sexta-feira, 18 de maio de 2018

Batalha Diária

No capítulo nove de Atos dos Apóstolos lemos que o Espírito Santo fazia crescer em grande número os cristãos nos primeiros tempos da igreja de Cristo. No capítulo seguinte, lemos que isso se dava por conta da descida desse mesmo Espírito para converter as pessoas. Um pouquinho mais à frente, no capítulo dezesseis, encontramos a confirmação da condução da igreja pelo Espírito Santo quando este comanda os destinos dos apóstolos que saíam pelo mundo a pregar. Voltando ao antigo testamento encontramos uma passagem no livro do Deuteronômio 34,7-9 onde Moisés pela imposição de mãos confere a Josué, filho de Num, pouco antes da morte de Moisés, o Espírito de Sabedoria. Em Efésios, no capítulo 2,18-22, São Paulo vai nos dizer que temos acesso ao pai num mesmo Espírito. No capítulo 3,3-5 São Paulo nos explica que a revelação lhe foi manifestada pelo Espírito de Deus. Conclui no capítulo 06,17-18 que devemos nos empunhar a espada do Espírito, que é a palavra de Deus e em todas as circunstâncias orar por todos ao Espírito Santo.

Poderíamos ir muito adiante neste movimento de encontrarmos passagens que falem da segunda pessoa da Santíssima Trindade, mas para a pequena reflexão que iremos fazer aqui nos basta esta pequena introdução. Reflexão essa que se debruça em três pontos:

Primeiro: O Espírito Santo atua, segundo nossa abertura, para nossa conversão e santificação;

Segundo: O Espírito Santo age na igreja de Jesus através também dos membros do seu corpo (a igreja);

Terceiro: O Espírito Santo, que a mando de Jesus nos recordará todo o ensinamento do ressuscitado e nos ensinará todo o restante, nos auxilia e nos capacita com seus dons, de onde por este viés, a Ele precisamos recorrer a todo instante.

Desta pequena introdução podemos destacar entre alguns, estes três aspectos bíblicos. E a eles podemos acrescentar que Jesus nos disse em seu evangelho que não devemos nos preocupar com nossa defesa porque o Espírito Santo vem em nosso auxílio e nos inspira o que dizer. Como é importante a ciência dessas realidades para podermos sempre, nunca esquecermos de contar com Ele durante a vida toda. A Santíssima Trindade: o Pai que nos cria, o Filho que nos salva e o Espírito que nos Santifica agem em nosso favor com o amor invencível que quer fazer morada dentro de cada um. Neste vale de lágrimas, campo de batalha diária, não podemos lutar sozinhos e de mãos vazias, não possuímos meios próprios e nem força suficiente para rompermos o caminhar até a porta estreita, a entrada da felicidade eterna, precisamos nos unir a Deus Pai, Filho e Espírito Santo e sempre dizer para isso: amém!


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Ventos Contrários

“Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários”. Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus é quem proferiu essas palavras. Incansável serva de Deus a serviço de sua igreja pelo bem dos pobres. “Quem reclama não tem tempo para amar”. Esta outra frase foi dita por Santa Tereza de Calcutá. Parecem duas sentenças desconexas, mas não se trata nenhum pouco disso. Vamos refletir. Se desanimamos quando somos pegos pelos “ventos contrários”, começamos a reclamar. Se nossa reclamação acontece de forma sadia como oração dirigida a Deus, ótimo; estamos agindo corretamente como um filho que necessita da ajuda do pai. Vale lembrar que reclamações devem subir e nunca descer, pois se a reclamação desce ela recebe o nome de lamúria, resmungação e esse tipo de “gritaria” quem dá atenção de perto é o diabo.

Nesta conduta, a de reclamar sem elevar ao alto, como disse a santa de Calcutá, nos falta tempo para amar. Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos. Não que a reclamação precise ser uma prece constante dirigida a Deus porque isso também não vai adiantar. E por quê? Porque eles fazem parte dos desígnios divinos permitidos para nosso crescimento justamente no amor e consequentemente na santidade.

Como é bom quando somos interpelados e colocados a prova. A respeito disso Jesus nos ensinou que devemos nos alegrar porque, se lutamos em seu exército e por sua causa, receberemos grande recompensa. Se o servo não é maior que seu senhor, segundo nos recorda o Cristo, nem percamos tempo tentando agradar a todos; basta sermos honestos, sinceros, éticos, comprometidos com o evangelho e, como diz São Pedro, antes obedecermos a Deus que aos homens. São Paulo ainda complementa dizendo que não seremos considerados servos de Cristo se quisermos agradar primeiro aos homens. E concluo citando São Tiago que diz que quem quer ser amigo do mundo se faz inimigo de Deus.

Como percebemos em nossa religião católica, em nossa igreja a qual entramos pelo batismo, igreja onde Jesus reina através de seus santos, no ontem, no hoje e no amanhã, todos os que colocam seu olhar e esperança na eternidade caminham pelas pedras da vida enxergando no horizonte a porta estreita, entrada dos violentos que lutam contra o pecado até o sangue. Jesus tem o céu para nos conceder e disse que, ou estamos com ele, ou contra ele.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Rainha da Paz

Ela não se cansa, diante de Deus ela é um nada, menos do que um átomo já dizia São Luiz Maria Grignion de Monfort em seu tratado; diante de nós ela é muitíssimo grande, cheia de graça foi a saudação do Anjo Gabriel. Mães sempre amam seus filhos, o amor de uma mãe é insuperável dentro da condição de um amor humano. No entanto, o amor por essência, aquele que existe no céu e que toca a terra não se cansa de trabalhar um dia sequer pela nossa salvação.

Aos pés da cruz, seu filho lhe disse, pela pessoa de João, que também somos seus filhos, fomos apresentados. Tal instituição, vindo de quem veio só pôde vir por causa da humildade que se reconhece como serva a quem se deixa fazer conforme a palavra de Deus. Se o amor maior na terra, o amor de mãe, imita o amor verdadeiro do céu, não poderíamos ficar desamparados pelo carinho de Deus que nos concedeu tamanha graça: uma mãe celeste que roga a seu filho Jesus por seus filhos tomados na cruz.

A primeira seguidora, a primeira catequista, a que mais trabalha e que não tem tempo para deixar de amar porque muito tem a fazer. Ela tem pressa, pressa em nos ajudar na conversão, pressa em que nos configuremos ao seu filho Jesus, pressa em que vivamos conforme é do agrado do Pai. A mãe que tanto amou o filho e viveu a sua paixão por causa de nossos pecados, acompanhando-o de perto, agora ainda em tempos atuais é deixada de lado. Um presente que veio direto dos céus, capaz de nos aproximar de Jesus para que consigamos com seu auxílio materno e seu amor infinito vivermos unidos a Santíssima Trindade, chora em meio a indiferença que tantas pessoas ainda insistem em manter perante o que Deus nos pede.

Não quer nada para si, ela é despojada de tudo, não para um só momento de nos avisar, aconselhar, ensinar, orientar e indicar para a humanidade os desejos do Cristo. Seu amor por nós é tamanho ao ponto de nos dizer que “Se vocês soubessem quanto os amo, chorariam de alegria. Quando alguém está diante de vocês e pedem algo, devem concedê-lo. Eu estou diante de muitos corações, mas eles permanecem fechados. Rezem para que o mundo receba o Meu amor”.

Se em Fátima ela pediu a oração diária do terço para três crianças de dez, nove e sete anos de idade, se em Guadalupe ela nos interpelou dizendo que “não estou aqui eu que sou tua mãe”? Se em Lourdes pediu por oração e penitência, como calar-se e não agir perante tanta insistência que perpassa a séculos? Ela sabe com certeza muito mais do que qualquer ser vivente, foi escolhida por Deus para nos auxiliar, ao amá-la como resultado receberemos seu filho Jesus porque quem ama Maria não recebe em troca nada menos do que seu filho. Ela que já conhece o paraíso e todas as delícias que ainda nem concebemos está aí, por permissão divina querendo ajudar a humanidade a passar pela porta estreita. Onde está a mãe aí está o seu filho, aproximar-se Maria nos colocará pertinho do ressuscitado.


fonte: Jefferson Roger
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Inimigo Oculto

Recordando o ensinamento bíblico e da tradição da igreja católica vale mencionar que nós temos, oficialmente falando, três inimigos: o diabo, o mundo e nós mesmos. Orquestrados pelo diabo, o mundo nos oferece suas tentações e nossa tendência natural para o pecado, nossa concupiscência, nos aponta e nos empurra para cedermos às ofertas do mal. São Tiago já dizia que nossa concupiscência nos alicia para a prática do pecado. Nosso consentimento de olhos abertos se encarrega de decretar o salário que dele advém.

Percebamos uma coisa, é fácil de admitirmos que tudo aquilo que é oculto pode facilmente passar despercebido por nossos sentidos e atenção. Se caminhamos no escuro pelas ruas corremos o risco de tropeçarmos num buraco, cairmos de mal jeito e nos machucarmos. Quando viajamos de carro durante a noite uma boa sinalização de trânsito também é responsável, por exemplo, por nos alertar a respeito de alguma curva perigosa que está por vir e que não é facilmente percebida; a falta dela é muito prejudicial aos motoristas. Os ladrões preferem locais menos iluminados para praticarem seus delitos e também locais com pouca circulação de pessoas.

Como vemos parecem que as coisas que não são certas, precisam para acontecer estarem sob a obscuridade, sob a falta de luz, sob as trevas. É do que se vale nosso inimigo cruel, o primeiro de nossa lista. Satanás sabe que não pode empreender um confronto aberto porque revelar suas intenções o coloca em total desvantagem. Não que ele não tenha nunca uma abordagem assim, direta. Se estudarmos a vida dos santos iremos ver inúmeros casos de uma investida direta não só dos espíritos malignos, como dos demônios e do próprio diabo. Porém, são casos onde a alma católica, tão em comunhão com Deus, não cede mais a qualquer tentação e desse ponto em diante a coisa vira “pancadaria” mesmo!

No entanto, para a grande maioria dos cristãos, a caterva infernal se basta para empreender firmemente contra os pobres pecadores; sobretudo visando os teimosos andarilhos do vale que insistem em caminhar sozinhos, achando que com seus próprios esforços conseguirão êxito na jornada. Como estão enganados. Como estamos enganados. E como cometemos erros reclamando de tudo aos quatro ventos. Cuidemos, reclamações sobem e nunca descem. Em nosso caso o primeiro da lista deve ser sempre Jesus. É o primeiro mandamento.

Um afastamento dele transforma nossas lamúrias num convite para a aproximação do inimigo. Nessa distração e falta de compreensão sobre os desígnios divinos em nossas vidas, aos poucos a contraproposta satânica vai se moldando a tudo aquilo que gostaríamos de ter e ser em nossas vidas, mas não fazem parte dos planos do nosso criador. Porém, nessa aparente oportunidade de termos e sermos tudo que queremos, nas entrelinhas desse contrato, desse pacto com o inimigo, nas letrinhas pequenas que se deixam de lado por causa da ansiedade e pressa em resolver os problemas, acabamos sucumbindo ao interesse maior de satanás que é nossa perdição eterna. Cuidemos, precisamos seguir a luz que é Jesus, pois perto dele não andaremos nas trevas.


fonte: Jefferson Roger
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A presença oculta de Jesus

É bem sabido de muitas pessoas que um montante muito grande da população mundial pratica a conduta de São Tomé, precisam ver para crer. Algo bem contrário da fé e porque não dizer, totalmente contrário. Quem só acredita vendo caminha por este vale de lágrimas correndo perigo constante e um enorme risco de varrer para fora de sua vida tudo aquilo que não passa em detrimento daquilo que passa. Outras denominações e seitas religiosas pregam suas atividades baseadas no aqui e agora. Para muitos, esse negócio de Deus soa meio como papo furado porque ele (Deus), está lá em cima e nós aqui embaixo é que temos que conviver com as mazelas da vida. Como dizia no filme de Hollywood o ator Jim Carrey, Deus é um castigador que fica lá de cima com uma lupa “mirando” nas pobres formiguinhas (nós) aqui na terra.

O ver para crer é algo que o diabo gosta muito. Ele vende as alegrias e os prazeres no aqui e no agora, não no depois como recompensa por nossa perseverança em meio a uma vida de se carregar a cruz. O ensinamento do Cristo de que “a dor é filha do amor” cai por terra muito facilmente. Parece a todo instante que o ser humano precisa de chacoalhões para acordar de seu transe meio ao estilo morto-vivo, igual aos admiradores de vitrines dos shoppings, e começar a trabalhar pela sua salvação e a salvação dos membros do corpo de Cristo.

Durante toda a sua vida Jesus está ali, bem na sua frente; foi ele que disse que estará conosco até o fim dos tempos. As pessoas possuem o mau costume de não atribuir o dedo de Deus para muitas coisas que são de sua autoria. Justamente não sabem que são porque não se voltam para ele no constante movimento de conversão que precisa acontecer durante toda a vida. Ai daquele que percorrer esta jornada, esta etapa inicial de suas vidas eternas e for pego no seu último dia, na sua passagem pelo portal da morte vivendo num estilo de católico “Raimundo: um pé na igreja e outro no mundo”. Terá problemas porque Jesus disse que não se pode agradar a dois senhores. Isso vale inclusive para nós mesmos porque não podemos, quando o assunto é a salvação de nossas almas e não estamos configurados a Deus, agrada-lo e a nós também.

Façamos, portanto, um esforço diário para sermos bem-aventurados como disse Jesus: com olhos para ver. O que não podemos é ficar colocando nosso olhar e os outros sentidos a serviço de nossas vontades pois eles são alvos fáceis no combate das tentações. Quanto a isso nos foi dito pelo ressuscitado que mais vale entrar no reino dos céus faltando alguma parte física de nosso corpo, aludindo que mais importante que tudo por aqui é o acolá.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Chuveiro Espiritual

Muitas pessoas aderem à propaganda do mundo que insiste em promover um ser humano como sendo apenas um humano e nada mais. Antes que alguma estranheza aconteça vamos esclarecer. O ser humano é um composto de corpo e alma. Sendo assim, é necessário cuidarmos das duas constituições que, inclusive, se relacionam. Haja vista o pecado ser uma realidade do espírito que quando praticado afeta o destino do todo. Não irá o corpo para a condenação eterna e a alma para a glória do céu.

É o famoso ditado, ou vai ou racha. Ou santos ou nada. Pois bem, colocadas as coisas dessa maneira, o olhar espiritual que todo cristão precisa depositar sobre sua vida nos aponta para a direção de se cuidar do bem-estar tanto do corpo quanto da alma. Todos sabem muito bem que se adiarem por demais a higiene do corpo, deixando o banho para lá, a escovação dos dentes, o cuidado com as unhas, a alimentação e o descanso, nada de bom pode resultar com esse desleixo todo.

O mesmo acontece com a outra parte do todo, a alma. Já dizia Nossa Senhora em suas aparições que ninguém está dispensado de se confessar pelo menos uma vez por mês. Ela também disse que todos pecam diariamente, nem que seja venialmente. Isso não é nenhuma novidade, no livro dos Provérbios está escrito que o justo peca até sete vezes por dia; São Pedro vai dizer em suas cartas que o justo se salva com dificuldade. E para encerrar a questão Jesus nos disse que é muito difícil entrar no reino dos céus, a menos que se faça violência contra si próprio. São Paulo a respeito dessa violência nos recorda que devemos resistir na luta contra o pecado até batalhando até o sangue. Felizmente, com relação ao que disse Nossa Senhora, já ouvi bons sacerdotes pelo mundo todo dizerem a mesma coisa. Será que são padres marianos? Consagrados a ela ou muito devotos da Mãe de Deus? Talvez não seja coincidência. Seja como for eu, que faço parte dos soldados de Cristo consagrados a Virgem Santíssima, não me atreveria jamais a discordar dela.

Enquanto uns dizem que não devemos exagerar nos escrúpulos ou auto avaliações, e outros pregam que se deve confessar somente quando se tem pecados graves, uma solução análoga parece mostrar um caminho. Alguém toma banho somente quando está sujo? Se a pessoa chegar do trabalho na sexta-feira à tarde, um dia de muito frio, inverno rigoroso e não se sentir com mal-estar porque não suou o dia todo ela irá deixar de tomar banho? Será que alguém só toma banho quando sente o próprio mal cheiro? Vamos dizer assim, três vezes por semana? Nos parece que não, o hábito saudável nos ensina que devemos nos banhar com uma frequência no mínimo diária. Da mesma maneira nossa alimentação, sabemos que se espaçarmos demais os horários das refeições teremos problemas, iremos passar mal e assim por diante.

Ora, se nos é fácil percebermos tudo isso, por que não agimos de igual maneira com nossa alma? Na hora de cometer o pecado não falta coragem; na hora de confessá-lo sobra vergonha? A vergonha antes da confissão já é uma penitência e um auto reconhecimento da própria miséria humana, dependente de Deus para tudo no aqui e agora se deseja um dia viver a felicidade eterna.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Em volta da mesa

Na festa dos noivos, quando Jesus transformou água em vinho, os convidados, podemos honestamente imaginar, comemoravam e participavam ao redor de uma mesa. Em outras ocasiões também relatadas nos evangelhos Jesus estava à mesa tomando as refeições com seus anfitriões. Na santa ceia o mesmo aconteceu. Para início de reflexão, com estes pequenos apontamentos podemos facilmente perceber que ao redor de uma mesa, coisas importantes se celebram.

Famílias reuniam-se em volta da mesa desde os tempos antigos para se alimentarem. O alimento e a mesa estiveram juntos desde muitos anos atrás. Quando se vai a passeio num parque para se fazer um piquenique na grama, quem vem lá? A mesa! Isso mesmo, coloca-se uma toalha no chão que comumente é uma toalha de mesa para que todos se sentem ao seu redor e comam. Com poucos exemplos já é possível enxergarmos o grande simbolismo que está associado a ela (a mesa).

A mesa é um ponto de encontro. Não somente se come ao seu redor, também é momento para o encontro de pais e filhos, de parentes, de convidados e em tempos modernos, de chefes e funcionários. O mundo, no entanto, com sua correria, faz de tudo para retirar a importância que ela possui na vida das pessoas. O mundo quer retirar desse objeto todo simbolismo que ao longo dos séculos ele absorveu. No corre-corre da vida só o que ela recebe é um vaso de flores ou outro enfeite qualquer. Quando muito alguém estende um pano de prato ou mesmo a toalha de mesa dobrada para se comer rapidamente no canto da mesa.

Ninguém tem tempo, come-se no sofá, no colo, no quarto, com uma mão no celular, no controle da tv ou o ouvido ligado em uma música, olhos atentos ao YouTube ou naquele seriado do Netflix. A mesa? Pobre mesa! Ficou ali, meio que atrapalhando. Pior, porém, é o pouco caso que se faz da mesa do altar do sacrifício de Jesus Cristo, presente no presbitério de nossas igrejas católicas. Acostumados a tratarem a mesa participante de nossa realidade material com desleixo, essa mesa também passa pelo mesmo desprezo e muitos se comportam na santa missa com a mesma displicência e pouco caso para com ela.

Jesus outra vez se oferece ao Pai por nós; nosso alimento espiritual, o pão nosso de cada dia e sequer esse milagre maravilhoso que acontece é enobrecido com uma atitude de agradecimento, humildade e respeito. Uso as palavras de Jesus: “entre nós não deve ser assim”. Que todos façamos um esforço diário e cada vez maior para nos aproximarmos e aproximarmos os outros dessas duas mesas. Somos um composto de corpo e alma e não devemos negligenciar tamanha relação que o céu insiste em fazer conosco através de nosso encontro com Deus e com o próximo nestas duas mesas.


fonte: Jefferson Roger
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O encontro da partilha

O espírito da catequese promove, quando bem realizado, uma direção muito diferente do ensino escolar em âmbito acadêmico. Mesmo as aulas de ensino religioso ministradas nas escolas nada possuem de semelhança com os encontros da catequese. Todo cristão que se preze sabe que catequese é um exercício para a vida toda. Por definição sabemos que catequese significa ecoar a palavra de Deus. Esta palavra de Deus além do seu ecoar pela nossa pregação acontece também através de nossas ações, nossos exemplos e testemunhos (Atos 1,7-8).

Isso é o que deve acontecer ainda que os encontros da catequese aconteçam numa sala com alguma aparência ou lembrança de uma sala de aula. Que no máximo o que persista seja isso: uma semelhança física. Fora desta situação, o que se faz num encontro de catequese é transmitir os ensinamentos cristãos com uma didática que se desenvolva naturalmente. Não existe método. Assim como não existe manual para as práticas dos namorados, dos noivos, dos casados, o mesmo ocorre com o catequista e os catequisandos. Chamado para a vocação de catequista (Romanos 11,29) ele dá testemunho e ensina com sua vida e com aquilo que aprendeu, lendo, vivendo, testemunhando e compartilhando. Desta maneira, é natural esperar que a contrapartida aconteça com as crianças, jovens, adolescentes e adultos. No convívio em ambiente salutar e agradável, que deve ser a catequese, a amizade e o bem-estar, transformam o monólogo professor-aluno em um grupo de conversação.

Existe uma organização do encontro, é bem verdade, mas, vale recordar, é catequese. Tanto se aprende com o catequista como com os catequisandos. Afinal, todos ali reunidos são membros do mesmo corpo de Cristo e nessa corrente da graça que somos chamados e viver dentro da sua igreja, tudo concorre para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8,28). Se saímos, tanto catequistas quanto catequisandos, iguais como pessoas quando entramos na sala de encontro da catequese, alguma coisa ficou faltando. Talvez algum fator externo ou pessoal nos atrapalhou, alguma preocupação ou mesmo aquele cansaço, não importa; se não colhemos o quanto deveríamos, saibamos: a colheita está lá, ainda nos aguarda, não vamos cometer o mesmo erro de deixar que a tentação do desânimo nos vença fazendo com que empurremos para o amanhã aquilo que devemos fazer hoje e já devíamos estar fazendo desde ontem.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Persistência ou Teimosia?

Lá vamos nós caros leitores com mais uma dualidade que as vezes alguns confundem com um grau de ambiguidade. Sob o ponto de vista que todo cristão deve colocar sob sua vida (um olhar sobrenatural), essa questão fica muito bem esclarecida afastando de forma definitiva os “achismos”. De fato, é preciso sempre termos consciência do que essas duas atitudes representam em nosso caminhar espiritual, porque dessa forma estaremos atentos em relação à direção para qual se está caminhando.

Pessoal, já ouviram a expressão que diz que o “besouro voa de teimoso”? E se comparado a uma borboleta entendemos facilmente o porquê dessa expressão. Uma borboleta, pelo menos até onde se sabe, jamais “deu com os burros na água”. Muito pelo contrário, ela voa graciosamente e com uma perfeição só. Já o nosso amigo, o besouro, sabe-se sobre ele que em sua vida de inseto voador, vamos colocar assim, vez por outra ele “dá de frente” com algum obstáculo. É notório o porquê, ele não é tão aerodinâmico como os pássaros ou como a nossa borboleta. E já que falamos em pássaros vamos lembrar que nunca vimos uma galinha cortando os céus em belo e gracioso voo?

Pois bem, feito o pequeno comparativo adentremos então no cerne da questão. Jesus disse que aquele que perseverar até o fim será salvo (Mateus 10,22). E para perseverar em seus ensinamentos e em tudo aquilo que ele pede de nós, é preciso sermos persistentes. Isso nos parece bastante claro. Agora, eis que surge o problema por culpa da fraqueza humana. Quando não somos persistentes em agirmos com uma conduta que nos é cobrada por Deus, damos margem para o inimigo instigar nosso ego e nos fazer trocar a humildade pelo egoísmo. Sabemos o que devemos fazer, sabemos como devemos ser, sabemos como devemos agir e, por conta do nosso afastamento de Deus, seja momentâneo ou não, teimamos em nos comportar como amigos do mundo.

Na carta de São Tiago muito claro está que quem se faz amigo do mundo se torna inimigo de Deus (Tiago 4,4); assim agem os teimosos, que sabem o que Deus não aprova, mas insistem em suas teimosias e ficam pelo mundo “batendo cabeça” e “dando murro em ponta de faca”. Sabem que não adianta, se almejam a glória eterna, agirem assim. São Paulo a respeito dessa fraqueza humana já falava em suas cartas que aprova o bem que não fazia e fazia o mal que não aprovava (Romanos 7). Por fim, que nos fique claro: a persistência vem de raízes boas, enquanto que a teimosia vem de raízes ruins.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Mensagem de Nossa Senhora em 02 de maio de 2018

Queridos filhos, tudo o que MEU FILHO, que é a Luz do AMOR, tem feito e faz, ELE tem feito por amor. Também vocês, meus filhos, quando vocês vivem no amor e amam seus próximos, vocês estão fazendo a vontade do MEU FILHO.

Apóstolos do Meu Amor, tornem-se pequenos, abram seus corações puros ao MEU FILHO para que ELE possa operar através de vocês. Com a ajuda da fé, sejam preenchidos com amor. Mas, meus filhos, não esqueçam que a EUCARISTIA é o coração da fé. Isto é MEU FILHO que os alimenta com SEU CORPO e fortalece vocês com o SEU SANGUE. Isto é um milagre de amor: MEU FILHO, que sempre vem novamente, vivo, trazer de volta a vida para as almas.

Meus filhos, Meu desejo maternal é para vocês sempre O amarem mais, porque ELE está chamando vocês com SEU AMOR. ELE está-lhes dando amor para que vocês possam espalhá-lo para todos aqueles ao redor de vocês. Como uma mãe, através do SEU AMOR, EU estou com vocês para falar palavras de amor e esperança para vocês – para falar para vocês as palavras eternas que são vitoriosas no tempo e da morte – para chamá-los para serem os Meus Apóstolos de Amor. Obrigada.


fonte: Paróquia de Medjurgorje - Bósnia e Herzegovina
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quinta-feira, 26 de abril de 2018

O corredor da morte

Essa é uma expressão muito conhecida do povo em geral. Quando ouvimos alguém falar a respeito dela logo mentalizamos a visão de um transgressor que por praticar crimes de alta gravidade, foi condenado pela justiça de seu país a cumprir uma pena chamada de pena de morte. Enquanto não chega o dia do cumprimento de sua sentença ele espera na ala do presídio onde outros, assim como ele, contam seus dias aqui nesta terra.

Pois bem, aproveitando-me dessa introdução um tanto análoga para o tema que pretendo refletir, começo dizendo que em nossa vida, e falo aqui com os que temem a Deus e procuram viver agradando-o, vivemos num caminhar que muito bem poderia ser relacionado a um corredor. Pelo caminho vamos andando por este corredor e muitas portas de ambos os lados vamos deixando para trás. Cada uma delas possui um título, porém, todas não passam de tentações. A cada porta que deixamos para trás com a graça de Cristo vencemos mais uma oferta do inimigo. Que perigo são para cada um de nós transpassarmos por portas assim; corremos o risco de não conseguirmos voltar por ela. Certas portas são apenas portas de entrada. Entramos vivos e saímos mortos, mortos fisicamente ou espiritualmente. Valha-nos Deus Misericordioso!

Que nossos olhos sempre fiquem voltados para a luz de Cristo. Ele mesmo nos disse que quem com ele está não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida. Outra coisa salutar a se fazer é parar quando preciso para se tomar fôlego em local seguro e protegido, não próximos a essas portas. Não podemos, como no conto de fadas de João e Maria, entrarmos na casa da bruxa, feita de doces, para nos empanturrarmos nos prazeres. Por prazeres terrenos sofremos tormentos eternos.

Poderíamos, porém, pensarmos nas antigas casas que eram construídas com um corredor central. Eu mesmo morei numa casa assim quando criança. Na frente a sala de estar e jantar, no meio destas um corredor que se estendia até o final da casa. Este corredor dava acesso para a cozinha, banheiro, despensa e quartos. Por este prisma, percebemos que as muitas portas de um corredor assim, mantém a privacidade e a função das pessoas e dos ambientes.

Então, na vida real como devemos proceder, se no mesmo corredor existem portas que devemos entrar e outras que não devemos? A resposta é simples e é bíblica: não devemos caminhar sozinhos (João 15,5). Jesus disse que sem ele nada podemos fazer, e no caso em questão nem podemos caminhar sozinhos por esta vida (este corredor) sem corrermos o risco das tentações. Ademais, o mesmo Cristo nos deixou o Paráclito, o Espírito da Verdade, Consolador. As pessoas se esquecem de pedir o auxílio divino disponível a todos 100% do tempo. Não sejamos assim, pessoas que insistem em caminhar por este corredor sozinhas, precisamos ao final deste caminhar, no encontro da morte, termos vivido segundo o que nos pede o criador, passando pelas portas certas da vida e deixando as portas erradas para trás como fez Lot.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 25 de abril de 2018

O mal do Facebook

Se você é daqueles que não desgruda das redes sociais, cuidado: pode estar viciado. De acordo com uma pesquisa feita na Universidade de Chicago sobre autocontrole e desejo, é mais difícil resistir ao Twitter e Facebook do que ao cigarro e álcool. Pesquisadores deram smartphones para 205 adultos e pediram para que eles usassem seus aparelhos, especialmente as redes sociais, sete vezes por dia durante algumas semanas. Quando os voluntários foram recrutados responderam questionários sobre vícios e desejos e, ao final do processo, participaram de uma nova sondagem sobre o mesmo assunto. Nos questionários iniciais, os desejos mais relatados pelos participantes foram sono e sexo. Inesperadamente, álcool e cigarro não estavam no topo da lista, como se suspeitava inicialmente. Já no questionário respondido ao final do estudo, os pesquisadores notaram que, uma vez estimulado a manterem contato constante com a internet, os voluntários haviam adquirido um novo vício: o de navegar na web. (fonte: revista Galileu)

RIO - Até 11% das pessoas sofrem de alguma forma de dependência de tecnologia — e um estudo de tomografia mostrou que o Facebook afeta o cérebro de uma forma semelhante a drogas como a cocaína. Segundo o “Metro UK”, o Professor Ofir Turel, da Universidade Estadual da Califórnia em Fullerton, monitorou os cérebros de 20 voluntários — e descobriu que o sistema “amígdala-corpo estriado”, envolvido no vício em drogas, foi afetado quando essas pessoas viam imagens relacionadas ao Facebook. (fonte: site O Globo)
Uma pesquisa realizada pela empresa Internet Time Machine, especializada em tendências da web, apontou que a dependência de uso da rede social Facebook já é um dos assuntos mais procurados da rede, ficando à frente de vícios como sexo ou cigarro. De acordo com o ranking da empresa, o Facebook está no topo dos vícios digitais listados e, por isso, é natural que um número maior de pessoas busquem auxílio para seus problemas na própria rede. “A grande quantidade de meios de comunicação disponíveis e o aumento no número de informações criou um problema para os usuários com personalidades aditivas”, destaca o relatório da companhia. A facilidade de acesso à rede, via tablets, celulares, computadores e TVs é outro elemento potencializador. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, nos últimos dias o termo “Dependência de Facebook” foi procurado 121,8 milhões de vezes. (fonte: site tecmundo)

Largar o cigarro, o álcool e outros vícios não é tarefa fácil. É preciso muito força de vontade, determinação e, às vezes, até acompanhamento médico e psicológico. Até mesmo um estudo realizado pela Universidade de Chicago concluiu que é mais difícil para algumas pessoas resistir às redes sociais do que ao cigarro e ao álcool. Pesquisadores acompanharam as atualizações e checagem das redes sociais de 205 pessoas durante sete dias e concluíram essa afirmação. A Dra. Angela Maria Carcassoli Kato, psicóloga clínica e psicoterapeuta, comenta sobre essa pesquisa. "Vários estudos comparam os vícios por cigarros, álcool e mesmo drogas ilícitas, à dicção por redes sociais. Esses estudos tratam do assunto sob a ótica das compulsões, ou seja, algo difícil de resistir pela vontade própria", explica. Ela ainda comenta que é fato existirem pessoas mais suscetíveis a vícios do que outras e que quando se trata das redes sociais entra-se no âmbito dos relacionamentos, das fobias sociais, da autoestima, das dificuldades que muitas pessoas têm de se sentirem aceitas. "Assim, muitas vezes o contato virtual vem suprir, ou pelo menos encobrir essas dificuldades. A pessoa passa a ter muitos amigos, mesmo que virtuais, está em constante contato, e isso lhe dá a impressão de que suas dificuldades desapareceram. Mas fica evidente que nada desapareceu quando a pessoa não consegue se desligar, mesmo que temporariamente, desse contato virtual", afirma. (fonte: site vix.com)
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segunda-feira, 23 de abril de 2018

O linguajar do católico

A tradição católica nos conta que certo camponês foi até o mosteiro vizinho à sua aldeia levar alguns frangos para os bons frades, que viviam de esmolas e da caridade do povo. No caminho, um dos frangos desvencilhou-se das mãos do campônio e desandou a correr. Correu o pobre atrás da ave, xingando e praguejando:

“Frango do diabo! Volta aqui,seu ..."

Conseguiu enfim recuperar o fujão, e prosseguiu o seu caminho. Chegando ao mosteiro, tocou o sino da porta de entrada (naquele tempo não havia campainha) e foi logo atendido.

“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”, disse. “Aqui estão alguns frangos que separamos para os frades e para ajudar na quermesse de São Sebastião”. Solícito, o frade recebeu o homem, com um sorriso, e agradeceu. Porém, não quis aceitar um frango. Diante do espanto do camponês, explicou o motivo: “Este, nós infelizmente não podemos aceitar; ele já tem dono. E o dono dele é nosso inimigo e inimigo de Cristo”.

Qual não foi a surpresa do camponês ao perceber que se tratava justamente daquele que escapara no caminho e sobre o qual ele rogara: “Frango do diabo!”...

Hoje em dia há muita liberalidade quanto ao linguajar, mesmo entre católicos –, mesmo os mais tradicionais –, especialmente entre os mais jovens. Quem se escandalizar com a boca suja do irmão será logo taxado de "puritano" ou irá virar motivo de chacota e gozação.

Xingar, praguejar, dizer palavrões é pecado? Em determinadas circunstâncias, talvez não. Mas podemos afirmar ao menos –, isto com toda a certeza –, que o bom cristão preferirá sempre não fazê-lo.

Eclsiástico 23,15-17 e 20 - "Há uma outra palavra que merece a morte, e não deve ser encontrada na herança de Jacó!
Tudo isto está longe dos homens piedosos, que não se comprazem em tais crimes.
Não acostumes tua boca a uma linguagem grosseira, pois aí sempre haverá pecado.
O homem acostumado a dizer palavras injuriosas jamais se corrigirá disso.

Como é fácil proferir tão levianamente palavras ao vento que não voltam se causarem efeito na vida das pessoas e em nossas vidas. Tanto é que o próprio Deus condena, vemos isso nos evangelhos, o mal proceder da boca. Ademais, quiçá um blasfemar, uma injúria, uma difamação, uma ofensa contra o próximo, contra Jesus ou sua Mãe, a Virgem Santíssima, e contra o Deus Todo Poderoso? Se nos evangelhos já aprendemos que é mal grandioso para nossas almas um golpe tão grande como esse como ficamos se fazemos o mesmo contra Deus? Haja vista o segundo mandamento nos alertar para não pronuncia-lo em vão.

As pessoas não levam a sério e não se policiam constantemente, correm por conta de suas leves atitudes e desleixos perigo constante, vivendo com a guarda baixa e suscetíveis ao que o mundo prega. Faz parte do bom comportamento católico também o bem falar. Jesus não ensinou que da boca sai o que está no coração? Vigiemos.


fonte: Jefferson Roger com adaptação do site ofielcatolico
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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Viva os filhos

Deixai vir a mim as criancinhas disse Jesus e também disse que é preciso se assemelhar a elas para se entrar no Reino dos Céus. No Salmo 126,3 lemos que os filhos são um dom de Deus. Vamos recordar: entre nós aqui na terra damos e trocamos presentes. Entre nós e Deus a troca é um pouco diferente porque os “presentes” que recebemos são os dons e em troca a eles o que damos? Porque nos ama o criador nos presenteia e podemos dizer que é para compensar o propósito dele em nos manter dependentes e na miséria humana sempre carente de sua ajuda.

Pessoal, quando se tem filhos, aqueles que tem sabem que é assim mesmo, passam pela fase de dividir o ninho do casal com o filho pequeno. Já penso nos gêmeos ou trigêmeos! Para a criança é um conforto só dormir próximo da mãe, é isso mesmo, é perto da mãe, não perto do pai. Afinal, nem poderia ser diferente já que mãe e filho se conhecem desde a concepção. Mesmo que ouça a voz do pai ele ainda assim terá uma desvantagem de sete a nove meses dependendo da gestação. Então meu caro pai fresco ou pai de segunda, terceira ou que viagem for, a mulher que existe em nossas vidas é multifuncional, serve praticamente para tudo perante os filhos.

E não adianta reclamar! A criança fica à vontade e tira a condição de sono profundo do casal uma vez que precisam estar atentos para não machucar o bebê que dorme, dorme e dorme! Pela manhã, no dia seguinte, depois de uma bela noite de sono, quem tem que trabalhar vai trabalhar, feliz e contente da vida pela boa noite de sono!

Opa! Alguém pode dizer assim: espera aí! Boa noite de sono coisa nenhuma! E eu pergunto porquê? Ora, você não precisou dormir ao lado de seu filho que está internado num hospital, numa UTI. Não precisou passar a noite acordado com ele numa emergência médica, naquele frio da madrugada. Não precisou acudir de madrugada seus vômitos de sangue, convulsões e muito choro de dor, uma dor que você não pode fazer nada. Não precisou ajudar seu filho de madrugada por causa de uma febre de quase quarenta graus que insiste em não baixar.

Seu filho dormiu a noite toda e você não e você ainda reclama? Muitos queriam ter filhos e não tem, você que tem levante os braços e agradeça e faça tudo por eles. Não se joga no lixo um presente quando recebemos de alguém que gosta muito de nós não é mesmo? Porque, com os filhos enviados por Deus vamos desleixar em cumprir com nossa parte assumida no ato do sacramento do matrimônio perante o Senhor e na presença de testemunhas? Na hora de reclamar basta lembrar que Deus pode tirar de nosso filho o que ele quiser: saúde, membros, sentidos e leva-lo antes de nós. Por isso nada também de desejarmos que os filhos sejam como os filhos dos outros; temos parte nessa empreitada e cabe a cada um “cuidarmos do nosso povo (nossa família e isso inclui os filhos) e da nossa religião” – 1ª Macabeus 3,43.


fonte: Jefferson Roger
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Mulher objeto

Aprendi quando era criança,
Que brincava com meus brinquedos,
Com eles me divertia pelos terrenos
E como é boa esta lembrança.

Os brinquedos eram variados,
Mas de acordo com minha idade.
Porém, tinha que tomar cuidado,
Senão perdiam a utilidade.

Passou o tempo e fui crescendo,
Novos brinquedos eu fui querendo,
No entanto, mais caros eles eram
E por conta disso, fui entristecendo.

Todavia como ficaria?
Ainda queria brincar,
Então isso tudo como resolveria?
Já sei, com criatividade algo vou inventar.

Nesta hora para minha tristeza,
O diabo em sua sutileza,
Rapidamente entrou em ação,
Me oferecendo algo para minha coleção.

Apresentou-me a mulher,
E nesse instante, muito eu estranhei,
Afinal, mulher é mulher,
Não é objeto, isso eu pensei.

Que nada, disse o diabo,
Ela dá conta do recado,
Use quanto você quiser.
De manhã, à tarde e ao anoitecer.

Depois que enjoar,
Ela é só arrumar,
Se o conserto não funcionar,
Por outra pode trocar.

Esperto esse diabo
Com sua lábia maldita,
Convence a mulher e o marido,
Que se trocam por uma marmita.

No fim quem foi convencido
Achando-se muito esperto,
Não sabe o mal que fez
A si próprio e a quem está perto.

Agindo dessa maneira, a mulher para se agradar,
Agrada muito o homem, que muito a quer usar.
No entanto se fazendo objeto,
Descontenta muito a Deus e isso é mais do que certo.

Por fim ainda há esperança,
De que os olhos se abram,
E tanto a mulher como o homem,
Os erros não mais eles façam.

Assim os céus se alegram
E Deus, acolhedor, os recebem,
Arrependidos, sabem que erraram
Mas perdoados, não mais se entristecem.


fonte: Jefferson Roger
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Casamento não é Alvará

No livro de Tobias, um dos deuterocanônicos da bíblia sagrada católica, aprendemos de Deus, por intermédio do anjo São Rafael, que proclama uma belíssima catequese sobre algumas verdades celestes, de que sua providência divina nos condiciona a amarmos sobre todas as coisas e não nos colocarmos sob o domínio do demônio.

Embora São Paulo em suas cartas nos recorda que nada nos separará do amor de Deus é bastante fácil de se compreender porque em algumas vezes ou situações, parece Deus ter nos abandonado. Nós, por livre escolha decidimos deixar o auxílio divino e buscamos por meios próprios resolver as coisas. Dessa forma o cuidado particular que Deus tem para cada um fica, por opção da pessoa, afastado.

E nas palavras do anjo ao jovem Tobias temos o seguinte ensinamento: Tobias 6,16-17 – “Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder.”

E se é assim a situação dos que estão casados e transformam a relação sexual, ato exclusivo do matrimônio, num parque de diversões, o que dirá das pessoas que praticam a fornicação? Que consiste na atividade sexual fora do casamento? Deus é bastante claro e nos esclarece através do anjo São Rafael, que aqueles que o abandonam se colocam sob o domínio de satanás. Afastam-se voluntariamente das graças divinas e ficam restritos apenas aos cuidados genéricos. Sim, porque lembremos, Deus cuida também dos pecadores, não como a pupila dos olhos, mas cuida.

Sendo assim, importante é compreendermos que o matrimônio é um caminho de santificação. Não uma autorização para o casal usar um do outro como se fossem objetos. Objetos, remetem a coisas criadas, materiais, que podem ser descartadas ou trocadas. Pessoas não. São criaturas feitas a imagem e semelhança de seu criador, predestinadas para a santidade e eternas para a vivência na glória do paraíso para todo o sempre.

Para algumas pessoas, ele soa e parece como um contrato. Nada disso. É uma aliança de sangue, de onde brota uma família, pensada, desejada e querida por Deus e de onde fluirá a salvação de seus membros e de tantos outros que nela encontrem o modelo da sagrada família de Jesus, Maria e José. Alvará é um documento de permissão, de liberação para uso ou atividade. Casamento é uma constituição sacramental abençoada por Deus para durar o tempo desta etapa de nossas vidas.

Atribuir ao matrimônio o significado e valor que tem um alvará é mundanizar e profanar algo que é sagrado. No documento do alvará está muitas vezes escrito “enquanto satisfazer as exigências”, porque se as exigências não forem mais contempladas, o alvará perde a validade e não mais produz o efeito desejado. Bem diferente do matrimônio que exige nosso comprometimento até a morte e só deixa de existir quando chega ao final, na morte de um dos cônjuges. Em vida, um casamento de verdade não se acaba porque foi constituído por Deus. Ao homem é impossível desfazer um sacramento validamente constituído. Ele está sacramentado lá no céu e é por isso que só termina quando uma das partes lá chegar, ou o marido ou a esposa. Aqui na terra a falsa separação chamada divórcio, solução humana diabolicamente sugerida, nada mais faz que colocar os envolvidos em estado de pecado grave e contra Jesus e seu evangelho. Salvo exceções admitidas pela santa igreja católica, como a nulidade decretada porque houve antecedente omitido, a separação física por conta de risco a integridade de um dos membros do casal será seguida de abstinência enquanto exista o empecilho colocado por Jesus (Mateus 5,32; 19,6,9).

Portanto levemos a sério a questão, façamos a preparação certa e busquemos saber os porquês, os deveres e a finalidade da união sacramental do santo matrimônio. Desta forma iremos compreender que Jesus estará nos concedendo uma oportunidade de amar a esposa, o marido e os filhos assim como ele amou a sua igreja e se entregou por ela (Efésios 5,25).


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Tem gente que não aprende

Existiu a poucos anos atrás um sacerdote muito popular da comunidade Canção Nova que cativava os fiéis com sua criatividade em ilustrar através de historietas e crônicas os ensinamentos de Jesus. Uma das coisas que era marca registrada do Padre Léo era quando ele chamava as pessoas de “antas”. Vamos recordar, a anta é um animal e quando ele queria ilustrar que uma pessoa agia por impulso (deixando a inteligência e a razão de lado), como um animal, entrava em cena esse título de forma análoga muito bem colocado. Isso não é novidade, porque semelhante uso comparativo se encontra na bíblia.

Tobias 6,16-17 – “O anjo respondeu-lhe: Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder.”

Como podemos atestar aquele que não faz uso da razão, do pensamento irá acabar mal. Recordando o funcionamento das coisas sabemos que primeiro tudo nasce no coração (Jesus ensinou isso nos evangelhos), depois se instala na mente e, por conseguinte, o corpo executa. Por isso que Jesus disse que onde está nosso coração ali está nosso tesouro. Santo Antonio Maria Claret dizia que quem quer se salvar deve ter Deus no coração, o paraíso na mente e o mundo debaixo de seus pés. Porém, tem gente que não aprende; se faz surdo ao que Deus ensina. Tornam-se viciados de práticas errôneas que a bíblia ensina serem pagas com o salário de morte (Romanos 6,23).

Desta forma seguem em suas vaidades, falando pelas costas das pessoas, promovendo intrigas, mentindo a torto e direito, transformando seu corpo santo em vitrine e objeto de consumo alheio, vivendo as práticas sexuais de forma desregrada, sendo escravas do dinheiro, das futilidades e dos bens materiais e com tudo isso, ainda se pintam como bons samaritanos, socialmente, o que só demonstra o vazio no coração das coisas de Deus e a necessidade de plateia. Vaidoso precisa de plateia.

Pessoas assim, aos montes existem por aí; vez por outra esbarramos em nossa convivência com esse tipo de “gentalha”, como dizia o personagem Kiko do seriado mexicano “Chaves”. E então, o que fazer? Simples, Jesus disse que precisamos rezar por elas e nos garantiu que nossa recompensa nos céus depois que passarmos por situações com esse tipo de pessoa é digna de recompensa (Mateus 5,11-12).

Outrossim, por que o Cristo nos exorta a rezarmos por elas? Elas que nos caluniam, falam mal, pelas costas, seja em que lugar for e pela frente faz pose de pessoa querida, simpática e prestativa? Simples outra vez, Jesus disse que essas pessoas “não sabem o que fazem” e ainda rogou a Deus que as perdoe. Pobres delas, como não descem do salto de suas soberbas e suas vaidades, vivem a falsa liberdade de “ser o tal”. Estão ficando para trás, muito longe da luz do mundo: João 8,12 – “Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”


fonte: Jefferson Roger
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Falar mal dos outros

O comportamento que as pessoas tem em falar a respeito de outra pessoa, seja o que for, navega por águas muito delicadas do comportamento humano e suas consequências. Como nos recorda o livro de São Tiago 3,8-10, o poder de nossas palavras atuam na atmosfera humana como uma flecha, como uma flor, como um veneno, como um afago, como um calmante, como uma sentença e de tantas outras formas. O que falamos para alguém pode ter muito peso e ser muito considerado por quem se dirige a palavra ou pode espiritualmente “matar” essa pessoa. Como se diz na oração do perdão do ato penitencial na santa missa, peca-se por palavras.

Utilizadas para nossa comunicação, de forma tão natural não se dá, por muitas pessoas, a devida importância para o legado que elas podem construir. A palavra tem o poder de criar, de destruir, de cativar, de abençoar e de maldizer. Jesus nos ensinou que não devemos fazer ao outro aquilo que não queremos que nos façam. Aqui, após este pequeno início, passamos a refletir sobre a questão das blasfêmias, ofensas, calúnias, difamações e xingamentos que muitas pessoas proferem contra outras, direta ou indiretamente.

Vejamos como está escrito no livro de São Tiago 3: (A língua) “É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.” E como muitos agem conforme não convém, já dizia o apóstolo São Paulo, a atitude comum do tititi e do bafafá, as populares fofocas e disque me disque passam a se tornar uma prática do dia a dia na vida de tantos ao passo que falar “mal das pessoas, pelas costas ou não, mas precisamente pelas costas” se torna um vício que por fim termina em se instalar no coração, caso medidas corretivas não tomem lugar na situação.

Em outra passagem do evangelho Jesus nos ensina que não devemos nos importar com o cisco no olho do irmão uma vez que temos uma trave em nossos olhos. Pessoas que agem assim, falando mal de tudo e de todos, parecem se esconder atrás de uma máscara, ilibando-se de tudo e de todos e se colocando num pedestal. Os hipócritas, assim chamados por Jesus, os fariseus, muito por ele são condenados. Afinal, é importante se saber que a palavra hipócrita quer dizer máscara, personagem. Aquele que também é conhecido como “duas caras” age dessa maneira.

Enfim caros leitores, na prática que benefício pode ter alguém que fala mal de alguém? Jesus que nos pede para rezarmos pelos que nos odeiam e maldizem exige de cada um de nós um compromisso muito além do que a fraqueza humana consegue suportar. Por isso é que não conseguimos sozinhos, já nos alertava o salvador da humanidade (João 15,5). É preciso então, um esforço constante para não somarmos, com essa atitude de maldizer, pecadinhos sobre pecadinhos e assim, como nos recorda Santo Agostinho, por não teme-los ao comete-los, treme-los ao conta-los, pois seremos cobrados pelas obras (Apocalipse 22,12). Pecados maiores surgem pelos pecados menores e não da noite para o dia.

Evitemos o mal sobre todas as formas que nossas palavras podem produzir para no dia do juízo não sermos condenados pelo justo juiz por aquilo que poderíamos ter evitado tão facilmente nos agarrando ao coração misericordioso de Jesus e nos colocando sob a proteção de Maria Santíssima.

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Brigar, Discutir e Xingar


fonte: Jefferson Roger
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De novo e de novo

Pessoal, lá no sermão da montanha no evangelho de Mateus, capítulos cinco, seis e sete, Jesus, sentado no monte ensinava às multidões e com autoridade. Não que se destaque apenas essa parte de tudo aquilo que ele ensinou, mas para o artigo de hoje destaco quando ele disse para “não fazermos ao outro aquilo que não queiramos que nos façam”. Por conta disso, Jesus nada mais faz do que frisar o que Deus já tinha deixado pelos profetas durante a história que acompanhamos no antigo testamento. De fato, nosso criador, assim como um pai que acompanha de perto o desempenho do filho na escola, quer saber como anda nosso relacionamento com ele e com o próximo. Haja vista os mandamentos, só para citarmos um exemplo.

Só por aí, já podemos perceber o quanto nos deixamos levar pelos três inimigos da alma para fazermos coisas erradas. Santa Tereza de Jesus dizia a respeito disso: “como somos desleixados”. Se sabemos que todo cuidado é pouco, como se diz no ditado, por que nem isso fazemos? Nem cuidamos de forma compromissada? Só cuidamos do que é fácil de se cuidar, do que dá mais trabalho (e por isso é mais valioso) não cuidamos com o mesmo esmero. Pobres de nós, somos culpados e pegamos nossas culpas e colocamos sobre os ombros de outras pessoas. Tudo vira desculpa e a desculpa quase sempre tenta esconder alguma coisa errada.

Se Jesus disse que não faça ao outro o que não queres que te façam por que as pessoas fazem? Ora, não queremos ser roubados e roubamos alguém? Não queremos ser assassinados e assassinamos alguém? Não queremos que “puxem” o nosso tapete no trabalho e “puxamos” o de alguém? Não queremos apanhar, mas batemos em alguém? E a lista parece não ter fim, Jesus dizendo o que disse incluiu tudo. Então, precisamos agir como São Paulo nos exorta em Hebreus 12,4; na luta contra o pecado devemos resistir até o sangue. Nem isso fazemos.

Porém, há remédio, uma dose de vergonha na cara, arrependimento e joelho dobrado no confessionário aliado ao firme propósito de emenda e abandono das ocasiões, ou seja, tem que ser até o sangue. E por falar em remédio o que Jesus nos disse pode e deve ser utilizado como remédio e poderíamos dizer, um remédio preventivo. Se teu pecado, além de ofender a Deus vai ferir tua relação com o próximo, mesmo que ele não saiba num primeiro momento, isso não importa porque Jesus disse que o que fizermos a alguém é a ele que fazemos; antes do ato, enquanto ainda podes escolher e dizer não ao diabo, o remédio aqui é pensar nos envolvidos. O marido se pensar na esposa pecando contra ele certamente não irá pecar contra ela, pois se colocando no lugar percebe que não gostaria de ser o ofendido. Como exemplos aos filhos, os pais, educadores no temor e doutrina do Senhor, pensar nos filhos é uma dose fortificante para se ficar em pé perante o mal e não ceder por caprichos, desforras ou desejos menores, propulsores das vias da condenação eterna. É possível agir assim, deixando de se pensar nos envolvidos? Se em nosso coração Jesus não fizer morada, se de dentro dele nós o expulsarmos, sim, é possível. Queremos isso? Vale a pena? Penso que não, é um “desagradar” muito grande para com Deus!


fonte: Jefferson Roger
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Puta Merda

Não sei vocês caros leitores, mas quanto mais caminhamos rumo à pátria celeste, mesmo em meio a tantos tombos que levamos durante a subida, vamos nos catolicizando mais e mais, porém, vamos nos indignando com a grande massa da população mundial que vai tratando das coisas de Deus e do próprio Deus de uma maneira exorcística embora não acreditem nisso sendo aqui um empréstimo para bom esclarecimento.

Escândalos vão deixando de ser, tabus vão deixando de ser, heresias vão deixando de ser, padrões vão se transformando, conceitos vão mudando ou sendo substituídos e, não poderia deixar de ser, pecados vão virando assunto do passado, um conceito superado pela evolução inevitável da raça humana, assim dizem os que se excluem dos propósitos divinos e se recusam a aceitar a verdade do criador.

A bagunça que vemos neste mundo, se voltarmos o olhar para os séculos que se passaram, iremos encontrar adivinhem o quê? Acertaram, mais bagunça. Inclusive a própria história da humanidade, abundantemente retratada nos livros nos mostra com detalhes o que estamos a refletir. A bíblia, é claro, mostra a mesma situação. No entanto, em tempos antigos, Deus se apresenta aos homens, explica o que se passa, dá as coordenadas e acompanha a sua criação, com um amor que nem compreendemos direito, haja vista estar recheado dos seus frutos que brotaram na crucificação de Jesus.

Temos saída? Não parece que aqueles que querem seguir Jesus vão sendo acoados, entrincheirados, empurrados para o abismo por forças de maior número e poder? Quem disser que não parece arrisco dizer que está mentindo de si. Numa calma ponderação e reflexão, crentes nas palavras do evangelho, que inclusive nos pede a perseverança como uma das condições de salvação, nos parece com base na fé, que Deus vai soltando corda até que chegue o último dia. Neste dia estaremos enrolados nessa garatuja, envoltos até o pescoço, incapazes de um movimento no sentido da porta estreita? Se não sabemos responder que saibamos logo uma vez que Jesus disse que devemos ficar de sobreaviso porque não sabemos a hora.

Apesar disso permanece o sentimento de revolta dos santos que viviam num verdadeiro incômodo aqui na terra longe do paraíso celeste. Tomara que os tempos avancem e a nova Jerusalém se apresente o quanto antes. Enquanto isso bom negócio é fazermos o que Nossa Senhora nos ensinou em Fátima: oferecer todos os sofrimentos que passamos pela conversão dos pecadores. Também fazermos o que Jesus disse à Santa Faustina: rezar pedindo misericórdia.

Não adianta, sempre seremos interpelados pelo mundo, faz parte do que Deus quis para nós depois da queda de Adão e Eva. Perdoar as fraquezas do outro por amor a Deus é uma das obras de misericórdia. Quem age assim segue na linha de Jesus que na cruz bradou: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. Que nós não sejamos como “eles” a quem o ressuscitado fez referência na cruz; ao contrário, sejamos seus imitadores, imitadores do Cristo (1ª Coríntios 11,1).


fonte: Jefferson Roger
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Precisamos escolher

Dentro da história da humanidade é sabido que ao longo do tempo formaram-se quatro fontes de saber ou quatro linhas de conhecimento ou pensamento. São elas, o saber mítico, baseado no senso comum; o saber filosófico baseado na razão; o saber científico baseado no empirismo e o saber religioso baseado na fé. De forma bastante resumida podemos dizer que, ao longo de nossa experiência de vida, em muitos momentos dela, oscilamos entre essas quatro formas de se relacionar com o que nos cerca enquanto seres viventes “depositados” neste contexto.

Diziam que se deixasse o chinelo virado de cabeça para baixo a mãe morria. Depois procurando especular uma razão para isso se enxergou que a crendice não poderia ser comprovada. Nenhum experimento atestou essa afirmação. Não comprova a ciência que existe vida na terra há muito tempo, milhões de anos, e que o homo sapiens já foi sucedido por outros “tipos” de ser humano? Basta uma rápida e simples pesquisa, por exemplo, pela internet. Pois é, onde se encaixa a criação da humanidade descrita na bíblia em relação à esta evolução do homem? E a criação do universo através do grande “big-bang” em relação a criação do mundo descrita nas sagradas escrituras?

Muito pano para manga para se pensar não é mesmo caro leitor! Como somos pequenos frente à essa vastidão de coisas. No entanto, ao cristão parece que nesse emaranhado todo, fé e razão procuraram dar as mãos durante todo esse percurso. Santo Agostinho defendia essa relação, São Tomás de Aquino também, de uma forma um pouco diferente mas defendia. E nós, pessoas do século XXI? Apesar de todas as formas de conhecimento que estão ao nosso alcance, falo como católico, podemos e conseguimos abraçar alguma delas que não se envolva com a fé? Falando por mim, digo que não.

O marco histórico fortemente fincado na terra, poderoso ao ponto de gerar o antes e o depois, o início de um calendário e um sentindo, embora difícil de se compreender em sua totalidade, norteador para a existência humana, que se chama Jesus de Nazaré, tem tamanho impacto e alcance em nossas vidas na medida em que nos envolvemos com tudo que dele e por ele procede, que não é mais possível viver uma vida jogando ao vento tudo que se aprendeu dele para se viver a vida.

Em outros tempos os esforços humanos tentaram (e porque não dizer ainda tentam) explicar 100% das coisas, mas somente Jesus o fez, faz e irá fazer.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 12 de abril de 2018

A baderna em comunidade

Muitas comunidades pelo mundo afora padecem do mesmo problema que o egoísmo acarreta em toda a parte. As lideranças comunitárias até se esforçam para liderar, mas sempre uma dose de autoritarismo influenciada pela tentação do poder acaba maculando, afastando a democratização e coibindo ou minguando a participação colaborativa de outros membros da comunidade. Sobre o que se fala aqui especificamente entra no contexto das comunidades paroquiais, porém, como o agente participante, o ser humano, vagueia em outros campos enquanto anda pelas estradas da vida, o mesmo acontece de forma muito semelhante no trabalho, na escola, nas famílias e tantos outros locais onde o ser humano se encontra.

Às vezes é a conhecida disputa de poder, outras vezes é o receio de sua perda, outras vezes é o medo da mudança, outras ainda é o exagero delas e mais adiante também é a falta de abertura para conciliar os membros em busca a caminharem todos num único sentido: o bem da Igreja de Cristo, representada neste pequeno pedaço que é a comunidade em que vivemos.

São Paulo em suas cartas trata com muita clareza a respeito dos membros do corpo de Cristo, nem preciso aqui repetir o que tão bem ensinado está. Mas vale dizer, porém, que o que se vê são cristãos duas caras: dentro da igreja é um e fora é outro. Pior ainda são aqueles que se acham donos da verdade e ai de quem se meter em sua pastoral. Se repete por aí que “santo de casa não faz milagre” e por isso numa tentativa parecida com algum tipo de desespero pessoas de fora são chamadas para alguma atividade que muito bem poderia ser resolvida de forma interna. Isso quando é aceito que tal situação aconteça, porque muitas vezes não se admite “pitacos” dos forasteiros.

Já passei por isso assim como muitos de vocês caros leitores, tenho certeza disso. Sempre irá existir a reação adversa e sem humildade alguma das pessoas que imaginam que seu espaço está sendo invadido pelo simples fato de uma aproximação livre de segundas intenções. Sempre são arredias porque é da natureza delas agir dessa maneira.

E assim, sem muitas delongas, podemos encerrar percebendo que isso que passamos, essas contrariedades, desconfianças, desdenho e tantas outras negatividades comportamentais, são nada menos do que o relato das bem-aventuranças que Jesus nos alertou. Ele disse que o discípulo não é maior que o mestre e se o perseguiram, perseguirão a nós também. Então, como vemos, precisamos unir nossos sofrimentos aos de Cristo na cruz, fazermos com seu auxílio nossa parte e vivermos como seus imitadores se quisermos um dia estarmos em sua frente no dia do juízo com a cabeça erguida na certeza de que no mínimo, fizemos o máximo de esforço para alcançar o céu.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Subestimado ou Inferiorizado?

Pessoal se existe alguma coisa que provoca nosso nível de paciência e tolerância para com o próximo são os conceitos que emitem sobre nossa pessoa, subestimando-nos ou nos inferiorizando. Muitas vezes ao olharem para a casca, para a aparência, para a procedência, para os conceitos formados a nosso respeito, é até certo ponto natural, sermos rotulados com informações que não valem o quanto pesam. Todavia, subestimar alguém não tem apenas uma origem maldosa. Podemos também subestimar ou sermos subestimados por falta de conhecimento a respeito de alguém ou sobre nós.

A questão de ser inferiorizado ou se sentir inferiorizado caminha por sendas mais delicadas. Se querem nos inferiorizar, modernamente falando, temos nas expressões da atualidade conceitos e definições que nos apontam para uma espécie de bulling. Agora, se nos sentimos inferiorizados, isso também não possui uma só origem. Se, como diziam os filósofos gregos nos esforçamos para nos conhecermos, sabemos nos defender internamente e não sermos contaminados pelas intenções do bulling. Se estamos, porém, com questões internas em conflitos somos presas fáceis nessa selva de pedra e sempre correremos o risco de cairmos espiritualmente. Alguns entram em depressão, outros em desespero e assim por diante.

No entanto, Jesus tem algumas dicas para essas duas vertentes. Vamos tomar apenas uma para cada uma delas. Primeiro: “ame ao próximo como a ti mesmo”, disse Jesus, ou seja, nada de se dar pouco valor, ao contrário, se largar aos cuidados de Deus. Segundo: em João 1,43-50 – aprendemos que Jesus se dirigia para um lugar e um dos seus apóstolos fala para um morador local, chamado Natanael, que o Cristo iria passar por ali, o Messias. Natanael, com aquele ar de preconceito, superioridade e desdém, retruca: Pode, por ventura, vir coisa boa de Nazaré? Vejam só, ao ser avisado que Jesus de Nazaré estava a caminho esta foi a sua atitude. Assim como esse exemplo muitos outros aconteceram. Jesus sempre precisou pisar em ovos contra os que não acreditavam nele e, infelizmente, nos que por um tempo acreditaram. Jesus, como vemos nos evangelhos foi inferiorizado e subestimado. Infelizmente isso acontece com ele até os dias de hoje.

Por isso, no sermão da montanha tratou de nos ensinar através das bem-aventuranças que existe importância maior do que nos importarmos com o que querem fazer conosco. Jesus a respeito disso fala que se quisesse, com uma ordem os anjos desceriam ao seu favor e em sua defesa, no episódio de sua paixão. Pois bem, por existir algo maior e mais importante para se preocupar e fazer, o Redentor da humanidade seguiu adiante.

Assim devemos agir também. É como ele nos ensina, devemos sacudir até o pó das sandálias. Ele sabe por onde nos conduzir e nos acompanha se nos colocamos abertos à ação do Espírito Santo. Sejamos como Jesus e tenhamos sempre em mente que temos preocupação maior que supera qualquer preocupação terrena: temos que nos preocupar em agradar a Deus.


fonte: Jefferson Roger
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