segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Sempre em busca

No filme de animação Os Minions, acompanhamos a história desses personagens que se resume em estarem sempre em busca de algum vilão para servirem. Quando encontravam um, faziam de tudo para agrada-lo. Como se vê no desenho, é da natureza deles viverem a serviço de alguém “maior” do que eles, não se tratando aqui da altura. Compreendemos bem no filme que esse era o propósito dessas criaturinhas, os minions no final da história terminam por encontrar o vilão do filme Meu Malvado Favorito, onde desse ponto em diante já conhecemos como as coisas se passaram.

Sirvo neste artigo desses personagens, os minions, para fazer uma analogia direta a respeito da nossa natureza, que anda muito esquecida e até facilmente esquecida ou se devia dizer, propositalmente esquecida. Pois então, o que temos que fazer, é colocar na ponta da língua, reavivar na memória e no coração essa nossa natureza. Fomos criados para servir e amar a Deus e somos predestinados para a santidade e o amor. Essa frase resume tão bem nossa natureza e nem poderia ser diferente porque ela tem raízes bíblicas. E sendo assim, assim como no filme dos minions, eles se realizavam eram felizes servindo aquele que seguiam, porque gostavam dele, nós também, com a natureza que nos consiste, sofremos exatamente dessa sina, somos felizes se servirmos aquele que gostamos. Não pode ser o contrário, porque o contrário é fruto do egoísmo. Se fico feliz porque me servem e não fico feliz servindo aos outros então não amo a ninguém. Agora, se existe mais alegria em dar do que receber (Atos, 20,35) então, vivemos em nossa liberdade a alegria de agradar a Deus e, consequentemente, viver uma vida ainda que penosa, sem as condenações do inferno sobre nossas atitudes.

Jesus quando disse buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado, ele queria dizer com isso para não colocarmos a carroça na frente dos bois. As pessoas tendem a querer dar um jeito em tudo. Querem ir para o céu mas não querem abandonar aquilo que os fará irem para o inferno. Muitas coisas são fáceis de se cometer e difíceis de abandonar. Quanto mais difíceis é sinal de que mais enraizadas estão em nosso coração. A ordem das coisas, é bom sempre lembrarmos é: coração, mente e corpo. Por isso o inimigo se esforça sempre para conquistar nosso coração. Ele sabe que as tentações são vencidas mais facilmente por amor a Deus do que por medo do inferno. É justamente assim que ele procede e tantos por não entenderem o mecanismo baixam tão facilmente suas guarnições e miseravelmente chafurdam no lamaçal dos pecados.

Tudo porque estamos sempre em busca da felicidade mas erramos o alvo tentando. Desatentos nos distraímos, e distraídos erramos, e quando erramos, conforme a natureza do erro, pecamos gravemente. Nossa parte consiste e vigiar e orar, se converter e viver os mandamentos, imitar Jesus e se despojar do homem velho. A medida de nossa proximidade com Deus podemos encontrar no tamanho em que se encontra nosso movimento de conversão. Se mais desapegados, mais convertidos. Se mais tristes, mais apegados naquilo que gostaríamos que nos fizessem felizes mas que comprovamos na prática, não substituir o que Deus pode, e somente ele, nos dar. Somente Deus pode nos dar filhos abençoados, somente Deus pode nos dar uma família vivendo sob seus ensinamentos, somente Deus pode nos livrar do mal, somente Deus pode nos trazer a felicidade e a paz embora ele recheie nossas vidas com tribulações. As coisas são assim porque “tudo contribui para aqueles que amam a Deus” – Romanos 8,28.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Remédios diferentes

Erroneamente muitas pessoas acham que estão livres do sacramento da confissão porque a igreja católica através de seu magistério e da tradição ensina que a eucaristia tem o poder de prevenir e perdoar os pecados. Ademais, juntam a isso, os exploradores egoístas dos textos que lhes possam interessar ao bel prazer, o ato penitencial da santa missa. Pronto, dessa forma, como numa receita caseira de bolo, adaptada aos ingredientes das prateleiras, o fiel infiel vai tomando xarope contra a gripe achando que vai curar uma infecção na garganta.

São remédios diferentes, praticamente todo mundo sabe que uma infecção na garganta provavelmente contra ela o médico irá receitar um antibiótico. E também, provavelmente todo mundo sabe que para uma gripe com o peito carregado e tosse, receberá do profissional da saúde a indicação para se tomar um xarope expectorante. Será que o médico vai trocar os medicamentos? Se ele te mandar tomar um xarope para curar a infecção na garganta você concordaria de bom grado? Ou se para sua gripe ou ainda um resfriado forte, o médico te receitasse uma semana de antibiótico, isso te deixaria feliz da vida? Pois é, nós que somos leigos no assunto, ainda assim temos conhecimento suficiente para sabermos que as naturezas das enfermidades são tratadas com medicamentos apropriados. Não é o chá caseiro que vai resolver todos os problemas embora sabemos que muitos chás se tem no conhecimento popular, e vamos lembrar aqui dos índios da Amazônia, são considerados e até comprovados como eficazes no combate a muitas doenças.

Todavia, estamos a usar esta analogia para mostrarmos que a natureza das coisas tem seu correspondente adequado. Desta forma entendemos também que, se vamos ao médico nos consultar quando doentes, não nos rebelamos em ir porque sabemos que ele também é passível de adoecer. Assim também deve ser na confissão: não deixamos de ir porque o sacerdote, intermediário de Cristo, servo da igreja e ministro do sacramento porque também é pecador como o penitente. A graça provém de Deus, não do padre, vale sempre a pena lembrar porque muitos dizem, tanto católicos quanto não católicos que se confessam direto com Deus. Que cômodo não é mesmo, evitam a vergonhosa penitência de “vomitar” seus pecados no esconderijo das quatro paredes e assim, colocam panos quentes na consciência e se dão um tapinha nas costas pelos seus brilhantes jogos de cintura.

Nem devemos debater ainda mais algo que já é tão claro nas escrituras quanto o mandato de Jesus, confirmado pelos apóstolos, já constado no antigo testamento, de confessar os pecados. A comunhão que recebemos em estado de graça (confessados), nos previne de pecar e nos perdoa os pecados cotidianos não graves. Aos delitos maiores, pecados maiores como falou Jesus, cabe a confissão pois são graves e como uma tesoura, cortam a ligação da alma para com Deus, passando a pessoa a estar sob os cuidados genéricos de Deus. Mas eu me confesso e não melhoro, eu comungo e não fico mais santo. Culpa sua, não se confessa direito e não comunga frutuosamente. Se o médico te manda tomar dez dias de antibiótico de 12 em 12 horas para curar a infecção, você vai tomar somente durante 5 dias um comprimido por dia? Se o xarope são 3 colheres por dia durante uma semana você vai tomar uma colher por dia durante três dias? De certo que não vai desleixar não é mesmo, vai seguir à risca porque quer “salvar” seu corpo da enfermidade. Porque as pessoas não fazem o mesmo, não seguem à risca o que ensina Jesus, para “salvarem” suas almas?


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cristãos encurralados na Bolívia

Os cristãos estão encurralados na Bolívia. O novo Código Penal do país criminaliza com penas de 7 a 12 anos de prisão o recrutamento de pessoas para organizações religiosas ou de culto. Um verdadeiro atentado à liberdade religiosa. O que deveria constar das manchetes jornalísticas e chamadas televisivas, no entanto, só foi abordado até o momento pelo jornal Gazeta do Povo. A íntegra da nova lei, promulgada no último mês de dezembro, encontra-se disponível na internet. O artigo em questão é o 88, inc. I, que criminaliza a trata de pessoas (em português, “tráfico”):

Será sancionada, com prisão de sete (7) a doze (12) anos e reparação econômica, a pessoa que, por si mesma ou através de terceiros, sequestrar, transportar, trasladar, privar de liberdade, acolher ou receber pessoas com alguns dos seguintes fins:

11. Recrutamento de pessoas para sua participação em conflitos armados ou em organizações religiosas ou de culto.

A advogada e professora Janaína Paschoal foi entrevistada pelo jornal Gazeta do Povo e qualificou esse dispositivo do novo Código Penal boliviano como “assustador” e “inaceitável”: Ainda que não se utilize expressamente a terminologia da criminalização da religião, é óbvio que é isso o que o dispositivo está fazendo, porque inclusive equipara o exercício da religião à luta armada. Uma vez entrando em vigor este Código, os líderes religiosos de quaisquer confissões — é importante que isso seja dito — passarão a ser presos. E as pessoas que professam sua fé, seja ela qual for, também passarão a ser presas, porque o dispositivo é extremamente aberto e fica evidente que está havendo uma criminalização. Isso é inaceitável, não só à luz das Constituições nacionais, mas à luz de todos os tratados internacionais. É o caso de denunciar, sim, aos tribunais internacionais. Ainda não tem uma lesão efetiva aos direitos fundamentais desses indivíduos, mas a própria edição dessa lei já constitui uma lesão.

É importante destacar que, embora o artigo em questão não especifique credo nenhum, em um país com maioria esmagadora de cristãos — um censo recente feito na Bolívia fala de 78% de católicos e 19% de protestantes —, não há dúvida de que o alvo pretendido por esta lei iníqua não é outro senão o cristianismo. Os cristãos, por sua vez, captaram bem a mensagem do texto legal e saíram às ruas em protesto. Será talvez necessário explicitar qual a ideologia por trás desse atentado à liberdade religiosa? Por que Evo Morales pretende mandar à cadeia bispos, sacerdotes e pastores simplesmente por pregarem o Evangelho? Como sabemos conforme o curso da história da humanidade, regimes comunistas nunca conseguiram conviver bem com a liberdade religiosa, muito menos com a religião cristã. Esse mesmo Código Penal contém muitos outros absurdos — que estão levando inúmeros jovens bolivianos às ruas —, mas isso talvez fosse oportunidade para uma outra matéria. O que interessa saber, por ora, é que a perseguição ao cristianismo, já fortíssima em determinadas partes do mundo, agora começa a se expandir também para a América Latina, em países que fazem fronteiras com o nosso.

É evidente que ninguém está falando de decapitações e crucificações, como acontece em países islâmicos, mas o que se passa aqui, ao nosso lado, já é aterrorizante o suficiente e, como sabemos, é assim que as perseguições escancaradas e as grandes matanças começam. Os cristãos estão sendo encurralados na Bolívia. Mas, curiosamente — alguns diriam —, tragicamente — dizemos nós —, nos meios de comunicação ninguém fala absolutamente nada.


fonte: adaptado de padrepauloricardo.org/blog
Leia Mais ››

Francisco cometeu um erro

Pessoal, a grande massa católica do mundo anda nos últimos anos unindo seus sofrimentos aos sofrimentos de Cristo. Há uma razão para tudo sem dúvida. É nisso que precisamos acreditar pois aprendemos das sagradas escrituras que até de algo ruim, Deus pode tirar algo de bom. Assim confirmaram os santos padres e a tradição. Nos planos de Deus, nos parece, se colocarmos um olhar mais atento, que a geração que está vivendo será a última. Somos tentados a achar que as coisas estão piorando mais e mais e parece vivermos num contexto apocalíptico. Nem é difícil pensarmos assim pois é isso exatamente que Deus quer de cada um: que vivamos como se a cada dia fosse o último. Tudo isso para não deixarmos para amanhã o trabalho que devemos ter no cuidado com a salvação de nossa alma.

Pois bem, lá vamos nós mais uma vez. Já sabemos que recentemente os bispos de Buenos Aires publicaram diretrizes para Amoris Laetitia que contradizem os ensinamentos de todos os papas anteriores. Estas são palavras de muitos e entre eles destaco mais recentemente o padre Gerald Murray, advogado canônico e padre de Nova Iorque. Falando ao EWTN (Rede Católica Global de Televisão), em 11 de janeiro, Murray chama a aprovação dessas diretrizes feitas pelo papa Francisco de “um erro”. E ele ainda acrescenta o pedido para que o papa “retire” a Amoris Laetitia, uma vez que está causando enormes problemas dentro da igreja.
Outro sacerdote que também tornou público sua insatisfação e repúdio pelos atos do papa foi Dom Peter West, que pediu para Francisco “revogar” a condecoração feita por ele, a Ordem de São Gregório Magno, a Lilianna Ploumen, uma ativista pró-aborto declarada e reconhecida internacionalmente. Em recente episódio, após o presidente atual dos Estados Unidos cortar a verba para a prática abortista, ela foi uma das promotoras de outras formas de arrecadação. Em 14 de janeiro Dom Peter afirmou que a igreja não deve honrar aqueles que acreditam ter o direito de matar os nascituros.

Diz ainda o sacerdote, locado na igreja de São João em Nova Jersey (Estados Unidos), que "O fato do papa Francisco condecorar uma ativista pró-aborto é equivalente a Jesus entregar um prêmio a Herodes. Dom Peter West recorda que Jesus não concedeu honras a pecadores públicos, nem os confirmou em seus pecados. Como vemos pessoal, as más línguas precisam se calar quando afirmam que os leigos desobedientes estão se revoltando contra o comando da igreja católica porque, ademais façam isso os católicos com suas famílias, dentro da própria hierarquia e magistério assistimos, graças a Deus e com fervor no coração por sermos católicos não modernistas, um grande movimento em prol do que realmente foi trazido dos céus na pessoa do Verbo Encarnado. A cada um é pedido um amor a Deus sobre todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Eu bem que avisei

Não é de hoje que toda a milícia peregrina católica firme nos ensinamentos de Cristo está vigilante com relação aos atos do leviano papa argentino da atualidade. Basta um “passeio” pelas agências de notícias do mundo todo para se tomar conhecimento de suas atitudes que muito, posso falar com tranquilidade de mente e coração e está não é uma posição solitária, desagradam os céus sem dúvida alguma. São várias contradições, sofismas, ambiguidades e disparates afora, e os acorrentados à escravidão em forma de papolatria se vem obrigados a fazerem tremendo esforço laboral numa tentativa que sempre vai ser vã em encaixar nos moldes do que nos pede Jesus, o agir desse atual pontífice.

Felizmente muitos se levantam, aqueles que empunham a partir do coração a bandeira católica do verdadeiro evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Entre eles, mais uma vez destaco o bispo Athanasius Schneider, protagonista em tempos atuais em relação ao que é o catolicismo apostólico e tradicional, e o que o papa Francisco, que quer ser popular e politicamente correto, tenta impor goela abaixo. Abaixo destaco um trecho de uma entrevista publicada na íntegra no site “fratesinunum” que o bispo Athanasius de a uma agência de notícias chamada Rorate fez a poucos dias:

“Rorate Caeli: Para o católico típico, que vai para a Igreja mas que não segue as políticas da Igreja, como fazem os leitores de Rorate, os católicos casuais que ouvem o sumo pontífice dizendo inúmeras coisas confusas durante os últimos anos, coisas que parecem contrárias (esperamos) a tudo o que lhes foi ensinado a vida inteira, o que a sua excelência diria a eles? E como os católicos sérios podem rebater sempre que são perguntados pelos modernistas se eles se acham “mais católicos do que o Papa”?

Bispo Athanasius: Primeiramente, esses fiéis devem continuar a ler e estudar o Catecismo imutável, e especialmente os grandes documentos doutrinários da Igreja. Tais documentos são tema aqui, por exemplo, os Decretos do Concílio de Trento sobre os sacramentos; as encíclicas Pascendi de Pio X.; Casti connubii de Pio XI; Humani generis de Pio XII; Humanae vitae de Paulo VI; o Credo do povo de Deus de Paulo VI; a encíclica Veritatis esplendor de João Paulo II; e sua Exortação Apostólica Familiaris consortio. Esses documentos não refletem um significado pessoal e de curta duração de um papa ou de um sínodo pastoral. Em vez disso, esses documentos refletem e reproduzem o infalível Magistério Ordinário e Universal da Igreja.

Em segundo lugar eles devem ter em mente que o papa não é o criador da verdade, da fé e da disciplina sacramental da Igreja. O papa e todo o Magistério “não estão acima da Palavra de Deus, mas apenas a seu serviço, ensinando apenas o que lhes foi transmitido ” (Concílio Vaticano II, Dei Verbum, 10). O Primeiro Concílio do Vaticano ensinou que o carisma do ministério dos sucessores de Pedro “não significa que eles devam tornar conhecida uma nova doutrina, mas que com a assistência do Espírito Santo devem religiosamente guardar e fielmente transmitir a revelação ou o depósito da Fé transmitida pelos Apóstolos. “(Pastor aeternus, cap. 4).

Em terceiro lugar, o papa não pode ser o ponto focal da fé na vida diária do fiel católico. O ponto focal deve ser Cristo. Caso contrário, nos tornamos vítimas de um insano papa-centrismo ou uma espécie de papolatria, uma tradição que é alheia à Tradição dos Apóstolos, aos Padres e à grande tradição da Igreja. O chamado “ultramontanismo” dos séculos XIX e XX atingiu seu pico em nossos dias criando um papa-centrismo e popolatria insanos. Para mencionar apenas um exemplo: houve em Roma lá pelo final do século 19 um famoso monsenhor que levava diferentes grupos de peregrinos para audiências papais. Antes de deixá-los entrar para ver e ouvir o Papa ele lhes dizia: “Ouçam atentamente as palavras infalíveis que sairão da boca do Vigário de Cristo”. Certamente esta é uma caricatura do ministério Petrino contrária à doutrina da Igreja. No entanto, mesmo em nossos dias, não poucos católicos, sacerdotes e bispos mostram substancialmente a mesma atitude caricatural em relação ao sagrado ministério do sucessor de Pedro. “


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Não deve haver distância entre nós

Distância é uma coisa muito bem conhecida por todas as pessoas. Muitas pessoas não se dão conta dela em suas vidas até terem que passar por alguma experiência. Às vezes a distância mostra as caras e mostra a que veio. Ela bate à porta e se anuncia sem o menor cuidado. No alto do calvário, Jesus crucificado guardava certa distância do chão e não era mais possível para Maria Santíssima abraça-lo. Para o centurião a distância não importava. Não importava a ele que Jesus estivesse fisicamente com o seu empregado doente para que ele fosse curado. Na beira do caminho, o cego de nascença Bartimeu, não se importou com a distância em que ele estava do local em que Jesus iria passar e gritou em alta voz para Jesus ter misericórdia dele, mesmo sendo repreendido, gritou ainda mais alto.

Para Maria Madalena a distância importava, ela do lado de fora do sepulcro, sem poder contemplar seu salvador, foi a última a deixar o túmulo e a primeira a chegar no dia seguinte porque queria vencer essa barreira, a barreira da distância para estar perto do seu amor maior. Durante a vida pública de Jesus, as multidões faziam de tudo para estarem na sua presença, para estarem a menor distância possível de Jesus. E muitos estiveram à distância de um olhar. Jesus, durante toda a sua vida, o que fazia era um movimento que visava encurtar a distância entre as pessoas e Deus. Revelar o amor do pai e na boa nova levar até as pessoas o anseio de querer um dia morar junto dele para todo o sempre, custe o que custar.

Em suma, o que Jesus nos ensinou é que não deve haver distância entre nós. Entre ele e nós. Mas nós, que devemos ser seus imitadores, devemos agir da mesma maneira para com o próximo. Entre os viventes toda a distância de coração deve ser superada, toda a distância física deve ser entendida, aceitada e convivida. Entre os vivos e os que já se foram, a distância é temporária para aqueles que vivem sob o jugo de Cristo. Se a distância entre os esposos existe, existe espaço para o inimigo habitar entre eles. Corações distantes deixam de ouvir a voz dos céus e se ensurdecem com os barulhos do mundo.

Entre pais e filhos não deve haver distância. Mentes e corações que pensam diferentes tomam rumos diferentes e com isso caminhos que deviam andar juntos se afastam na bifurcação da intolerância e dos prazeres e desejos egoístas. Quando Jesus disse que subiria aos céus para nos preparar uma morada disse também que estaria conosco até o fim dos dias. Ou seja, Jesus nos quer perto dele e no fim dos tempos, nos quer com ele para todo o sempre. O recado está mais do que dado. Ele quer, porém, que façamos a nossa parte se queremos um dia habitar as moradas que ele mesmo falou que foi preparar. Sempre é hora de lembrarmos que a distância é algo valoroso, tanto para o bem quanto para o mal. No dia a dia a modernidade e a tecnologia “encurtam” distâncias e na mesma medida, o empenho de muitos não é mesmo para manterem-se próximos de Deus e próximos dos que precisam de nós. Como disse o Cristo: “entre vós não deve ser assim.” Não devemos negligenciar as coisas porque queremos muito bem durante nossa vida Deus perto de nós, cuidando de nós, dos que gostamos e do que fazemos, mas quantas vezes guardamos uma certa distância dos outros? Precisamos refletir, Jesus disse que somente seremos perdoados na mesma medida que perdoarmos, precisamos ficar atentos, os dias passam numa velocidade tal que se não formos prudentes, iremos agir como as virgens do evangelho, sem óleo para suas lamparinas.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

As confusões do papa Francisco

No passado a igreja fez corpo mole na questão da prática da comunhão na mão em 1969, agora, recentemente, de 2017 para cá, algo semelhante aconteceu. O papa Francisco aprovou algumas normas pastorais que foram embasadas também na sua equivocada e mascarada amoris laetitia dos infernos. O fato gerou grande repercussão para os autênticos católicos que não fazem vista grossa e assim, como nos disse São Paulo em suas cartas, unem seus sofrimentos aos de Cristo. De todos os cantos e encabeçados por alguns podemos encontrar algumas notícias dessas ambíguas e duvidosas atitudes de Francisco.

A aprovação, por Papa Francisco, das normas pastorais dos bispos de Buenos Aires causou uma confusão entre fiéis e o clero, escrevem três bispos do Cazaquistão. Eles são o arcebispo de Astana, Tomash Peta, o arcebispo de Karaganda, Jan Pawel Lenga, e o bispo auxiliar de Astana, Athanasius Schneider. Sua declaração é datada em 31 de dezembro de 2017. Ele vê as normas pastorais como um meio de difundir a "praga do divórcio", inclusive na vida da Igreja. Legitimar uma segunda ligação "representa uma alternação substancial da disciplina sacramental dos dois mil anos e da doutrina da Igreja". Os bispos citam desde padres da Igreja até papas recentes que concordam unanimemente que uma segunda relação nunca é legítima. Eles concluem: "Não é lícito justificar, aprovar ou legitimar, direta ou indiretamente, o divórcio e uma relação sexual estável não conjugal, através da disciplina sacramental da admissão dos "divorciados em um segundo casamento" com a Sagrada Comunhão; nesse caso, uma disciplina alienígena à toda a Tradição da fé católica e apostólica".

O infame documento dos bispos de Buenos Aires, que permite a Comunhão para os adúlteros, nega, na prática, a verdade divinamente revelada sobre a indissolubilidade do casamento, afirmou o bispo Athanasius Schneider. Ao falar a rorate-caeli.blogspot.com (4 de dezembro), Schneider definiu como uma "triste circunstância" que Francisco tenha aprovado tais instruções: "Dessa maneira, o Papa deu, na minha opinião, uma resposta direta [errônea]" às Dubia. O cardeal Janis Pujats, ex-arcebispo de Riga - Letônia, se juntou aos cinco bispos para assinar a Profession of Immutable Truths about Sacramental Marriage [Profissão das verdades imutáveis do Matrimônio], publicada por três bispos do Cazaquistão e dois arcebispos italianos. O documento acusa Papa Francisco de causar uma "confusão desenfreada" em relação ao casamento e à Sagrada Comunhão. Pujats é um representante das amadas "periferias" de Francisco. A maior parte de sua vida como sacerdote foi passada sob perseguição Comunista. Monsenhor Luigi Negri, ex-arcebispo de Ferrara - Itália, explicou por que assinou a declaração do Cazaquistão, a qual é uma correção de Amoris Laetitia: "Enfrentando graves confusões na Igreja em relação ao tema do matrimônio, acredito que seja necessário repetir a clareza da posição tradicional." Ao falar a La Nuova Bussola Quotidiana (4 de janeiro), Neri citou o falecido cardeal Carlo Caffarra: "Uma Igreja com pouca atenção à doutrina não é mais pastoral, mas sim, uma Igreja mais ignorante". Ele acrescenta: "Essa ignorância dá origem à confusão".
O Papa Francisco fez mais para dividir os católicos do que qualquer papa em 150 anos, segundo o jornalista americano John Zmirak. Ao escrever no site stream.org (1º de janeiro), Zmirak afirma que Francisco nublou o ensino da Igreja sobre casamento e sexualidade e politizou o papado. Ele espera que Francisco possa enxergar seus erros e se arrependa. Caso contrário, "ele deve renunciar e abrir um instituto político com sede em Buenos Aires". Zmirak é um editor sênior de The Stream e autor do novo Politically Incorrect Guide to Catholicism [Guia Politicamente Incorreto do Catolicismo].

Papa Francisco está preparando um contra-ataque àqueles cinco bispos que assinaram uma correção pública de Amoris Laetitia, relata o blog Anonimi della Croce. A correção foi, até o momento, ignorada pela imprensa oficial do Vaticano. Referindo-se a uma fonte anônima, Francisco teve um encontro na terça-feira à noite com os seus oficias de imprensa e conselheiros sobre como responder. De acordo com a fonte, Francisco estava bravo e gritando: "Eles irão se arrepender! Eles irão se arrepender amargamente!". Segundo Anonimi della Croce, a estratégia de Francisco não será responder pessoalmente, mas dar carta branca aos funcionários de imprensa oficiais e não-oficiais, de modo a dar início a uma campanha midiática contra os 5 corajosos bispos. Um ex-jornalista católico anônimo, escreve no blog de Marco Tosatti (6 de janeiro) que o falecido cardeal Carlo Caffarra, um dos quatro cardeais das Dubia (documento que solicita audiência com o papa para esclarecimentos e debates sobre pontos da amoris laetitia), "sofreu terrivelmente", porque o Papa Francisco não o considerou digno de uma resposta. O ex-jornalista acrescenta: "O animado Bergoglio, que faz chamadas telefônicas para a direita e esquerda, que dá entrevistas como um ator de cinema, que aparece nos aniversários de prelados próximos a ele, que não hesita em pegar lápis e papel para punir o cardeal Robert Sarah, nunca encontrou meia-hora para falar com um homem que teve a mais alta consideração de João Paulo II e Bento XVI". Quando Francisco visitou Carpi, em abril de 2017, abraçou Caffarra em frente aos fotógrafos. O ex-jornalista escreve: "Com dor, Caffarra me contou que o Papa fugiu dele o dia inteiro: ele se limitou, astuciosamente, à foto". O ex-jornalista comenta: "Quão difícil é amar o seu vizinho quando ele está perto, e quão fácil é amar os migrantes, os estrangeiros de longe, quando conversam de uma varanda ou pontificam em um avião!" Esse é Francisco povo de Deus, lamentável.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Por medo ou não

Para aqueles que acreditam no plano de salvação de Deus, em toda a sua catolicidade, fica muito claro que nossa aproximação para com aquele deve carregar o rótulo da humildade. Jesus mesmo nos disse que quem se humilhar, será exaltado. Todavia, na questão da salvação de nossa alma, uma vez que entendemos um pouco a respeito de tudo que esse caminho rumo aos céus pede, exige, oferece e apresenta a cada um, somos tomados pela grandeza da coisa e ela pode nos levar a agirmos por medo ou agirmos por amor.

A bíblia já nos confirma em provérbios 24,16 que o justo peca até sete vezes por dia. São Pedro nos recorda em suas cartas que o justo se salva com dificuldade, quem dirá nós. Colocadas as coisas como são, as pessoas se dividem em sua espiritualidade e religiosidade entre fazer as coisas por medo de ir ao inferno ou fazer as coisas porque se quer ir ao céu. Notem que nesta reflexão estão excluídas as pessoas que fazem o que querem como se Deus não existisse, zombando dos novíssimos do homem.

Vamos perceber que o medo não é uma coisa ruim, depende de como ele é tratado. Existem ocasiões em que ele é bem-vindo. Outras não. Se temos medo de cobra e estamos andando por um carreiro na mata, ao avistarmos uma cobra, nosso medo nos mantém afastado dela e de antemão nos mantém atentos pela trilha. O medo de ser atropelado nos faz redobrarmos o cuidado quando atravessamos a rua. Como vemos ter medo de forma salutar não é nada doentio e não coloca uma pessoa na condição de medroso, já que o medroso exacerbado está mais para um covarde. Então, se tenho medo de ser condenado ao fogo eterno procuro viver o que Deus me pede. Porém, se anseio o céu e não vejo a hora de um dia estar lá, procuro viver o que Deus me pede. Percebem a diferença?

Se faço por medo e obrigação, tudo se torna um fardo. Se faço por amor e anseio, tudo se torna um prazer. É nessa medida que viviam e vivem os santos. Somente compreendendo isso é que podemos entender a fé heroica de muitos homens, mulheres e jovens, que por amor a Deus viviam como viviam e vivem. As pessoas que tem medo estão sempre preocupadas em não fazer o que é errado. As pessoas que tem amor estão sempre preocupadas em fazer o que é certo. Os erros e os pecados são mais facilmente superados por causa do amor do que por causa do medo. O medo transforma todas as nossas atitudes num fardo. Que cada vez vai ficando mais pesado ao ponto inclusive de Jesus nos falar que devemos procura-los para ele nos aliviar.

Todavia, já que existem os que agem por medo e os que agem por amor, também existem aquelas pessoas que vivem no meio termo. E são muitas, hora agem por medo, outras horas por amor, a balança fica em constante desequilíbrio e esse desequilíbrio consiste na luta diária do homem sobre a terra em busca da sua salvação e santificação. Vale lembrar, para encerrar a reflexão, que Jesus disse que tudo se resume aos dois mandamentos da lei do amor.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Os sábios astrônomos

A tradução se refere a eles como reis magos, mas, no entanto, é bom que saiba que não eram nem reis e nem magos, conforme a forma como entendemos nos dias de hoje essas duas expressões. Vindos até Belém, de três lugares distantes, três nações a que se tinha conhecimento de suas existências na época, à nós, na atualidade, a celebração que a Igreja Católica fez neste final de semana, Jesus Cristo, luz das nações, que se manifestou a todos os povos, é motivo de algumas reflexões. Conta-se na tradição e nas sagradas escrituras que os reis magos, primeiro, foram atrás de Jesus para ao encontra-lo, viver essa experiência; segundo, deram como presente a Jesus o que tinham de melhor; terceiro, depois do encontro com o menino, voltaram por um caminho diferente.

E nós; fazemos o mesmo? Nós vamos atrás de Jesus, o procuramos para que ele faça parte de tudo em nossas vidas? Ou simplesmente tomamos conhecimento de sua existência mas não queremos nos envolver além do ponto que de nós seja exigido algum compromisso e desapego pessoal. E nós, em resposta ao seu amor que nos amou primeiro, nós damos o que temos de melhor para Jesus? Ou apenas, diariamente damos desgosto em cima de desgosto e pecados em cima de pecados, além da indiferença. E nós, já nos encontramos com ele e depois disso nossa vida mudou ou ainda ficamos insistindo em nossos pecadinhos de estimação e numa vida que não produz os frutos da forma como Deus quer?

Se esses sábios estudiosos enxergaram a importância do salvador para suas vidas ao ponto de agirem como agiram, que nos sirva de exemplo, exemplo esse que existe por muitos cantos da humanidade e por esse mundo afora. Muitas vezes num reencontro com alguma amizade antiga fazemos festa, nos alegramos, colocamos o papo em dia, saímos juntos para uma confraternização e tudo isso nada existe de ruim. Ruim, sim, é não chegarmos nem perto disso com no encontro, ou reencontro com Jesus acontece.

Jesus não é alguém para estar presente intelectualmente em nós, sua pessoa precisa, como ele mesmo disse nos evangelhos, viver e fazer morada em nossos corações. Senão ele não vai passar de um personagem, invisível em nossa época que se conhece a imagem apenas por figuras. A tradição nos conta que os reis magos tinham vinte, quarenta e setenta anos de idade, o que nos leva a refletir espiritualmente de que não existe tempo ou idade para irmos ao seu encontro, em cada passo de nossas vidas precisamos faze-lo.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O convite de Maria

Para aqueles que não são católicos e para tantos católicos escrupulosos, Maria é colocada numa situação de pedra de tropeço. Onde já se viu dar tanto crédito para Maria Santíssima, recitar o Santo Rosário, se ajoelhar em frente as suas imagens. Ela foi uma mulher qualquer, escolhida por Deus para ser mãe de Jesus aqui na terra e somente isso. Importância nenhuma tinha além disso que nem é mencionada com tanta magnitude e propriedade como Jesus Cristo nos evangelhos e nas cartas apostólicas. Se Jesus nos disse que ninguém vai ao pai senão por ele, e que ele é o caminho, verdade e vida, único mediador entre Deus e os homens, o que é que as pessoas estão fazendo perdendo tempo rezando para a Virgem Maria? Para muitos é até idolatria pura que vai contra os escritos do antigo testamento. E existem muitos padres por aí, que passam longe do nome da toda cheia de graça utilizando-se de muita cautela ao se falar o nome dela. Mas, as coisas não são bem assim, falta para muitos mais aceitação e informação, vamos refletir um pouquinho sobre isso.

Deus, por meio de seu mensageiro São Gabriel, convidou Maria para ser mãe de Jesus. Percebemos que é um convite porque depois que ela quis saber como as coisas aconteceriam, já que ela não teve relações com José, e o anjo explicou, esclarecida a dúvida ela aceitou: eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra – Lucas 1,38. Na aparição que Maria fez a São Domingos de Gusmão, ocasião onde o Santo Rosário foi entregue, ela mesma disse: “Querido Domingos, você sabe de que arma a SANTÍSSIMA TRINDADE quer usar para mudar o mundo?” São Domingos respondeu: “Oh, minha Senhora, vós sabeis bem melhor do que eu pois, depois de vosso Filho JESUS CRISTO, vós tendes sido sempre o principal instrumento de nossa salvação.” Nossa Senhora respondeu-lhe: “Quero que saibas que, a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para DEUS, com a oração do meu Saltério.”

Quanto as imagens é mais que evidente que elas são um auxílio. Tanto faz ajoelhar aos pés da cama, rezar deitado olhando para o teto no quarto, numa quina da casa, num banco de igreja, católica ou não. A oração é dirigida aos céus, chega a ser uma infantilidade os não católicos acharem, ignorantemente, que estamos nós católicos pedindo alguma coisa para uma estátua de gesso, de pedra ou de madeira. Só me falta essa viu e pior é que eles acham isso mesmo. Infelizmente os convertidos para as religiões que se originaram depois da revolta de Lutero, no século XVI, chegam a se desfazerem de quadros de santos, de Jesus, de Maria, de imagens. Em muitas denominações não católicas eles até fazem cultos específicos para os recém-chegados em suas religiões destruírem os pertences de origem católica.

Chega a ser uma burrice e uma estupidez e nem preciso me desculpar com aqueles que querem ser membros do corpo de Cristo mas pisoteiam Maria Santíssima que, muitos esquecem, também é um membro do corpo de Cristo. Pintam um Deus que quis usar Maria e depois descarta-la. Que Deus é esse que eles seguem e ainda dizem que Deus é um só? Eis aí a tua mãe, disse Jesus no alto da cruz. Não mãe do apóstolo João que estava no calvário, mas da humanidade que representada estava por ele. Eis aí o teu filho, não João apenas, mas Jesus se referia a todos. Maria, escondida na humildade e despercebida no evangelho, que era o evangelho de seu filho, nos ensina após o seu aceite a Deus que a misericórdia dele é para os que o temem (Lucas 1,50). Na festa dos noivos ela nos convida a fazermos tudo que seu filho nos disser (João 2,5). Suas aparições, constantes puxões de orelha que por amor uma mãe dá em seu filho, nada mais são do que uma constante repetição do seu convite, que é o convite a fazermos o que agrada a Deus e seguirmos os exemplos e palavras de seu filho Jesus.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

O convite de Jesus

Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade não obriga ninguém a nada. Isso por causa da liberdade que Deus dotou o ser humano. No entanto, nem por isso as obrigações deixam de existir. Em vários segmentos de nossas vidas fomos, somos ou seremos obrigados a algo, ou a alguma coisa. Sempre temos que decidir, temos que fazer uma escolha. Falando espiritualmente, se sabemos que algo faz bem para nós, enquanto corpo e alma, nós “dobramos” a preguiça do corpo e da mente e num ato de firme propósito nos “obrigamos” a fazer alguma coisa porque sabemos que é para nosso bem.

Se a preguiça nos convida a não irmos na missa e sim no shopping ou mesmo ficarmos na cama, nossa força de vontade, que brotou no coração (porque sabemos que nos faz bem) e se instalou na mente, vem em nosso auxílio e nos impele, como um todo a irmos na missa. E não deve haver receio algum nessa prática, a de se ir na missa por pura obrigação. Vale lembrar que a oração feita no sofrimento vale mais do que a oração feita na consolação. Ademais, se o assunto fosse “motivos para se ir na santa missa”, de sobra existem muitos, porque quantas pessoas, vivas ou mortas (no purgatório) precisam que participemos da missa.

Agora, se decidimos livremente porque entendemos bem como são as coisas, então nosso esforço alcança patamares que nos permitem sim, dizer a respeito de nós mesmos, que fazemos o que fazemos porque nos obrigamos a isso. E isso não é de se espantar. Essa obrigação que nos impomos, assim o fazemos porque aceitamos o convite de Jesus. Aceitamos a sua proposta contida no evangelho. E isto é muito bem-vindo aos céus, tanto é que na carta aos Hebreus 12,4 está escrito que é preciso na luta contra o pecado resistirmos até o sangue. Jesus, para que não haja dúvida alguma, nos ensina em Mateus 11,12 que o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam. E por que Jesus diria algo assim? Simples, ele mesmo respondeu quando disse que é muito difícil entrar no reino dos céus uma pessoa que é apegada a alguma coisa que passa e, nos evangelhos sinóticos, ele exemplifica falando do apego a riqueza e bens materiais.

Como vemos e como temos muito bem vivido em nossas vidas, aceitar o convite de Jesus significa aceitar o combo completo, não podendo excluir do pacote, aquilo que não nos agrada. Assim como o convite é feito por inteiro, nosso salvador espera de cada um de nós uma aceitação total. Por isso as coisas são católicas porque ser católico requer adesão total, não percentual. Você recebe um convite para uma festa e nele está escrito que o traje é esporte fino. Você comparece ao evento vestindo roupas de outra característica? Vai com traje de gala ou com a roupa que se vai na academia? Pois é, se a natureza humana, compreende as coisas por aqui então o que dizer a respeito do projeto de salvação de Deus? É um convite e precisamos lê-lo e compreende-lo por inteiro.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O que você busca eu não posso te dar

Na trilogia do filme O Senhor dos Anéis, acontece um enamorar por parte de uma personagem chamada Eowyn, vivida pela atriz Miranda Otto, em relação ao personagem Aragorn, interpretado pelo ator Viggo Mortensen. Na trama cinematográfica o telespectador aprende que Aragorn tem seu coração “voltado” para uma terceira personagem, a elfa Arwen vivida pela atriz Liv Tyler. Colocada a situação dessa maneira, durante o desenrolar da trilogia Eowyn se encanta por Aragorn e quer levar adiante esse sentimento demonstrando de forma respeitosa, delicada e sem vulgaridades ou apelos para o seu amado que esse é o seu desejo.

Pois muito bem, Aragorn devolve na mesma moeda e para encerrar a questão e não deixar margem para falsas esperanças ele diz para a moça que “o que você busca eu não posso te dar”. Caros leitores, para os que por ventura ainda não saibam, os autores de Narnia e Senhor dos Anéis, autores católicos, deixaram claro em vida que tinham o anseio em transmitir na literatura que desenvolveram os traços da sua religiosidade. Os livros que escreveram deixam isso muito claro e as adaptações cinematográficas não ficaram atrás.

Trata-se aqui de valores e princípios que devem ser manter imaculados. Todavia, se existe algo que o diabo procura sem cessar, fazer, é justamente macular a origem e a finalidade disso tudo. Quando algo de desregrado acontece com alguém, existe uma tendência de que essa transgressão queira ser levada adiante. A pessoa drogada, convida a outra, que convida a outra e assim por diante. O festeiro também, convida o amigo, que convida a amiga e assim sucessivamente. Festinhas regadas a muito álcool, drogas e sexo também são assim. O problema de tão claro que é e visível aos olhos de todos é criativamente disfarçado pelo inimigo que muito sutilmente responde da seguinte maneira:

O que você busca eu não posso te dar, mas, eu tenho outra coisa para te oferecer. E então ele oferece com as tentações, a chance para pecarmos e experimentarmos uma felicidade e um prazer “alternativo”, cuja garantia única é apenas ele, nosso inimigo. Por outro lado, Jesus nos diz exatamente a mesma coisa quando pedimos a ele o que queremos ao invés de pedirmos a ele o que precisamos. Jesus então não nos dá o que queremos, mas nos oferece algo melhor. Nosso problema é que não enxergamos isso porque não olhamos com um olhar espiritual.

E para encerrar precisamos também nós, em nosso processo de conversão que deve ser constante e diário reconhecermos que se não podemos dar a Jesus o que ele busca em nós, estamos longe de ser seus imitadores e por conta disso não podemos oferecer nada de bom a ninguém. Um passarinho se for amarrado por um simples barbante em sua perna não poderá voar. Não precisa ser uma forte corrente, basta um pequeno barbante. Assim somos nós, o mínimo apego aos pecados, transformando-os em pecados de estimação, nos impedem de voar para junto de Deus. Jesus muito bem resume isso quando diz que (Lucas 9,62) quem coloca a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Não chore por aqueles cuja hora já chegou

Uns são mais sensíveis e emotivos, outros nem tanto, demonstram seus sentimentos de outras maneiras. Existem aqueles que não externam seus sentimentos que brotam no coração através de lágrimas ou expressões faciais que denotam aos espectadores que algo aconteceu ou acontece na vida daquela pessoa. Muito bem, de forma geral, sabemos que, guardadas as devidas proporções e particularidades de cada um, o ser humano foi feito para “ser humano”, para sentir. Diferentes dos personagens de ficção científica, como por exemplo, os vulcanos e androides, vivemos dentro daquilo que sentimos e sentimos aquilo que vivemos. Enquanto vulcanos e androides analisam probabilidades e conceitos lógicos e ilógicos, nós humanos vivemos mergulhados num turbilhão de emoções e sensações que nos cercam durante toda a vida, quer queiramos, quer não.

Vejamos o caso do choro. Pode acontecer das mais variadas formas. E eles acontecem como se fizessem parte de uma escala. Existem os choros menores, mais curtos, mais silenciosos, mais altos, duradouros, de desespero, de felicidade e tantas outras formas de choro. Vamos admitir, chorar parece um termômetro para aqueles que vivem ou presenciam a experiência. Até Jesus chorou pela morte do amigo (João 11), também chorou de lamentação (Lucas 11), Pedro depois que negou Jesus, chorou amargamente (Mateus 26), só para constar alguns exemplos bíblicos de que o choro faz parte da natureza humana, não é condenável, até certo ponto. Ademais, Jesus bem ilustra esse sentimento do choro, relacionando-o com o sentimento de se ter feito alguma coisa errada da qual não se pode mais voltar atrás. Por seis vezes encontramos no evangelho de São Mateus que no inferno “haverá CHORO e ranger de dentes: 8,12 – 13,42 – 13,50 – 22,13 – 24,51 e 25,30. No entanto, esclarecida a questão a respeito da sua natureza é preciso um olhar atento a seu respeito para que o sentimentalismo involuntário, voluntário ou barato, não tome conta dessa manifestação atrapalhando o verdadeiro sentido das coisas. Vejam só, na vida de Santa Gemma Galgani, que viveu entre 1878 e 1903, falecendo em 11 de abril, no sábado santo daquele ano, consta-se em sua biografia, que ainda muito nova conviveu com a perda de pais e irmãos, vindo a morar com parentes. Certa ocasião, a perda em tão pouco espaço de tempo entre seus parentes veio a lhe causar grande comoção, motivo de um choro de abundantes lágrimas. Predestinada e eleita a sofrer pelos pecadores, a menina era agraciada por Deus com aparições privadas e celestes que lhe conduziam pela via sacra pessoal que destinava em vida a cumprir. E foi numa dessas aparições que Jesus lhe disse, em tom severo e que chamava a sua atenção de que “ela não devia chorar pela morte de sua mãe em virtude de seu afastamento temporário”.

A lição aplicada por Jesus a Santa Gemma vale para todos nós. Jesus ensina nesse episódio que se o choro for motivado por raízes egoístas, ele é errado e pode ser ocasião para em nós brotar frutos ruins. Pura verdade é, basta olharmos no mundo quantos casos de perdas trágicas ou separações familiares que levam alguém à depressão e vícios. Não se trata de “engolir” o choro, mas de combater pensamentos e sentimentos que não nos fazem bem. Chorar de felicidade é muito bom, dá uma leveza na alma e no coração, agora chorar a perda de uma mãe ou de um filho é uma situação bem diferente. Se a mãe ou o filho viveram no temor de Deus, sem dúvida alguma estão num lugar melhor do que os que ficaram por aqui. Estão num lugar que nossa fé nos motiva a vivermos nesse mesmo temor para um dia estarmos lá também. O apego atrapalha a vida das pessoas, apegos materiais ou não. Deus nos ensina que o desapego é sempre necessário e assim ele o faz quando leva para junto de si, aqueles de nossas famílias cuja hora já chegou.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

sábado, 30 de dezembro de 2017

2018...


“Adeus ano velho, feliz ano novo, que os sonhos se realizem no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.” Caros leitores, outro ano civil já está às portas e esta pequena frase que inicia o artigo a qual faz parte de uma música muito lembrada nas comemorações da virada do ano é muito cantada por estes dias. Em meio a muitas festanças e bebedeiras, abraços e beijos é preciso mais uma vez lembrar, que o puxão de orelha sempre é necessário. Afinal, este tipo de lembrete a Mãe de Deus tem feito ao longo de toda a história da humanidade em suas aparições, sempre para nos fazer recordar que o Evangelho de seu filho Jesus não tem sido seguido desviando assim, com seu comportamento, o ser humano do caminho, da verdade e da vida (João 14,6).

Dar adeus ao ano que passou, deixar para trás os erros, mas com eles aprender. Receber o ano que se apresenta com um olhar e propósitos positivos, verdadeiros e divinos. Desejar que os sonhos se realizem não significa cruzar os braços e esperar sentado. Sobretudo é preciso transformar os sonhos em metas e sobre elas estabelecer objetivos, mas sobretudo ainda, buscando primeiro o reino de Deus e a sua justiça, pois, como nos ensina Jesus, tudo mais nos será acrescentado (Lucas 12,31). Quanto ao dinheiro, lembremos que ele precisa nos servir e não nos escravizar pois, assim com essa perspectiva e olhar, muito dinheiro no bolso significará muita oportunidade de servir ao próximo e não a satisfação egoísta de prazeres mundanos. Muita saúde é um desejo podemos dizer da maioria das pessoas, pois bem sabemos que na falta da saúde tantas outras coisas não podem ser realizadas. Porém, com saúde o que faremos? Vamos refletir:

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver dúvida que eu leve a fé.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado;
Mais compreender que ser compreendido;
Mais amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe;
E perdoando que se é perdoado;
É morrendo que se vive para a vida eterna!”

Belíssimas palavras são estas que compõe a oração de São Francisco de Assis. Este santo que em sua extrema radicalidade em seguir o evangelho, seguia fielmente os passos do nosso salvador, provando até mesmo para o papa de sua época que é possível sim, viver como nos pede Jesus. Este santo que inspirou e encorajou a muitos, fundou sua ordem e deu belíssimos testemunhos de amor a Cristo. Façamos como os santos e santas de Deus, verdadeiros heróis da fé, que já trilharam pelo caminho que Jesus deixou. Não é necessário percorrermos um caminho nosso e isso nem é possível, já nos alertou Jesus em seus ensinamentos. “Ninguém vai ao Pai se não por mim (João 14,6), lembram-se? Sejamos pois verdadeiros imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1) e desejemos para nós e para o próximo aquilo que Jesus disse que o Pai Eterno deseja para todos que os confiou: “que nenhum se perca e que todos tenham a vida eterna”.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Feliz ano novo! Será?


O ano civil está por terminar, enquanto escrevo este artigo, dia 30/12/2017, me recordo que algumas pessoas já estão de folga de seus trabalhos. Outras não estão de folga porque estão desempregadas. Outras estão hospitalizadas, muito enfermas. Para tantas pessoas assim colocadas a margem da sociedade, a felicidade que o mundo prega lhes foi tolhida seja lá por qual motivo for, embora o mundo descarte que Deus tenha algo a ver. O mundo não coloca Deus em seus planos, não o Deus criador e sim tantos outros deuses que são idolatrados diariamente sob várias peles e assim fica tão conveniente acomodar-se sob o olhar egoísta de que se tudo vai bem vamos lá, o ano novo está chegando. Vamos nos preparar para comemorar a sua chegada.

Pois bem, para os cristãos católicos o ano novo começa um mês antes do natal, com o chamado advento. Época de se preparar para a celebração do nascimento de nosso salvador e iniciar, continuar e recomeçar uma caminhada de conversão. Já parou para pensar caro leitor porque será que as pessoas desejam feliz ano novo? Sempre os votos de feliz ano novo vem recheado de muita paz, saúde, felicidade, dinheiro e por aí vai. Os votos e os desejos podemos afirmar que são bons, pois não estamos a desejar algo de ruim para o próximo. No fim das contas estamos a desejar ao outro o que gostaríamos de receber.

Porém, precisamos estar atentos aos detalhes. Precisamos sim, nos convertermos constantemente e pedirmos a Deus que em nós nasça o homem novo. Que abracemos as coisas que não passam ao invés das coisas que passam. Que o homem velho fique para trás e que nenhuma recaída nos afunde mais uma vez no lamaçal dos pecados.

Segundo as aparições de Jesus e Maria ao longo da história da humanidade, uma das épocas em que Jesus é mais ofendido pelos pecadores e consequentemente uma das épocas em que mais pessoas se condenam ao inferno, é a comemoração da passagem de ano novo. Muitas festas, algazarras, bebedeiras, sexo e drogas, noitada a dentro seguida de muita ressaca, mal estar e outros efeitos colaterais.

Sempre muitos projetos de vida são refeitos, planejados, criados e propostos. Muitas metas e objetivos são promulgados em caráter pessoal. E vamos soltar foguete, viva! Vamos comemorar a passagem de ano! “Ai deles”, lembro aqui essa fala de Jesus. Muitos esquecem ou fingem esquecer de que cada dia que de Deus nos dá é um dia a menos de vida e um dia mais próximo de nossa morte. É por isso que nas sagradas escrituras no livro do Eclesiástico 7,40, está escrito, muito sabiamente e divinamente: “Pensai constantemente em seus novíssimos e não pecareis”.

Vamos lá, lembremos, novíssimos são os últimos acontecimentos que nos esperam na vida. A morte, juízo particular, inferno, purgatório ou céu. A morte marca o fim de nossa oportunidade aqui nesta etapa de nossa vida eterna de fazermos as boas obras, como nos recorda São Tiago em sua carta, e enfim após vivermos uma vida junto a Jesus Misericordioso iremos encontrá-lo como Jesus justo juiz. É uma prestação de contas, não uma oportunidade para nos explicarmos ou nos desculparmos ou tentarmos convencer Jesus de que o que fizemos não era nada de mau ou ruim. Triste engano para muitos, engano este já vivido aqui na terra.

Pensando sempre assim, como nos ensina Jesus, teremos sempre muitos motivos para comemorar a chegada do ano novo. Pois mais uma vez, Deus nos concedeu a graça de estarmos com as pessoas que amamos, de poder trabalharmos pelo reino de Deus, de podermos estar na condição em que estamos, seja ela qual for mas junto com Deus. O ano novo é sim, uma oportunidade de deixarmos o homem velho para trás, de olharmos para frente, para Jesus, para a eternidade. Feliz ano novo é agradecer por mais esta oportunidade, seja ela de mais um dia, mais algumas horas, mais alguns meses ou mais algum ano ou anos.

Não importa, o que importa não é quanto tempo temos e sim o que fazemos com o tempo que Deus nos concede.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

domingo, 24 de dezembro de 2017

O natal é de Jesus


Olá caros leitores, mais um natal bate às nossas portas, e mais uma vez o mundo paganizado se coloca no meio dele com suas comemorações e festividades. Numa mistura de crenças, comodidades e facilidades o paganismo também contribui com sua dose de vamos lá, afinal é natal, é tempo de papai Noel, de distribuir presentes, se reunir com a família e os amigos e fazer aquela festança. Muitos ainda mantém a tradição do amigo secreto, pois é, que seja... Mais um feriado, motivo para viagens e passeios e se for feriadão emendado então, vamos nos preparar, vários dias de comemoração e festa.

É claro que existem aqueles que aproveitam a ocasião para descansar, fazer aquela reforma na casa, usam o dinheiro do seu décimo terceiro salário para tantas finalidades e é claro, também para comprar presentes.

Shoppings lotados, ruas de compras abarrotadas de pessoas, trânsito super congestionado nos arredores de grandes polos geradores de pessoas. Tudo como sempre é deixado para a última hora. Nem os hipermercados ficam de fora porque tem também a parte da comilança. As pessoas se reúnem no dia 24 de dezembro, a chamada véspera de natal, se fartam em seu banquete familiar e deu meia noite, começam os votos de feliz natal para em seguida abrirem-se os presentes. E famílias numerosas significam muitos presentes, haja dinheiro. Meio irônico porque tantas pessoas reclamam o ano todo da condição financeira mas no fim do ano apertam mais um pouco o cinto no verdadeiro estilo de coração de mãe: sempre cabe mais um.

Ahhh, e tem o papai Noel, que talvez algumas pessoas não saibam se tratar de São Nicolau, que procurava presentear os carentes e de bom comportamento, mas esse comentário vou limitar a este pequeno parêntese, sobre a vida de São Nicolau muito já existe escrito sobre ele e por aqui ficarei apenas nesta menção. Mas outra coisa quero dizer. A representação de papai Noel sempre se deu na cor verde, sua cor original, foi o marketing da empresa coca-cola que mudou a cor para vermelho e daí por diante engrenou, vamos dizer assim, essa nova representação. Não que ainda não se encontre a representação original, mas esta nota quis colocar para mostrar ao atento leitor que é dos homens que partiu a história de papai Noel e sua ligação ao natal.

Pois bem, são tantos os convidados e adereços, mas e Jesus? O aniversariante do dia? O responsável por tudo, a segunda pessoa da santíssima trindade? Dia 25 de dezembro não é feriado para se fazer festa, é feriado religioso, dia de agradecer a Deus pela redenção do seu filho Jesus, dia de oração e para os cristãos católicos dia de ir na santa missa. É preceito e faz parte do terceiro mandamento da lei de Deus. É dia solene mas infelizmente a humanidade paganizada insiste em promover essa rivalidade, essa queda de braço, esse cabo de guerra entre Jesus e papai Noel.

Vejam só, não se trata de culpar o bom velhinho pois não existe nada de mau na causa, o problema está em colocar Jesus no segundo plano quando não é colocado em último plano. Atenção. Natal, comemoração da natividade de Jesus em Belém, o messias prometido em todo o antigo testamento que iria nascer para a salvação da humanidade. Jesus Cristo filho único de Deus, concebido pelo Espírito Santo, que ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus, donde está sentado a direita do Pai, donde a de vir a julgar os vivos e os mortos.

Ele, o nosso salvador já nos ensinou que não podemos fazer nada sem Ele. E mais, Jesus nos ensinou muitíssimas coisas em seus evangelhos. Desejar ao próximo um feliz natal realmente é desejar que nasça o homem novo e que a pessoa se configure ao modelo de Jesus. Desejar feliz natal não é sinônimo de desejar boas festas. Quantas pessoas não compreendem o sentido do natal e vivem suas vidas pecaminosas e desviadas da verdade que é Deus e ainda proclamam com voz forte, aperto de mão caloroso e abraço apertado um belo feliz natal.

Que todos tenhamos sempre esse cuidado de vivermos a essência do verdadeiro natal, para que esta data traga mudança em nossos corações e mentes. Que o natal produza em nós os frutos que brotaram na gruta de Belém, onde Maria e José, contemplaram a simplicidade e ternura de um Deus que por amor, quer ser reconhecido assim, quer ser amado e não temido. Um Deus que com seu natal nos quer perto Dele nesta caminhada para um dia vivermos a glória eterna do paraíso.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Casou... ferrou

É o que o mundo quer pregar e tanto se esforça querendo ensinar que se o casamento não der certo, separa e parte para a outra. O que importa é a felicidade própria, marido ou esposa, podem ser trocados, existem vários pelo mundo afora, a fila sempre pode andar. Pois bem, casamento que vira sacramento, não impede o sofrimento, mas com Deus vive sempre em constante alento. Elevados à condição de sacramento, além de tantos ensinamentos bíblicos também encontramos na doutrina e comunhão dos santos, alguns comentários sobre essa realidade que é unida nos céus e não pode ser desfeita pelos homens, vejamos:

São João Paulo II nos disse que “o amor ao cônjuge não pode ser um disfarçado amor a si próprio. Muitos casamentos fracassam porque os esposos não estão unidos por um amor autêntico, mas por um egoísmo a dois. O verdadeiro amor mede-se pela capacidade de sacrifício e de entrega mútua.”

Já São Josemaria Escrivá falava que “Nosso Senhor santifica e abençoa o amor mútuo dos esposos. Ele almeja não apenas uma união das almas, mas também dos corpos. Nenhum cristão, seja chamado ou não ao matrimônio, tem o direito de subestimar o valor do matrimônio.”

O papa Paulo VI dizia aos casados: “Vocês devem ser os lares daquele amor humano primeiro, que o Senhor elevou, através do sacramento do matrimônio, ao grau de caridade, de graça sobrenatural. Pais, mães e filhos, tornem a casa de vocês uma pequena sociedade ideal, onde o amor reine soberano e que seja escola doméstica de todas as virtudes humanas e cristãs.”

Numa belíssima declaração de Santa Gianna Beretta Molla ela dizia: “O Senhor me concedeu a graça extraordinária de compartilhar contigo parte de tua vida. Quero mesmo fazê-lo feliz e ser aquela que você deseja: bondosa, compreensiva e disposta aos sacrifícios que a vida há de nos oferecer.”

Santa Tereza de Calcutá, sobre o santo matrimônio explicava: “No dia do seu casamento, vocês irão receber muitos presentes, até mesmo alguns bem caros. Mas o presente mais precioso que vocês irão receber nesse dia será um ao outro. Mantenham a alegria de amar um ao outro e a compartilhem.”

Outro papa que fez ótima catequese sobre o santo casamento foi São João XXIII: “Esponsais iluminados pela luz do alto, matrimônio sagrado e inviolável dentro do respeito às suas quatro notáveis características: fidelidade, castidade, amor mútuo e santo temor do Senhor, espírito de prudência e de sacrifício na educação cuidadosa dos filhos; e sempre em toda circunstância, uma disposição de ajudar, perdoar, compartilhar e dar ao outro a confiança que queremos receber. É assim que se edifica a casa que jamais se derruba.”

Santa Hildegarda dizia que: “Deus, criando a raça humana, tomou a carne da carne e as juntou em uma união, e assim estabeleceu que essa conexão não pode ser afobadamente quebrada. Porque na união entre homem e mulher a carne é unida à carne e o sangue ao sangue por uma cerimônia legal, de modo que não podem ser separados um do outro num rompante de insensatez.”

Frases sem dúvida que corroboram e comprovam na terra as verdades celestes. Bem sabemos que a vida do homem é uma luta nesta terra. Por isso quis o bondoso Deus nos conceder graças para viver o sacramento. Quem abre mão das graças e repudia ou despreza o sacramento do matrimônio, não atinge a estatura pedida por Deus e não anda, pensando em contrário à sua vontade, em comunhão com ele. Por causa disso, a baderna e banalização que vemos por aí está instalada.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Dia após dia

Mateus 6,25-34 – “Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”

Pessoal, se tem uma coisa que devemos aprender nesse discurso de Jesus é que devemos ter fé. Mas não uma fé qualquer e temos que ter em mente que uma fé que não se equipara àquela fé que Jesus disse, que com um tamanho de um grão de mostarda, poderia mover montanhas, será uma fé muito, mas muito pequena, e suscetível a morrer. Novos céus e nova terra ainda virão, muito bem dito na oração da Salve Rainha é que aqui é um vale de lágrimas. Jesus é direto, nos ensina que a preocupação deve ser dia após dia e precisa estar interligada com a fé no Deus do impossível.

Arrisco dizer que não exista pessoa nesse mundo que afirme que ter fé seja algo fácil. Mais difícil ainda é mantê-la. E mais difícil ainda é cultiva-la. Porém, grande dificuldade é, aumenta-la, tanto é que os próprios discípulos de Jesus pediram a ele para que aumentasse a fé deles. Já naquela época perceberam o quão importante é a fé.Com fé se vive a vida, por mais difícil que seja porque ela nos permite sentir a paz verdadeira que só Jesus tem para nos dar. Fé é um dom preciosíssimo, que faz termos certeza a respeito daquilo que não se vê.

Ter fé consiste numa atitude de entrega total a Deus. Por causa da fé, fazemos o movimento constante da conversão. E nem pode ser diferente porque, como somos um campo de batalha, um composto de corpo e alma, muitos “continentes” dentro de nós, até atingirem a totalidade do todo, devem ser conquistados e mantidos em segurança. Livres do mal. A tentação do amanhã sempre bate à porta na vida de cada um. Às vezes ela não vem porque o súbito lhe toma de assalto e somos pegos desprevenidos. A isso muitos chamam de tragédias, catástrofes, fatalidades, obras do destino e tantos outros nomes. Chamemos como quiser, uma coisa é certa, elas acontecem, ou sob o mando, ou sob a supervisão, ou sob a permissão divina. A nós, cabe enfrentar, superar, transpor, passar adiante. Quem não quer agir assim, olha para o lado e vê o diabo chamando na beira do caminho propondo uma saída alternativa.

Tudo acontece na medida do dia após dia, o futuro não se alcança pois sempre vivemos no presente, o passado constantemente está se acumulando com aquilo que fizemos ou não. É o nosso saldo residual da vida que levamos. A fé nos faz ter esperança na eternidade e não no futuro, porque a tentação do amanhã nos leva a querer deixar tudo para o futuro, para o amanhã. A fé nos faz querer deixar tudo que passa para buscarmos aquilo que não passa, que está na eternidade, nos aguardando. Jesus quer nos ajudar, quer nos ouvir, quer nos acalmar, quer nos ensinar, quer nos acompanhar, mas também quer nos corrigir, tudo isso por causa do seu verdadeiro amor. Recorramos a ele diariamente.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Sem medo de ser devoto

Muitas pessoas se dizem devotas e não param para pensar no quanto essa alegada devoção auto anunciada, de fato, movimenta a sua espiritualidade. São Luiz Maria Grignion de Monfort, a muitos anos já fazia primorosa catequese a respeito, quando tratava do tema da verdadeira devoção à Virgem Santíssima. Por aqui, vamos dar uma passada por cima, em alguns aspectos básicos e práticos que o devoto precisa ser, ter e viver, se almeja se intitular um devoto.

O devoto não é uma pessoa que tem medo de sê-lo, não pratica sua devoção de modo escondido. Se ele é realmente um devoto, ao andar pelas ruas, em praças públicas, no trabalho, na escola ou qualquer ambiente público, qualquer um corre o risco de perceber que sua devoção não mede esforços, não é mesquinha e nem tampouco tímida. Para o católico, a devoção vivida pode ser manifestada de algumas formas. Comumente vemos um devoto de Maria Santíssima usando no pescoço uma medalha ou uma camiseta com sua estampa. O mesmo também vale para a devoção aos santos de Deus.

O católico precisa estar bem consciente e firme na sua fé para testemunhar publicamente suas devoções. Isso ocorre em virtude de outras denominações religiosas, por não crerem na mesma doutrina, adotam diversos tipos de comportamentos. Alguns ridicularizam, outros, falam mal, outros tratam com indiferença e alguns respeitam. Se o devoto é devoto, está preparado para defender sua fé e nada nem ninguém pode abalar sua crença. Para resumo da questão o devoto não é uma pessoa quem tem medo de demonstrar sua devoção.

No entanto, as coisas precisam ficar bem colocadas. A devoção não serve para que a pessoa se exiba. A devoção não serve para jogar toda nossa responsabilidade cristã nas costas daquele a quem se tem devoção. Até porque a verdadeira natureza da devoção consiste em querer imitar aquele que é motivo de devoção. Também consiste em recorrer solicitando auxílio e ajuda para que consigamos fazer a nossa parte. O devoto é aquele que conta com o devotado e não tem receio de pedir auxílio, reconhecendo estar em menor grau de santidade. Todavia, vamos repetir, cada um faz a sua parte e Deus não transfere a cruz de ninguém.

Trata-se, como bem aprendemos, da comunhão dos membros do corpo de Cristo e com o Cristo cabeça de sua igreja. O devoto primeiramente é devoto no coração, se ama Jesus, naturalmente amando de coração, é devoto de Jesus Misericordioso, das Santas Chagas de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus e assim por diante. Faz as orações às essas devoções que serão sempre dirigidas para o Cristo. A finalidade de toda e qualquer devoção sempre será a pessoa de Jesus Cristo. Não pode ser diferente pois ele nos disse que ninguém vai ao pai senão por ele e que ele é, portanto, o caminho a verdade e a vida. As devoções afunilam para Jesus e não é preciso ter medo ou receio delas porque ninguém amará menos Jesus porque é devoto de Maria ou de algum santo. Não há o que temer, Deus muito se alegra ao ver seus filhos unidos em comunhão com o Cristo em plena parceria de comunhão com os santos. Um devoto verdadeiro reconhece sua pequenez e recorre as graças do céu, concedidas por Deus para o bem de todos e a comunhão com os santos e a devoção sincera e verdadeira só bem trará aos que, de forma desinteressada e por causa de Jesus, a praticam.

Seja um devoto feliz, porque você conta com toda a ajuda concedida por Deus. Leve a sério suas devoções, examine se é devoto da boca para fora ou se é devoto a partir do coração. Por que se acha um devoto? Compare suas práticas devocionais com a dos santos que tinham a mesma devoção que você tem. Não desanime, de nada adiante dizer, por exemplo, que é devoto da Virgem Maria, rezar apenas uma Ave-Maria de vez em quando, ir uma vez por ano no Santuário e mais nada. Isso, não é ser devoto. A própria Virgem Maria em suas aparições já disse que aquele que não reza o Santo Rosário todos os dias não pode se dizer devoto porque ela não considera essa pessoa um devoto.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Os sucessores de Lutero

Não é de hoje o conhecimento popular de que Lutero deixou as fileiras católicas para protestar contra a Igreja Católica e o Papa, porém, um dos grandes problemas que ele levantou, foi incluir Jesus no pacote de “coisas” que ele era contra. Muitos podem achar que não é verdade, mas Jesus disse que fundaria a sua igreja, disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela e disse que estaria conosco até o fim dos tempos. Bom, para que a religião fundada por Lutero sob bases protestantes vingasse era preciso, e assim aconteceu, que o antigo monge agostiniano chamasse Jesus de mentiroso, publicamente. Ele até tentou disfarçar isso dizendo ser enviado de Deus, mas caiu de um tombo só com essa falácia que mesmo assim acabou por seguir em frente. Disse ele que Jesus não fundou a igreja católica, diz que a igreja católica foi corrompida pelo mal e disse que com a igreja católica Jesus não está. Por isso, na época, ele se autodenominou suscitado por Deus para reformar a igreja católica de então.

Até a época de Lutero tinha havido heresias, não há dúvida, porém, heresias parciais, que foram se dissipando diante de um estudo mais apurado da verdade em discussão. A grande heresia, a heresia universal, que procura, sempre e em tudo, dizer o contrário da Igreja, é o protestantismo. A coisa foi adiante e do protestantismo surgiram vários filhos e ramificações religiosas pois, afinal, cada um poderia tirar da sagrada escritura, uma interpretação própria e exclusiva. Tenha paciência viu, já pensaram no absurdo que consiste isso? O Espírito Santo em cada tempo suscita uma verdade diferente para alguém fundar sua verdadeira igreja. Que absurdo, mas é o que existe até os dias de hoje. Falando de suas heranças destacamos, entre as mais de oitocentas documentadas seitas derivadas de Lutero, quatro principais:

1. Os batistas, fundados em 1534 por João de Leyde, um homem que mantinha relações com dezessete mulheres, é a seita mais pretensiosa, rancorosa e fanática. Porém, para renegar a origem de Lutero, fabricaram-se uma genealogia que remontaria até São João Batista. Por julgarem que a igreja católica falsificara a doutrina, separaram-se do restante, e foram assim atravessando os séculos até chegarem na atualidade com o título de “batistas”. São João Batista figura no credo batista, como Pilatos figura no credo católico.

2. Os presbiterianos, nascidos em 1555, por obra de João Knox que foi padre mas depois de certo tempo rendeu-se aos vícios e a instintos revolucionários. Aderiu as ideias protestantes e tendo sido denunciado ao bispo, não voltando atrás, perdeu o sacerdócio. Começou então a pregar a reforma e ao mesmo tempo tornou-se infame, pelas torpezas praticadas com a mãe de sua amásia e com outras mulheres, donde resultou grande escândalo entre seus próprios seguidores. Responsável pela morte de muitos católicos deu aos seus seguidores o nome de puros eleitos.

3. Os quakers, fundados em 1650, por George Fox. Um rapaz de origem anglicana que, decepcionado com os maus exemplos dos padres, fundou junto com seus amigos sua seita que no início se chamava Associação dos Amigos. Seita que redigiu sua própria doutrina e pregava que cada um devia experimentar as inspirações do Espírito Santo.

4. Os metodistas, fundados em 1738, por João Wesley constitui a seita menos desonesta. Seu fundador foi ordenado sacerdote em 1728 na igreja anglicana. Após sua ordenação, ele fundou junto com seus amigos uma ordem para iniciarem uma vida mais religiosa. Tudo ia bem, mas a admissão de outro grupo de fora, promoveu divisões internas. Antes, porém, a disciplina dos membros e regularidades em suas práticas, rendeu-lhes, aos que de fora acompanhavam tudo, o título de metodistas. Depois de tempos várias divisões aconteceram e a liderança espiritual de Jesus se perdeu entre eles porque não era mais ideal seguir uma autoridade divina e sim uma hierarquia puramente humana.

Como podemos ver, nesse pequeno resumo, Jesus entre os trinta e trinta e três anos fundou a sua igreja (Mateus 16,18), enquanto que estes poucos exemplos que demos, fundaram as suas, muitos anos depois. Cada um, derivado da baderna promovida pelo protestantismo que não concordava com a igreja católica, e passando a não concordar mais com suas origens protestantes, fundaram suas próprias crenças. Que bagunça fazem os homens; não há como qualquer raciocínio humano ser justificado na presença do justo juiz porque a verdade a ele pertence e está simplesmente colocada e apresentada a todos. Existe o que é original (bíblico) e existe o que é alternativo (criado pelos homens). Devemos fazer uma escolha.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Distantes de Deus

Por estarmos tão distantes de Deus e do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai Eterno tem nos enviado, para dar um puxão de orelha na humanidade, a toda cheia de graça. E para quem não se atenta aos detalhes, quando ela aceitou, como serva do Senhor que fosse feita a vontade do Pai, em sua atitude de dar glória está embutido uma grande advertência. Vejam bem, eram os tempos bíblicos e ainda em vida Maria Santíssima já atestava para todos uma grande verdade. E ainda existem, como já existia, quem duvide dela.

Lucas 1,50 – “Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.”

Ou seja, a misericórdia está acessível e disponível para um coração contrito e uma alma humilde temente a Deus. Para os que não se colocam em sua real posição de ovelhas comandadas por seu pastor, na recompensa já escolhida para ser recebida por aqui, são vencidos pelo egoísmo e soberba e, temendo apenas a opinião dos homens e não temendo a Deus, aceitam viver apenas sobre o jugo da justiça. Tolos os que escolhem seguir por aqui, se privam das graças por decisão própria.

São Pedro nos alerta em suas cartas que os justos se salvarão com dificuldade. Imaginemos aqueles que caminham sem ser no caminho? Que não sejamos um destes. Queremos para nossas vidas a misericórdia abundante vinda de Deus mas para os outros, principalmente os que não concordam conosco, nos ofendem, divergem e por aí vai, rotulamos estes de inimigos e pedimos para eles a Deus, justiça. Mais uma vez vamos lembrar: tolos, agindo assim seremos os primeiros da fila a recebermos a medida da justiça pois queremos sempre ser perdoados e dificultamos o perdão a quem quer que seja. Como damos ouvidos ao mundo e nos distanciamos de Deus numa escala progressiva. Passamos anos vivendo nossa religião, rezando, comungando, confessando, indo a santa missa e quando medimos nosso estado atual com o estado inicial, vemos nenhuma ou pouquíssima melhora. Como somos lerdos.

Que as coisas não sejam assim em nossas vidas. De nada adiantam nossos métodos, todos são infrutíferos e é Jesus quem nos fala sobre isso quando diz que devemos ser seus imitadores (1ª Coríntios 11,1) porque sem ele nada podemos fazer (João 15,5). Se não nos esforçarmos para vivermos em seu caminho e mais próximos a ele, terminaremos nos acostumando com essa vida que vivemos distante dele e sobre isso, o iminente risco foi lembrado até por São Tomás de Aquino: “quem não vive o que crê, termina crendo o que vive”.

Precisamos nos distanciar de tudo aquilo que não vem de Deus e que é passageiro. Essas coisas, frutos oferecidos pelo inimigo, sempre serão agradáveis aos olhos, doces na boca mas amargos no estômago. Assim são as tentações que encobertam pecados de todas as naturezas e nada mais fazem do que nos distanciar eternamente de Deus, a partir do agora.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

O corpo de Padre Pio

Não é de muito tempo que surgiu na mídia a informação de que o corpo de Padre Pio tinha sofrido intervenções humanas após sua exumação em virtude de não apresentar elevado grau de incorrupção do corpo. O que aconteceu nos meios de comunicação foi a divulgação de que sua cabeça teria sido coberta por uma espécie de máscara de silicone devido a sua deterioração avançada. Houve choque na comunidade católica mas os fatos estão aí. Vamos a eles. Coloco aqui um trecho de uma entrevista que pode ser lida na íntegra no site vocedipadrepio.com.

Como resultado de uma entrevista que os peritos do Vaticano deram ao jornalista, escritor e diretor da Tele Radio Padre Pio e da Padre Pio TV Stefano Campanella, temos o seguinte:

EM QUE CONDIÇÕES O CORPO FOI ENCONTRADO APÓS A EXUMAÇÃO?

Quem responde a essa dúvida é Nazzareno Gabrielli, perito do Vicariato de Roma pela conservação dos santos e bioquímico a serviço da Santa Sé que além do corpo de Padre Pio, também cuidou dos restos mortais de Santa Clara de Assis, São João XXIII, Pio IX e Pio X.

Ele nos conta que ao abrir o caixão de Padre Pio, foi verificado que: a pele do rosto ainda existia; ainda havia orelhas e lábios; havia barba e bigode; não havia mais olhos nem nariz; a cabeça, o tronco e a bacia estavam em boas condições; os membros inferiores estavam muito deteriorados. O que mais surpreendeu todos os membros da comissão durante o exame do corpo foi a ausência absoluta de maus odores. Durante a exumação do corpo, o bispo da diocese onde Padre Pio estava enterrado, testemunhou que a parte superior do crânio estava parcialmente esquelética, o queixo estava perfeito e o resto do corpo estava bem preservado.

O CORPO RECEBEU ALGUM TRATAMENTO APÓS A EXUMAÇÃO?

Sim, o corpo do Padre Pio recebeu tratamento químico para permanecer preservado após a exumação: foi aplicada “uma solução de elevada concentração de formalina em álcool”. O procedimento foi completado com creosoto, ácido benzóico e essência de turpentina. O corpo foi envolvido com faixas embebidas em uma solução química embalsamadora, com exceção da cabeça. Depois foi colocado sobre um colchão cheio de gel sílica, para absorver a umidade. Por fim, foi colocado dentro de uma urna com tecnologia especial: o ar dentro dela foi substituído por nitrogênio, o que evita qualquer processo oxidativo e inibe o desenvolvimento de microflora bacteriana e fungos aeróbicos.


FOI VERIFICADO ALGO DE SOBRENATURAL SOBRE AS CONDIÇÕES DO CORPO?

A isto nos responde Orazio Pennelli, médico legista. De 1977 a 2005 ele foi diretor sanitário da Casa Sollievo della Sofferenza (Casa de Alívio do Sofrimento), hospital fundado por Padre Pio: “Espero não escandalizar ninguém ao afirmar que a esperança humana ficou decepcionada, mas penso que intimamente cada um de nós nutre a ideia de que seu corpo está incorruptível ou pelo menos que foi descoberto algum sinal sobrenatural. Infelizmente, as transformações naturais, apesar de terem mantido o seu semblante humano, aniquilaram todos os vestígios dos "selos sagrados" que o Senhor imprimiu no "corpo" que durante meio século envolveu a "verdadeira essência da Cruz" e que era o "crucifixo de imensos dons espirituais".

Como vemos caros leitores, não existe espaço para escândalo pois a vida de Padre Pio foi um testemunho vivo de santidade durante todo o seu percurso e o foi, de forma extraordinária. Desta forma nos fica claro que não devemos alimentar nossa fé com seus restos mortais e sim com seu testemunho de vida.


fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Papa Francisco duvida das aparições de Medjugorje

Nem era de se esperar deste pontífice, uma atitude dessas. Em toda a história da igreja, a prudência bem comprovada e documentada inclusive no catecismo trata desse assunto sempre com especial cuidado. Afinal, não se pode “dar um cheque em branco” pois as aparições estão em curso e só podem ser confirmadas após sua conclusão. No entanto Jesus nos ensina algo bem valioso. Disse ele que pelos frutos conheceremos a árvore. Medjugorje parece ter um aspecto e natureza peculiares, embora o cerne de todas as aparições também aconteça lá na Bósnia-Herzegovina. Recordo porém, para início de conversa que em Fátima, quando no ano de 1917, Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos pela primeira vez em 13 de maio daquele ano, no diálogo acontecido é preciso destacar uma frase da mãe de Deus:

“Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, SEMPRE NO DIA 13, A ESTA MESMA HORA. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

Destaquei essa frase de Maria Santíssima para provar que, mais uma vez, o atual Francisco, numa atitude arrogante e egoísta, que dez em quando enxergamos na igreja de Jesus Cristo e não do Papa, que o comportamento adotado denota um temor por ser possível à hierarquia terrestre, perder o leme da barca de Pedro, que pode a qualquer momento ser retomado por aquele que de fato conduz a Igreja, o Espírito Santo. Digo isso a vocês, porque em recente entrevista o pontífice argentino levantou dúvidas e suspeitas com relação as aparições de Medjugorje porque a Mãe de Deus é nossa mãe e não um funcionário dos correios, com dia e hora para entregar mensagens. Ora bolas, caros leitores, ou o Papa anda esquecido do que aconteceu em Fátima, onde Nossa Senhora disse com todas as letras que faria aparições com data e hora marcadas, ou então ele não quer, embora reconheça os frutos, admitir que existe o dedo de Deus comandando esses acontecimentos. Transcrevo aqui um trecho desta entrevista cuja fonte pode ser encontrada no site de Portugal observador.pt:

O Papa Francisco afirmou este sábado (13/05/2017) que a “mãe de Jesus” não é “chefe de correios, que todos os dias manda uma mensagem à hora certa”, numa referência às alegadas aparições mensais de Maria em Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina. Sobre as “alegadas aparições atuais, o relatório [do cardeal Ruini] tem as suas dúvidas. Eu pessoalmente sou mais duro, prefiro Nossa Senhora Mãe nossa Mãe, e não Nossa Senhora chefe de correios, que todos os dias manda uma mensagem à hora certa. Esta não é a Mãe de Jesus”, afirmou este sábado o papa aos jornalistas, na viagem de regresso ao Vaticano do santuário de Fátima. Francisco acrescentou que “estas alegadas aparições não têm tanto valor”, salientando que falava a título pessoal. “Quem é que pode pensar que Nossa Senhora venha dizer: amanhã, à hora tal, direi uma mensagem a tal vidente? Não!” – disse.

A vila de Medjugorje ficou mundialmente conhecida em 1981, com “aparições” marianas regulares a seis crianças nascidas nos arredores da localidade. Na ocasião, Nossa Senhora ter-se-á apresentado como “rainha da paz” e, desde então, terá aparecido sucessivas vezes aos seis videntes, um fenômeno que se repete, pelo menos, todos os meses. A hierarquia católica tem reagido com ceticismo ao fenômeno e chegou mesmo a afastar um dos principais sacerdotes associados ao caso. Nos últimos anos, Roma tem enviado missões para avaliar a legalidade canônica daquelas “aparições” mas, até agora, os resultados não têm sido conclusivos. O chefe da Igreja Católica salientou que, em relação às “primeiras aparições, quando eram crianças, o relatório, de forma geral, diz que se devem continuar a investigar”.

O Papa salientou ainda que há ali “um acontecimento espiritual, pastoral, que não se pode negar”. Pessoas que vão lá e se convertem, que encontram Deus e mudam de vida. Não há ali uma varinha mágica. Este acontecimento espiritual, pastoral, não se pode negar”, considerou. O Papa recordou que nomeou o polaco Henryk Hoser, “um bispo com grande experiência, para ver como está a parte pastoral”. No final, diremos uma palavra”, explicou.

Como se diz em Atos 5,29 - "importa antes obedecer a Deus do que aos homens". No final iremos testemunhar se em Medjugorje Maria aparece ou, obedecendo aos homens antes que a Deus, iremos já virar as costas para os frutos que estão aí, aos olhos do mundo inteiro e que estão causando imenso mal-estar na hierarquia da igreja que insiste em deixar a humildade de lado e lembrar que também são, assim nos intitula Jesus, servos inúteis. Após tantos anos, ainda não houve nenhuma contradição teológica que se afastasse da revelação completa e encerrada na pessoa de Jesus. Por isso a Igreja afirma que se deve continuar a investigação. Vale lembrar que o anjo Gabriel apareceu para Zacarias e para Maria. Maria acreditou e acolheu a mensagem, Zacarias duvidou do anjo. Enquanto eles investigam a fé das pessoas, que possuem um coração aberto a Maria e seu filho Jesus, converte pessoas e as colocam no caminho da porta estreita. Como o diabo não pode produzir bons frutos, não é capaz de crer, quem abriu a porta para aquele que bate e faz morada com o Pai e o Espírito Santo, que Medjugorje não seja providência divina.

fonte: Jefferson Roger
Leia Mais ››

Postagens mais visitadas