudes por conta desse tipo de termo de comparação, nada mais é do que abandonar a retidão e a exigência que o amor de Deus pede a cada um. Um amor que castiga e corrige aqueles que tem por filhos e se torna íntimo dos que o temem.

Artigo relacionado:

O perigo da curiosidade


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pelo menos eu tentei

Pessoal, vamos concordar numa coisa. O título desse artigo pode ser uma consolação ou uma desculpa dependendo do contexto em que ele se insere. Se temos um objetivo e fazemos de tudo ao nosso alcance para alcança-lo, e falo tudo de forma sincera, humilde e honesta, e não atingimos nossa meta, então não viveremos com a dúvida do “e se”. E se eu tivesse me esforçado mais, e se eu tivesse me dedicado mais, e se eu tivesse escutado mais, e se eu tivesse parado, refletido e ponderado mais antes de responder no impulso da discussão. Como vemos, se não fazemos corpo mole, podemos deitar nossas cabeças no travesseiro com a consciência tranquila na certeza de que lutamos o bom combate.

Agora, se agimos no oposto da possibilidade, não colocando um verdadeiro esmero naquilo que fazemos, por displicência consciente e má vontade deslavada, se cobrarem de nós alguma coisa ou até mesmo se nossa consciência nos cobrar alguma coisa, podemos de forma muito rápida sair dizendo, ou melhor, se desculpando, pelo intento não alcançado. Querem ver como a coisa é grave? Basta lembrarmos de Poncio Pilatos. Quando ele, “lavou as mãos” publicamente querendo mostrar que era inocente na causa que o povo promovia contra Jesus, no fundo ele quis dizer publicamente: pelo menos eu tentei.

Caro leitor, uma coisa é bem certa a nosso respeito. Nosso esforço aqui na terra, que se traduz no céu na medida das obras (Apocalipse 22,12), podemos ter a maior das certezas, está sendo contabilizado, visto, acompanhado e avaliado. Estamos no tempo da graça, no tempo da igreja, mas esse é o tempo daquilo que é meritório. Depois, quando o hoje cessar e o tempo de agir acabar, esse tempo se transformará no tempo da expiação e satisfação. O tempo de tentar melhorarmos é agora, é hoje. O tempo de tentar crescermos no amor e espiritualmente é agora, é hoje. De que adianta sermos católicos de meia tigela, fajutos, frouxos e sem vergonhas e depois, quando estivermos na frente do justo juiz: Nosso Senhor Jesus Cristo, Sabedoria Eterna, tentarmos arrancar do Cristo nossa entrada no paraíso celeste dizendo para ele: pelo menos eu tentei?

No mínimo a coisa vai ser vexatória para nosso lado para não dizer vergonhosa e humilhante. Uma atitude assim, embora entristeça a Deus, vai poupa-lo no dia do julgamento. Porque enquanto estamos por aqui, se vivermos de forma desregrada, procuramos viver no mundo transformando ele num parque de diversões, fazendo de nossos corpos, tempo do Espírito Santo, um objeto de consumo e uma vitrine de vaidades e zombando de Deus com relação a seus desígnios. Vais brincando, vai; depois, todos já sabem (Gálatas 6,7), colherão aquilo que semearam e aqueles que resolveram escolher as ofertas do mundo e dos inimigos da alma, estarão, como nos explica Jesus na fila dos condenados.

Entre nós não deve ser assim, nos explica o messias, se nossos acertos ou erros caminham conosco, precisamos nos esforçar para transformar aquilo que não é bom, em algo bom (conversão), e aquilo que já é bom aos nossos olhos em algo que é agradável a Deus para que não corramos o risco de que o que fizermos e amarmos seja abominável para ele (Tiago 4,4). Temos que nos esforçar pois de nós, no mínimo Deus espera o máximo de empenho. Que triste seria olhar para trás no fim das contas e percebermos a burrada que fizemos com nossa vida e nossa única alma pela qual devíamos lutar para salva-la. No assunto da salvação dela não deve jamais existir qualquer “pelo menos eu tentei”. Se somos filhos de Deus e, portanto, herdeiros do reino, nos comportemos com a dignidade que o título nos confere. Se Jesus venceu a morte porque ficamos choramingando e fazendo das dificuldades da vida, pequenas derrotas que vão minando nossa fé em Deus?


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Escritor com síndrome de down fala aos políticos

A recente intervenção de Frank Stephens no Congresso dos Estados Unidos não deixou ninguém indiferente. Em apenas alguns dias, o seu discurso, cheio de razões e emoção, deu a volta ao mundo. Frank Stephens é ator, escritor, porta-voz da Global Down Syndrome Foundation e membro da equipe administrativa de Special Olympics no estado da Virgínia. Com um discurso de apenas 7 minutos clamou contra a “solução final” contra as pessoas com síndrome de Down.

O seu discurso na Câmara de Deputados dos Estados Unidos ocorreu durante uma comissão sobre investigação científica, questão que Stephens aproveitou para fazer uma introdução brilhante ao seu discurso. “Para que não haja confusão, quero dizer que não sou cientista nem pesquisador. Entretanto, ninguém sabe mais da vida de uma pessoa com Síndrome de Down do que eu. Seja o que for que aprenderam hoje, lembrem-se disso: sou um homem com Síndrome de Down e a minha vida vale a pena”, começou Stephens.

Sem abandonar a ironia, também denunciou aqueles que defendem que um ser humano é susceptível de ser morto antes de nascer, abortado, pelo fato de ter Síndrome de Down. Em sua opinião, é uma ideia “profundamente influenciada por um preconceito ultrapassado” sobre o que significa viver com Síndrome de Down. O próprio Stephens fala da sua experiência: “Eu tenho uma vida muito interessante. Eu dei aula em universidades, atuei em um filme que foi premiado, em um programa de televisão premiado no Emmy e dei uma palestra a milhares de jovens sobre o valor da inclusão”. “Visitei duas vezes a Casa Branca e não tive que pular a cerca”, comenta brincando antes de dizer, solenemente: “Realmente, acho que eu não precisaria justificar a minha existência”.

Entretanto, Stephens oferece três argumentos para aqueles que “questionam o valor das pessoas com Síndrome de Down”. O primeiro é que “nós somos um presente médico para a sociedade, um plano para a pesquisa médica sobre o câncer, o Alzheimer e os transtornos do sistema imunológico”. O segundo, o grau de felicidade das pessoas com Síndrome de Down. Stephens recolhe o resultado de um estudo realizado na Universidade de Harvard, que mostra como as pessoas com Síndrome de Down, seus pais e irmãos percebem a sua vida com um grau de felicidade muito maior do que o normal. “Somos uma fonte incomum e poderosa de felicidade. Sem dúvida, a felicidade tem um valor”, diz Stephens. O terceiro argumento apresentado para aqueles que questionam o valor e a dignidade intrínseca da vida das pessoas com síndrome de Down é que a sua existência serve como testemunho, de termômetro ou de alerta.

“Nós somos o canário na mina de carvão. Damos ao mundo a oportunidade de pensar sobre a ética de escolher quais seres humanos merecem uma oportunidade de viver”, explica. Finalmente, Frank Stephens pede para que não sigam o exemplo da Islândia ou da Dinamarca, onde, recentemente, foi divulgado o dado chocante de que 100% das pessoas que são diagnosticadas com Síndrome de Down em seu desenvolvimento intrauterino são impedidas de nascer devido ao aborto. “Sejamos os Estados Unidos, não a Islândia ou a Dinamarca. Busquemos respostas, não ‘soluções finais’”, implora Stephens, fazendo um paralelo com a brutalidade nazista com o povo judeu.


fonte: transcrito pelo autor do blog do site www.actuall.com
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A humanidade do Papa Francisco

Por causa dela, as vezes ele dá uma dentro, embora tantas vezes dê uma fora. Fruto da sua perfectividade? Da sua condição natural (e também a de cada um) de pecadores concupiscentes? Ardiloso lobo em pele de ovelha? Tudo é muito peculiar. Quem acompanha de perto as atividades deste atual pontífice esbarra numa grande dificuldade em aceitar todas as suas condutas porque muitas quebram a tradição católica, caminham na contramão do magistério da igreja e até mesmo, em tom muito delicado e polêmico, contra as sagradas escrituras. Não se trata de preferência minha por aquele ou aquele outro papa, embora isso eu já tenha deixado claro em outros artigos por aqui. Trata-se do que a bola da vez tem feito no comando da igreja católica na atual vigência deste papado que é difícil de engolir em sua totalidade. E não falo de forma isolada, pois é sabido de todos, que muitos católicos não são adeptos do pontificado atual que deseja agradar a dois senhores e se tornar amigo do mundo (Mateus 6,24 - Tiago 4,4).

No entanto, hoje quero falar de uma bola dentro que Francisco deu na homilia dessa semana. Ele falou um pouco sobre a missa e a eucaristia. Vejamos suas palavras: “A Eucaristia é um acontecimento maravilhoso no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. Participar na Missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor torna-se presente no altar para ser oferecido ao Pai pela salvação do mundo. O Senhor está ali conosco, presente. Muitas vezes nós vamos ali, olhamos para as coisas, falamos entre nós enquanto o sacerdote celebra a Eucaristia… e não celebramos ao lado d’Ele. Mas é o Senhor! Repara: quando tu vais à missa, o Senhor está lá! E tu distrais-te. É o Senhor! Devemos pensar nisto. “Padre, mas as missas são tediosas” — “Que dizes, o Senhor é tedioso?” — Não, a Missa não, os sacerdotes” — “Ah, que os sacerdotes se convertam, mas é o Senhor quem está ali!”. Está claro? Não o esqueçais. Participar na Missa é como viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. Por que fazemos o sinal da cruz e o ato penitencial no início da Missa? Assim começa a Missa, assim começa a vida, assim começa o dia. Isto significa que somos remidos com a cruz do Senhor. Quando o sacerdote que preside à celebração diz: “Corações ao alto?”. Não diz: “Telefones ao alto para fazer fotografias!”. Não, não é agradável! E digo-vos que me causa muita tristeza quando celebro aqui na Praça ou na Basílica e vejo tantos telefones elevados, não só dos fiéis, mas até de alguns sacerdotes e bispos. Por favor! A Missa não é um espetáculo: significa ir encontrar a paixão e a ressurreição do Senhor. Por isso o sacerdote diz: “Corações ao alto”. Que significa isto? Recordai-vos: não levanteis os telefones. É muito importante voltar aos fundamentos, redescobrir aquilo que é essencial, através do que se toca e se vê na celebração dos Sacramentos.”

Pois muito bem, caros leitores, eu concordo com essas palavras do Papa Francisco. Para mim, esse trecho de sua homília defende com louvor o significado da santa missa e o comportamento que devemos ter perante este tão grande mistério. Leram bem? Nada de telefones durante a celebração! Que estas verdades a muito professadas e de tempos em tempos resgatas dentro de nossa igreja possam sempre permanecer à tona de nossa conduta espiritual porque no final das contas, como sempre recordo o ditado dos antigos: Deus está vendo.


fonte: Jefferson Roger e ACI Digital
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Martinho Lutero, as mulheres e o casamento

Olá caros leitores sempre benvindos. Mais uma vez este blog se une a militância una, católica, apostólica e romana para humildemente contribuir com sua reflexão a respeito das barbaridades de sempre que o revolucionário diabólico, reformador coisíssima nenhuma, Martinho Lutero, implantou nas passagens da história da humanidade no víeis da religião. Não é necessário se falar mal a seu respeito, basta transcrever seus depoimentos históricos publicados e a disposição de todos para percebermos que, é preciso ser um mau protestante para segui-lo, porque um bom protestante não pode continuar protestando contra a Igreja de Jesus Cristo (Mateus 16,18) e dormir tranquilamente todas as noites, sem que um exame honesto e sincero de consciência e sobre a verdade lhe cause algum incômodo.

Vamos lá? Quem é mentiroso? Jesus ou Lutero?

Jesus disse (Mateus 16,18) – “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno (os seres e as paixões) não prevalecerão contra ela”. E também disse (Mateus 28,18-20) – “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra; ide, pois, (revestidos deste poder), e instruí a todos os povos... ensinando-os a observar as coisas que vos tenho mandado. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” E tem mais, Jesus não disse aos apóstolos: sentai-vos, escrevei e viajai e distribuí bíblias, ao oposto disso disse: Ide e pregai, quem vos ouve a mim ouve.

Já Lutero disse e hoje seus seguidores continuam dizendo que a instituição de Jesus (sua Igreja) caiu de sua altura divina, tornando-se um covil e um antro de vícios e explorações. Acusam os membros, mas apontam para a Igreja. E por conta disso, quis ele reforma-la. Mas pensemos um pouco. Se a Igreja caiu por terra por conta de seus membros, assim como dizem os evangélicos protestantes então Jesus Cristo é um mentiroso. Primeiro porque Jesus não pôde deter as portas do inferno, que prevaleceram contra ela. Segundo porque Pedro deixou de ser pedra e se tornou lodo. Terceiro porque Jesus abandonou sua Igreja depois de garantir que ficaria com ela até o fim dos tempos. Então, dentre os dois, qual é o mentiroso?

Pois bem, continuemos. Já na questão que encabeça o artigo transcrevo algumas ideias de Lutero e volto a repetir, podem ser encontradas em seus escritos e publicações.

“Como eu posso comer, beber, dormir, passear, cavalgar, negociar e tratar com um pagão, judeu, turco e herético, assim também posso casar e permanecer como casado” (Erlangen p.205). “A obrigação matrimonial (relação sexual idêntica à do adultério e da fornicação) nunca é desempenhada sem pecado” (Weimar vol. XX. 2 p.304). “A palavra de Deus e a sua obra são evidentes: a mulher deve ser usada para o matrimônio ou para a luxúria” (Erlangen. Vol. 61, pág. 6). “Não é proibido ter o homem mais de uma mulher. Hoje eu não poderia proibir isto” (Erlangen vol. 33 – pág. 324). “Confesso”, diz ele ainda, “que se um homem deseja casar com muitas mulheres, eu não posso proibir isto, pois não é oposto à Sagrada Escritura” (De Wette vol. II p. 459). “Se a mulher não quiser, deixemos vir a criada. O marido tem somente que deixar ir Vasti e tomar uma Ester, como o rei Assuero” (Ibid. Vol. X. p.290). “E se a esposa reclamar, o marido deve responder à admoestação: Vá para o diabo” (Ibid. vol III. P. 222).

Como vemos, dando uma pequena olhada nesta pontinha do iceberg, percebemos que aquele que se intitulou enviado de Deus para reformar sua Igreja estava muito afastado da doutrina católica. E Lutero mesmo, numa carta ao seu amigo Spalatino escreve: "Sou um famoso namorador... Admiro-me que, escrevendo tantas vezes sobre o matrimônio, não tenha ainda virado mulher e tenha casado com uma delas. Entretanto, se queres o meu exemplo, tem o seguinte: tive já três esposas ao mesmo tempo, e as amava tão ardentemente que perdi duas delas, que foram procurar outros maridos”. (De Wette II. 646). Enquanto para os católicos Cristo elevou o casamento a condição de sacramento, Lutero disse que nem sacramento é, qualquer um pode tirar suas conclusões sobre onde está a verdade (João 14,6).


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Flagelando novamente a Jesus

Em algumas aparições de Nossa Senhora e de seu filho Jesus, nos é recordado que, nas palavras dela, estamos crucificando novamente seu filho Jesus com nossos pecados, e, nas palavras dele, estamos com nossos pecados, crucificando-o. O lembrete é muito sério e fala diretamente a cada um. Ele que morreu para nos resgatar da dívida impagável e nos remir dos pecados, abrindo mais uma vez as portas do céu, recebe como gratidão de nossa parte, mais pecados, e pecados e mais pecados. As pessoas se comportam como se Jesus fosse um estranho para elas. Quem mandou ele aceitar ser pregado na cruz, eu é que não fui, não tenho parte nisso, bem no estilo de Pilatos. Seja como for, como diz o apóstolo, quando éramos inimigos de Deus, ele nos entregou o seu filho para morrer por nós na cruz.

E Jesus em vida ainda disse que não existe amor maior do que aquele que dá a vida por seu irmão. Mas o embotamento dos sentidos provocado pelo mundo com suas ofertas coloca Jesus como uma figura que passou pelo que passou porque quis, eu vou chegar ao céu de outra maneira. Que bobagem! Muitos com a vida que levam se comportam como se dissessem para o Cristo que em toda a sua vida nunca tiveram certeza de que ele sentisse alguma por eles, culpa de um raciocínio que é egoísta, porque se Deus não me dá o presentinho que quero então fico birrento e de mal com ele.

Outros vivem uma vida como se Jesus servisse apenas para resolver problemas pessoais e temporais. Acham que ele é banqueiro, ou empresário, ou cupido, ou financiador de férias permanentes. Para estes Jesus tristemente lança um olhar que denota o puro interesse de quem o procura e não o procura pelas razões certas, descritas na bíblia. Ainda existem aqueles que se comportam como se Jesus fosse uma boa causa, uma boa pessoa, uma boa opção, mas, deixam claro para ele que não aderem ao seu segmento de vida pautado no evangelho por causa dos muitos projetos que possuem em vida. Se não fossem os projetos, a muito tempo teriam aderido ao plano de salvação de Deus.

Dessa forma, independente de como vivem, acham fazerem a coisa certa e não se colocam na posição humilde do servo inútil, que deve sofrer as demoras de Deus sendo pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Apesar de tudo, apegados aos sentidos, não conseguem lançar um olhar espiritual sobre suas vidas e vão cometendo erros sem consequências no aqui e agora, prejudicando cada vez mais suas eternidades. Alguém que está a trabalhar segue os regulamentos da empresa porque sabe que se desobedecer poderá sofrer sanções e até ser demitido. Por temer essa realidade que está palpável no agora ele bem se comporta. Agora, como as consequências espirituais do pecado são diferentes, o sujeito peca, trai a mulher, não é descoberto e nada lhe acontece. Trai de novo com a mesma ou com outra e nada lhe acontece. Segue então sua vida tomando gosto porque faz o que quer e nada lhe acontece. No agora, porque essa atitude sua vai, como o próprio Cristo disse, flagelando o salvador mais uma vez e, esse sofrimento que imprimimos a Jesus não vai ficar de graça.

Ele mesmo disse a Santa Faustina que agora é o tempo da misericórdia, depois ele terá a eternidade toda para praticar a justiça. É preciso pedir ao Espírito Santo o dom da piedade, que nos faz sentirmos “filhos de Deus mesmo”. Através desse dom sempre iremos antes de agir, pensar se é isso mesmo que Deus espera de nossas atitudes e assim, sempre teremos o pensamento de que se foi para isso que Jesus foi pregado na cruz, se isso está agradando ele? Se não há conformidade, então abandonemos os flagelos que ferem a Jesus e nos condenam ao inferno.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A luz que vem de Cristo

A expressão que diz que Deus se inclina para ouvir a oração do pecador é muito consoladora. Sem dúvida como lemos na bíblia, nossa oração sobe aos céus como fumaça do incenso. Ela sempre é ouvida porque Deus, ao contrário do que pensam muitos, não é um surdo. Nossa proximidade com o mundo espiritual é maior do que pensam as pessoas. Não podemos enxergar esse plano, mas, como nos recorda a carta aos Efésios, ele nos rodeia. Como disse Santa Teresa de Jesus em seu livro Castelo Interior, “não chamo oração mexer com os lábios sem pensar no que dizemos, nem no que pedimos, nem quem somos nós, nem quem é aquele ao qual nos dirigimos. O costume de falar a majestade de Deus como quem fala a um estranho, dizendo o que lhe vem a cabeça, sem reparar se está certo, por ter decorado ou repetido muitas vezes, a isso não tenho em conta de oração.”

Como vemos, não poderia estar mais certa Santa Teresa. Realmente um falar da boca para fora com intenções que não são as primeiras, igualam-se ao falar um discurso qualquer. Se nos colocamos na presença da Santíssima Trindade, limpamos a mente e o coração, deixando espaço para a ação do Espírito Santo, vai acontecer a conexão, mas, dessa forma, ela vai ser sentida. Não há nada de novo nisso, as sagradas escrituras nos ensinam que devemos rezar e pedir com fé.
As vezes somos agraciados na alma com a sensação indescritível de uma presença celeste. Outras vezes são os sentidos que também participam. O que dizer a respeito de uma vela que é acesa na presença da Santíssima Trindade para a recitação de um Rosário (todo mundo conhece o tamanho da chama de uma vela), ao se começar a oração a vela aumenta muitas vezes de tamanho, voltando a diminuir no final da oração, queimando totalmente uma vela que normalmente leva mais tempo que a recitação de um Rosário para queimar totalmente?

Os céticos como sempre, irão atribuir uma “explicação racional”, afinal, como dizem, sempre deve existir uma explicação dessa natureza para tudo. Acham mais fácil fazerem um esforço nesse sentido do que cederem a inevitável verdade sobre Deus, presente em toda a parte. Só quem vive a experiência de um ambiente receber do nada o aroma de rosas e flores, arrepios que indicam uma presença muito próxima, podendo ser sentida quase fisicamente, locuções interiores, uma presença espiritual te segurando para lhe salvar de um acidente físico e a chama de uma vela que queima de uma forma não natural, sabem do que estou a falar.

É fácil dar uma de São Tomé e deixar a fé se esvair pelo ralo da vida só porque os sentidos não estão puros e o coração não está aberto a Jesus que bate a porta para entrar aos que lhe permitirem. Todavia, bem verdade é que, como aprendemos através da vida e exemplo dos santos (Hebreus 6,12), a oração na tribulação tem mais valor. Basta seguir o que disse Jesus, orai sem cessar. Santo Antão nos recorda que a única arma do cristão é a oração e Jesus nos ensinou, através de Santa Irmã Maria Faustina Kowalska, que é muito bom e muito lhe agrada a oração pedindo misericórdia pelos pobres pecadores. Dessa forma, aprendemos que motivos para se rezar sempre irão existir, se nem tempo reservamos para as orações cotidianas e diárias para apenas agradecer, como então esperamos ser atendidos nas orações emergenciais que fazemos a Deus esperando um pronto atendimento? Vale lembrarmos que Jesus curou dez leprosos, mas só um voltou para agradecer.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Inteligentes iguais a um burro

A bíblia nos recorda na carta de São Tiago que a sabedoria terrena é diabólica. Isso é tão verdade e muito fácil de se constatar quanto a diferença entre o dia e a noite. A questão de ser inteligente e portar por causa disso uma sabedoria terrena e como diz na sagrada escritura, diabólica, passa pela questão da mácula que ela sofre por causa das ofertas e tentações do mal. Vamos ler o trecho da referida carta para podermos prosseguir com a reflexão.

Tiago 3,13-18 – “Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder as suas obras repassadas de doçura e de sabedoria. Mas, se tendes no coração um ciúme amargo e gosto pelas contendas, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que vem do alto, mas é uma sabedoria terrena, humana, diabólica. Onde houver ciúme e contenda, ali há também perturbação e toda espécie de vícios. A sabedoria, porém, que vem de cima, é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento. O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz.”

Como vemos no trecho em questão, se deixarmos o coração ser invadido por aquilo que não é bom e não faz bem, iremos acabar sendo dominados pelo mal. E isso, também é uma afirmação celeste que encontramos no Livro de Tobias, vejamos:

Tobias 6,16-17 – “O anjo respondeu-lhe: Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder.”

E assim, nos fica bastante claro que aqueles que tiram Deus do coração e se entregam as suas paixões, acabam por consequência a aderirem aos prazeres terrenos e toda a oferta de satanás, apresentada em pratos saborosos. Realmente não há como se achar inteligente e praticar contra si mesmo algo que faça mal, tanto fisicamente quanto espiritualmente. O sujeito sabe que fumar e usar drogas é prejudicial à saúde, mesmo assim ele pratica. O sujeito sabe que trair o conjugue é errado, mesmo assim ele trai. Percebem o alcance dos pecados e dos vícios? As pessoas se deixam convencer, compram a ideia do mal, colocam nela uma nova roupagem, saem promovendo isso como uma novidade e algo inevitável e que faz bem e se julgam inteligentes. Pobres delas, todas elas. A inteligência intelectual que lhes servem para muitas coisas foi facilmente corrompida e de nada mais serve, poderia evoluir e se tornar sábia, mas se estagnou, permaneceu terrena e tombou, tornando-se diabólica, como diz a escritura.

Tiraram Deus de suas vidas e seus corações e passaram a não o temer mais. Livro dos Provérbios 1,7 – “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.”


fonte: Jefferson Roger
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O pecado capital da Gula

Capitalizar é fazer algo sair de um ponto e se transformar em algo maior que o original. Quando o dinheiro está na poupança ele vai capitalizando, vai rendendo e o montante original se transforma em novo montante de valor maior. Por isso utiliza-se esse termo para o grupo de doenças espirituais também chamadas de pecados capitais. Eles são capitais porque nos conduzem a outros pecados de maior gravidade.

Chega a ser meio paradoxal porque a necessidade de se alimentar existe e ao mesmo tempo seu excesso pode acarretar problemas, e falo aqui do pecado capital da gula. Problemas tanto fisiológicos quanto psicológicos. Relatos de pessoas que encontram refúgio na comida são muito antigos. É o pecado da gastrimargia, que quer dizer “loucura do estômago”. O alimento passa a ser tratado fora da sua realidade e natureza e sem conformidade com sua finalidade. O alimento se destina a nutrição do corpo e um desequilíbrio nisso acarreta em mazelas muito sérias. As pessoas não percebem, mas quando caem nesse pecado, ele avança as fronteiras culinárias e por causa do vício da gula, outros pecados acontecem.

A gula consiste em não se contentar e querer sempre mais e mais. Alguém enxergou aí alguma semelhança com os vícios? Pois é, ela existe mesmo. E a gravidade da gula é tão imensa que ela termina por consumir quem invade, fisiologicamente, psicologicamente e, não podia deixar de ser, espiritualmente. No entanto, a desigualdade social causa muito desequilíbrio no fornecimento alimentar mundial. Enquanto muitos comem demais e desperdiçam demais, milhares comem de menos e, ao ponto do desespero em manter a chama da vida acesa, chegam a cometer verdadeiras barbaridades que jogam na lama a dignidade humana matando sua fome se alimentando de restos de alimentos e outras substâncias que não servem ao propósito nutricional.

Não devia ser assim, mas é; ao nosso redor nos deparamos não com cenas como a dessa foto, no país em que vivemos, mas nos acostumamos a ser indiferentes quando vemos pessoas que vivem nas ruas de nossa cidade se alimentando de restos e de doações pontuais. Que Deus olhe por todos e que em sua justiça divina recompense e sentencie a todos conforme suas obras. Isso é uma certeza dita pelo próprio Cristo (Apocalipse 22,12). Às vezes achamos que não podemos resolver o problema da fome mundial, nos julgamos uma gota no oceano. É verdade, somos uma gota mesmo, mas já dizia Santa Teresa de Calcutá “que sem essa gota o oceano será menor.” Podemos muito, não nos enganemos, somos filhos do altíssimo. Podemos rezar por todos, concretamente fazermos parte de alguma entidade que ajuda os mais necessitados, podemos (e devemos) contribuir com o dízimo até porque nós temos o que comer em nossas casas e podemos sair do trivial da rotina alimentar fazendo passeios culinários e gastronômicos. Gostamos de tantos alimentos e de alguns nem tão saudáveis. Ficamos de namoro com a gula e deixamos que ela invada nossas vidas em outras áreas. Que perigo! Se temos o pão nosso de cada dia, tanto material quanto espiritual, que agradeçamos a Deus. Os dons, vale lembrar, são distribuídos pelo Espírito Santo como ele quer para o “bem comum”. Para o bem comum e não para o bem do nosso próprio umbigo. Jesus disse que até um copo de água que dermos não ficará sem recompensa e por que tantos não fazem nem isso?

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fonte: Jefferson Roger
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Vidas que chegam para nos deixar

Tendência é uma coisa muito bem conhecida por toda a humanidade. Algumas vezes ela é usada de uma forma, outras vezes ela é usada de outra forma, seja para fins benéficos ou maléficos. Dependendo da situação e interesse, ela pode servir de desculpa ou pretexto, ou então denunciar alguma coisa que se aproxima. Em relação as nossas vidas, existe uma clara percepção de que devemos nascer, crescer, envelhecer e morrer. Dizemos a respeito disso que essa é a tendência de uma pessoa viva. Quando ocorre alguma fatalidade, assim chamam as pessoas, e alguém morre de forma a contradizer essa tendência de se morrer na velhice, os lamentos insistem em comentar que fulano morreu na flor da idade, tinha a vida toda pela frente.

Que bobagem é pensar e se expressar dessa maneira. E isso não deve ser motivo de escândalo porque a medida de tempo de uma vida, seu início e fim dentro deste vale de lágrimas chamado terra, está sob o comando de Deus. Ainda existem aqueles que dizem que a pessoa partiu cedo demais, morreu prematuramente. Isso também não é possível acontecer. Ninguém morre prematuramente, ou antes da hora porque se fosse assim, como sempre digo por aqui, Deus seria um mentiroso pois não teria o controle sobre toda a sua criação.
A questão, no entanto, sinaliza para uma direção. Realmente até conseguimos vislumbrar uma tendência, mas, como bons católicos que devemos nos esforçar a ser, devemos ter sempre em mente que o dono de todas as coisas, e até mesmo dessa tendência, pode conduzi-las conforme seus desígnios e por isso, não devemos nos abraçar na tendência. Ela existe no decurso da vida, mas, as suas contrariedades também. Afinal, Deus sempre nos mostra que ele está no comando.

Por isso é que viver o hoje é algo muito necessário. O hoje sempre deve ser encarado como o último dia de nossas vidas. Não há nada de errado em vivermos e fazermos planos desde que tenhamos consciência de que nossos planos são gerenciados por Deus. O ponto final está nas mãos dele. Isso é sem dúvida uma necessidade, uma dura realidade, mas, uma necessidade. Nós não temos compreensão sobre tudo (Deuteronômio 29,29) e nem teremos segundo o próprio Deus, por isso a fé é o que deve nos mover.

Imaginemos um novo membro da família que ansiamos sua chegada, tão aguardado e amado. De repente, a vida que mal chega em nossos lares já anuncia que em breve irá partir. São muitos casos como esse em que morrem filhos antes dos pais. A dor da separação temporária, garantida por Jesus e sustentada pela fé, pega a todos e o luto soterra cada um conforme a medida de sua crença no divino. É assim que são as coisas e precisamos por conta disso, sempre fazer nossa meditação sobre essas possibilidades. Imaginemos todo dia perdermos quem vive conosco, façam a experiência. Sei que é difícil e por isso muitos evitam, querem encarar a situação, caso aconteça, conforme o momento. Melhor seria vive-la na mente todos os dias, pois se uma vida for assim vivida, vivendo cada momento como se fosse o último, muitas coisas dentro de nós e a partir de nós seriam diferentes. Seríamos e/ou seremos, mais semelhantes ao Cristo.

Nas imagens desse artigo vemos mais um casal, que vive na Inglaterra, que perdeu o filho com 11 meses de vida. Uma vida que veio ao mundo e nem desabrochou. Partiu para muitos prematuramente, mas, para Deus, partiu na hora dela e veio a este mundo cumprir seu papel, papel este que não compreendemos porque fugiu àquilo que os homens chamam de tendência, uma tendência puramente humana.

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fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pelos vivos, pelos mortos e pelos santos

Estamos as portas de mais um feriado. Aos católicos de meia tigela, aqueles que pensam que irão entrar no céu vivendo sua política de salário mínimo, que não inclui obras (Apocalipse 22,12) e nem vida pautada no sacramento, nas obras de misericórdia, obediência aos mandamentos e vivência nas bem-aventuranças, a data não irá passar de mais uma oportunidade para se viajar. É mais um feriadão, como dizem muitos. Pobres destes, se não acordarem enquanto é tempo de misericórdia, depois terão explicação a dar, mas, isto, é entre eles e o justo juiz.

Entre nós, como diz Jesus, não deve ser assim. Alguns não se recordam que dia 01 de novembro é dia de todos os santos. Dia em que a igreja faz memória a todos que já passaram por aqui, trilharam o caminho do Cristo e estão nos céus. O faz (a Igreja) dessa maneira para ser justa, imitando aquele que é justo e assim não só fazendo memória dos santos que são públicos e mais conhecidos mas a todos. Depois entramos pelo dia 02 de novembro rezando pelos fiéis defuntos, por todos que adormeceram na esperança da ressurreição.

Ademais é importante relembrar a passagem do apóstolo São Paulo que nos recorda a rezarmos uns pelos outros. Como membros do corpo de Cristo cabeça e por isso, parte de sua igreja, peregrina (os vivos aqui na terra), padecente (os que morreram e que estão no purgatório) e triunfante (os que morreram e que já estão na presença de Deus) somos relembrados por São Paulo entre tantos, que devemos sim, agir dessa forma, orar uns pelos outros. Este ensino é obra de misericórdia espiritual.

Porém, atenção, o verbo de Deus, sabedoria encarnada no seio da Virgem Maria nos pede mais. E o que ele pede é nossa imitação ao Pai Eterno (Mateus 5,48) nos advertindo que não quer atitudes mornas (Apocalipse 3,16) e não quer uma atitude de salário mínimo (Mateus 5,43-48). Portanto, se devemos ser obedientes ao Pai e aos seus mandamentos que procedem como nos explica o Cristo (Mateus 22,36-40) dos mandamentos do amor, se é pelos vivos, é por todos os vivos, se é pelos mortos, é por todos os mortos, se é pelos santos, é por todos os santos. Jesus não veio para que todos cheguem ao conhecimento da verdade e sejam salvos?

Outrossim, vale recordar que o católico não tem hora para ser católico. Jesus disse vigiai e orai “sem cessar”. Ora, não temos hora do dia para sermos católicos, nem hora do dia para rezarmos por alguém. Como diz Nossa Senhora, devemos aprender com a vida e o exemplo dos santos (Hebreus 6,12), muitos deles faziam da oração mental, uma atitude muito presente em seus cotidianos de vida. Com 168 horas na semana, separamos apenas 1 hora para irmos na missa? Não é uma pobreza só? Queremos de Deus o bom e o melhor, mas não queremos agir em resposta ao seu amor na mesma proporção? Não temos tempo? Não temos interesse? Outras coisas nos apetecem mais? Pois é, os Mosqueteiros defendiam o lema “um por todos e todos por um”. Por que muitos não agem assim? Um (Deus) por todos e todos (os filhos de Deus) por um (cada membro do corpo de Cristo, por amor a Deus)?

Não temos hora marcada para corrermos a Deus pedir sua ajuda, mas temos falta de tempo para agirmos como soldados de Cristo e fazermos nossa parte pelo bem das almas a serviço da sua Igreja. Temos que lembrar que, como dizem os antigos, Deus está vendo. Tudo no final das contas é entre cada um e Deus e ele já colocou na mesa que nossa situação final passa pela medida das obras (Romanos 2,5-8).

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fonte: Jefferson Roger
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O adultério no coração

E disse Jesus: (Mateus 5,27-29) “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração. Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena.” Pois bem, o arrancar ao olho que Jesus se refere aqui é o tratamento espiritual e atitude concreta de não se deixar mover pelas coisas da carne, e sim pelas coisas do espírito. Jesus ainda nos recorda que o pecado, que é uma realidade do espírito, tem maior ou menor participação do corpo e cabe ao homem, portanto, impor sua vontade e razão, sobre os apetites da carne. Isso é o que ele quer ensinar quando nos ensina a arrancarmos o olho e lança-lo para longe.

Olhemos para o detalhe magnífico da coisa. Muitos não percebem, mas não é para arrancar somente, é para jogar para longe, ou seja, as atitudes precisam de um firme propósito. É preciso se livrar dos vícios de toda a natureza de uma forma definitiva e não com sentimento de culpa apenas. Os sentidos são manipuláveis e se não forem ensinados e educados no Senhor as recaídas irão acontecer. Jesus sobre isso também deixou bem claro que para nos levantarmos de recaídas é muito pior (Mateus 12,45).

Sempre é importante recordar a passagem da 1ª Coríntios 6,15-20 que diz: “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24). Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.” Como vemos, não deve ser assim. É preciso fazermos violência para não sermos instrumentos do diabo. O livro do Eclesiástico 9,3-6 nos adverte: “Não lances os olhos para uma mulher leviana, para que não caias em suas ciladas. Não frequentes assiduamente uma dançarina, e não lhe dês atenção, para que não pereças por causa de seus encantos. Não detenhas o olhar sobre uma jovem, para que a sua beleza não venha a causar tua ruína. Nunca te entregues às prostitutas, para que não te percas com os teus haveres.” E também em Eclesiástico 9,8-11 lemos: “Desvia os olhos da mulher elegante, não fites com insistência uma beleza desconhecida. Muitos pereceram por causa da beleza feminina, e por causa dela inflama-se o fogo do desejo. Toda mulher que se entrega à devassidão é como o esterco que se pisa na estrada. Muitos, por haveres admirado uma beleza desconhecida, foram condenados, pois a conversa dela queima como fogo.” E por fim, em Eclesiástico 25,28 lemos: “Não contemples a beleza de uma mulher, não cobices uma mulher pela sua beleza.”

E assim, caro leitor, enxergamos que mais claro que isso não pode ser. Não devemos agir como se as palavras eternas não fossem se realizar. Pagar o preço para se viver conforme os prazeres terrenos no fim da conta, querendo ou não, acreditando ou não, só irá resultar em tormentos eternos. Já dizia Santa Teresa de Calcutá “que um dia a beleza acaba”. Até o diabo sabe disso e por isso se esforça em promover a luxúria corrompendo e misturando a ela como ingrediente aquilo, que é belo seja qual natureza for.

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fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Nota de repúdio para quê?

Não é de hoje que a natureza das coisas nesta etapa de nossas vidas se movimenta favorecendo os maus. Vamos deixar claras as coisas, para que não exista a tentação de acharmos que o autor anda perdendo a fé no Deus do impossível. Existe o bem no mundo e ele ainda pode ser encontrado, porém, aos olhos de qualquer pessoa, é comprovado que o mal caminha ao som de sua bela fanfarra instrumentando suas diversas melodias para todos os cantos do planeta.

Caro leitor, qualquer um vê quanto do mal vive a nossa volta. Se ligarmos os noticiários policiais, todos os dias somos atualizados com manchetes sempre inéditas que giram em torno de todo o tipo de brutalidade contra a vida humana. O mau se apresenta todos os dias com a vestimenta do assassinato, das drogas, do aborto, do sexo desregrado e fora do contexto divino, da ideologia de gênero, guerras civis, políticas e religiosas e tudo isso incentivado e promovido pelas quatro frentes de opressão: a indústria farmacêutica, a educação, o lobby político e as mídias sociais; e a lista das barbaridades anticristãs ainda prossegue. Muitos afirmam que a riqueza monetária do mundo está na mão de poucos por cento da população mundial e acho que é muito difícil alguém descordar dessa afirmação.

A infestação da maldade se alastra por toda a parte e de nós, cristãos que pretendemos viver o evangelho do Cristo para um dia, por conta de nossas obras (Apocalipse 22,12), chegarmos ao céu, nos é pedido por Jesus, a perseverança (Mateus 10,22). O problema dos cristãos é que eles querem vencer agora e isso está biblicamente escrito que não vai acontecer. Pessoal, vamos recordar, o livro das revelações é muito claro em afirmar que a vida que esperamos viver agora nos aguarda na Jerusalém celeste.

Já que aprendemos que de todo o mau, Deus pode tirar coisas boas, levanto aqui um pequeno aspecto que muitos de nós as vezes nem cogitamos pensar. Da forma como as coisas caminham, mais gente será condenada do que será salva. Viver a cada dia que passa, cada vez mais tem se transformado num remar contra a correnteza. A minoria cristã, cada vez mais está se tornando minoria e falo aqui dos autênticos pois aqueles que se dizem católicos mas vivem ilusoriamente agradando a dois senhores se fazem inimigos de Deus (Tiago 4,4) e farão parte daqueles que Jesus irá apartar no dia do juízo (Mateus 25,41).

Parecem findar os tempos, parece afunilar a caminhada, parece que nossas orações não alcançam o céu. Às vezes, vivemos felizes em nosso mundinho, na paróquia que moramos, indo à missa, para a aula, para nossos trabalhos nos concentrando em tudo que está mais próximo e fazendo um olhar de paisagem sobre a realidade total. É bom agir assim, mas como disse Jesus, não se deve deixar aquilo de lado, ou seja, temos que agir dentro de um todo. Quantas vezes alguém já ouviu na vida nas orações da comunidade dentro da missa pedirmos a Deus pelos governantes? Deu algum resultado até agora? Claro que não e nem vai dar, porque como disse Jesus a Santo Antão, ele está presente mas quer nos ver lutar.

E assim percebemos que nossa vida é algo de muito precioso e sério, ela quer ser tomada de nós, se aceitarmos as ofertas do mundo iremos perde-la (Mateus 10,39), se a entregarmos no martírio iremos salva-la. Adianta manifestos? Adianta repúdios? Claro que sim, eles têm o seu papel, mas precisamos promover um alcance maior e não esquecermos de que não podemos viver, devemos batalhar.


fonte: Jefferson Roger
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Sobre o Halloween, você precisa saber


REDAÇÃO CENTRAL, 16 Out. 15 / 07:00 pm (ACI).- “O que o demônio faz para afastar-nos do caminho de Jesus? A tentação começa de forma sutil, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o Papa Francisco em abril de 2014.

Próximos à noite de Halloween, celebrada a cada 31 de outubro, compartilhamos oito coisas que todo cristão deve saber acerca desta festa pagã que pouco a pouco foi difundida no mundo inteiro.

1. A origem do nome

A Solenidade de todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Halloween significa "All hallow's eve", palavra que provém do inglês antigo, e que significa "véspera de todos os santos".

2. As raízes celtas

No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), festividade do sol, iniciada na noite do 31 de outubro e que marcava o fim do verão e das colheitas. A respeito, eles acreditavam que naquela noite o deus da morte permitia aos mortos retornarem à terra, fomentando um ambiente de terror.

Segundo a religião celta, as almas de alguns defuntos estavam dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas com sacrifícios de toda índole aos deuses, inclusive sacrifícios humanos. Uma forma de evitar a maldade dos espíritos malignos, fantasmas e outros monstros era disfarçando-se para tratar de assemelhar-se a eles e desta maneira passavam despercebidos ante seus olhares.

3. Sua mistura com o cristianismo

Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram os seus costumes pagãos. Do mesmo modo, a coincidência cronológica da festa pagã de “Samhein” com a celebração de todos os Santos e a dos defuntos, comemorada no dia seguinte (2 de novembro), fez com que as crenças cristãs fossem misturadas com as antigas superstições da morte.

Através da chegada de alguns irlandeses aos Estados Unidos, introduziu-se neste país o Halloween, que chegou a ser parte do folclore popular do país. Logo, incluindo a contribuição cultural de outros imigrantes, introduziu-se a crença das bruxas, fantasmas, duendes, drácula e diversos monstros. Mais tarde, esta celebração pagã foi difundida no mundo inteiro.

4. Uma das principais festas satânicas

Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e logo se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. E nesta data os grupos satânicos sacrificam os jovens e especialmente as crianças, pois são os preferidos de Deus.

5. Doces ou travessuras?

No Halloween, as crianças e alguns adultos costumam se disfarçar de seres horríveis e temerários e vão de casa em casa exigindo “trick or treat” (doces ou travessuras). A crença é que se não lhes dá alguma guloseima, os visitantes farão uma maldade ao residente do lugar. Muitas pessoas acreditam que o início deste costume está na perseguição dos católicos na Inglaterra, onde suas casas eram ameaçadas.

6. Jack e a abóbora

Existe uma antiga lenda irlandesa, em que se conta de um homem chamado Jack que tinha sido tão mau em vida que supostamente não podia nem entrar no inferno por ter enganado muitas vezes o demônio. Assim, teve que permanecer na terra vagando pelos caminhos com uma lanterna, feita de um vegetal vazio com um carvão aceso.

As pessoas supersticiosas, para afugentar Jack, colocavam uma lanterna similar na janela ou à frente de sua casa. Mais adiante, quando isto se popularizou, o vegetal para fazer a lanterna passou a ser uma cabaça com buracos em forma do rosto de uma caveira ou bruxa.

7. Um grande negócio

Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos medo e uma ideia errônea da realidade. Do mesmo modo, as máscaras, as fantasias, os doces, as maquiagens entre outros artigos são motivos para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror” e favorecem a imitação dos costumes norte-americanos.

8. A festa à fantasia

Segundo Padre Jordi Rivero, grande apologista, celebrar uma festa à fantasia não é intrinsecamente ruim, sempre e quando se cuidar que esta não esteja contra o pudor, o respeito pelas coisas sagradas e a moral em geral.

É por esta razão que nos últimos anos cresceu a comemoração alternativa do “Holywins” (a santidade vence), que consiste em disfarçar-se do Santo ou Santa favorita e participar a noite de 31 de outubro em diversas atividades da paróquia, como Missas, vigílias, grupos de oração pelas ruas, adoração eucarística, através de cantos, músicas e danças em “chave cristã”.


fonte: acidigital
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O santo das causas perdidas

O primo de Nosso Senhor Jesus Cristo, esquecido por muitos por causa de seu nome ser o mesmo daquele que traiu Jesus por trinta moedas, é reconhecido pela Igreja como um grande santo, martirizado por pregar o evangelho de forma missionária, sendo este, um dos escolhidos por Jesus pessoalmente e detalhe, na genealogia de Jesus, sabe-se que Judas Tadeu é primo dele.

Seu nome, Judas, significa “Deus seja louvado”. Judas Tadeu, um dos doze apóstolos era também irmão do apóstolo Tiago, o menor. Devido, como já mencionado, o nome ser o mesmo do traidor, aos poucos a fama do nome Judas foi sendo associada ao longo da história como aquele que é traidor, criminoso, assassino e diabólico, fazendo com que esse fiel seguidor de Jesus fosse pouco recorrido em auxílio. Tanto assim acontecia que na época em que vivia Santa Brígida ela recebeu de Jesus a recomendação, para difundir por toda a igreja, de que ele desejaria conceder graças por intercessão de São Judas Tadeu, intitulado nos altares como o santo das causas perdidas.

Para o fiel que reza sobre seu túmulo no dia 28 de outubro, dia em que se comemora sua elevação aos altares, é concedida indulgência plenária. Em viagem para a região do Egito e em seguida para a região da Pérsia, para anunciar o evangelho de Jesus Cristo, conta-se a tradição da igreja e os escritos apócrifos que por estas terras ele foi martirizado. Após muitas conversões dos persas ele encontrou a morte e a glória dos céus sendo decapitado ao som de um machado, objeto que é representado em sua imagem.

Também aprendemos com este santo em sua carta, a última do novo testamento antes do livro do Apocalipse. Em um único capítulo e vinte e cinco versículos São Judas Tadeu exorta as pessoas a não cederem as tentações expostas pelos homens que não são de bem, faz um pequeno resumo lembrando de outras situações bíblicas que servem a todos de mau exemplo, de caminho a não se seguir, exorta o povo a dar ouvidos a autenticidade do evangelho e a não abrir mão da misericórdia exercendo-a também. Vale a pena muitíssimo a sua leitura que não ultrapassa cinco minutos.

São Judas Tadeu, grande apóstolo de Jesus martirizado por amor ao seu evangelho. Devemos seguir seus exemplos e a ele recorrermos pedindo seu especial auxílio. Ele que foi recomendado pelo próprio Cristo. Eis uma oração deixada pela igreja para invocarmos sua intercessão:

“São Judas Tadeu, glorioso apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus, o nome do traidor é causa de serdes esquecido por muitos, mas a Santa Igreja honra-vos e invoca-vos universalmente como padroeiro de casos desesperados, sem remédio. Intercedei por mim que sou tão miserável pondo em prática, eu vo-lo rogo, o privilégio particular que vos é concedido a fim de trazer ajuda pronta e visível onde isso é quase impossível. Vinde valer-me nessa grande necessidade para que eu possa receber as consolações e socorros do Céu em todas as minhas aflições, necessidades e sofrimentos, particularmente (aqui dizer a graça que deseja obter…) e que possa bendizer a Deus convosco e todos os eleitos por toda a eternidade. Eu vos prometo, bem-aventurado São Judas Tadeu, ter sempre presente esta grande graça e não cessar de honra-vos, como meu especial e poderoso Padroeiro e farei quanto possa para espalhar a devoção para convosco. Amém. São Judas Tadeu, rogai por nós e por todos os que vos honram e vos invocam.”


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Fatos da depressão

Está comprovadamente anunciado que a depressão já é a doença mais incapacitante do mundo. Segundo pesquisas, nos últimos dezesseis anos, as mortes por depressão cresceram pouco mais de 700% aqui no Brasil. Também já se sabe que a depressão já é a maior causa de suicídios e somente neste ano de 2017, oitocentos mil jovens já se mataram. Vale mencionar que este número de mortes supera o número de mortes por HIV, o vírus da AIDS. Segundo estudos, verificou-se que sete entre dez pessoas não sabem que sofrem de depressão e aqui em nosso país, sabe-se que o número de pessoas depressivas já ultrapassou a marca de 11 milhões de pessoas. Recordem que caminhamos para a marca populacional de 300 milhões.

Pois bem, agora quem vos fala, fala com conhecimento católico e uma pouca experiência de vida que alcançou a marca de 46 anos. Em todas as pesquisas, todas as conversas, todos os testemunhos, documentários ou onde quer que se leia a respeito do tema depressão, é possível enxergar nas entrelinhas um pré-requisito. Falo, vamos ter em mente, com conhecimento de causa cristão.

Todas as pessoas que são depressivas tornaram-se depressivas porque ficaram fora da religião, ficaram afastadas da religião ou não viveram a religião da forma como deve ser vivida. Por conta disso, o estopim, o gatilho pegou-as de surpresa e fora do convívio íntimo com Deus, não souberam lidar com o que as colocou no estado depressivo. É evidente que existem vários níveis de depressão, isso a medicina e a ciência já demonstraram, mas, o que ela não pode demonstrar porque não se serve disso, é a relação da pessoa com Deus e a doença da depressão. Tampouco a psicologia e a psiquiatria. Elas fazem uma excelente contribuição, porém, dentro da parte que lhes cabe. Todavia, se o coração e a alma não forem tratados no hospital de Jesus, mente e corpo continuarão a serem atormentados.

Vamos repetir, não vamos entrar nos méritos da doença e nos tratamentos médicos e especializados, porém, aqui estamos a enfatizar que o composto denominado ser humano, que é formado por corpo também é formado pela sua alma. É preciso tratar ambos. As pessoas lotam clínicas médicas, de psiquiatria e de psicologia e as capelas do Santíssimo Sacramento, onde o salvador delas está presente de corpo, sangue, alma e divindade, pronto a dar-lhes ouvidos, converte-los, consola-los e cura-los na medida que cabe a cada um, ficam vazias. Se lembrado é Jesus, não é lembrado por primeiro. Se o primeiro mandamento diz amar a Deus sobre todas as coisas por que as pessoas não recorrem a ele em primeiro lugar? Notem, não existe dispensa médica pois a ciência é dom de Deus, mas, infelizmente o que existe é negligência espiritual das pessoas.

Não existe relato conhecido de alguém que levou seus problemas para Jesus através de adorações ao Santíssimo Sacramento e tenha ficado por ele desamparado e não atendido. Também é verdade que muitos têm receio de recorrer a Jesus porque ele sempre irá nos conceder o que precisamos e não o que queremos. As doenças permitidas por Deus a cada um de nós têm um motivo embora muitos digam que são coisas da nossa realidade de mundo. Não é assim, não fomos largados aqui para nos virarmos num salve-se quem puder. Nossa escolha em seguir sem o auxílio divino é que resulta na recompensa que escolhemos receber. Vamos lá, Deus no coração, o paraíso na mente e o mundo debaixo de nossos pés, já dizia Santo Antonio Maria Claret.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Jesus cura tudo

Minha Nossa Senhora viu, por mais que esteja escancarado nas sagradas escrituras sobre o que Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado é capaz de fazer na vida das pessoas, muitas delas não se aproximam daquele que pode tudo, que pode transformar vidas. Nos evangelhos os relatos das curas que Jesus fez na vida das pessoas que o procuravam é descrito em abundância. Na celebração do sacramento da unção dos enfermos existe uma oração muito bela proferida pelo sacerdote que diz num trecho o seguinte a respeito de Jesus Cristo: “médico do corpo e da alma”.

Começamos bem, porém, existem alguns pormenores comprovadamente históricos que atingiu e atinge todas as gerações. E mais; atingirá. Trata-se do, já comentado neste blog, o sofrimento. É difícil para muitos compreenderem que o sofrimento é uma coisa boa. Realmente é muito difícil porque ele é penoso, seja na esfera física ou na esfera espiritual. No entanto, está presente e se fará presente até o fim dos tempos conforme aprendemos no livro das revelações. E por este motivo, as tentações não deixam de existir, por isso rezamos como ensina Jesus pedindo que Deus não nos deixe cair em tentações. Por isso Jesus disse que aqueles que estiverem cansados por causa do peso de seus jugos que recorram a ele, o manso e humilde de coração, que ele os aliviará.

Muitas denominações religiosas colocam o homem no centro de tudo e fazem da religião um meio de Deus servir suas criaturas no aqui e agora de forma próspera. A respeito da religião católica alguns dizem que nossa igreja deixa muita coisa para o amanhã, referindo-se à eternidade. Dizem que o que importa é viver a alegria e abundância agora e por isso pedem tanto que os sofrimentos sejam deixados de lado. Ficam, sem culpa nenhuma “pulando de galho em galho” até que se encontrem dentro de uma denominação que lhes atenda naquilo que esperam”. E então enchem os pulmões para dizerem que “finalmente encontraram Jesus”.

Jesus diz que se dois ou mais estiverem reunidos em meu nome para pedirem seja o que for, meu Pai que está nos céus vos concederá porque onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles. Ora, se o Cristo disse isso, a pessoa não parou para pensar por que é que pede a ele alguma coisa e não é atendida? E pior, muda de religião, lá é atendida por Deus e se convence de que “finalmente encontrou Jesus”, passando a cuspir no prato que comeu. Que lástima e que pesar. Como existe o livre arbítrio Deus nos concede o que queremos na medida que ele nos ensina no livro do Eclesiástico 15,17-18 e 15,21-22.

Deus se entristece com isso, com esse virar as costas para ele mas ele não interfere na decisão de cada um. A pessoa quer pagar um preço menor do que o exigido pelo amor de Deus dentro da sua Igreja fundada na profissão de fé de São Pedro (Mateus 16,18). Ela quer menos sofrimentos e mais regalias. Não quer sofrer as demoras de Deus. Não quer ser paciente nas tribulações. Não quer seguir o exemplo de Jesus e percorrer o caminho que ele percorreu e que todos que chegaram ou caminham rumo à pátria celeste, percorreram e estão percorrendo. Ou alguém tem notícia de alguém que leva uma vida maravilhosa sem sofrimentos, com fartura de bens e saúde, livre de todas as adversidades da vida e do mundo e ainda assim vive 100% do seu tempo com Deus, para Deus e por Deus? Não há notícias sobre isso porque se Deus que é amor, entregou por nós seu filho para sofrer, colocou Maria Santíssima a testemunhar toda a sua paixão, depois um a um, os primeiros apóstolos foram caindo por conta do evangelho, e sucessivamente na história da humanidade muitos jovens, crianças, homens, mulheres e idosos foram testemunhando e retribuindo esse amor de Deus até com suas vidas, o que é que fazem as pessoas em achar que a cruz não é a regra? É a exceção?


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O prazer da afronta

Quando uma pessoa tem um vazio em seu coração e não compreende ou não conhece que este vazio só pode ser preenchido pelo amor de Deus e tudo que dele vem, começa a soterra-lo com um monte de quinquilharias e todo tipo de parafernália que nada mais fazem que viciar a pessoa na sensação do prazer e desprazer. Todo mundo conhece, conheceu ou já ouviu de alguém sobre pessoas assim. Não há como não esbarrar com elas por esse mundão afora, estão praticamente por toda a parte e em todos os lugares. Nos trabalhos, espaços públicos, comércios, amizades (que nem são tão amizades assim não é mesmo), parentescos e onde quer que imaginemos.

Ora, na internet, a ostentação das riquezas está escancarada, é um verdadeiro desfile, disputa e demonstração de poder. Infelizmente pessoas que estão por essas veredas caminham nas três formas de situações que enraízam os pecados: o ter, o ser e o querer. Alguns ainda acrescentam uma quarta forma: o poder. No entanto a coisa não é errada em seu princípio, o que a torna errada, ou melhor dizendo, corrompida, é a transformação que permitimos que aconteça com o que é saudável. Ter vontade de seguir Jesus e ser um bom católico pois queremos um dia poder pela sua misericórdia entrarmos no céu é algo excelente para se praticar. Perceberam, o “ter”, o “ser”, o “querer” e o “poder”? Agora ter impulso para ser abastado de bens materiais, querer sempre mais destes bens e para se satisfazer e ainda poder dar amostras externas dessa vaidade destruidora é algo muito diferente e que caminha numa contramão terrível da vontade de Deus. Vamos lá, perceberam o “ter”, o “ser”, o “querer” e o “poder”? Que diferença não é mesmo! Um é saudável, o outro corrompido e desordenado.

O dinheiro, a riqueza, a possibilidade de adquirir bens não é intrinsicamente má ou errada. Como vemos é o uso das essências ou o que fazemos delas que transferem para a natureza imaculada todo o mau. O ser humano não é uma criatura doente, afinal é criado por Deus, porém, ele está doente porque se envolveu com seus três inimigos da alma: o corpo, o mundo e o diabo. E os três inimigos da alma podem facilmente serem financiados pelo dinheiro. Sabemos que muitos pecados não precisam serem pagos, não precisam ter o dinheiro envolvido numa situação para que ela se torne pecado, no entanto, ele não fica de fora de muita situação pecaminosa.

A pessoa está em seu ambiente de trabalho, de repente solta um comentário dizendo que está juntando um dinheiro para comprar para si um novo aparelho eletrônico, um notebook. O comentário é salutar, demonstra que a pessoa não vê aquilo como prioridade, sabe que existem coisas mais importantes e que, por isso, segue sua vida, fazendo seus projetos, guardando seu dinheirinho sem comprometer seu orçamento mensal pois, volto a dizer, sabe das suas prioridades e necessidades, não está com o coração vazio, Deus mora dentro dele. Agora, quem escuta o comentário, conforme seu estado de espírito, irá receber a notícia com bom ou mau grado. Alguém pode dizer: “puxa que bom, é isso aí, junte mesmo e quando você ver já vai ter o montante, que legal”. Porém, alguém pode dizer: “que juntar dinheiro nada, compra parcelado, pra quê esperar?” Mas, uma terceira pessoa pode não dizer nada, pode ficar quieta e aparecer dias depois exibindo seu novo aparelho comprado, justamente o aparelho que aquela pessoa está planejando adquirir, exatamente aquele notebook. E por quê? Por que afrontar dessa forma alguém que vive uma vida sem fazer mal a ninguém? Ora, porque quem vive uma vida sem fazer mal a ninguém termina fazendo mal para quem não vive como ela.

As vezes as pessoas queriam ser uma coisa que sabem que devem ser e não estão conseguindo ser. Ao verem outros a sua volta vivendo felizes com muito menos pois aprenderam que podem ser felizes com o que tem, não se comovem, não tomam como bom exemplo e não se esforçam para mudar, resolvem sustentar sua posição, uma posição que não agrada a Deus (Tiago 4,4).


fonte: Jefferson Roger
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Salvos ou Santos?

Ninguém menos do que o próprio Jesus nos disse que é muito difícil entrar no reino dos céus (Mateus 19,23). No trecho em questão, a história do jovem rico é narrada nos três evangelhos sinóticos. Lá, ouvimos da boca de Jesus que o apego às riquezas dificulta a santificação. É importante perceber que Jesus falou ao rapaz que para que ele tivesse a vida eterna, precisaria seguir os mandamentos. O rapaz falou que isso já fazia a bastante tempo. Mas, existe um porém, muito bem colocado por Jesus e que lemos no evangelho de São Lucas 18,22. Aprendemos do mestre, para o infortúnio de muitos de nós, que não basta seguir os mandamentos. Jesus diz ao jovem que seguia os mandamentos que “ainda te falta uma coisa”, e então complementa com uma verdade arrasadora e muito exigente do amor de Deus: o desapego total, a bem-aventurança da pobreza de espírito que lemos em Mateus 5,3. Os evangelhos concluem a história do jovem rico dizendo que ele foi embora triste porque era rico e tinha muitos bens. Ou seja, era apegado.

O que devemos aprender disso tudo é que, de forma muito clara nos foi ensinado que iremos para a vida eterna se seguirmos os mandamentos, mas, como são as coisas se Jesus disse que “ainda falta uma coisa”? O desapego? Se vamos para o céu, porque ainda falta o desapego? Jesus mesmo disse que se queremos ser perfeitos (santos) devemos desapegar. Encontramos o mesmo ensinamento em Gênesis 17,1, em Levítico 19,1, em Mateus 5,48 só para citar algumas passagens pois existem outras. Sendo assim, os mandamentos nos salvam e o desapego total nos santifica. Ele, o desapego de tudo, é a passagem de ida direto para o paraíso, para a presença de Deus. A obediência aos mandamentos vai obrigar os cristãos a dar uma passadinha no purgatório, satisfazendo os desígnios divinos e purificando nossa alma de tudo aquilo que possa nos fazer tristes, assim como fez ao jovem rico que conversou com o Cristo Ressuscitado.

Se existe uma dor que devemos aceitar e abraça-la para vence-la é a dor de ter que se desapegar de coisas que espiritualmente não nos fazem bem. Muitas pessoas se acham inteligentes, mas a sabedoria terrena (Tiago 3,15) caminha por um trajeto perigoso pois sempre corre o risco da tentação de um atalho, onde já diziam os contos de fada, está à espera da chapeuzinho vermelho, o lobo mau. As vezes as pessoas tentam se desapegar do que lhe impede a entrada no céu. Porém, na primeira crise de abstinência, cedem miseravelmente às ordens do corpo, já escravizado pelos vícios que fazem a razão corroborar a seu favor até criando, para a conveniência própria e deleite do diabo, argumentos e razões até mirabolantes para não abandonar tudo aquilo que é de estimação.

São Tomás de Aquino ensina que a menor pena do purgatório é maior que a maior pena que já existiu aqui na terra e que foi a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, o lugar das penitências é agora (Mateus 4,17). No céu irá entrar direto que tirar nota 10. Quem tirar entre 6 e 9,9 vai ao purgatório fazer recuperação. Quem tirar nota vermelha, de 5,9 para baixo dançou. De tanto faltar a escolinha de Jesus, não aprendeu a lição e as poucas vezes que foi só fez bagunça, agora, no final do ano letivo (fim da vida e hora da morte) só resta colher aquilo que se plantou durante o tempo concedido por Deus com uma única diferença. O reprovado na escola, no ano seguinte vai repetir o ano, na vida real o reprovado (condenado) não vai repetir porque a chance de salvar sua única alma é uma só. A analogia escolar serve para nos abrir os olhos, de qualquer forma teremos que nos tornar santos. Se nosso esforço terrestre for falho mas acontecer, seremos salvos e Deus nos colocará na purificação. O que não pode é trocarmos o esforço da caminhada pelos prazeres terrenos pois eles nos premiarão com tormentos eternos.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Corações Impenetraveis

Se os sacramentos são o alimento do corpo e da alma, meios eficazes que nosso Senhor Jesus Cristo deixou na sua Igreja para a santificação de seus membros, e tanto também o Santo Rosário e a Santa Missa, além de muitas outras práticas religiosas, por que é que os católicos, nem todos mas muitos, vivem mergulhados nesse meio e não crescem no amor e na santidade? Nem precisamos, e nem devemos, reparar nos outros. Nós devemos olhar para nós mesmos e, com a prática de um exame honesto de consciência, irmos até as raízes de todas as coisas.

Uma pessoa comunga e se confessa a vida inteira e não vai melhorando como pessoa e como filha de Deus. Frequenta muitas missas mas fora dos muros da igreja continua sendo aquela pessoa que quer as coisas do jeito dela, do contrário lá vai chumbo grosso para todo lado. Temos que olhar para o hoje e olhar para o nosso ontem, o nosso passado. Estamos melhor? Iguais? Melhoramos? Quanto melhoramos? Recaímos? Pois é, são questões que permeiam nossa realidade de vida e de fé na caminhada rumo à pátria celeste.

O sujeito adota um santo ou santa para ser seu devoto e este seu padroeiro. Reza ao santo pedindo isso, pedindo aquilo e mais nada. Errado, isto é incompleto! A devoção verdadeira consiste em amar o próximo como a nós mesmos (no caso o santo) e imita-lo (Efésios 5,1 – 1ªCoríntios 11,1 – Hebreus 6,12). A devoção que promove a relação toma lá dá cá é manca e não promove crescimento espiritual. Outrossim, muitos se dizem devotos de Nossa Senhora e só o que fazem é irem no Santuário Nacional de Aparecida, usar alguma roupa com estampa de Maria ou, como já me disseram ridiculamente, basta apenas rezar uma Ave-Maria “bem rezada”, essa é de matar viu!!! Onde anda a vida de oração?

Não aprendemos na bíblia que os discípulos acompanhavam o mestre? Para aprenderem, crescerem, melhorarem e se tornarem além de seus seguidores, também seus imitadores e futuros propagadores? Foi assim no início da Igreja, veja em Atos dos Apóstolos. Devoções são necessárias e até urgentes, em tempos como os que vivemos hoje. Elas têm o seu propósito e nos auxiliam na caminhada, porém, se forem feitas superficialmente, mecanicamente ou apenas com caráter de evento social, como diz São Paulo, de nada adianta.

A pessoa desobedece aos mandamentos e o evangelho, é displicente nos sacramentos e na vida acética, se diz devoto da Virgem Maria, vai no Santuário Nacional uma vez por ano e acha que está tudo resolvido. Acha que Nossa Senhora vai dar um empurrãozinho na pessoa para dentro do paraíso. Tudo errado! É preciso conhecer mas, sobretudo, é preciso entender e viver. Se tudo não passar de externalidade é sinal de que um coração anda fortificado no mau sentido, impedindo que o amor de Deus o penetre e o Espirito Santo faça morada dentro dele.

Se na vida nenhuma transformação concreta acontecer, precisamos abrir os olhos e nos voltarmos para dentro de nós. Como anda nosso coração? Local onde, como nos ensina Jesus, nascem todas as coisas?


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Exemplo de Fé Católica que vem da Polônia

Não há como não se emocionar um coração verdadeiramente católico que vive a atualidade de tantas barbaridades no mundo de hoje. Pedofilias, apostasias, heresias, injustiças sociais por culpa do egoísmo de poucos, materialismo, abortos, guerras, massacres, ideologia de gênero, inversão de valores cristãos e morais, destruição das famílias e toda a parafernália que cada um de nós presenciamos nesse mundo globalizado e empobrecido no lamaçal dos pecados.

Me refiro ao dia de Nossa Senhora do Rosário, celebrado em 7 de outubro. Lá onde surgiu entre tantos, Santa Maria Faustina Kowalska, São Maximiliano Kolbe e São João Paulo II, só para citar alguns nomes, lá na Polônia, neste ano, a data foi comemorada de forma memorável e em proporções bíblicas. Pouco a de se falar, os poloneses literalmente abraçaram toda a fronteira polonesa num movimento que foi intitulado como Rosário nas Fronteiras, onde além de recordarem o episódio da intercessão de Maria na batalha de Lepanto onde os Otomanos não conseguiram invadir essas terras europeias, pediram a Virgem Santíssima que interceda junto ao seu filho Jesus, pedindo pela abertura de coração de todos os poloneses para a graça de Deus.



fonte: Jefferson Roger e mídia local
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A Unilever e os filhos de satanás

Recentemente caros leitores, a empresa Omo, que pertence ao grupo Unilever, que para quem não sabe é grande apoiadora da maior empresa de controle de natalidade e aborto do mundo chamada Planned Parentood, divulgou um vídeo conclamando os pais e responsáveis através de sua campanha pró-ideologia de gênero a inculcarem nas mentes infantis a ideia de que sexo não é uma condição criada por Deus e sim uma construção social onde cada um pode decidir que papel (sexo) vai escolher. Notaram caros leitores que vivemos em tempos que parece que tudo está afunilando? Não damos conta de assistir, tomar conhecimento ou de denunciar tantas barbaridades. Sabemos que o diabo tem sobre ele o decreto da derrota, mas, mesmo assim, faz todo o estrago possível aos filhos de Deus. Não é possível olhar para o mundo em que vivemos e achar que nossa geração não é a última a passar por essa terra. Parece que é. Embora também possa ter parecido em gerações passadas ao longo da história da humanidade desde o princípio das coisas, nós, que vivemos no hoje, podemos quase apalpar o furor da batalha que acontece frente nossos olhos.

Pessoal, tudo aquilo que o diabo odeia significa que temos que amar muito. O contrário também é muito válido: tudo aquilo que ele gosta significa que devemos odiar muito. Eu como pai, e me dirijo a todos os pais, vivo um dia a dia mergulhado em Cristo, porque sei que sozinho não posso “colocar” eles (minhas filhas e esposa) no paraíso. Tenho que fazer a minha parte, como católico, com pai, marido e como adulto responsável que sou por vidas que dependem de uma parcela do meu eu. Não devemos desanimar, iremos sofrer no caminhar da batalha, mas como membros da igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, temos por nós o Exército Celeste, a Santíssima Trindade, os santos de Deus e a Virgem Santíssima, excelente estrategista que sabe muito melhor do que cada um de nós, onde colocar munição.

Não devemos pensar que somos um nada perante o barulho do inimigo, se membros de Cristo nós somos, e ele é a cabeça, a vitória é certa e qualquer chaga ou ferimentos que a batalha nos acometa não será eterna, porque eterna é a Misericórdia de Deus e uma fé inabalável capaz de suportar até as piores mazelas que o olhar possa registrar não irá sucumbir perante nosso inimigo cruel. Não vos conformeis com o mundo nos recorda São Paulo apóstolo. A Jerusalém celeste um dia virá, um dia se tornará uma realidade na vida de cada um que escolheu sofrer e amar a Deus e ao próximo. Que venham as dificuldades, a luta está aí “muitos são chamados e poucos os escolhidos”. O muro não nos pertence, pertence ao demônio, não fiquemos em cima do muro, não sejamos mornos, sejamos como São Sebastião que por amor a Jesus, podendo preservar sua vida, escolher professar sua fé até as últimas consequências. Não só ele, como tantos outros. Se não formos imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas (Hebreus 6,12), agindo como imitadores de Cristo (Efésios 5,1 – 1ªCoríntios 11,1) corremos o risco de sermos politicamente corretos e negar o Cristo perante os homens. Para estes Jesus disse que os negará perante o Pai (Mateus 10,33).


fonte: Jefferson Roger
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