quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Defendendo a liberdade a qualquer custo

Muitos ideais, muitos princípios, muitas ideologias e muitos conceitos, tratam o tema da liberdade de formas muito variadas. Dentre eles, muitos saudáveis e outros nem tanto, ao cristão católico, perigosamente margeia sua vida os conceitos que levam em sua essência uma dose de revolta e rebeldia. Vamos refletir um pouco.

A expressão “a qualquer custo” nos remete para uma ideia de preço e de valor. Analisada estaticamente e isoladamente nos parece que algo ou alguma coisa tem ou precisa acontecer “a qualquer custo”. E se tem que ser assim, nos parece em nossa simples análise que isso tem para nós relevante importância. Então, se importante é, empenho iremos colocar nessa empreitada para lograrmos êxito e atingirmos o resultado esperado. Ora, colocamos aqui de forma analítica algo que muitas vezes até automaticamente fazemos no dia a dia de nossas vidas. Para aquilo que vemos importância mais esforço e tempo colocamos sobre. O que definimos ser menos importante ou prioritário fica afastado para planos inferiores e destinado para sobras de tempo apenas. É o famoso se der tempo eu faço, ou quando der tempo eu faço, ou ainda, assim que der tempo eu faço. Tudo isso não passa de desculpa porque na verdade estamos afirmando a nós mesmos que não iremos fazer.

Do contrário, porém, desembainhamos nossa espada afiada e prontos para a batalha, aguerridos e irredutíveis, nos movemos sempre em frente na defesa a qualquer custo, daquilo que acreditamos. Até aqui não existe desagravo aparente porque, afinal, chega até a ser belo e bravo não nos acovardarmos perante o que acreditamos. Mas, entrando agora no campo espiritual, já que o ser humano, verdadeiro campo de batalha, é um composto de corpo e alma, se não for colocado um olhar espiritual sobre a causa, o egoísmo pode nos colocar sob os números de um exército que já sai derrotado antes mesmo do início da batalha.

Por este viés, nos fica bem claro através das sagradas escrituras, que o custo aqui se refere ao salário do pecado, que é a morte, a segunda morte após o juízo. É o desperdício de atitude, o famoso murro em ponta de faca. Não vale a pena a teimosia de se querer levar adiante algo que não culmina na pedregosa estrada que leva ao paraíso. Ainda falando em custos, São Pio de Pietrelcina, o Padre Pio, dizia que as almas custam sangue. Desta forma, mais uma vez nos deparamos a questão da liberdade cristã, que consiste em defendê-la segundo a vontade do Pai Eterno, como faziam os santos que chegavam a defendê-la ao ponto do martírio. Jesus disse que o morno ele vomita, ou seja, nada de cristãos molengas ou frouxos e sim, católicos dispostos a viver e morrer pelo Reino de Deus.


fonte: Jefferson Roger
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Cuidemos dos frutos

Já nos ensinava Jesus que devemos estar preparados (Mateus 24,44). Embora nosso salvador tratava de outro contexto pois ensinava sobre a importância do que fazemos com o tempo que Deus nos deu e não a importância de quanto tempo temos, no fundo a questão da preparação, colocada sob um olhar sobrenatural em nossas vidas passa por todos os aspectos e práticas religiosas que precisamos fazer se almejamos o reino dos céus. Desde o início da história da humanidade o ser humano aprende que a preparação é um pré-requisito para bem fazermos algo que necessite de muito empenho, dedicação e envolve um preço muito alto no resultado que se almeja.

Se vamos fazer uma prova na escola, nos preparamos estudando para ela.

Se vamos receber uma visita em casa, nos preparamos arrumando o lar para recebe-la.

Se vamos almoçar, precisamos preparar os alimentos.

Se vamos participar de alguma competição, nos preparamos treinando para ela.

Se vamos nos encontrar com o(a) namorado(a), nos preparamos para esse encontro.

E se assim o é, prova de que a natureza humana imita a natureza divina, muito mais devemos nós nos prepararmos para recebermos dentro de nós, de nosso coração e nossa alma, Jesus Eucaristia, aquele que se entregou por nós por amor, para nos resgatar da dívida impagável para nossa natureza, afim de nos redimir e conquistar a salvação objetiva. Ele que é a porta do céu, o caminho, a verdade e a vida, é quem pode nos sustentar aqui nesta terra e nos cobrir de graças necessárias para nossa salvação eterna através de sua misericórdia. Comungar não tem preço. Nossa Senhora, em resposta ao desejo de tantos devotos de que queriam ve-la nas aparições deixou claro que "Ir a santa missa e poder comungar vale mais que mil aparições dela", tal é a importância dessa graça que para muitos está a cinco minutos de casa mas as pessoas insistem em fazer outras coisas. Depois, quando morrerem e olhar para trás irão, dizer: "que estúpido que eu fui".

Caros catequisandos, jovens que estão em preparação próxima, aprendam desde suas juventudes a levar a sério as coisas do céu (e por quê não também para nós adultos?). É para o bem de vocês, e agindo assim, em suas vidas adultas poderão dar exemplo do bem que é, seguir Jesus desde os primeiros anos de suas vidas. Afinal porque deixar para amanhã algo tão sério como a salvação de suas almas? (e por quê não dizer, de nossas almas?) Ademais, quantos de nós adultos comungam a tanto tempo e não sentem os frutos desse sacramento? É preciso olhar para dentro de nós, reavaliar o que estamos fazendo para que de fato, assim como faziam os santos, nos transformarmos para melhor cada vez que recebemos Jesus dentro de nós.


fonte: Jefferson Roger
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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Deus não me agrada e eu não agrado a Deus

Já diziam os grandes pensadores, após grande aprofundamento no ensino de Cristo, que nós seres humanos somos mais que apenas humanos. Em nossa natureza, somos um composto de corpo e alma e, espiritualmente falando, somos um campo de batalha. Nas sagradas escrituras aprendemos no livro de Jó que Deus nos fala de muitas maneiras mas nem sempre nós o ouvimos. É exatamente como nos diz Jesus, escutamos mas não ouvimos. E por quê? Porque esperamos uma resposta para nossas perguntas mais ao estilo de uma autorização ou de uma conivência. Ou seja, esperamos de Deus uma aprovação para o que queremos ser, fazer e ter.

Deste ponto então, as simples criaturas, criadas do nada, destinadas a servir seu criador e viver sob nenhum aspecto democrático se veem numa situação de não querer isso e ao mesmo tempo querer. Vamos entender. A pessoa quer viver uma vida segundo seus prazeres, desejos e vontades mas, não demora muito, percebe que a relação entre Deus e suas criaturas não é nada diferente do que uma imposição imperial. Basta uma passada pelo antigo testamento para vermos que Deus mandava um povo guerrear contra outro que não andava segundo seus mandatos. As coisas são assim mesmo, Ele é o “dono do pedaço”, as regras são Dele e ponto final. Quer acatar? Muito bem, o preço que vai pagar tem como recompensa o céu. Não quer acatar? Sem problemas, pode fazer o que quiser, recorde-te que tens o livre arbítrio para decidir o que fazer e como viver. Para cada escolha sempre existirão consequências.

No entanto, sabemos que existem os que acatam, os que não acatam, e os espertinhos que acatam e desacatam conforme lhes é conveniente. Que pesar e que lástima. Pessoas assim, com um comportamento igual ao terceiro modo, vivem dando de ombros. Ora, Deus não me agrada e eu não agrado a Deus. Assim tudo fica numa boa afinal, não adianta mesmo rezar, pedir as coisas e fazer o que agrada a Deus! Ele não me atende na mesma proporção que eu procuro fazer a sua vontade. Quanta injustiça pensam as pessoas que vivem sob essa bandeira.

Não se importam mais com a gravidade das coisas, com a gravidade do pecado, com a questão da condenação, com a breve passagem de uma vida que, conforme nos ensina Jesus, precisam de obras para não chegar de mãos vazias na presença do justo juiz (Apocalipse 22,12). Esse ponto, que de uma luz no fim do túnel, clareia como luz brilhantíssima coloca contra a parede cada um e todos nós. Não existe exceção. Consiste num ponto de ruptura com o nós em detrimento de uma vida de conversão completa, total e cheia de privações. Não se trata, porém, de uma vida mergulhada na tristeza de um esperar a morte, descontente com tudo e vivendo sem esperança nenhuma. Nada disso, o cristão é uma pessoa feliz, se entender que a felicidade consegue suportar e conviver com as adversidades da vida. Entendendo o cerne proposto por Deus, seremos capazes de enxergar como Ele nos agrada e como deve ser nossa resposta para as suas atitudes. Essa bifurcação não é novidade para ninguém, todos vamos chegar até ela. Nela, faremos nossa escolha: uma conversão a partir do encontro pessoal com o Cristo e uma adesão ao seu evangelho ou um virar as costas e aceitar a afirmação do diabo que diz que Deus, o desmancha prazeres, não nos agrada e apenas exige de cada uma servidão.


fonte: Jefferson Roger
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O cristão pode "brincar" o carnaval?


O CRISTÃO PODE participar das festas do carnaval? Muitos o perguntam, todos os anos, e há muita confusão a respeito do assunto. A dificuldade está no fato de que a Igreja não tem uma prescrição oficial a respeito, ao menos não há documento que fale explicitamente, textualmente, do carnaval propriamente dito. Ou será que a realidade não é bem essa?

Antes de tudo, precisamos reconhecer que existem festejos e grupos carnavalescos, principalmente em cidades interioranas e em Estados fora do eixo Rio-São Paulo, que comemoram o carnaval de maneira tranquila e saudável, e não é impossível encontrar ambientes onde se toque música decente e se encontrem pessoas que querem apenas descontrair, sem necessariamente cair nos abusos. Claro que não há pecado em se reunir com amigos e festejar o feriado, ou mesmo em procurar algum clube familiar para se divertir um pouco. Este artigo procura tratar o carnaval a partir de um ponto de vista mais genérico. Estamos falando daquilo que mais comumente se entende por carnaval, de suas origens e suas consequências.

Esclarecidos estes pontos, afora exceções e falsos moralismos, vemos que não é assim tão difícil responder à pergunta que dá título a esta postagem, afinal. Enquanto cristãos, temos direito à hipocrisia? Até que ponto? E até que ponto é correto dizer que a Igreja silencia quanto ao tema carnaval?

É verdade que os documentos oficiais da Igreja não falam literalmente, como dissemos, do carnaval; mas diversos deles tratam, sim senhor, da obrigação que temos de evitar as ocasiões de pecado, e do quanto é isso importante. Ocasião de pecado é toda circunstância, coisa, lugar ou pessoa que estimule as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar. – E atire a primeira pedra quem for capaz de afirmar, conscienciosamente, que os bailes e festas de carnaval atuais não são ocasiões mais do que propícias para todo tipo de pecado.

Não. Não há como negar que, falando no linguajar atual, os bailes e festas de carnaval que temos hoje são "mega-ocasiões" para o pecado! Vemos assim como a questão não é tão complexa. Na realidade, estamos tratando de coisa muito simples.

Verdadeiramente, segundo a Sã Doutrina de sempre da Igreja Católica, sob o patrocínio de Santo Afonso Maria de Ligório, "expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência".

E é por esse caminho que vemos, hoje, a cristandade como que a se derreter, aniquilando-se a si mesma, como cera próxima do fogo. A necessária reforma das consciências cristãs requer necessariamente que se restitua às almas o horror pelo pecado. Não é possível querer ser cristão e continuar brincando com a própria salvação eterna, expondo-se aos sutis laços do inferno que são as ocasiões próximas de pecado. Assim, pergunta a Sagrada Escritura: “Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Pr 6,28).

E como já dizia um velho e experiente diretor de almas: “Em fugir ou não fugir da ocasião, consiste o cair ou não cair no pecado”. E este mesmo autor faz uma curiosa observação:

“Somos muitas vezes nós que tentamos ao diabo! Por quê? Porque somos nós os que buscamos a ocasião, os que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez de ela nos buscar é, em vez de o diabo nos tentar a nós, tentarmos nós ao diabo...” (Pe. Manuel Bernardes, Sermões e Práticas, II)

Nada auxilia tanto os planos do demônio quanto as ocasiões de pecado. São como que as emboscadas onde a todo momento aquela antiga serpente prepara o bote. Logo não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões ou a morte espiritual.

Adverte-nos, ainda, Sto. Afonso de Ligório:

“Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: 'infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!'. (...) O Espírito Santo diz: 'Quem ama o perigo, nele perecerá' (Eclo 3,27). Segundo Sto. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. S. Bernardino de Sena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.
(...) S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: 'Vosso adversário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge, procurando a quem devorar' (1Pd 5,8). S. Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: ‘Eis a porta pela qual poderei entrar’, e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impuro. É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as formas das coisas santas e as promessas feitas a Deus.
(...) É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer.
(...) Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por isso nos aconselha S. Paulo (Fl 2,12): 'Com temor e tremor operai a vossa salvação'. Quem não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado impuro, dificilmente se salvará."

(LIGÓRIO, Santo Afonso Maria. Escola da Perfeição Cristã, comp. de textos do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, CSSR, 4ª edição, Petrópolis: Vozes, 1955, pp. 44-48)

Sobre a festa do carnaval




Muitos imaginam que o carnaval tem origem brasileira, mas a festa existe desde a Antiguidade. De fato, não se conhece ao certo a origem do carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente é uma festa popular coletiva, transmitida através dos séculos como herança de antiquíssimas festas pagãs realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra a deus Pã, na Roma Antiga).

Dentre os pesquisadores, correntes diversas adotam prováveis origens diferentes. Há os que defendem que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. Em certos rituais agrários da Antiguidade (10000 aC), homens e mulheres pintavam rostos e corpos e entregavam-se à dança, festa e embriaguez. Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito em honra à deusa Ísis (2000 aC).

O carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egito: era dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI dC. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. - Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles.

No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do carnaval. Ao contrário do que se diz, o catolicismo não "adotou" o carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. A festa agora terminava em penitência, na Quarta-feira de Cinzas.

Como se vê, lamentavelmente, apesar de a Igreja ter sempre tentado dar um novo sentido à festa da carne, não obteve nisso um grande sucesso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade pagã, não veremos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, brigas, mortes... Excessos de todo tipo, enfim.

Como cristãos, somos sempre chamados a santidade, e o sentido da palavra santo é "outro" ou "separado". Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus. O carnaval não é exceção.

Sempre é oportuno lembrar o que diz S. Paulo Apóstolo:

“Não podeis beber ao mesmo tempo o Cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (1Cor 10,19-22)


fonte: ofielcatolico.com.br
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ladeira abaixo

Todos aqueles que se esforçam para viverem os valores do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundador da Igreja Católica (Mateus 16,18), sofrem diariamente com o avanço nesse mundo das linhas inimigas. A lista é grande de artifícios e frentes de combate impostas aos cristãos do mundo inteiro. Aqui no Brasil não é diferente. Para os desavisados vai a informação de que no ano passado, pasmem caros leitores, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, isso mesmo que você leu, lançou nota oficial em redes sociais, depois que implantou em seu estabelecimento um banheiro unissex. Segue a nota:

“A PUC-SP, atenta à diversidade de sua comunidade universitária, composta por alunos, professores e funcionários, buscou contemplar a todos com a implementação do banheiro unissex. A Instituição ressalta que estes sanitários são de uso comum, não direcionados a públicos específicos.”

E então? Como fica? Bem nos avisou o Papa Paulo VI quando disse que a fumaça de satanás tinha penetrado na igreja. Não poderia estar mais certo. Por hora ainda é um banheiro apenas, mas, o que impede que no futuro todos os banheiros sejam transformados em unissex? Esse claramente é um movimento que busca forçar passagem na crença católica onde o lixo satânico do ecumenismo e do politicamente correto mais a prática da boa vizinhança, tolerando e aceitando afrontas dessa natureza, conseguem promulgar e fazer valer princípios e verdades que se distanciam e muito, daquelas impostas e criadas por Deus.

Muitos serão chamados, mas poucos serão escolhidos; pela porta estreita muitos tentarão passar, mas poucos conseguirão, tudo isso quem nos disse foi Jesus. O que fazem pessoas que defendem isso, incentivam a prática ou praticam, senão se colocarem na fileira dos “muitos”? Já chorava no século passado em frente ao altar e ao sacrário o Padre Pio, porque “temia não haver espaço no inferno para tantos condenados” (palavras do próprio santo).

Facilitam a vida de Jesus colocando-se na fila da esquerda para o dia do juízo, a fila que Jesus chama de malditos. A serpente, antiga inimiga do homem, agita a sua cauda e arrasta muitos consigo. Aos autênticos, resta perseverar, virtude essa que Jesus disse que será recompensada nos céus. Ademais, onde estão os responsáveis por essa universidade que só leva o nome de católica? Porque sabe-se lá o que se ensina dentro de uma sala de aulas de uma instituição que acata uma manobra da ideologia de gênero.



fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A evolução da espécie

As sagradas escrituras nos ensinam que somos predestinados para a santidade. Também nos ensinam que somos destinados a morrer uma só vez e depois vem o juízo pessoal. Como disse o personagem Gandalf dos filmes de Tolkien: “A jornada não acaba aqui. A morte é apenas um outro caminho que todos temos que tomar”. Realmente aos cristãos, que vivem sob o embasamento do evangelho e seguem a religião de uma pessoa, Jesus Cristo, o viver conforme esta crença significa sim, uma evolução contínua para crescermos no amor e santidade e com isso alcançarmos a estatura de Cristo, esperada pelo Pai (1ª Coríntios 11,1).

Nossa fragilidade e fraquezas humanas tendem a nos fazer achar que esse caminho evolutivo é difícil e muito árduo. Depende do contexto, do olhar que colocamos sobre tudo e da relatividade. Para simplificar bem a questão coloquemos as coisas da seguinte maneira: Somos eternos, viveremos para sempre com ou sem Deus. Ao nosso cargo ficou a tarefa de vivermos essa primeira etapa aqui, de nossas vidas eternas, de forma a recebermos a coroa da glória eterna ou a condenação eterna. Não adianta tampar o sol com a peneira. Uns não querem enxergar que as coisas são como são por desígnio divino, e aqui estamos falando da salvação de nossas almas. Elas que custaram sangue agora precisam contribuir para alcançarem o céu. Deus colocou a glória dos céus nesses termos.

Porém, outros não querem ouvir a verdade. Ela não é um calmante, não acalanta e não nos satisfaz o egoísmo. Ela é dura, reveladora, porém, libertadora. De nós, a verdade cobra a conversão contínua e definitiva. Fechar os ouvidos a ela é dar ouvidos ao diabo, tão atento as nossas queixas, que devíamos fazer diante do Santíssimo Sacramento e não fazemos, não amando Deus acima de todas as coisas com nosso coração, alma e entendimento.

Existem ainda aqueles que conseguem compreender a realidade que os cerca. Sabem que precisam mudar, mas se fecham e se calam em seu mundo de prazeres terrenos porque as delícias dos pecados são fáceis de se cometer e difíceis de abandonar. Não se rebelam contra seu estado miserável e não ousam levantar sua voz contra si próprio. Perdem a oportunidade com isso de se converter, agradecer a Deus por isso e para sua glória, saírem propagando aos quatro ventos as maravilhas que o senhor fez para eles. Ficam de boca fechada.

Por fim, em tempos como os que vivemos hoje, existem os piores entre os piores. Coloca-se assim porque aquele que não vê, ainda pode falar e escutar. Aquele que não escuta, ainda pode ver e de certa forma falar. Aquele que não fala nada, pode ainda ver e escutar. Todos esses ainda possuem um coração que não está endurecido pelo pecado contra o Espírito Santo. Mas, como dizíamos, existem os piores. Aquela pessoa que já não vive aqui pensando no acolá. Uma pessoa que se contenta com a alegria do mundo e por isso, troca a felicidade eterna abrindo mão de sofrer, ainda que por uma vida inteira, as tribulações e dificuldades necessárias para preparar a alma para o convívio com Deus. Quem se inclui no mundo de corpo e alma, exclui do coração a Santíssima Trindade. Jesus disse que é um com o Pai e o Espírito Santo e que quer fazer morada em nós. Como nos disse, eis que ele bate à porta. Senão vemos, podemos ouvi-lo. Senão ouvimos podemos vê-lo. Agora, se tiramos dele todas as nossas faculdades e sentidos, nosso coração é abarcado pelo mal e vai acostumar a pessoa a viver uma felicidade que passa. Cuidemos!


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Cala-te e Sai

Todo bom católico que se prende ao necessário e essencial em sua vida para a salvação da sua alma, aprendeu nos evangelhos porque Jesus encarnou no seio da Virgem Maria. Trata-se da plenitude dos tempos, a dívida impagável por conta de nossa natureza humana, inatingível ao ofendido, o eterno Deus, só podia ser resgatada, vejam a maravilha da coisa, por quem estivesse em comunhão com as duas naturezas, a divina, do ofendido, e a humana, dos que ofenderam. Pois bem, aí entrou, o anunciado Reis dos Reis durante todo o antigo testamento. Que extraordinário é para cada um de nós olharmos para o que Jesus fez.

Ele mesmo nos conta nos evangelhos para que veio. Mas, mesmo vindo para fazer a vontade do pai, não deixou de se compadecer com as necessidades físicas do povo. Num apanhado um pouco mais apurado, enxergamos que a multidão o seguia porque queria saúde e alimento. O próprio Cristo a esse respeito se dirige ao povo depois da multiplicação dos pães. Todavia, em tudo nosso salvador encontrava uma oportunidade de mostrar ao povo que o amor de Deus para com suas criaturas é completo: atinge o corpo e a alma. De maneira incansável, Jesus pregava sobre o reino de Deus, dava catequese e também atendia os apelos de muitos, contentando muitos e descontentando outros.

No entanto, para com os descontentes, Jesus precisou, vamos colocar assim, bater boca com os que não acreditavam na sua pessoa e na sua pregação. Não era uma discussão para ver quem ganhava no grito pois, aprendemos nas escrituras que Jesus falava com “autoridade”. A mesma autoridade com que ele falou com satanás no episódio das tentações do deserto e a mesma autoridade com que ele expulsava os demônios. Marcos 1,25 – “Cala-te, sai deste homem!”

Com isso ele nos mostra que não devemos tentar “agradar a dois senhores”, nós e Deus, procurando dialogar com o inimigo, que ronda como um leão esperando a quem dar o bote. No episódio do possesso em Marcos capítulo um, Jesus deixa isso bem claro. Nada de conversa, ele manda calar a boca e depois manda sair. Sem mais nem menos. Este é o exemplo que devemos seguir. Não ficarmos tentando tirar algum proveito do que oferece nosso cruel inimigo. Lemos nas sagradas escrituras que quem “convive com o perigo acabará caindo nele”. Realmente é assim que são as coisas. Vejamos os viciados, estão sempre a dizerem que quando quiserem podem parar com seus vícios. Ou então aquelas pessoas que frequentam lugares impróprios e andam com más companhias achando que estão isentas de cair nos malefícios que virão dessas pessoas e ambientes. Para começo de conversa, nem deviam se envolver com caminhos que estão fora da trilha principal. Depois de consentidos, certos pecados são fáceis de cometer e difíceis de abandonar.

Como dizia o sacerdote Duarte Souza Lara, é preciso romper com o pecado. É a história do balde furado, não adianta tentar enche-lo. Assim deve ser nosso combate contra os inimigos da alma. Alguém conhece algum episódio na vida dos santos ou de Maria Santíssima onde aconteceu alguma conversa ou diálogo para que todo mundo saísse ganhando e todas as partes ficassem satisfeitas? No português simples e grosso a coisa é resolvida contra o inimigo é na pancada mesmo, como disse Jesus: Cala-te, sai deste homem. Devemos dizer: Cala-te, sai de perto de mim.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Passando vontade na cama

De forma científica a medicina em suas pesquisas nos informa que, para cada duas horas de atividade, o corpo necessita de uma hora de descanso. Numa conta muito rápida, para um dia de vinte e quatro horas devemos separar oito horas para o descanso e podemos nas outras dezesseis horas “estarmos em funcionamento”. Evidentemente, percebemos com facilidade, que na prática o ser humano vai “pulando” as horas de descanso, acumulando-as para “tira-las” de uma só vez. A maravilha da máquina humana, tão perfeitamente projetada dá o sinal de alerta quando “estourou” as dezesseis horas de atividade e é preciso descansar. Todo mundo conhece esse sinal, ele se chama sono. Então, se acordamos às seis da manhã e ficamos na labuta até às dez da noite, encerramos o dia e vamos dormir para usufruirmos das merecidas e necessárias horas de reposição energética, física e química não é isso mesmo? Ah não é? Pois é, para muita gente não é mesmo! Que sonho para tantos poder dormir oito horas por dia, mas dormir mesmo, deitar e só acordar no dia seguinte.

A cama, fiel aliada para o momento de descanso, até está lá, esperando para fazer a sua parte mas, fica abandonada no silêncio imobiliário, triste por passar poucas horas conosco, ela que tanto pode nos ajudar, pouco pode fazer por nós porque mal ficamos com ela. Fica então a cama, passando vontade da nossa companhia. No entanto fazemos ou passamos pela mesma situação. Se estamos gravemente doentes, ficamos acamados, privados contra nossa vontade das atividades diárias e é neste ponto que coloco aqui um exemplo que aconteceu na vida dos santos. O nome do santo agora nem nos importa, o que importa sim é o que vou relatar com relação ao santo e uma cama. A história foi contada a partir da vida monasterial. Uma vida regrada e muito disciplinada. Conta-se que certo dia um dos frades do convento adoeceu e caiu gravemente acamado. Muito piedoso e acético em suas práticas católicas, não demorou muito para o bom homem enxergar a sua frente, um grande dilema que estava a porvir. Enquanto era meio de semana, tudo bem, suas obrigações diárias e suas práticas religiosas iam sendo remediadas na medida das suas forças, estando ainda acamado. Porém, a luz no final do túnel começava a aparecer

Uma coisa é estar de cama e não poder sair para correr, passear, brincar no parque, agora outra coisa é não poder sair da cama para participar da santa missa de preceito dominical. Vale lembrar, é sempre bom, que essa missa, a de preceito constitui mandamento da lei de Deus e mandamento da igreja. Falta grave é, e portanto pecado mortal, não participar da santa missa por culpa própria. Vejam caros leitores a beleza dos santos. Vocês já devem imaginar o seguinte. Ora, não havia problema nenhum, ainda acamado ele durante a semana podia rezar e ler e não havia mal em perder as outras práticas que são de origem devocional de sua congregação da fé católica. No entanto, o final de semana se aproximava e a missa dominical também. O dilema batia as portas. Em sua agonia o santo homem chamou o responsável pela enfermaria do mosteiro e arguir sob a permissão de participar da santa missa. Essa permissão foi recusada. Pensem os senhores na agonia do enfermo.

Enfim chegou o dia, era domingo e a santa missa estava para começar. Mesmo não sendo por culpa própria, já que estava doente e não recorreria em pecado mortal, não ir na santa missa para aquele homem se tornou um sofrimento dos maiores e não resistindo a tamanha dor de estar afastado da celebração do santo mistério da fé, esse homem pôs-se a chorar copiosamente como uma criancinha que acabara de se machucar. Mas, o bondoso Jesus, que não se deixa vencer em amor e misericórdia, vendo o sofrimento do doente, compadeceu-se daquela cena que refletia a mais bela demonstração de amor e num ato de caridade, já que a enfermaria do mosteiro fazia divisa de parede com a capela onde estava para começar a celebração, fez com que essa parede se tornasse transparente a fim de que a missa pudesse ser assistida por ele. Que graça imensa e extraordinária Jesus concedeu ao frade para mostrar para ele e para todos nós, que nosso Deus é o Deus do impossível, que não se cansa de nos procurar e nos tratar conforme o seu amor.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Vida em abundância coisa nenhuma

Muita gente passa pela tentação de achar que por serem filhos de Deus, todo poderoso e misericordioso, estão isentas de passarem por coisas ruins. Fazem uma associação com uma paternidade que procura dar do bom e do melhor para seu filho e lhe poupar sempre que possível das agruras da vida. Existem várias, mas várias passagens bíblicas que aparentemente se contradizem na prática. As pessoas não conseguem associar, vamos colocar assim, a ruindade de Deus, com o mesmo Deus facilmente associado com sua bondade.

É sempre fácil acreditar num Deus que é bondoso e provê coisas boas; difícil é acreditar que o mesmo Deus desse o porrete no lombo de suas ovelhinhas ou quando não faz isso, deixa que os lobos façam. Acreditar que um Deus fica feliz quando passamos por algum aperto na vida, advindo de castigos seus? Coisa nenhuma, bem que eu desconfiava que esse negócio de Deus era coisa da igreja católica: um Deus que oferece um paraíso ao custo de um cálice de sofrimento nosso. Não tem escapatória, nem para os não católicos, porque está escrito na bíblia que “Deus castiga aqueles que ama e tem por seus filhos.”

Aí danou-se tudo, ademais se recordarmos algumas passagens da vida dos santos, iremos encontrar muito facilmente alguns episódios de sofrimentos extremos, físicos e espirituais. Sem chance, quando rezamos pedindo a intercessão dos santos, as vezes recorremos a este ou aquele por conta de quão portentoso ele ou ela é. Nem nos damos conta de que a honra dos altares conferida a eles se deu ao custo de uma vida plena e abundante. Plena na companhia de Deus e abundante de graças e providências divinas para o crescimento de cada um. Não esquecendo disso iremos compreender que o abundante também inclui a parte mais difícil de se viver, viver as dificuldades de todas as espécies.

Ora, quando uma mãe dá um remédio amargo para seu filho para cura-lo de alguma doença, a mãe que verdadeiramente ama a criança, não sente pena ou dificuldade nenhuma em ministrar a dose que desce enroscando pelo paladar. Nem vê tal atitude como um castigo para ela ou para a criança. Sabe que o remédio serve para curar, não é alimento de agradável paladar. Tampouco a mãe o faz porque gosta menos. No dom do Espírito Santo da Sabedoria, ela sabe o que é melhor para o filho e o faz não comutando atitude nenhuma e nem passando a mão na cabeça.

Recordo mais uma vez aqui no blog que, certa vez, Santo Antão estava a levar fisicamente uma surra do diabo no deserto. O bom santo sofreu um bocado, mas se defendeu como pôde e sempre pedindo auxílio aos céus com suas orações passou pelo seu sofrimento com vida. Nesse momento lhe aparece Jesus com um semblante de satisfação. Então o santo lhe perguntou: Senhor, não ouvistes minhas orações? E Jesus respondeu: ouvi sim, mas eu queria te ver lutar!


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Sempre em busca

No filme de animação Os Minions, acompanhamos a história desses personagens que se resume em estarem sempre em busca de algum vilão para servirem. Quando encontravam um, faziam de tudo para agrada-lo. Como se vê no desenho, é da natureza deles viverem a serviço de alguém “maior” do que eles, não se tratando aqui da altura. Compreendemos bem no filme que esse era o propósito dessas criaturinhas, os minions no final da história terminam por encontrar o vilão do filme Meu Malvado Favorito, onde desse ponto em diante já conhecemos como as coisas se passaram.

Sirvo neste artigo desses personagens, os minions, para fazer uma analogia direta a respeito da nossa natureza, que anda muito esquecida e até facilmente esquecida ou se devia dizer, propositalmente esquecida. Pois então, o que temos que fazer, é colocar na ponta da língua, reavivar na memória e no coração essa nossa natureza. Fomos criados para servir e amar a Deus e somos predestinados para a santidade e o amor. Essa frase resume tão bem nossa natureza e nem poderia ser diferente porque ela tem raízes bíblicas. E sendo assim, assim como no filme dos minions, eles se realizavam e eram felizes servindo aquele que seguiam, porque gostavam dele, nós também, com a natureza que nos consiste, sofremos exatamente dessa sina, somos felizes se servirmos aquele que gostamos. Não pode ser o contrário, porque o contrário é fruto do egoísmo. Se fico feliz porque me servem e não fico feliz servindo aos outros então não amo a ninguém. Agora, se existe mais alegria em dar do que receber (Atos 20,35) então, vivemos em nossa liberdade a alegria de agradar a Deus e, consequentemente, viver uma vida ainda que penosa, sem as condenações do inferno sobre nossas atitudes.

Jesus quando disse buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado, ele queria dizer com isso para não colocarmos a carroça na frente dos bois. As pessoas tendem a querer dar um jeito em tudo. Querem ir para o céu mas não querem abandonar aquilo que os fará irem para o inferno. Muitas coisas são fáceis de se cometer e difíceis de abandonar. Quanto mais difíceis é sinal de que mais enraizadas estão em nosso coração. A ordem das coisas, é bom sempre lembrarmos é: coração, mente e corpo. Por isso o inimigo se esforça sempre para conquistar nosso coração. Ele sabe que as tentações são vencidas mais facilmente por amor a Deus do que por medo do inferno. É justamente assim que ele procede e tantos por não entenderem o mecanismo baixam tão facilmente suas guarnições e miseravelmente chafurdam no lamaçal dos pecados.

Tudo porque estamos sempre em busca da felicidade mas erramos o alvo tentando. Desatentos nos distraímos, e distraídos erramos, e quando erramos, conforme a natureza do erro, pecamos gravemente. Nossa parte consiste em vigiar e orar, se converter e viver os mandamentos, imitar Jesus e se despojar do homem velho. A medida de nossa proximidade com Deus podemos encontrar no tamanho em que se encontra nosso movimento de conversão. Se mais desapegados, mais convertidos. Se mais tristes, mais apegados naquilo que gostaríamos que nos fizessem felizes mas que comprovamos na prática, não substituir o que Deus pode, e somente ele, nos dar. Somente Deus pode nos dar filhos abençoados, somente Deus pode nos dar uma família vivendo sob seus ensinamentos, somente Deus pode nos livrar do mal, somente Deus pode nos trazer a felicidade e a paz embora ele recheie nossas vidas com tribulações. As coisas são assim porque “tudo contribui para aqueles que amam a Deus” – Romanos 8,28.


fonte: Jefferson Roger
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Remédios diferentes

Erroneamente muitas pessoas acham que estão livres do sacramento da confissão porque a igreja católica através de seu magistério e da tradição ensina que a eucaristia tem o poder de prevenir e perdoar os pecados. Ademais, juntam a isso, os exploradores egoístas dos textos que lhes possam interessar ao bel prazer, o ato penitencial da santa missa. Pronto, dessa forma, como numa receita caseira de bolo, adaptada aos ingredientes das prateleiras, o fiel infiel vai tomando xarope contra a gripe achando que vai curar uma infecção na garganta.

São remédios diferentes, praticamente todo mundo sabe que uma infecção na garganta provavelmente contra ela o médico irá receitar um antibiótico. E também, provavelmente todo mundo sabe que para uma gripe com o peito carregado e tosse, receberá do profissional da saúde a indicação para se tomar um xarope expectorante. Será que o médico vai trocar os medicamentos? Se ele te mandar tomar um xarope para curar a infecção na garganta você concordaria de bom grado? Ou se para sua gripe ou ainda um resfriado forte, o médico te receitasse uma semana de antibiótico, isso te deixaria feliz da vida? Pois é, nós que somos leigos no assunto, ainda assim temos conhecimento suficiente para sabermos que as naturezas das enfermidades são tratadas com medicamentos apropriados. Não é o chá caseiro que vai resolver todos os problemas embora sabemos que muitos chás se tem no conhecimento popular, e vamos lembrar aqui dos índios da Amazônia, são considerados e até comprovados como eficazes no combate a muitas doenças.

Todavia, estamos a usar esta analogia para mostrarmos que a natureza das coisas tem seu correspondente adequado. Desta forma entendemos também que, se vamos ao médico nos consultar quando doentes, não nos rebelamos em ir porque sabemos que ele também é passível de adoecer. Assim também deve ser na confissão: não deixamos de ir porque o sacerdote, intermediário de Cristo, servo da igreja e ministro do sacramento porque também é pecador como o penitente. A graça provém de Deus, não do padre, vale sempre a pena lembrar porque muitos dizem, tanto católicos quanto não católicos que se confessam direto com Deus. Que cômodo não é mesmo, evitam a vergonhosa penitência de “vomitar” seus pecados no esconderijo das quatro paredes e assim, colocam panos quentes na consciência e se dão um tapinha nas costas pelos seus brilhantes jogos de cintura.

Nem devemos debater ainda mais algo que já é tão claro nas escrituras quanto o mandato de Jesus, confirmado pelos apóstolos, já constado no antigo testamento, de confessar os pecados. A comunhão que recebemos em estado de graça (confessados), nos previne de pecar e nos perdoa os pecados cotidianos não graves. Aos delitos maiores, pecados maiores como falou Jesus, cabe a confissão pois são graves e como uma tesoura, cortam a ligação da alma para com Deus, passando a pessoa a estar sob os cuidados genéricos de Deus. Mas eu me confesso e não melhoro, eu comungo e não fico mais santo. Culpa sua, não se confessa direito e não comunga frutuosamente. Se o médico te manda tomar dez dias de antibiótico de 12 em 12 horas para curar a infecção, você vai tomar somente durante 5 dias um comprimido por dia? Se o xarope são 3 colheres por dia durante uma semana você vai tomar uma colher por dia durante três dias? De certo que não vai desleixar não é mesmo, vai seguir à risca porque quer “salvar” seu corpo da enfermidade. Porque as pessoas não fazem o mesmo, não seguem à risca o que ensina Jesus, para “salvarem” suas almas?


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Cristãos encurralados na Bolívia

Os cristãos estão encurralados na Bolívia. O novo Código Penal do país criminaliza com penas de 7 a 12 anos de prisão o recrutamento de pessoas para organizações religiosas ou de culto. Um verdadeiro atentado à liberdade religiosa. O que deveria constar das manchetes jornalísticas e chamadas televisivas, no entanto, só foi abordado até o momento pelo jornal Gazeta do Povo. A íntegra da nova lei, promulgada no último mês de dezembro, encontra-se disponível na internet. O artigo em questão é o 88, inc. I, que criminaliza a trata de pessoas (em português, “tráfico”):

Será sancionada, com prisão de sete (7) a doze (12) anos e reparação econômica, a pessoa que, por si mesma ou através de terceiros, sequestrar, transportar, trasladar, privar de liberdade, acolher ou receber pessoas com alguns dos seguintes fins:

11. Recrutamento de pessoas para sua participação em conflitos armados ou em organizações religiosas ou de culto.

A advogada e professora Janaína Paschoal foi entrevistada pelo jornal Gazeta do Povo e qualificou esse dispositivo do novo Código Penal boliviano como “assustador” e “inaceitável”: Ainda que não se utilize expressamente a terminologia da criminalização da religião, é óbvio que é isso o que o dispositivo está fazendo, porque inclusive equipara o exercício da religião à luta armada. Uma vez entrando em vigor este Código, os líderes religiosos de quaisquer confissões — é importante que isso seja dito — passarão a ser presos. E as pessoas que professam sua fé, seja ela qual for, também passarão a ser presas, porque o dispositivo é extremamente aberto e fica evidente que está havendo uma criminalização. Isso é inaceitável, não só à luz das Constituições nacionais, mas à luz de todos os tratados internacionais. É o caso de denunciar, sim, aos tribunais internacionais. Ainda não tem uma lesão efetiva aos direitos fundamentais desses indivíduos, mas a própria edição dessa lei já constitui uma lesão.

É importante destacar que, embora o artigo em questão não especifique credo nenhum, em um país com maioria esmagadora de cristãos — um censo recente feito na Bolívia fala de 78% de católicos e 19% de protestantes —, não há dúvida de que o alvo pretendido por esta lei iníqua não é outro senão o cristianismo. Os cristãos, por sua vez, captaram bem a mensagem do texto legal e saíram às ruas em protesto. Será talvez necessário explicitar qual a ideologia por trás desse atentado à liberdade religiosa? Por que Evo Morales pretende mandar à cadeia bispos, sacerdotes e pastores simplesmente por pregarem o Evangelho? Como sabemos conforme o curso da história da humanidade, regimes comunistas nunca conseguiram conviver bem com a liberdade religiosa, muito menos com a religião cristã. Esse mesmo Código Penal contém muitos outros absurdos — que estão levando inúmeros jovens bolivianos às ruas —, mas isso talvez fosse oportunidade para uma outra matéria. O que interessa saber, por ora, é que a perseguição ao cristianismo, já fortíssima em determinadas partes do mundo, agora começa a se expandir também para a América Latina, em países que fazem fronteiras com o nosso.

É evidente que ninguém está falando de decapitações e crucificações, como acontece em países islâmicos, mas o que se passa aqui, ao nosso lado, já é aterrorizante o suficiente e, como sabemos, é assim que as perseguições escancaradas e as grandes matanças começam. Os cristãos estão sendo encurralados na Bolívia. Mas, curiosamente — alguns diriam —, tragicamente — dizemos nós —, nos meios de comunicação ninguém fala absolutamente nada.


fonte: adaptado de padrepauloricardo.org/blog
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Francisco cometeu um erro

Pessoal, a grande massa católica do mundo anda nos últimos anos unindo seus sofrimentos aos sofrimentos de Cristo. Há uma razão para tudo sem dúvida. É nisso que precisamos acreditar pois aprendemos das sagradas escrituras que até de algo ruim, Deus pode tirar algo de bom. Assim confirmaram os santos padres e a tradição. Nos planos de Deus, nos parece, se colocarmos um olhar mais atento, que a geração que está vivendo será a última. Somos tentados a achar que as coisas estão piorando mais e mais e parece vivermos num contexto apocalíptico. Nem é difícil pensarmos assim pois é isso exatamente que Deus quer de cada um: que vivamos como se a cada dia fosse o último. Tudo isso para não deixarmos para amanhã o trabalho que devemos ter no cuidado com a salvação de nossa alma.

Pois bem, lá vamos nós mais uma vez. Já sabemos que recentemente os bispos de Buenos Aires publicaram diretrizes para Amoris Laetitia que contradizem os ensinamentos de todos os papas anteriores. Estas são palavras de muitos e entre eles destaco mais recentemente o padre Gerald Murray, advogado canônico e padre de Nova Iorque. Falando ao EWTN (Rede Católica Global de Televisão), em 11 de janeiro, Murray chama a aprovação dessas diretrizes feitas pelo papa Francisco de “um erro”. E ele ainda acrescenta o pedido para que o papa “retire” a Amoris Laetitia, uma vez que está causando enormes problemas dentro da igreja.
Outro sacerdote que também tornou público sua insatisfação e repúdio pelos atos do papa foi Dom Peter West, que pediu para Francisco “revogar” a condecoração feita por ele, a Ordem de São Gregório Magno, a Lilianna Ploumen, uma ativista pró-aborto declarada e reconhecida internacionalmente. Em recente episódio, após o presidente atual dos Estados Unidos cortar a verba para a prática abortista, ela foi uma das promotoras de outras formas de arrecadação. Em 14 de janeiro Dom Peter afirmou que a igreja não deve honrar aqueles que acreditam ter o direito de matar os nascituros.

Diz ainda o sacerdote, locado na igreja de São João em Nova Jersey (Estados Unidos), que "O fato do papa Francisco condecorar uma ativista pró-aborto é equivalente a Jesus entregar um prêmio a Herodes. Dom Peter West recorda que Jesus não concedeu honras a pecadores públicos, nem os confirmou em seus pecados. Como vemos pessoal, as más línguas precisam se calar quando afirmam que os leigos desobedientes estão se revoltando contra o comando da igreja católica porque, ademais façam isso os católicos com suas famílias, dentro da própria hierarquia e magistério assistimos, graças a Deus e com fervor no coração por sermos católicos não modernistas, um grande movimento em prol do que realmente foi trazido dos céus na pessoa do Verbo Encarnado. A cada um é pedido um amor a Deus sobre todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento.


fonte: Jefferson Roger
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Eu bem que avisei

Não é de hoje que toda a milícia peregrina católica firme nos ensinamentos de Cristo está vigilante com relação aos atos do leviano papa argentino da atualidade. Basta um “passeio” pelas agências de notícias do mundo todo para se tomar conhecimento de suas atitudes que muito, posso falar com tranquilidade de mente e coração e está não é uma posição solitária, desagradam os céus sem dúvida alguma. São várias contradições, sofismas, ambiguidades e disparates afora, e os acorrentados à escravidão em forma de papolatria se vem obrigados a fazerem tremendo esforço laboral numa tentativa que sempre vai ser vã em encaixar nos moldes do que nos pede Jesus, o agir desse atual pontífice.

Felizmente muitos se levantam, aqueles que empunham a partir do coração a bandeira católica do verdadeiro evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Entre eles, mais uma vez destaco o bispo Athanasius Schneider, protagonista em tempos atuais em relação ao que é o catolicismo apostólico e tradicional, e o que o papa Francisco, que quer ser popular e politicamente correto, tenta impor goela abaixo. Abaixo destaco um trecho de uma entrevista publicada na íntegra no site “fratesinunum” que o bispo Athanasius de a uma agência de notícias chamada Rorate fez a poucos dias:

“Rorate Caeli: Para o católico típico, que vai para a Igreja mas que não segue as políticas da Igreja, como fazem os leitores de Rorate, os católicos casuais que ouvem o sumo pontífice dizendo inúmeras coisas confusas durante os últimos anos, coisas que parecem contrárias (esperamos) a tudo o que lhes foi ensinado a vida inteira, o que a sua excelência diria a eles? E como os católicos sérios podem rebater sempre que são perguntados pelos modernistas se eles se acham “mais católicos do que o Papa”?

Bispo Athanasius: Primeiramente, esses fiéis devem continuar a ler e estudar o Catecismo imutável, e especialmente os grandes documentos doutrinários da Igreja. Tais documentos são tema aqui, por exemplo, os Decretos do Concílio de Trento sobre os sacramentos; as encíclicas Pascendi de Pio X.; Casti connubii de Pio XI; Humani generis de Pio XII; Humanae vitae de Paulo VI; o Credo do povo de Deus de Paulo VI; a encíclica Veritatis esplendor de João Paulo II; e sua Exortação Apostólica Familiaris consortio. Esses documentos não refletem um significado pessoal e de curta duração de um papa ou de um sínodo pastoral. Em vez disso, esses documentos refletem e reproduzem o infalível Magistério Ordinário e Universal da Igreja.

Em segundo lugar eles devem ter em mente que o papa não é o criador da verdade, da fé e da disciplina sacramental da Igreja. O papa e todo o Magistério “não estão acima da Palavra de Deus, mas apenas a seu serviço, ensinando apenas o que lhes foi transmitido ” (Concílio Vaticano II, Dei Verbum, 10). O Primeiro Concílio do Vaticano ensinou que o carisma do ministério dos sucessores de Pedro “não significa que eles devam tornar conhecida uma nova doutrina, mas que com a assistência do Espírito Santo devem religiosamente guardar e fielmente transmitir a revelação ou o depósito da Fé transmitida pelos Apóstolos. “(Pastor aeternus, cap. 4).

Em terceiro lugar, o papa não pode ser o ponto focal da fé na vida diária do fiel católico. O ponto focal deve ser Cristo. Caso contrário, nos tornamos vítimas de um insano papa-centrismo ou uma espécie de papolatria, uma tradição que é alheia à Tradição dos Apóstolos, aos Padres e à grande tradição da Igreja. O chamado “ultramontanismo” dos séculos XIX e XX atingiu seu pico em nossos dias criando um papa-centrismo e popolatria insanos. Para mencionar apenas um exemplo: houve em Roma lá pelo final do século 19 um famoso monsenhor que levava diferentes grupos de peregrinos para audiências papais. Antes de deixá-los entrar para ver e ouvir o Papa ele lhes dizia: “Ouçam atentamente as palavras infalíveis que sairão da boca do Vigário de Cristo”. Certamente esta é uma caricatura do ministério Petrino contrária à doutrina da Igreja. No entanto, mesmo em nossos dias, não poucos católicos, sacerdotes e bispos mostram substancialmente a mesma atitude caricatural em relação ao sagrado ministério do sucessor de Pedro. “


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Não deve haver distância entre nós

Distância é uma coisa muito bem conhecida por todas as pessoas. Muitas pessoas não se dão conta dela em suas vidas até terem que passar por alguma experiência. Às vezes a distância mostra as caras e mostra a que veio. Ela bate à porta e se anuncia sem o menor cuidado. No alto do calvário, Jesus crucificado guardava certa distância do chão e não era mais possível para Maria Santíssima abraça-lo. Para o centurião a distância não importava. Não importava a ele que Jesus estivesse fisicamente com o seu empregado doente para que ele fosse curado. Na beira do caminho, o cego de nascença Bartimeu, não se importou com a distância em que ele estava do local em que Jesus iria passar e gritou em alta voz para Jesus ter misericórdia dele, mesmo sendo repreendido, gritou ainda mais alto.

Para Maria Madalena a distância importava, ela do lado de fora do sepulcro, sem poder contemplar seu salvador, foi a última a deixar o túmulo e a primeira a chegar no dia seguinte porque queria vencer essa barreira, a barreira da distância para estar perto do seu amor maior. Durante a vida pública de Jesus, as multidões faziam de tudo para estarem na sua presença, para estarem a menor distância possível de Jesus. E muitos estiveram à distância de um olhar. Jesus, durante toda a sua vida, o que fazia era um movimento que visava encurtar a distância entre as pessoas e Deus. Revelar o amor do pai e na boa nova levar até as pessoas o anseio de querer um dia morar junto dele para todo o sempre, custe o que custar.

Em suma, o que Jesus nos ensinou é que não deve haver distância entre nós. Entre ele e nós. Mas nós, que devemos ser seus imitadores, devemos agir da mesma maneira para com o próximo. Entre os viventes toda a distância de coração deve ser superada, toda a distância física deve ser entendida, aceitada e convivida. Entre os vivos e os que já se foram, a distância é temporária para aqueles que vivem sob o jugo de Cristo. Se a distância entre os esposos existe, existe espaço para o inimigo habitar entre eles. Corações distantes deixam de ouvir a voz dos céus e se ensurdecem com os barulhos do mundo.

Entre pais e filhos não deve haver distância. Mentes e corações que pensam diferentes tomam rumos diferentes e com isso caminhos que deviam andar juntos se afastam na bifurcação da intolerância e dos prazeres e desejos egoístas. Quando Jesus disse que subiria aos céus para nos preparar uma morada disse também que estaria conosco até o fim dos dias. Ou seja, Jesus nos quer perto dele e no fim dos tempos, nos quer com ele para todo o sempre. O recado está mais do que dado. Ele quer, porém, que façamos a nossa parte se queremos um dia habitar as moradas que ele mesmo falou que foi preparar. Sempre é hora de lembrarmos que a distância é algo valoroso, tanto para o bem quanto para o mal. No dia a dia a modernidade e a tecnologia “encurtam” distâncias e na mesma medida, o empenho de muitos não é mesmo para manterem-se próximos de Deus e próximos dos que precisam de nós. Como disse o Cristo: “entre vós não deve ser assim.” Não devemos negligenciar as coisas porque queremos muito bem durante nossa vida Deus perto de nós, cuidando de nós, dos que gostamos e do que fazemos, mas quantas vezes guardamos uma certa distância dos outros? Precisamos refletir, Jesus disse que somente seremos perdoados na mesma medida que perdoarmos, precisamos ficar atentos, os dias passam numa velocidade tal que se não formos prudentes, iremos agir como as virgens do evangelho, sem óleo para suas lamparinas.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

As confusões do papa Francisco

No passado a igreja fez corpo mole na questão da prática da comunhão na mão em 1969, agora, recentemente, de 2017 para cá, algo semelhante aconteceu. O papa Francisco aprovou algumas normas pastorais que foram embasadas também na sua equivocada e mascarada amoris laetitia dos infernos. O fato gerou grande repercussão para os autênticos católicos que não fazem vista grossa e assim, como nos disse São Paulo em suas cartas, unem seus sofrimentos aos de Cristo. De todos os cantos e encabeçados por alguns podemos encontrar algumas notícias dessas ambíguas e duvidosas atitudes de Francisco.

A aprovação, por Papa Francisco, das normas pastorais dos bispos de Buenos Aires causou uma confusão entre fiéis e o clero, escrevem três bispos do Cazaquistão. Eles são o arcebispo de Astana, Tomash Peta, o arcebispo de Karaganda, Jan Pawel Lenga, e o bispo auxiliar de Astana, Athanasius Schneider. Sua declaração é datada em 31 de dezembro de 2017. Ele vê as normas pastorais como um meio de difundir a "praga do divórcio", inclusive na vida da Igreja. Legitimar uma segunda ligação "representa uma alternação substancial da disciplina sacramental dos dois mil anos e da doutrina da Igreja". Os bispos citam desde padres da Igreja até papas recentes que concordam unanimemente que uma segunda relação nunca é legítima. Eles concluem: "Não é lícito justificar, aprovar ou legitimar, direta ou indiretamente, o divórcio e uma relação sexual estável não conjugal, através da disciplina sacramental da admissão dos "divorciados em um segundo casamento" com a Sagrada Comunhão; nesse caso, uma disciplina alienígena à toda a Tradição da fé católica e apostólica".

O infame documento dos bispos de Buenos Aires, que permite a Comunhão para os adúlteros, nega, na prática, a verdade divinamente revelada sobre a indissolubilidade do casamento, afirmou o bispo Athanasius Schneider. Ao falar a rorate-caeli.blogspot.com (4 de dezembro), Schneider definiu como uma "triste circunstância" que Francisco tenha aprovado tais instruções: "Dessa maneira, o Papa deu, na minha opinião, uma resposta direta [errônea]" às Dubia. O cardeal Janis Pujats, ex-arcebispo de Riga - Letônia, se juntou aos cinco bispos para assinar a Profession of Immutable Truths about Sacramental Marriage [Profissão das verdades imutáveis do Matrimônio], publicada por três bispos do Cazaquistão e dois arcebispos italianos. O documento acusa Papa Francisco de causar uma "confusão desenfreada" em relação ao casamento e à Sagrada Comunhão. Pujats é um representante das amadas "periferias" de Francisco. A maior parte de sua vida como sacerdote foi passada sob perseguição Comunista. Monsenhor Luigi Negri, ex-arcebispo de Ferrara - Itália, explicou por que assinou a declaração do Cazaquistão, a qual é uma correção de Amoris Laetitia: "Enfrentando graves confusões na Igreja em relação ao tema do matrimônio, acredito que seja necessário repetir a clareza da posição tradicional." Ao falar a La Nuova Bussola Quotidiana (4 de janeiro), Neri citou o falecido cardeal Carlo Caffarra: "Uma Igreja com pouca atenção à doutrina não é mais pastoral, mas sim, uma Igreja mais ignorante". Ele acrescenta: "Essa ignorância dá origem à confusão".
O Papa Francisco fez mais para dividir os católicos do que qualquer papa em 150 anos, segundo o jornalista americano John Zmirak. Ao escrever no site stream.org (1º de janeiro), Zmirak afirma que Francisco nublou o ensino da Igreja sobre casamento e sexualidade e politizou o papado. Ele espera que Francisco possa enxergar seus erros e se arrependa. Caso contrário, "ele deve renunciar e abrir um instituto político com sede em Buenos Aires". Zmirak é um editor sênior de The Stream e autor do novo Politically Incorrect Guide to Catholicism [Guia Politicamente Incorreto do Catolicismo].

Papa Francisco está preparando um contra-ataque àqueles cinco bispos que assinaram uma correção pública de Amoris Laetitia, relata o blog Anonimi della Croce. A correção foi, até o momento, ignorada pela imprensa oficial do Vaticano. Referindo-se a uma fonte anônima, Francisco teve um encontro na terça-feira à noite com os seus oficias de imprensa e conselheiros sobre como responder. De acordo com a fonte, Francisco estava bravo e gritando: "Eles irão se arrepender! Eles irão se arrepender amargamente!". Segundo Anonimi della Croce, a estratégia de Francisco não será responder pessoalmente, mas dar carta branca aos funcionários de imprensa oficiais e não-oficiais, de modo a dar início a uma campanha midiática contra os 5 corajosos bispos. Um ex-jornalista católico anônimo, escreve no blog de Marco Tosatti (6 de janeiro) que o falecido cardeal Carlo Caffarra, um dos quatro cardeais das Dubia (documento que solicita audiência com o papa para esclarecimentos e debates sobre pontos da amoris laetitia), "sofreu terrivelmente", porque o Papa Francisco não o considerou digno de uma resposta. O ex-jornalista acrescenta: "O animado Bergoglio, que faz chamadas telefônicas para a direita e esquerda, que dá entrevistas como um ator de cinema, que aparece nos aniversários de prelados próximos a ele, que não hesita em pegar lápis e papel para punir o cardeal Robert Sarah, nunca encontrou meia-hora para falar com um homem que teve a mais alta consideração de João Paulo II e Bento XVI". Quando Francisco visitou Carpi, em abril de 2017, abraçou Caffarra em frente aos fotógrafos. O ex-jornalista escreve: "Com dor, Caffarra me contou que o Papa fugiu dele o dia inteiro: ele se limitou, astuciosamente, à foto". O ex-jornalista comenta: "Quão difícil é amar o seu vizinho quando ele está perto, e quão fácil é amar os migrantes, os estrangeiros de longe, quando conversam de uma varanda ou pontificam em um avião!" Esse é Francisco povo de Deus, lamentável.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Por medo ou não

Para aqueles que acreditam no plano de salvação de Deus, em toda a sua catolicidade, fica muito claro que nossa aproximação para com aquele deve carregar o rótulo da humildade. Jesus mesmo nos disse que quem se humilhar, será exaltado. Todavia, na questão da salvação de nossa alma, uma vez que entendemos um pouco a respeito de tudo que esse caminho rumo aos céus pede, exige, oferece e apresenta a cada um, somos tomados pela grandeza da coisa e ela pode nos levar a agirmos por medo ou agirmos por amor.

A bíblia já nos confirma em provérbios 24,16 que o justo peca até sete vezes por dia. São Pedro nos recorda em suas cartas que o justo se salva com dificuldade, quem dirá nós. Colocadas as coisas como são, as pessoas se dividem em sua espiritualidade e religiosidade entre fazer as coisas por medo de ir ao inferno ou fazer as coisas porque se quer ir ao céu. Notem que nesta reflexão estão excluídas as pessoas que fazem o que querem como se Deus não existisse, zombando dos novíssimos do homem.

Vamos perceber que o medo não é uma coisa ruim, depende de como ele é tratado. Existem ocasiões em que ele é bem-vindo. Outras não. Se temos medo de cobra e estamos andando por um carreiro na mata, ao avistarmos uma cobra, nosso medo nos mantém afastado dela e de antemão nos mantém atentos pela trilha. O medo de ser atropelado nos faz redobrarmos o cuidado quando atravessamos a rua. Como vemos ter medo de forma salutar não é nada doentio e não coloca uma pessoa na condição de medroso, já que o medroso exacerbado está mais para um covarde. Então, se tenho medo de ser condenado ao fogo eterno procuro viver o que Deus me pede. Porém, se anseio o céu e não vejo a hora de um dia estar lá, procuro viver o que Deus me pede. Percebem a diferença?

Se faço por medo e obrigação, tudo se torna um fardo. Se faço por amor e anseio, tudo se torna um prazer. É nessa medida que viviam e vivem os santos. Somente compreendendo isso é que podemos entender a fé heroica de muitos homens, mulheres e jovens, que por amor a Deus viviam como viviam e vivem. As pessoas que tem medo estão sempre preocupadas em não fazer o que é errado. As pessoas que tem amor estão sempre preocupadas em fazer o que é certo. Os erros e os pecados são mais facilmente superados por causa do amor do que por causa do medo. O medo transforma todas as nossas atitudes num fardo. Que cada vez vai ficando mais pesado ao ponto inclusive de Jesus nos falar que devemos procura-los para ele nos aliviar.

Todavia, já que existem os que agem por medo e os que agem por amor, também existem aquelas pessoas que vivem no meio termo. E são muitas, hora agem por medo, outras horas por amor, a balança fica em constante desequilíbrio e esse desequilíbrio consiste na luta diária do homem sobre a terra em busca da sua salvação e santificação. Vale lembrar, para encerrar a reflexão, que Jesus disse que tudo se resume aos dois mandamentos da lei do amor.


fonte: Jefferson Roger
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Os sábios astrônomos

A tradução se refere a eles como reis magos, mas, no entanto, é bom que saiba que não eram nem reis e nem magos, conforme a forma como entendemos nos dias de hoje essas duas expressões. Vindos até Belém, de três lugares distantes, três nações a que se tinha conhecimento de suas existências na época, à nós, na atualidade, a celebração que a Igreja Católica fez neste final de semana, Jesus Cristo, luz das nações, que se manifestou a todos os povos, é motivo de algumas reflexões. Conta-se na tradição e nas sagradas escrituras que os reis magos, primeiro, foram atrás de Jesus para ao encontra-lo, viver essa experiência; segundo, deram como presente a Jesus o que tinham de melhor; terceiro, depois do encontro com o menino, voltaram por um caminho diferente.

E nós; fazemos o mesmo? Nós vamos atrás de Jesus, o procuramos para que ele faça parte de tudo em nossas vidas? Ou simplesmente tomamos conhecimento de sua existência mas não queremos nos envolver além do ponto que de nós seja exigido algum compromisso e desapego pessoal. E nós, em resposta ao seu amor que nos amou primeiro, nós damos o que temos de melhor para Jesus? Ou apenas, diariamente damos desgosto em cima de desgosto e pecados em cima de pecados, além da indiferença. E nós, já nos encontramos com ele e depois disso nossa vida mudou ou ainda ficamos insistindo em nossos pecadinhos de estimação e numa vida que não produz os frutos da forma como Deus quer?

Se esses sábios estudiosos enxergaram a importância do salvador para suas vidas ao ponto de agirem como agiram, que nos sirva de exemplo, exemplo esse que existe por muitos cantos da humanidade e por esse mundo afora. Muitas vezes num reencontro com alguma amizade antiga fazemos festa, nos alegramos, colocamos o papo em dia, saímos juntos para uma confraternização e tudo isso nada existe de ruim. Ruim, sim, é não chegarmos nem perto disso com no encontro, ou reencontro com Jesus acontece.

Jesus não é alguém para estar presente intelectualmente em nós, sua pessoa precisa, como ele mesmo disse nos evangelhos, viver e fazer morada em nossos corações. Senão ele não vai passar de um personagem, invisível em nossa época que se conhece a imagem apenas por figuras. A tradição nos conta que os reis magos tinham vinte, quarenta e setenta anos de idade, o que nos leva a refletir espiritualmente de que não existe tempo ou idade para irmos ao seu encontro, em cada passo de nossas vidas precisamos faze-lo.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O convite de Maria

Para aqueles que não são católicos e para tantos católicos escrupulosos, Maria é colocada numa situação de pedra de tropeço. Onde já se viu dar tanto crédito para Maria Santíssima, recitar o Santo Rosário, se ajoelhar em frente as suas imagens. Ela foi uma mulher qualquer, escolhida por Deus para ser mãe de Jesus aqui na terra e somente isso. Importância nenhuma tinha além disso que nem é mencionada com tanta magnitude e propriedade como Jesus Cristo nos evangelhos e nas cartas apostólicas. Se Jesus nos disse que ninguém vai ao pai senão por ele, e que ele é o caminho, verdade e vida, único mediador entre Deus e os homens, o que é que as pessoas estão fazendo perdendo tempo rezando para a Virgem Maria? Para muitos é até idolatria pura que vai contra os escritos do antigo testamento. E existem muitos padres por aí, que passam longe do nome da toda cheia de graça utilizando-se de muita cautela ao se falar o nome dela. Mas, as coisas não são bem assim, falta para muitos mais aceitação e informação, vamos refletir um pouquinho sobre isso.

Deus, por meio de seu mensageiro São Gabriel, convidou Maria para ser mãe de Jesus. Percebemos que é um convite porque depois que ela quis saber como as coisas aconteceriam, já que ela não teve relações com José, e o anjo explicou, esclarecida a dúvida ela aceitou: eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra – Lucas 1,38. Na aparição que Maria fez a São Domingos de Gusmão, ocasião onde o Santo Rosário foi entregue, ela mesma disse: “Querido Domingos, você sabe de que arma a SANTÍSSIMA TRINDADE quer usar para mudar o mundo?” São Domingos respondeu: “Oh, minha Senhora, vós sabeis bem melhor do que eu pois, depois de vosso Filho JESUS CRISTO, vós tendes sido sempre o principal instrumento de nossa salvação.” Nossa Senhora respondeu-lhe: “Quero que saibas que, a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para DEUS, com a oração do meu Saltério.”

Quanto as imagens é mais que evidente que elas são um auxílio. Tanto faz ajoelhar aos pés da cama, rezar deitado olhando para o teto no quarto, numa quina da casa, num banco de igreja, católica ou não. A oração é dirigida aos céus, chega a ser uma infantilidade os não católicos acharem, ignorantemente, que estamos nós católicos pedindo alguma coisa para uma estátua de gesso, de pedra ou de madeira. Só me falta essa viu e pior é que eles acham isso mesmo. Infelizmente os convertidos para as religiões que se originaram depois da revolta de Lutero, no século XVI, chegam a se desfazerem de quadros de santos, de Jesus, de Maria, de imagens. Em muitas denominações não católicas eles até fazem cultos específicos para os recém-chegados em suas religiões destruírem os pertences de origem católica.

Chega a ser uma burrice e uma estupidez e nem preciso me desculpar com aqueles que querem ser membros do corpo de Cristo mas pisoteiam Maria Santíssima que, muitos esquecem, também é um membro do corpo de Cristo. Pintam um Deus que quis usar Maria e depois descarta-la. Que Deus é esse que eles seguem e ainda dizem que Deus é um só? Eis aí a tua mãe, disse Jesus no alto da cruz. Não mãe do apóstolo João que estava no calvário, mas da humanidade que representada estava por ele. Eis aí o teu filho, não João apenas, mas Jesus se referia a todos. Maria, escondida na humildade e despercebida no evangelho, que era o evangelho de seu filho, nos ensina após o seu aceite a Deus que a misericórdia dele é para os que o temem (Lucas 1,50). Na festa dos noivos ela nos convida a fazermos tudo que seu filho nos disser (João 2,5). Suas aparições, constantes puxões de orelha que por amor uma mãe dá em seu filho, nada mais são do que uma constante repetição do seu convite, que é o convite a fazermos o que agrada a Deus e seguirmos os exemplos e palavras de seu filho Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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O convite de Jesus

Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade não obriga ninguém a nada. Isso por causa da liberdade que Deus dotou o ser humano. No entanto, nem por isso as obrigações deixam de existir. Em vários segmentos de nossas vidas fomos, somos ou seremos obrigados a algo, ou a alguma coisa. Sempre temos que decidir, temos que fazer uma escolha. Falando espiritualmente, se sabemos que algo faz bem para nós, enquanto corpo e alma, nós “dobramos” a preguiça do corpo e da mente e num ato de firme propósito nos “obrigamos” a fazer alguma coisa porque sabemos que é para nosso bem.

Se a preguiça nos convida a não irmos na missa e sim no shopping ou mesmo ficarmos na cama, nossa força de vontade, que brotou no coração (porque sabemos que nos faz bem) e se instalou na mente, vem em nosso auxílio e nos impele, como um todo a irmos na missa. E não deve haver receio algum nessa prática, a de se ir na missa por pura obrigação. Vale lembrar que a oração feita no sofrimento vale mais do que a oração feita na consolação. Ademais, se o assunto fosse “motivos para se ir na santa missa”, de sobra existem muitos, porque quantas pessoas, vivas ou mortas (no purgatório) precisam que participemos da missa.

Agora, se decidimos livremente porque entendemos bem como são as coisas, então nosso esforço alcança patamares que nos permitem sim, dizer a respeito de nós mesmos, que fazemos o que fazemos porque nos obrigamos a isso. E isso não é de se espantar. Essa obrigação que nos impomos, assim o fazemos porque aceitamos o convite de Jesus. Aceitamos a sua proposta contida no evangelho. E isto é muito bem-vindo aos céus, tanto é que na carta aos Hebreus 12,4 está escrito que é preciso na luta contra o pecado resistirmos até o sangue. Jesus, para que não haja dúvida alguma, nos ensina em Mateus 11,12 que o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam. E por que Jesus diria algo assim? Simples, ele mesmo respondeu quando disse que é muito difícil entrar no reino dos céus uma pessoa que é apegada a alguma coisa que passa e, nos evangelhos sinóticos, ele exemplifica falando do apego a riqueza e bens materiais.

Como vemos e como temos muito bem vivido em nossas vidas, aceitar o convite de Jesus significa aceitar o combo completo, não podendo excluir do pacote, aquilo que não nos agrada. Assim como o convite é feito por inteiro, nosso salvador espera de cada um de nós uma aceitação total. Por isso as coisas são católicas porque ser católico requer adesão total, não percentual. Você recebe um convite para uma festa e nele está escrito que o traje é esporte fino. Você comparece ao evento vestindo roupas de outra característica? Vai com traje de gala ou com a roupa que se vai na academia? Pois é, se a natureza humana, compreende as coisas por aqui então o que dizer a respeito do projeto de salvação de Deus? É um convite e precisamos lê-lo e compreende-lo por inteiro.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O que você busca eu não posso te dar

Na trilogia do filme O Senhor dos Anéis, acontece um enamorar por parte de uma personagem chamada Eowyn, vivida pela atriz Miranda Otto, em relação ao personagem Aragorn, interpretado pelo ator Viggo Mortensen. Na trama cinematográfica o telespectador aprende que Aragorn tem seu coração “voltado” para uma terceira personagem, a elfa Arwen vivida pela atriz Liv Tyler. Colocada a situação dessa maneira, durante o desenrolar da trilogia Eowyn se encanta por Aragorn e quer levar adiante esse sentimento demonstrando de forma respeitosa, delicada e sem vulgaridades ou apelos para o seu amado que esse é o seu desejo.

Pois muito bem, Aragorn devolve na mesma moeda e para encerrar a questão e não deixar margem para falsas esperanças ele diz para a moça que “o que você busca eu não posso te dar”. Caros leitores, para os que por ventura ainda não saibam, os autores de Narnia e Senhor dos Anéis, autores católicos, deixaram claro em vida que tinham o anseio em transmitir na literatura que desenvolveram os traços da sua religiosidade. Os livros que escreveram deixam isso muito claro e as adaptações cinematográficas não ficaram atrás.

Trata-se aqui de valores e princípios que devem ser manter imaculados. Todavia, se existe algo que o diabo procura sem cessar, fazer, é justamente macular a origem e a finalidade disso tudo. Quando algo de desregrado acontece com alguém, existe uma tendência de que essa transgressão queira ser levada adiante. A pessoa drogada, convida a outra, que convida a outra e assim por diante. O festeiro também, convida o amigo, que convida a amiga e assim sucessivamente. Festinhas regadas a muito álcool, drogas e sexo também são assim. O problema de tão claro que é e visível aos olhos de todos é criativamente disfarçado pelo inimigo que muito sutilmente responde da seguinte maneira:

O que você busca eu não posso te dar, mas, eu tenho outra coisa para te oferecer. E então ele oferece com as tentações, a chance para pecarmos e experimentarmos uma felicidade e um prazer “alternativo”, cuja garantia única é apenas ele, nosso inimigo. Por outro lado, Jesus nos diz exatamente a mesma coisa quando pedimos a ele o que queremos ao invés de pedirmos a ele o que precisamos. Jesus então não nos dá o que queremos, mas nos oferece algo melhor. Nosso problema é que não enxergamos isso porque não olhamos com um olhar espiritual.

E para encerrar precisamos também nós, em nosso processo de conversão que deve ser constante e diário reconhecermos que se não podemos dar a Jesus o que ele busca em nós, estamos longe de ser seus imitadores e por conta disso não podemos oferecer nada de bom a ninguém. Um passarinho se for amarrado por um simples barbante em sua perna não poderá voar. Não precisa ser uma forte corrente, basta um pequeno barbante. Assim somos nós, o mínimo apego aos pecados, transformando-os em pecados de estimação, nos impedem de voar para junto de Deus. Jesus muito bem resume isso quando diz que (Lucas 9,62) quem coloca a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus.


fonte: Jefferson Roger
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Não chore por aqueles cuja hora já chegou

Uns são mais sensíveis e emotivos, outros nem tanto, demonstram seus sentimentos de outras maneiras. Existem aqueles que não externam seus sentimentos que brotam no coração através de lágrimas ou expressões faciais que denotam aos espectadores que algo aconteceu ou acontece na vida daquela pessoa. Muito bem, de forma geral, sabemos que, guardadas as devidas proporções e particularidades de cada um, o ser humano foi feito para “ser humano”, para sentir. Diferentes dos personagens de ficção científica, como por exemplo, os vulcanos e androides, vivemos dentro daquilo que sentimos e sentimos aquilo que vivemos. Enquanto vulcanos e androides analisam probabilidades e conceitos lógicos e ilógicos, nós humanos vivemos mergulhados num turbilhão de emoções e sensações que nos cercam durante toda a vida, quer queiramos, quer não.

Vejamos o caso do choro. Pode acontecer das mais variadas formas. E eles acontecem como se fizessem parte de uma escala. Existem os choros menores, mais curtos, mais silenciosos, mais altos, duradouros, de desespero, de felicidade e tantas outras formas de choro. Vamos admitir, chorar parece um termômetro para aqueles que vivem ou presenciam a experiência. Até Jesus chorou pela morte do amigo (João 11), também chorou de lamentação (Lucas 11), Pedro depois que negou Jesus, chorou amargamente (Mateus 26), só para constar alguns exemplos bíblicos de que o choro faz parte da natureza humana, não é condenável, até certo ponto. Ademais, Jesus bem ilustra esse sentimento do choro, relacionando-o com o sentimento de se ter feito alguma coisa errada da qual não se pode mais voltar atrás. Por seis vezes encontramos no evangelho de São Mateus que no inferno “haverá CHORO e ranger de dentes: 8,12 – 13,42 – 13,50 – 22,13 – 24,51 e 25,30. No entanto, esclarecida a questão a respeito da sua natureza é preciso um olhar atento a seu respeito para que o sentimentalismo involuntário, voluntário ou barato, não tome conta dessa manifestação atrapalhando o verdadeiro sentido das coisas. Vejam só, na vida de Santa Gemma Galgani, que viveu entre 1878 e 1903, falecendo em 11 de abril, no sábado santo daquele ano, consta-se em sua biografia, que ainda muito nova conviveu com a perda de pais e irmãos, vindo a morar com parentes. Certa ocasião, a perda em tão pouco espaço de tempo entre seus parentes veio a lhe causar grande comoção, motivo de um choro de abundantes lágrimas. Predestinada e eleita a sofrer pelos pecadores, a menina era agraciada por Deus com aparições privadas e celestes que lhe conduziam pela via sacra pessoal que destinava em vida a cumprir. E foi numa dessas aparições que Jesus lhe disse, em tom severo e que chamava a sua atenção de que “ela não devia chorar pela morte de sua mãe em virtude de seu afastamento temporário”.

A lição aplicada por Jesus a Santa Gemma vale para todos nós. Jesus ensina nesse episódio que se o choro for motivado por raízes egoístas, ele é errado e pode ser ocasião para em nós brotar frutos ruins. Pura verdade é, basta olharmos no mundo quantos casos de perdas trágicas ou separações familiares que levam alguém à depressão e vícios. Não se trata de “engolir” o choro, mas de combater pensamentos e sentimentos que não nos fazem bem. Chorar de felicidade é muito bom, dá uma leveza na alma e no coração, agora chorar a perda de uma mãe ou de um filho é uma situação bem diferente. Se a mãe ou o filho viveram no temor de Deus, sem dúvida alguma estão num lugar melhor do que os que ficaram por aqui. Estão num lugar que nossa fé nos motiva a vivermos nesse mesmo temor para um dia estarmos lá também. O apego atrapalha a vida das pessoas, apegos materiais ou não. Deus nos ensina que o desapego é sempre necessário e assim ele o faz quando leva para junto de si, aqueles de nossas famílias cuja hora já chegou.


fonte: Jefferson Roger
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sábado, 30 de dezembro de 2017

2018...


“Adeus ano velho, feliz ano novo, que os sonhos se realizem no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.” Caros leitores, outro ano civil já está às portas e esta pequena frase que inicia o artigo a qual faz parte de uma música muito lembrada nas comemorações da virada do ano é muito cantada por estes dias. Em meio a muitas festanças e bebedeiras, abraços e beijos é preciso mais uma vez lembrar, que o puxão de orelha sempre é necessário. Afinal, este tipo de lembrete a Mãe de Deus tem feito ao longo de toda a história da humanidade em suas aparições, sempre para nos fazer recordar que o Evangelho de seu filho Jesus não tem sido seguido desviando assim, com seu comportamento, o ser humano do caminho, da verdade e da vida (João 14,6).

Dar adeus ao ano que passou, deixar para trás os erros, mas com eles aprender. Receber o ano que se apresenta com um olhar e propósitos positivos, verdadeiros e divinos. Desejar que os sonhos se realizem não significa cruzar os braços e esperar sentado. Sobretudo é preciso transformar os sonhos em metas e sobre elas estabelecer objetivos, mas sobretudo ainda, buscando primeiro o reino de Deus e a sua justiça, pois, como nos ensina Jesus, tudo mais nos será acrescentado (Lucas 12,31). Quanto ao dinheiro, lembremos que ele precisa nos servir e não nos escravizar pois, assim com essa perspectiva e olhar, muito dinheiro no bolso significará muita oportunidade de servir ao próximo e não a satisfação egoísta de prazeres mundanos. Muita saúde é um desejo podemos dizer da maioria das pessoas, pois bem sabemos que na falta da saúde tantas outras coisas não podem ser realizadas. Porém, com saúde o que faremos? Vamos refletir:

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver dúvida que eu leve a fé.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado;
Mais compreender que ser compreendido;
Mais amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe;
E perdoando que se é perdoado;
É morrendo que se vive para a vida eterna!”

Belíssimas palavras são estas que compõe a oração de São Francisco de Assis. Este santo que em sua extrema radicalidade em seguir o evangelho, seguia fielmente os passos do nosso salvador, provando até mesmo para o papa de sua época que é possível sim, viver como nos pede Jesus. Este santo que inspirou e encorajou a muitos, fundou sua ordem e deu belíssimos testemunhos de amor a Cristo. Façamos como os santos e santas de Deus, verdadeiros heróis da fé, que já trilharam pelo caminho que Jesus deixou. Não é necessário percorrermos um caminho nosso e isso nem é possível, já nos alertou Jesus em seus ensinamentos. “Ninguém vai ao Pai se não por mim (João 14,6), lembram-se? Sejamos pois verdadeiros imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1) e desejemos para nós e para o próximo aquilo que Jesus disse que o Pai Eterno deseja para todos que os confiou: “que nenhum se perca e que todos tenham a vida eterna”.


fonte: Jefferson Roger
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