terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A oração de São Francisco de Assis

São Francisco de Assis, que viveu a extrema pobreza e radicalidade do evangelho de Jesus Cristo, assim como Santa Clara de Assis, compôs uma bela oração que muitos talvez não tenham percebido mas, é repleta de embasamentos bíblicos que podem ser retirados em vários trechos da santa palavra de Deus. Aqui colocamos apenas algumas possibilidades. Vale a leitura para que tenhamos ainda mais amor a essa oração, que recitada ou cantada, enche o coração e é um pedido sincero para que Deus nos molde a estatura de seu filho Jesus:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Atos 9,15 – “Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este homem é para mim um INSTRUMENTO escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel.”

Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Efésios 4,31 – “Toda amargura, IRA, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia.”

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
2ª Coríntios 2,7-8 – “Assim deveis agora PERDOAR-LHE e consolá-lo para que não sucumba por demasiada tristeza. Peço-vos que tenhais caridade para com ele.”

Onde houver discórdia, que eu leve a união;
1ª Carta a Timóteo 6,3-7 – “Quem ensina de outra forma e DISCÓRDIA das salutares palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da doutrina conforme à piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante, doentio por questões ociosas e contendas de palavras. Daí se originam a inveja, a discórdia, os insultos, as suspeitas injustas, os vãos conflitos entre homens de coração corrompido e privados da verdade, que só vêem na piedade uma fonte de lucro. Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, porém quando acompanhada de espírito de desprendimento. Porque nada trouxemos ao mundo, como tampouco nada poderemos levar.”

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Tito 2,1-2 – “O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina. Os mais velhos sejam sóbrios, graves, prudentes, fortes na , na caridade, na paciência.”

Onde houver erro, que eu leve a verdade;
1ª Coríntios 13,6 – A caridade “Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a VERDADE.”

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Isaías 61,1-3 – “O espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade; proclamar um ano de graças da parte do Senhor, e um dia de vingança de nosso Deus; consolar todos os aflitos, dar-lhes um diadema em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de vestidos de luto, cânticos de glória em lugar de DESESPERO. Então os chamarão as azinheiras da justiça, plantadas pelo Senhor para sua glória.”

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
2ª Coríntios 9,7 – “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com ALEGRIA.”

Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Mateus 5,14-16 – “Vós sois a LUZ do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.”

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado.
1ª Coríntios 11,1 – “Tornai-vos os meus IMITADORES, como eu o sou de CRISTO.”

Pois é dando que se recebe,
Atos 20,35 – “É maior felicidade DAR que receber.”

é perdoando que se é perdoado,
Mateus 6,14 – “porque, se PERDOARDES aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará.”

e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Mateus 10,39 – “Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a PERDER, por minha causa, reencontrá-la-á.”


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Abraçar

Abraçar é uma coisa boa mas, como não poderia deixar de ser, também o olhar de satanás se volta para essa expressão de sentimento buscando, como sempre, uma oportunidade de transformar, manchar e macular essa forma de afeto em uma oportunidade para ele vender o seu peixe mau cheiroso, de agradável sabor ao paladar mas amargo no estômago. Sobre isso as sagradas escrituras, como sempre atentas em nos ensinar sabiamente sobre a prudência da serpente, que muita cautela se deve ter. São João Paulo II falava sobre essas coisas intitulando-as e colocando-as sob a faceta da teologia do corpo.

O livro dos provérbios no recorda que é muito saudável nos enamorarmos com uma mulher em nossa juventude e assim permanecermos, ou seja, ficarmos com ela, fieis e como disse Jesus, separáveis apenas pela morte. Provérbios 5,18-23 – “Seja bendita a tua fonte! Regozija-te com a mulher de tua juventude, corça de amor, serva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar! Por que hás de te enamorar de uma alheia e abraçar o seio de uma estranha? Pois o Senhor olha os caminhos dos homens e observa todas as suas veredas. O homem será preso por suas próprias faltas e ligado com as cadeias de seu pecado. Perecerá por falta de correção e se desviará pelo excesso de sua loucura.” Como a passagem é clara e nos lembra que Deus, que tudo vê, irá nos sentenciar com o preço que o pecado cobra de cada um.

Mas tem mais, Eclesiástico 30,19-21 – “De que serve ao ídolo a oferenda que lhe fazem? Não pode nem comê-la nem lhe respirar o aroma. Assim é aquele que o Senhor repele, e que carrega o castigo de seu pecado; seus olhos vislumbram (o alimento) e ele suspira, assim como suspira o eunuco ao abraçar uma virgem.” Ou seja, se deixa corromper pela tentação aquele que se envolve na mácula dela. Enfim, como sempre, a palavra de Deus está sempre atenta aos detalhes pois um simples abraço, dependendo do contexto, pode originar raízes preocupantes ou comprometidas com escolhas que não trarão boas consequências.

O ato em si não é pecado, pois o pecado é uma realidade do espírito com maior ou menor participação do corpo. O abraço de um pai com sua filha, do marido com sua esposa, do avô com sua netinha, fisicamente são idênticos. O que os faz serem sadios enquanto o mesmo ato de pessoas adúlteras constitui em ação grave de pecado? Está no espírito a resposta. Abraçar é atitude de proximidade que economiza palavras, transmite confiança e segurança e demonstra que sentimos algo bom com relação a quem abraçamos. Como disse São João Paulo II, não só as palavras mas o corpo também transmite o que existe no coração. A noite, ao final de um dia o casal se deita no silêncio da noite e abraçados pegam no sono. Quando se parabeniza alguém, se abraça e lhe deseja bons votos. Ao se encontrar com alguém, surgem os cumprimentos. Alguns apertos de mão, outras vezes os “beijinhos sociais” e outras ainda, além dos beijinhos acompanham os abraços. A criança sente conforto no colo da mãe, que ao abraçar oferece nesse contato todo o seu afeto pelo bebê que esperou por uma gestação.

As pessoas, narram os evangelhos, acorriam até Jesus que a todos amparava. Ele acolhia as criancinhas, jovens, adultos, idosos e doentes e para cada um, tinha a sua medida certa. Explicitamente não se lê que Jesus abraçava as pessoas mas não é errado supormos que as criancinhas que se achegavam a ele, não fossem recebidas com um abraço. Ora bolas viu, se trata da pessoa que nos amou ao ponto de se entregar na cruz para remir nossos pecados. Se com todo esse amor por cada um de nós, nem ao menos um abraço ele desse, que amor pequeno seria. Sejamos imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1) e saibamos, até com um simples abraço demonstrar o que existe em nosso coração.


fonte: Jefferson Roger
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Olhando para trás

Mateus 10:38 – “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” Lucas 9,62 – “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus.” Pessoal, como se diz por aí na linguagem da gíria, o bicho pega mesmo quando o assunto é a exigência que o amor radical de Deus, manifestado por Jesus através do Espírito Santo se expressa na vida de cada um de nós. Todavia, nossa pequenez e nossa fraqueza concupiscente herdada pelo pecado original sempre trabalha em sentindo contrário e, aliada ao inimigo, ambos, procuram nos mostrar que aquilo que é, não é. Vamos entender e refletir.

Olho para caminhada cristã e hoje, posso fazer uma análise de quanto melhorei, não melhorei ou piorei. A religião, que serve para religar o homem a Deus, tem esse propósito. Já que somos um composto de corpo e alma, um verdadeiro campo de batalha, podermos dizer: quanto de nós já se configurou ao modelo de Jesus? Quanto ainda não? Quanto está em processo de configuração? Quanto nem começou ainda? Quanto estava em processo mas decaiu e regrediu? São todas perguntas bem pertinentes ao caso e devem estar presentes inclusive, nos exames de consciência que fazemos.

Olhando para trás, vemos as comunhões que recebemos. Somos hoje melhores que no início, quando recebemos a primeira comunhão? Ela é um ritual apenas, uma formalidade, um fazer porque se deve, é bom ou por que os outros fazem ou dizem que é bom? Se não comungarmos vamos sentir falta, espiritualmente falando? De fato, sentimos que faz diferença comungar ou se comparamos ao tempo que não comungamos não percebemos a diferença? Que perigo é pensar nessas coisas. O diabo é muito ligeiro e está de olho em nossas atitudes, já que ele não sabe o que se passa em nossos corações como Deus sabe. O que o diabo sabe é o que deixamos que saiba. Já diziam os santos que satanás é como um cão amarrado, se não chegarmos perto o suficiente não seremos mordidos.

E as orações? Como andam? Elas têm feito a diferença em minha vida e na vida das pessoas? Eu consigo sentir o divino na minha vida? Ou estou tão apegado as vibrações desse mundo e com o coração tão soterrado pelas coisas que passam que não consigo ouvir a voz de Deus? Realmente posso dizer, não me parece que sou uma pessoa melhor. Nem me sinto melhor e não acho que seja falsa humildade, está mais para uma realidade comprovada mesmo. Quanto mais mergulho no conhecimento das coisas de Deus, mas percebo o quanto distante estou dele. E muito distante. A luz de Cristo em minha vida tem se transformado, dia após dia, numa luz no fim do túnel que logo parece que vai desaparecer. Não existe prática religiosa que retorne consolação alguma. O viver simplesmente se tornou transpor rotineiros minutos aguardando, como um condenado no corredor da morte, o dia da execução de sua sentença.

Assim devemos refletir, devemos ser exigentes pois ainda assim toda a nossa exigência não é páreo para os termos do justo juiz. No entanto, medo não devemos ter e sim, entrega total, exatamente como fazia Santa Terezinha do Menino Jesus. Reconhecer a pequenez e o nada da criatura perante seu criador, cria a relação de total dependência e confiança para tudo. Desta forma não corremos o risco de tentar algo sozinhos e nem precisaremos porque a fé e as obras se encarregarão, se tivermos essa atitude como a da santa da pequena via, de nos mostrar e nos conduzir subida acima com o olhar voltado para a eternidade. Se a cada queda o homem desanimar um pouco como terá forças para superar, por ventura, uma próxima queda? Quedas machucam, se não aprendemos com elas, cometeremos os mesmos erros que nos fizeram cair. Porém, se aprendemos, iremos chegar, assim como tantos santos, a vivermos numa época em que o pecado não será mais cogitado porque sua natureza destruidora terá sido aprendida por nós a ponto de não sermos mais capazes de nos assemelharmos ao diabo e sim ao Cristo.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Aceitando a ideologia de gênero

Pessoal, não é mais novidade, todos sabem que os defensores de uma das fatias da cultura da morte chamada ideologia de gênero, há muito se esforçam para defender de todas as formas possíveis e inventadas que essa coisa de masculino e feminino não foi inventada por Deus com uma finalidade e propósito bem definidos. Insistem em dizer que você pode escolher o “papel” que vai exercer na sociedade: se homem ou mulher, ambos, hora um, hora outro e assim por diante.

Ideologia – o estudo de uma ideia, de um ideal. É um esforço humano para impor por A + B um gosto que tem fins egoístas baseado em antíteses bíblicas, no caso a que nos referimos aqui. O problema é que, água mole em pedra dura... ou ainda, uma mentira contada mil vezes, vira uma verdade. Como vemos a população mundial vai sendo convencida e vai aceitando a ideia e se acostumando a conviver com ela no dia a dia. Num recente episódio ocorrido naquele lixo televisivo chamado rede globo, a desgraçada da apresentadora Fernanda Gentil, e a expressão desgraçada cabe muito bem, porque uma pessoa que age como ela, vira as costas para Deus (Romanos 1,28-32) e escolhe se abraçar com a catequese do mundo. Não se trata de ofensa e sim de pesar, pessoas assim escolhem com seu livre arbítrio viver no aqui e agora, sem pensar no depois, no dia do seu juízo perante Jesus e pior, dão mau exemplo engrossando as fileiras dos ímpios. Escolheram viver sem as graças de Deus, são, pois, desgraçadas. Pois bem, dizia eu sobre esta apresentadora que, em episódio recente anunciou que, após um tempo de namoro com outra infeliz, chamada Priscila Montandon, resolveu assumir o romance financiado pelo diabo e contar tudo ao seu filho de 8 anos que, segundo palavras da depoente, aceitou naturalmente e não viu problema nisso.

Como estamos caros leitores, e essa barbaridade foi noticiada em vários meios de comunicação, basta uma “vasculhada” pela internet nos sites jornalísticos para se comprovar esse e tantos casos semelhantes. São os famosos, só me faltava viu, o inferno vai estar cheio deles, ah se vai! Ademais, o assunto mais uma vez nos serviu por aqui para ilustrar a realidade que vem cercando os cristãos a cada passo do ponteiro do relógio. Será exigido cada vez mais que o católico, membro do corpo de Cristo, aceite a possibilidade do martírio, seja de que forma for, em defesa da fé que vive e professa, do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao católico não cabe ser politicamente correto, ser assim é passar a mão na cabeça do outro ou esconder a própria verdade no bolso para não ter que defende-la. Se me recordo e sei que muitos se recordam, Jesus não era politicamente correto. Tanto é que deu no que deu e manietado precisou manter-se firme frente Pôncio Pilatos, o governador que, para ser politicamente correto, e ainda por cima um covarde, lavou as mãos.

O que nos resta é ficarmos firmes na exortação de São Paulo em Romanos 12,2 – “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.”


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O milagre da pétala

Não é de hoje que muitos milagres extraordinários acontecem pelo mundo afora. Muitas pessoas testemunham anonimamente experiências pessoais de vários graus. Alguns se tornaram públicos, como em Guadalupe e Fátima. Outros foram atestados por testemunhos oculares e depois documentados. Todavia, embora ocorram milagres de ordem ordinária realmente quando estas demonstrações divinas da veracidade do que vem do céu acontecem (são os milagres extraordinários), pelo menos aos mais descrentes, uma pulga atrás da orelha é colocada. Nunca serão suficientes, sempre existirão pessoas que não acreditarão, são os céticos. Farão um esforço imenso para não acreditarem, sempre dizendo em alto e bom tom que, deve existir uma explicação racional para o ocorrido.

É como as pessoas que defendem que o inferno não existe, embora Jesus mesmo se encarregou de dizer que existe sim. Em várias passagens. Por que combatem em contrário? Porque são os primeiros interessados que ele não exista pois se existir, provavelmente estão se vendo como candidatos a morarem lá. O mesmo se dá com os milagres da ordem extraordinária. Se a pessoa ceder e acreditar nele, ela precisa aceitar a existência de Deus e isso em sua vida passará a ser aquele alfinete que não vai mais parar de cutucar. Se Deus existe então não me pertenço, pertenço a ele. Então tudo que ele ensinou e deixou registrado em sua igreja e nas suas santas palavras é verdade. Ai de mim, agora que me deparei com essa realidade em minha vida e não posso mais seguir em frente sem transpô-la e sofrer os resultados dessa experiência.

Jesus em sua época, operou muitos milagres e muitos, tendo olhos não viram e tendo ouvidos não escutaram. Não acreditaram nele e ainda o acusaram de fazer tudo que fazia por Belzebú. É o típico comportamento de arrumar uma saída racional para não ter que abraçar e se comprometer com a verdade. Comprovações em forma de milagres aconteceram na época de Jesus e se sucedem até os dias de hoje, crendo neles, as pessoas, ou não. Como um dos exemplos falo aqui do milagre da pétala de uma rosa, onde Nossa Senhora, sob o título de Rosa Mística, aparição que aconteceu a vidente Pierina Gilli em Montechiari, Itália no ano de 1947 e posteriormente em vários outros cantos do país, deixou recentemente, neste século, a impressão de sua imagem em uma pétala de rosa na cidade de São José dos Pinhais-PR. Aparição atualmente e prudentemente não reconhecida pela Igreja Católica que se iniciou na década de oitenta do século passado e que ainda vem acontecendo. Vale lembrar que uma posição oficial da Igreja acontece depois que as aparições cessam e uma investigação é feita sobre os acontecimentos envolvendo a vida do vidente, as testemunhas e outras particularidades. Também devemos recordar que durante o período das manifestações celestes, das mensagens, basta um erro teológico para a condenação acontecer porque toda a revelação foi encerrada na pessoa de Jesus Cristo. Assim sendo não passam de lembretes para a humanidade a respeito daquilo que já nos foi ensinado. Aparições e manifestações reconhecidas nunca trazem novidades e nem acrescentam nada na revelação de Jesus.

Seja como for, este é mais um artigo que se relaciona com o dom da fé. Assim como em Medjugorje, tantos outros lugares recebem a visita dos céus. Os frutos identificam a árvore, nos ensinou Jesus. Precisamos então abrir o nosso coração para que o ceticismo promovido pelo mundo através do seu príncipe, satanás, não tome de assalto nossa abertura ao Espírito Santo de Deus pois assim, corremos o risco de fechar as portas para aquele que bate ao nosso coração, querendo entrar para fazer morada.


fonte: Jefferson Roger
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Os mistérios da oração

É bem isso que podemos falar a respeito da oração, que ela é um mistério. Se pararmos para refletir um pouco iremos enxergar em nossa frente um horizonte muito grande relacionado a oração. Santo Antão dizia que a oração é a única arma do cristão. Padre Pio chamava o Santo Rosário de “A arma”. Nossa Senhora disse a São Domingos de Gusmão, quando da entrega do Rosário que “Deus queria se servir dessa peça de combate para a salvação das almas”. A bíblia, sobre a oração, está repleta de passagens e entre elas lemos que a oração tem que ser feita com fé. De cara e para começo de conversa já podemos vislumbrar que ela é paradoxal, ao mesmo tempo simples e ao mesmo tempo complexa.

Jesus disse para vigiar e orar sem cessar. Sua mãe, a Virgem Santíssima não se cansa de “correr” pelo mundo afora recomendando a récita diária do Santo Rosário. Pessoal, se Jesus e Maria falam a nós desta maneira é até mais do que óbvio que a coisa não é brincadeira. Neste ponto, entra em cena um dom muito importante e que precisa ser cultivado sempre e sempre: a fé. Porque sem ela não iremos enxergar o porquê devemos rezar. Se abandonarmos a fé trocando-a por filosofias racionalistas fatalmente não iremos encontrar razões para rezar. Quantos não passaram, não passam e não passarão por isso. Se a fé é colocada a margem da vida, a mecanização da vida em seu cotidiano vai varre-la para baixo do tapete.

Ficaremos então a pensar no porquê de tanto se rezar já que nada se modifica em nossas vidas. Rezamos, pedimos e pedimos, imploramos a Deus pelas graças e elas não acontecem. Não conseguimos ver como a oração pode nos ajudar e até a oração do Pai Nosso perde o sentido porque, se atendidos somos, somos atendidos na base do conta gotas. Parece que vivemos numa constante vingança de Deus em relação a sua criação que não aceitou viver segundo os desígnios do seu criador. Parece um constante castigo o viver a cada dia. Rezar para quê? Se somássemos todas as orações feitas qual a proporção dos pedidos concedidos? A sagrada escritura diz que é porque não sabemos pedir como convém. Mas será que depois de tantos anos e tendo aprendido isso, nunca saberemos pedir como convém? Já que as graças continuam caindo sem abundância nenhuma?

Que mistério e que mistério relacionado com a fé. Seja como for, uma coisa é certa. É melhor seguir o que Jesus e Maria disseram pois, afinal, cremos que eles já estão no paraíso. E certamente nos querem lá também, do contrário por que de tantas aparições de Nossa Senhora? Por que o crucificado pelos nossos pecados nos ensinou a orar e mandou orar sem cessar? Não é para que não cheguemos lá. Então mãos à obra, é preciso olhar para o copo com água até a metade e enxerga-lo meio cheio. Pior é não rezar pois entre nada e alguma coisa sabemos bem o que escolher. O nada nos remete a não existência, ao vazio e onde existe alguma coisa, existe a possibilidade da esperança, alimentada pela fé e robustecida pela oração. Se rezo e nada acontece, que continue rezando pois é preciso um olhar atento já que aprendemos nas sagradas escrituras que não pedimos como convém. Mesmo que os anos se passaram e pareça ainda que não pedimos como convém, de fato isso pode ser verídico porque satanás é ardiloso e não se distrai, empregando todas as suas forças contra nós. Se fazemos de nossas orações um exercício negligente e displicente precisamos lembrar que o inimigo já está fazendo todo o seu máximo contra nós em 100% do seu tempo. Não brinquemos e de novo, recordemos o que Santo Antão nos ensinou: a oração é a única arma do cristão.


fonte: Jefferson Roger
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Chega de pecado, chega de mundo

O título desse artigo foi dito por Santa Catarina de Gênova (foto), que teve a graça recebida de Deus de poder contemplar a dor da ofensa diária que os pecadores oferecem ao seu criador e sobretudo, em particular, a santa pode sentir em sua alma, a dor de ser privada do amor de Deus por culpa dos seus pecados, conscientemente cometidos e não arrependidos e devidamente satisfeitos a Deus.

O mundo tem feito a cada dia que passa, do pecado, um atrativo cada vez mais comum. Pecar é algo normal, que agora o mundo transformou em algo natural. O conceito de pecado, suas origens e finalidades foram terrivelmente modificados e, pior, aceitos pela humanidade. Como o ar que se respira as formas de pecado se espalham por toda a parte. Ele ganhou o status de relativo porque as pessoas preferem criar conceitos a respeito das coisas, para que, em seu próprio benefício, algo não seja mais pecado, conforme os ditames antigos que remontam desde o início da história da humanidade.

Como se diz por aí, e essas palavras são dos verdadeiros cristãos, já não se há motivação para viver neste mundo. Tudo é uma nojeira. O egoísmo reina livremente, a ganância pelo poder, pelo ter e pelo prazer, motivam uma busca desenfreada. O clima de injustiça se espalha com tanta força que a liberdade e a dignidade humanas, sofrem as mazelas dos malefícios diariamente. Existe o bem, sabemos disso, mas vemos ele ser sufocado todos os dias. O mal se espalha como uma epidemia e parece que não existe freio que o segure. Se tornou viral de muitas formas. Em verdade sabemos que o mundo que conhecemos novamente passará por uma reforma. Já aconteceu em outras épocas e também acontecerá de novo.
Como sabemos também, através do livro das Revelações, virão novos céus e nova terra. Ou seja, tudo vai passar, por isso Jesus pediu de cada um a perseverança. E como essa perseverança é combatida e colocada à prova todos os dias de nossas vidas. Nos parece que uma batalha épica acontece e que nós somos meros figurantes atingidos por torrentes e mais torrentes de investidas de tudo que não é bom. Muitos se rendem e passam para o lado das forças inimigas. Todos esses, os que se rendem, Deus não concederá a eles a salvação e a felicidade eterna no Reino dos Céus. São os “tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras, os mentirosos, os injustos, os adúlteros, os efeminados, os devassos, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os difamadores, os assaltantes, os fornicadores, os libertinos, os supersticiosos, os que promovem inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. (Apocalipse 21,8 – 1ª Coríntios 6,9-10 – Gálatas 5,19-21).

Pois bem, é assim que se sente o verdadeiro cristão, sente-se como os santos que já não queriam mais viver neste mundo, que ansiavam voltar para Deus o quanto antes. Santa Gema dizia que era um grande incômodo para ela viver neste mundo. Assim sentem os santos, existe uma pressa em voltar para junto do Pai, para as alegrias criadas que nem sequer imaginamos. Santa Terezinha aos sete anos dizia para sua mãe que torcia para ela morrer logo, para poder ir ao paraíso o quanto antes. Estes e tantos outros exemplos nos mostram que nossa razão verdadeira consiste em passar por aqui, pelo vale de lágrimas, e chegar nas moradas eternas, na presença dos santos, dos anjos, da Virgem Santíssima e da Santíssima Trindade. Quem não tem pressa tem dentro de si algo de errado. Vive sem estar com sua malinha pronta para a viagem e vive deixando para amanhã, torcendo para que o amanhã nunca chegue e não precise então se converter, viver os mandatos divinos e com isso poder gozar dos prazeres terrenos como se aqui já fosse um paraíso sem Deus. Como disse Jesus; Marcos 13,23 – “Ficai de sobreaviso. Eis que vos preveni de tudo”. E também em Marcos 13,33 – “Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo”.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Conversar com Jesus

Se existe uma coisa que as pessoas gostam de fazer é conversar. Usam abusadamente da fala para expressarem as mais variadas situações, casos, assuntos, pontos de vista, pensamentos, ensinos, desabafos, alegrias, tristezas, ofensas, elogios e a lista não para tão cedo. De fato, as pessoas gostam de conversar, gostam de tagarelar e sofrem por conta disso o mal da língua que, como membro do corpo pode trabalhar para o bem ou para o mal.

Tiago 1,26 – “Se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia a sua língua e engana o seu coração, então é vã a sua religião.”

Tiago 3,4-10 – “Vede também os navios: por grandes que sejam e embora agitados por ventos impetuosos, são governados com um pequeno leme à vontade do piloto. Assim também a língua é um pequeno membro, mas pode gloriar-se de grandes coisas. Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida. Todas as espécies de feras selvagens, de aves, de répteis e de peixes do mar se domam e têm sido domadas pela espécie humana. A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.”

Eis aí o perigo que corremos quando não somos vigilantes lançando através de nossa boca, por culpa das distrações flechas venenosas e ofensivas que irão deixar marcas. Mesmo perdoadas cicatrizes permanecerão. Seja como for, ademais o cuidado que devemos ter em nossa comunicação, sobretudo devemos discernir as coisas. Todo mundo sabe que a falta de ponderação e discernimento resulta em problemas, discussões, intrigas, desacordos e essa lista também não para tão cedo. O mundo é especialista nisso, em promover a comunicação que hoje é globalizada. O problema, reside, porém, nos detalhes. Numa santa missa, não adianta levar o smartphone, Jesus não vai te ligar no celular. Quando você se recolhe em seu quarto para rezar, não adianta interromper suas orações porque o celular avisou que chegou uma mensagem. Não podes sequer dedicar um tempo seu só para Deus? Deus nos fala ao coração e ao silêncio dele e da alma. A semana tem 168 horas, veja como anda seu tempo dedicado a Deus. É preciso se recolher para ouvir tudo que ele tem a nos dizer. Até quando ele não responde ou atende, seu silêncio nos comunica.

No entanto, se damos mais ouvido ao mundo, terminamos com um coração soterrado pelas suas ofertas e toda a sua porcaria. É lixo sobre lixo nos mantendo incapazes de fazer silêncio. As pessoas não conseguem viver sem a agitação da vida, parece que o silêncio e a sadia solidão oferecem perigo. Quanto engano. Se tornam tão habilidosas em se expressarem mas falham vergonhosamente porque o primeiro da fila, que devemos “amar sobre todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento”, fica resguardado numa posição esquecida ou em posição nenhuma. Conversar com Jesus não é rezar apressadamente uma oração do Pai Nosso aos pés da cama antes de dormir ou apenas quando vamos na missa. Conversar é conversar. Pela fé sabemos que se nos ajoelhamos na frente do Santíssimo Sacramento e conversamos, realmente conversamos com Jesus, ele está ali, nos ouvindo. Seja ali ou seja onde for. Jesus garantiu que estará conosco até o fim dos tempos. Estúpidos de nós que deixamos a fé de lado e porque não o vemos, não nos dirigimos a ele. Ou quando nos dirigimos é porque só sobrou ele e então, em atitude de desespero recorremos a Jesus quando já podíamos tê-lo feito no início dos problemas, ou melhor ainda, desde sempre.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Deus e seus paradoxos

Pois muito bem pessoal, para aqueles que são atentos nos estudos da palavra de Deus, com certeza várias passagens bíblicas “aparentam” ter algo de contraditório ou de paradoxal. Parece uma coisa, mas ao mesmo tempo parece outra, parece que isso vale e ao mesmo tempo parece que aquele outro ensino também vale e isso, apresentado ao cristão que se coloca numa posição desatenta, pode confundi-lo e sugerir algumas vezes, que ele precise fazer uma escolha. Às vezes sim, mas as vezes não.

Em verdade, escolhas precisam serem feitas. Como lemos em Eclesiástico o bem e o mal nos são apresentados e precisamos fazer uma escolha. De fato, não há outra solução. Agora, por outra via celestial, aprendemos no livro do Gênesis que Deus une o homem e a mulher, não quer a sua separação (isso confirmado por Jesus) e manda multiplicarem a sua descendência. Por outro lado, Jesus disse que aquele que deixar pai e mãe e família para servir o evangelho irá receber o cêntuplo na recompensa. Ainda lemos nas cartas paulinas que aqueles que não estão casados, melhor seria que não se casassem. E então, caro leitor, como é que ficamos nós todos nesse tiroteio onde corre bala para todos os lados?

Vamos com calma para que não aconteça mais confusão ainda. Como Deus disse em Malaquias 3,6 – que ele não muda, então se mandou multiplicarmos nossa descendência é isso que devemos fazer. Ele também disse em Isaías 45,23 que suas palavras não serão revogadas. Ou seja, o que está dito, está dito. No entanto, surge a necessidade de operários para a messe e essa linha de frente exige dos membros do corpo de Cristo, sua Igreja, uma decisão de escolher servir a Deus pela virgindade ao invés da castidade. O casto é fiel a um só, tem família e serve a Deus através dela. O virgem é fiel a um só e deixa sua família para servir a Deus. Não existe outra forma apresentada inclusive pelo catecismo da igreja católica.

Por fim, resta uma última questão, aprendemos como lemos linhas atrás, que São Paulo exorta os fiéis, que não estão casados, a permanecerem neste estado. Este episódio encontramos na primeira carta aos Coríntios. Lendo atentamente percebemos que tanto a união quanto o celibato devem ser vividos plenamente em Deus. O apóstolo que sentiu a vocação ao celibato manifesta o desejo de que todos fossem como ele e enfatiza seu anseio. Porém, a explicação vem na mesma carta quando ele afirma que reconhece que cada pessoa recebeu de Deus um dom diferente. Desta forma, o chamado, a vocação, o dom recebido para o bem comum somente precisa ser discernido para bem se viver conforme os desígnios divinos. E justamente por esse motivo, não se deve deixar de lado o Espírito Santo nos assuntos que envolvem as particularidades da missão que cada um tem por aqui. Dessa forma, não corremos o risco de ficarmos tirando conclusões errôneas a respeito do que fazemos se o que fizermos for antes de tudo nos colocarmos na presença de Deus.

Aceitamos passar por qualquer “como” desde que tenhamos um “porquê”. Se não sabemos é porque estamos atrás das respostas onde elas não se encontram. E como Jesus disse que não podemos fazer nada sem ele (João 15,5) não adianta nada tentarmos resolver as coisas e forçar soluções de forma a conseguirmos das pessoas e da vida o que queremos por conta de nossos interesses. Precisamos ouvir a voz de Deus que nos fala ao coração para podermos nos configurar a sua vontade e assim, vivendo como é do seu agrado acabaremos agradando aos outros.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Não existe salvação para você

O diabo gosta muito de passar despercebido. Gosta muito de ficar no anonimato, fazendo o papel do amigo da onça, sendo um falso ombro amigo e convencendo a muitos, sem um ataque direto e frontal, que sequer, essa coisa de salvação eterna, é uma meta a ser atingida. O diabo é esperto, por aqui no meu blog eu faço exatamente o contrário do que ele quer. Por aqui, vira e mexe, estou a colocar a público, seus sortilégios. O blog sem dúvida é muito pequeno e pouco barulho faz na imensidão da internet. Porém, ele não é só e faz parte, com seu tamanho em forma de gotícula, da vastidão cristã que se empenha em lutar contra as catervas infernais.

Pois bem, nosso inimigo luta para nos ensinar que não devemos nos preocupar com a economia da salvação, com a igreja, o próximo, com orações e, mesmo assim, que nos preocupemos com isso, mui ardilosamente, ele insiste convidando com a tentação do amanhã. A economia da salvação, regida pelos sacramentos, pelo evangelho e pelos mandatos divinos ele diz não serem importantes. Satanás ensina que sacramentos são invenções da igreja, que tanto se esforça para valida-los com algumas passagens bíblicas, já que não existe ordem direta para tudo, suas eficácias. A igreja, segundo ele, é uma instituição apenas física, que detém poder e riqueza e se aproxima mais de um clube social do que uma realidade que transpassa o material. O próximo, ah esse o diabo se serve bem ao falar sobre ele. Se o próximo se aliar aos seus desejos de prazer, conte com ele; se não se aliar, insistir nessa coisa de religião, o próximo é uma pedra de tropeço. Rezar para quê? – Diz o demônio. Ele nos convida a colocarmos na ponta do lápis quanto de nossas orações foram atendidas para comprovarmos por nós mesmos que ele tem razão e por isso, se apartou de Deus.

Salvação é uma coisa meio absurda, que Deus é esse que nos escraviza, atormenta e sacrifica diariamente, com tribulações, dificuldades, provações e toda a espécie de sofrimentos e ainda nos ensina que devemos suportar tudo que vem dos céus com paciência e perseverança se quisermos um dia morar na eternidade com ele? Mentira, quer nos ensinar o lado do mal, porque Deus disfarça sua conduta de carrasco imperial com palavras pois no fundo, está querendo dizer que se não acatarmos suas ordens e ensinos, acabaremos condenados ao fogo do inferno.

De fato, para espanto de muitos, o diabo está realmente falando a verdade. O que ele faz é interpretar a verdade celeste, exatamente como fazem os protestantes evangélicos, para com isso obter intento em sua investida rumo a perdição das almas. Ele tem razão nos termos que nos apresenta querendo explicar que salvação é algo absurdo. O problema é que ele engana o povo de Deus com meias verdades e procura vender a tentação do desânimo e do amanhã (deixe para amanhã), eis o detalhe. E isso, de ser um absurdo essa salvação, é algo realmente muito absurdo. Nem nos cabe esse merecimento pois, como diz o salmo, se Deus nos tratasse como deveríamos, estaríamos perdidos. Nos comportamos meio que como inimigos de Deus e retribuímos ao seu amor, numa medida desproporcional de pecados. Nem poderia ser diferente ao conhecimento humano, julgarmos um disparate nosso criador ainda nos perdoar, não deixar de nos amar, insistir em nos ter com ele e ainda nos conceder os meios para chegarmos a glória eterna, a felicidade eterna. Não existe salvação para você, se você, com seu livre arbítrio, decidir se rebelar, se revoltar e desobedecer o teu criador, agindo exatamente como agiu Lúcifer. Percebem? O diabo fala a verdade pela metade porque a outra metade, nos mostra o quanto ele estava e está errado e quanto Deus, infinito amor e infinita justiça está certo. Amar não é passar a mão na cabeça mas sim caminhar junto. O castigo ao filho desobediente não diminui o amor de um pai ou de uma mãe por ele. Ele continua sendo filho e membro da família. Da mesma forma Deus corrige e castiga aqueles que ama e tem por filhos porque quer nos ver crescer no amor e santidade, para um dia, gozarmos da alegria eterna ao seu lado para todo o sempre. Ao invés de dar atenção para o agora do mal, precisamos da atenção para a verdade (João 14,6) que é imutável (Malaquias 3,6 e Isaias 45,23).


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Não duvide dos Sacramentos

Olá pessoal, nós católicos sabemos que pouquíssimas denominações religiosas, inclusive aquelas que dizem que seguem a bíblia (pobres delas, deviam seguir Jesus), aceitam que os sacramentos ministrados pela igreja católica foram instituídos por Jesus. São peritos em falar que seguem a bíblia mas omissos e ágeis em selecionar só o que lhes convém para poderem sustentarem uma prática religiosa meio autônoma e picaretada nas páginas sagradas.

Os sacramentos são sete. Vamos lá, a bíblia está recheada de passagens que confirmam e embasam o caráter sacramental que o cuidado e o amor de Deus quis deixar em sua igreja (Mateus 16,18) para o bem de seus filhos. Sacramentos são sinais visíveis da graça invisível. Em João 3,5 Jesus responde a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus” Opa! – vemos a matéria (sinal visível água mais a fórmula aplicada pelo Cristo) e a essência invisível (Espírito Santo santificador) presentes na questão do batismo e, vejam bem, são palavras de Jesus. Mateus 28,19 – “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (disse Jesus). Vemos aí qual é a fórmula da qual ele explicava para Nicodemos.

Pessoal, quanto ao sacramento da Eucaristia basta se ler o capítulo 6 do evangelho de João. Jesus fala de forma muito clara sobre este sacramento. Quanto a instituição do sacramento, podemos encontra-la em Lucas 22 e Mateus 26, inclusive nas bíblias não católicas. E por falar em não católicos até mesmo Lutero não pode redefinir as palavras de Jesus. Vejamos: "Eu quereria que alguém fosse assaz hábil para persuadir-me de que na Eucaristia não se contém senão pão e vinho: esse me prestaria um grande serviço. Eu tenho trabalhado nessa questão a suar; porém confesso que estou encadeado, e não vejo nenhum meio de sair daí. O texto do Evangelho é claro demais" – trecho de sua carta a seu amigo Argentino (De euch. dist. I, art.).

E a confissão? E a confirmação ou crisma, a unção dos enfermos, o matrimônio e o sacerdócio? Precisamos demonstrar biblicamente onde estão as bases bíblicas? É evidente que não porque se a igreja está a ministrar os sete a mando do seu fundador, Jesus Cristo e o Ressuscitado não é homem de meias palavras, que garimpem as santas palavras aqueles que ainda duvidem que Jesus possa ter de fato feito isso. Aqueles que acham que sacramentos são uma invenção da igreja, enquanto instituição. Podem ir e se preparem para “dar com o burro na água”.

Para encerrarmos o artigo vale lembrar que sacramentos fazem parte da nova e eterna aliança. Antes a salvação acontecia, agora recebemos o auxílio dos sacramentos. Na antiga aliança devia se obedecer a lei, confessar pecados e seguir os mandamentos, falando de um modo um tanto geral e resumido. Agora na nova aliança, ainda se deve obedecer a lei, confessar pecados e seguir os mandamentos. Jesus disse que não veio abolir a lei mas veio leva-la à perfeição. Temos que crer na boa nova (evangelho), sermos batizados e seguir sua palavra e exemplos e os mandamentos, pois foram levados a perfeição, depois da plenitude dos tempos. A antiga forma de salvação, da antiga aliança passou. O Cristo inaugurou o tempo da igreja, o tempo da graça, que também nos é concedida pelos sacramentos, não só por eles.

Então, não precisamos duvidar de bens celestes que nos são dados. Tudo que vem dos céus concorre para o bem de cada um. Negligenciar sacramentos, rosário, comunhão dos santos, o Espírito Paráclito prometido por Jesus na assunção não parece ser um ato de humildade e sim de soberba. Eu não preciso de nada disso, me viro direto com Deus... Ok, se és uma pessoa super, hiper, mega, ultra, power, vá em frente. Agora se quer fazer parte das ovelhas do Senhor, coloque os pés no chão, desça do trono, pare de brincar de Deus e se una aos mortais dependentes de Jesus para tudo.

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fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Que bagunça, por onde começar?

Pessoal, a globalização do mundo nos permite ficarmos antenados em todos os acontecimentos que nos cercam e não nos cercam. Por conta disso, o que as pessoas tendem a fazer é concentrar suas atenções em torno dos assuntos que lhes são mais atrativos e interessantes. Não parece até aqui algo muito grave, mas, o detalhe reside no fato de que deixam de concentrar esforços em temas que são necessários acompanhar. Refiro-me ao assunto “sua religião”. Se és católico não deves ficar apenas no seu mundinho, precisa ao menos “dar uma passadinha” pelos acontecimentos ao redor do planeta para ficar ciente do que se passa com o catolicismo. Vamos fazer isso?

O cardeal Vincent Nichols de Westminster apoia publicamente o segundo casamento do príncipe britânico Harry com a divorciada, que não se sabe ser judia ou católica, Megan Markle. Atrizes atuam como freiras numa igreja de verdade. O fato ocorreu em julho de 2017 numa igreja agostiniana em Malta. Na igreja católica de São João Batista em Borgloon, na Bélgica, uma vaca crucificada foi erguida no presbitério e o bispo local não reagiu contra essa satânica atitude. Foi aprovado na Austrália, mais um país que vira as costas para Deus, o pseudo-casamento gay. Agora as autoridades locais estão estudando uma lei que permita que, como eles chamam os sacerdotes, “profissionais religiosos”, se recusem a realizar esses casamentos. No entanto, neste país, está em pleno curso a tentativa de diminuir a liberdade religiosa e inclusive a proibição de que os pais não permitam que seus filhos frequentem os ensinamentos sobre os gays nas escolas.

Como podemos ver, caros leitores, bastou uma pequena passada pelos sites católicos do mundo todo para se comprovar a baderna que anda a “casa de oração”, a “casa de meu pai”, nas palavras do próprio Jesus. É nítido aos olhos de todos que, assim como o mar vermelho se dividiu, dentro de nossa igreja católica e religião, ocorre uma divisão praticamente explícita. É possível vermos duas frentes muito claramente: os modernistas liberais e os conservadores tradicionalistas. Um lado é preciso ser tomado. Vale lembrar que Jesus disse que quem não está com ele, está contra ele. Ele também nos alertou em seu evangelho que muitos viriam em seu nome para pregarem uma doutrina que não coaduna com os ensinamentos celestes. São Paulo vai dizer que esse é um evangelho das pessoas que são anátemas. É um contraste descarado em relação a radicalidade ensinada pelo Cristo.
Ao se estudar a história católica se percebe esses acontecimentos em todos os séculos. Tamanha é a justiça de Deus que quis o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, que cada geração passasse pelo fio da navalha. Nem poderia ser diferente, do contrário seria Deus injusto e mentiroso. A respeito de ser mentiroso, Lutero a respeito de Jesus diz abertamente isso. Jesus disse que não abandonaria sua igreja e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. Lutero disse que Jesus mentiu, porque ele deixou a igreja de lado e por isso é que a igreja católica está como está, penetrada, nas palavras de Paulo VI, pela fumaça de satanás. Pobre Lutero, não percebe a catolicidade do que Jesus ensinava. A igreja católica não vai ruir, vai sofrer muito na pessoa de seus membros e por causa de seus membros que querem servir a dois senhores, mas, não vai ruir. Eu acredito no que Jesus disse e eu confio nele. Não consigo conceber que esse colosso de mais de dois mil anos simplesmente vai cair por terra! Ora, ela não foi criada sobre a areia e sim sobre a rocha, a fé que move montanhas e que vive no coração do verdadeiro católico garante isso, que é garantido por Jesus. Os evangélicos protestantes dizem seguir a bíblia, mas essa parte que Jesus garantiu não quiseram acatar, acharam melhor pular fora do barco propagandado por Lutero, que estava afundando e entrar no barco do reformador luterano.

Embora tenhamos que conviver com todas as mazelas da vida e do mundo, sofrendo na carne e unindo nossos sofrimentos ao do Ressuscitado, nossa perseverança receberá a recompensa (Mateus 10,22). Nossa parte temos que fazer, temos uma escolha a tomar, do lado dos benditos ou do lado dos malditos? Como os modernistas que querem agradar a dois senhores ou como os conservadores que querem agradar a Deus? Já passou da hora de decidirmos e vivermos o que cremos pois, como nos alerta São Tomás de Aquino: “quem não vive o que crê, termina crendo o que vive”.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Não são problemas, são oportunidades

Convenhamos, se existe uma coisa que perturba a paciência de qualquer pessoa são os problemas. Nem precisamos correr atrás deles porque sempre, esgueirados em qualquer cantinho mais discreto, lá estão eles, à nossa espreita esperando para invadirem nosso belo caminhar. Eles não se cansam de nos atormentar, resolvemos um, já existe outro esperando na fila para se apresentar. Alguns são cotidianos, outros são crônicos, outros ainda, são sazonais. Seja como for, não adianta, aí estão eles, dos mais variados tamanhos a nos acompanharem por toda a vida.

Quando estamos na escola, durante a matéria de matemática o professor passa no quadro um problema desta matéria para que resolvamos no caderno. Ele dá um tempo e depois resolve no quadro para todos verem a solução. Ah se a vida se resumisse apenas nesses tipos de problemas. Passa muito longe disso. Logo que tomamos consciência de nossa realidade aqui neste mundo, nos deparamos com um dos primeiros e importantes problemas a serem resolvidos. Temos que escolher se viveremos nossa eternidade junto de Deus ou sem ele. Até nem parece um problema tão difícil, muitos irão pensar, mas é aí que as coisas mudam de figura.

Eclesiástico vai dizer que se escolhemos viver no segmento de Deus, devemos preparar nossa alma para a provação. Então isso significa... problemas e mais problemas. Na verdade, chamar alguma coisa de problema é generalizar com base em algum conceito. Bom ou ruim. Portanto, devemos ter em mente que, espiritualmente falando, nem todos os problemas são ruins, alguns são transformadores e meritórios para a salvação do fiel. Se alguém não gosta de nós e vive nos atormentando e nos provocando, falando mal de nós para as outras pessoas, quando nos encontra fica de provocações e fica ateando fogo em nossa paciência, de forma velada ou não, isso sem dúvida é um problema, e para alguns, um problemão. O que fazer?

É neste ponto que os problemas podem ser transformados em oportunidades. E essas oportunidades nos são ensinadas por Jesus. Vamos dar uma olhadinha em Mateus 5,11-12: “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.” Percebem? Sofrer com paciência por amor a Deus é coisa boa. Mas tem mais: Efésios 4,26-27 – “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.” Isso mesmo, como a santa palavra de Deus nos ensina e nos incentiva. Claro que é muito fácil, no impulso caloroso da discussão, revidar na mesma moeda, não querendo ficar por baixo da briga mas, Jesus nos ensina a dar a outra face.

Caros leitores, é difícil segui-lo mas é possível pois ele seria um Deus injusto se nos pedisse algo acima de nossas capacidades, capacitadas por ele próprio. É aquela história, devemos olhar para o copo com água até a metade e enxerga-lo sempre meio cheio. Não devemos espernear por causa dos problemas, nem brigar com eles, eles estão, estiveram e estarão por aí em nossas vidas para podermos vence-los, crescer na fé e no amor, sermos pessoas melhores e vivermos felizes na certeza de que o céu é para onde caminhamos. Já pensou se quando Deus tivesse dito para Jesus que ele precisava passar pelo que passou por cada um de nós e Jesus tivesse dito que “não queria nem saber desse problemão”, o que seria dos pecadores?


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Roupas rasgadas?

São Tomás de Aquino nos afirma que “é imodesto quem age de maneira excessivamente negligente em sua aparência, deixando de se apresentar conforme seu estado de vida, assim como quem procura, com isso, atrair atenções para si mesmo.” Nossa Senhora disse em Fátima que “muitas modas surgiriam que ofenderiam seu filho Jesus.” Para começo de conversa cá estamos nós, mais uma vez a falar das modas escravizadoras da sociedade doente, que se afirma livre e próspera em seu pensar, mas, que fatidicamente destoa do mandato de se dever dar glória a Deus com nosso corpo.

O modesto jaz a sete palmos no esquecimento dos tempos. Uma roupa que bem veste alguém, agora não é mais uma roupa que tem a finalidade de proteger e assegurar a dignidade do corpo. Antes de ser confortável, precisa ela nos guarnecer o pudor com a modéstia. Não há sentido cristão em usar vestimentas curtas demais, transparentes demais, justas demais e também, vestimentas rasgadas propositalmente e, o que é pior, em partes que procuram sensualizar e expor partes semi honestas e desonestas do corpo.

Perdeu-se a noção das coisas. No passado, roupas rasgadas eram costuradas por mães. Nem se pensava chegar em casa com uma roupa que apresentava algum rasgo ou furo, quase que de imediato voltava-se até a loja e se exigia a troca por uma peça sem avarias. Hoje em dia, mães descristianizadas incentivam esse tipo de roupa e ainda pior, algumas até as usam. Os tempos infelizmente mudaram e as mães também. Agora, o que se vê são montes de “mães” na moda usando roupas que inclusive são inadequadas a sua natureza e estado.
Adultos precisam se vestir como adultos, crianças, como crianças e cada qual segundo sua condição. Não se vai na santa missa com uma roupa que se vai na praia. Tão pouco se vai trabalhar com um vestido de festa, todo cheio de decotes e aberturas nas pernas para exaltar, sensualizando o pobre corpo, destinado a ser tempo do Espírito Santo, transformando-o numa vitrine igual a vitrine dos açougues. Assim como as tatuagens, roupas imodestas, retalhadas, furadas, manchadas e rasgadas, elevadas a condição de vestuário chique e da moda, nada mais fazem do que transmitir aos olhos de Deus, o estado afastado, soterrado e enegrecido em que vive o coração dessas pessoas. Ali, num coração que se satisfaz em chafurdar na lama, não pode a Santíssima Trindade fazer morada.

A confusão é muita? Já não sabes o que é modesto para se vestir? Comece então eliminando o que não é! Algumas roupas (ou a falta delas) em nosso corpo, simplesmente não são para os cristãos. Ou alguém sabe de algum santo, santa de Deus ou que Jesus ou ainda a Virgem Santíssima deram um exemplo que nos conduzisse para a completa liberdade no vestir? No livro das revelações vemos que no paraíso, vivem na presença de Deus, todos que alvejaram suas vestes no sangue do Cordeiro; estão vestidos de túnicas. Portanto, agora é a hora de se tirar o cavalo da chuva e parar de querer ser livre se tornando escravo da moda do mundo. O bem vestir faz com que as verdadeiras qualidades da pessoa apareçam. Os extremos estão por aí, agora se “ensina” que (pelo menos aparentemente) se pode usar qualquer coisa, em qualquer lugar e a qualquer hora, sem que alguma consequência aconteça por causa do que se veste. Dizer que se veste assim por causa da liberdade e do conforto é errado. Alguém diz que o propósito do alimento é o sabor e não a nutrição? Alguém diz que o propósito de se ler um livro é para se passar o tempo e não para aprender? Pois bem, essas roupas descoladas não se originaram de uma essência cristã, são do mundo. Você se lembra que Jesus disse que não podemos servir a dois senhores? E o apóstolo São Tiago nos recordou que quem se faz amigo do mundo se torna inimigo de Deus. A desculpa de que isso não é pecado, já foi ou não uso com propósitos errados não passam disso, de desculpa.

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A importância dos pequeninos

O Salmo 137 nos ensina que Deus olha os pequeninos e estes, os pequeninos, de suas bocas saem um louvor que confundem os adversários, nos ensina também o Salmo 8. Ora, os adversários, são aqueles que não caminham segundo a proposta de Jesus Cristo. São todos aqueles que adotam algo contrário ao sumo bem, puro e imaculado. Bem verdade também é, que nós, em meio as nossas fraquezas, muitas vezes permitimos com nossas quedas manchar nossa conduta perante os olhos do Altíssimo, fazendo com isso que nossas atitudes aumentem em desproporção às nossas obras. Que perigo reside nesta condição já que o Cristo nos advertiu que seremos julgados pelas obras (Apocalipse 22,12).

Ainda mais há de se saber sobre a importância que os céus colocam sobre a caridade sobre eles, os pequeninos. Em Mateus 10,42 vamos ler que “todo aquele que der ainda que seja somente um copo de água fresca a um destes pequeninos, porque é meu discípulo, em verdade eu vos digo: não perderá sua recompensa.” Pessoal, se Jesus disse que está de olho em nossas atitudes, até não escapando dele um ato de “dar de beber a quem tem sede” – obra de misericórdia temporal – quanto mais se colocarmos em prática seu mandato de pregar o evangelho por toda parte e, inclusive, para os pequeninos.

Confiados a nós por Deus, num compromisso assumido perante o altar, devemos educa-los no temor e na doutrina do Senhor (Efésios 6,4). Portanto, nada de relaxar na missão, embora a missão seja pregar o evangelho a toda a criatura. E vale ainda lembrar, devemos faze-lo por atos e palavras pois de grande valia é nosso comportamento e atitudes. E assim, mais uma vez, colocadas as coisas como foram pensadas por Deus, estive num encontro a convite dos catequistas da paróquia onde moro, mas não exerço a atividade de catequista, ministrando uma formação para pais e seus filhos da catequese infantil. Neste encontro levou-se até os participantes a importância de sermos vigilantes em cada detalhe de nossas vidas, para não nos distrairmos e por conta disso, acabarmos deixando essa distração nos conduzir aos pecados. Também puderam os presentes refletirem com as atividades propostas na questão de saber obedecer e saber porque se está obedecendo para que com isso, nossa religião não se torne apenas um fardo pesado ou um amontoado de rituais a se cumprirem.

É sempre importante ter em mente que o diabo odeia a todos, sem exceção e já está fazendo o seu melhor para destruir cada um de nós. Não se enganem ao pensarem que existe uma faixa etária livre dos ataques do inimigo. Ninguém está isento. Por isso, se a cada um de nós, adultos, já é sumamente importante construirmos nossa casa sobre a rocha (Mateus 7,24), o que dizer dos frágeis pequeninos tão visados pelo mal em tantas esferas. São abortos, maus tratos, pedofilia, ingresso prematuro no mundo das drogas e prostituição, gravidez precoce, orfandade não natural e tantas outras situações pelas quais muitos deles passam. Nós, os adultos, não devemos cruzar os braços pois o “o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar.” – 1ª Pedro 5,8.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Católico Ignorante, Futuro Protestante

Sem dúvida alguma esse trocadilho que se ouve por muitas vielas da vida, retrata com grande acerto a consequência do católico morno, do católico só de fachada, do católico não praticante, do católico que é católico porque foi batizado na igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mateus 16,18) e, como o batismo é indelével, não podendo ser desfeito, morrerá católico, embora sua falta de obra (Romanos 2,5-6), se displicente for para com o talento recebido do pai (Mateus 25,14-31), possa lhe coroar com o título de maldito (Mateus 25,41).

De fato, existe também o outro lado da moeda. Os evangélicos protestantes, que por serem ignorantes em relação ao assunto “religião e Jesus Cristo”, não compreendem a fundo os motivos causadores que originou a revolução (pois reforma é o que não foi) protestante. Precisam ser maus protestantes evangélicos para não terminarem se tornando bons católicos. Quem se enverada de forma sincera e imparcial a aprofundar seus conhecimentos nos assuntos celestes em toda a história da humanidade, irá terminando, assim como lemos em Atos dos Apóstolos, querendo ser batizado e toda a sua família (Atos 16,33) e fazer parte, como membros do corpo de Cristo, de sua igreja.

Agora, como estou a falar a respeito de nós católicos e aqui não cabe nenhum comentário conforme os moldes ecumênicos que a igreja católica incentiva, é claro que a superficialidade das práticas religiosas afastadas da imitação de Cristo (1ª Coríntios 11,1) faz com que o Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, rico em misericórdia, único Deus dito “Eu sou” (Êxodo 3,1-15), que não muda (Malaquias 3,6) e não revoga palavra alguma (Isaías 45,23) passe a ser um Deus tolerante que prega através do Espírito Santo Paráclito, várias verdades, uma para cada denominação religiosa (Essa é de lascar viu! Esses não católicos com o livre exame da bíblia...)

E dessa forma, o santo ensinamento do Altíssimo é banalizado, diminuído e comercializado através de muitas denominações religiosas e suas teorias da retribuição. A fé passa a ser artigo percentual, pois pregam muitos que, quanto maior a contribuição, relacionada com a fé, maior a recompensa que vem do alto. Bem ao contrário dos relatos bíblicos que apontam em direção oposta e olhem que esse pessoal diz que segue a bíblia. Ora, ora, seguem sim uma bíblia dentro da bíblia, uma bíblia que sempre é pessoal e adaptada à sua realidade e desejos, deixando de lado o ensinamento de Jesus que nos ensinou na oração do Pai Nosso que devemos pedir a Deus e aceitar que seja feita a vontade dele.

Ecumenismo? Só se for aquele pregado e ensinado por Jesus, que acolhia mas mostrava a verdade. Essa é a atitude ecumênica católica nos moldes do Cristo e não esse lixo todo pregado pela Santa Sé de que “devemos ficar com aquilo que nos une e deixar de lado aquilo que nos separa”. Católico que se preze e teme a Deus (Provérbios 1,7) e sabe que vai ter que encarar no dia do juízo o Cristo Ressuscitado, justo juiz, não abre mão da comunhão dos santos, da Virgem Santíssima, dos Sacramentos e do Santo Rosário. O católico não faz vista grossa e nem política de boa vizinhança ou é politicamente correto. Nem deve, se pretende ser como Jesus que disse, quando manietado que falou abertamente a todos. A omissão (Ezequiel 3.20-21) é condenada por Deus e todos estamos avisados (Marcos 13,23 e 33).

Católicos; se somos nos comportemos como tal, é o que nosso pai celeste espera de cada um. Jesus disse que quem não está com ele, está contra ele, e disse “quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” – Lucas 10,16). Pois muito bem, o primeiro da fila a rejeitar foi o diabo, depois vieram tantos outros. No século XVI foi a vez de Martinho Lutero, ex-monge agostiniano. Ele não quis ouvir a Jesus, quis reformar seu evangelho. Quem está com Martinho Lutero, que rompeu com a verdade, caminho e vida (João 14,6) fez a sua escolha e no dia dos novíssimos (Eclesiástico 7,40) vai responder por isso.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Bisbilhotar

Quem mexe no lixo dos outros vai acabar arrumando problemas, já dizia um personagem do filme de ação/ficção Rambo IV. Jesus, transportando para a nossa realidade física/espiritual, vai nos dizer que não devemos nos preocupar com o cisco no olho do irmão antes de nos preocuparmos com a trave em nossos olhos. Preocupar-se em salvar uma alma, não se omitindo perante o erro é um ato de caridade, assim como a omissão nos será cobrada, pois Deus não quer uma multidão de filhos infiéis e inúteis, aprendemos em Eclesiástico.

Seja como for, as vezes parece que existe uma correlação entre estar desocupado e se ocupar com a vida dos outros. A curiosidade pelo alheio, a fome pela fofoca, pelo “você sabia” e pelo “ouvi falar”, boatos e outras leviandades despejadas através de línguas envenenadas e corações soterrados por sentimentos maculados, seguram o espírito acorrentando-o na densa nuvem que lhe impede de progredir no amor e na caridade. Quando isso acontece, se alguma caridade existia, ela se torna automática, uma rotina e seu verdadeiro valor e porquê tende a perder o sentido. As pessoas que bisbilhotam a vida de outrem, ficam sem tempo para amar as pessoas, para se dedicar a Deus, se rezam, não rezam pelos inimigos e vivem na certeza de que estão no caminho certo não percebendo que vivem exatamente no pelagianismo.

Acompanham o movimento de vizinhos, de pessoas estranhas e da vida de quantos lhes for possível, não conseguem conversar sem falar da vida alheia. Se torna comum o hábito. Pessoas assim, tomam gosto pela vigilância na vida dos outros, seja pela tv, nos “realities shows”, revistas de fofocas ou mesmo se esgueirando pelas paredes e frestas para “ver o que estão fazendo”, o que está acontecendo. Não diz respeito a vida alheia mas se um barulho acontece na casa do vizinho, correm olhar o que aconteceu. É uma mistura de curiosidade com intrometimento e não sabem dirigir por muito tempo assuntos que não esbarrem na vida de alguém. Saem do patamar da normalidade e cometem excessos sobre excessos.

Bem distante do que aprendemos de Jesus no seu evangelho e também no livro de Tiago sobre nossa conduta e incompatibilidade no falar inadequadamente: “a língua é um pequeno membro, mas pode gloriar-se de grandes coisas. Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida. Nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.”

Pois muito bem, temos que concordar com o apóstolo: “não convém que seja assim” e sem dúvida alguma concordar com Jesus (Mateus 20,26): “não seja assim entre vós”. Tentar levar uma vida que satisfaça o próprio umbigo na maioria avassaladora e não raras vezes, irá, como nos recorda o padre Tomas Kemphis, desagradar a Deus. Como vemos e Jesus bem nos alertou, temos a trave nos olhos, temos primeiro nossa alma para salvar. Largar a deriva o leme de nossas vidas para ficarmos com o binóculo focando o alheio apenas para comparar, praguejar, nos satisfazer com o mau na vida dos outros e nos motivar com isso o ego, enaltecendo nossas atitudes por conta desse tipo de termo de comparação, nada mais é do que abandonar a retidão e a exigência que o amor de Deus pede a cada um. Um amor que castiga e corrige aqueles que tem por filhos e se torna íntimo dos que o temem.

Artigo relacionado:

O perigo da curiosidade


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pelo menos eu tentei

Pessoal, vamos concordar numa coisa. O título desse artigo pode ser uma consolação ou uma desculpa dependendo do contexto em que ele se insere. Se temos um objetivo e fazemos de tudo ao nosso alcance para alcança-lo, e falo tudo de forma sincera, humilde e honesta, e não atingimos nossa meta, então não viveremos com a dúvida do “e se”. E se eu tivesse me esforçado mais, e se eu tivesse me dedicado mais, e se eu tivesse escutado mais, e se eu tivesse parado, refletido e ponderado mais antes de responder no impulso da discussão. Como vemos, se não fazemos corpo mole, podemos deitar nossas cabeças no travesseiro com a consciência tranquila na certeza de que lutamos o bom combate.

Agora, se agimos no oposto da possibilidade, não colocando um verdadeiro esmero naquilo que fazemos, por displicência consciente e má vontade deslavada, se cobrarem de nós alguma coisa ou até mesmo se nossa consciência nos cobrar alguma coisa, podemos de forma muito rápida sair dizendo, ou melhor, se desculpando, pelo intento não alcançado. Querem ver como a coisa é grave? Basta lembrarmos de Poncio Pilatos. Quando ele, “lavou as mãos” publicamente querendo mostrar que era inocente na causa que o povo promovia contra Jesus, no fundo ele quis dizer publicamente: pelo menos eu tentei.

Caro leitor, uma coisa é bem certa a nosso respeito. Nosso esforço aqui na terra, que se traduz no céu na medida das obras (Apocalipse 22,12), podemos ter a maior das certezas, está sendo contabilizado, visto, acompanhado e avaliado. Estamos no tempo da graça, no tempo da igreja, mas esse é o tempo daquilo que é meritório. Depois, quando o hoje cessar e o tempo de agir acabar, esse tempo se transformará no tempo da expiação e satisfação. O tempo de tentar melhorarmos é agora, é hoje. O tempo de tentar crescermos no amor e espiritualmente é agora, é hoje. De que adianta sermos católicos de meia tigela, fajutos, frouxos e sem vergonhas e depois, quando estivermos na frente do justo juiz: Nosso Senhor Jesus Cristo, Sabedoria Eterna, tentarmos arrancar do Cristo nossa entrada no paraíso celeste dizendo para ele: pelo menos eu tentei?

No mínimo a coisa vai ser vexatória para nosso lado para não dizer vergonhosa e humilhante. Uma atitude assim, embora entristeça a Deus, vai poupa-lo no dia do julgamento. Porque enquanto estamos por aqui, se vivermos de forma desregrada, procuramos viver no mundo transformando ele num parque de diversões, fazendo de nossos corpos, tempo do Espírito Santo, um objeto de consumo e uma vitrine de vaidades e zombando de Deus com relação a seus desígnios. Vais brincando, vai; depois, todos já sabem (Gálatas 6,7), colherão aquilo que semearam e aqueles que resolveram escolher as ofertas do mundo e dos inimigos da alma, estarão, como nos explica Jesus na fila dos condenados.

Entre nós não deve ser assim, nos explica o messias, se nossos acertos ou erros caminham conosco, precisamos nos esforçar para transformar aquilo que não é bom, em algo bom (conversão), e aquilo que já é bom aos nossos olhos em algo que é agradável a Deus para que não corramos o risco de que o que fizermos e amarmos seja abominável para ele (Tiago 4,4). Temos que nos esforçar pois de nós, no mínimo Deus espera o máximo de empenho. Que triste seria olhar para trás no fim das contas e percebermos a burrada que fizemos com nossa vida e nossa única alma pela qual devíamos lutar para salva-la. No assunto da salvação dela não deve jamais existir qualquer “pelo menos eu tentei”. Se somos filhos de Deus e, portanto, herdeiros do reino, nos comportemos com a dignidade que o título nos confere. Se Jesus venceu a morte porque ficamos choramingando e fazendo das dificuldades da vida, pequenas derrotas que vão minando nossa fé em Deus?


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Escritor com síndrome de down fala aos políticos

A recente intervenção de Frank Stephens no Congresso dos Estados Unidos não deixou ninguém indiferente. Em apenas alguns dias, o seu discurso, cheio de razões e emoção, deu a volta ao mundo. Frank Stephens é ator, escritor, porta-voz da Global Down Syndrome Foundation e membro da equipe administrativa de Special Olympics no estado da Virgínia. Com um discurso de apenas 7 minutos clamou contra a “solução final” contra as pessoas com síndrome de Down.

O seu discurso na Câmara de Deputados dos Estados Unidos ocorreu durante uma comissão sobre investigação científica, questão que Stephens aproveitou para fazer uma introdução brilhante ao seu discurso. “Para que não haja confusão, quero dizer que não sou cientista nem pesquisador. Entretanto, ninguém sabe mais da vida de uma pessoa com Síndrome de Down do que eu. Seja o que for que aprenderam hoje, lembrem-se disso: sou um homem com Síndrome de Down e a minha vida vale a pena”, começou Stephens.

Sem abandonar a ironia, também denunciou aqueles que defendem que um ser humano é susceptível de ser morto antes de nascer, abortado, pelo fato de ter Síndrome de Down. Em sua opinião, é uma ideia “profundamente influenciada por um preconceito ultrapassado” sobre o que significa viver com Síndrome de Down. O próprio Stephens fala da sua experiência: “Eu tenho uma vida muito interessante. Eu dei aula em universidades, atuei em um filme que foi premiado, em um programa de televisão premiado no Emmy e dei uma palestra a milhares de jovens sobre o valor da inclusão”. “Visitei duas vezes a Casa Branca e não tive que pular a cerca”, comenta brincando antes de dizer, solenemente: “Realmente, acho que eu não precisaria justificar a minha existência”.

Entretanto, Stephens oferece três argumentos para aqueles que “questionam o valor das pessoas com Síndrome de Down”. O primeiro é que “nós somos um presente médico para a sociedade, um plano para a pesquisa médica sobre o câncer, o Alzheimer e os transtornos do sistema imunológico”. O segundo, o grau de felicidade das pessoas com Síndrome de Down. Stephens recolhe o resultado de um estudo realizado na Universidade de Harvard, que mostra como as pessoas com Síndrome de Down, seus pais e irmãos percebem a sua vida com um grau de felicidade muito maior do que o normal. “Somos uma fonte incomum e poderosa de felicidade. Sem dúvida, a felicidade tem um valor”, diz Stephens. O terceiro argumento apresentado para aqueles que questionam o valor e a dignidade intrínseca da vida das pessoas com síndrome de Down é que a sua existência serve como testemunho, de termômetro ou de alerta.

“Nós somos o canário na mina de carvão. Damos ao mundo a oportunidade de pensar sobre a ética de escolher quais seres humanos merecem uma oportunidade de viver”, explica. Finalmente, Frank Stephens pede para que não sigam o exemplo da Islândia ou da Dinamarca, onde, recentemente, foi divulgado o dado chocante de que 100% das pessoas que são diagnosticadas com Síndrome de Down em seu desenvolvimento intrauterino são impedidas de nascer devido ao aborto. “Sejamos os Estados Unidos, não a Islândia ou a Dinamarca. Busquemos respostas, não ‘soluções finais’”, implora Stephens, fazendo um paralelo com a brutalidade nazista com o povo judeu.


fonte: transcrito pelo autor do blog do site www.actuall.com
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A humanidade do Papa Francisco

Por causa dela, as vezes ele dá uma dentro, embora tantas vezes dê uma fora. Fruto da sua perfectividade? Da sua condição natural (e também a de cada um) de pecadores concupiscentes? Ardiloso lobo em pele de ovelha? Tudo é muito peculiar. Quem acompanha de perto as atividades deste atual pontífice esbarra numa grande dificuldade em aceitar todas as suas condutas porque muitas quebram a tradição católica, caminham na contramão do magistério da igreja e até mesmo, em tom muito delicado e polêmico, contra as sagradas escrituras. Não se trata de preferência minha por aquele ou aquele outro papa, embora isso eu já tenha deixado claro em outros artigos por aqui. Trata-se do que a bola da vez tem feito no comando da igreja católica na atual vigência deste papado que é difícil de engolir em sua totalidade. E não falo de forma isolada, pois é sabido de todos, que muitos católicos não são adeptos do pontificado atual que deseja agradar a dois senhores e se tornar amigo do mundo (Mateus 6,24 - Tiago 4,4).

No entanto, hoje quero falar de uma bola dentro que Francisco deu na homilia dessa semana. Ele falou um pouco sobre a missa e a eucaristia. Vejamos suas palavras: “A Eucaristia é um acontecimento maravilhoso no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. Participar na Missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor torna-se presente no altar para ser oferecido ao Pai pela salvação do mundo. O Senhor está ali conosco, presente. Muitas vezes nós vamos ali, olhamos para as coisas, falamos entre nós enquanto o sacerdote celebra a Eucaristia… e não celebramos ao lado d’Ele. Mas é o Senhor! Repara: quando tu vais à missa, o Senhor está lá! E tu distrais-te. É o Senhor! Devemos pensar nisto. “Padre, mas as missas são tediosas” — “Que dizes, o Senhor é tedioso?” — Não, a Missa não, os sacerdotes” — “Ah, que os sacerdotes se convertam, mas é o Senhor quem está ali!”. Está claro? Não o esqueçais. Participar na Missa é como viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. Por que fazemos o sinal da cruz e o ato penitencial no início da Missa? Assim começa a Missa, assim começa a vida, assim começa o dia. Isto significa que somos remidos com a cruz do Senhor. Quando o sacerdote que preside à celebração diz: “Corações ao alto?”. Não diz: “Telefones ao alto para fazer fotografias!”. Não, não é agradável! E digo-vos que me causa muita tristeza quando celebro aqui na Praça ou na Basílica e vejo tantos telefones elevados, não só dos fiéis, mas até de alguns sacerdotes e bispos. Por favor! A Missa não é um espetáculo: significa ir encontrar a paixão e a ressurreição do Senhor. Por isso o sacerdote diz: “Corações ao alto”. Que significa isto? Recordai-vos: não levanteis os telefones. É muito importante voltar aos fundamentos, redescobrir aquilo que é essencial, através do que se toca e se vê na celebração dos Sacramentos.”

Pois muito bem, caros leitores, eu concordo com essas palavras do Papa Francisco. Para mim, esse trecho de sua homília defende com louvor o significado da santa missa e o comportamento que devemos ter perante este tão grande mistério. Leram bem? Nada de telefones durante a celebração! Que estas verdades a muito professadas e de tempos em tempos resgatas dentro de nossa igreja possam sempre permanecer à tona de nossa conduta espiritual porque no final das contas, como sempre recordo o ditado dos antigos: Deus está vendo.


fonte: Jefferson Roger e ACI Digital
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Martinho Lutero, as mulheres e o casamento

Olá caros leitores sempre benvindos. Mais uma vez este blog se une a militância una, católica, apostólica e romana para humildemente contribuir com sua reflexão a respeito das barbaridades de sempre que o revolucionário diabólico, reformador coisíssima nenhuma, Martinho Lutero, implantou nas passagens da história da humanidade no víeis da religião. Não é necessário se falar mal a seu respeito, basta transcrever seus depoimentos históricos publicados e a disposição de todos para percebermos que, é preciso ser um mau protestante para segui-lo, porque um bom protestante não pode continuar protestando contra a Igreja de Jesus Cristo (Mateus 16,18) e dormir tranquilamente todas as noites, sem que um exame honesto e sincero de consciência e sobre a verdade lhe cause algum incômodo.

Vamos lá? Quem é mentiroso? Jesus ou Lutero?

Jesus disse (Mateus 16,18) – “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno (os seres e as paixões) não prevalecerão contra ela”. E também disse (Mateus 28,18-20) – “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra; ide, pois, (revestidos deste poder), e instruí a todos os povos... ensinando-os a observar as coisas que vos tenho mandado. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” E tem mais, Jesus não disse aos apóstolos: sentai-vos, escrevei e viajai e distribuí bíblias, ao oposto disso disse: Ide e pregai, quem vos ouve a mim ouve.

Já Lutero disse e hoje seus seguidores continuam dizendo que a instituição de Jesus (sua Igreja) caiu de sua altura divina, tornando-se um covil e um antro de vícios e explorações. Acusam os membros, mas apontam para a Igreja. E por conta disso, quis ele reforma-la. Mas pensemos um pouco. Se a Igreja caiu por terra por conta de seus membros, assim como dizem os evangélicos protestantes então Jesus Cristo é um mentiroso. Primeiro porque Jesus não pôde deter as portas do inferno, que prevaleceram contra ela. Segundo porque Pedro deixou de ser pedra e se tornou lodo. Terceiro porque Jesus abandonou sua Igreja depois de garantir que ficaria com ela até o fim dos tempos. Então, dentre os dois, qual é o mentiroso?

Pois bem, continuemos. Já na questão que encabeça o artigo transcrevo algumas ideias de Lutero e volto a repetir, podem ser encontradas em seus escritos e publicações.

“Como eu posso comer, beber, dormir, passear, cavalgar, negociar e tratar com um pagão, judeu, turco e herético, assim também posso casar e permanecer como casado” (Erlangen p.205). “A obrigação matrimonial (relação sexual idêntica à do adultério e da fornicação) nunca é desempenhada sem pecado” (Weimar vol. XX. 2 p.304). “A palavra de Deus e a sua obra são evidentes: a mulher deve ser usada para o matrimônio ou para a luxúria” (Erlangen. Vol. 61, pág. 6). “Não é proibido ter o homem mais de uma mulher. Hoje eu não poderia proibir isto” (Erlangen vol. 33 – pág. 324). “Confesso”, diz ele ainda, “que se um homem deseja casar com muitas mulheres, eu não posso proibir isto, pois não é oposto à Sagrada Escritura” (De Wette vol. II p. 459). “Se a mulher não quiser, deixemos vir a criada. O marido tem somente que deixar ir Vasti e tomar uma Ester, como o rei Assuero” (Ibid. Vol. X. p.290). “E se a esposa reclamar, o marido deve responder à admoestação: Vá para o diabo” (Ibid. vol III. P. 222).

Como vemos, dando uma pequena olhada nesta pontinha do iceberg, percebemos que aquele que se intitulou enviado de Deus para reformar sua Igreja estava muito afastado da doutrina católica. E Lutero mesmo, numa carta ao seu amigo Spalatino escreve: "Sou um famoso namorador... Admiro-me que, escrevendo tantas vezes sobre o matrimônio, não tenha ainda virado mulher e tenha casado com uma delas. Entretanto, se queres o meu exemplo, tem o seguinte: tive já três esposas ao mesmo tempo, e as amava tão ardentemente que perdi duas delas, que foram procurar outros maridos”. (De Wette II. 646). Enquanto para os católicos Cristo elevou o casamento a condição de sacramento, Lutero disse que nem sacramento é, qualquer um pode tirar suas conclusões sobre onde está a verdade (João 14,6).


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Flagelando novamente a Jesus

Em algumas aparições de Nossa Senhora e de seu filho Jesus, nos é recordado que, nas palavras dela, estamos crucificando novamente seu filho Jesus com nossos pecados, e, nas palavras dele, estamos com nossos pecados, crucificando-o. O lembrete é muito sério e fala diretamente a cada um. Ele que morreu para nos resgatar da dívida impagável e nos remir dos pecados, abrindo mais uma vez as portas do céu, recebe como gratidão de nossa parte, mais pecados, e pecados e mais pecados. As pessoas se comportam como se Jesus fosse um estranho para elas. Quem mandou ele aceitar ser pregado na cruz, eu é que não fui, não tenho parte nisso, bem no estilo de Pilatos. Seja como for, como diz o apóstolo, quando éramos inimigos de Deus, ele nos entregou o seu filho para morrer por nós na cruz.

E Jesus em vida ainda disse que não existe amor maior do que aquele que dá a vida por seu irmão. Mas o embotamento dos sentidos provocado pelo mundo com suas ofertas coloca Jesus como uma figura que passou pelo que passou porque quis, eu vou chegar ao céu de outra maneira. Que bobagem! Muitos com a vida que levam se comportam como se dissessem para o Cristo que em toda a sua vida nunca tiveram certeza de que ele sentisse alguma por eles, culpa de um raciocínio que é egoísta, porque se Deus não me dá o presentinho que quero então fico birrento e de mal com ele.

Outros vivem uma vida como se Jesus servisse apenas para resolver problemas pessoais e temporais. Acham que ele é banqueiro, ou empresário, ou cupido, ou financiador de férias permanentes. Para estes Jesus tristemente lança um olhar que denota o puro interesse de quem o procura e não o procura pelas razões certas, descritas na bíblia. Ainda existem aqueles que se comportam como se Jesus fosse uma boa causa, uma boa pessoa, uma boa opção, mas, deixam claro para ele que não aderem ao seu segmento de vida pautado no evangelho por causa dos muitos projetos que possuem em vida. Se não fossem os projetos, a muito tempo teriam aderido ao plano de salvação de Deus.

Dessa forma, independente de como vivem, acham fazerem a coisa certa e não se colocam na posição humilde do servo inútil, que deve sofrer as demoras de Deus sendo pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Apesar de tudo, apegados aos sentidos, não conseguem lançar um olhar espiritual sobre suas vidas e vão cometendo erros sem consequências no aqui e agora, prejudicando cada vez mais suas eternidades. Alguém que está a trabalhar segue os regulamentos da empresa porque sabe que se desobedecer poderá sofrer sanções e até ser demitido. Por temer essa realidade que está palpável no agora ele bem se comporta. Agora, como as consequências espirituais do pecado são diferentes, o sujeito peca, trai a mulher, não é descoberto e nada lhe acontece. Trai de novo com a mesma ou com outra e nada lhe acontece. Segue então sua vida tomando gosto porque faz o que quer e nada lhe acontece. No agora, porque essa atitude sua vai, como o próprio Cristo disse, flagelando o salvador mais uma vez e, esse sofrimento que imprimimos a Jesus não vai ficar de graça.

Ele mesmo disse a Santa Faustina que agora é o tempo da misericórdia, depois ele terá a eternidade toda para praticar a justiça. É preciso pedir ao Espírito Santo o dom da piedade, que nos faz sentirmos “filhos de Deus mesmo”. Através desse dom sempre iremos antes de agir, pensar se é isso mesmo que Deus espera de nossas atitudes e assim, sempre teremos o pensamento de que se foi para isso que Jesus foi pregado na cruz, se isso está agradando ele? Se não há conformidade, então abandonemos os flagelos que ferem a Jesus e nos condenam ao inferno.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A luz que vem de Cristo

A expressão que diz que Deus se inclina para ouvir a oração do pecador é muito consoladora. Sem dúvida como lemos na bíblia, nossa oração sobe aos céus como fumaça do incenso. Ela sempre é ouvida porque Deus, ao contrário do que pensam muitos, não é um surdo. Nossa proximidade com o mundo espiritual é maior do que pensam as pessoas. Não podemos enxergar esse plano, mas, como nos recorda a carta aos Efésios, ele nos rodeia. Como disse Santa Teresa de Jesus em seu livro Castelo Interior, “não chamo oração mexer com os lábios sem pensar no que dizemos, nem no que pedimos, nem quem somos nós, nem quem é aquele ao qual nos dirigimos. O costume de falar a majestade de Deus como quem fala a um estranho, dizendo o que lhe vem a cabeça, sem reparar se está certo, por ter decorado ou repetido muitas vezes, a isso não tenho em conta de oração.”

Como vemos, não poderia estar mais certa Santa Teresa. Realmente um falar da boca para fora com intenções que não são as primeiras, igualam-se ao falar um discurso qualquer. Se nos colocamos na presença da Santíssima Trindade, limpamos a mente e o coração, deixando espaço para a ação do Espírito Santo, vai acontecer a conexão, mas, dessa forma, ela vai ser sentida. Não há nada de novo nisso, as sagradas escrituras nos ensinam que devemos rezar e pedir com fé.
As vezes somos agraciados na alma com a sensação indescritível de uma presença celeste. Outras vezes são os sentidos que também participam. O que dizer a respeito de uma vela que é acesa na presença da Santíssima Trindade para a recitação de um Rosário (todo mundo conhece o tamanho da chama de uma vela), ao se começar a oração a vela aumenta muitas vezes de tamanho, voltando a diminuir no final da oração, queimando totalmente uma vela que normalmente leva mais tempo que a recitação de um Rosário para queimar totalmente?

Os céticos como sempre, irão atribuir uma “explicação racional”, afinal, como dizem, sempre deve existir uma explicação dessa natureza para tudo. Acham mais fácil fazerem um esforço nesse sentido do que cederem a inevitável verdade sobre Deus, presente em toda a parte. Só quem vive a experiência de um ambiente receber do nada o aroma de rosas e flores, arrepios que indicam uma presença muito próxima, podendo ser sentida quase fisicamente, locuções interiores, uma presença espiritual te segurando para lhe salvar de um acidente físico e a chama de uma vela que queima de uma forma não natural, sabem do que estou a falar.

É fácil dar uma de São Tomé e deixar a fé se esvair pelo ralo da vida só porque os sentidos não estão puros e o coração não está aberto a Jesus que bate a porta para entrar aos que lhe permitirem. Todavia, bem verdade é que, como aprendemos através da vida e exemplo dos santos (Hebreus 6,12), a oração na tribulação tem mais valor. Basta seguir o que disse Jesus, orai sem cessar. Santo Antão nos recorda que a única arma do cristão é a oração e Jesus nos ensinou, através de Santa Irmã Maria Faustina Kowalska, que é muito bom e muito lhe agrada a oração pedindo misericórdia pelos pobres pecadores. Dessa forma, aprendemos que motivos para se rezar sempre irão existir, se nem tempo reservamos para as orações cotidianas e diárias para apenas agradecer, como então esperamos ser atendidos nas orações emergenciais que fazemos a Deus esperando um pronto atendimento? Vale lembrarmos que Jesus curou dez leprosos, mas só um voltou para agradecer.


fonte: Jefferson Roger
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