quinta-feira, 19 de abril de 2018

Viva os filhos

Deixai vir a mim as criancinhas disse Jesus e também disse que é preciso se assemelhar a elas para se entrar no Reino dos Céus. No Salmo 126,3 lemos que os filhos são um dom de Deus. Vamos recordar: entre nós aqui na terra damos e trocamos presentes. Entre nós e Deus a troca é um pouco diferente porque os “presentes” que recebemos são os dons e em troca a eles o que damos? Porque nos ama o criador nos presenteia e podemos dizer que é para compensar o propósito dele em nos manter dependentes e na miséria humana sempre carente de sua ajuda.

Pessoal, quando se tem filhos, aqueles que tem sabem que é assim mesmo, passam pela fase de dividir o ninho do casal com o filho pequeno. Já penso nos gêmeos ou trigêmeos! Para a criança é um conforto só dormir próximo da mãe, é isso mesmo, é perto da mãe, não perto do pai. Afinal, nem poderia ser diferente já que mãe e filho se conhecem desde a concepção. Mesmo que ouça a voz do pai ele ainda assim terá uma desvantagem de sete a nove meses dependendo da gestação. Então meu caro pai fresco ou pai de segunda, terceira ou que viagem for, a mulher que existe em nossas vidas é multifuncional, serve praticamente para tudo perante os filhos.

E não adianta reclamar! A criança fica à vontade e tira a condição de sono profundo do casal uma vez que precisam estar atentos para não machucar o bebê que dorme, dorme e dorme! Pela manhã, no dia seguinte, depois de uma bela noite de sono, quem tem que trabalhar vai trabalhar, feliz e contente da vida pela boa noite de sono!

Opa! Alguém pode dizer assim: espera aí! Boa noite de sono coisa nenhuma! E eu pergunto porquê? Ora, você não precisou dormir ao lado de seu filho que está internado num hospital, numa UTI. Não precisou passar a noite acordado com ele numa emergência médica, naquele frio da madrugada. Não precisou acudir de madrugada seus vômitos de sangue, convulsões e muito choro de dor, uma dor que você não pode fazer nada. Não precisou ajudar seu filho de madrugada por causa de uma febre de quase quarenta graus que insiste em não baixar.

Seu filho dormiu a noite toda e você não e você ainda reclama? Muitos queriam ter filhos e não tem, você que tem levante os braços e agradeça e faça tudo por eles. Não se joga no lixo um presente quando recebemos de alguém que gosta muito de nós não é mesmo? Porque, com os filhos enviados por Deus vamos desleixar em cumprir com nossa parte assumida no ato do sacramento do matrimônio perante o Senhor e na presença de testemunhas? Na hora de reclamar basta lembrar que Deus pode tirar de nosso filho o que ele quiser: saúde, membros, sentidos e leva-lo antes de nós. Por isso nada também de desejarmos que os filhos sejam como os filhos dos outros; temos parte nessa empreitada e cabe a cada um “cuidarmos do nosso povo (nossa família e isso inclui os filhos) e da nossa religião” – 1ª Macabeus 3,43.


fonte: Jefferson Roger
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Mulher objeto

Aprendi quando era criança,
Que brincava com meus brinquedos,
Com eles me divertia pelos terrenos
E como é boa esta lembrança.

Os brinquedos eram variados,
Mas de acordo com minha idade.
Porém, tinha que tomar cuidado,
Senão perdiam a utilidade.

Passou o tempo e fui crescendo,
Novos brinquedos eu fui querendo,
No entanto, mais caros eles eram
E por conta disso, fui entristecendo.

Todavia como ficaria?
Ainda queria brincar,
Então isso tudo como resolveria?
Já sei, com criatividade algo vou inventar.

Nesta hora para minha tristeza,
O diabo em sua sutileza,
Rapidamente entrou em ação,
Me oferecendo algo para minha coleção.

Apresentou-me a mulher,
E nesse instante, muito eu estranhei,
Afinal, mulher é mulher,
Não é objeto, isso eu pensei.

Que nada, disse o diabo,
Ela dá conta do recado,
Use quanto você quiser.
De manhã, à tarde e ao anoitecer.

Depois que enjoar,
Ela é só arrumar,
Se o conserto não funcionar,
Por outra pode trocar.

Esperto esse diabo
Com sua lábia maldita,
Convence a mulher e o marido,
Que se trocam por uma marmita.

No fim quem foi convencido
Achando-se muito esperto,
Não sabe o mal que fez
A si próprio e a quem está perto.

Agindo dessa maneira, a mulher para se agradar,
Agrada muito o homem, que muito a quer usar.
No entanto se fazendo objeto,
Descontenta muito a Deus e isso é mais do que certo.

Por fim ainda há esperança,
De que os olhos se abram,
E tanto a mulher como o homem,
Os erros não mais eles façam.

Assim os céus se alegram
E Deus, acolhedor, os recebem,
Arrependidos, sabem que erraram
Mas perdoados, não mais se entristecem.


fonte: Jefferson Roger
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Casamento não é Alvará

No livro de Tobias, um dos deuterocanônicos da bíblia sagrada católica, aprendemos de Deus, por intermédio do anjo São Rafael, que proclama uma belíssima catequese sobre algumas verdades celestes, de que sua providência divina nos condiciona a amarmos sobre todas as coisas e não nos colocarmos sob o domínio do demônio.

Embora São Paulo em suas cartas nos recorda que nada nos separará do amor de Deus é bastante fácil de se compreender porque em algumas vezes ou situações, parece Deus ter nos abandonado. Nós, por livre escolha decidimos deixar o auxílio divino e buscamos por meios próprios resolver as coisas. Dessa forma o cuidado particular que Deus tem para cada um fica, por opção da pessoa, afastado.

E nas palavras do anjo ao jovem Tobias temos o seguinte ensinamento: Tobias 6,16-17 – “Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder.”

E se é assim a situação dos que estão casados e transformam a relação sexual, ato exclusivo do matrimônio, num parque de diversões, o que dirá das pessoas que praticam a fornicação? Que consiste na atividade sexual fora do casamento? Deus é bastante claro e nos esclarece através do anjo São Rafael, que aqueles que o abandonam se colocam sob o domínio de satanás. Afastam-se voluntariamente das graças divinas e ficam restritos apenas aos cuidados genéricos. Sim, porque lembremos, Deus cuida também dos pecadores, não como a pupila dos olhos, mas cuida.

Sendo assim, importante é compreendermos que o matrimônio é um caminho de santificação. Não uma autorização para o casal usar um do outro como se fossem objetos. Objetos, remetem a coisas criadas, materiais, que podem ser descartadas ou trocadas. Pessoas não. São criaturas feitas a imagem e semelhança de seu criador, predestinadas para a santidade e eternas para a vivência na glória do paraíso para todo o sempre.

Para algumas pessoas, ele soa e parece como um contrato. Nada disso. É uma aliança de sangue, de onde brota uma família, pensada, desejada e querida por Deus e de onde fluirá a salvação de seus membros e de tantos outros que nela encontrem o modelo da sagrada família de Jesus, Maria e José. Alvará é um documento de permissão, de liberação para uso ou atividade. Casamento é uma constituição sacramental abençoada por Deus para durar o tempo desta etapa de nossas vidas.

Atribuir ao matrimônio o significado e valor que tem um alvará é mundanizar e profanar algo que é sagrado. No documento do alvará está muitas vezes escrito “enquanto satisfazer as exigências”, porque se as exigências não forem mais contempladas, o alvará perde a validade e não mais produz o efeito desejado. Bem diferente do matrimônio que exige nosso comprometimento até a morte e só deixa de existir quando chega ao final, na morte de um dos cônjuges. Em vida, um casamento de verdade não se acaba porque foi constituído por Deus. Ao homem é impossível desfazer um sacramento validamente constituído. Ele está sacramentado lá no céu e é por isso que só termina quando uma das partes lá chegar, ou o marido ou a esposa. Aqui na terra a falsa separação chamada divórcio, solução humana diabolicamente sugerida, nada mais faz que colocar os envolvidos em estado de pecado grave e contra Jesus e seu evangelho. Salvo exceções admitidas pela santa igreja católica, como a nulidade decretada porque houve antecedente omitido, a separação física por conta de risco a integridade de um dos membros do casal será seguida de abstinência enquanto exista o empecilho colocado por Jesus (Mateus 5,32; 19,6,9).

Portanto levemos a sério a questão, façamos a preparação certa e busquemos saber os porquês, os deveres e a finalidade da união sacramental do santo matrimônio. Desta forma iremos compreender que Jesus estará nos concedendo uma oportunidade de amar a esposa, o marido e os filhos assim como ele amou a sua igreja e se entregou por ela (Efésios 5,25).


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Tem gente que não aprende

Existiu a poucos anos atrás um sacerdote muito popular da comunidade Canção Nova que cativava os fiéis com sua criatividade em ilustrar através de historietas e crônicas os ensinamentos de Jesus. Uma das coisas que era marca registrada do Padre Léo era quando ele chamava as pessoas de “antas”. Vamos recordar, a anta é um animal e quando ele queria ilustrar que uma pessoa agia por impulso (deixando a inteligência e a razão de lado), como um animal, entrava em cena esse título de forma análoga muito bem colocado. Isso não é novidade, porque semelhante uso comparativo se encontra na bíblia.

Tobias 6,16-17 – “O anjo respondeu-lhe: Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder.”

Como podemos atestar aquele que não faz uso da razão, do pensamento irá acabar mal. Recordando o funcionamento das coisas sabemos que primeiro tudo nasce no coração (Jesus ensinou isso nos evangelhos), depois se instala na mente e, por conseguinte, o corpo executa. Por isso que Jesus disse que onde está nosso coração ali está nosso tesouro. Santo Antonio Maria Claret dizia que quem quer se salvar deve ter Deus no coração, o paraíso na mente e o mundo debaixo de seus pés. Porém, tem gente que não aprende; se faz surdo ao que Deus ensina. Tornam-se viciados de práticas errôneas que a bíblia ensina serem pagas com o salário de morte (Romanos 6,23).

Desta forma seguem em suas vaidades, falando pelas costas das pessoas, promovendo intrigas, mentindo a torto e direito, transformando seu corpo santo em vitrine e objeto de consumo alheio, vivendo as práticas sexuais de forma desregrada, sendo escravas do dinheiro, das futilidades e dos bens materiais e com tudo isso, ainda se pintam como bons samaritanos, socialmente, o que só demonstra o vazio no coração das coisas de Deus e a necessidade de plateia. Vaidoso precisa de plateia.

Pessoas assim, aos montes existem por aí; vez por outra esbarramos em nossa convivência com esse tipo de “gentalha”, como dizia o personagem Kiko do seriado mexicano “Chaves”. E então, o que fazer? Simples, Jesus disse que precisamos rezar por elas e nos garantiu que nossa recompensa nos céus depois que passarmos por situações com esse tipo de pessoa é digna de recompensa (Mateus 5,11-12).

Outrossim, por que o Cristo nos exorta a rezarmos por elas? Elas que nos caluniam, falam mal, pelas costas, seja em que lugar for e pela frente faz pose de pessoa querida, simpática e prestativa? Simples outra vez, Jesus disse que essas pessoas “não sabem o que fazem” e ainda rogou a Deus que as perdoe. Pobres delas, como não descem do salto de suas soberbas e suas vaidades, vivem a falsa liberdade de “ser o tal”. Estão ficando para trás, muito longe da luz do mundo: João 8,12 – “Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”


fonte: Jefferson Roger
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Falar mal dos outros

O comportamento que as pessoas tem em falar a respeito de outra pessoa, seja o que for, navega por águas muito delicadas do comportamento humano e suas consequências. Como nos recorda o livro de São Tiago 3,8-10, o poder de nossas palavras atuam na atmosfera humana como uma flecha, como uma flor, como um veneno, como um afago, como um calmante, como uma sentença e de tantas outras formas. O que falamos para alguém pode ter muito peso e ser muito considerado por quem se dirige a palavra ou pode espiritualmente “matar” essa pessoa. Como se diz na oração do perdão do ato penitencial na santa missa, peca-se por palavras.

Utilizadas para nossa comunicação, de forma tão natural não se dá, por muitas pessoas, a devida importância para o legado que elas podem construir. A palavra tem o poder de criar, de destruir, de cativar, de abençoar e de maldizer. Jesus nos ensinou que não devemos fazer ao outro aquilo que não queremos que nos façam. Aqui, após este pequeno início, passamos a refletir sobre a questão das blasfêmias, ofensas, calúnias, difamações e xingamentos que muitas pessoas proferem contra outras, direta ou indiretamente.

Vejamos como está escrito no livro de São Tiago 3: (A língua) “É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.” E como muitos agem conforme não convém, já dizia o apóstolo São Paulo, a atitude comum do tititi e do bafafá, as populares fofocas e disque me disque passam a se tornar uma prática do dia a dia na vida de tantos ao passo que falar “mal das pessoas, pelas costas ou não, mas precisamente pelas costas” se torna um vício que por fim termina em se instalar no coração, caso medidas corretivas não tomem lugar na situação.

Em outra passagem do evangelho Jesus nos ensina que não devemos nos importar com o cisco no olho do irmão uma vez que temos uma trave em nossos olhos. Pessoas que agem assim, falando mal de tudo e de todos, parecem se esconder atrás de uma máscara, ilibando-se de tudo e de todos e se colocando num pedestal. Os hipócritas, assim chamados por Jesus, os fariseus, muito por ele são condenados. Afinal, é importante se saber que a palavra hipócrita quer dizer máscara, personagem. Aquele que também é conhecido como “duas caras” age dessa maneira.

Enfim caros leitores, na prática que benefício pode ter alguém que fala mal de alguém? Jesus que nos pede para rezarmos pelos que nos odeiam e maldizem exige de cada um de nós um compromisso muito além do que a fraqueza humana consegue suportar. Por isso é que não conseguimos sozinhos, já nos alertava o salvador da humanidade (João 15,5). É preciso então, um esforço constante para não somarmos, com essa atitude de maldizer, pecadinhos sobre pecadinhos e assim, como nos recorda Santo Agostinho, por não teme-los ao comete-los, treme-los ao conta-los, pois seremos cobrados pelas obras (Apocalipse 22,12). Pecados maiores surgem pelos pecados menores e não da noite para o dia.

Evitemos o mal sobre todas as formas que nossas palavras podem produzir para no dia do juízo não sermos condenados pelo justo juiz por aquilo que poderíamos ter evitado tão facilmente nos agarrando ao coração misericordioso de Jesus e nos colocando sob a proteção de Maria Santíssima.

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fonte: Jefferson Roger
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De novo e de novo

Pessoal, lá no sermão da montanha no evangelho de Mateus, capítulos cinco, seis e sete, Jesus, sentado no monte ensinava às multidões e com autoridade. Não que se destaque apenas essa parte de tudo aquilo que ele ensinou, mas para o artigo de hoje destaco quando ele disse para “não fazermos ao outro aquilo que não queiramos que nos façam”. Por conta disso, Jesus nada mais faz do que frisar o que Deus já tinha deixado pelos profetas durante a história que acompanhamos no antigo testamento. De fato, nosso criador, assim como um pai que acompanha de perto o desempenho do filho na escola, quer saber como anda nosso relacionamento com ele e com o próximo. Haja vista os mandamentos, só para citarmos um exemplo.

Só por aí, já podemos perceber o quanto nos deixamos levar pelos três inimigos da alma para fazermos coisas erradas. Santa Tereza de Jesus dizia a respeito disso: “como somos desleixados”. Se sabemos que todo cuidado é pouco, como se diz no ditado, por que nem isso fazemos? Nem cuidamos de forma compromissada? Só cuidamos do que é fácil de se cuidar, do que dá mais trabalho (e por isso é mais valioso) não cuidamos com o mesmo esmero. Pobres de nós, somos culpados e pegamos nossas culpas e colocamos sobre os ombros de outras pessoas. Tudo vira desculpa e a desculpa quase sempre tenta esconder alguma coisa errada.

Se Jesus disse que não faça ao outro o que não queres que te façam por que as pessoas fazem? Ora, não queremos ser roubados e roubamos alguém? Não queremos ser assassinados e assassinamos alguém? Não queremos que “puxem” o nosso tapete no trabalho e “puxamos” o de alguém? Não queremos apanhar, mas batemos em alguém? E a lista parece não ter fim, Jesus dizendo o que disse incluiu tudo. Então, precisamos agir como São Paulo nos exorta em Hebreus 12,4; na luta contra o pecado devemos resistir até o sangue. Nem isso fazemos.

Porém, há remédio, uma dose de vergonha na cara, arrependimento e joelho dobrado no confessionário aliado ao firme propósito de emenda e abandono das ocasiões, ou seja, tem que ser até o sangue. E por falar em remédio o que Jesus nos disse pode e deve ser utilizado como remédio e poderíamos dizer, um remédio preventivo. Se teu pecado, além de ofender a Deus vai ferir tua relação com o próximo, mesmo que ele não saiba num primeiro momento, isso não importa porque Jesus disse que o que fizermos a alguém é a ele que fazemos; antes do ato, enquanto ainda podes escolher e dizer não ao diabo, o remédio aqui é pensar nos envolvidos. O marido se pensar na esposa pecando contra ele certamente não irá pecar contra ela, pois se colocando no lugar percebe que não gostaria de ser o ofendido. Como exemplos aos filhos, os pais, educadores no temor e doutrina do Senhor, pensar nos filhos é uma dose fortificante para se ficar em pé perante o mal e não ceder por caprichos, desforras ou desejos menores, propulsores das vias da condenação eterna. É possível agir assim, deixando de se pensar nos envolvidos? Se em nosso coração Jesus não fizer morada, se de dentro dele nós o expulsarmos, sim, é possível. Queremos isso? Vale a pena? Penso que não, é um “desagradar” muito grande para com Deus!


fonte: Jefferson Roger
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Puta Merda

Não sei vocês caros leitores, mas quanto mais caminhamos rumo à pátria celeste, mesmo em meio a tantos tombos que levamos durante a subida, vamos nos catolicizando mais e mais, porém, vamos nos indignando com a grande massa da população mundial que vai tratando das coisas de Deus e do próprio Deus de uma maneira exorcística embora não acreditem nisso sendo aqui um empréstimo para bom esclarecimento.

Escândalos vão deixando de ser, tabus vão deixando de ser, heresias vão deixando de ser, padrões vão se transformando, conceitos vão mudando ou sendo substituídos e, não poderia deixar de ser, pecados vão virando assunto do passado, um conceito superado pela evolução inevitável da raça humana, assim dizem os que se excluem dos propósitos divinos e se recusam a aceitar a verdade do criador.

A bagunça que vemos neste mundo, se voltarmos o olhar para os séculos que se passaram, iremos encontrar adivinhem o quê? Acertaram, mais bagunça. Inclusive a própria história da humanidade, abundantemente retratada nos livros nos mostra com detalhes o que estamos a refletir. A bíblia, é claro, mostra a mesma situação. No entanto, em tempos antigos, Deus se apresenta aos homens, explica o que se passa, dá as coordenadas e acompanha a sua criação, com um amor que nem compreendemos direito, haja vista estar recheado dos seus frutos que brotaram na crucificação de Jesus.

Temos saída? Não parece que aqueles que querem seguir Jesus vão sendo acoados, entrincheirados, empurrados para o abismo por forças de maior número e poder? Quem disser que não parece arrisco dizer que está mentindo de si. Numa calma ponderação e reflexão, crentes nas palavras do evangelho, que inclusive nos pede a perseverança como uma das condições de salvação, nos parece com base na fé, que Deus vai soltando corda até que chegue o último dia. Neste dia estaremos enrolados nessa garatuja, envoltos até o pescoço, incapazes de um movimento no sentido da porta estreita? Se não sabemos responder que saibamos logo uma vez que Jesus disse que devemos ficar de sobreaviso porque não sabemos a hora.

Apesar disso permanece o sentimento de revolta dos santos que viviam num verdadeiro incômodo aqui na terra longe do paraíso celeste. Tomara que os tempos avancem e a nova Jerusalém se apresente o quanto antes. Enquanto isso bom negócio é fazermos o que Nossa Senhora nos ensinou em Fátima: oferecer todos os sofrimentos que passamos pela conversão dos pecadores. Também fazermos o que Jesus disse à Santa Faustina: rezar pedindo misericórdia.

Não adianta, sempre seremos interpelados pelo mundo, faz parte do que Deus quis para nós depois da queda de Adão e Eva. Perdoar as fraquezas do outro por amor a Deus é uma das obras de misericórdia. Quem age assim segue na linha de Jesus que na cruz bradou: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. Que nós não sejamos como “eles” a quem o ressuscitado fez referência na cruz; ao contrário, sejamos seus imitadores, imitadores do Cristo (1ª Coríntios 11,1).


fonte: Jefferson Roger
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Precisamos escolher

Dentro da história da humanidade é sabido que ao longo do tempo formaram-se quatro fontes de saber ou quatro linhas de conhecimento ou pensamento. São elas, o saber mítico, baseado no senso comum; o saber filosófico baseado na razão; o saber científico baseado no empirismo e o saber religioso baseado na fé. De forma bastante resumida podemos dizer que, ao longo de nossa experiência de vida, em muitos momentos dela, oscilamos entre essas quatro formas de se relacionar com o que nos cerca enquanto seres viventes “depositados” neste contexto.

Diziam que se deixasse o chinelo virado de cabeça para baixo a mãe morria. Depois procurando especular uma razão para isso se enxergou que a crendice não poderia ser comprovada. Nenhum experimento atestou essa afirmação. Não comprova a ciência que existe vida na terra há muito tempo, milhões de anos, e que o homo sapiens já foi sucedido por outros “tipos” de ser humano? Basta uma rápida e simples pesquisa, por exemplo, pela internet. Pois é, onde se encaixa a criação da humanidade descrita na bíblia em relação à esta evolução do homem? E a criação do universo através do grande “big-bang” em relação a criação do mundo descrita nas sagradas escrituras?

Muito pano para manga para se pensar não é mesmo caro leitor! Como somos pequenos frente à essa vastidão de coisas. No entanto, ao cristão parece que nesse emaranhado todo, fé e razão procuraram dar as mãos durante todo esse percurso. Santo Agostinho defendia essa relação, São Tomás de Aquino também, de uma forma um pouco diferente mas defendia. E nós, pessoas do século XXI? Apesar de todas as formas de conhecimento que estão ao nosso alcance, falo como católico, podemos e conseguimos abraçar alguma delas que não se envolva com a fé? Falando por mim, digo que não.

O marco histórico fortemente fincado na terra, poderoso ao ponto de gerar o antes e o depois, o início de um calendário e um sentindo, embora difícil de se compreender em sua totalidade, norteador para a existência humana, que se chama Jesus de Nazaré, tem tamanho impacto e alcance em nossas vidas na medida em que nos envolvemos com tudo que dele e por ele procede, que não é mais possível viver uma vida jogando ao vento tudo que se aprendeu dele para se viver a vida.

Em outros tempos os esforços humanos tentaram (e porque não dizer ainda tentam) explicar 100% das coisas, mas somente Jesus o fez, faz e irá fazer.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 12 de abril de 2018

A baderna em comunidade

Muitas comunidades pelo mundo afora padecem do mesmo problema que o egoísmo acarreta em toda a parte. As lideranças comunitárias até se esforçam para liderar, mas sempre uma dose de autoritarismo influenciada pela tentação do poder acaba maculando, afastando a democratização e coibindo ou minguando a participação colaborativa de outros membros da comunidade. Sobre o que se fala aqui especificamente entra no contexto das comunidades paroquiais, porém, como o agente participante, o ser humano, vagueia em outros campos enquanto anda pelas estradas da vida, o mesmo acontece de forma muito semelhante no trabalho, na escola, nas famílias e tantos outros locais onde o ser humano se encontra.

Às vezes é a conhecida disputa de poder, outras vezes é o receio de sua perda, outras vezes é o medo da mudança, outras ainda é o exagero delas e mais adiante também é a falta de abertura para conciliar os membros em busca a caminharem todos num único sentido: o bem da Igreja de Cristo, representada neste pequeno pedaço que é a comunidade em que vivemos.

São Paulo em suas cartas trata com muita clareza a respeito dos membros do corpo de Cristo, nem preciso aqui repetir o que tão bem ensinado está. Mas vale dizer, porém, que o que se vê são cristãos duas caras: dentro da igreja é um e fora é outro. Pior ainda são aqueles que se acham donos da verdade e ai de quem se meter em sua pastoral. Se repete por aí que “santo de casa não faz milagre” e por isso numa tentativa parecida com algum tipo de desespero pessoas de fora são chamadas para alguma atividade que muito bem poderia ser resolvida de forma interna. Isso quando é aceito que tal situação aconteça, porque muitas vezes não se admite “pitacos” dos forasteiros.

Já passei por isso assim como muitos de vocês caros leitores, tenho certeza disso. Sempre irá existir a reação adversa e sem humildade alguma das pessoas que imaginam que seu espaço está sendo invadido pelo simples fato de uma aproximação livre de segundas intenções. Sempre são arredias porque é da natureza delas agir dessa maneira.

E assim, sem muitas delongas, podemos encerrar percebendo que isso que passamos, essas contrariedades, desconfianças, desdenho e tantas outras negatividades comportamentais, são nada menos do que o relato das bem-aventuranças que Jesus nos alertou. Ele disse que o discípulo não é maior que o mestre e se o perseguiram, perseguirão a nós também. Então, como vemos, precisamos unir nossos sofrimentos aos de Cristo na cruz, fazermos com seu auxílio nossa parte e vivermos como seus imitadores se quisermos um dia estarmos em sua frente no dia do juízo com a cabeça erguida na certeza de que no mínimo, fizemos o máximo de esforço para alcançar o céu.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Subestimado ou Inferiorizado?

Pessoal se existe alguma coisa que provoca nosso nível de paciência e tolerância para com o próximo são os conceitos que emitem sobre nossa pessoa, subestimando-nos ou nos inferiorizando. Muitas vezes ao olharem para a casca, para a aparência, para a procedência, para os conceitos formados a nosso respeito, é até certo ponto natural, sermos rotulados com informações que não valem o quanto pesam. Todavia, subestimar alguém não tem apenas uma origem maldosa. Podemos também subestimar ou sermos subestimados por falta de conhecimento a respeito de alguém ou sobre nós.

A questão de ser inferiorizado ou se sentir inferiorizado caminha por sendas mais delicadas. Se querem nos inferiorizar, modernamente falando, temos nas expressões da atualidade conceitos e definições que nos apontam para uma espécie de bulling. Agora, se nos sentimos inferiorizados, isso também não possui uma só origem. Se, como diziam os filósofos gregos nos esforçamos para nos conhecermos, sabemos nos defender internamente e não sermos contaminados pelas intenções do bulling. Se estamos, porém, com questões internas em conflitos somos presas fáceis nessa selva de pedra e sempre correremos o risco de cairmos espiritualmente. Alguns entram em depressão, outros em desespero e assim por diante.

No entanto, Jesus tem algumas dicas para essas duas vertentes. Vamos tomar apenas uma para cada uma delas. Primeiro: “ame ao próximo como a ti mesmo”, disse Jesus, ou seja, nada de se dar pouco valor, ao contrário, se largar aos cuidados de Deus. Segundo: em João 1,43-50 – aprendemos que Jesus se dirigia para um lugar e um dos seus apóstolos fala para um morador local, chamado Natanael, que o Cristo iria passar por ali, o Messias. Natanael, com aquele ar de preconceito, superioridade e desdém, retruca: Pode, por ventura, vir coisa boa de Nazaré? Vejam só, ao ser avisado que Jesus de Nazaré estava a caminho esta foi a sua atitude. Assim como esse exemplo muitos outros aconteceram. Jesus sempre precisou pisar em ovos contra os que não acreditavam nele e, infelizmente, nos que por um tempo acreditaram. Jesus, como vemos nos evangelhos foi inferiorizado e subestimado. Infelizmente isso acontece com ele até os dias de hoje.

Por isso, no sermão da montanha tratou de nos ensinar através das bem-aventuranças que existe importância maior do que nos importarmos com o que querem fazer conosco. Jesus a respeito disso fala que se quisesse, com uma ordem os anjos desceriam ao seu favor e em sua defesa, no episódio de sua paixão. Pois bem, por existir algo maior e mais importante para se preocupar e fazer, o Redentor da humanidade seguiu adiante.

Assim devemos agir também. É como ele nos ensina, devemos sacudir até o pó das sandálias. Ele sabe por onde nos conduzir e nos acompanha se nos colocamos abertos à ação do Espírito Santo. Sejamos como Jesus e tenhamos sempre em mente que temos preocupação maior que supera qualquer preocupação terrena: temos que nos preocupar em agradar a Deus.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 9 de abril de 2018

O que é bonito é para se mostrar:

O amor dos pais pelos filhos educando-os no temor e doutrina do Senhor (Efésios 6,4),

O respeito ao próximo no dever de amá-lo como a nós mesmos e
por amor a Deus (Mateus 22,39).

O amor a Deus e testemunho de fé convicta no evangelho de Jesus através
do modo como nos vestimos e nos portamos (1ª Timóteo 2,9).

O viver imitando a Cristo, seguidores da sua palavra, felizes por não desagradar
a Deus Pai que do nada nos deu a opção de um dia vivermos a glória eterna dos céus (Efésios 5,1).

A humildade e o sofrer calado perante a soberba e egoísmo do mundo que insiste em
alardear ofensas contra os filhos do altíssimo (Mateus 5,11).

O esforço de uma família em viver unida nas alegrias e nas tristezas (Atos 16,31).

O amor matrimonial, conjugal e familiar que envelhece junto com todos e não se
aparta de ninguém (Efésios 5,21-33).

As boas maneiras que mantém o corpo em sua modéstia e pudor, elevando aos olhos
mundanos o que realmente é a dignidade humana (Salmos 6,9-11).

Um andar na sociedade sendo exemplo vivo da fé que acredita, professa e defende (1ª Coríntios 11,1).

O cuidado em viver uma vida que não desagrade a Deus, suportando de bom grado a
sua vontade que mais valia tem perante nossas fraquezas (Eclesiástico 2,1-4), pois nem sabemos como diz a escritura, pedir como nos convém (Romanos 8,26).

Todas essas coisas e ainda outras mais são belas e devem ser mostradas, pois elas não passam. Brotadas no coração pela fé, originada da pregação e esta em razão da palavra de Deus (Romanos 10,17), não passam como o vento ou as águas do rio. A moda passa, a beleza do corpo envelhece e passa, bens materiais possuem validade, até os alimentos possuem prazo para consumo. Porém, hábitos adquiridos do céu, ensinados aqui na terra por Jesus e inscritos na história da humanidade na bíblia, sendo atestado na santa tradição e na vida dos que acreditaram e foram imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas (Hebreus 6,12), acontecem no agora, mas frutificam no amanhã quando, conforme nos recorda o Cristo, nos julgará pelas obras que fizemos (Apocalipse 22,12).


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Vamos aproveitar

Afinal como se lê no livro do Gênesis 3,19 – “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar”; com esta passagem muitos acreditam que depois dessa vida não há mais o que se fazer. E pior, a passagem ainda fala que a vida terá sua dose de sofrimento diário. Como podemos ver, é nessa aparente sensação de que as coisas são mesmo ruins, que o diabo se aproveita do pessoal para vender a ideia de que é melhor então aproveitar a vida, já que está decretado por escrito que depois tudo se acaba.

A visão dos que pensam assim é bem pequena, ou porque querem ou porque não conseguem enxergar aquilo que está posto aos olhos. Embora seja muito claro, tanto no antigo testamento (Deuteronômio 28) quanto no novo testamento (Carta aos Romanos 1) de que se optarmos em virar as costas para Deus, por causa do nosso livre poder de escolha concedido por ele, seremos lançados na sarjeta da vida enquanto achamos que boa coisa fazemos aproveitando a vida, mesmo assim muitos ignoram a exortação. Vivem iludidos.

Como diziam os santos a respeito dos pecadores: são todos loucos. De fato, jogar a eternidade no lixo por conta dos prazeres terrenos só pode, no mínimo, ser uma loucura. Ademais isso tem que ser dessa forma porque como se sabe que nossas tendências para o mal e nossos apetites do corpo não jogam a nosso favor, sendo inclusive intitulados como nossos inimigos, tudo que possa vir daí não é fruto de bom grado. Saciar os desejos, embotar a mente com vícios prazerosos acima das prioridades celestes é caminho, como diz Jesus, largo e espaçoso e muitos são os que por ele andam.

Quanto menos se ama a Deus mais seus mandatos se parecem com proibições. Dizem os ditados que a terra há de comer, mas o que vale um ditado frente a poderosa palavra de Deus que diz que ressuscitará nossos corpos no último dia? E mais, todos serão ressuscitados, diz a escritura, uns para glória eterna e outros para a condenação eterna. Virar os olhos para uma realidade assim apostando de que as coisas não são como são ensinadas é correr um risco muito grande porque só temos uma vida, uma chance e uma alma para salvar.

As pessoas colocam sua relação com Deus num nível social. A religião perde a importância de sua essência e praticar a religião é como se reunir num barzinho, numa pizzaria, numa quadra de esportes. Se der certo deu, se não der tudo bem. A pequenez de uma mentalidade como essa que como consequência muitas vezes transforma um corpo em vitrine, objeto descartável e saco de lixo, nada mais faz que ensaiar já aqui na terra os passos da ladeira dos ímpios que irão rolar para a perdição eterna, para a segunda morte. A morte que Jesus alertou que se trata da morte da alma. Se agora se dá de ombros para a seriedade da vida mais tarde sobre esses mesmos ombros poderá cair o peso de todas as más obras e omissões que nos permitimos viver. Enquanto não é tarde sempre é hora e momento de conversão, mas eis aí o problema: existirá o amanhã em nossas vidas para nos arrependermos e buscarmos a Deus?


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 3 de abril de 2018

O absurdo da páscoa

A pouco tempo atrás, os cristãos do mundo inteiro celebraram a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a páscoa. Antes os judeus, que seguiam o calendário com base lunar, na sua comemoração de páscoa o motivo era a libertação do seu povo na escravidão do Egito para a terra prometida por Deus a Abraão. Os cristãos adotaram a mesma data para comemorar a “sua” páscoa entrando dessa forma, na flexibilidade do calendário de base lunar seguido pelos judeus, que correspondia em apontar datas numéricas físicas em dias móveis.

Por este motivo, sabe-se então, que a páscoa é celebrada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia depois do dia 21 de março, data em que acontece o equinócio no hemisfério norte (dia com a mesma duração da noite). Pois bem, feito esse pequeno resumo necessário adentro na questão dita absurdo. Sim, o católico comemora a páscoa com Jesus e sua família. A troca tradicional de presentes, em sua maioria chocolates e doces, perigosamente tem se afastado do cerne da questão, da essência e da grandeza desta data tão importante na vida daqueles que foram resgatados por Jesus Cristo no alto do Calvário.

Que o diga o mundo de hoje, nesta data, coloco como exemplo uma matéria que foi ao ar no jornal do meio-dia em Curitiba, onde uma mulher, desempregada a oito meses, lamentava que não podia comprar ovos de páscoa para suas filhas pequenas e que, portanto, por causa disso, elas não teriam páscoa esse ano. Absurdo dos absurdos e reducionismo do mundo capitalista e do comércio desenfreado que vê em tudo uma possibilidade para lucrar. A mulher, continuando, até disse que por serem boazinhas as filhas, entenderam que neste ano não ganhariam chocolates. O fato comoveu o público e alguns voluntários doaram os chocolates para as meninas. Claro que a mídia, porque convinha, deu seu toque sentimentalista à matéria e lucrou sua interesseira dose de ibope. Sim, interesseira porque uma emissora secular não vive e se sustenta transmitindo programas em favor dos cristãos e do evangelho, qualquer um sabe disso, basta ligar a tv e comprovar em meio as novelas, programas de auditório e reality shows.

Não se trata de dar ou não um presente ou um chocolate como acontece no Natal, Páscoa e dia das crianças. A situação é outra. A realidade atinge a todos e ensinar desde a tenra idade a próxima geração como são as coisas na vida é tarefa de todo filho de Deus. Já não diz o dito popular de que é de pequenino que se torce o pepino? Deixai vir a mim os pequeninos, dizia Jesus. Nossa Senhora dizia em suas aparições que a criança deve ser educada acostumada dentro da Igreja, para se familiarizar com seu filho Jesus. Dentro da Igreja e não dentro da internet, dos shoppings, ou seja, onde for. O simples ato de desejar feliz páscoa, feliz natal ou feliz seja lá o que for foi sutilmente pelo mundo desvinculado dos seus verdadeiros significados e maculados com uma dose monetária.

Já vi crianças pedindo seus chocolates que veem com brinquedos dentro de personagens que gostam. O motivo do natal e da páscoa ser celebrada se origina na mesma pessoa, em Jesus. Jesus não disse buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado? Qual a dificuldade de se ensinar o necessário? A prática dos presentes não é proibida, mas não pode substituir a razão que se comemora. Enquanto as pessoas vão colocando a carroça na frente dos bois Jesus poderia muito bem lá de cima estar dizendo: que absurdo! – O que fizeram com a oportunidade que lhes dei com meu sangue derramado!


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 30 de março de 2018

Quem é ela?

Saiu a passear, sem destino e sem rumo, iria passear, apenas isso. Feriado talvez, não se sabe, mas isso não importava, importava que iria passear. E assim começou, a moça surda e muda, com alguns dedos faltando, roupa simples e chinelo de dedo andava feliz da vida em seu passeio. Tilintava seus pequenos passos como se cantarolasse apenas músicas preferidas que nunca ouvira.

Mas adiante, deparou-se com um grupo de outras moças, estas belas e bem vestidas que também brincavam em meio ao bosque. As moças debocharam de suas vestes e a ignoraram por causa de seus defeitos. Entristecida compreendeu as más atitudes e as perdoou de coração, pois ainda assim, passeava.

A cena descrita foi presenciada por um passarinho que por ali passava numa espécie do que podemos rotular como um voo rasante. Talvez procurasse alimento para seus filhotes, quem sabe. Mais adiante ela cruzou com dois meninos que brincavam entre si. Também a menosprezaram com tamanha grandeza que aquilo lhe torcia o coração. Porém, o que ela fez? Perdoou de coração e sob agressões físicas, pois os malvados a apedrejaram-na.

Como testemunha da cena um vira-lata que passava por ali muito faminto e cansado seguiu adiante. Depois de ter andado muito avistou um mulher que tirava água de um pequeno riacho. E o desprezo da mulher pela menina foi tanto que se encheu de tristeza, mas perdoou-a. Depois de certo tempo e tudo o que tinha acontecido chegara a hora de dar meia volta e retornar para casa.

Ao chegar ao ponto do riacho, onde estava a mulher, esta estava presa em meio a correnteza, seu balde tinha escapado para dentro do rio e ela tentando resgata-lo machucou-se e ficou com os pés presos no leito do rio. Ao ver a pobre menina, fingiu não ter percebido sua presença. A menina, apesar disso, não pestanejou, correu para a margem do rio, lançou mão de um cipó à beira da margem e o jogou para a mulher. Com muito esforço conseguiu resgata-la e a mulher sem entender aquilo perguntou:

- Por que, jovem menina, abandonou seu passeio para me salvar, eu que a ti desprezei?

A menina sorriu, pegou nas mãos da mulher e a abraçou, e gesticulando quis dizer que poderia ser ela mesma a estar ali. Então a mulher ao entender chorou muito, um choro de rancor e orgulho que saía do peito e purificava sua alma. Depois disso seguiram viagem juntas. Logo à frente depararam-se com o vira-lata, com a pata machucada e muito fraco; tinha sido apedrejado com certeza.

Nesse ponto a mulher e a menina confortaram o cachorro a beira do carreiro, deram-lhe água do balde da mulher, que havia sido resgatado e limparam seus ferimentos. O cachorro olhou firmemente para as duas como se quisesse dizer obrigado, mas cachorro não fala, porém, demonstra e bastou para que elas entendessem. Continuaram a viagem, a mulher, a menina e o cachorro, carregado pela mulher e o balde pela menina, ainda com água.

Em certo ponto da viagem, depararam-se com os meninos, um caído e o outro ao seu lado chorando sem saber o que fazer.

Souberam deles que um carro bateu de raspão no menino e fugiu abandonando a cena do acidente. O desespero do menino o levou ao pranto. O cachorro se pôs a lamber o menino e a latir para ele como quem quisesse acalma-lo e anima-lo. Os meninos ficaram comovidos e estranharam o fato do cachorro, que havia sido apedrejado minutos atrás, pudesse estar ali a conforta-los. Esta comoção resultou em lágrimas e trouxe aos seus corações um arrependimento pelo que tinham feito ao pobre animal. Curativos feitos, tudo pronto, seguiram viagem os meninos e as mulheres com o cachorro.

Logo adiante o grupo de moças que debocharam da menina nada podiam fazer, pois elas estavam todas imersas em um atoleiro, uma espécie de areia movediça. Todas agarravam-se aos galhos em meio a armadilha, debatiam-se e agonizavam. Para a barbárie dos humildes, as moças vendo o grupo que acabara de chegar, gritaram para que eles fossem pedir ajuda.

Vejam só, ainda na situação que estavam, negavam-se a pedir ajuda a menina e seu grupo. Pois bem, menina, mulher e cachorro trataram de providenciar meios para retirar as moças do atoleiro e depois de algum tempo, conseguiram. Envergonhadas sem exceção, perguntaram para a menina o porquê de tudo. Ela, no entanto, preocupou-se em limpar as moças e verificar os machucados. Então se puseram a chorar muito esvaziando seus corações de todos os sentimentos ruins o que se revelou um grande alívio.

Por fim, todos seguiram viagem, e todos queriam acompanhar a menina até a sua casa. Ao chegarem lá, a mãe dela aguardava na porta, com um ar de quem já sabia do acontecido. Coincidência ou não, a mãe da menina estava com o passarinho, aquele que tinha avistado as moças na floresta. Cumprimentaram a mãe da menina e deram os parabéns pela filha que recebera de Deus. Perguntaram para ela como tanta boa educação passou para a filha sendo cega?

A mãe respondeu: o que eu ensino não se enxerga com os olhos, não se escuta com os ouvidos, não se toca de maneira nenhuma, pois vejam minha filha, não tem todos os dedos e pode pegar, não fala mas pode se expressar e não ouve e ainda assim pôde ouvir seus apelos e pôde enxergar as suas necessidades. Ela que saiu a passear voltou feliz do passeio e com novos amigos. Por isso batizei minha filha com o nome de AMIZADE, e isto lhe cai bem e me enche de felicidade. Ela é muito bela além do que posso ver... ela é a amizade.

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Amizades


Fonte – Jefferson Roger
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quarta-feira, 28 de março de 2018

Não pode com “ele”, junte-se a “ele”

Pessoal, não adianta, por mais que os sociólogos reclamem, os ateus reclamem, os adeptos de outras denominações não cristãs reclamem e os cientistas balburdiem seus conceitos pautados numa sabedoria humana, infinitamente abaixo da sabedoria divina, não adianta, como lemos em Filipenses: que todo joelho se dobre ao nome de Jesus, na terra, nos céus e abaixo da terra. Ou seja, a verdade está aí, aos olhos de todos, um Deus em três pessoas, acima de qualquer compreensão humana e que nos diz em Deuteronômio 29,29 que devemos nos ater ao que nos foi revelado porque o que não foi é porque assim o quis nosso criador.

Então, por mais que se tente, o que se faz é apenas isso: tentar. Porém, tentar aqui depende do contexto e das escolhas que tomamos. Se tentamos viver ao nosso modo, caminhamos em areia movediça e ficamos largados aos sabores dos ventos, que nunca sabemos de onde vem e para onde vão. Se tentamos viver buscando um equilíbrio entre o que queremos e o que Deus quer, fatalmente, qualquer um pode fazer a experiência, iremos acabar tentando, como disse Jesus, agradar a dois senhores. Ele mesmo nos disse que isso não vai funcionar já que é uma tentativa que muitas vezes está contaminada pelos nossos pecados de estimação.

Agora, se nos deixamos vencer por seu amor e assumimos nossa condição de pertença total a ele, pertença total é isso mesmo que se lê, total, isso inclui todas as nossas vontades, então, a consequência desse grande segredo descoberto é uma só: uma ascensão vertiginosa no amor e santidade. Exemplos assim encontramos aos montes na vida dos santos. Muitos diziam que a vida na terra, dia após dia constituía verdadeiro sacrifício, tamanha a vontade de viver a glória eterna do paraíso.

Essa pertença total, que se dá na entrega total que fazemos de nossas vidas a Deus, evidentemente não acontece, na maioria dos casos conforme vemos nos relatos da história da humanidade, da noite para o dia. Alguns demoram mais, como Santo Agostinho, outros menos, como Padre Pio e Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face, para citar apenas alguns exemplos. No entanto, não importando o tempo que leve, é certo que todos passamos por isso, se decidirmos fazer a entrega.

Pode parecer meio assustador, você parar para pensar que irá renunciar à todas as suas vontades, soa como algo um tanto radical. Mas, se ficarmos manducando esse pensamento em nosso coração veremos que ser imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1) também significa ser radical como Jesus foi. Não podemos agir indiferentes a tudo que se apresenta, como diz Santa Catarina de Sena, quanto antes abraçarmos a cruz, mais cedo paramos de padecer. Não me recordo quando foi, mas posso testemunhar que a prática do jejum, que segundo os santos padres é necessária para vencer a gula e consequentemente a luxúria, realmente é eficaz. Tanto é que hoje em dia, como para nutrir o corpo porque o prazer da comida se foi a muito tempo, fruto de um crescimento na direção de Jesus, bem como se lê na vida de tantos santos que procuravam derramar cinzas em seus alimentos, até disfarçadamente quando eram convidados a comer na casa de algum anfitrião, para retirar qualquer possibilidade da tentação da gula e do prazer de comer por comer e para saciar os olhos e o estômago.

Se aprendemos que a tantos homens e mulheres, unir-se a Jesus garantiu o céu, comprovando as próprias palavras daquele que é caminho, verdade e vida, deixemos de lado nossas tentativas vãs de lutarmos sozinhos um combate que não pode ser vencido sem ele. Juntemo-nos a ele.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 26 de março de 2018

Felizes com Maria

Os antigos diziam que é de pequenino que se torce o pepino; também diziam que o fruto não cai longe do pé. E como a natureza humana imita a natureza divina nada se fez de diferente ao proferir ditados assim do que o próprio Jesus falou em seus ensinamentos: “pelos seus frutos os conhecereis” – Mateus 7,16. E de muito importante é, para cada um de nós católicos, estarmos muito conscientes disso porque aos seguidores de Cristo, confiados a Maria no alto da cruz redentora, o mundo teve, tem e terá que aceitar o cumprimento da profecia bíblica proferida por Maria: “me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” – Lucas 1,48.

Maria, conforme nos recorda São Luiz Maria Grignion de Monfort, é uma ínfima criatura, menos que um átomo, um nada perante Deus, porém, a toda cheia de graça (Lucas 1,28), única que recebeu uma saudação angélica em toda a sagrada escritura, se tornou para os católicos grande motivo para se dar glória a Deus, que a instituiu para nos auxiliar a percorrer o vale de lágrimas. O mundo, afastando-se dessa graça tão especial que Jesus nos deixou, colocou Maria Santíssima como uma marca registrada dos católicos, ora positivamente ora não. Isso não importa, a mãe de Deus e nossa mãe é fato bíblico que está acima de qualquer conjectura e é com esse espírito de confiança no plano de Deus que quis se servir de Maria para a salvação dos homens que mais uma formação foi ministrada neste mês de março na paróquia São Rafael em Curitiba.
Numa tarde ensolarada e com aquela temperatura que não deixou ninguém em paz, a coordenadora da pastoral dos acólitos e coroinhas, Zilmara, organizou um evento para levar aos presentes mais um encontro de cunho mariano que tinha como tema a Devoção a Maria. Passando por São José, o maior devoto da Virgem Santíssima, sob um clima de bom humor e bate-papo, o calor da tarde foi amenizado em meio a muitos detalhes que fazem muita diferença na vida de um católico. Quem não tem Maria por mãe, não tem Deus por Pai, nos recordam os santos.

A sementinha foi plantada e com uma linguagem muito clara todos os participantes puderam compreender que por amor a Deus, ama-se Maria e isso consiste, de forma resumida, na devoção. Devoção (devo uma ação), essa ação corresponde amar de volta como resposta ao amor de Deus que nos amou primeiro, através de Maria. Que felicidade para mim, devoto e consagrado a Maria, poder levar um pouquinho mais aos que estiveram presentes dessa maravilhosa graça que Deus nos concedeu que é a comunhão dos santos e em especial, da comunhão com Maria através do amor a ela demonstrado pela devoção. Amar Maria só nos traz como resultado o encontro com seu filho Jesus. Ela, a toda cheia de graça, humilde e despojada de tudo, com nada fica, pois todos que a ela recorrem terminam por fazerem a experiência com seu filho Jesus, caminho, verdade e vida, que nos conduz ao pai não havendo outro caminho a seguir. E assim, em pouco mais de uma hora e meia, num sábado à tarde, nos aproximamos um pouco mais de nossa mãe querida aprendendo um pouco mais sobre a mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas (Apocalipse 12,1).


fonte: Jefferson Roger
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Ovelhas não chafurdam

Isso é próprio dos porcos. Não entremos aqui na questão animal, mas nos façamos valer da linha de pensamento e ensino de Jesus Cristo. Vale lembrar que em Mateus 8,30-33 Jesus se utiliza desse animal para ensinar que o triste fim daqueles que não querem aderir ao plano do criador é caírem no abismo da condenação eterna. Aos filhos de Deus pelo batismo, conduzidos por Jesus que se intitula o bom pastor, os conduzidos, as ovelhas do seu rebanho, precisam caminhar com vistas a lavar suas vestes no sangue de Cristo.

A entrada no céu não é franca, é muito difícil e só os violentos que o conquistam (Mateus 11,12). Por isso é que se diz nas cartas apostólicas que precisamos resistir na luta contra o pecado até o sangue (Hebreus 12,4). Muitos santos literalmente apanhavam do demônio, como Santo Antão, São João Maria Vianney e o Padre Pio, só para recordar alguns exemplos. Outros tantos foram além e deles foi exigido que o sangue testemunhasse em forma de martírio o amor pelo Ressuscitado.

Como vemos, numa simples recordação de como são as coisas, não bastasse a caminhada rumo à pátria celeste ser difícil, ainda contamos com a maré das tentações que constantemente precisamos remar contra. Bendita será a hora em que morrermos e Jesus enxergar que não deixamos de remar até o fim. Nossas fraquezas e escolhas vão contribuindo para nossas quedas e como nos apresentaremos diante do justo juiz?

Não importa quão machucados vamos estar, importa que todos os machucados, todas as feridas tenham se curado e fechado, pois, do contrário, feridas abertas serão um sinal de que não abrimos mão dos erros e pecados. Uma ovelha muito saudável e bem cuidada pelo seu criador é possuidora de boa saúde e de boa roupagem de lã. Se ela se perde do pastoreio e se afasta do rebanho corre o risco de andar por terrenos impróprios e terminar atolada em solo perigoso. Uma vez vítima desse infortúnio, com a lama se impregnando em sua lã, quanto mais se debate mais atola, se faz movimentos circulares e giratórios mais se suja na lama e mais difícil fica livrar-se da podridão, do lodo.

Pouco pode fazer e passa a depender de seu dono para poder voltar ao convívio das outras, ser tratada, curada dos machucados e seguir em frente. Nós católicos somos assim aos olhos de Deus, se nos afastamos de Deus corremos o risco de andar por caminhos que irão comprometer nossa subida rumos aos céus. Por isso o diabo utiliza as tentações, que são formas saborosas, vistosas e atraentes de oferecer toda a sua imundície asquerosa, condutora da morte eterna, disfarçada. Uma vez atolada na lama a ovelha pouco pode fazer para se libertar sozinha ou podemos dizer que quanto mais fundo for, menos chance tem. À nós cabe exatamente o mesmo, uma vez atolados na lama do pecado o fiel pouco pode fazer para se libertar sozinho ou podemos dizer que quanto mais profundamente estiver envolvido com o pecado, menos chance tem. É melhor evitar e não experimentar como fazem os curiosos com as drogas. Derrotar o mal enquanto uma pequenina tentação tem o seu esforço; depois, se dermos vazão à tentação e consentirmos, cinco minutos depois ela se tornará um gigante colossal, muito mais difícil de ser derrubado.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 23 de março de 2018

As coisas têm mudado

O mundo, um dos três inimigos da alma, tem rotineiramente sistematizado e popularizado o pecado, dando para ele uma roupagem nova. Com a desculpa do ultrapassado, do superado, do obsoleto, o esforço mundano que caminha de braço dado com o diabo, arquiteta sempre novas formas de apresentar seu salário de morte em aparências muito belas, sedutoras e cativantes.

A tradição, os bons costumes, a modéstia e o pudor, valores morais que dignificam o ser humano constantemente passam, ou são obrigados a passar, por mutações que retiram do seu cerne toda a essência de suas origens. Fala-se em teologia da libertação, da ideologia da relatividade, da liberdade e direitos próprios, mas tudo, absolutamente tudo, não pode seguir em frente no curso da história sem passar pelo crivo do seu criador. A religião criada para religar o homem a Deus, foi transformada numa forma de viver, numa das muitas opções de encarar e viver a vida. Deus faz parte de um leque de opções, embora seja evidente que sua supremacia não se discuta e até na hora do perigo iminente de morte um ateu corre o risco, quando não o deixa de fazer, de invocar o seu santo nome.

Porém, para os amparados pelo dom gratuito da fé, batizados e crentes no evangelho de nosso senhor Jesus Cristo a coisa é bem diferente do que se propaga e se mercantiliza por aí. O Deus que nos criou e que não é mutável nem injusto, tem o seu modo de gerir tudo e não lhe cabe, por conta de ser um grande mentiroso, injusto e parcial, tratar cada geração da humanidade com diferentes maneiras. Se assim o fosse, para uns seria mais fácil do que para outros viver aqui nesta vida e obrar em favor de sua salvação. Mas não é assim, os recursos são os mesmos para todos, diz a sagrada escritura que um só é o Espírito Santo de Deus que distribui os dons a todos conforme deseja para o bem comum. Não existe diferentes doutrinas que desceram do céu, somente aquele que veio do Pai e com ele é um, trouxe a boa nova do reino e a revelação. Fim de conversa.

No entanto, maculados pelos sentidos e desejosos de experimentar as ofertas, prazeres e apetites da carne, a mente fraca pelo afastamento de Deus e facilmente corrompida e embotada ergue em riste sua fronte e desafia o todo poderoso agitando sua flâmula de que é possível viver um paraíso aqui na terra sem o auxílio divino. Em todas as partes vemos isso. Hoje em dia o alegre palhaço do circo que fazia todo mundo rir e era querido pelas crianças já não é mais. Uma freira, imagem que lembra aqui na terra a santidade que buscamos para um dia chegarmos ao céu agora é tratada em forma de blasfêmia e sensualizada pelas redes de filmes pornográficos. O mundo faz pouco caso, satanás faz pouco caso e os homens aderem porque não sentem na carne o castigo divino. Mas cuidemos, Jesus disse à Santa Faustina que agora é o tempo da graça, o tempo da misericórdia, depois, ele terá a eternidade inteira para praticar a justiça.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 22 de março de 2018

A preocupação de Jesus

Após o jejum do deserto (período de preparação de Jesus), ao iniciar seu ministério conta-nos o evangelho em Mateus 4,17 que “desde então, Jesus começou a pregar: Fazei penitência, pois o Reino dos céus está próximo”.

E com este arranque já nos fica muito claro, com a clareza de sempre do nosso salvador, que a coisa é muito séria, o mar não está para peixe. Depois que o leite for derramado não foi por falta de aviso. A penitência em tempo de graça, que é o tempo em que vivemos, pode ser meritória embora sempre seja satisfatória. Na confissão, após a absolvição dos pecados, o sacerdote impõe a penitência em contraposição às consequências do mal, do pecado que cometemos. A pena temporal precisa ser reparada uma vez que Deus já perdoou o pecado arrependido. Todavia, como nos alerta o Cristo, não é preciso esperar que o padre nos mande exercer a penitência por conta do sacramento da reconciliação. Nossa Senhora disse em Fátima que muitas pessoas se condenavam porque não existiam que rezassem e fizessem penitência, sofrendo pelos pecadores. Pois bem, dito isto foi para três crianças, de dez, nove e sete anos, excluindo-se, mas ficando como lembrete, que pediu a oração diária do Santo Rosário. Os adultos não têm desculpas e fingem levar a sério suas práticas religiosas vivendo uma política de salário mínimo.

Tanto é que muitos nem sabem ou deixam para lá o fato de que sexta-feira é dia penitencial onde é pedido um cumprimento de penitência ou uma comutação por uma obra de caridade. Quantos fazem isso? Pois é. Ademais, para não deixar dúvidas, também em Fátima a Virgem Santíssima disse que devemos oferecer a Deus muitas vezes ao dia nossos sofrimentos dizendo:

Ó meu Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelas ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria que eu te ofereço...

Assim faziam os grandes santos, não ficavam com nada para si. Nada de guardar mágoa, rancor, sentimentos ruins e dores de diversas níveis. Se fosse uma consolação, davam glória a Deus; se fosse um sofrimento, depois de agradecer ofereciam ao criador. Penitência após penitência. Não existe contraindicação. Assim como a confissão.

Agora é a hora, depois, se nos faltar alguma expiação, a penitência virá, dada por Deus por amor, seja ainda aqui, caso nosso desleixo sinalize nossa condição tíbia, seja depois no purgatório. Não vacilemos, é melhor se reconhecer um miserável e necessitado da graça de Deus para tudo do que um estúpido que ao olhar para trás no final de sua vida enxerga o tamanho das burrices que fez e que podia ter evitado e deixado de fazer.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 21 de março de 2018

Que se dane

A vida é uma prisão, cheia de regras e sem solidão. A culpa é do barulho, não do barulho do vento que quase não se escuta mais porque em selva de pedra ele não encana. E por falar em pedra, me recordo que foi dito que não ficará pedra sobre pedra. Pois bem, isso nos soa como um grande estrago que está por vir. Porém, quem sabe não é um estrago bem-vindo? Um estrago que vai causar destroços ao ponto de me libertar desta prisão? Não sei se torço a favor ou contra.

Parece não importar quando gasto algum tempo para pensar, para filosofar e para questionar. Pensar até posso e consigo. Filosofar com um pouco mais de esforço sai alguma coisa. Agora, questionar é algo perigoso de se fazer, pois posso errar feio mirando em alvo equivocado. Se questionar se limitasse aos “porquês” porque queremos saber das coisas ainda vá. Mas tantos de nós queremos sim é confrontar o que é certo e não entendemos e que vai contra aquilo que queremos e acreditamos.

Neste momento de nossas vidas esbarramos em algo além de nossa completa compreensão: Deus. Um Deus incompreendido e que parece dar muito pouco de tudo que queremos e cobrar muito, mas muito de tudo que ele quer. Fala-se que somos livres, mas quantos não se sentem como um cavalo adestrado sobre o efeito de esporas e do arreio e freios? Se queremos dar alguma direção para nossas vidas só conseguimos fazer livre de todo o aparato escravizador desse Deus que envia recados. Acreditem, acreditem, não acreditem o problema é de cada um, Deus não está nem aí, sobreviva a esta batalha campal chamada vida e, se fores um exímio guerreiro e fiel seguidor e servo das vontades celestes entrarás para a tão prometida glória dos céus.

Que se dane, haja trabalho; é um pedir, pedir e pedir e receber quando muito, migalhas! Nem com paciência se dá conta de uma rotina como esta. Vou jogar a toalha e cuidar do meu umbigo, correr atrás da felicidade aqui e agora porque dizem os cristãos e católicos que está escrito na bíblia que Jesus disse que “é muito difícil entrar no reino dos céus”. Então se é muito difícil, eu que não valho quase nada perante a opinião dos homens, quem dirá da opinião de Deus? Se não me resta esperança vou brindar os prazeres terrenos porque a vida é curta e nem sei quanto curta é.

Caros leitores, esse desabafo totalmente equivocado nada mais é do que o desabafo de um covarde, de um derrotado, de uma pessoa mimada pelo mundo que não tem sequer vergonha na cara. Encontrou a verdade (Jesus), comprovou de fato que essa verdade é a verdade que liberta (caminho, verdade e vida), e não encontrou forças para abandonar sua soberba (imitando a satanás) e pronunciar as palavras, dirigidas a Deus assim como Maria Santíssima fez: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”.


fonte: Jefferson Roger
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Não é o que parece

Muitos acham que os mandamentos da lei de Deus são acorrentamentos, fardos e proibições que impedem o ser humano de ser livre e fazer o que lhe apetece. Afinal é ensinado que cada um é responsável pela sua felicidade e ninguém é capaz de nos fazer feliz. Então os que pensam assim, decidem pagar o preço da felicidade terrena. Aos certinhos tudo parece mais difícil e quase não existe recompensas e pedidos dirigidos ao céu atendidos. Aos liberais e de mente aberta as correntes do Deus castigador e imperador, escravizador pelo sofrimento que “paga” a entrada no paraíso, são conceitos superados e que repousam em águas passadas.

O mundo diz que a humanidade evolui e que isso é inevitável. Não importa, seja como for, o que Deus coloca como um mandato sempre irá parecer para muitos uma lista de proibições. Mesmo que Jesus tenha dito que não, quando nos explicou que tudo se remete a partir dos dois mandamentos do amor. Ora, se são mandamentos de amor que dão origem aos demais, como podem ser proibições?

Não podem e aí reside o segredo da coisa. A palavra “não” tem forte apelo no sentido de proibição como algo errado, mas nem sempre é assim. Vamos dar exemplos porque eles são sempre esclarecedores.

O diabo diz assim em suas tentações: “não reze todos os dias, isso é um exagero; não se confesse e comungue com frequência, isso é um exagero, Deus não te quer feliz, ele quer ver você sofrendo assim como sofreu o seu filho.”

Não é assim caro leitor? E facilmente as pessoas confundem o amor de Deus (recheado de consolações e provações), com o amor do mundo (recheado de prazeres terrenos). A pessoa é por conta disso confundida pelo inimigo cruel da alma e passa a criar uma regra própria, cheia de exceções para cada diretriz e mandato divinos. Seus exames de consciência ficam empobrecidos porque se forem sinceros irão acusar e colocar sob a luz de Cristo todas as coisas erradas que praticamos, por pensamentos e palavras, atos e omissões.

Então, assim como os mandamentos, o amor derramado em nós pela ação do Espírito Santo, é aquele amor que brotou na cruz, no alto do Calvário. Nele existe dor e sofrimento, a dor é filha do amor e por isso que os mandamentos, frutos desse amor, possuem uma ordenação. O pobre homem, que não consegue chegar ao céu por meios próprios precisa do auxílio divino. Quanto antes entender, antes vai parar de resmungar frente às tábuas da lei.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 20 de março de 2018

Não arredeis o pé

Pois, se o fizer e não cuidar estando de pé, podes cair com um simples esbarrão. Uma vez ao chão, ferido, sem orgulho e queixo erguido, pressionado a ficar ali, prostrado, na posição dos derrotados que não conseguem olhar para cima para poder enxergar que alguém lhe estende a mão, torna-se incapaz de retomar a caminhada.

A cada queda mais marcas e cicatrizes vão se desenhando em nossos corpos. O movimento de caminhar rumo à pátria celeste vai consumindo muitos recursos e provando tantos outros. O marasmo das comodidades silenciosamente e sutilmente dá sinal de que o tsunami que ainda não se vê, está a caminho. Os distraídos, lembrados por São Pedro em suas cartas, são os que caem vítimas do bote do inimigo que como um leão, espreita atrás de quem atacar.

Não bastasse o inimigo cruel mostrar suas facetas, ainda nos ronda o mundo com suas investidas autenticadas do mal e a própria concupiscência que, como diz São Tiago, nos atrai e alicia. Ora, ademais ainda não basta isso, a própria igreja de Jesus (Mateus 16,18), que está garantida não ser subjugada pelo inferno, mesmo assim sofre duros golpes. Já nos disse acertadamente Paulo VI que a fumaça de satanás invadiu a igreja.

O católico engajado no caminho da vida, abraçado a sua cruz e mirando no alvo, que é Jesus, sofre e como diz São Paulo, une seus sofrimentos aos de Cristo. Não há outra forma, porque a igreja que o salva, padece por causa de seus membros que mais parecem frutos podres em uma grandiosa árvore. Eis que surge em tempos assim, aqueles que prontamente bradam em alta voz que vão pular fora do barco porque ele está afundando; já deu o que tinha que dar, afirmam com uma certeza que convence outros da mesma espécie: os covardes.

Nas sagradas escrituras, no livro das revelações, um dos tantos que apresenta uma lista de pecadores condenados, vemos uma lista desta estirpe que são encabeçados pelos tíbios, pessoas de alma fraca, resumindo, pelos covardes. Jesus não mandava recados enquanto de passagem por aqui e tão pouco a palavra de Deus deixa por menos. Como o Cristo mesmo disse que entrar no reino do céu é muito difícil e são só os violentos que o conseguem (Mateus 11,12), vemos aqui a plena sintonia da questão. Ora, não é possível ao covarde empreender algum esforço, fazer alguma coisa com violência (firme propósito e compromisso) que é o que se ensina na palavra santa e é esperado de cada um de nós.

Não adianta, se a cada queda ficarmos ao levantar nos lamentando a respeito de nossa beleza espiritual do batismo, perdida após tantos tombos e que nos recorda quão estúpidos fomos a dar ouvidos ao pecado, não haverá resultado diferente daquele que é esperado pelo demônio. Pois é com isso que ele conta; ferindo o orgulho próprio e incapaz de olhar para a própria miséria humana e dependência absoluta de Deus para tudo, o pecador derrotado troca sua causa e adere ao lema do “junte-se a ele”. Triste fim e amarga decisão é jogar a toalha antes de se ouvir o gongo final do sino que anuncia que terminou a batalha. Por mais difícil que seja ainda assim, não são sofrimentos infernais e eternos. Por mais difícil que seja não se mede uma vida inteira aqui na terra de dificuldades com a eternidade de felicidades. Por isso os santos diziam que os pecadores são loucos. Não há comparação para aquele que crê, aceita e entende o que lhe cerca em sua existência. Fiquemos firmes naquilo que acreditamos e não arredemos o pé porque com a cruz caímos e seguros a ela, nos levantamos, mas sem ela, se cairmos podemos rolar pela ladeira dos ímpios que aguardam o destino certo da condenação eterna.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 14 de março de 2018

O tédio do católico

Recentemente chegou aos meus ouvidos o resmungo de um adolescente que disse que era um tédio frequentar a catequese aos sábados à tarde. Na verdade, normalmente para um adolescente, a maioria das coisas que acontecem em sua vida são para ele um tédio. Não é uma culpa 100% da pessoa enquanto fase da vida, pois, muitos adultos são muito chegados nessa expressão. É importante, de forma bastante resumida, compreender que tédio é tudo aquilo que foge nosso interesse pessoal, mas que temos que fazer ou passar.

Para alguém que gosta de língua portuguesa as aulas dessa disciplina serão ótimas de se assistir, todos os professores serão legais, o conteúdo de cada aula será estupendo e sempre, quando se der conta, já deu o horário e a aula terminou. Para alguém que não gosta de língua portuguesa as aulas dessa disciplina se arrastarão minuto a minuto, todos os professores serão antipáticos e chatos, o assunto transmitido em sala de aula será um verdadeiro sacrifício acompanhar e por conta disso tudo, ser aprovado nessa matéria irá requerer um esforço de proporções titânicas.

Sabemos que para o segundo exemplo as aulas da disciplina de língua portuguesa serão um verdadeiro tédio. O tédio se instala quando o que temos que fazer ou passar é algo que foge nosso interesse pessoal. Felizmente existe cura para ele. Basta, já que percebemos que é algo que não se pode evitar ou que não se deve evitar, procurarmos o porquê, a razão desse acontecimento em nossa vida. E não vale aqui tentar colocar como ingrediente para o tédio, o fator repetição ou rotina porque eles estão presentes naquilo que gostamos ou não gostamos. Alguém vai dizer que é um tédio tomar banho todos os dias? Ou alimentar-se? Escovar os dentes ou dormir? De certo que não, se saudável e sã uma pessoa é ela vê nisso tudo rotinas necessárias e bem-vindas para sua vida. O mesmo acontece, já que somos corpo e alma, com nossa vida espiritual. As redes sociais do mundo virtual estão aí, em pleno crescimento e ascensão. O antigo celular evoluído para a categoria de smartphone escravizou as pessoas. Dele não conseguem separar-se, custa muito. Não existe tédio nenhum em navegar pelas redes sociais por duas, três e mais horas, todos os dias. A relação de patrão e servo se instalou e basta o aparelhinho tocar ou vibrar que as pessoas largam o que estiverem fazendo, se é que fazem algo com o smartphone na mão, que mais parece uma algema, para darem ouvidos e atenção as mensagens que chegam. Já falei em outros artigos, presenciei pessoas ajoelhadas na consagração na santa missa que quando o celular “apitou”, levantaram, viram do que se tratava e simplesmente deixaram Jesus ali no altar, viraram as costas e abandonaram a missa. Puxa, o que será que era mais importante que Jesus?

Não importa, como diziam os antigos, Deus está vendo e vai cobrar de cada um. Glória a Deus e louvado seja Ele. Ademais, continuando e já chegando ao fim, está mais do que claro que não deve haver tédio para as coisas de Deus. Chega a ser, como diziam os santos, uma loucura e uma estupidez, negligenciar o único curso da alma em sua única chance de se salvar. De Deus não se zomba, não se brinca, o que o homem semear isso irá colher, diz a sagrada escritura. Se o tédio existe é preciso trata-lo, pois em sua raiz podemos encontrar motivações erradas que irão nos custar muito caro na frente do justo juiz.


fonte: Jefferson Roger
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