segunda-feira, 16 de julho de 2018

O tempo não é amigo de ninguém

Eis aí um dos recursos que o ser humano dispõe de maneira justa, não importando sua condição social, status, profissão ou seja lá o que for. Todo mundo possui um tempo diário em vida de 24 horas. Não existe alguém que possua mais desse recurso do que outra pessoa. Se estamos vivos, possuímos a mesma quantidade desse recurso. O tempo, fator presente nessa etapa de nossas vidas, que antecede a eternidade que irá substituí-lo, pode ser encarado por cada um como lhe convém. Um pequeno exemplo cai muito bem aqui. Vejamos.

Um bom profissional é colocado ao lado de um profissional que não possui o mesmo nível de habilidade e talento para fazerem um teste a fim de disputarem pela admissão de uma vaga numa empresa. Para cada um, neste exame prático, são oferecidos tempo e ferramentas necessárias para executarem a tarefa. Um será o vencedor, mas ambos possuíram os mesmos recursos: tempo e ferramentas. Onde se encontra o motivo do vencedor? Sem dúvida, todos nós podemos apontar várias qualidades que se tornaram peça chave na conclusão deste embate e possivelmente todos nós estaremos certos. O que conta, no entanto, é que está por trás deste sucesso.

Assim acontece em nossas vidas durante nossa existência. Não sabemos quanto tempo temos; Deus dá a cada um, segundo seus desígnios, o tempo que ele quer. Não adianta ficarmos nos questionando ou questionando Deus porque aquela má pessoa ainda vive e alguém que era uma pessoa temente a Deus, logo partiu dessa vida. Até existe uma explicação bíblica para isso, mas não nos cabe neste artigo, é foco de outra reflexão. Consideremos então, ou poderíamos dizer, também, outra questão que é a relativização do tempo. Para uns parece sobrar tempo, para outros parece faltar, para outros ainda o tempo parece um aliado e ainda para outros mais, parece um carrasco. Seja como for, o tempo, vale recordar, é um recurso, uma dádiva de Deus, uma oportunidade que se apresenta no presente e nos permite dentro dele fazermos aquilo que produz em nossas vidas e nas vidas dos outros, bons frutos.

A coisa também não deixa de ter um cunho lógico/matemático. É fácil de se perceber que se queremos fazer poucas coisas durante o dia teremos uma quantidade de horas divididas para cada uma a partir das 24 horas totais. Ora, se queremos fazer o triplo de coisas durante o dia eis aí um problemão porque teremos uma quantidade de horas divididas para cada coisa também a partir das 24 horas totais. Nem precisamos ser gênios para enxergar a diferença. Qual a solução? Priorizar!

Porém, essa atitude de priorizar precisa não ser relativizada, segundo nossa própria vontade, se pretendemos viver como cristãos. Do contrário corremos o risco de priorizarmos coisas que passam em detrimento daquelas que não passam. A alegria cristã consiste em vivermos felizes sob o jugo de Jesus, não nos deixando escravizar pelas coisas do mundo. Ele mesmo disse que ganhar o mundo inteiro, mas perder a alma, de nada adianta. E com uma alma só para salvarmos e uma chance apenas, o que menos temos é tempo para perder e desperdiçar.


fonte: Jefferson Roger
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O que é uma DROGA?


D eixou de
R ealmente produzir algum fruto em nossas vidas quando
O lhamos para o aspecto físico e espiritual? Nosso
G rau enquanto pessoas, nesses
A spectos piorou?

Se a resposta for sim, duas vezes, é sinal de que o que está sendo avaliado é uma droga. Em suma, droga é aquilo ou algo que não nos faz bem, não somente num aspecto de nossa condição humana, mais em qualquer um deles. E por que tratar a questão dessa maneira? Porque somos um composto de corpo e alma, nossa natureza possui duas realidades. A palavra droga também nos lembra:

D esavenças e Discórdias,
R uínas e Rancores,
O dios e Ofensas,
G uerras e Gritos,
A fastamento de Deus e A fastamento do que é Bom.

Caros leitores, as vezes o tema parece batido, mas nem de longe o é; pelas praças, pelas ruas e em toda a parte as mais variadas formas e consumos de drogas estão espalhadas pelo mundo afora. Todo pai, mãe e toda família que teme a Deus e busca agrada-lo com fins para a santidade e glória eterna, sabe que seu inimigo cruel número um possui um arsenal com muitos recursos em matéria de drogas. Não nos cabe aqui querermos arrancar uma resposta divina do porquê dessa permissão do mal em nossa existência. O mal se encontra presente e só será extirpado, segundo as palavras do Cristo, na renovação do mundo, quando formos admitidos no reino do Pai, preparado aos benditos.

O livro do Eclesiástico nos recorda que o bem e o mal nos são apresentados, aquilo que escolhermos nos será concedido, porém, também lemos que Deus não deu permissão a ninguém para praticar o mal. Ou seja, somos livres para decidir, mas somos advertidos que o mal não é boa escolha. Ademais, nas cartas apostólicas somos lembrados que nosso corpo não nos pertence, foi comprado em alto preço, com sangue, na cruz. Devemos, pois, glorificar a Deus em nosso corpo, com nossa vida. Mais claro que isso nem é preciso, não existe panos quentes nos textos sagrados. Caberá a cada um a prestação de contas no dia do juízo se ao invés de acatar a santa palavra, preferir, relativizar o que é uma droga, tudo por causa de interesses próprios.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 12 de julho de 2018

A pedra de tropeço

Quando queremos alcançar êxito numa empreitada e algum empecilho não nos permite lograrmos o intento, esse obstáculo que não é desejável, atrapalha muito e sua permanência insiste em mostrar que não é possível transpô-lo sem algumas medidas. Seja sutilmente, ocultamente ou abertamente, não importa, pode ser por descuido de cada um ou por desleixo intencional, o fato é que o atrapalho nos impede de progredir.

Transportando para a realidade cristã, biblicamente falando, a pedra de tropeço, ou as pedras de tropeço, além de serem os inimigos da alma, também é Jesus Cristo, feito pelos homens como aquele que é motivo de queda. 1ªPedro 2,7 – “Para vós, portanto, que tendes crido, cabe a honra. Mas, para os incrédulos, a pedra que os edificadores rejeitaram (Jesus Cristo) tornou-se a pedra angular, uma pedra de tropeço, uma pedra de escândalo.”

E além disso, também nós não devemos nos colocar frente ao próximo como pedra de tropeço. Vejamos: Romanos 14,13 – “Deixemos, pois, de nos julgar uns aos outros; antes, cuidai em não pôr um tropeço diante do vosso irmão ou dar-lhe ocasião de queda.” São Paulo quando faz essa exortação sem dúvida nos remete aos dizeres do profeta Ezequiel, acompanhemos a relação: Ezequiel 3,18-21 – “Se digo ao malévolo que ele vai morrer, e tu não o prevines e não lhe falas para pô-lo de sobreaviso devido ao seu péssimo proceder, de modo que ele possa viver, ele há de perecer por causa de seu delito, mas é a ti que pedirei conta do seu sangue. Contudo, se depois de advertido por ti, não se corrigir da malícia e perversidade, ele perecerá por causa de seu pecado, enquanto tu hás de salvar a tua vida. E, quando um justo abandonar a sua justiça para praticar o mal, e eu permitir diante dele algum tropeço, ele perecerá. Se não o advertires, ele morrerá por causa do seu delito, sem que sejam tomadas em conta as boas obras que anteriormente praticou, e é a ti que pedirei conta do seu sangue. Ao contrário, se advertires ao justo que se abstenha do pecado, e ele não pecar, então ele viverá, graças à tua advertência, e tu, assim, terás salvo a tua vida.”

Ainda no antigo testamento, para encerrarmos a reflexão sobre esse mal que de todas as formas devemos evitar, lemos em Eclesiástico 32,25 que: “Não te embrenhes num caminho de perdição e não tropeçarás nas pedras. Não te metas num caminho escabroso, para não pores diante de ti uma pedra de tropeço.” E por fim lemos no livro dos Provérbios 15,20 que: “O caminho do preguiçoso é como uma sebe de espinhos, o caminho dos corretos é sem tropeço.”

Como vemos caros leitores, o caminho da porta estreita (Jesus) é subida e não é largo e pavimentado. Jesus nos espera lá em cima, embora nos acompanhe pelo caminho. Para não fazê-lo tropeço em nossas vidas é preciso segui-lo (Lucas 9,23). Em suma, a sagrada escritura é muito clara: tropeçar é de alguma forma uma atitude errada que leva ao erro e erros, dentro da economia cristã que visa a santidade são os pecados.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Mulher para você é o que?

Mulher pode ser muitas coisas na concepção masculina, muitas coisas na concepção machista, muitas coisas na sua concepção egoísta. Mas, tudo isso que se pensa a respeito delas, querendo ou não, acaba por esbarrar nos conceitos originários ou nos desvios interesseiros desses conceitos. Vamos dar uma olhadinha no que o criador da mulher tem a nos ensinar sobre ela.

Gênesis 2,18 – “O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.” Gênesis 2,21-22 – “Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar. E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem.” Como vemos caros leitores, a mulher foi criada para ser uma ajuda adequada para o homem. E em Gênesis 2,24 Deus coloca-os não como dupla, mas como casal unidos numa só carne: “Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.” Mais adiante na bíblia, ainda no livro do Gênesis, Deus vai dando amostra desse compromisso que ele institui entre homem e mulher. Quando faz aliança com Noé, sempre em suas ordens Deus diz que Noé deve fazer o que tem que fazer, com sua mulher, incluindo seus filhos e suas mulheres. Vemos isso nos capítulos de seis a oito.

Pessoal, não estendendo muito a reflexão e ficando na diretiva primeira dada por Deus para a mulher (ajuda adequada), nos fica bem claro que é necessária uma parceria, do contrário, como qualquer um pode atestar dando uma passada de olhos pelo mundo afora, o que acontece é uma guerra dos sexos, um confronto de interesses egoístas e uma falta de doação aliada a uma dose bem generosa de intolerância das pessoas. A dignidade imputada na mulher no ato da sua criação é constantemente agredida pela humanidade que vive numa sociedade que pensa que evolui e se moderniza quando adultera conceitos e substitui valores arrancando-os pelas raízes se for preciso.

Dentro do conceito da cultura de morte, muito bem colocado por São João Paulo II, o consumismo desregrado se alastrou tanto que até os seres humanos “viraram” objeto de consumo e moeda de troca. Mulheres são violentadas, abusadas, comercializadas ou se auto comercializam, enfim, de várias maneiras elas são denegridas enquanto pessoas. Porém, existe o oposto, as que buscando se libertarem dessa opressão caminham no extremo. São as que se acham donas do nariz e dos seus corpos, fazem da relação sexual um parque de diversões e o resultado natural disso (a gravidez), caso indesejada, simplesmente é purgada do seu corpo, alegando simplesmente que no corpo delas, são elas quem mandam. Nem param para pensar que não nasceram de uma chocadeira, se suas mães pensassem como elas.... Não cogitam que aborto e assassinato são a mesma coisa, um acontece dentro do ventre materno e outro fora do ventre. Mas tudo bem, isso é um detalhe.

O que resta então a todos, é conscientizarem-se de que Deus, que não está para brincadeira com ninguém (Gálatas 6,7), acompanha de perto nossas atitudes para com o próximo (Mateus 6,6 e 18). Por intermédio de Jesus, ele nos ensinou: Mateus 22,37 – “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito.” Mateus 22,39 – “Amarás teu próximo como a ti mesmo.” Mateus 7,12 – “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.”


fonte: Jefferson Roger
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Ó vida, ó azar

Começo o artigo colocando uma frase que trata do oposto do azar. Ela diz assim: “pela minha experiência, sorte é uma coisa que não existe”. Frase essa que aparece na fala do personagem do filme de ficção científica de George Lucas, chamado Guerra nas Estrelas – uma nova esperança. Se nos permitirmos entrar por esta linha de pensamento, poderemos dizer também que pela mesma experiência, azar é uma coisa que não existe. Dentro dessa conduta podemos dizer que são atribuições para algo que aconteceu de bom ou que foi bom, e algo que aconteceu de ruim ou que foi ruim. Simplificamos a coisa dizendo que foi sorte ou azar. Até aqui não parece ser grave tratarmos as coisas dessa maneira, dizendo que algo que aconteceu foi por azar ou algo que aconteceu foi sorte. E as vezes pessoal, não se diz que foi muita sorte ou muito azar? Pois é, arrisco dizer que a grande maioria das pessoas usam essas expressões.

No entanto (lá vamos nós), a reflexão aponta e se relaciona com mais aspectos da vida e com ela como um todo. Em frente. Se tomamos alguma decisão e esperamos algum resultado, se ele não acontecer como imaginávamos atribuímos isso ao azar: “que azar, se não fosse aquela situação isso teria dado certo”. Se estamos trabalhando no computador o dia todo e no final do expediente, no momento que vamos salvar, acaba a luz e perdemos o dia todo, podemos dizer que foi um azar, mas se na hora “H” ainda deu tempo de salvar o trabalho e em seguida a luz acabou, dizemos que foi uma sorte. Exemplos bem simples, vamos ver como eles podem nos ajudar.

No primeiro exemplo as chances de algo darem errado estão relacionadas com o grau de planejamento e atitudes que tomamos. Um planejamento maior, aponta atitudes preventivas e melhores resultados. Nos outros dois exemplos a coisa é parecida. Se temos o hábito de gradativamente irmos salvando nossos trabalhos, problemas de equipamentos, queda de energia ou outros empecilhos não irão nos pegar de calça curta, quem sabe se ainda houver algum prejuízo, ele será minimizado por conta de nossa atitude bem executada.

Assim é que as coisas funcionam, todos conhecem o dito popular do leite derramado, não adianta chorar. Reclamar da vida e que os problemas, dificuldades, tribulações e outras perturbações desse caminhar que fazemos rumo à pátria celeste, constituem um verdadeiro azar, é fazer pouco caso dos desígnios divinos, ter atitude de rebeldia e birra e ainda por cima se vitimar por tudo já que as coisas não andam como gostaríamos que fosse. Alôo! Tem alguém aí? Coloca a cabecinha para funcionar! Jesus no dia do teu juízo não vai te dizer: que pena, que azar que você não conseguiu alcançar o prêmio da glória eterna, e não irá dizer, puxa que legal, que sorte você ter conseguido atingir a meta necessária em sua vida para entrar no reino dos céus. Não se trata de sorte ou azar, se trata de obras. Foi ele (Jesus) quem disse: Mateus 16,27 – “o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas OBRAS.” Apocalipse 22,12 – “Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas OBRAS.” Marcos 13,23 – “Ficai de sobreaviso. Eis que vos preveni de tudo.” Marcos 13,33 – “Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo.”


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 9 de julho de 2018

O que é um copo de leite? Nada. Mas gentileza o transforma em tudo.

Caros leitores, neste artigo a reflexão, que por características do blog tem cunho católico, se aproveitará deste título para mostrar que, exatamente como disse São Paulo em suas cartas, recordando o que encontramos na vida de Jesus, descrita nos evangelhos, de nada adianta algo se não for por amor, o amor dos céus, o amor caridade.

Fazer por fazer, fazer por obrigação, fazer por dever, fazer porque é preciso e fazer porque é necessário, nem sempre para tudo isso encontramos clareza em seus propósitos. Jesus Cristo, muito claramente sobre isso tudo nos diz que nem todo aquele que diz “Senhor, Senhor” entrará no reino dos céus. Não adianta querermos nos enganar e ficarmos “bem na foto” perante a sociedade ou uma comunidade, bem como Jesus condenava a atitude pública dos fariseus e ainda acharmos que com isso “compraremos” o ingresso na glória eterna. Quanto engano nos iludirmos achando que a somatória de tudo que acumularmos, tendo isso como bom, soma créditos “lá em cima”, com o Deus Onipotente, que vê os corações.

Dar esmola para se livrar do pedinte simplesmente não significa nada de bom. Aprendemos de Jesus que o valor das atitudes está dentro do coração; foi ele que disse que tudo brota do coração. O exterior de uma atitude com boa intenção de coração e com intenção interesseira (má) são semelhantes, mas isso não escapa do olhar do criador que vê no oculto e que nos ensinou que nada irá permanecer escondido. As aparências do sujeito bonzinho terminarão quando estivermos na frente do justo juiz. Ali, as máscaras que usamos em vida terrena não irão nos acompanhar na prestação de contas.

Se esquecemos porque temos que fazer alguma coisa de bom, ou esquecemos porque temos que deixar de fazer alguma coisa de mau, sem dúvida, essa condição que estamos a passar denota que um afastamento das coisas que não passam (as coisas celestes) está acontecendo. Se vamos perdendo o sentido cristão de viver, os propósitos colocados por Deus na vida de cada um e a direção dada por ele que devemos caminhar, é apenas questão de tempo para que todas as práticas religiosas católicas aos poucos comecem a se debilitar.

Tudo começa a se transformar em fardos ou eventos sociais, igualados a afazeres mundanos que fazemos por gosto ou quando temos tempo. Isso acontecendo, a busca primeira pelo reino de Deus e a sua justiça cai na escala pessoal de valores lá para os últimos lugares nas prioridades de nossa vida. Quanto cuidado devemos ter porque não podemos tudo ter, nossas prioridades precisam ser ordenadas pelo estatuto divino, pois se deixarmos nosso egoísmo tomar conta da situação, fatalmente tentaremos viver segundo a carne e não segundo o espírito.


fonte: Jefferson Roger
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O único jeito de conseguir o impossível é acreditando que é possível

Pessoal, sejam sempre bem-vindos ao blog, hoje, mais uma vez esta pequena reflexão paira na afirmação bíblica proferida pela boca de Jesus de que Deus Pai é o Deus do impossível. Se pararmos para meditar um pouco na expressão impossível dentro do contexto de nossas vidas, iremos perceber que algumas coisas que no passado eram tidas como impossíveis, hoje não o são mais. Entre estas algumas deixaram de ser porque mais conhecimento foi agregado. Exemplos? Vamos a eles, sempre são elucidativos.

Se não temos o conhecimento específico sobre algo que nos mandem fazer, facilmente poderemos dizer que é impossível realizarmos aquela tarefa. Ora, um estudante para ir bem na prova e conseguir sua aprovação precisa saber (conhecer) o conteúdo da disciplina; do contrário lhe é impossível ser aprovado, não há como ir bem nas provas. Se não temos conhecimento prático algum sobre marcenaria nos é impossível confeccionarmos móveis de qualquer categoria. Se não conhecemos outra língua, além de nossa língua nativa, nos é impossível compreender o que uma pessoa estrangeira quer nos comunicar. Vejamos, são exemplos muito simples, dentre muitos que poderíamos relacionar durante uma tarde toda, porém, estes bastam porque já compreendemos a relação que existe com o impossível.

Por esta linha de pensamento percebemos que muito do que fora rotulado como impossível deixou de ser, claro que, humanamente falando, muita coisa ainda é impossível de acontecer, no entanto, a mente humana conseguiu pensar nelas e em formas de construir paralelos. O homem não pode sair voando como o super-homem, mas pode assim o fazer através dos aviões. Um documento não pode se tele transportar de um local para o outro, mas ele pode ser escaneado e enviado por e-mail através da internet. Quanto a se pensar a respeito e quanto a refletir.

Agora, voltando o olhar para nossa humanidade, uma humanidade de corpo e alma, retornamos ao que disse Jesus: para Deus tudo é possível. Então, sob essa perspectiva o que devemos refletir é a vida que levamos relacionada ao que queremos, pretendemos, fazemos e vivemos, voltados para a ótica divina. Aqui, o grande elemento constituinte dessa relação, muito bem explicado na carta aos Hebreus, capítulo onze, é a fé. O título do artigo diz que o único jeito de conseguir o impossível (fazer o que o Deus do impossível quer em nossas vidas) é acreditando que é possível (tendo fé). Se fé a certeza a respeito daquilo que não se vê, precisa esta fé ser sempre alimentada com aquilo que de fato a faça crescer. Uma planta em um vaso precisa ser regada com água e não com outra coisa qualquer. Assim é a fé, que precisa ser alimentada com elementos cristãos, presentes na igreja de Cristo, nele e seus membros; ela necessita sempre e constantemente, de nossa parte, de uma comunhão diária com tudo aquilo que vem dos céus, porque essa fé, que nos faz atingir em nossas vidas o que Deus nos pede, tem origem divina e não pode ser regada com elementos mundanos.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 5 de julho de 2018

A bíblia fala do impossível

No livro da Sabedoria lemos que Deus é o senhor da vida e da morte e dele é impossível alguém escapar. Também no livro do profeta Jeremias encontramos a proclamação de que ele é Deus criador do céu e da terra, não existindo para si algo que não seja possível. No evangelho de São Lucas, quando o anjo Gabriel anuncia o pedido de Deus a Maria a fim de que ela, como serva do senhor, permitisse que sua palavra fosse feita, nesse anúncio, após seu pronunciamento o anjo diz que “a Deus nenhuma coisa é impossível”.

Adiante nos evangelhos, agora quem nos fala sobre o impossível é Jesus quando se refere ao mal inevitável que acomete o mundo, diz que os escândalos são impossíveis não acontecerem, mas previne que a consequência deles recairá sobre seus feitores. Um pouco mais à frente, quando Jesus pregava a respeito da conduta exigida do homem e sua relação com a salvação, seus discípulos acharam tarefa difícil a de se salvar ao ponto de, inclusive, lhe perguntarem quem poderia então salvar-se?

Jesus, reconhecendo a tarefa de cada um, que consiste na batalha diária do homem sobre este vale de lágrimas, conforta a todos quando diz que (Lucas 18,27) “o que é impossível aos homens é possível a Deus.” Com essa resposta Jesus coloca cada pecador em seu lugar de filhos adotivos e dependentes de Deus para tudo, inclusive para a salvação da alma. A parte de cada um precisa ser feita (Apocalipse 22,2), que consiste em viver segundo seus desígnios (de Deus) e produzindo frutos (as obras), porém, fica claro nas palavras do Redentor que o auxílio divino é necessário. Até mesmo o Cristo em outra parte diz (João 15,5) que sem ele não podemos fazer nada.

Nas cartas apostólicas São Paulo vai nos dizer que (Hebreus 11,6) “sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram.” Por fim, aprendemos na carta aos Romanos que a antiga lei, precisa da plenitude porque a carne a tornava impotente. Impotência superada por Deus que (Romanos 8,3-6) “enviando, por causa do pecado, o seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne, a fim de que a justiça, prescrita pela lei, fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito. Os que vivem segundo a carne gostam do que é carnal; os que vivem segundo o espírito apreciam as coisas que são do espírito. Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do espírito é a vida e a paz.” Como vemos, nesta pequena reflexão, resumida por Jesus quando ele diz que não podemos agradar a dois senhores, percebemos que o que é impossível para nós, além de nos salvarmos sozinhos e sem fé, é vivermos uma fé que queira tornar nosso impossível semelhante ao de Deus. Inútil tentar, pois não nos é possível contrariar o Deus do impossível e ainda querer a coroa da glória eterna.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 26 de junho de 2018

Diante da Cruz

Lucas 9,23 – “quem quer me seguir, renuncie a si mesmo e tome sua cruz dia após dia”. Jesus, como vemos nesse trecho bíblico não economiza nada quando o assunto se trata de ser direto em relação a nossa salvação. A expressão mais direta, incisiva e dura que podemos encontrar nessa frase, porém, grandiosamente libertadora, é a expressão “renuncie a si mesmo”. Eis um dos grandes segredos da santidade, que é sinônimo de felicidade: a renúncia completa de si próprio. Um exercício sem dúvida alguma, para tantos, de proporções titânicas. Como viver uma vida renunciando até mesmo às próprias vontades? Que amor exigente de Deus por nós é esse que pede de nós completamente tudo? Não parece meio exagerado? Olhemos e veremos que não é, e nem um pouco.

Afinal, Jesus não pensou duas vezes quando a mando do Pai se encarnou no seio da Virgem Maria para habitar entre nós e passar pelo que passou para nos libertar do pecado impagável pela nossa natureza humana. Ele não disse a Deus que isso era um exagero, que ele até poderia vir aqui, no meio dos mortais, agora, padecer o que o esperava aí já se tratava de um exagero! Como sabemos não foi nada disso que aconteceu. Não há esforço medido na atitude do redentor, nunca houve e nunca haverá, isso está garantido pelas suas palavras, documentadas nas sagradas escrituras.
Como vemos, se acatamos esse amor que quer nos salvar e que não compreendemos plenamente, como resultado dessa atitude nossa, que é uma resposta ao primeiro passo de Deus, que vem ao nosso encontro porque nos quer com ele na glória eterna, recebemos do Cristo a nossa cruz, que precisa ser carregada todos os dias, conforme nos recorda Jesus, onde apenas no alto do calvário (nosso calvário pessoal), iremos coloca-la ao lado da cruz de nosso salvador. Se queremos ser salvos, precisamos ser santos, se queremos ser santos é porque queremos ser felizes, se queremos ser felizes é porque não queremos levar uma vida que desagrade a Deus e se queremos viver assim, devemos nos aproximar dele através dos meios que nos deixou na economia da salvação: os sacramentos.

De criaturas devemos passar a ser filhos de Deus, de filhos de Deus salvos do pecado original pelo batismo devemos comungar com Jesus e por ele, crismados, vivermos uma vida evangelizadora testemunhando a fé que professamos. Nos aproximemos dos sacramentos, das orações, das leituras sagradas, sejamos firmes pois ele mesmo nos disse que tudo isso praticado de forma perseverante (Mateus 10,22) nos trará como recompensa a coroa da glória eterna.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Berranês ou Gritânico, que língua você fala?

A correria da vida imposta pelo mundo e até certo ponto ingenuamente acatada por muitos, digo ingenuamente porque, se o mundo diz que é bom e você precisa senão não serás feliz, então vamos adquirir, comprar ou agir conforme suas regras; agora, se Deus procura mostrar o que realmente vale a pena nesta primeira etapa de nossas vidas eternas, a coisa muda um pouco de figura. Eis o porquê da expressão ingenuamente, é um fazer que não se vê embora se veja. Sendo assim, na correria da vida, retomando o assunto, as pessoas se dedicam aos estudos, aos empregos, relacionamentos, aquisição de bens e tudo isso, diga-se de passagem, são atitudes necessárias e sadias.

Onde não parece haver problema, porém, o inimigo aproveita de sua sutileza para semear o seu joio. A bíblia diz em Efésios “na ira não pequeis”; contra esse mal existe o dom da mansidão, da paciência e perseverança, pois, em segundos poderemos tomar atitudes de alto grau para nosso corpo e nossa alma. Que o digam as discussões. Elas não são algo ruim uma vez que isso é um sinal de opiniões diversas que precisam ser ordenadas, toleradas, respeitadas e consentidas. A questão, no entanto, reside em sua natureza: a discussão possui limites. O perigo ronda exatamente esta esfera, porque se uma discussão não terminar dentro do seu prazo de validade, ao aproximar-se do seu limite ela poderá agravar-se.

O tom de voz firme e ponderado, a boa educação, o falar cada um na sua vez, sede lugar para os gritos e berros, sinal de que o juízo, a temperança e a razão estão a ponto de serem superadas por impulsos que trarão consequências desastrosas. E agora nos vem a pergunta: resolve alguma coisa gritar (gritânico) ou berrar (berranês)?

Temos que aprender e nos policiarmos a colocar nossos pontos de vista e nossas razões e argumentos de forma polida, educada e amadurecida. Quem queremos convencer de algo, se está a conversar conosco não é alguém surdo, aumentar os decibéis não acrescenta em nada. Ao contrário, denota sinal de desespero, assim como a “técnica”, vamos colocar assim, de trazer para as discussões acontecimentos passados para tentar engrossar a massa falida a favor do acusador e com isso colocar a coroa da vitória sobre os próprios ombros.

Não existe o ditado de se contar até dez? Respirar fundo e não deixar a razão perder para impulsos que beiram o animalesco? Pois bem, de fato. Podemos, se queremos ser agradáveis e ouvidos, sermos bons ouvintes e aprendermos que na mansidão podemos nos colocar com autoridade e não com uma tentativa vã de uma atitude imperialista. Ponderemos nosso arsenal de recursos, pois Jesus nos recorda que devemos amar ao próximo como a nós mesmos e não devemos fazer a outrem o que não queremos que nos façam.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 20 de junho de 2018

O perigo de nos acharmos santos

Nos evangelhos Jesus nos fala daquelas três obras que temos de realizar a fim de purificarmos o nosso coração: a esmola, o jejum e a oração. Tudo isso — diz-nos o Senhor —, devemos praticá-lo sempre e com generosidade, mas precavidos de que o diabo, que anda em derredor buscando a quem devorar, é capaz de fazer-nos desvirtuar até mesmo essas obras de justiça. O jejum, por isso, pode converte-se em farisaísmo; a esmola, em vaidade; a oração, em soberba.

Ainda que já nos tenhamos convertido, o inimigo se aproxima, vê-nos afastados dos pecados mais grosseiros de outros tempos e, para roubar nossos méritos e reconduzir-nos consigo para o fogo do inferno, inspira-nos a pestilenta sensação de nos acharmos muito santos. Ele, que está em pé de guerra com os membros do Corpo de Cristo, procura a todo custo destilar em nossas almas o veneno da vaidade espiritual, que torna estéril nossa virtude e mortas nossas obras. Para não cairmos nesses laços de mentira, a primeira coisa que podemos fazer é encomendar a Deus logo pela manhã as ações de cada dia, pedindo a graça de que elas lhe sejam gratas e realizadas com reta intenção.

Além disso, é de grande ajuda, seguindo as recomendações que Jesus hoje nos oferece, lembrarmos frequentemente que estamos na presença daquele que é três vezes Santo, em comparação com cuja bondade as nossas obras valem menos do que nada: que razão temos, pois, para empinar o nariz? Nosso Pai, embora esteja no oculto, está sempre perto de nós, recordando-nos que tudo o que de bom podemos fazer, é só dele que o recebemos. Que Ele, a cujos olhos está nua toda alma humana, extirpe de nossos corações a má raiz da hipocrisia e da vaidade, a fim de o agradarmos com obras limpas, bem-intencionadas e adornadas com o dom de sua graça.

Afinal, devemos sempre fugir da tentação de não usarmos termos de comparação inadequados com nossa realidade. Termos de comparação visivelmente abaixo da condição que já adquirimos pela graça divina facilmente nos colocam com a autoestima elevada, nas alturas. O contrário nem cogitamos, termos de comparação que estão bem acima de nós no caminho da santidade. Corremos para longe deles porque, também facilmente, nos colocam numa posição de desânimo frente ao nosso esforço que parece não render frutos. Momento perigoso de nossa caminhada espiritual porque se nossa fé não estiver fincada no chão, as tentações irão nos derrubar. No cotidiano das pessoas esse desânimo pode se agravar para depressão, fosso muito profundo que envolve corpo e alma, escravizando a pessoa e tornando muito difícil sua escalada para fora dessa preguiça espiritual. Devemos tomar cuidado, conforme o tropeço a queda pode machucar mais do que aparenta.


fonte: Jefferson Roger e padrepauloricardo.org
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A condição do perdão

Nosso senhor Jesus Cristo, quando de sua passagem pelo vale de lágrimas, no episódio do conhecido sermão da montanha, nos deixa muito claro que a tarefa de perdoar é uma via de mão dupla. Logo após ele ensinar a oração do Pai Nosso, onde no final, pedimos que sejamos perdoados, dentro dessa oração já nos é apresentada a condição do perdão. Vale lembrar: Mateus 6,12 – “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”

Pois bem, e para que não restasse alguma dúvida o Cristo foi logo explicando do que se trata essa condição, embora a frase já nos é muito clara. Mateus 6,14-15 – “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.” E como vemos muito bem, é aí que a porca torce o rabo! Jesus nos ensina que não teremos direito ao perdão se não concedermos o perdão. Eis, sem dúvida nenhuma, uma tarefa que pode chegar a proporções titânicas. Sim, porque certos perdões custam muito caros para serem liberados. Falamos aqui de fato de perdão e não de desculpas condicionadas. Difícil atitude tem o servo de Cristo que é chamado a imita-lo.
Perdoar é abrir mão da justiça, parece algo exigente demais pedido por Deus. No entanto a aparente exigência cai por terra se refletirmos sobre nossa condição sempre miserável e necessitada constantemente do perdão divino. Ora, queremos sempre o perdão de Deus e dos outros, mas nem sempre estamos dispostos a conceder o perdão para alguém. A bíblia nos ensina em Efésios que não devemos deixar o sol se pôr sobre nosso ressentimento. Ela diz que essa atitude significa “dar lugar ao demônio”.

Portanto, quando a pessoa é pega numa situação que admite não conseguir perdoar, é preciso avaliar as causas dessa deficiência, dessa dificuldade. É como um aluno que vai mal em determinada disciplina, se ele não parar para analisar o porquê do seu mau desempenho, para poder corrigir o que está acontecendo, não conseguirá o êxito da sua aprovação na mesma. Dificilmente irá adiantar o aluno que vai mal na disciplina forçar alguma situação em seu favor perante o professor que está aplicando a matéria, ou ele se adapta ao professor e procura se aplicar no entendimento dos conteúdos das aulas, se esmerando ainda mais no cumprimento de tudo que for pedido ou fatalmente irá reprovar.

Em nossas vidas não é diferente; com o perdão não é diferente. As regras para perdoar e ser perdoado não são nossas, são divinas. Quando Deus disse na carta aos romanos que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus”, nesse tudo está incluído notoriamente a fatia dos acontecimentos que exigem uma atitude, comportamento e postura nossa frente a condição do perdão, dada por Jesus. Somos cristãos por inteiros ou o que? Vale lembrar, quando Jesus diz a São Pedro “perdoar setenta vezes sete” quis dizer: perdoar sempre. Não podemos esquecer os preciosos ensinamentos que podem nos abrir ou fechar a entrada na glória eterna.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 19 de junho de 2018

Saindo do caminho da perdição

Rich Mauro tinha uma vida invejável aos olhos do mundo, com um grande trabalho em Hollywood preparando produções próprias e ganhando muito dinheiro. Mas a infelicidade que o perseguia desde criança, pela solidão na qual cresceu em uma família desestruturada e os excessos na universidade, lhe impediam de ser feliz. E foi em Medjugorje, em uma viagem que nunca pensou em fazer, foi onde a sua vida começou a dar um giro total, onde agora vive em plenitude.

Este americano, atualmente pai de três filhos, conta em uma entrevista no programa Cambio de Agujas de Euk Mamie que os seus pais e seus avós estavam divorciados e por isso não sabia o que era ter uma família. "Fui criado em bastante solidão", ele recorda que não tinha amigo e que foi realmente educado pela televisão, e mais concretamente pelo canal MTV. "No colégio público as pessoas estavam obcecadas pelo êxito. Como a minha vida familiar estava em ruínas eu queria ter uma vida de sucesso. Não existia lugar para Deus".

Contra a opinião de seus pais, decidiu estudar cinema na Universidade de Nova York. "No âmbito criativo era estimulante, mas no âmbito espiritual era muito pior, afundei ainda mais no pecado e cheguei a pensar que a Igreja era bastante intolerante." No período da universidade foi apresentada para a nova era: "bastante influente naquela época. Participei de muitas coisas como o tarô, ia a eventos da nova era e lia os livros. Isto se converteu em uma religião para mim, porque eu podia fazer tudo o que quisesse e não me culpava em nada."

"Me envolvi em drogas, violência e relacionamentos que não eram bons para mim. Não conseguia ter um relacionamento estável com as noivas que tive porque nem sequer entendia o que era uma relação." Rich começou a receber prêmios e foi contratado pela MTV "o santo graal" para ele. A sua vida era "fazer vídeos para rappers, viver uma vida de ostentação, sexo e drogas." E mesmo conseguindo não era feliz. "Ia de festa em festa, no colégio nunca tinha sido popular e agora fazer amigos não me preenchia." Então chegou a mudança. Tinha acabado o seu primeiro filme quando a sua mãe e seu padrasto lhe convidaram para irem a Medjugorje, porque naquele lugar a sua mãe tinha encontrado Deus.

Surpreendentemente ele aceitou, pois tomou o convite como uma "intimação" até quando subiu a colina das aparições. "Assim que cheguei ali [na colina das aparições] uma venda caiu dos meus olhos. Algo no meu interior se revolvia. E então senti a necessidade de me confessar. Não tinha me confessado desde o crisma". Foi então se confessar e quando disse seus pecados "tive a certeza que era Deus quem me falava". Através deste sacerdote, o convidando a mudar de vida. Outro acontecimento que lhe marcou profundamente foi ter testemunhado a dança do sol. Voltou aos Estados Unidos e continuou na indústria audiovisual, com seus projetos. Mas embora fingisse ser o mesmo de sempre, algo tinha mudado no seu interior naquela peregrinação a Medjugorje. "Estava cada vez mais consciente de que tinha de mudar de vida assim como a necessidade de viver em estado de graça". O sacerdote que o confessou tinha falado de São Maximiliano Kolbe e o deixou tão impressionado que se propôs a fazer um filme sobre este santo, mas foi chamado de louco. Medjugorje - como afirmou - "tinha mudado a minha maneira de ver as coisas. E ao trabalhar em uma filmagem, fui advertido de que não poderia falar de Deus aos atores. E então vi que tinha que tomar certas decisões." Começou a sentir uma hostilidade da indústria do cinema e apesar de algo ter mudado em seu interior, em sequer sabia rezar, até um dia em que decidiu entrar em uma Igreja e pedir ajuda a um sacerdote. Ele resistia em deixar para trás a sua vida, a sua carreira, mas Deus queria outra coisa dele. Então foi diagnosticado com câncer. E tinha acabado de se casar. Por isso, não queria renunciar a este trabalho. Então ele teve um sonho. "Em sonho vi o meu lugar no Inferno", assegura ele. Com todos os detalhes. "E quando iam cortar a minha cabeça a Mãe interviu por mim. Ela me disse: ELE É MEU. "Então ouvi um estrondo da queda das correntes. Elas se despedaçaram em mim pedaços. E então acordei. Sabia que tinha sido a voz de Nossa Mãe." Rich tinha se convencido de que a Virgem tinha salvado a sua alma e ele tinha que mudar a sua vida de verdade, e de uma maneira urgente. E logo agora uma grande produtora queria fazer o seu filme. Dariam um milhão de dólares mas ele desistiu do projeto.

"A partir de então comecei a conhecer Nossa Mãe, a rezar o terço, e quando fazia isto com maior frequência as mudanças foram acontecendo para melhor". A partir desta mudança vida, adotando uma vida de oração, as coisas mudaram: conseguiram uma casa, teve mais filhos e foi curado do câncer. Foi uma vida recuperada pela Virgem.


fonte: site medjugorjebrasil
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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Pedidos de Oração

Sempre me pergunto porque existem sacerdotes que andam por aí de uma forma que não podem ser identificados como tal. Jesus disse que eles precisam apascentar as ovelhas do Senhor. Nem poderia ser diferente até porque as almas são carentes de Deus e das graças divinas, por intermédio da ação do Espírito Santo entre os membros da igreja. E a ação santificadora é tamanha que ela se espalha como a luz.

De minha parte, graças a Deus, as pessoas conseguem me identificar como um cristão, sobretudo católico. Não se trata de expor os acontecimentos para uma vã glória ou heroísmo ao estilo dos fariseus. Testemunhos sadios fazem bem a todos porque somos uma corrente onde nos ajudamos mutuamente a caminhar rumo à pátria celeste. Dito isto é recorrente em minha vida o fato das pessoas me procurarem para algum auxílio prático; seja um pedido de opinião, uma ajuda em forma de caridade, uma palavra amiga embasada nos evangelhos ou um pedido de intercessão. No local de trabalho, pelas ruas da cidade, através do meu blog e e-mail, na comunidade em que vivo, não importa onde, sempre alguém é colocado em nossa presença para que vivamos a oportunidade de ajudarmos o próximo. A questão é tão séria que isso, de sermos interpelados em ajudar o próximo, acontece na vida de muitas pessoas, mais do que imaginamos. Já ouvi muitas pessoas me contando que fulano ou siclano pediu orações (esse é um dos primeiros pedidos) ou quis tirar alguma dúvida doutrinal. E como ninguém dá aquilo que não tem e ninguém ama aquilo que não conhece, cabe a cada um de nós mergulharmos a fundo no mistério da salvação e na busca primeira pelo reino de Deus para bem vivermos segundo nos pede o Cristo, pois, os membros do Cristo cabeça não podem caminhar em sentido oposto do Redentor.

Sexta-feira é dia de penitência, todo bom católico sabe disso, dia de alguma prática nesse sentido ou de comutá-la, conforme orientação das leis vigentes, em obras de caridade. Não acho, portanto, que seja à toa que justamente neste dia, as pessoas recorrem até nós pedindo algum auxílio. Hoje mais uma vez nesta data socorri alguém que, aos prantos veio me pedir orações por seu marido e me expôs de maneira resumida o que se passa em sua aflição. Esse é o dever de todo cristão, imitar Jesus (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1) que acolhia a todos e transformava vidas, e melhor, ainda transforma. Quem permite sua passagem (a de Jesus) por sua vida, sai um homem novo. Santa Teresa de Calcutá também dizia que ninguém deve sair de nossa presença pior do que chegou.


fonte: Jefferson Roger
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Não existe meio termo, ou Deus ou Satanás

Essa afirmação foi feita pelo sacerdote exorcista de Roma, já falecido, Gabriele Amorth. E como bem sabemos não existe discrepância alguma com os ensinamentos celestes, pois, ao afirmar no livro das revelações que o morno ele vomita, Jesus claramente nos exorta a fazermos a escolha de nossas vidas. São Tiago vai nos dizer que quem se faz amigo do mundo se torna inimigo de Deus. E tem mais, o Cristo nos diz que não podemos servir a dois senhores e também diz que, ou estamos com ele ou contra ele.

Pessoal, não adianta, ou santos ou nada, ou salvos ou condenados. Nós, que somos eternos, precisamos decidir onde queremos passar a segunda etapa de nossas vidas. O cristão, aderente ao plano salvífico de Deus, deve superar o quanto antes a tentação de querer viver “dando o seu jeitinho” para tudo. Não vai funcionar! Em Apocalipse 22,12 Jesus disse que vai nos julgar segundo nossas obras. São Tiago diz que a fé sem obras é morta. Sendo assim não basta crer, este crer precisa nos mover. Exemplifico:

Não adianta acreditar que frutas e verduras fazem bem para a saúde e não come-las. Não adianta acreditar que exercícios fazem bem para a saúde e não pratica-los. Voltando a nossa realidade cristã, se cremos, agimos, se não agimos, essa escolha nos fará inertes e omissos e isso é um perigo para a alma. Vale lembrar na oração de confissão proferida dentro da santa missa, a parte que diz que “pecamos por pensamentos e palavras, atos e omissões”. Pois bem, aprendemos da santa tradição e doutrina católica que vem direto da santa palavra e do verbo que se fez carne que existem duas formas de corrigirmos nossos erros (nossos pecados): arrependimento – contrito ou atrito – propósito de emenda de vida (disposição e atitudes) e acusação pessoal à Deus (confissão sacramental). Destaca-se aqui que a contrição se divide em perfeita e imperfeita.

Perfeita consiste no arrependimento puro, imperfeita consiste no arrependimento por medo das consequências. Os santos padres nos ensinam que a contrição perfeita perdoa os pecados enquanto que a contrição imperfeita ainda precisa da confissão, porém, é preciso atitude, disposição do penitente em se aproximar em qualquer circunstância do sacramento da confissão para obter o perdão de Deus pela via instrumental do sacerdócio, pois, Deus é quem perdoa pecados usando como seu instrumento a pessoa do padre.

Se optamos em deixar de lado a confissão, virando as costas para essa graça concedida a todos por Cristo no seio da sua igreja (Mateus 16,18), ficamos por nossa conta e risco. Se começamos a fazer bom juízo demais a nosso próprio respeito Nossa Senhora, para isso, nos alerta que podemos estar rezando pouco, pois quem reza pouco não tem consciência de seus pecados. É o ditado popular que diz que “mais vale um pássaro na mão (obter o perdão pela confissão sacramental válida), do que dois voando” (arriscar que somos perdoados através da automedicação de se pedir perdão a Deus diretamente sem a certeza da contrição perfeita).

A escolha é de cada um de nós; o preço é muito alto do que está em jogo: nossa salvação. Padre Duarte Sousa Lara nos diz que “um dos segredos para sermos santos, que é sinônimo de sermos felizes é a confissão sobretudo, arrependidos, para uma consequente comunhão eucarística frutuosa”. Precisamos ter juízo, a expressão “empurrando com a barriga” não pode se aplicar a nossa situação e agir como filhos de Deus.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Cuidado com o próximo

Eclesiástico 4,23-31 – “Meu filho, aproveita-te do tempo, evita o mal; para o bem de tua alma, não te envergonhes de dizer a verdade, pois há uma vergonha que conduz ao pecado, e uma vergonha que atrai glória e graça. Em teu próprio prejuízo não te mostres parcial, não mintas em prejuízo de tua alma. Não tenhas complacência com as fragilidades do próximo, não retenhas uma palavra que pode ser salutar, não escondas tua sabedoria pela tua vaidade. Pois a sabedoria faz-se distinguir pela língua; o bom senso, o saber e a doutrina, pela palavra do sábio; e a firmeza, pelos atos de justiça. Não contradigas de nenhum modo a verdade, envergonha-te da mentira cometida por ignorância. Não te envergonhes de confessar os teus pecados; não te tornes escravo de nenhum homem que te leve a pecar.”

Caros leitores, na reflexão deste artigo pretendemos destacar alguns aspectos relacionados com o próximo. Deixando de lado o já sabido mandamento de Cristo de que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, por aqui iremos abordar a questão por outra direção. Por isso iniciamos o texto com essa advertência contida no livro do Eclesiástico. De cara vemos no primeiro versículo que não devemos desperdiçar nosso tão precioso tempo, tampouco gasta-lo com aquilo que não convém. Vale lembrar que as primeiras coisas de uma lista daquilo que não convém estão de algum modo relacionadas com “o mal”, contrário de “bem” e com “o mau”, contrário de “bom”.

O trecho em questão aqui mencionado aponta para a atenção que devemos ter em relação a duas situações que podem se transformar em armadilhas. A primeira é a distorção da complacência, que pode ser entendida como gentileza, delicadeza, uma disposição de nossa parte para corresponder aos desejos e gostos de outra pessoa na intenção de ser-lhe agradável. Opa, perigo! Se essa atitude for maculada ou, como já se disse, distorcida, corremos o risco de ficarmos apenas sendo caridosos e não justos e corretos. Percebemos nos versículos seguintes que, somos ouvidos, mas precisamos também ser boca, tudo associado a sabedoria que precisa ter raízes divinas, sustentadas pelo Espírito Santo.

A segunda questão, que se relaciona e deriva da primeira, é o fato de, acabrunhados em não sermos firmes em atitudes justas e pautadas no amor que vem de Deus, deixamos a retidão doutrinal de lado, Deus desce da primeira posição em nossas vidas e passamos a dizer amém para o próximo. São Pedro já dizia que convém antes obedecer a Deus que aos homens (Atos 5,29) e São Paulo nos diz em Gálatas 1,10 que se quisermos obedecer primeiro aos homens que a Deus não seremos considerados servos de Cristo. Portanto, a mensagem bíblica é direta. Precisamos nos edificar em Cristo e ajudarmos o próximo a se santificar também. Jesus nos cobrou a sermos sal da terra e luz do mundo; se alguém intenta contra nós frente a este propósito devemos imitar Jesus (1ª Coríntios 11,1), que não agia com preconceito, mas não abria mão da sua verdade. Ele nos disse que “ou estamos com ele, ou contra ele”. Se alguém nos propõe outra verdade, que não é a verdade que nos libertará: cuidado com o próximo.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

A catequese é uma CHAtequese

O servo não é maior que seu senhor, nos alertava Jesus. Parto desse ensinamento do salvador para iniciar este artigo que pretende refletir um pouco sobre a realidade que a igreja de Cristo (Mateus 16,18) enfrenta a muito tempo no que diz respeito a transmissão da doutrina católica. Atualmente é para poucos uma alegria participar dos encontros de catequese e uma ansiedade em aguardar a chegada do final de semana para poder encontrar colegas da comunidade para compartilharem experiências e aprenderem um pouco mais sobre a religião que professam e vivem.

Opa! Começaram os problemas. Ecoar a palavra de Deus (significado da catequese) deve ser uma atitude primeira dos pais, eles até se comprometeram a isso perante o altar, durante o sacramento do matrimônio, na presença de Deus. Será que esqueceram tão rápido? Parece que sim, porque a transmissão dos valores religiosos imaculados tem sido terceirizada por eles (os pais) aos cuidados da igreja. Esta é uma atitude exatamente igual a de Pilatos, um lavar as mãos. A igreja, representada pelos catequistas dentro da pastoral, entram num cabo de guerra com grande desvantagem. O que era para ser uma extensão do ensinamento dos pais, acaba sendo apenas o que eles irão receber em termos de doutrina cristã.

A semana com suas cento e sessenta e oito horas reserva para a catequese apenas, atualmente, uma hora e meia. As outras cento e sessenta e seis horas e meia, que deveriam ser aproveitadas pelos pais, ficam jogadas ao vento que a correria do mundo impulsiona com suas cobranças e seus muitos afazeres. Graças a Deus isso não acontece por inteiro no meio do seu povo. Existem pais comprometidos com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, que seguem e praticam a religião que professam e se engajam nas práticas da fé envolvendo a prole no mesmo caminho. Nota-se facilmente durante os encontros quais são as crianças e jovens que possuem de berço uma aproximação com as coisas de Deus. Aos que não são assim o que fazer? “Pau que nasce torto morre torto”, diz o ditado. “É de pequenino que se torce o pepino”, diz outro dito popular. Parece a mim, que sou catequista há muitos anos que a frente de batalha exige não só um ataque pelos flancos e trincheiras, mas também investidas diretas. Explico:

Nos tempos do início da vida da igreja, tempos apologéticos, vindo em seguida a patrística e a escolástica, o que se viam nas missões dos pregadores e também na vida dos grandes santos, como Santo Afonso, São Domingos de Gusmão, São João Maria Vianney, Padre Pio e tantos outros e outras, que a conversão acontecia pelo modo incisivo e direto da pregação da palavra de Deus e o testemunho que acontecia com a própria vida. Por que será se faziam filas durante as madrugadas para se conseguir os melhores lugares na missa desses grandes homens de Deus? Ou filas nos confessionários? Pois é, nem preciso detalhar, isso tudo que começou após a ascensão de Jesus, pode ser encontrado nas sagradas escrituras (Atos dos Apóstolos) e posteriormente no magistério, doutrina da igreja e biografia dos santos. Bastam simples consultas.

Ora, partindo desse princípio, vemos que os primeiros cristãos são muito diferentes dos atuais. O mesmo vale para o clero. Claro que ainda existem os autênticos seguidores do Evangelho, dispostos a tudo por amor a Jesus, mas é fácil de se perceber que a dose de perseverança para estes é cada vez mais exigida num mundo onde o conforto, prazeres e comodidades da vida moderna enfraquecem mentes e corações. Então, sem brilho nos olhos por não dar o que não se tem e não amar o que não se conhece a catequese vai se tornando chata: chatequese, tudo por falta de conversão e retorno às raízes que Deus quis, planejou, criou e nos propõe a cada dia.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Exibicionismo Digital

Em poucos minutos de pesquisa pela internet o assunto é vastamente abordado e o que se vê, é exatamente o óbvio e que as pessoas, vendo não querem enxergar, como de fato é o peso desta prática tão enraizada na humanidade. Postar é uma das palavras do momento, postam-se fotos e vídeos no Facebook, Instagram, Google Plus, YouTube e Twitter e por aí vai, de viagens, desempenhos físicos, ostentações, beleza física, também para se exibir os filhos, feitos dos netos, animais de estimação, acariciar o ego de alguém; também se juntam a tudo isso os comentários de festas com amigos, jantares, vestido novo, carro novo, casa nova e a lista não tem fim. A criatividade e o impulso são presença marcada no cotidiano das pessoas que “sobrando um tempinho”, correm dar “uma olhada” em suas redes sociais. Ai delas quando termina o pacote de dados ou ficam sem internet, instala-se o caos em sua rotina já escravizada pelo ego e curiosidade por conta dessa necessidade desnecessária.

Será que acrescenta na vida de alguém saber que fulano foi viajar para fora do país? Ou que aquele casal foi jantar naquele restaurante? Ou que aquele ator ou atriz famosa vestiram-se dessa ou daquela maneira naquele evento? O que lhe interessa entrar no perfil do “ex” para saber como anda a vida dele(a)? Tudo que se passa neste meio virtual não passa de marketing pessoal que na maioria avassaladora das vezes não interessa a ninguém. O resultado disso é uma montanha de lixo eletrônico. Alguns podem esbravejar e dizer que nas redes sociais existe o lado bom, que elas são usadas por uma boa causa ou para uma boa causa, com fins sadios e honestos. Concordo, o bem e o mal convivem neste mundo desde o início dos tempos, o que refletimos neste artigo é que a balança disso tudo está cada vez mais desequilibrada.

É muito triste ver grupos digitais postando tudo que acham bonitinho e que transcrevem um pensamento que concordam. Ficam replicando imagens, assassinando a língua portuguesa com esse “internetês” horroroso e de muito mal gosto sem falar nos desenhinhos amarelos que expressam sentimentos e estados de espírito. Ou então em seus “status” colocam frases para exaltarem seus egos. De tempos em tempos trocam de fotos, se produzem totalmente e colocam a última foto do momento que já nasce com prazo de validade muito curto. Que cansativo tudo isso! Pessoal, não se trata de ser contra ou a favor, as tecnologias estão aí e irão permanecer, volto a repetir, a reflexão está em cima da questão do equilíbrio das coisas.

Além do que, Jesus condena o exibicionismo. Em várias passagens dos Evangelhos, quando ele praticava o bem, ensinava que o agraciado não devia sair espalhando o ocorrido. Ensinava que o que faz uma de nossas mãos a outra não saiba. Ensinava que devíamos lavar o rosto e nos perfumar para não parecer que estamos jejuando. Nada de exibicionismo nas doações ensinava Jesus e também nas práticas religiosas e ele ilustrava esse exemplo com os fariseus. Vale olhar para sua vida, procurar imita-lo (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1) e viver uma vida feliz que não seja uma vida escravizada pelas regras do mundo.

Vídeos relacionados:

01 - Desconecte para Conectar - NÃO DEIXE O TEMPO PASSAR
Duração - 1min37s

02 - ON ou OFF - DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ
Duração - 4min14s


fonte: Jefferson Roger
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Para que viver se nada é como quero?

Sempre nos parece, não é mesmo caros leitores, que a vida, para ser vivida, precisa ser abraçada. Viver, ensina o mundo, é levar uma vida repleta de prazeres e conquistas materiais. O mundo prega uma felicidade e alegrias que estão em constante evolução. Um dos seus ingredientes é o consumismo e a cultura do descartável. Acham-se tão inteligentes os homens, mas produzem por conta disso muita sucata e o que é mais perigoso, sucata material e espiritual.

Quanto mais coisa você tiver mais feliz você vai ser. Quanto mais socialmente você estiver em evidência mais feliz vai se sentir; afinal, vaidoso precisa de plateia, faça o que te dá vontade e aproveite a vida porque ela é curta. E não é assim? As redes sociais que o digam, é um festival de exposição de privacidades e exibicionismo. A expressão “status” demonstra publicamente intenções, emoções e uma declarada manifestação de querer “estar bem” perante sua rede imensa de amigos. São pessoas que não vivem o que gostariam, mas, como já escutei dizerem, preferem o mundo virtual porque podem pelo menos transparecer o que não são, mas gostariam de ser.

Sempre digo por aqui, a internet, a tecnologia e o dinheiro foram criados para servirem ao homem, mas terminam por escraviza-lo. Há, porém, uma saída; uma saída que implica numa escolha. Como lemos em Eclesiástico o bem e o mal nos é apresentado, cabe a cada um escolher. Neste ponto uma encruzilhada se apresenta na vida das pessoas; quantas e quantas vezes, vale dizer, muitas passam por ela. Querem o meio termo ou querem seu próprio termo e dessa forma são remetidos ao título desse artigo porque são assim que as coisas passam a se comportarem.

Deus quer “que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”, diz a escritura. Não é o que anda acontecendo. As pessoas se dedicam as coisas da carne muito mais do que as do espírito, não conseguem encontrar sequer um equilíbrio, embora aprendemos na bíblia que precisamos viver do espírito, buscando o reino de Deus em primeiro lugar porque tudo mais nos será dado em acréscimo. Quem não age assim termina por “chutar o balde”, “chutar o pau da barraca”, “jogar a toalha”; abandona a rígida exigência doutrinal católica, do “religare” (ligar-se a Deus novamente), vira as costas para ele e passa a viver de forma a seguir outras linhas de pensamento. Bem verdade é que precisamos respeitar o modo de pensar de cada um desde que não se invadam entre as partes suas crenças. No entanto, respeitar não é aceitar, nem implica nisso.

Enfim o que fazer? São Pedro nos dá uma explanação em sua primeira carta, capítulo quatro, versículos de doze a dezenove: “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação (quando as coisas não saem como você quer), como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem.”


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Cortar o mal pela raiz

Em poucos minutos, se dermos asas às tentações e ouvidos na tentativa de dialogar com o inimigo, aquilo que era um pequenino ser se transforma num gigante de proporções colossais. Já diziam os santos padres que a tentação é mais facilmente vencida se for combatida nos primeiros instantes de sua gestação. Ao contrário, se ela receber atenção crescerá em força e poder com magnitude colossal e progressão aritmética.

Um dos problemas é que as pessoas esquecem da preciosidade que disse Jesus quando falou que “sem mim, nada podeis fazer (João 15,5).” Se ele falou nada, essas duas sílabas querem dizer o que dizem: nada! Não é nada exceto isso ou aquilo, é simplesmente nada. Eis aí a brecha humana que permite ao diabo tomar parte na situação. O homem acha que pode muitas coisas sozinho e pior, acha que pode muitas coisas sem o auxílio divino, sem Deus. Que lástima e que pesar; é um voo cego onde a insistência vai causar uma aterrisagem forçada e sem as rodas. Na certa será um grande estrago.

Ainda se fossem estragos de natureza material vá lá, mas é bem mais grave porque o campo de ataque do inimigo e seu alvo principal aponta para corpo e alma. Como no filme de ficção científica da Marvel Studios – Vingadores Guerra Infinita – onde o personagem Thor no combate final derrota (ou pensa que derrota) o vilão da história, surpreende-se com as palavras de que Thor deveria ter cortado a sua cabeça (a cabeça do vilão), uma vez que ele desferiu um golpe no peito do inimigo e isso não foi suficiente para conter o mal.

Na vida real deve ser assim, para conter o mal precisamos de medidas drásticas, São Paulo vai nos dizer em suas cartas que devemos resistir na luta contra o pecado até o sangue. Não poderia estar mais certo. Se lutamos pouco, vencemos poucas vezes e recaímos muitas. Se lutarmos muitas vezes, talvez ainda caiamos um pouco, mas será mais difícil a recaída e sobretudo se não estivermos sós, estivermos com Jesus. E vale lembrar que nossa meta é, assim como os santos, não cairmos mais.

Assim como no filme dos Vingadores foi preciso eles deixarem as diferenças de lado para lutarem por uma causa maior, juntos, devemos em nossas vidas deixar de lado nossos egoísmos e vivermos essa vida lutando por salvar nossas almas, porém, de mãos dadas com aquele que morreu por nossos pecados, Jesus Cristo que vive e reina para todo o sempre. Temos que escolher, dialogar com o mal ou arranca-lo de nossas vidas pela raiz.


fonte: Jefferson Roger
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sábado, 2 de junho de 2018

A salvação de Clodovildo

Poderia ser no título deste artigo, a salvação de qualquer outra pessoa. Não importa o nome, o que importa é que quando se trata de salvação a questão se aplica a todos nós. A salvação concedida por Cristo no alto da cruz, que precisa ser aceita por cada um em sua vida para que ela se consuma, passa muitas vezes pelo crivo das tribulações e dificuldades que existem para que, por permissão divina e providência sua, cresçamos no amor e santidade. Se pelo batismo recebemos o Espírito Santo para nos salvarmos, pelo sacramento da crisma recebemos o Espírito Santo para ajudarmos a igreja de Jesus (Mateus 16,18) a trabalhar pela salvação dos outros. Seja com maior ou menor grau de participação sempre seremos convocados por Deus para sermos seus instrumentos na vida das pessoas. E foi pensando nisso, que a turma da quarta etapa da catequese da Paróquia São Rafael em Curitiba-PR, participou de uma atividade cujo tema proposto foi criarem um pequeno conto onde eles iriam precisar ajudar uma pessoa a se salvar de algum percalço em sua vida. Cada um dos catequisandos teve a liberdade de escrever um pouco da história passando para o seguinte ir completando a mesma e assim ao final teríamos o resultado, o desfecho. O mesmo aconteceu com o desenho do personagem; ele foi criado a partir da colaboração de cada um deles. Vamos ver o resultado desta atividade:

"Conheci um rapaz no bairro onde moro que era muito desobediente, mal educado e não ia bem na escola, além de se envolver com más companhias. Certo dia, caminhando pela calçada o encontrei, ele estava fumando sozinho num beco. Resolvi então ir conversar com ele. Clodovildo conversava sozinho, parecia ser o rapaz mais drogado do bairro. Quando sua mãe descobriu o que havia acontecido (seu vício), decidiu manda-lo embora. O rapaz andava sem rumo na vida e estava quase sem dinheiro e sem abrigo para morar; nesse ponto ele decidiu se internar para fazer um tratamento a fim de parar com o uso das drogas. Mesmo assim ele teve uma recaída e um dia fumou tanto que desmaiou por causa da “overdose” de entorpecentes ficando inconsciente por dois dias. Passado esse tempo Clodovildo acordou num abrigo, muito “chapado”. Eu queria salva-lo, tirar das drogas e bebidas, mas ele teve um ataque de histerismo, dando uma de louco e precisei mandar que ficasse quieto. Minha mãe não sabia que ele (meu irmão) estava ali e se ela descobrisse eu iria me ferrar. Apesar de tudo ele começou a se controlar e descobriu outra paixão sem serem as drogas: uma moça chamada Doloteia. Ela era uma drogada também, porém, estava em tratamento e já havia melhorado bastante, ainda mais se comparado o seu estado com o de Clodovildo. Por conta dessa paixão e para impressiona-la ele procurou controlar e superar seu vício para que pudesse levar uma vida feliz. Sendo assim, Clodovildo se “safou” junto com Doloteia. Ele viveu o resto de sua vida dentro da igreja, dando catequese, ajudando o padre vindo mais tarde a se tornar ministro extraordinário da sagrada comunhão. Passado um tempo, Clodovildo casou-se com Doloteia e tiveram filhos. Ele nunca quis contar sobre seu envolvimento com as drogas por medo deles seguirem seu mau exemplo e se ferrarem na vida. Ao contrário, seus filhos viveram dentro da igreja, sendo coroinhas e acólitos, tendo uma vida boa."

Como vemos caros leitores neste simples conto é na criatividade e simplicidade desses jovens que podemos enxergar que escolhas podem ser feitas, somos livre para dizer não ao inimigo que quer nos destruir e nos afastar de Deus. E mais, com essa liberdade podemos ajudar ao próximo e dessa maneira todos agem como Jesus espera que façamos quando nos manda amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Essa foi a mensagem que Eduardo, Caroline, Rafael Ribicki, Rafael Padilha, Murilo, Renata e Nicolas se propuseram a transmitir para cada um de nós, uma mensagem que já existe em seus corações e que deve estar no coração de todo cristão: é na igreja de Jesus, com Jesus e nossa família que conseguimos caminhar rumos aos céus.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Mulher para que?

O mundo tratou ao longo da história da humanidade em modificar, por culpa ou desculpa melhor dizendo, da evolução da mesma, os conceitos e atribuições que aquela que Deus, vendo que não era bom que o homem ficasse sozinho, a chamou de companheira, ajuda, colocando na natureza dessa parceria no mundo não uma dupla, mas um casal, unidos em uma só carne (Gênesis 2,18 e 24).

A mulher se transformou em muitas coisas, ainda permanece bravamente a existência de sua natureza pensada e criada por Deus, a maternidade e o cuidado com o lar e sua família. Porém, ela foi ganhando novas “funções”, para se usar uma expressão muito inadequada, mas, que infelizmente se encaixa no contexto porque ela recebeu características de objeto. Um televisor é um objeto, se você deseja ter um vai até a loja, escolhe o modelo conforme seus gostos, características do aparelho, recursos, funcionalidades, facilidades e adaptação ao seu desejo pessoal de satisfação. O mesmo vale, em linhas gerais, para a maioria dos objetos. E como os objetos são vendidos? Simples você vai dizer, é feito um trabalho de propaganda sobre ele para que se torne atrativo e todos ou o maior número de pessoas se interessem em adquiri-lo, pagando inclusive o que for preciso pagar.

Não acontece o mesmo com as mulheres? Se pensar um pouco vamos concordar que sim e o grande promotor desse “objeto” é o mundo e seu príncipe, satanás. O maldito colocou um divisor de águas nessa maravilha pensada e criada por Deus chamada por Adão de mulher. O livro do Eclesiástico a respeito dela fala muito, tanto do lado de cá como do lado de lá desse divisor. Por um lado, evidencia-se a mulher virtuosa que mantém a originalidade divina e cristã, por outro, evidencia-se a nova mulher, a mulher das prateleiras, disponível em estoque ilimitado, pronta para tudo, capaz de saciar todas as esferas de seus consumidores, ávidos por realizarem seus desejos. De tão promovida que é, aos olhos dos tentados, parecem maioria e mercadoria descartável, com fácil acesso e adaptada as necessidades de cada um. O diabo, separador, mentiroso e enganador, ilude até os que já possuem, não um exemplar desse objeto, mas uma mulher de verdade, dada por Deus para o bem comum do casal, da família e seus filhos.

Iludidos, fazem pouco caso do que tem em casa e separam, numa tentativa que remeterá ao fracasso, o joio do trigo, passando a usar a esposa como uma empregada doméstica e auxiliadora nas contas e educação dos filhos, deixando a parte egoísta falar mais alto e maculando a relação com origem divina permitindo que outra pessoa assuma algumas áreas do papel afetivo sensorial que cabe ao cônjuge. Matrimônio não é self-service e buffet de comida por quilo, é um combo completo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, nas alegrias e dificuldades. Que mania é essa das pessoas tentarem resolver seus problemas originados dentro do casamento fora dele? Fora do casamento a solução é apresentada pelo inimigo e, se aceita, ele invade nosso lar; dentro do casamento a solução acontece com a presença de Deus que assistiu o matrimônio e abençoou a relação. Nada, portanto, de ceder as ofertas do mal contribuindo com essa proliferação de conceitos que fogem do caminho da porta estreita. Nada de argumentos, nada de meio termo, o que é certo é certo. Tentar soluções próprias é se afastar da assistência do Espírito Santo e se permitir dialogar com o mal.


fonte: Jefferson Roger
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A espreita do inimigo

O leão está sempre à espreita de uma presa; assim o pecado, para aqueles que praticam a iniquidade. O homem santo permanece na sabedoria, estável como o sol; mas o insensato é inconstante como a lua. Aqueles que escarnecem do pecado dos justos serão apanhados no laço, e a dor os consumirá ainda vivos. O pecador se gloria até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. Em sua arrogância, o ímpio diz: Não há castigo, Deus não existe. É tudo e só o que ele pensa. O ímpio espreita o justo, e procura como fazê-lo perecer. Porém, São Pedro vai nos dizer: Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé.

Com estes pequenos trechos retirados do livro do Eclesiástico, Salmos e 1ª Pedro podemos perceber que existe uma possível parceria que os pecadores permitem que aconteça com a espreita do inimigo. Como a tentação faz parte do cotidiano cristão, promovido por satanás, agravada ainda é, como vimos nas passagens acima, a situação daquele que procura viver conforme seja do agrado de Deus; esse agravante são os ímpios, aqueles que São Paulo nos diz que devemos guardar distância. Em português atual chamamos de más companhias.

Neste sentido a dualidade que nos cerca, demônio e ímpios, aliada a concupiscência de cada um, que São Tiago disse nos aliciar, formam um trio que necessita de empenho constante para que permaneçamos de pé. São Paulo mesmo vai dizer em Coríntios: “quem está de pé, veja que não caia”. Qual a receita para esse empenho? A resposta vem da boca do Cristo: vigiai e orai para que não caias em tentação porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

Se não vigiarmos o oposto acontece: a distração; distraídos pecamos quando tentando sermos felizes errando o alvo porque tentamos sozinhos e não podemos sem Jesus (João 15,5) fazermos alguma coisa. A santa batalha diária que vivemos é espiritual, nossa alma quer o diabo que a percamos e o derrotado que desceu como um raio do paraíso não mede esforços, não se distrai e como disse o apóstolo, para nos perder anda à espreita. Cuidemos!


fonte: Jefferson Roger
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