quarta-feira, 20 de junho de 2018

O perigo de nos acharmos santos

Nos evangelhos Jesus nos fala daquelas três obras que temos de realizar a fim de purificarmos o nosso coração: a esmola, o jejum e a oração. Tudo isso — diz-nos o Senhor —, devemos praticá-lo sempre e com generosidade, mas precavidos de que o diabo, que anda em derredor buscando a quem devorar, é capaz de fazer-nos desvirtuar até mesmo essas obras de justiça. O jejum, por isso, pode converte-se em farisaísmo; a esmola, em vaidade; a oração, em soberba.

Ainda que já nos tenhamos convertido, o inimigo se aproxima, vê-nos afastados dos pecados mais grosseiros de outros tempos e, para roubar nossos méritos e reconduzir-nos consigo para o fogo do inferno, inspira-nos a pestilenta sensação de nos acharmos muito santos. Ele, que está em pé de guerra com os membros do Corpo de Cristo, procura a todo custo destilar em nossas almas o veneno da vaidade espiritual, que torna estéril nossa virtude e mortas nossas obras. Para não cairmos nesses laços de mentira, a primeira coisa que podemos fazer é encomendar a Deus logo pela manhã as ações de cada dia, pedindo a graça de que elas lhe sejam gratas e realizadas com reta intenção.

Além disso, é de grande ajuda, seguindo as recomendações que Jesus hoje nos oferece, lembrarmos frequentemente que estamos na presença daquele que é três vezes Santo, em comparação com cuja bondade as nossas obras valem menos do que nada: que razão temos, pois, para empinar o nariz? Nosso Pai, embora esteja no oculto, está sempre perto de nós, recordando-nos que tudo o que de bom podemos fazer, é só dele que o recebemos. Que Ele, a cujos olhos está nua toda alma humana, extirpe de nossos corações a má raiz da hipocrisia e da vaidade, a fim de o agradarmos com obras limpas, bem-intencionadas e adornadas com o dom de sua graça.

Afinal, devemos sempre fugir da tentação de não usarmos termos de comparação inadequados com nossa realidade. Termos de comparação visivelmente abaixo da condição que já adquirimos pela graça divina facilmente nos colocam com a autoestima elevada, nas alturas. O contrário nem cogitamos, termos de comparação que estão bem acima de nós no caminho da santidade. Corremos para longe deles porque, também facilmente, nos colocam numa posição de desânimo frente ao nosso esforço que parece não render frutos. Momento perigoso de nossa caminhada espiritual porque se nossa fé não estiver fincada no chão, as tentações irão nos derrubar. No cotidiano das pessoas esse desânimo pode se agravar para depressão, fosso muito profundo que envolve corpo e alma, escravizando a pessoa e tornando muito difícil sua escalada para fora dessa preguiça espiritual. Devemos tomar cuidado, conforme o tropeço a queda pode machucar mais do que aparenta.


fonte: Jefferson Roger e padrepauloricardo.org
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A condição do perdão

Nosso senhor Jesus Cristo, quando de sua passagem pelo vale de lágrimas, no episódio do conhecido sermão da montanha, nos deixa muito claro que a tarefa de perdoar é uma via de mão dupla. Logo após ele ensinar a oração do Pai Nosso, onde no final, pedimos que sejamos perdoados, dentro dessa oração já nos é apresentada a condição do perdão. Vale lembrar: Mateus 6,12 – “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”

Pois bem, e para que não restasse alguma dúvida o Cristo foi logo explicando do que se trata essa condição, embora a frase já nos é muito clara. Mateus 6,14-15 – “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.” E como vemos muito bem, é aí que a porca torce o rabo! Jesus nos ensina que não teremos direito ao perdão se não concedermos o perdão. Eis, sem dúvida nenhuma, uma tarefa que pode chegar a proporções titânicas. Sim, porque certos perdões custam muito caros para serem liberados. Falamos aqui de fato de perdão e não de desculpas condicionadas. Difícil atitude tem o servo de Cristo que é chamado a imita-lo.
Perdoar é abrir mão da justiça, parece algo exigente demais pedido por Deus. No entanto a aparente exigência cai por terra se refletirmos sobre nossa condição sempre miserável e necessitada constantemente do perdão divino. Ora, queremos sempre o perdão de Deus e dos outros, mas nem sempre estamos dispostos a conceder o perdão para alguém. A bíblia nos ensina em Efésios que não devemos deixar o sol se pôr sobre nosso ressentimento. Ela diz que essa atitude significa “dar lugar ao demônio”.

Portanto, quando a pessoa é pega numa situação que admite não conseguir perdoar, é preciso avaliar as causas dessa deficiência, dessa dificuldade. É como um aluno que vai mal em determinada disciplina, se ele não parar para analisar o porquê do seu mau desempenho, para poder corrigir o que está acontecendo, não conseguirá o êxito da sua aprovação na mesma. Dificilmente irá adiantar o aluno que vai mal na disciplina forçar alguma situação em seu favor perante o professor que está aplicando a matéria, ou ele se adapta ao professor e procura se aplicar no entendimento dos conteúdos das aulas, se esmerando ainda mais no cumprimento de tudo que for pedido ou fatalmente irá reprovar.

Em nossas vidas não é diferente; com o perdão não é diferente. As regras para perdoar e ser perdoado não são nossas, são divinas. Quando Deus disse na carta aos romanos que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus”, nesse tudo está incluído notoriamente a fatia dos acontecimentos que exigem uma atitude, comportamento e postura nossa frente a condição do perdão, dada por Jesus. Somos cristãos por inteiros ou o que? Vale lembrar, quando Jesus diz a São Pedro “perdoar setenta vezes sete” quis dizer: perdoar sempre. Não podemos esquecer os preciosos ensinamentos que podem nos abrir ou fechar a entrada na glória eterna.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 19 de junho de 2018

Saindo do caminho da perdição

Rich Mauro tinha uma vida invejável aos olhos do mundo, com um grande trabalho em Hollywood preparando produções próprias e ganhando muito dinheiro. Mas a infelicidade que o perseguia desde criança, pela solidão na qual cresceu em uma família desestruturada e os excessos na universidade, lhe impediam de ser feliz. E foi em Medjugorje, em uma viagem que nunca pensou em fazer, foi onde a sua vida começou a dar um giro total, onde agora vive em plenitude.

Este americano, atualmente pai de três filhos, conta em uma entrevista no programa Cambio de Agujas de Euk Mamie que os seus pais e seus avós estavam divorciados e por isso não sabia o que era ter uma família. "Fui criado em bastante solidão", ele recorda que não tinha amigo e que foi realmente educado pela televisão, e mais concretamente pelo canal MTV. "No colégio público as pessoas estavam obcecadas pelo êxito. Como a minha vida familiar estava em ruínas eu queria ter uma vida de sucesso. Não existia lugar para Deus".

Contra a opinião de seus pais, decidiu estudar cinema na Universidade de Nova York. "No âmbito criativo era estimulante, mas no âmbito espiritual era muito pior, afundei ainda mais no pecado e cheguei a pensar que a Igreja era bastante intolerante." No período da universidade foi apresentada para a nova era: "bastante influente naquela época. Participei de muitas coisas como o tarô, ia a eventos da nova era e lia os livros. Isto se converteu em uma religião para mim, porque eu podia fazer tudo o que quisesse e não me culpava em nada."

"Me envolvi em drogas, violência e relacionamentos que não eram bons para mim. Não conseguia ter um relacionamento estável com as noivas que tive porque nem sequer entendia o que era uma relação." Rich começou a receber prêmios e foi contratado pela MTV "o santo graal" para ele. A sua vida era "fazer vídeos para rappers, viver uma vida de ostentação, sexo e drogas." E mesmo conseguindo não era feliz. "Ia de festa em festa, no colégio nunca tinha sido popular e agora fazer amigos não me preenchia." Então chegou a mudança. Tinha acabado o seu primeiro filme quando a sua mãe e seu padrasto lhe convidaram para irem a Medjugorje, porque naquele lugar a sua mãe tinha encontrado Deus.

Surpreendentemente ele aceitou, pois tomou o convite como uma "intimação" até quando subiu a colina das aparições. "Assim que cheguei ali [na colina das aparições] uma venda caiu dos meus olhos. Algo no meu interior se revolvia. E então senti a necessidade de me confessar. Não tinha me confessado desde o crisma". Foi então se confessar e quando disse seus pecados "tive a certeza que era Deus quem me falava". Através deste sacerdote, o convidando a mudar de vida. Outro acontecimento que lhe marcou profundamente foi ter testemunhado a dança do sol. Voltou aos Estados Unidos e continuou na indústria audiovisual, com seus projetos. Mas embora fingisse ser o mesmo de sempre, algo tinha mudado no seu interior naquela peregrinação a Medjugorje. "Estava cada vez mais consciente de que tinha de mudar de vida assim como a necessidade de viver em estado de graça". O sacerdote que o confessou tinha falado de São Maximiliano Kolbe e o deixou tão impressionado que se propôs a fazer um filme sobre este santo, mas foi chamado de louco. Medjugorje - como afirmou - "tinha mudado a minha maneira de ver as coisas. E ao trabalhar em uma filmagem, fui advertido de que não poderia falar de Deus aos atores. E então vi que tinha que tomar certas decisões." Começou a sentir uma hostilidade da indústria do cinema e apesar de algo ter mudado em seu interior, em sequer sabia rezar, até um dia em que decidiu entrar em uma Igreja e pedir ajuda a um sacerdote. Ele resistia em deixar para trás a sua vida, a sua carreira, mas Deus queria outra coisa dele. Então foi diagnosticado com câncer. E tinha acabado de se casar. Por isso, não queria renunciar a este trabalho. Então ele teve um sonho. "Em sonho vi o meu lugar no Inferno", assegura ele. Com todos os detalhes. "E quando iam cortar a minha cabeça a Mãe interviu por mim. Ela me disse: ELE É MEU. "Então ouvi um estrondo da queda das correntes. Elas se despedaçaram em mim pedaços. E então acordei. Sabia que tinha sido a voz de Nossa Mãe." Rich tinha se convencido de que a Virgem tinha salvado a sua alma e ele tinha que mudar a sua vida de verdade, e de uma maneira urgente. E logo agora uma grande produtora queria fazer o seu filme. Dariam um milhão de dólares mas ele desistiu do projeto.

"A partir de então comecei a conhecer Nossa Mãe, a rezar o terço, e quando fazia isto com maior frequência as mudanças foram acontecendo para melhor". A partir desta mudança vida, adotando uma vida de oração, as coisas mudaram: conseguiram uma casa, teve mais filhos e foi curado do câncer. Foi uma vida recuperada pela Virgem.


fonte: site medjugorjebrasil
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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Pedidos de Oração

Sempre me pergunto porque existem sacerdotes que andam por aí de uma forma que não podem ser identificados como tal. Jesus disse que eles precisam apascentar as ovelhas do Senhor. Nem poderia ser diferente até porque as almas são carentes de Deus e das graças divinas, por intermédio da ação do Espírito Santo entre os membros da igreja. E a ação santificadora é tamanha que ela se espalha como a luz.

De minha parte, graças a Deus, as pessoas conseguem me identificar como um cristão, sobretudo católico. Não se trata de expor os acontecimentos para uma vã glória ou heroísmo ao estilo dos fariseus. Testemunhos sadios fazem bem a todos porque somos uma corrente onde nos ajudamos mutuamente a caminhar rumo à pátria celeste. Dito isto é recorrente em minha vida o fato das pessoas me procurarem para algum auxílio prático; seja um pedido de opinião, uma ajuda em forma de caridade, uma palavra amiga embasada nos evangelhos ou um pedido de intercessão. No local de trabalho, pelas ruas da cidade, através do meu blog e e-mail, na comunidade em que vivo, não importa onde, sempre alguém é colocado em nossa presença para que vivamos a oportunidade de ajudarmos o próximo. A questão é tão séria que isso, de sermos interpelados em ajudar o próximo, acontece na vida de muitas pessoas, mais do que imaginamos. Já ouvi muitas pessoas me contando que fulano ou siclano pediu orações (esse é um dos primeiros pedidos) ou quis tirar alguma dúvida doutrinal. E como ninguém dá aquilo que não tem e ninguém ama aquilo que não conhece, cabe a cada um de nós mergulharmos a fundo no mistério da salvação e na busca primeira pelo reino de Deus para bem vivermos segundo nos pede o Cristo, pois, os membros do Cristo cabeça não podem caminhar em sentido oposto do Redentor.

Sexta-feira é dia de penitência, todo bom católico sabe disso, dia de alguma prática nesse sentido ou de comutá-la, conforme orientação das leis vigentes, em obras de caridade. Não acho, portanto, que seja à toa que justamente neste dia, as pessoas recorrem até nós pedindo algum auxílio. Hoje mais uma vez nesta data socorri alguém que, aos prantos veio me pedir orações por seu marido e me expôs de maneira resumida o que se passa em sua aflição. Esse é o dever de todo cristão, imitar Jesus (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1) que acolhia a todos e transformava vidas, e melhor, ainda transforma. Quem permite sua passagem (a de Jesus) por sua vida, sai um homem novo. Santa Teresa de Calcutá também dizia que ninguém deve sair de nossa presença pior do que chegou.


fonte: Jefferson Roger
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Não existe meio termo, ou Deus ou Satanás

Essa afirmação foi feita pelo sacerdote exorcista de Roma, já falecido, Gabriele Amorth. E como bem sabemos não existe discrepância alguma com os ensinamentos celestes, pois, ao afirmar no livro das revelações que o morno ele vomita, Jesus claramente nos exorta a fazermos a escolha de nossas vidas. São Tiago vai nos dizer que quem se faz amigo do mundo se torna inimigo de Deus. E tem mais, o Cristo nos diz que não podemos servir a dois senhores e também diz que, ou estamos com ele ou contra ele.

Pessoal, não adianta, ou santos ou nada, ou salvos ou condenados. Nós, que somos eternos, precisamos decidir onde queremos passar a segunda etapa de nossas vidas. O cristão, aderente ao plano salvífico de Deus, deve superar o quanto antes a tentação de querer viver “dando o seu jeitinho” para tudo. Não vai funcionar! Em Apocalipse 22,12 Jesus disse que vai nos julgar segundo nossas obras. São Tiago diz que a fé sem obras é morta. Sendo assim não basta crer, este crer precisa nos mover. Exemplifico:

Não adianta acreditar que frutas e verduras fazem bem para a saúde e não come-las. Não adianta acreditar que exercícios fazem bem para a saúde e não pratica-los. Voltando a nossa realidade cristã, se cremos, agimos, se não agimos, essa escolha nos fará inertes e omissos e isso é um perigo para a alma. Vale lembrar na oração de confissão proferida dentro da santa missa, a parte que diz que “pecamos por pensamentos e palavras, atos e omissões”. Pois bem, aprendemos da santa tradição e doutrina católica que vem direto da santa palavra e do verbo que se fez carne que existem duas formas de corrigirmos nossos erros (nossos pecados): arrependimento – contrito ou atrito – propósito de emenda de vida (disposição e atitudes) e acusação pessoal à Deus (confissão sacramental). Destaca-se aqui que a contrição se divide em perfeita e imperfeita.

Perfeita consiste no arrependimento puro, imperfeita consiste no arrependimento por medo das consequências. Os santos padres nos ensinam que a contrição perfeita perdoa os pecados enquanto que a contrição imperfeita ainda precisa da confissão, porém, é preciso atitude, disposição do penitente em se aproximar em qualquer circunstância do sacramento da confissão para obter o perdão de Deus pela via instrumental do sacerdócio, pois, Deus é quem perdoa pecados usando como seu instrumento a pessoa do padre.

Se optamos em deixar de lado a confissão, virando as costas para essa graça concedida a todos por Cristo no seio da sua igreja (Mateus 16,18), ficamos por nossa conta e risco. Se começamos a fazer bom juízo demais a nosso próprio respeito Nossa Senhora, para isso, nos alerta que podemos estar rezando pouco, pois quem reza pouco não tem consciência de seus pecados. É o ditado popular que diz que “mais vale um pássaro na mão (obter o perdão pela confissão sacramental válida), do que dois voando” (arriscar que somos perdoados através da automedicação de se pedir perdão a Deus diretamente sem a certeza da contrição perfeita).

A escolha é de cada um de nós; o preço é muito alto do que está em jogo: nossa salvação. Padre Duarte Sousa Lara nos diz que “um dos segredos para sermos santos, que é sinônimo de sermos felizes é a confissão sobretudo, arrependidos, para uma consequente comunhão eucarística frutuosa”. Precisamos ter juízo, a expressão “empurrando com a barriga” não pode se aplicar a nossa situação e agir como filhos de Deus.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Cuidado com o próximo

Eclesiástico 4,23-31 – “Meu filho, aproveita-te do tempo, evita o mal; para o bem de tua alma, não te envergonhes de dizer a verdade, pois há uma vergonha que conduz ao pecado, e uma vergonha que atrai glória e graça. Em teu próprio prejuízo não te mostres parcial, não mintas em prejuízo de tua alma. Não tenhas complacência com as fragilidades do próximo, não retenhas uma palavra que pode ser salutar, não escondas tua sabedoria pela tua vaidade. Pois a sabedoria faz-se distinguir pela língua; o bom senso, o saber e a doutrina, pela palavra do sábio; e a firmeza, pelos atos de justiça. Não contradigas de nenhum modo a verdade, envergonha-te da mentira cometida por ignorância. Não te envergonhes de confessar os teus pecados; não te tornes escravo de nenhum homem que te leve a pecar.”

Caros leitores, na reflexão deste artigo pretendemos destacar alguns aspectos relacionados com o próximo. Deixando de lado o já sabido mandamento de Cristo de que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, por aqui iremos abordar a questão por outra direção. Por isso iniciamos o texto com essa advertência contida no livro do Eclesiástico. De cara vemos no primeiro versículo que não devemos desperdiçar nosso tão precioso tempo, tampouco gasta-lo com aquilo que não convém. Vale lembrar que as primeiras coisas de uma lista daquilo que não convém estão de algum modo relacionadas com “o mal”, contrário de “bem” e com “o mau”, contrário de “bom”.

O trecho em questão aqui mencionado aponta para a atenção que devemos ter em relação a duas situações que podem se transformar em armadilhas. A primeira é a distorção da complacência, que pode ser entendida como gentileza, delicadeza, uma disposição de nossa parte para corresponder aos desejos e gostos de outra pessoa na intenção de ser-lhe agradável. Opa, perigo! Se essa atitude for maculada ou, como já se disse, distorcida, corremos o risco de ficarmos apenas sendo caridosos e não justos e corretos. Percebemos nos versículos seguintes que, somos ouvidos, mas precisamos também ser boca, tudo associado a sabedoria que precisa ter raízes divinas, sustentadas pelo Espírito Santo.

A segunda questão, que se relaciona e deriva da primeira, é o fato de, acabrunhados em não sermos firmes em atitudes justas e pautadas no amor que vem de Deus, deixamos a retidão doutrinal de lado, Deus desce da primeira posição em nossas vidas e passamos a dizer amém para o próximo. São Pedro já dizia que convém antes obedecer a Deus que aos homens (Atos 5,29) e São Paulo nos diz em Gálatas 1,10 que se quisermos obedecer primeiro aos homens que a Deus não seremos considerados servos de Cristo. Portanto, a mensagem bíblica é direta. Precisamos nos edificar em Cristo e ajudarmos o próximo a se santificar também. Jesus nos cobrou a sermos sal da terra e luz do mundo; se alguém intenta contra nós frente a este propósito devemos imitar Jesus (1ª Coríntios 11,1), que não agia com preconceito, mas não abria mão da sua verdade. Ele nos disse que “ou estamos com ele, ou contra ele”. Se alguém nos propõe outra verdade, que não é a verdade que nos libertará: cuidado com o próximo.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

A catequese é uma CHAtequese

O servo não é maior que seu senhor, nos alertava Jesus. Parto desse ensinamento do salvador para iniciar este artigo que pretende refletir um pouco sobre a realidade que a igreja de Cristo (Mateus 16,18) enfrenta a muito tempo no que diz respeito a transmissão da doutrina católica. Atualmente é para poucos uma alegria participar dos encontros de catequese e uma ansiedade em aguardar a chegada do final de semana para poder encontrar colegas da comunidade para compartilharem experiências e aprenderem um pouco mais sobre a religião que professam e vivem.

Opa! Começaram os problemas. Ecoar a palavra de Deus (significado da catequese) deve ser uma atitude primeira dos pais, eles até se comprometeram a isso perante o altar, durante o sacramento do matrimônio, na presença de Deus. Será que esqueceram tão rápido? Parece que sim, porque a transmissão dos valores religiosos imaculados tem sido terceirizada por eles (os pais) aos cuidados da igreja. Esta é uma atitude exatamente igual a de Pilatos, um lavar as mãos. A igreja, representada pelos catequistas dentro da pastoral, entram num cabo de guerra com grande desvantagem. O que era para ser uma extensão do ensinamento dos pais, acaba sendo apenas o que eles irão receber em termos de doutrina cristã.

A semana com suas cento e sessenta e oito horas reserva para a catequese apenas, atualmente, uma hora e meia. As outras cento e sessenta e seis horas e meia, que deveriam ser aproveitadas pelos pais, ficam jogadas ao vento que a correria do mundo impulsiona com suas cobranças e seus muitos afazeres. Graças a Deus isso não acontece por inteiro no meio do seu povo. Existem pais comprometidos com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, que seguem e praticam a religião que professam e se engajam nas práticas da fé envolvendo a prole no mesmo caminho. Nota-se facilmente durante os encontros quais são as crianças e jovens que possuem de berço uma aproximação com as coisas de Deus. Aos que não são assim o que fazer? “Pau que nasce torto morre torto”, diz o ditado. “É de pequenino que se torce o pepino”, diz outro dito popular. Parece a mim, que sou catequista há muitos anos que a frente de batalha exige não só um ataque pelos flancos e trincheiras, mas também investidas diretas. Explico:

Nos tempos do início da vida da igreja, tempos apologéticos, vindo em seguida a patrística e a escolástica, o que se viam nas missões dos pregadores e também na vida dos grandes santos, como Santo Afonso, São Domingos de Gusmão, São João Maria Vianney, Padre Pio e tantos outros e outras, que a conversão acontecia pelo modo incisivo e direto da pregação da palavra de Deus e o testemunho que acontecia com a própria vida. Por que será se faziam filas durante as madrugadas para se conseguir os melhores lugares na missa desses grandes homens de Deus? Ou filas nos confessionários? Pois é, nem preciso detalhar, isso tudo que começou após a ascensão de Jesus, pode ser encontrado nas sagradas escrituras (Atos dos Apóstolos) e posteriormente no magistério, doutrina da igreja e biografia dos santos. Bastam simples consultas.

Ora, partindo desse princípio, vemos que os primeiros cristãos são muito diferentes dos atuais. O mesmo vale para o clero. Claro que ainda existem os autênticos seguidores do Evangelho, dispostos a tudo por amor a Jesus, mas é fácil de se perceber que a dose de perseverança para estes é cada vez mais exigida num mundo onde o conforto, prazeres e comodidades da vida moderna enfraquecem mentes e corações. Então, sem brilho nos olhos por não dar o que não se tem e não amar o que não se conhece a catequese vai se tornando chata: chatequese, tudo por falta de conversão e retorno às raízes que Deus quis, planejou, criou e nos propõe a cada dia.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Exibicionismo Digital

Em poucos minutos de pesquisa pela internet o assunto é vastamente abordado e o que se vê, é exatamente o óbvio e que as pessoas, vendo não querem enxergar, como de fato é o peso desta prática tão enraizada na humanidade. Postar é uma das palavras do momento, postam-se fotos e vídeos no Facebook, Instagram, Google Plus, YouTube e Twitter e por aí vai, de viagens, desempenhos físicos, ostentações, beleza física, também para se exibir os filhos, feitos dos netos, animais de estimação, acariciar o ego de alguém; também se juntam a tudo isso os comentários de festas com amigos, jantares, vestido novo, carro novo, casa nova e a lista não tem fim. A criatividade e o impulso são presença marcada no cotidiano das pessoas que “sobrando um tempinho”, correm dar “uma olhada” em suas redes sociais. Ai delas quando termina o pacote de dados ou ficam sem internet, instala-se o caos em sua rotina já escravizada pelo ego e curiosidade por conta dessa necessidade desnecessária.

Será que acrescenta na vida de alguém saber que fulano foi viajar para fora do país? Ou que aquele casal foi jantar naquele restaurante? Ou que aquele ator ou atriz famosa vestiram-se dessa ou daquela maneira naquele evento? O que lhe interessa entrar no perfil do “ex” para saber como anda a vida dele(a)? Tudo que se passa neste meio virtual não passa de marketing pessoal que na maioria avassaladora das vezes não interessa a ninguém. O resultado disso é uma montanha de lixo eletrônico. Alguns podem esbravejar e dizer que nas redes sociais existe o lado bom, que elas são usadas por uma boa causa ou para uma boa causa, com fins sadios e honestos. Concordo, o bem e o mal convivem neste mundo desde o início dos tempos, o que refletimos neste artigo é que a balança disso tudo está cada vez mais desequilibrada.

É muito triste ver grupos digitais postando tudo que acham bonitinho e que transcrevem um pensamento que concordam. Ficam replicando imagens, assassinando a língua portuguesa com esse “internetês” horroroso e de muito mal gosto sem falar nos desenhinhos amarelos que expressam sentimentos e estados de espírito. Ou então em seus “status” colocam frases para exaltarem seus egos. De tempos em tempos trocam de fotos, se produzem totalmente e colocam a última foto do momento que já nasce com prazo de validade muito curto. Que cansativo tudo isso! Pessoal, não se trata de ser contra ou a favor, as tecnologias estão aí e irão permanecer, volto a repetir, a reflexão está em cima da questão do equilíbrio das coisas.

Além do que, Jesus condena o exibicionismo. Em várias passagens dos Evangelhos, quando ele praticava o bem, ensinava que o agraciado não devia sair espalhando o ocorrido. Ensinava que o que faz uma de nossas mãos a outra não saiba. Ensinava que devíamos lavar o rosto e nos perfumar para não parecer que estamos jejuando. Nada de exibicionismo nas doações ensinava Jesus e também nas práticas religiosas e ele ilustrava esse exemplo com os fariseus. Vale olhar para sua vida, procurar imita-lo (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1) e viver uma vida feliz que não seja uma vida escravizada pelas regras do mundo.

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01 - Desconecte para Conectar - NÃO DEIXE O TEMPO PASSAR
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02 - ON ou OFF - DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ
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fonte: Jefferson Roger
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Para que viver se nada é como quero?

Sempre nos parece, não é mesmo caros leitores, que a vida, para ser vivida, precisa ser abraçada. Viver, ensina o mundo, é levar uma vida repleta de prazeres e conquistas materiais. O mundo prega uma felicidade e alegrias que estão em constante evolução. Um dos seus ingredientes é o consumismo e a cultura do descartável. Acham-se tão inteligentes os homens, mas produzem por conta disso muita sucata e o que é mais perigoso, sucata material e espiritual.

Quanto mais coisa você tiver mais feliz você vai ser. Quanto mais socialmente você estiver em evidência mais feliz vai se sentir; afinal, vaidoso precisa de plateia, faça o que te dá vontade e aproveite a vida porque ela é curta. E não é assim? As redes sociais que o digam, é um festival de exposição de privacidades e exibicionismo. A expressão “status” demonstra publicamente intenções, emoções e uma declarada manifestação de querer “estar bem” perante sua rede imensa de amigos. São pessoas que não vivem o que gostariam, mas, como já escutei dizerem, preferem o mundo virtual porque podem pelo menos transparecer o que não são, mas gostariam de ser.

Sempre digo por aqui, a internet, a tecnologia e o dinheiro foram criados para servirem ao homem, mas terminam por escraviza-lo. Há, porém, uma saída; uma saída que implica numa escolha. Como lemos em Eclesiástico o bem e o mal nos é apresentado, cabe a cada um escolher. Neste ponto uma encruzilhada se apresenta na vida das pessoas; quantas e quantas vezes, vale dizer, muitas passam por ela. Querem o meio termo ou querem seu próprio termo e dessa forma são remetidos ao título desse artigo porque são assim que as coisas passam a se comportarem.

Deus quer “que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”, diz a escritura. Não é o que anda acontecendo. As pessoas se dedicam as coisas da carne muito mais do que as do espírito, não conseguem encontrar sequer um equilíbrio, embora aprendemos na bíblia que precisamos viver do espírito, buscando o reino de Deus em primeiro lugar porque tudo mais nos será dado em acréscimo. Quem não age assim termina por “chutar o balde”, “chutar o pau da barraca”, “jogar a toalha”; abandona a rígida exigência doutrinal católica, do “religare” (ligar-se a Deus novamente), vira as costas para ele e passa a viver de forma a seguir outras linhas de pensamento. Bem verdade é que precisamos respeitar o modo de pensar de cada um desde que não se invadam entre as partes suas crenças. No entanto, respeitar não é aceitar, nem implica nisso.

Enfim o que fazer? São Pedro nos dá uma explanação em sua primeira carta, capítulo quatro, versículos de doze a dezenove: “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação (quando as coisas não saem como você quer), como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem.”


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Cortar o mal pela raiz

Em poucos minutos, se dermos asas às tentações e ouvidos na tentativa de dialogar com o inimigo, aquilo que era um pequenino ser se transforma num gigante de proporções colossais. Já diziam os santos padres que a tentação é mais facilmente vencida se for combatida nos primeiros instantes de sua gestação. Ao contrário, se ela receber atenção crescerá em força e poder com magnitude colossal e progressão aritmética.

Um dos problemas é que as pessoas esquecem da preciosidade que disse Jesus quando falou que “sem mim, nada podeis fazer (João 15,5).” Se ele falou nada, essas duas sílabas querem dizer o que dizem: nada! Não é nada exceto isso ou aquilo, é simplesmente nada. Eis aí a brecha humana que permite ao diabo tomar parte na situação. O homem acha que pode muitas coisas sozinho e pior, acha que pode muitas coisas sem o auxílio divino, sem Deus. Que lástima e que pesar; é um voo cego onde a insistência vai causar uma aterrisagem forçada e sem as rodas. Na certa será um grande estrago.

Ainda se fossem estragos de natureza material vá lá, mas é bem mais grave porque o campo de ataque do inimigo e seu alvo principal aponta para corpo e alma. Como no filme de ficção científica da Marvel Studios – Vingadores Guerra Infinita – onde o personagem Thor no combate final derrota (ou pensa que derrota) o vilão da história, surpreende-se com as palavras de que Thor deveria ter cortado a sua cabeça (a cabeça do vilão), uma vez que ele desferiu um golpe no peito do inimigo e isso não foi suficiente para conter o mal.

Na vida real deve ser assim, para conter o mal precisamos de medidas drásticas, São Paulo vai nos dizer em suas cartas que devemos resistir na luta contra o pecado até o sangue. Não poderia estar mais certo. Se lutamos pouco, vencemos poucas vezes e recaímos muitas. Se lutarmos muitas vezes, talvez ainda caiamos um pouco, mas será mais difícil a recaída e sobretudo se não estivermos sós, estivermos com Jesus. E vale lembrar que nossa meta é, assim como os santos, não cairmos mais.

Assim como no filme dos Vingadores foi preciso eles deixarem as diferenças de lado para lutarem por uma causa maior, juntos, devemos em nossas vidas deixar de lado nossos egoísmos e vivermos essa vida lutando por salvar nossas almas, porém, de mãos dadas com aquele que morreu por nossos pecados, Jesus Cristo que vive e reina para todo o sempre. Temos que escolher, dialogar com o mal ou arranca-lo de nossas vidas pela raiz.


fonte: Jefferson Roger
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sábado, 2 de junho de 2018

A salvação de Clodovildo

Poderia ser no título deste artigo, a salvação de qualquer outra pessoa. Não importa o nome, o que importa é que quando se trata de salvação a questão se aplica a todos nós. A salvação concedida por Cristo no alto da cruz, que precisa ser aceita por cada um em sua vida para que ela se consuma, passa muitas vezes pelo crivo das tribulações e dificuldades que existem para que, por permissão divina e providência sua, cresçamos no amor e santidade. Se pelo batismo recebemos o Espírito Santo para nos salvarmos, pelo sacramento da crisma recebemos o Espírito Santo para ajudarmos a igreja de Jesus (Mateus 16,18) a trabalhar pela salvação dos outros. Seja com maior ou menor grau de participação sempre seremos convocados por Deus para sermos seus instrumentos na vida das pessoas. E foi pensando nisso, que a turma da quarta etapa da catequese da Paróquia São Rafael em Curitiba-PR, participou de uma atividade cujo tema proposto foi criarem um pequeno conto onde eles iriam precisar ajudar uma pessoa a se salvar de algum percalço em sua vida. Cada um dos catequisandos teve a liberdade de escrever um pouco da história passando para o seguinte ir completando a mesma e assim ao final teríamos o resultado, o desfecho. O mesmo aconteceu com o desenho do personagem; ele foi criado a partir da colaboração de cada um deles. Vamos ver o resultado desta atividade:

"Conheci um rapaz no bairro onde moro que era muito desobediente, mal educado e não ia bem na escola, além de se envolver com más companhias. Certo dia, caminhando pela calçada o encontrei, ele estava fumando sozinho num beco. Resolvi então ir conversar com ele. Clodovildo conversava sozinho, parecia ser o rapaz mais drogado do bairro. Quando sua mãe descobriu o que havia acontecido (seu vício), decidiu manda-lo embora. O rapaz andava sem rumo na vida e estava quase sem dinheiro e sem abrigo para morar; nesse ponto ele decidiu se internar para fazer um tratamento a fim de parar com o uso das drogas. Mesmo assim ele teve uma recaída e um dia fumou tanto que desmaiou por causa da “overdose” de entorpecentes ficando inconsciente por dois dias. Passado esse tempo Clodovildo acordou num abrigo, muito “chapado”. Eu queria salva-lo, tirar das drogas e bebidas, mas ele teve um ataque de histerismo, dando uma de louco e precisei mandar que ficasse quieto. Minha mãe não sabia que ele (meu irmão) estava ali e se ela descobrisse eu iria me ferrar. Apesar de tudo ele começou a se controlar e descobriu outra paixão sem serem as drogas: uma moça chamada Doloteia. Ela era uma drogada também, porém, estava em tratamento e já havia melhorado bastante, ainda mais se comparado o seu estado com o de Clodovildo. Por conta dessa paixão e para impressiona-la ele procurou controlar e superar seu vício para que pudesse levar uma vida feliz. Sendo assim, Clodovildo se “safou” junto com Doloteia. Ele viveu o resto de sua vida dentro da igreja, dando catequese, ajudando o padre vindo mais tarde a se tornar ministro extraordinário da sagrada comunhão. Passado um tempo, Clodovildo casou-se com Doloteia e tiveram filhos. Ele nunca quis contar sobre seu envolvimento com as drogas por medo deles seguirem seu mau exemplo e se ferrarem na vida. Ao contrário, seus filhos viveram dentro da igreja, sendo coroinhas e acólitos, tendo uma vida boa."

Como vemos caros leitores neste simples conto é na criatividade e simplicidade desses jovens que podemos enxergar que escolhas podem ser feitas, somos livre para dizer não ao inimigo que quer nos destruir e nos afastar de Deus. E mais, com essa liberdade podemos ajudar ao próximo e dessa maneira todos agem como Jesus espera que façamos quando nos manda amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Essa foi a mensagem que Eduardo, Caroline, Rafael Ribicki, Rafael Padilha, Murilo, Renata e Nicolas se propuseram a transmitir para cada um de nós, uma mensagem que já existe em seus corações e que deve estar no coração de todo cristão: é na igreja de Jesus, com Jesus e nossa família que conseguimos caminhar rumos aos céus.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Mulher para que?

O mundo tratou ao longo da história da humanidade em modificar, por culpa ou desculpa melhor dizendo, da evolução da mesma, os conceitos e atribuições que aquela que Deus, vendo que não era bom que o homem ficasse sozinho, a chamou de companheira, ajuda, colocando na natureza dessa parceria no mundo não uma dupla, mas um casal, unidos em uma só carne (Gênesis 2,18 e 24).

A mulher se transformou em muitas coisas, ainda permanece bravamente a existência de sua natureza pensada e criada por Deus, a maternidade e o cuidado com o lar e sua família. Porém, ela foi ganhando novas “funções”, para se usar uma expressão muito inadequada, mas, que infelizmente se encaixa no contexto porque ela recebeu características de objeto. Um televisor é um objeto, se você deseja ter um vai até a loja, escolhe o modelo conforme seus gostos, características do aparelho, recursos, funcionalidades, facilidades e adaptação ao seu desejo pessoal de satisfação. O mesmo vale, em linhas gerais, para a maioria dos objetos. E como os objetos são vendidos? Simples você vai dizer, é feito um trabalho de propaganda sobre ele para que se torne atrativo e todos ou o maior número de pessoas se interessem em adquiri-lo, pagando inclusive o que for preciso pagar.

Não acontece o mesmo com as mulheres? Se pensar um pouco vamos concordar que sim e o grande promotor desse “objeto” é o mundo e seu príncipe, satanás. O maldito colocou um divisor de águas nessa maravilha pensada e criada por Deus chamada por Adão de mulher. O livro do Eclesiástico a respeito dela fala muito, tanto do lado de cá como do lado de lá desse divisor. Por um lado, evidencia-se a mulher virtuosa que mantém a originalidade divina e cristã, por outro, evidencia-se a nova mulher, a mulher das prateleiras, disponível em estoque ilimitado, pronta para tudo, capaz de saciar todas as esferas de seus consumidores, ávidos por realizarem seus desejos. De tão promovida que é, aos olhos dos tentados, parecem maioria e mercadoria descartável, com fácil acesso e adaptada as necessidades de cada um. O diabo, separador, mentiroso e enganador, ilude até os que já possuem, não um exemplar desse objeto, mas uma mulher de verdade, dada por Deus para o bem comum do casal, da família e seus filhos.

Iludidos, fazem pouco caso do que tem em casa e separam, numa tentativa que remeterá ao fracasso, o joio do trigo, passando a usar a esposa como uma empregada doméstica e auxiliadora nas contas e educação dos filhos, deixando a parte egoísta falar mais alto e maculando a relação com origem divina permitindo que outra pessoa assuma algumas áreas do papel afetivo sensorial que cabe ao cônjuge. Matrimônio não é self-service e buffet de comida por quilo, é um combo completo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, nas alegrias e dificuldades. Que mania é essa das pessoas tentarem resolver seus problemas originados dentro do casamento fora dele? Fora do casamento a solução é apresentada pelo inimigo e, se aceita, ele invade nosso lar; dentro do casamento a solução acontece com a presença de Deus que assistiu o matrimônio e abençoou a relação. Nada, portanto, de ceder as ofertas do mal contribuindo com essa proliferação de conceitos que fogem do caminho da porta estreita. Nada de argumentos, nada de meio termo, o que é certo é certo. Tentar soluções próprias é se afastar da assistência do Espírito Santo e se permitir dialogar com o mal.


fonte: Jefferson Roger
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A espreita do inimigo

O leão está sempre à espreita de uma presa; assim o pecado, para aqueles que praticam a iniquidade. O homem santo permanece na sabedoria, estável como o sol; mas o insensato é inconstante como a lua. Aqueles que escarnecem do pecado dos justos serão apanhados no laço, e a dor os consumirá ainda vivos. O pecador se gloria até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. Em sua arrogância, o ímpio diz: Não há castigo, Deus não existe. É tudo e só o que ele pensa. O ímpio espreita o justo, e procura como fazê-lo perecer. Porém, São Pedro vai nos dizer: Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé.

Com estes pequenos trechos retirados do livro do Eclesiástico, Salmos e 1ª Pedro podemos perceber que existe uma possível parceria que os pecadores permitem que aconteça com a espreita do inimigo. Como a tentação faz parte do cotidiano cristão, promovido por satanás, agravada ainda é, como vimos nas passagens acima, a situação daquele que procura viver conforme seja do agrado de Deus; esse agravante são os ímpios, aqueles que São Paulo nos diz que devemos guardar distância. Em português atual chamamos de más companhias.

Neste sentido a dualidade que nos cerca, demônio e ímpios, aliada a concupiscência de cada um, que São Tiago disse nos aliciar, formam um trio que necessita de empenho constante para que permaneçamos de pé. São Paulo mesmo vai dizer em Coríntios: “quem está de pé, veja que não caia”. Qual a receita para esse empenho? A resposta vem da boca do Cristo: vigiai e orai para que não caias em tentação porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

Se não vigiarmos o oposto acontece: a distração; distraídos pecamos quando tentando sermos felizes errando o alvo porque tentamos sozinhos e não podemos sem Jesus (João 15,5) fazermos alguma coisa. A santa batalha diária que vivemos é espiritual, nossa alma quer o diabo que a percamos e o derrotado que desceu como um raio do paraíso não mede esforços, não se distrai e como disse o apóstolo, para nos perder anda à espreita. Cuidemos!


fonte: Jefferson Roger
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Irlanda legaliza o aborto

A Irlanda derrubou a Oitava Emenda de sua Constituição e… legalizou o aborto. O texto constitucional que 66,4% da população irlandesa pôs abaixo, por meio de um referendo, dizia expressamente o seguinte: “O Estado reconhece o direito à vida do não-nascido e, com a devida consideração ao igual direito à vida da mãe, garante em suas leis respeitar e, na medida do possível, defender e reivindicar esse direito”. Agora, ao invés, o que se lerá no mesmo lugar é: “Condições podem ser estabelecidas por lei para regular a terminação da gravidez.” A nova mudança legal vem consolidar o afastamento definitivo da Irlanda de suas raízes cristãs.

A Irlanda pode até ter derrubado a Oitava Emenda, mas talvez seja necessário lembrar, não só aos irlandeses, mas a todo o mundo, que a verdade não depende de maioria de votos. Nem se todas as nações da terra tornassem legal o aborto (por unanimidade!) ele deixaria de ser o que é. Uma lei que autoriza um homicídio não o torna menos indigno ou menos imoral. Muito pelo contrário, são os Estados que perdem crédito e autoridade quando fazem concessões desse tipo, promulgando leis positivas diretamente contrárias à lei natural, inscrita na natureza mesma do ser humano.

Como pessoas e sociedades inteiras possam ficar tão cegas assim, a ponto de não compreenderem mais a maldade de uma prática como o aborto, não é muito difícil entender. Embora o ser humano seja capaz, sempre e em todos os lugares, de reconhecer os princípios mais básicos da lei natural, o conhecimento de suas aplicações, no entanto, não é o mesmo em todos os homens e pode ser prejudicado por causas acidentais, como a força das paixões, os maus costumes ou o diverso desenvolvimento da razão e da civilização. Estão corretos os jornais, portanto, ao associar o resultado do referendo deste fim de semana à queda da prática religiosa na Irlanda. Quando uma sociedade se afasta de Deus e de uma moral objetiva, como a que oferece a doutrina católica, seus próprios elementos de civilização vão se perdendo, se Deus não existe, afinal, tudo é permitido — até matar nossos próprios filhos. Quando deixam de acreditar em Deus, as pessoas passam a acreditar em qualquer coisa.


fonte: adaptado de padrepauloricardo.org/blog
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A graça da boa saúde

Dentro do terço de Santa Bernadete existe uma oração que diz assim: “Senhor, que concedestes a graça a jovem Bernadete de ver Vossa Mãe Santíssima e de com ela conversar e orar, dá-me também uma maior devoção para com Maria Santíssima e a graça da boa saúde e disposição”. De fato, como vemos, isso é algo muito importante para pedirmos a Deus, que tenhamos saúde e disposição. Saúde tanto física quanto espiritual; disposição para que façamos dessa saúde uma oportunidade para não nos acomodarmos ou negligenciarmos a graça recebida dos céus.

A inspiração do artigo aconteceu enquanto eu estava no ponto de ônibus do terminal esperando o transporte coletivo para ir trabalhar. De onde eu estava vi um senhor de boa idade já caminhando com dificuldade para entrar no terminal de ônibus. Tenho quase quarenta e sete anos e pratico a atividade da corrida de rua desde 1982, 03 de setembro. Foi por esse motivo que reconheci aquele senhor que estou a falar, ele também já foi corredor de rua um dia. Hoje mal caminha. Na esteira dessa situação fui remetido a lembrar de outro amigo meu, chamado Magno, também corredor de rua, que veio a falecer este ano. Para fechar o ciclo desse momento, me veio à mente a lembrança de minha mãe. Preciso dizer? Corredora também, já falecida. O resultado não poderia ser diferente, podemos perceber em situações como essa que a saúde é uma graça, como diz Jó, Santa Paulina e tantos outros personagens da fé cristã, pode ser dada ou tirada quando Deus assim o quiser. Todos nós de alguma forma já passamos pela experiência de termos nossa saúde fragilizada ou abalada. Sabemos que até mesmo aqueles que o dito popular dizem ter “uma saúde de ferro” sucumbem aos ataques microscópicos ou a fatalidades. Como ter saúde faz falta para nós e quando alguém que gostamos não a tem, sofremos juntos por termos compaixão.

Por outro lado, existem aqueles que fazem da saúde um trampolim para o pecado. Cultuam o corpo transformando numa vitrine de vaidades; expõe a própria carne como num açougue, fazem da morada do Espírito Santo um chamariz, uma isca e uma moeda de troca para os prazeres impuros. Até na saúde nosso inimigo cruel se meteu no meio e a usa para proliferar seus intentos. Difunde-se que quem esbanja saúde tem que se mostrar, tem que sensualizar. São roupas curtas demais, justas demais, transparentes demais e decotadas demais ou ainda a ausência delas. Associam a saúde a beleza esquecendo-se que um dia a beleza se vai. Porque a boa saúde se reflete em um corpo saudável o diabo tratou logo de envenenar as pessoas e fazê-las enxergar que esse corpo pode ser transformado num parque de diversões aliando-se as práticas sexuais desregradas. Agindo assim as pessoas sufocam a saúde da alma e sua disposição se limita apenas em progredir na felicidade própria e mundana.

Ter saúde para aproveitar a esposa, marido e filhos é coisa do passado. Ter saúde para trabalhar e levar o pão de cada dia para casa fica em segundo plano, afinal, sempre existe alguém fora do matrimônio gozando de boa saúde disposto a viver os prazeres da carne, valendo isso também para os não casados. Sempre existe alguém que, trabalhando com o diabo, vai te dar o que você quer, mas não esqueçamos, existe também muitos trabalhando com Deus para nos dar o que precisamos.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 29 de maio de 2018

O corre-corre da vida

Deus, ser muito justo e misericordioso, que nos concede na época atual o tempo da graça, dispõe a cada um a mesma quantidade de um recurso chamado “tempo”. Não há como negar, enquanto estamos vivos dispomos de vinte e quatro horas. Não abrangendo a questão quanto as limitações impostas por alguma enfermidade de caráter fisiológico ou neurológico, pois o criador tem as suas razões e não nos cabem argumentos (Deuteronômio 29,29), ao restante do seu povo, conscientes da vida que levam, resta viver sobrevivendo e, principalmente, neste campo de batalha que se transformou a vida neste planeta.

As gerações vão passando e mais coisas podemos fazer dentro da mesma quantidade de tempo. Maravilha! Somos mais móveis e ágeis em termos de deslocamentos, mais rápidos em termos de acesso à informação e por isso nos julgamos melhores do que já fomos um dia nesta caminhada histórica. E pensar que já existiram tempos em que o ócio, o fazer nada em relação a atividades braçais era bem visto porque se tinha mais tempo para “exercitar” o pensamento, aprender e refletir sobre tudo. Porém, o corre-corre chegou, atropelando todo mundo; sai de baixo porque a esteira compressora está passando. Preocupados cada vez mais com a vida do corpo a sociedade desenvolve seus meios e organiza seus métodos, no entanto, a globalização e o capitalismo estão entre alguns veículos motores desse mundo que frenetiza a vida de todos. Até aí, se houvesse solidariedade, ética e moral arraigadas profundamente no homem, penso que nem mesmo o frenetismo dessa “evolução” involutiva poderia prejudicar alguém.

Não é assim, sabemos bem; o homem se corrompeu pelo ser, ter e poder. Tornou-se egoísta e tende a se agrupar de forma que seus interesses superem os demais. Desse modo engrenagens que não consigam suportar e exigência desse sistema “falecem” e saturam seus desempenhos. Originam-se as greves, paralisações, protestos, interdições e todos, conforme a duração do evento, vão prejudicando cada vez mais e mais pessoas. Sofre o corpo, sofre a saúde, sofre o bolso, sofre a família, sofremos todos nós. Que fragilidade e que lástima sabermos que poderia ser evitado, mas a sintonia dessa sinfonia não toca a melodia que agrada a todos. Lembram? Egoísmos e interesses!

Além do mais, nós cristãos que acreditamos ser corpo e alma, devemos aproveitar e, nos momentos de dificuldades, recordarmos que nossa alma faz parte do todo e precisa de atenção. Nossa vida espiritual carece de muito cuidado e empenho. Enquanto se vê filas nos caixas dos supermercados para se estocar alimentos, se vê filas nos postos de combustível, filas nas madrugadas dos postos de saúde, os engravatados fazem fila para quê? Se movem apressadamente para evitar crises maiores e greves de grande impacto como a que se vive neste momento tentando ainda saírem como heróis! Heróis de que? Por agirem como agem, tentando viver um paraíso sem Deus, descrentes do mesmo, caminham para um desfecho bem diferente do que propõe o Deus criador das coisas visíveis e invisíveis. Sejamos diferentes, sejamos imitadores do Cristo (Efésios 11, - Mateus 5,48), se cristãos nos intitulamos nos empenhemos de corpo e alma, é importante encher o tanque do automóvel a ponto de amanhecer na fila de um posto de combustível? Mas amanhecer em vigília pela cura de quem precisa ou pela santidade de alguém e até mesmo a nossa sem dúvida é importante. Amanhecer recitando o rosário ou realizando uma prática religiosa pelo bem de alguém também o é! Jesus nos alertou que devemos fazer isso sem deixar aquilo de lado.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Sempre em preparação

Não é de hoje que sabemos que é preciso em nossas vidas fazermos escolhas. Escolhas geram atitudes, quando decidimos algo e esse algo exigir de nós uma postura, um proceder, consequentemente nos colocamos sob a mira da encruzilhada. A escolha que fazemos nos impõe uma atitude de movimento, ficamos inertes, abatidos e prostrados reclamando ou caminhamos mesmo em meio as eventuais quedas? Seja como for, o que decidirmos precisamos nos preparar.

Aspirações, desejos e vontades; desejos tem origem no impulso das emoções, vontades organizam os desejos e as aspirações controlam as escolhas. Somos acometidos por estas três frentes; corpo e alma, o composto do ser humano precisa administrar esses ingredientes se quiser conduzir sua jornada de uma forma que agrade a Deus e, de forma ética e moral, reflita esse amor divino na vida das pessoas.

Se pararmos para pensar um instante em nossas vidas, em nosso cotidiano, em tudo aquilo que fazemos, precisamente poderemos dizer que é necessário nos prepararmos para tudo. Como cristãos esse tudo também engloba a esfera espiritual, assim como a missão cristã de, como membros do corpo de Cristo, trabalharmos na igreja de Jesus ajudando os outros a chegarem a salvação. Como catequista que sou essa é uma das práticas que tenho feito por onde tenho passado. Seja através de meus livros, dos artigos do meu blog, das formações e apresentações e também no seio familiar e social, o esforço máximo cobrado por nosso salvador de cada um é alvo constante em meu dia a dia. Recentemente mais um ciclo de preparação próxima foi concluído por mim numa paróquia próxima de onde moro. Lá os crismandos que estão as portas da recepção deste sacramento puderam participar de quatro encontros voltados às questões práticas e espirituais que envolvem a vida de qualquer católico, e no caso em questão, os jovens que na maturidade da fé, irão assumir de forma consciente a fé que professam e acreditam, exercendo como nos ensinou Jesus em Atos dos Apóstolos, um testemunho dele em todas as partes do mundo.

Que a semente plantada nesses corações possa ao tempo de cada um, como disse Jesus, dar frutos a cem por um. E vamos mais longe? Cultivemos a semente que existe em cada um de nós.


fonte: Jefferson Roger
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sábado, 26 de maio de 2018

A salvação de Jurema

Poderia ser no título deste artigo, a salvação de qualquer outra pessoa. Não importa o nome, o que importa é que quando se trata de salvação a questão se aplica a todos nós. A salvação concedida por Cristo no alto da cruz, que precisa ser aceita por cada um em sua vida para que ela se consuma, passa muitas vezes pelo crivo das tribulações e dificuldades que existem para que, por permissão divina e providência sua, cresçamos no amor e santidade. Se pelo batismo recebemos o Espírito Santo para nos salvarmos, pelo sacramento da crisma recebemos o Espírito Santo para ajudarmos a igreja de Jesus (Mateus 16,18) a trabalhar pela salvação dos outros. Seja com maior ou menor grau de participação sempre seremos convocados por Deus para sermos seus instrumentos na vida das pessoas. E foi pensando nisso, que a turma da quarta etapa da catequese da Paróquia São Jorge em Curitiba-PR, participou de uma atividade cujo tema proposto foi criarem um pequeno conto onde eles iriam precisar ajudar uma pessoa a se salvar de algum percalço em sua vida. Cada um dos catequisandos teve a liberdade de escrever um pouco da história passando para o seguinte ir completando a mesma e assim ao final teríamos o resultado, o desfecho. O mesmo aconteceu com o desenho da personagem; ela foi criada a partir da colaboração de cada um deles. Vamos ver o resultado desta atividade:

“Na cidade que eu moro conheci uma menina muito desligada com as coisas da vida. Ela tem cabelos enrolados, olhos castanhos escuros, sardas, é magra, usa óculos e ela é muito “zuada” no colégio. Porém, lá no fundo, bem no fundo, ela era gente boa. No entanto, ninguém dava uma chance para ela mostrar que não era chata. Um dia ela conheceu Jureia, que tinha uma irmã que era alcoólatra e que a influenciava. A Jubiscreida, irmã de Jureia, levou ela e a Jurema para sair com seus amigos, os quais ofereceram drogas e bebidas para ela. Jurema, para não se passar por estranha, acabou aceitando o que lhe estavam oferecendo, no entanto, sua amiga Jureia decidiu intervir para salva-la. Os amigos de Jubiscreida ficaram bravos por elas não aceitarem as drogas e nesse momento Jurema pega na mão de sua amiga Jureia e as duas saem correndo dali. Assim as duas decidiram se afastar desses “amigos” e dos caminhos das drogas; resolveram ser melhores amigas, uma ajudando a outra a serem pessoas melhores, começando então a partir dessa situação a seguirem o caminho de Deus.”

Como vemos caros leitores neste simples conto é na criatividade e simplicidade desses jovens que podemos enxergar que escolhas podem ser feitas, somos livre para dizer não ao inimigo que quer nos destruir e nos afastar de Deus. E mais, com essa liberdade podemos ajudar ao próximo e dessa maneira todos agem como Jesus espera que façamos quando nos manda amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Essa foi a mensagem que Carol, Eloísa, Luana, João Pedro, Gabryo, Murilo, Gabriel, Letícia e Nicole se propuseram a transmitir para cada um de nós, uma mensagem que já existe em seus corações e que deve estar no coração de todo cristão.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Aconteceu alguma coisa!

Com certeza é o que posso dizer, foi um acordar diferente, ou então não foi bem um acordar porque não se chegou de fato a se dormir. Mas, tenho que repetir, foi diferente. Buscando os porquês, coisa que todo ser humano instintivamente faz, passei a refletir na realidade acontecida. Um pouco de atenção bastou para encontrar o fio da meada. E ele começa na aridez espiritual, que pode ser medida conforme o grau evolutivo de cada um. Vamos entender a questão. Se o cristão reza três vezes ao dia, pela manhã quando acorda, próximo da sua hora de almoço e no final do dia, quando se apronta para dormir, essa prática religiosa bem vivida e de forma constante o caracteriza com um grau de religiosidade e comprometimento com sua fé. Porém, assim como o corpo precisa do alimento adequado, o espírito também. Se não nos alimentarmos bem e adequadamente, iremos perecer na doença. Nossa alma está sujeita ao mesmo curso, também pode padecer em sua santidade se nossa fé não for alimentada.

A pessoa do exemplo que demos se deixar de rezar três vezes ao dia e passar a rezar apenas uma por dia e depois apenas uma por semana, fatalmente alguma coisa aconteceu, está acontecendo e irá acontecer. Um desequilíbrio está se instalando em sua vida e com menos tempo dedicado as coisas do espírito significa mais tempo para se gastar com as coisas da carne, os prazeres e o mundo. Todos, penso eu, passam pelos altos e baixos da vida e isso não exclui a religiosidade de cada um. Recentemente fui convidado a ministrar uma formação dividida em quatro encontros para os membros de uma comunidade paroquial aqui na cidade de Curitiba onde resido. Jovens das capelas e da matriz se reuniram para o evento que já conta com três etapas concluídas.

O cenário encontrado não foi dos melhores, famílias desapegadas de Deus e uma tendência a transformar o sacramento que se aproximava, motivo destes encontros tidos como preparação próxima, num acontecimento social, um cumprir de agenda e costume. Instalou-se em alguns uma repulsa natural ao estilo do diabo que foge da cruz e como dizem os santos, o ódio ao pecado é a primeira reação do pecador frente a verdade. Não importava, vida que seguia e missão a ser cumprida; por conta deste evento que se transformou num embate lá fui eu me preparar com mais afinco ainda para conduzir a empreitada. Intensifiquei ainda mais as orações, leituras bíblicas, os jejuns, as adorações, as confissões, missas e os rosários. Pessoal! – Todo bom católico já sabe onde isso foi parar. Acordei um belo dia e esse dia parecia diferente, pude sentir em mim, algo interior, um afastamento das coisas do mundo, uma indiferença com os prazeres terrenos, uma compulsão ainda maior para a oração. Uma vontade multiplicada muitas vezes pelas coisas do alto, as coisas de Deus.

É a sensação de Jesus fazendo morada no coração com o Pai e o Espírito Santo. Chego a pensar se é o salto de grau na santidade que Jesus prometeu a Santa Maria Margarida Alacoque e que Nossa Senhora disse que se recebe para os que rezam seu Santo Rosário meditando e com uma devoção que brota do coração. Algo me diz que sim, pena não ter acontecido antes, mas, como disse São João Maria Vianney para a viúva inconsolável: “existiu tempo entre a ponte e o riu”, referindo-se ao falecido que havia se suicidado. Sejamos assim, confortados e confiantes como essa viúva que ouviu de Jesus, na pessoa do santo, a certeza do Pai de que se o procurarmos, vamos encontrar.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Batalha Diária

No capítulo nove de Atos dos Apóstolos lemos que o Espírito Santo fazia crescer em grande número os cristãos nos primeiros tempos da igreja de Cristo. No capítulo seguinte, lemos que isso se dava por conta da descida desse mesmo Espírito para converter as pessoas. Um pouquinho mais à frente, no capítulo dezesseis, encontramos a confirmação da condução da igreja pelo Espírito Santo quando este comanda os destinos dos apóstolos que saíam pelo mundo a pregar. Voltando ao antigo testamento encontramos uma passagem no livro do Deuteronômio 34,7-9 onde Moisés pela imposição de mãos confere a Josué, filho de Num, pouco antes da morte de Moisés, o Espírito de Sabedoria. Em Efésios, no capítulo 2,18-22, São Paulo vai nos dizer que temos acesso ao pai num mesmo Espírito. No capítulo 3,3-5 São Paulo nos explica que a revelação lhe foi manifestada pelo Espírito de Deus. Conclui no capítulo 06,17-18 que devemos nos empunhar a espada do Espírito, que é a palavra de Deus e em todas as circunstâncias orar por todos ao Espírito Santo.

Poderíamos ir muito adiante neste movimento de encontrarmos passagens que falem da segunda pessoa da Santíssima Trindade, mas para a pequena reflexão que iremos fazer aqui nos basta esta pequena introdução. Reflexão essa que se debruça em três pontos:

Primeiro: O Espírito Santo atua, segundo nossa abertura, para nossa conversão e santificação;

Segundo: O Espírito Santo age na igreja de Jesus através também dos membros do seu corpo (a igreja);

Terceiro: O Espírito Santo, que a mando de Jesus nos recordará todo o ensinamento do ressuscitado e nos ensinará todo o restante, nos auxilia e nos capacita com seus dons, de onde por este viés, a Ele precisamos recorrer a todo instante.

Desta pequena introdução podemos destacar entre alguns, estes três aspectos bíblicos. E a eles podemos acrescentar que Jesus nos disse em seu evangelho que não devemos nos preocupar com nossa defesa porque o Espírito Santo vem em nosso auxílio e nos inspira o que dizer. Como é importante a ciência dessas realidades para podermos sempre, nunca esquecermos de contar com Ele durante a vida toda. A Santíssima Trindade: o Pai que nos cria, o Filho que nos salva e o Espírito que nos Santifica agem em nosso favor com o amor invencível que quer fazer morada dentro de cada um. Neste vale de lágrimas, campo de batalha diária, não podemos lutar sozinhos e de mãos vazias, não possuímos meios próprios e nem força suficiente para rompermos o caminhar até a porta estreita, a entrada da felicidade eterna, precisamos nos unir a Deus Pai, Filho e Espírito Santo e sempre dizer para isso: amém!


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Ventos Contrários

“Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários”. Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus é quem proferiu essas palavras. Incansável serva de Deus a serviço de sua igreja pelo bem dos pobres. “Quem reclama não tem tempo para amar”. Esta outra frase foi dita por Santa Tereza de Calcutá. Parecem duas sentenças desconexas, mas não se trata nenhum pouco disso. Vamos refletir. Se desanimamos quando somos pegos pelos “ventos contrários”, começamos a reclamar. Se nossa reclamação acontece de forma sadia como oração dirigida a Deus, ótimo; estamos agindo corretamente como um filho que necessita da ajuda do pai. Vale lembrar que reclamações devem subir e nunca descer, pois se a reclamação desce ela recebe o nome de lamúria, resmungação e esse tipo de “gritaria” quem dá atenção de perto é o diabo.

Nesta conduta, a de reclamar sem elevar ao alto, como disse a santa de Calcutá, nos falta tempo para amar. Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos. Não que a reclamação precise ser uma prece constante dirigida a Deus porque isso também não vai adiantar. E por quê? Porque eles fazem parte dos desígnios divinos permitidos para nosso crescimento justamente no amor e consequentemente na santidade.

Como é bom quando somos interpelados e colocados a prova. A respeito disso Jesus nos ensinou que devemos nos alegrar porque, se lutamos em seu exército e por sua causa, receberemos grande recompensa. Se o servo não é maior que seu senhor, segundo nos recorda o Cristo, nem percamos tempo tentando agradar a todos; basta sermos honestos, sinceros, éticos, comprometidos com o evangelho e, como diz São Pedro, antes obedecermos a Deus que aos homens. São Paulo ainda complementa dizendo que não seremos considerados servos de Cristo se quisermos agradar primeiro aos homens. E concluo citando São Tiago que diz que quem quer ser amigo do mundo se faz inimigo de Deus.

Como percebemos em nossa religião católica, em nossa igreja a qual entramos pelo batismo, igreja onde Jesus reina através de seus santos, no ontem, no hoje e no amanhã, todos os que colocam seu olhar e esperança na eternidade caminham pelas pedras da vida enxergando no horizonte a porta estreita, entrada dos violentos que lutam contra o pecado até o sangue. Jesus tem o céu para nos conceder e disse que, ou estamos com ele, ou contra ele.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Rainha da Paz

Ela não se cansa, diante de Deus ela é um nada, menos do que um átomo já dizia São Luiz Maria Grignion de Monfort em seu tratado; diante de nós ela é muitíssimo grande, cheia de graça foi a saudação do Anjo Gabriel. Mães sempre amam seus filhos, o amor de uma mãe é insuperável dentro da condição de um amor humano. No entanto, o amor por essência, aquele que existe no céu e que toca a terra não se cansa de trabalhar um dia sequer pela nossa salvação.

Aos pés da cruz, seu filho lhe disse, pela pessoa de João, que também somos seus filhos, fomos apresentados. Tal instituição, vindo de quem veio só pôde vir por causa da humildade que se reconhece como serva a quem se deixa fazer conforme a palavra de Deus. Se o amor maior na terra, o amor de mãe, imita o amor verdadeiro do céu, não poderíamos ficar desamparados pelo carinho de Deus que nos concedeu tamanha graça: uma mãe celeste que roga a seu filho Jesus por seus filhos tomados na cruz.

A primeira seguidora, a primeira catequista, a que mais trabalha e que não tem tempo para deixar de amar porque muito tem a fazer. Ela tem pressa, pressa em nos ajudar na conversão, pressa em que nos configuremos ao seu filho Jesus, pressa em que vivamos conforme é do agrado do Pai. A mãe que tanto amou o filho e viveu a sua paixão por causa de nossos pecados, acompanhando-o de perto, agora ainda em tempos atuais é deixada de lado. Um presente que veio direto dos céus, capaz de nos aproximar de Jesus para que consigamos com seu auxílio materno e seu amor infinito vivermos unidos a Santíssima Trindade, chora em meio a indiferença que tantas pessoas ainda insistem em manter perante o que Deus nos pede.

Não quer nada para si, ela é despojada de tudo, não para um só momento de nos avisar, aconselhar, ensinar, orientar e indicar para a humanidade os desejos do Cristo. Seu amor por nós é tamanho ao ponto de nos dizer que “Se vocês soubessem quanto os amo, chorariam de alegria. Quando alguém está diante de vocês e pedem algo, devem concedê-lo. Eu estou diante de muitos corações, mas eles permanecem fechados. Rezem para que o mundo receba o Meu amor”.

Se em Fátima ela pediu a oração diária do terço para três crianças de dez, nove e sete anos de idade, se em Guadalupe ela nos interpelou dizendo que “não estou aqui eu que sou tua mãe”? Se em Lourdes pediu por oração e penitência, como calar-se e não agir perante tanta insistência que perpassa a séculos? Ela sabe com certeza muito mais do que qualquer ser vivente, foi escolhida por Deus para nos auxiliar, ao amá-la como resultado receberemos seu filho Jesus porque quem ama Maria não recebe em troca nada menos do que seu filho. Ela que já conhece o paraíso e todas as delícias que ainda nem concebemos está aí, por permissão divina querendo ajudar a humanidade a passar pela porta estreita. Onde está a mãe aí está o seu filho, aproximar-se Maria nos colocará pertinho do ressuscitado.


fonte: Jefferson Roger
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Inimigo Oculto

Recordando o ensinamento bíblico e da tradição da igreja católica vale mencionar que nós temos, oficialmente falando, três inimigos: o diabo, o mundo e nós mesmos. Orquestrados pelo diabo, o mundo nos oferece suas tentações e nossa tendência natural para o pecado, nossa concupiscência, nos aponta e nos empurra para cedermos às ofertas do mal. São Tiago já dizia que nossa concupiscência nos alicia para a prática do pecado. Nosso consentimento de olhos abertos se encarrega de decretar o salário que dele advém.

Percebamos uma coisa, é fácil de admitirmos que tudo aquilo que é oculto pode facilmente passar despercebido por nossos sentidos e atenção. Se caminhamos no escuro pelas ruas corremos o risco de tropeçarmos num buraco, cairmos de mal jeito e nos machucarmos. Quando viajamos de carro durante a noite uma boa sinalização de trânsito também é responsável, por exemplo, por nos alertar a respeito de alguma curva perigosa que está por vir e que não é facilmente percebida; a falta dela é muito prejudicial aos motoristas. Os ladrões preferem locais menos iluminados para praticarem seus delitos e também locais com pouca circulação de pessoas.

Como vemos parecem que as coisas que não são certas, precisam para acontecer estarem sob a obscuridade, sob a falta de luz, sob as trevas. É do que se vale nosso inimigo cruel, o primeiro de nossa lista. Satanás sabe que não pode empreender um confronto aberto porque revelar suas intenções o coloca em total desvantagem. Não que ele não tenha nunca uma abordagem assim, direta. Se estudarmos a vida dos santos iremos ver inúmeros casos de uma investida direta não só dos espíritos malignos, como dos demônios e do próprio diabo. Porém, são casos onde a alma católica, tão em comunhão com Deus, não cede mais a qualquer tentação e desse ponto em diante a coisa vira “pancadaria” mesmo!

No entanto, para a grande maioria dos cristãos, a caterva infernal se basta para empreender firmemente contra os pobres pecadores; sobretudo visando os teimosos andarilhos do vale que insistem em caminhar sozinhos, achando que com seus próprios esforços conseguirão êxito na jornada. Como estão enganados. Como estamos enganados. E como cometemos erros reclamando de tudo aos quatro ventos. Cuidemos, reclamações sobem e nunca descem. Em nosso caso o primeiro da lista deve ser sempre Jesus. É o primeiro mandamento.

Um afastamento dele transforma nossas lamúrias num convite para a aproximação do inimigo. Nessa distração e falta de compreensão sobre os desígnios divinos em nossas vidas, aos poucos a contraproposta satânica vai se moldando a tudo aquilo que gostaríamos de ter e ser em nossas vidas, mas não fazem parte dos planos do nosso criador. Porém, nessa aparente oportunidade de termos e sermos tudo que queremos, nas entrelinhas desse contrato, desse pacto com o inimigo, nas letrinhas pequenas que se deixam de lado por causa da ansiedade e pressa em resolver os problemas, acabamos sucumbindo ao interesse maior de satanás que é nossa perdição eterna. Cuidemos, precisamos seguir a luz que é Jesus, pois perto dele não andaremos nas trevas.


fonte: Jefferson Roger
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