quarta-feira, 19 de julho de 2017

Testemunhos

É muito fácil de compreendermos caro leitor que, em meio a este mar de pessoas que existem no mundo, aconteçam os mais variados casos de vida que nem sequer possamos imaginar. Normalmente nosso raio de ação não alcança a globalização em todas as esferas existentes. Popularmente, ainda que façamos um esforço para estarmos “antenados” e “conectados” a tudo e a todos, acabamos por viver de certo modo no que se costuma chamar de “nosso mundinho”. Fazemos da nossa vida um caminhar que segue, percentualmente falando, uma listagem de regras que não raramente priorizam primeiro nossos interesses, depois os interesses do próximo e depois ainda os interesses dos não tão próximos, ficando praticamente fora da lista os interesses dos que nem próximos estão.

No entanto, um olhar atento, mesmo que ao redor do “nosso mundinho”, nos permite enxergar que existem histórias e histórias de vida. O mundo com seu impulso sufocador não quer de nós essa preocupação, uma preocupação com as outras pessoas. Este tipo de preocupação que era ensinada por Jesus se chama compaixão. Não se trata de ter pena ou dó, se trata de se colocar no lugar da outra pessoa e, se não podemos fazer nada por ela, materialmente podemos sempre e sem dúvida alguma, rezar por ela, além de aprendermos com seu testemunho de vida. Certamente sempre existe a tentação de acharmos que a cruz do vizinho é mais leve que a nossa. Isso não existe, a cruz de cada um é sob medida e intransferível. Não sabemos ao olharmos superficialmente para alguém, para sua aparência ou atitudes, como é a vida dela.

Como exemplo cito a experiência que tive num desses dias que de ônibus seguia cedo para o trabalho. Sentado no banco de trás de onde eu estava, conversavam um senhor e uma senhora. Ambos não eram naturais de Curitiba, local onde resido e o estopim da conversa foi o clima frio com baixas temperaturas que estamos atravessando. Até aí tudo bem mas em certo ponto do bate-papo, a senhora começou a falar de sua vida. Disse que se casou com trinta e seis anos, tem dois filhos e hoje é viúva, vindo a contrair a viuvez ainda na dezena dos trinta anos. Ela após a morte do marido não contraiu novas núpcias e seguiu sozinha na criação do seu casal de filhos. Era viciada em cigarro. Hoje, seu filho homem está bem encaminhado e trabalhando e sua filha tornou-se religiosa. Ela estava se preparando para exercer um apostolado missionário fora de nossa cidade. A viúva, hoje com sessenta anos bradou em alto e bom som para quem quisesse ouvir todo o seu testemunho de vida, e ainda completou: “eu sou católica!”

Falou da dificuldade que foi conviver com um homem alcoólatra, da dificuldade de se criar sozinha os filhos, da vitória sobre o vício do cigarro e concluiu, entre outros assuntos, dizendo que ela buscou a Jesus e se voluntariou nas pastorais da igreja católica. Por fim, Deus em seu cuidado aproveita todos os momentos de nossas vidas para nos mostrar que nunca devemos deixar de agradecer a ele por tudo que temos. Devemos primeiro agradecer, depois pedir e jamais colocar um olhar invejoso sobre as vidas das outras pessoas. Vamos lembrar? Não devemos cobiçar as coisas alheias e sob este prisma até nossa pequena vida, que é finita e passageira, uma vida de servos inúteis como nos recorda o evangelho, também pode ser tratada como coisa. Na oração original de consagração a Nossa Senhora rezamos a ela: “ e como assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me, como “coisa” e propriedade vossa, amém!

Façamos a nossa parte que consiste em sermos imitadores de Cristo e vivermos segundo as petições do Pai Nosso. Nos falta vontade? Estímulo? Um empurrãozinho? Aproveitemos os testemunhos, bons e maus, para que eles nos abram os olhos a fim de que possamos nos configurar ao Cristo desfigurado.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

A mulher do próximo

Uma coisa é muito clara para aqueles que buscam percorrer o difícil caminho que nos leva para a porta estreita do paraíso: nossa vida é cheia de “pode” e “não pode”. Bem sabemos também, que os bons costumes e o bom senso, aliados ao pudor e a modéstia muito contribuem também, inclusive para os que não seguem qualquer religião, para uma conduta que tem como embasamento não prejudicar o próximo sobre algum pretexto egoísta. No entanto, para muitos de nós, a questão das proibições e permissões não é algo que está acima do nosso julgamento. Digo dessa forma porque muitos querem definir para si mesmos o que se pode ou não se pode fazer, baseados apenas em suas próprias crenças, verdades e comodidades, fazendo de maneira completamente errada, uso do seu livre arbítrio.

Como bem aprendemos na bíblia, nos é apresentado o bem e o mal, nos cabendo uma escolha. Jesus nos ensinou que o que escolhermos isto irá gerar nossa recompensa por conta de nossas obras. Por isso, é muito importante para a vida de cada um e para a salvação de sua alma, escolhas muito bem realizadas porque, como sempre gosto de mencionar, só temos uma vida e uma chance para salvarmos nossa única alma. Visto que esta situação se apresenta a todos, cabe a cada um não agir por conta própria seguindo uma regra de vida que não condiz com a universalidade divina imposta pelo criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Gosto de colocar na pauta a palavra “imposta” porque é isso mesmo que acontece em nossas vidas. Não que Deus imponha algo, mas quando decidimos segui-lo aceitamos que seja feita a vontade Dele e, sua vontade, nos impõe um modelo de comportamento a seguir dignos de ser seus filhos se, vale recordar, almejamos a vida eterna.

Entretanto a humanidade parece se esforçar para não dar valor devido para a gravidade do pecado, destruidor de almas e passaporte para as chamas eternas. Insiste em se convencer que ser feliz pecando não é pecar! Cada uma viu! Jesus é bem taxativo e sem rodeios. Além de bem exigente e com um alto padrão de julgamento. Como dizia o Padre Kemphis, autor do livro A Imitação de Cristo, “não é raro desagradar a Deus, aquilo que agrada aos homens”. Quando Jesus recordou nos evangelhos que tudo brota no coração, inclusive o estímulo a pecar e mesmo o próprio pecado, ilustrando com o exemplo do adultério, ele nos mostrou que o padrão comportamental que espera de nós, é um comportamento de alta envergadura.
Se olharmos para uma mulher, desejando-a, já cometemos adultério, assim nos ensinou Jesus. A mensagem é, se desejarmos o que é errado já estamos cometendo pecado. É preciso então, com a ajuda celeste mortificar o corpo e seus sentidos, é preciso colocar cabresto mesmo e mantê-lo em rédeas curtíssimas. Nada de consentir sequer com ocasiões de pecado, Santo Antonio Maria Claret já ensina que a própria ocasião de pecado por sua natureza já se constitui num pecado. Nada de cultivar amizades improprias, nada de fantasiar o que é proibido com alguém que não é quem Deus nos deu. Quando Jesus falava sobre arrancar alguma parte do corpo para que pudéssemos entrar no reino dos céus, o que ele dizia não era literal, mas espiritual. É preciso um autopoliciamento, ele mesmo disse: vigiai e orai sem cessar. Algo que é do próximo não nos pertence, isso é muito fácil de compreender. E Jesus ainda vai mais longe, diz que aquilo que não nos pertence, nem devemos desejar ter. O alcance do que o Cristo nos ensina é muito amplo. Quem deseja algo do outro pode roubar, como é o caso dos ladrões, pode dar um jeito de que aquilo acabe em nossas mãos, como é o caso dos invejosos que querem algum cargo na empresa e fazem de tudo para consegui-lo passando por cima de tudo e de todos. Quem deseja algo de alguém e não pode ter para si, termina por desejar que esse alguém perca o que tem. Quem deseja ter um carro novo como o do vizinho pode acabar ficando muito feliz se o carro do vizinho for roubado ou ele sofrer um acidente e seu carro ficar completamente destruído. Quem deseja uma mulher que não é a sua, para realizar seus prazeres e vontades egoístas, joga seu corpo na lama do pecado, usa a outra pessoa como um produto de consumo, se deixa usar, fere a dignidade de ambos, peca contra os mandamentos, rompe sua amizade com Deus, fica fora das graças santificantes e se persistir nesses tipos de atitudes que são impróprias para a salvação, terminarão na ladeira dos ímpios onde irão rolar para a condenação eterna. Em vista dessas realidades tão claras é uma maluquice que ainda assim as pessoas busquem pecar. Por isso os grandes santos diziam, por não se conformarem com os pecadores, que deviam existir muitos hospícios para que se internassem os pecadores, porque pecar é um ato de extrema loucura. Pecar é como ingerir conscientemente um veneno que sabemos ser mortal. As pessoas em sã consciência não fazem isso quando se relaciona o fato ao corpo, mas, por que fazem isso quando o veneno é espiritual? Cuidam do corpo e dão ouvidos a ele enquanto sua alma fica à deriva, escravizada. É preciso olhos abertos pois nossa vida é uma constante contagem regressiva e não sabemos em que estado iremos nos apresentar diante do justo juiz se levarmos uma vida deixando a conversão para amanhã; pode não existir amanhã.


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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Não deixe acontecer

Já publiquei neste blog um artigo intitulado "Não deixe a vaca ir para o brejo". Nele, refletimos de uma maneira mais geral a respeito da conduta esperada por Deus de cada um de nós, que como bem sabemos deve, no mínimo, ser o máximo do nosso esforço. De forma um pouco mais direcionada queremos neste artigo dar mais ênfase ao ditado popular da vaca que vai para o brejo, relacionando sua mensagem em nível de relacionamento a dois, especificamente na vida matrimonial.

Não deixar acontecer significa diretamente não se vencer pela rotina. Aí reside o problema porque o mundo se esforça e muito para promover uma ideia de que rotina não é uma coisa boa, que é preciso diversificar. Vamos aos exemplos? O mundo oferece a moda, a moda muda em cada estação, a moda muda a cada ano. Saem a cada ano novos modelos disso e daquilo. Pessoas são transformadas em objetos consumíveis e descartáveis onde se pode driblar a rotina matrimonial com aventuras aqui e ali, tudo para manter aceso o fogo carnal e pecaminoso que ainda, dizem alguns (acreditem), faz com que seu casamento melhore. Tenham vergonha na cara isso sim. Como pode um casamento melhorar se o marido ou a esposa tem um caso com um(a) amante? Em casa é mesa e banho e lá fora é cama? Sacanagem das grandes, pessoa de duas caras, hipócrita, sem vergonha e extremamente abominável aos olhos de Deus. Sempre por conta do egoísmo e dos desejos próprios quer viver uma vida ao seu modo e ao seu gosto não querendo aceitar o fardo e as responsabilidades da santidade através do matrimônio.

A dura realidade do matrimônio é evitada porque as pessoas não querem aceitar que se casam para se ajudarem mutuamente a se santificarem; elas gostariam que o casamento fosse uma realidade para faze-las felizes e não é assim que Deus colocou as coisas. Jesus disse buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado. Aí está a chave de leitura para o matrimônio. É preciso se casar pelos motivos certos pois só assim a felicidade já aqui na terra acontecerá! Como vemos casamentos mal começados que naufragam tão facilmente. Não são capazes de caminharem juntos mesmo em meio as brigas que fazem parte da vida do casal. Brigas são ajustes de contas, fugir delas ou adia-las não adianta, é como varrer a sujeira para debaixo do tapete.

O lugar da esposa é no colo do marido, o lugar do marido é no colo da esposa. As diferenças não fazem diferença alguma quando se ama e se não se ama o bastante que peçamos a Deus um amor maior e verdadeiro. Do contrário ao invés de colocarmos nosso cônjuge em nosso colo iremos acabar empurrando-o para o lombo da vaca. Uma vez lá em cima corremos o risco de ver a vaca indo para o brejo carregando consigo um dos maiores presentes que Deus nos deu e que nos serve de meio para santificação. Nosso cônjuge. Que lástima e que pesar. Deus ao mesmo tempo que nos presenteou com ela ou com ele e ainda nos brindou com os filhos, também nos cumulou de responsabilidade perante essas almas que devemos ajudar a chegarem ao céu.

Rotina não é desculpa porque tudo gira em torno dela. Escovar os dentes não é rotina? Tomar banho não é rotina? Dormir não é rotina? Se alimentar não é rotina? Tudo isso e muito mais faz parte sim da rotina de nossas vidas e da mesma forma acontece na área espiritual. Rezamos a Deus só uma vez na vida? Claro que não! Comungamos só na primeira comunhão e pronto? Nunca mais? Claro que não, nem deve ser assim. As práticas religiosas devem ser rotina em nossas vidas. Quem não reza se condena ao inferno sem a ajuda dos demônios, dizia Santa Teresa de Ávila; quem reza está com a alma em risco e quem reza muito se salva. Sábias palavras desta grande santa e doutora da igreja. Peçamos a Deus que a cada dia nosso esforço seja sempre o máximo em nossa vida em família, com nossa esposa e marido, com nossos filhos, dentro das quatro paredes, na hora do lazer em família e nos momentos de reunião na mesa do jantar, para que sempre seja nossa casa, assim como a igreja, o melhor lugar para estarmos e querermos estar.


fonte: Jefferson Roger
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Antes e Depois

Assim como nos recorda o catecismo da igreja católica só existem duas maneiras de corresponder ao amor de Deus: pela castidade ou pela virgindade. Jesus nos evangelhos falou da grande importância para Deus que é aquele que dedica sua vida a ele através da virgindade. Por outro lado, também encontramos nas sagradas escrituras o ensinamento de como se deve proceder para agradar a Deus através da castidade. Para que as coisas fiquem bem claras é preciso ter em mente a diferença entre as duas vertentes. A virgindade se relaciona a não colocar o corpo em relação sexual. A castidade se relaciona a colocar o corpo em relação sexual apenas com o cônjuge. A virgindade é oferecida a Deus por amor. A castidade é oferecida a Deus através do compromisso firmado no matrimônio.

Não existe outra forma de expressar um amor que volta para Deus que não seja por estas duas opções. Qualquer tentativa que busque uma terceira alternativa não irá encontrar embasamento sagrado para se sustentar. Antigamente os presbíteros podiam se casar e essa sempre foi uma permissão bíblica que não foi vetada, só foi elevada à condição de celibato, fato este que também se faz presente nas sagradas escrituras. Seja como for, toda a questão de corresponder ao amor de Deus esbarra num chamado, numa vocação. Vocação essa que apresenta uma linha divisória. Em algum ponto da vida de cada um essa linha irá aparecer. Será um marco, um divisor de águas. Esse acontecimento reflete em nossa existência que chegou a hora de escolhermos para onde vamos levar nosso caminhar. Nesse momento Deus está dizendo que aguarda uma resposta. Uma resposta que denota amadurecimento e crescimento não apenas físico e mental mas, também, espiritual.

A pessoa que não quer amadurecer, insiste em viver quando adulto, como se fosse uma eterna criança, um verdadeiro Peter Pan. Fugindo das responsabilidades e de toda a seriedade que a vida nos impõe em cada atitude que tomamos. Parece ao que não quer arcar com o ônus de se viver conforme as exigências de que é possível passar dia após dia num alegre festejo como se aqui neste vale de lágrimas fosse um parque de diversões, um paraíso sem Deus. Não é assim. As pessoas querem uma vida como se fosse um mar de rosas e muitas pessoas tem essa vida. Só que não enxergam isso porque esquecem que até as rosas possuem espinhos. Faz parte da natureza humana as consolações e tribulações.

Quando solteiro, a pessoa goza de uma vida pautada em um tipo de regra. Quando casado, a pessoa goza de uma vida pautada em um tipo de regra diferente. Muitas coisas permanecem, muitas coisas se modificam, muitas coisas dão lugar a outras, muitas coisas não mais existem e muitas coisas agora existem. É uma grande transformação que mesmo tendo linhas gerais sempre será diferente para cada envolvido porque cada pessoa é única, com suas experiências únicas de vida que o trouxeram até ali.

No momento das escolhas e decisões a sabedoria nos ensina que nunca devemos escolher sozinhos (João 15,5) pois não damos conta de fazer sempre o que nos convém. Assim como num jogo de videogame, quanto mais aumenta a dificuldade da partida, maior é a recompensa quando se supera o obstáculo, da mesma forma é em nossas vidas. O crescimento do amor até alcançarmos a estatura de Cristo vai passando por degraus. Vamos lembrar, é sempre subida o caminho da porta estreita do paraíso. Como é bom termos consciência disso para que, compreendendo com clareza os porquês, possamos suportar qualquer como e sempre vivermos uma vida repleta de desafios e dificuldades, mas também muitas alegrias. Querer se acomodar numa posição confortável na vida não querendo progredir, é ficar em cima do muro, é fugir das decisões que precisam ser tomadas. É uma atitude de quem é morno e para o morno Jesus disse: Apocalipse 3,15-16 – “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Não existe amizade entre homem e mulher

Caros leitores, muita calma nessa hora. Vou colocar alguns argumentos que invalidam qualquer possibilidade de existir de fato uma amizade entre homem e mulher excetuando-se é claro a condição de que existe a rara exceção. Antes de mais nada vamos recordar, é sempre bom, a definição acadêmica e prática que encontramos sobre a expressão “amizade”.

1- "Amizade: É a afeição recíproca entre dois entes. Boas relações."

2- "Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção, etc."

3- Amizade: É a relação que se estabelece entre dois indivíduos, cujo o afeto um tem pelo outro, mas sem interesses amorosos ou sexuais.

Podemos a partir daqui conhecermos e entendermos o que vou expor lembrando de que não é opinião só do autor, mas de muitas pessoas. Existem as que defendem que é possível e as que defendem que não é. Vamos em frente. Inicialmente vamos relembrar alguns tipos de amizades? Existem amizades entre homens, entre mulheres, entre namorados, entre cônjuges e entre homens e mulheres. O quê? Entre homens e mulheres? Santa Teresa de Ávila ensinava às suas dirigidas que em circunstância nenhuma devia uma mulher se relacionar em amizade com um homem sob nenhum pretexto, nem para a oração porque a concupiscência, a proximidade e beleza física trabalham em prol do inimigo da alma. Tenha em mente caro leitor que estou falando da maioria e não da totalidade.

Pois bem, dentre as formas conhecidas de amizade, falando-se num contexto natural, conforme encontramos no livro do Gênesis, somente a amizade entre homem e mulher pode sofrer segundas intenções sexuais. Lembre-se, estamos no campo da natureza das coisas, pois é claro que, em tempos em que vivemos, se houver homo afetividade o mesmo irá acontecer. Pensar, portanto, em amizade entre pessoas do sexo oposto remete a:

a)- "Existe amizade sim. Homem e mulher podem ter interesse de amizade um pelo outro sem a possibilidade deste interesse ser sexual"

b)- "Não existe não. Uma hora ou outra existe a possibilidade de alguém ter interesse sexual"

Bingo! É por aqui que entramos com este artigo. Por mais que alguém bata nesta tecla de que tem algum amigo verdadeiro do sexo oposto isso nunca irá invalidar a possibilidade de haver segundas intenções. Quando um homem e uma mulher começam uma amizade e ela começa a ficar muito forte, a possibilidade de um começar a gostar do outro ou ter interesse sexual no outro é muito grande. Logo o ombro amigo irá evoluir para o campo da sexualidade e o desabafo será afogado nos prazeres de uma relação adúltera, de fornicação e extremamente prejudicial para a alma. O diabo é muito sutil em promover isso porque ele sempre se mete onde enxerga oportunidades de queda para os pobres pecadores que, vamos ser sinceros, estão por toda a parte. A amiga do trabalho sempre vai estar bem vestida, perfumada, maquiada e tudo o mais. A esposa sempre vai estar em casa como é, ao natural. Vale o mesmo ao contrário. Em casa o marido está largado no sofá, mal arrumado, sem tomar banho, com barba por fazer. O amigo do trabalho está alinhado, é charmoso, galanteador, se barbeia com frequência, usa perfumes e mantém o corpo atlético. Qualquer cenário pode facilmente virar ocasião de pecado. E Jesus ensinou que isso brota no coração, depois o corpo contribui com maior ou menor intensidade para agravar o erro que já está em andamento dentro da pessoa. Será que existe algum casal de amigos que após muitos anos de amizade nunca tiveram em algum momento sentindo alguma atração ou balançado pelo outro? Ou então aqueles casais de amigos que acabaram se apaixonando ou ainda aqueles que pecaminaram a relação cultivando uma amizade colorida? De colorida só o laranja do fogo do inferno que virá depois do marrom e cinza da lama dos pecados.

Portanto, nenhuma pessoa de fora do seu relacionamento e do sexo oposto pode ser seu amigo, pois no momento em que você brigar com seu parceiro(a) e encontrar um "ombro amigo" para chorar, vai acabar traindo quem você ama. E nessa muitos casais se separam, pois pensaram que realmente "era só amizade". Repito: amizade entre homem e mulher não existe, se você acredita nisso, aproveite para começar a acreditar em papai noel, fada dos dentes e coelhinho da páscoa. Encerro enfatizando que não se pretende aqui desprezar o valor de uma amizade verdadeira, muito pelo contrário. Mas, aprendemos em 1ª Coríntios 10,12 que “quem pensa estar de pé, veja que não caia”.


fonte: Jefferson Roger
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Aconteceu outra vez

Nossa! – Comigo aconteceu a mesma coisa! Já não aconteceu alguma vez caro leitor de você ter ouvido essa expressão ou mesmo a dito? Quanto mais vivemos e mais nos socializamos a chance de acontecer alguma coisa conosco que já aconteceu a alguém é possível ou então o contrário. Essas coisas não são acontecimentos fabulosos ou artimanhas do destino. Nem fatos isolados e extraordinários que nos acometem para nos engrandecer ou diminuir.

1ª Pedro 4,12-14 – “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós.”

Como vimos através das palavras do apóstolo São Pedro os acontecimentos podem se repetir nas vidas das pessoas trazendo com isso o que chamamos de “comum”. Dizemos que existe algo em “comum” quando nos deparamos com pessoas que passaram por algo igual ou muito semelhante ao que passamos. Certa vez um pai se viu numa situação onde sua filha tornou-se a única numa turma de catequese que frequentava no período da tarde. Simplesmente a catequista não achando mais “valer a pena” dar catequese apenas para um, seguindo o ensinamento de Jesus da ovelha perdida, mandou avisar ao pai que ele tinha que colocar a filha no turno da manhã. Como não era possível isso devido a outros compromissos já assumidos não houve escolha e nem diálogo por parte da coordenação forçando o pai a colocar sua filha em outra igreja para continuar seu aprendizado. Anos mais tarde, novamente ocorre a mesma coisa. Um catequista queria continuar com sua turma na etapa seguinte e ainda queria surpreender a coordenação se dispondo a assumir mais uma turma. O planejado pela coordenação era dividir a turma ao meio. Arguida sobre o porquê de se dividir, já que havia comprovada falta de catequistas, a coordenação achou não “valer a pena” sequer responder o questionamento e com isso ficando vetada a possibilidade de diálogo onde, por esta imposição ditatorial e nada democrática, mais uma vez na mesma paróquia mas por pessoas diferentes e em diferentes épocas, outra pessoa teve que sair e procurar outras paragens.

O exemplo, que é verídico, serve para ilustrar o que muitas pessoas já passaram, passam ou irão passar em suas vidas: pessoas estão sempre nos fechando portas e Deus abrindo outras. Se gostamos de um emprego e acabam nos demitindo, Deus pode estar nos preparando um emprego melhor. Não melhor em termos financeiros mas melhor em qualidade de vida e tempo disponível para a família. Se aconteceu de estarmos indo para algum destino de carro e ele quebra nos atrasando ou até impedindo que façamos o que planejamos, pode Deus estar nos poupando de algo pior. Portanto é preciso pararmos de forçar as coisas segundo nossa vontade porque cada vez que fizermos isso Deus prontamente pode nos mostrar que as coisas não são como queremos e sim como ele quer. Cada vez que isso acontecer devemos encarar o fato como uma oportunidade para oferecermos a Deus por conta das ofensas dos pecadores, exatamente como Nossa Senhora nos ensinou em sua terceira aparição em 13 de julho de 1917 em Fátima-PT. Ela disse:

“Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:

Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.


fonte: Jefferson Roger
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Esse é "o cara"

Desde que o Estado Islâmico atingiu seu maior alcance em 2014, de lá para cá sua dominação vem caindo ao preço de muitas vidas e de uma crise humanitária que será sem dúvida uma consequência desses eventos. Quem vos fala já foi advertido em tempos passados para tomar “cuidado com o fundamentalismo”. E também advertido a me colocar no meu lugar e ficar quietinho porque “santo de casa não faz milagre”. Ademais, os mesmos acusadores se reservam ao direito de nem “sequer responder a perguntas” e manterem em riste o estandarte de que o que vale é a sua verdade. Em tempos como os que vivemos e arrisco dizer que todo tempo é o tempo em que vivemos, alguém sempre irá tentar impor sua verdade e modo de pensar e agir sob nenhuma abertura para diálogo.

Abu Bakr al-Baghdadi, hoje com 46 anos pertencia ao grupo de Osama Bin Laden em 2003, denominado Al-Qaeda. Chegou naquela época até a ser capturado, mas considerado um alvo civil foi libertado. Se as forças militares da época pudessem conceber o que viria pela frente, não o teriam solto pois mais tarde em 2013, ele rompeu com a Al-Qaeda e passou a comandar o Estado Islâmico, falando-se de forma muito resumida. Existem boatos de sua morte devido a um ataque russo num local de reunião dos líderes do estado islâmico mas a informação não foi totalmente confirmada. Seja como for, morto ou não, Abu Bakr leva ou levava em frente, proclamando-se califa (líder de todos os muçulmanos) o ideal religioso de seu povo, promovendo aos contrários de sua “fé” (e que fé em caros leitores) a morte por não seguirem a doutrina da forma como eles pregam. Uma coisa seria dizer para Abu Bakr em vista de tudo que ele faz, que devia tomar cuidado para não ser fundamentalista, outra coisa completamente diferente, penso eu, seria dizer para mim ou para você caro leitor. Claro que existe sempre o termo de comparação para salvaguardar os apontamentos e de fato precisamos crer nisso para vivermos na verdade.

No entanto os termos de comparação podem ser manipulados, assim como uma pessoa pode andar na verdade de Cristo, na verdade do outro ou na sua verdade. O estado islâmico caminha segundo sua verdade e seus termos de comparação. Quanta morte o mundo assistiu e assiste pelos noticiários e pela internet. Quem sabe isso tenha fim, essa passagem, mesmo que devastadora do estado islâmico um dia termine. Outrossim, hoje, esse que “é o cara”, e que tem os olhos do mundo e das autoridades militares sobre ele, tem sim a devida atenção por tudo que faz, porém, mais atenção precisa ser dada a um inimigo maior. O inimigo de nossa alma, aquele que não mede esforços para nos perder no fogo do inferno. Aquele que quer nos facilitar toda forma de alegrias, prazeres e luxúrias aqui na terra, fazendo dela um paraíso sem Deus, para mais tarde ter nossa companhia na eternidade das penas. Não enxergam que, aqueles que aderem à sua rebeldia, são usados como papel higiênico.

Diferente de Abu Bakr, o diabo não promove um ataque direto, querendo impor por força militar uma ofensiva para subjugar, persuadir e converter pelo medo as pessoas ao seu redil. Satanás faz boa política, paga propina, concede favores e todo o tipo de regalia para aqueles que querem uma vida diferente da que Deus propõe. Deus propõe a eternidade com Ele em troca de uma vida aqui na terra sob sua vontade. Satanás propõe a eternidade com ele em troca de uma vida aqui na terra sob nossa vontade. Um coloca as cartas na mesa, o outro deixa debaixo da manga. Na hora “h”, o que já estava às claras é confirmado, o que não estava recebe a cartada de mestre. Por isso não foi à toa que Jesus nos mandou sermos vigilantes e seus imitadores. Com uma chance apenas para salvarmos nossa alma não podemos nos meter em confusão que não podemos sair. Não é como num jogo de videogame em que podemos, se morrermos, retomar do ponto que caímos ou recomeçar do início da fase. Na vida real temos que escolher qual “cara” iremos seguir. Deus e os seus ou o diabo e os seus.


fonte: Jefferson Roger
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O balde furado

É inútil tentar encher um balde de água que está furado. Assim pode ser a nossa disposição frente ao pecado. É preciso romper com o pecado, renunciar ao demônio e se abrir a Deus com o propósito de não mais pecar. Ou seja, primeiro é preciso tampar o buraco, para depois encher o balde. Do contrário nossa má disposição para agir conforme Deus espera esbarra nessa tibieza que irá promover a passagem da graça ficando pouco sobre nós. Vamos compreender. Imaginemos um pedaço de gelo, uma telha de barro e uma telha de zinco. Estes três objetos são colocados sob a luz do sol. O que acontece? Bem, sabemos que o gelo irá se derreter, sabemos também que a telha de barro irá esquentar menos do que a telha de zinco. Embora o sol seja o mesmo o resultado de seus raios sob cada objeto é diferente. Assim também é a disposição de cada um.

São Tomás de Aquino nos recorda que a disposição do penitente tem impacto direto na forma como a graça divina atua sobre a pessoa. Conforme o grau de sincero arrependimento podemos sair do sacramento da confissão, num estado de graça maior, num estado de graça igual ou ainda num estado de graça menor do que antes de termos ofendido a Deus. A eficiência do sacramento atua em graus diferentes conforme a disposição do penitente.

Portanto, é salutar também recordar; para aqueles que fazem suas confissões devocionais e rotineiras que reside aí o perigo da ausência do arrependimento, o que invalida a confissão. Por outro lado, como bem diz o santo, se nosso arrependimento for tão sincero e profundo, iremos sair do outro lado do sacramento em estado de graça maior do que quando pecamos, tal nossa disposição em voltar-se para Deus por conta de nossa desgraçada culpa por tê-lo ofendido. A graça que Jesus dá é a mesma para todos, mas cada pessoa se comporta como uma pedra de gelo, uma telha de barro, uma telha de zinco ou como qualquer outro objeto, conforme nossa analogia.

Fato este que é facilmente comprovado, por cada um e em cada um. Existem pessoas que muito comungam e muito se confessam e ainda assim não progridem espiritualmente. Comungam e confessam rotineiramente, mas não frutuosamente e com isso se previnem do alcance vivificador que a alma precisa para ser lavada pelo sangue misericordioso de Jesus e seu perdão dos pecados. É preciso de forma urgente exercitarmos a contrição dos pecados dentro de nós. Contrição que não é um sentimento, mas é uma atitude da vontade. Ela é interna, embora as vezes se manifesta exteriormente. Deus nos concedeu o retorno para a sua amizade, que é o estado de graça através da contrição perfeita e da confissão, que requer uma contrição ao menos imperfeita.

Na contrição perfeita brota em nós o arrependimento pelos pecados por amor a Deus. Na contrição imperfeita brota em nós o arrependimento pelos pecados por termos ofendido a Deus. Nos arrependemos na contrição imperfeita porque perdemos as graças celestes e ganhamos o direito ao inferno. Não é um arrependimento por causa de Deus e sim por causa das consequências que recaem sobre nós. Sendo assim, no entanto, esta última contrição precisa nos levar a confessar para enfim, recebermos o perdão dos pecados e a penitência pelas suas consequências. Outrossim, é preciso enfatizar que a contrição perfeita, que perdoa pecados não dispensa ao bom católico o dever de se confessar, porque nesta contrição nasce o propósito da confissão o quanto antes. Mas e se não confessarmos por culpa própria e vencível? Vai-se o propósito para com Deus... lembra-se o balde furado? Pois é, confissão e contrição não são como remédio para azia. Onde a pessoa pode intencionalmente fazer uma farra gastronômica porque sabe que basta tomar um “engov” antes e outro depois, como se ouvia nos comerciais televisivos deste medicamento. Pecar com intenção de se confessar é agir em desacordo com a vontade de Deus, privando-se do seu perdão, sacrilegamente, pois não existe arrependimento, quesito necessário para o perdão dos pecados.


fonte: Jefferson Roger
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Privacidade Exposta

Tobias 12,7 – “Se é bom conservar escondido o segredo do rei, é coisa louvável revelar e publicar as obras de Deus.”

Quando pensamos em “privacidade” podemos facilmente relacionar uma série de coisas que dela provém ou para qual ela aponta. Se queremos privacidade, queremos sossego. Se queremos privacidade, queremos tranquilidade. Se queremos privacidade, queremos estar em local reservado. Se queremos privacidade, queremos silêncio. Se queremos privacidade, queremos intimidade. Se queremos privacidade, queremos o alheio distante. Se queremos privacidade, queremos paz. Se queremos privacidade, queremos escutar o coração. Se queremos privacidade, queremos no silêncio de nossas vidas falar com Deus através da oração. Se queremos privacidade, não queremos ser interrompidos. Se queremos privacidade, queremos isolamento. Se queremos privacidade não queremos ser expostos.

Pois bem, facilmente qualquer um pode criar sua própria lista que o leva a querer ter privacidade. Privacidade faz bem ao corpo e a alma. Vemos nos evangelhos que Jesus se retirava em busca de privacidade para se dirigir ao Pai em oração sempre que algo de grande importância se apresentava à sua frente. A privacidade que faz bem compete com a bagunça do mundo. O mundo através da tecnologia quer cada vez mais roubar a privacidade das pessoas, controlando-as 24 horas por dia e tem gente que acha que estar 100% do tempo on-line e conectado a alguma coisa é o que de melhor se tem a fazer. Smartphones não são abandonados nem dentro da santa missa na hora de consagração. Reclamam as pessoas da falta de tempo mas sempre arrumam tempo para estarem com seus dedos mexendo nas telas de toques dando joinhas, curtidas e compartilhando alguma coisa apenas para compartilhar. Tudo vai para a rede social apenas por ir, sem profundidade alguma. Criam-se grupos virtuais e ficam arrumando motivos rasos e superficiais para estarem a postar alguma coisa. É raro se falar ao telefone pois tudo gira em torno dos aplicativos de mensagens instantâneas.

O conceito da privacidade é fortemente atacado pelo mundo. Fazer poses na frente das telinhas com caras, bocas e biquinhos, expor-se ou expor alguém é algo quase comum. As revistas de “fofocas” fazem muito disso e as “celebridades” (essa é boa né) adoram estar na crista da onda promovendo o seu corpo e jogando sua dignidade na lama do pecado. Pobres almas. Onde fica o “falar como Jesus falou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu?” Fica fora da privacidade das pessoas que acham que seguir Jesus e imita-lo (1ª Coríntios 11,1) não faz parte da necessidade que se tem de viver aqui na terra. Pobres almas. Me recordo que na década de 80 que uma professora de história da arte ensinava que os pensadores e escritores antigos diziam que no futuro a tecnologia existente teria a necessidade de que as pessoas nascessem com apenas um dedo nas mãos porque era o necessário para se apertar botões. Hoje, 30 anos depois, me lembro do que ela disse. Continuemos. No livro do Eclesiastes, aprendemos que existe tempo para tudo. O ensino é muito bom porque nos recorda que precisamos organizar nosso tempo, nossas prioridades e afazeres. No meio disso tudo, vale comentar, que deve sempre existir uma escala de valores. Primeiro os valores do Reino de Deus, depois tudo mais (Mateus 6,33).

Peçamos a Deus a graça de sabermos bem conduzir nossa vida cultivando e dando o devido valor a todos os momentos que ele nos concede de privacidade. Privacidade com os filhos, com a família, com a esposa, com o marido e entre nós e Ele, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.


fonte: Jefferson Roger
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A Lista Negra

Ainda me lembro quando criança de que na escola, os alunos que aprontavam alguma coisa que fugia das regras disciplinares, eram levados pela professora ou pelas cuidadoras de pátio até a diretora. Ela tinha uma conversa com o rebelde ou a rebelde e então seu nome era inscrito num livro que tinha uma capa dura na cor preta. Era um controle da escola para acompanhar incidências e reincidências comportamentais das crianças que não caminhavam segundo as normas da instituição e das boas maneiras. Penso que o livro “pegou” esse apelido por ser de capa na cor negra. Quem tinha seu nome nessa lista passava automaticamente a ter sua reputação manchada no ambiente escolar. O boca a boca tratava de divulgar o acontecido e essa marca acompanharia o infrator por toda sua vida estudantil pelo menos naquela instituição. “Fulano foi para a lista negra da diretora”.

Feito esse pequeno apanhado histórico fato é, de que o conceito é muito bem aceito em nossa sociedade, muito bem utilizado e se aplica com facilidade em várias áreas de nossa vida, material e inclusive espiritual. Entendemos por lista negra uma lista onde encontramos itens que são, de alguma forma, contrários a tudo que é bom ou apresentam características que não condizem com o que é certo. Podem ser de diversos tipos. Listas de coisas que não devemos comer ou beber porque nos fazem mal; listas de afazeres que não devemos fazer porque são prejudiciais ao nosso bem-estar social e por aí segue adiante. Claro que o conceito também aplicamos de forma mais amena. Criamos uma lista das coisas que não gostamos de fazer; criamos uma lista dos tipos de músicas que não gostamos de ouvir ou uma lista do tipo de programas televisivos que não gostamos.

Porém, podemos criar listas mais prejudiciais a nós mesmos. Podemos priorizar erroneamente nossas atividades diárias deixando em segundo plano as práticas religiosas e aí residem os perigos. Corremos o risco de criarmos uma lista daquilo que não gostamos de fazer e, embora precisemos, pois se trata da salvação de nossa alma, colocamos em nossa vida em grau de menor importância, no segundo plano ou nem isso. “Eu não gosto de ir na missa, não gosto de ler a bíblia, não gosto de me confessar, não gosto de padres e bispos, não gosto de comungar (nem acho que é preciso), não gosto disso, não gosto daquilo e assim quando nos dermos conta, uma bela lista negra, muito bem aplaudida e endossada pelo diabo, passa a fazer parte de nosso cotidiano. Que perigo! E maior ainda é o perigo quando, acatando o convite dos inimigos de nossa alma, passamos a trocar a lista dos mandamentos, preceitos e bem-aventuranças pela lista dos prazeres. Convencidos de que Deus sempre nos apresenta suas listas de proibições e de pode e não pode, tratamos de viver sob a falsa felicidade de seguirmos listas próprias ou pacotes e combos de listas com muito mais atrativos terrestres. Que lástima e que pesar. Triste fim dos que, na encruzilhada de suas vidas, escolhem descer a ladeira ao invés de subir o caminho pedregoso.

Certo é, no entanto, que Deus odeia muitas coisas e atitudes do pecador, mas não o próprio pecador, do contrário seria um Deus mentiroso. Por toda a sagrada escritura encontramos princípios, leis, normas e regras, mas também encontramos tudo que possa vir de bom do Deus misericordioso. Encontramos lista de pecadores e abominações mas encontramos listas de boas práticas. Nos cabe sempre uma escolha. As vezes caímos na tentação de fazermos uma lista negra de pessoas que não são do nosso maior afeto. Não combinam com o nosso pensar, com o nosso agir ou com a forma como vivemos. Normalmente quem vai parar nesta lista negra acaba por nós sendo colocado muito distante de nosso convívio, evitado, ignorado e literalmente deixado de lado. Em algum momento de nossas vidas, algum tipo de provação soltou fagulhas que “feriram de morte” nossos sentimentos ou algum princípio ou ainda alguma forma de vermos as coisas da vida. São diferenças que não conseguem ser resolvidas e os integrantes dessa lista acabam no limbo. A lista até pode existir, não existe proibição divina quanto a cria-la. O que existe sim, nas sagradas escrituras, é o ensinamento de como devemos nos comportar com o próximo, independente de listas. São Paulo diz que devemos nos suportar uns aos outros por amor a Deus. Jesus diz que se fizermos as coisas só por quem gostamos que recompensa teremos? Muitos param automaticamente de rezar por alguém que lhes ofendeu ou então nunca rezam pelos inimigos, como ordena Jesus. Devemos, nos ensina Jesus, bem proceder para com o inimigo, ou seja, para aqueles que se colocaram em nossa lista negra ou para aqueles que colocamos lá. Ainda nos diz Jesus que devemos ser santos como o pai do céu é santo, que faz chover e nascer o sol sob justos e injustos. A tarefa é sempre mais difícil quanto mais nos apegarmos ao orgulho ao invés da humildade. Jesus nos diz que não devemos agir para com o próximo da maneira que não gostaríamos que agissem conosco. Paremos para pensar que também nós podemos estar na lista negra de alguém.

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As sete coisas que Deus odeia


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Amar é...

Na década de 80 os quadrinhos criados por uma neozelandesa em 1967, acabaram por chegar em território brasileiro vindo a fazerem muito sucesso. Tratava-se do livrinho “Amar é”. Fruto das experiências que a autora teve em seu relacionamento com o namorado/marido essa inspiração traduzida e publicada posteriormente por aqui foi muito bem aceita pela moda e população da época. Os mais antigos lembram muito bem dos quadrinhos, já os mais novos hoje podem tomar conhecimento do fato através dos arquivos da internet.
Seja como for pode-se dizer que o ingrediente, na minha opinião, que foi motivo para o sucesso das tirinhas, foi o fato de que as frases do “Amar é” realmente conduzem a verdade. Nem poderia ser de outro modo porque elas se originaram da experiência de vida de uma pessoa (Kim Grove) que foi aos poucos escrevendo o que ia vivenciando em seu relacionamento (Roberto Casali) segundo relatos da própria autora.
Agora, em tempos atuais é possível aproveitarmos o ensejo para refletirmos a questão do amor entre duas pessoas. Se pedirmos a alguém para que ela se lembre de uma pessoa que ela tem certeza que a ama ou que a amou, mais de 95% irá se lembrar de sua mãe. Por que? Porque em todos os momentos difíceis da vida ela estava presente sofrendo conosco e por nós, sem reservas. Uma mãe não vai mais tarde chegar ao seu filho adulto e dizer: filho, quando você era pequeno eu troquei suas fraldas mil vezes, são R$600,00. Nada disso. Como vemos o amor não mede consequências e abraça os sofrimentos e dificuldades.
Em minha vida a dois, digo o mesmo em relação ao santo matrimônio.
As melhores demonstrações de amor que recebi de minha esposa foram nos momentos de dificuldades que tivemos que passar. Quando tudo ficou bem difícil na vida, depois de Deus, era ela que estava do meu lado. E assim como Deus, ainda está. E assim como Deus, estará. Quando se entende a profundidade do amor, percebe-se que ele alcança o interior da pessoa. Mesmo as grandes brigas e discussões não são capazes de prejudicar um amor verdadeiro. Se fosse de outro modo o maior exemplo de amor que temos no mundo, o de Jesus, teria sido uma invenção das maiores e ele um mentiroso de grandíssima envergadura. Mas como não é uma lenda e nem faz de conta, já que é de relato histórico o que aconteceu no mundo referindo-se a pessoa do Cristo, da mesma forma, por conseguinte, também o é tudo que ele ensinou.
Amar por causa de Deus nos torna livres para viver felizes. Não medimos esforços e não desistimos. Por mais que as pessoas não se comportem como Deus quer se nós fizermos a sua vontade e vivermos segundo seus desígnios, experimentaremos a paz do coração que só ele pode nos conceder. O verdadeiro amor se nutre dos bons valores das pessoas. Os defeitos delas servem para mostrar o quanto as amamos. Se eles fazem diferença para nós é porque não estamos amando como deveríamos. Jesus é o grande modelo de amor. Olhemos para como ele ama o pecador, a ovelha perdida, o não convertido que nem comida de porcos recebia. Ele passou tudo que passou por amor e fomos amados não por nosso merecimento. Eis aí a gratuidade do amor: ele não espera nada em troca e só quer o bem o outro. Precisamos nos esforçar para amarmos o próximo no modelo apresentado por Jesus. Senão o que sentimos nunca irá evoluir de amor carnal da juventude para um amor real verdadeiramente enraizado na cumplicidade e ajuda mútua até que a morte nos separe e até que a morte separe a todos.
Quem amar assim, irá passar pela transformação da morte e a experiência do luto sentido grande alegria e saudade porque não deixou de fazer seu máximo para com a pessoa amada. É como disse São Paulo, temos que completar a corrida e chegar ao fim combatendo o bom combate. No campo de batalha só o que devemos deixar para trás é o homem velho e todo o mal que o cercava e que um dia aceitamos em nossas vidas, seja pelas tentações consentidas ou por culpa vencível. Amar é um esforço continuo, amar é dar valor ao que temos dentro de casa. Deus não errou nos dando a família que temos, os filhos e a esposa ou o marido que temos. Não vamos acusar o criador que é amor e que nos amou primeiro, entregando seu único filho para nos salvar, de ter errado nos colocando uma difícil tarefa que é amar alguém que não é como idealizamos. Não é como queremos porque precisamos crescer até a estatura de Jesus e isso significa empreender esforço. Como é bom ser família, ter olhos só para esposa, só para o marido, se desdobrar pelos filhos. Amar é difícil mas recompensador. Amar começa no aqui e continua na eternidade. Amar é não oferecer nada menos do que o nosso todo para quem amamos.


fonte: Jefferson Roger
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Escravos até da comida

Nas sagradas escrituras encontramos em dezessete livros ensinamentos e exemplos de condutas boas e más ligadas ao alimento. Aprendemos que a comida pode ser utilizada para fins egoístas, pode ser usada como moeda de troca, pode ser usada para promover ocasião de pecado e pode ser usada com seu propósito verdadeiro que é o de sustentar a vida de nosso corpo. No entanto ela está relacionada com um dos sete pecados capitais ou com as oito doenças espirituais. A gastrimargia é definida pelos gregos como a loucura do estômago. Trata-se do descontrole de se comer até a saciedade do prazer do estômago abarrotado ou do descontrole de se comer para satisfazer o prazer do ato ou suprir uma carência em outra área psicológica. É o caso, por exemplo, já comprovado pela medicina, das pessoas que buscam refúgio na comida por conta de algum trauma.

Seja como for a questão fisiológica, quando se inclina para patamares desregrados, faz com que o alimento se torne prejudicial para a saúde do corpo e da alma. Chega a ter um tom paradoxal. Precisamos da comida e ao mesmo parece ser errado comer. É preciso atenção e agir como os santos e monges do deserto agiam. O alimento precisa ser tratado de acordo com sua natureza e finalidade, ele serve para nutrir o corpo e deve ser consumido conforme a necessidade do corpo e não da alma. Porém, como Jesus ensinou que tudo brota do coração, é preciso cuidado porque as desordens que ali brotam, infestam a inteligência e esta se dobra as vontades do corpo, cedendo aos seus apetites.

Por isso a grande eficácia da pratica penitencial denominada “jejum”. Ele organiza os pensamentos e vontades da pessoa colocando ou recolocando o comportamento dela em relação a comida de volta nos trilhos. Quão belo, libertador e saudável é poder se alimentar conforme a necessidade do corpo, sem exageros, gulodices e toda a forma de excesso prejudicial para saúde do corpo e da alma. Muitas pessoas que se julgam cultas e inteligentes por si e pelo mundo, miseravelmente se tornam escravas diante de um prato de comida. Nos chamados buffets livres o que se vê são montanhas gastronômicas escorrendo dos pratos. Nos rodízios nas churrascarias, nem um tipo de carne é desprezado. Ao invés de um prato saudável de comida as filas dos “fast foods“ facilmente alcançam vários metros. O corpo, morada do Espírito Santo é negligenciado e desrespeitado em sua natureza. Nem precisamos entrar pelo campo das doenças relacionadas com a alimentação errada e em quantidades além do necessário.

A fome é uma coisa e a vontade de comer é outra completamente diferente. A fome é um mecanismo do corpo que nos avisa que está passando da hora de repor o necessário para que ele se mantenha em bom estado de funcionamento. A vontade de comer provém da cabeça da pessoa, assim como a vontade de fumar, a vontade de consumir drogas e outras vontades que são maléficas para todo o conjunto chamado ser humano. Por se permitir que o “desregrado” produzido pelo corpo com a participação dos instintos se instale na mente, ela fica refém das vontades carnais e psicológicas e facilmente cede aos caprichos do corpo. Então acaba-se comendo mais por vontade do que por necessidade. Corpo e mente ficam minados. Quanto mal isso faz porque essa gula, que é capital, evolui e se alastra para outras regras da vida santa, tornando o correto, errado; o necessário, exagerado; o saudável, doentio. Dessa forma a pessoa aos poucos vai transformando suas boas práticas em hábitos que não trazem mais o bem-estar do corpo e da alma, e assim, de passo em passo, o sujeito caminha rumo ao passo final, já na beira do abismo. Cuidemos! O próximo passo pode ser derradeiro.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Acreditar ou Desconfiar?

1ª Coríntios 15,12-22 – “Ora, se se prega que Jesus ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns de vós que não há ressurreição de mortos? Se não há ressurreição dos mortos, nem Cristo ressuscitou. Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. Além disso, seríamos convencidos de ser falsas testemunhas de Deus, por termos dado testemunho contra Deus, afirmando que ele ressuscitou a Cristo, ao qual não ressuscitou (se os mortos não ressuscitam). Pois, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, e ainda estais em vossos pecados. Também estão perdidos os que morreram em Cristo. Se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima. Mas não! Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram! Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos. Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão.”

Portanto: Hebreus 11,1 e 6 – “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram.” Desta forma caros leitores percebemos que a fé, dom de Deus, precisa ser acolhida, aceita e vivida num esforço contínuo para fazermos a nossa parte como filhos do altíssimo. Nada de sermos como Tomé, que precisa ver para crer. A fé exige de nós o contrário. A fé não exige que sejamos testemunhas de milagres para crermos em Deus porque a fé nos move a acreditar no Deus dos milagres sem testemunhar em vida, se quer, um. Não precisamos por causa da fé, sermos um outro Tomé. A fé nos garante que Jesus não é um mentiroso e nos faz compreender que o Deus apresentado no antigo testamento é o mesmo do novo testamento. Embora nem precisemos disso porque em Deuteronômio 4,31 se lê que “o Senhor é um Deus misericordioso, e ele não te quer abandonar nem te extinguir, e não se esquecerá da aliança que jurou aos teus pais.” Também essa confirmação ouvimos em Êxodo 22,27 e no capitulo 4, versículo 2 do livro do profeta Jonas lemos que “sois um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão pelos nossos males.”

Por fim, confirma-se no livro do Eclesiástico 16,12 que “misericórdia e ira estão sempre em Deus, grandemente misericordioso, porém capaz de cólera.” Como vemos as pessoas querem desconfiar das coisas relacionadas a Deus por não se apresentarem segundo seu esforço próprio de raciocínio para compreensão do essencial para sua salvação. Querem complicar o que é simples. Querem agir assim porque, justamente lhes faltam a fé; a fé nas sagradas escrituras.

Ter fé nos momentos de consolação sempre será mais fácil do que ter fé nos momentos de tribulação porque nos momentos de consolação parece que Deus nos acaricia a alma e nos momentos de tribulação parece que Deus não existe ou se existe não está nem aí para nossas dificuldades se parecendo muito mais com um deus castigador do que um pai amoroso. A fé precisa ser nutrida no coração, para preencher a alma e os sentidos. Jesus, bato sempre nessa tecla, disse que todas as coisas brotam do coração. Por isso não devemos alimentar a fé por meios impróprios porque iremos incorrer em erros e pecados. Quem não se lembra dos sumos sacerdotes que gritavam para Jesus, pregado na cruz, que se ele descesse dela eles acreditariam? Pois é, precisavam ver para crer, eram todos como o apóstolo Tomé. Quantos até os dias de hoje desconfiam ao invés de acreditarem agindo exatamente por seu próprio umbigo como se fossem um outro Tomé? Vivem como querem acreditando que Deus não existe porque Deus não lhes atende e não lhes dá provas concretas (me refiro aos milagres extraordinários) de sua existência. Pobres, não são bem-aventurados e Jesus sobre esses diz que tendo olhos não enxergam. Jesus se referia também aos olhos da fé.


fonte: Jefferson Roger
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Muito Cuidado!

Se existe uma coisa que o ser humano precisa fazer durante sua vida é tomar cuidado. Se olharmos com bastante atenção iremos perceber que praticamente em todas as áreas de nossa vida precisamos tomar cuidado. E o cuidado deve acontecer duplamente: 100% do tempo para nosso corpo e 100% do tempo para nossa alma. Um depende do outro. O corpo depende da alma sair-se bem nesta terra para que ele se torne um dia, um corpo glorioso. A alma depende do corpo para executar suas obras (Apocalipse 22,12), interagir entre as pessoas e glorificar seu criador (1ª Coríntios 6,20) neste vale de lágrimas, tudo para seu crescimento mútuo (corpo e alma) e conquista da glória eterna.

Some-se ao cuidado do corpo e da alma, o bom senso e a decência, aliadas ao pudor e a modéstia para que todas as nossas atitudes de fato se configurem ao modelo (1ª Coríntios 11,1) do Cristo Ressuscitado. Não devemos nos portar perante as pessoas de qualquer jeito ou de um jeito que melhor nos convém. Tem que ser como convém a santos (Efésios 5,3) e não como convém ao mundo (1ª Coríntios 6,12). Não se trata, porém, de apenas não se importar com o que as pessoas acham, se importam ou reparam. É muito mais do que isso. Ser imitador de Jesus é como os santos diziam; falar, vestir e se comportar de forma a ficar bem claro para quem quer que nos veja de que se trata verdadeiramente de uma pessoa que teme a Deus. E o temor a que se refere aqui, o temor de Deus não é o medo de Deus, mas medo de afastar-se de Deus e de entristece-lo.

É como nos orienta Jesus, tem que ser por Deus e para Deus. As coisas do mundo e suas ofertas precisam passar por uma peneira muito fina e criteriosa de nosso julgamento. Precisamos ser exigentes conosco num empenho que precisa sempre ser máximo. É necessária uma consciência constante e permanente a respeito do invisível. É o famoso dito popular “Deus está vendo”. E se esse dito é tão verdadeiro, e acreditamos que Deus, que nos é invisível realmente está vendo o que fazemos, não fazemos e pensamos, então por consequência toda a esfera espiritual que é invisível para a grande maioria de nós, também está vendo.
Certa vez dois rapazes conversavam entre si e um ofereceu ao outro um endereço de site pornográfico. O rapaz recusou a oferta ao passo que seu colega (amigo da onça) quis saber o porquê. Ele respondeu que, primeiro não via esse tipo de conteúdo porque é errado e segundo porque ele tinha vergonha do seu anjo da guarda. Ótima resposta e que reflete fielmente a realidade celeste em nossas vidas. Assim sendo, como vimos o cuidado é dobrado no sentido de cuidarmos tanto do corpo quanto da alma. Ao corpo é preciso um agir sob as regras do pudor e da modéstia. Nada de roupas curtas demais, decotadas demais, justas demais ou transparentes demais. Ou ainda roupas que diminuam a dignidade humana ou exponham aos olhares alheios ocasião de pecados em suas várias formas. Do mesmo modo ao corpo se deve o zelo e o asseio pois o desmazelo denota uma falta de compromisso e responsabilidade com algo que nos foi dado por Deus e que deve ser entregue de novo para que seja glorificado ou atirado nas chamas eternas. Já pensou caro leitor se Jesus nos perguntar no dia do nosso juízo porque tratamos nosso corpo dessa ou daquela maneira e não lhe demos o devido cuidado ou respeito? Como não existe segunda chance (Hebreus 9,27) poderemos não ter como responder os erros conscientemente feitos por abraçarmos doutrinas, conceitos e pensamentos que não coadunam com o evangelho. Simples como as pombas e prudentes como a serpente (Mateus 10,16) procuremos sempre agradarmos em primeiro lugar a Deus e nos conformamos a sua vontade para que tenhamos vida, e vida em abundância (João 10,10).

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fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 5 de julho de 2017

A imposição da Nova Ordem Mundial

No dia 27/06/17 um bebê de 10 meses, Charlie Gard, foi condenado à morte. O fato em si já deveria ser chocante, mas há outras nuances do processo que o tornam ainda mais amedrontador. Charlie Gard é um bebê que sofre de uma rara doença genética, que causa danos ao seu cérebro e vem sendo tratado no Hospital Great Ormond Street em Londres. Segundo o Hospital, o bebê não tem mais condições de recuperação e, por isso, seus aparelhos devem ser desligados.

Os pais do bebê Charlie, Connie e Chris, conseguiram arrecadar 1,4 milhão de libras, para que ele possa ser transferido para os Estados Unidos, para continuar o tratamento. Daí veio o segundo golpe: o Hospital não quer permitir a liberação da criança! Os pais recorreram à lei e, após passar por todas as instâncias possíveis, chegaram na Corte Europeia de Direitos Humanos, que negou o pedido dos pais. Não há mais onde recorrer. O pequeno Charlie será morto a qualquer momento.

O caso é realmente muito complicado e, ao que tudo indica, chegará o momento de permitir que o pequeno Charlie possa partir. No entanto, essa decisão, em último caso, compete aos seus pais. Como estes disseram, “não temos permissão para escolher se o nosso filho vive e não temos permissão para escolher quando ou onde Charlie morre.”

O que estamos assistindo é terrível: o assassinato de crianças, agravado pela negação do poder familiar. O Estado totalitário, à semelhança do Reich nazista, está dizendo que os filhos não estão sob a autoridade e responsabilidade dos pais, mas sim dele, o Estado. Tudo feito sob a alegação dos direitos humanos, no caso, o “direito a uma morte digna”. No cenário da Nova Ordem Mundial que está se formando, os direitos humanos são na verdade uma forma de impor a vontade de alguns sobre Nações inteiras e suas famílias. Por Nova Ordem Mundial entendemos o processo em curso de perseguição aos valores judaico/cristãos de nossa sociedade (vida, família, liberdade), na busca de erigir uma sociedade pagã, ateia e servil ao Estado que, por sua vez, é controlado por um pequeno grupo.

Esta medida da Corte Europeia se tornará uma jurisprudência, permitindo que milhares de outras crianças sejam assassinadas, mesmo contra a vontade de seus pais. A eutanásia de crianças, que já vinha acontecendo na Bélgica agora é uma realidade para todo o continente Europeu, com o agravante de não depender do consentimento dos pais. As palavras de um dos pais do iluminismo europeu tornam-se realidade: “As crianças, dizia Danton, pertencem à República antes de pertencerem a seus pais”

Se uma vida pode ser tirada desta forma, não é difícil prever que só irá aumentar outras formas de despojamento das crianças por parte o Estado Totalitário: obrigatoriedade de educação sexual segundo o Estado e não segundo os valores morais dos pais, negação da educação religiosa às crianças, etc… Que os pais brasileiros acordem enquanto é tempo, exigindo seus direitos naturais sobre seus filhos, pois esta ditadura europeia está chegando por aqui…


fonte: Padre Silvio Roberto, MIC
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Peregrinar

Antes de mais nada caros leitores, vale sempre lembrar o significado que os dicionários apontam para a palavra peregrinar: andar em peregrinação por; ir em romaria, andar por (terras distantes); viajar. Obviamente fácil é de se perceber que, embora se aponte como sinônimo de viajar, costumeiramente se utiliza o viajar fora do contexto religioso. Ouve-se dizer: fui em romaria para o santuário, fiz uma peregrinação ao santuário. Porém, também se ouve dizer que: viajei em peregrinação ao santuário ou ainda viajei em romaria ao santuário. Todas as quatro expressões se fazem entender embora duas estejam de acordo com as regras da língua portuguesa e as duas últimas estejam acusando uma redundância nas frases. Seja como for, feita a pequena observação, a mensagem que precisa ficar retida e que é motivo para reflexão é a seguinte: Não devemos usar os jogos linguísticos para interpretarmos aquilo que é, de uma maneira que parece ser aquilo que não é. Complicado? Nem tanto. Vamos dar um exemplo bem “bocó” para ficar bem claro.

A namorada pega seu namorado aos beijos com sua melhor amiga. Pego em flagrante ele tenta convencer a namorada que não se trata disso. Ele diz que ela queria aprender a beijar porque gostava de outro rapaz e queria treinar e praticar com ele para poder fazer bem feito em seu primeiro beijo. Ele diz isso para a moça mas ela vai acreditar? Ainda diz para ela que se ela tivesse olhado direito iria ver que nem estavam abraçados. E então, ela iria acreditar? Depois de ter visto os dois coladinhos? Pois é...

Esse é um grande porém que devemos observar. Não devemos sair por aí dizendo que fomos para este ou aquele santuário e lá não fizemos nada de diferente que faríamos em um passeio não religioso. Fica parecendo uma desculpa esfarrapada para defender mentirosamente uma reputação cristã que não passa de aparências. Nada nos impede de viajarmos a passeio para um local onde também se é possível exercer as práticas religiosas ofertadas pelo destino. Mas temos que priorizar as necessidades da alma quando fazemos esse tipo de viagem. É o chamado turismo religioso. Uma forma de conhecer locais que além de oferecem seus atrativos naturais ou criados por mãos humanas, possuem a graça de contar com espaços propícios para as atividades espirituais tão necessárias para o crescimento da alma. Locais que marcados por vidas que realmente se dedicaram ao evangelho de Cristo ou que por devoção popular e grande empenho local se tornaram pontos de convergência de católicos de todas as partes nos mais diversos países do mundo.

Eu, em minha devoção particular à Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a primeira santa brasileira, a qual me recomendo como uma das minha santas padroeiras, santa muito querida inclusive por minha filha Sofia que ultimamente não tem parado de falar dela, anualmente vou com minha família em peregrinação ao seu santuário localizado em Nova Trento-SC. Local de excelente acolhida e tranquilidade, repleto da história onde essa jovem chamada Amábile viveu e aceitando o chamado de Nossa Senhora aceitou trabalhar para fazer Jesus conhecido, amado e adorado por todos no mundo inteiro. Muitos podem se questionar: por que sempre voltar ao mesmo lugar todos os anos? Por que não viajar para outros lugares diferentes para conhecer outras coisas? A resposta é simples. Na casa das pessoas que gostamos e nos sentimos bem, sempre somos benvindos e sempre queremos visita-las porque faz bem à elas e à nós. Ninguém conversa com seu melhor amigo uma vez por ano ou só quando sobrar algum tempinho. Com o melhor amigo e para o melhor amigo se oferece sempre o melhor. O melhor de nossos sentimentos, o melhor de nosso tempo e o melhor de nossos corações (assim tem que ser com Jesus). Eis a distinção entre viajar e peregrinar. Ir ao mesmo lugar religioso, visitar os mesmos locais e caminhar por onde já se esteve, nunca será uma experiência repetida porque assim como nós vamos mudando com o tempo e amadurecendo, o evangelho de Jesus sempre nos tem um ensinamento diário, que nunca se torna obsoleto, da mesma forma nesses lugares que retornamos sempre iremos encontrar algo de diferente pois Deus se encarrega de providenciar o necessário para que ao retornarmos para casa sejamos pessoas melhores.


fonte: Jefferson Roger
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O peso da vida

Não é de hoje que sobre nossas cabeças recaem o peso de muitas responsabilidades, pressões, compromissos e todo o tipo de intervenção seja ela psíquica ou física. Muitas coisas nos são necessárias, outras nos são dispensáveis, mas muitas acolhemos por opções erradas que fazemos quando tentamos decidir sozinhos (João 15,5) baseados numa concepção própria e que tem uma tendência a ser facilitadora da nossa vontade. Isso é fácil de se comprovar até nos mais simples exemplos. Quando vamos a uma loja para comprar uma roupa temos a tendência de comprar em primeiro lugar aquela que gostarmos mais; em segundo lugar aquela que ficar mais confortável, que cair melhor em nosso corpo; em terceiro lugar aquela que tenha o preço mais adequado; em quarto lugar aquela que vai atender as necessidades da moda e em quinto lugar, aquela que vai atender nossas necessidades. Fácil de se ver num simples exemplo que o ser humano tem uma tendência a priorizar as coisas de forma desregrada e que, segundo o ensinamento dos santos e sacerdotes e entre eles cito o Padre Tomás de Khempis, autor do livro A Imitação de Cristo, acaba não raramente desagradando a Deus.

Segundo a Santa Tradição e toda a doutrina da igreja e as sagradas escrituras, depois de nossa morte iremos conhecer o modo como Deus nos vê e vê os pecados e nossa relação com eles. Enquanto aos olhos do mundo buscamos a aparência formosa e bela a todo o custo aos olhos mundanos e profanos, aos olhos de Deus, que vê o oculto e os corações, nossa aparência com certeza não é das melhores, sobretudo se não nos esforçarmos para vivermos segundo a sua vontade. Nossa alma detentora de inteligência, vontade e afetividade luta uma constante batalha contra o corpo para manter em pé a salvação de ambos. O corpo é como uma criança mimada que quer sentir constantemente os rápidos e passageiros prazeres da vida, que cada vez dão menos prazer e exigem uma maior dose das promiscuidades do mundo para saciar e embotar corpo e mente num estado ilusório de felicidade sem Deus.

Não é assim, como diz São Paulo, de nada adianta se não existir a caridade que consiste no amor a Deus, sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Outra forma não há de sermos belos aos olhos de Deus pois belos aos olhos do mundo, seja em seu pensar ou julgar nossas condutas termina por nos afastar do criador (Tiago 4,4). Fala-se desse modo porque ficar em evidência ou andar na moda segundo os costumes do momento fere diretamente o comportamento que convém a santos filhos de Deus.

Algo semelhante podemos observar também nas pessoas que muito se afastam de Deus em prol de se dedicarem prioritariamente ao seu invólucro provisório chamado corpo. Tratam o seu corpo, que é santo, em desacordo com a finalidade para o qual foi criado. Nosso corpo não é um adorno, um cabide, uma vitrine, um brinquedo sexual ou um porta penduricalhos. Muito pelo contrário, o corpo nos ajuda a interagirmos entre as pessoas buscando o bem comum no aqui e a eternidade no acolá. Nos ajuda garimparmos nossa salvação eterna exatamente como nos ensina Jesus na parábola dos talentos. Quem é fiel no pouco será fiel no muito. Como alcançar o céu negligenciando até nosso próprio corpo, dom de Deus? Se somos um composto de corpo (pouco) e alma (muito) e não somos fiéis a Deus no pouco (1ª Coríntios 6,20), o que esperar do destino de nossa alma? O corpo que é santo precisa ser cuidado, é dom de Deus, que um dia será ressuscitado (João 6,40 e 54) e por conta de nossas obras (Apocalipse 22,12) se tornará um corpo glorioso e eterno junto a nossa alma para gozarmos aquilo que escolhemos receber (Eclesiástico 15,18). Vemos que o corpo daquele que se relaciona com a santidade é sempre preservado pelo pudor porque não somos capazes de olhar para um corpo e enxergar o dedo de Deus, por conta do fruto do conhecimento e do bem e do mal, nossos olhos se abriram e nossa liberdade foi contaminada. Por isso precisa o corpo ser preservado aos olhares para que não pequemos, não induzamos o próximo a pecar e para que seja visto em nós, tanto pelas pessoas como por Deus a beleza de nossa alma que precisa sempre ser purificada pela santa eucaristia.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Tudo Errado!

Olá caros leitores, neste artigo irei colocar alguns comentários (apenas com algumas correções de português como “você” ao invés de “vc”, por exemplo) retirados de vários sites espalhados pela internet de psicólogos, psiquiatras, terapeutas e outras profissões. Realmente são vários pontos de vista e pode-se agrupar os depoimentos em alguns grandes grupos. O assunto em questão é o fato do resfriamento na relação sexual na vida dos casados e o tema teve o estopim partindo do homem. Opiniões diversas apontam para separações, traições, reparações e acomodações. A pesquisa mostrou que existe um equilíbrio muito grande nestes quatro grupos o que, como todos podem imaginar, torna o assunto polêmico. Resolvi neste artigo escolher os comentários de apenas uma linha de pensamento para depois refletirmos:

1- Cristina Mazaki Da Silva – “Invente futebol toda quarta-feira...”
2- Marcelo Galvão – “Situação difícil. Casamento sem sexo é igual um carro sem gasolina. Não vai pra lugar nenhum.”
3- Ronaldopeledentinho – “Cara das duas uma ou você é muito ruim de cama ou ela está fazendo com outro e você ficando na seca.”
4- Jão do pé de feijão – “Acho que 98% dos homens estão assim. Mulher tá parecendo pescador, lança a isca e depois que pega o peixe para de alimentar ele.”
5- RafaMaximo – “Eleve sua auto-estima, faça sua mulher se sentir ameaçada. Não perdoe caso alguma mulher interessante lhe dê condição, não seja fraco como eu. Você vai se arrepender depois.”
6- Ricardo Direto – “Amo minha mulher, porém ela também não me atende no sexo. Daí descobri o amor pelas prostitutas e toda semana procuro referido serviço.”
7- Pkasp – “Cara vou te dizer uma coisa, se sua mulher não gosta mais de você, esquece, sexo vai ser horrível pro resto da vida.”
8- Bocada – “Eu terceirizei, salvou meu casamento, Hoje, 30 anos depois, entrei no ritmo dela, uma vez por semana. As prostitutas foram a solução, aliás, foi a melhor coisa.”
9- Horzt Sievts – “Tenho o mesmo problema da MAIORIA dos casados, o DESINTERESSE SEXUAL por parte dela. Sabe o que fiz? Arrumei uma mulher que adora fazer sexo, e a gente transa muito gostoso, aliás a muito tempo não transava tão bem assim!”
10- Ual – “Tenha uma amante, resolve 100%. Experiência de quem sempre teve...”
11- Júnio FV – “Em primeiro lugar, a chance dela está te traindo é enorme. Em segundo lugar, tá fazendo o quê com essa mulher ainda?”
12- Ana Claudia P – “Pula a cerca direto. Sempre que tiver vontade e for possível.”
13- Vitordedeusptc – “O jeito é você procurar outra! De preferência uma novinha. Sua panela velha não faz mais comida boa!”
14- Rafael Augusto Pereira – “Convivo com isso já tem 17 anos (entre namoro e casamento tenho 33), a tortura psicológica que essa situação gera é absurda. Tem dias que não dá nem vontade de acordar de tão frustrante é.”
15- Tucuju – “É chifre. Não deu conta do recado, quem tá procurando outro, é ela.”
16 – Azulcrina – “Independente dela querer ou não, a vida toda pulei a cerca e não me arrependo por isso. Uma mulher diferente é sempre mais gostoso a transa.”
17- Dudoxxx – “Uma coisa é fato, mulher gosta de transar com o namorado não com o marido.”
18- Igoissilva – “não existe mulher que não quer fazer sexo, existe mulher que não quer fazer com o marido, já com outros...”
19- Ao vivo e a cores – “Pegar uma garota de programa bem mais gostosa que a esposa, ir para um motel, fazer um programaço, pagar, não ouvir reclamações ou críticas e chegar em casa tranquilinho da silva.”
20- JP_VAM – “Não perca tempo com blá-blá-blá que você ainda será acusado de ser insensível. Se não for pular a cerca, conforme-se. Mas olho vivo, é a idade que a mulher gosta de experimentar mel diferente.”
21- Fishingman – “Vou te dar a solução. Dá uma boa vasculhada na vida dela que você vai descobrir que ela já arrumou outro faz tempo e só você não sabe.”
22- Omolk – “Arranje outra pois, mulher quando enjoa, enjoa mesmo e vai ser difícil voltar ao que era.”
23 – Padrão 10 – “Minha mulher é 6 anos mais nova, muito bonita e gostosa. Mas é devagar que só ela. Estamos casados há 15 anos e sofro desde o início por causa disso. E ela também é muito monótona na cama. Depois de muita conversa e até briga, percebi que não tinha jeito e comecei a resolver a parada do meu jeito: saindo com garotas de programa. As brigas pararam, mas meu tesão por ela não. Ela é gostosa demais, e era um martírio ter um mulherão do seu lado e não poder usufruir por completo.”
24- Djalma Jorge – “Meus avós já diziam: amor sem beijo é macarrão sem queijo.”
25- MaríliaMamá – “Mulher acima dos trinta já cansou do arroz com feijão e de ter que parar tudo quando os filhos batem na porta.”

Pessoal e a lista poderia ir mais longe mas já podemos notar que tanto homens quanto mulheres que defendem esses tipos de atitudes demonstradas nos comentários parecem apontar para uma solução com raízes egoístas. Me sirvo para encerrar o artigo de duas passagens bíblicas que confrontam e defendem o contrário:

Filipenses 2,4 – “Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros.”

Atos 20,35 – “É maior felicidade dar que receber!”

Deus nos ensinou e espera de nós que não sejamos egoístas e sim humildes para reconhecermos nossos erros e sabermos conviver com os erros dos outros e as diferenças mútuas a fim de que juntos, sempre juntos e com o auxílio divino, se possa caminhar numa felicidade que agrade o casal e agrade a Deus.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Pacientes em Deus

Não há como negar que o composto de corpo e alma denominado de ser humano por conta de suas particularidades e diferenças dentro da própria espécie, caminha sob um pesado fardo que lhe cobra diariamente no mínimo, o máximo de esforço. Todos sabemos que nunca foi fácil e nunca nos foi prometido alguma facilidade por parte de Jesus. “Se me perseguiram, perseguirão vocês.” E a lista dos que perseguem os filhos de Deus, sem dúvida alguma começa pelo diabo, o mais interessado de todos em que não consigamos entrar nos céus. E que batalha pois quanto mais tempo Deus nos concede de vida para nos santificarmos por aqui neste vale de lágrimas, mais tempo tem nosso inimigo para investir fogo pesado contra nossas armadas.

Meio paradoxal ou contraditório, mas são desígnios divinos que não nos cabem entender (Deuteronômio 29,29. Se fizermos uma lista de coisas que não são como gostaríamos que fossem precisamos arrumar tempo para isso porque a lista de qualquer um com certeza é muito grande. Muita coisa não acontece como gostaríamos, muitas coisas acontecem exatamente como não gostaríamos que acontecessem. Nos colocamos em alto grau de exigência e análise quando se trata dos outros mas com relação à nós mesmos somos bem coniventes e autoindulgentes. Queremos sempre ser perdoados e prioritariamente por Deus mas, não fazemos questão de perdoar aqueles que não passam em nosso rigorosíssimo teste de retidão.

Retidão exigida para os outros, leis e regras aplicadas para os outros. Para nós mesmos nossa habilidade para nos desculparmos é imediata em colocar sobre nossas próprias cabeças panos quentes para abafar nossa conduta que tantas vezes desagrada a Deus. E o tempo passa e os outros insistem em agir como não queremos e ficamos a reclamar. Não olhamos que estamos do mesmo jeito agindo da mesma maneira e não mudamos para melhor. Olhamos para os próprios interesses, nosso próprio umbigo e não erguemos a cabeça para fixarmos olhar na eternidade, nas necessidades do próximo e nos nossos erros.

Insistimos em sermos “homens velhos” e não queremos nascer de novo porque precisamos pagar o preço que tem em seus ingredientes a renúncia diária e a cruz de cada dia. Ficamos tristes porque não nos alegram mas esquecemos que “primeiro devemos nos importar com o que agrada ao próximo, com os interesses do próximo” – Filipenses 2,4. Afinal, se agirmos assim compreenderemos que “existe mais alegria em dar do que em receber” – Atos 20,35.

Nosso esforço para melhorar quando muito o fazemos ainda assim ele não passa pelo campo da renúncia, aceitação e doação. Queremos que sejam pacientes e compreensivos conosco mas não queremos ser assim com as pessoas. Dessa forma cultivamos um estado vitalício e permanente de egoísmo e amor próprio doentio. Não podem frutos contaminados produzir algo saudável. É preciso sempre permitir que nossas vidas sejam capitaneadas por Jesus. Não somos bons estrategistas e nem bons soldados para enfrentarmos tudo sozinhos (João 15,5). Necessitamos colocar tudo sob sua tutela e o auxílio de Maria Santíssima. Se temos alguma coisa para reclamar, que não reclamemos para alguém, primeiro devemos colocar nossas questões para Deus (rezar). Ele sempre irá nos responder e nos ajudar. As vezes sua ajuda vem em forma de silêncio e de um tempo que muito nos angustia. Devemos ser “alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração – Romanos 12,12. E como Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face, devemos oferecer tudo a Deus, tudo que nos acomete, física e espiritualmente pois assim iremos caminhar no modelo de Cristo (1ª Coríntios 11,1) e seguirmos rumo a perfeição esperada pelo pai (Mateus 5,48).


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 27 de junho de 2017

A opressão

Se existe uma coisa que o diabo e o mundo gosta de fazer é oprimir pessoas. Oprimir é fazer pressão, é sufocar, é pressionar, é exercer força coercitiva sobre uma situação ou alguém. Primeiro a pessoa é atacada pela opressão, que pode perigosamente se elevar ao patamar da depressão em alguns casos. O sujeito é pressionado pelos padrões da sociedade e essa opressão faz com que ele tente organizar sua existência conforme essas exigências. Se não conseguir, essa frustração irá desloca-lo da sociedade e a depressão poderá bater às portas. Ou então a pessoa se impõe uma auto exigência em forma de opressão, cobrando de si um comportamento ideal que não está ao seu alcance. Por não ser tangível e palpável a derrota sucessiva de suas tentativas poderá também lhe causar a depressão.

Seja como for, ao cristão uma coisa precisa ficar bem clara. Sozinho não conseguimos (João 15,5). Se não pedirmos ao Espírito Santo o dom da fortaleza, nossos problemas, dificuldades, tribulações e provações poderão terminar acabando conosco. Mais uma vez, sozinhos não conseguimos. A batalha existe, ela está aí para ser lutada, acoados num canto escuro, encolhidos esperando a poeira baixar não vai adiantar nada. Não basta evitarmos o mal, precisamos fazer o bem. Não basta suportar a opressão é preciso combate-la.

Assim como as doenças quando se instalam no organismo são combatidas pelos anticorpos e pela ajuda da medicina, da mesma maneira o combate não deve ser vivido de mãos vazias. Ao nosso dispor nosso criador nos deixou muitas coisas e muitas pessoas.

Deus nos enviou seu filho Jesus e ele disse que estará conosco todos os dias até o fim dos tempos. Jesus Cristo nos deixou sua igreja e os sacramentos. Aos pés da cruz Jesus nos confiou a sua mãe Maria Santíssima. Quando nascemos, Deus nos colocou sob a ajuda permanente do Anjo da Guarda. Deus nos concedeu a graça da comunhão dos santos. Nossa Senhora nos deu o Santo Rosário. Jesus nos deu a Eucaristia. Recebemos da sua igreja a bíblia sagrada. Jesus ascendeu aos céus e nos enviou o Espírito Santo. Precisamos de mais? Claro que sim, precisamos é ter vergonha na cara e parar de colocar todo esse auxílio divino, arsenal estupendo de lado e tentarmos orgulhosamente e miseravelmente enfrentar uma batalha com unhas e dentes onde cabe um esforço muito maior.

O diabo nos oprime, sutilmente, mas oprime. Digo sutilmente porque ele não pode empreender um ataque direto contra uma alma. Ele precisa atacar pelos flancos, pelas beiradas. Precisa pressionar aos poucos, um pouco aqui, um pouco ali, para experimentar a pessoa e ver onde é que ela cede, onde está o seu ou os seus pontos fracos. A batalha é feita de várias lutas pontuais. Precisamos sempre, como nos recorda São Paulo em sua carta aos Coríntios, tomar cuidado quando estamos de pé, para que não caiamos. Não sabemos quando é o ponto final dessa etapa de nossas vidas mas sabemos que ele será colocado pelo justo juiz, sentado a direita do pai, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Não devemos achar que a exigência do amor divino seja vista para nós como uma constante opressão. Assim quer o diabo que pensemos para que, unidos a ele, nos “libertemos” do fardo religioso e das proibições celestes para podermos viver aqui na terra como se ela fosse um lindo e grande parque de diversões, um paraíso sem Deus. Cuidemos, se ficarmos com a mente e o coração embotados não iremos enxergar o que precisamos e o que iremos ver é o que agradará apenas os sentidos. Cuidemos com o que agrada nossos sentidos. Nossos sentidos precisam ser agradados e agradar a Deus, não nos agradar e servir ao deleite de satanás.


fonte: Jefferson Roger
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O abraço do mal

Muitas pessoas tendem a ceder quando seduzidas pelos três inimigos da alma no que se refere ao rigor em definir o que é errado, o que não faz bem e o que é mal, puramente mal. Muitos tentam relativizar o mal e afasta-lo da sua natureza intrinsicamente pura. Como se existisse um mal que não faz tanto mal começam a viver em suas vidas um namoro com muitas formas de maldade que por se disfarçarem com uma roupagem mais atraente oferecem exatamente aquilo que os autoconvencidos devoradores de prazeres pecaminosos mais querem que é acalmar seus corações e consciências em relação ao que decidiram para suas vidas.

Os santos já diziam que o diabo é como um cachorro acorrentado, não se aproxime demais, senão serás mordido! Portanto, o diabo e tudo que dele provém, e esse tudo é essencialmente mal, pois ainda que ele fosse amigo de alguém, seria o chamado amigo da onça. O diabo não dá ponto sem nó e na verdade suas ofertas são tão tentadoras porque ele não cobra muita coisa já que sabe que nossa liberdade em aderir a sua revolta irá nos custar o salário do pecado. Ele é esperto e sabe envolver a quem lhe der ouvidos. Seus assuntos despertam muitos interesses porque sempre estão em sintonia com aquilo que as pessoas pedem a Deus e não recebem e ele, prontamente, está ao nosso dispor para preencher as lacunas divinas.

Problema, as pessoas recebem tudo que pedem a Deus quando esse tudo está relacionado com a salvação de suas almas. Se não recebem o que pedem é porque o que pedem não irá contribuir para sua salvação. Então prontamente e mais do que ligeiro, satanás, como um camelô no meio da rua em Cidade de Leste no Paraguai, aparece em sua frente trazendo na mão, olha só, que coincidência pensa você, exatamente aquilo que você queria que Deus, o desmancha prazeres, te concedesse. Mas olha só, pintavam o diabo como um ser malvado mas vejam, ele quer minha felicidade e que eu aproveite todas as coisas boas da vida e seus prazeres. Deus é mesmo um enganador, quer me conceder alegrias na medida de meus sofrimentos. Que bom que acordei dessa mentirada toda chamada de religião católica.

Assustador não é mesmo! Esse tipo de guinada, infelizmente muitos na vida cometem. Deus passa de salvador a castigador num instante. Isso aos olhos e conceitos pessoais e egoístas e para a alegria do demônio, que vê mais um servo de Deus se debandar para o lado do lamaçal dos pecados. E assim, nesse abraço envolvente, tão acolhedor e tão preenchedor de vazios carnais e materiais, as pessoas vão se “vendendo” sem se dar conta, achando que seu intelecto está a comandar tão sabiamente os rumos e caminhos de suas vidas. Pobres delas, não colocam um olhar espiritual e sobrenatural em suas vidas e suas existências e assim não só caminham de mãos dadas com o inimigo da alma, como caminham abraçados ternamente e afavelmente com o pai da mentira, aquele que vem para destruir, matar e roubar.

Portanto, não importa quão bela e atraente seja a aparência do pecado, ele sempre será pecado. Não podemos escolher pagar o preço em achar que não existe condenação depois desta vida e que podemos viver desregradamente como nos convém. Como é possível não acreditarmos que existimos em corpo e alma e que depois que morrermos pronto e acabou? Ou ainda, como podemos acreditar que vamos vivendo várias encarnações até evoluirmos para um estado cósmico transcendental de perfeita união com o universo e que, conforme nosso proceder, iremos demorar mais ou menos para alcançarmos os níveis mais elevados de nossa existência? Não devemos, como nos diz as cartas apostólicas acreditar num evangelho diferente daquele que por eles foi pregado e que veio do próprio Cristo. Nos parece, se bem investigarmos, que boa coisa não é arriscar um pós morte vivendo segundo princípios egoístas ou ainda vivendo segundo uma auto crença que não se submete a uma força maior. Existe muito perigo ao católico em apostar às cegas quando nossa existência e nossa meta está historicamente apontada e comprovada pelos escritos sagrados.


fonte: Jefferson Roger
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