sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cristãos, as vítimas de Boko Haram


BOKO HARAM O ASSASSINO DOS CRISTÃOS

O Oriente Médio não é a única região do mundo a lidar com o problema do terrorismo. Desde 2009, a Nigéria tem visto a ascensão, principalmente ao norte do seu território, do grupo fundamentalista islâmico Boko Haram.

Segundo os especialistas As ideias centrais da seita são a estrita adesão ao Corão e à Hadith (os ditos do Profeta Maomé). A sua meta é criar o reino de Deus na terra através da rígida aplicação da lei islâmica, ou sharia. Qualquer coisa que se ponha no caminho dessa meta deve ser destruído. Para Boko Haram, a violência não é uma perversão do Islã, mas um meio justificável tendo em vista o 'fim puro' que é almejado.

Os atentados no país, constantes nos últimos anos, atingem tanto muçulmanos quanto cristãos. O atual líder da facção, Abubakar Shekau, declara abertamente a sua pretensão de " encharcar a terra da Nigéria com o sangue dos cristãos e dos chamados 'muçulmanos' que contradizem o Islã". Em 2011, durante a Vigília de Natal, 40 católicos foram mortos enquanto saíam da Missa. Os fiéis foram atingidos por duas explosões com carros-bomba.

Eles declaram que: "O compromisso de fidelidade à bandeira e o canto do hino nacional são manifestações de idolatria e, por isso, são puníveis com a morte. O Estado é formado e sustentado pelos valores e pela educação ocidentais, e ambos são contrários à vontade de Alá".

Em 2012, Abubakar Shekau declarou em video que após assassinar mais de 180 pessoas na cidade de Kano, a maior da região norte da Nigéria, que: "Eu gosto de matar qualquer um que Deus me mande matar – assim como eu gosto de matar galinhas e carneiros".

Em abril de 2014, Shekau também assumiu ser responsável pelo sequestro de 276 garotas em uma escola da cidade de Chibok. Ele reaparece em um vídeo postado na Internet, segurando um rifle e cercado por outros homens mascarados, ameaçando vender as jovens. "Eu sequestrei as suas filhas. Eu as venderei no mercado humano, por Alá. Alá disse que eu devo vendê-las. Eu vou vender mulheres", ele diz.

Desde o começo de 2014, o número de mulheres sequestradas pelos terroristas já passa a casa dos milhares. Testemunhos de jovens que foram libertas revelam as condições em que são mantidas as reféns. Elas são obrigadas a "se casarem" com os membros do grupo. Como, porém, não há monogamia no Islã, o termo mais exato para o que fazem é "estupro". As mulheres são forçadas a terem relações sexuais com vários homens.

"Transformaram-me em objeto sexual. Faziam turnos para se deitar comigo. Estou grávida e não sei quem é o pai", relata Asabe Aliyu, de 23 anos.

Já o governo nigeriano tem tido pouco sucesso para reprimir os fundamentalistas islâmicos. A derrota se deve, segundo os especialistas, à falta de investimentos e à corrupção no exército nacional.

O bispo Oliver Doeme, da diocese de Maiduguri, uma das mais atingidas pelo grupo terrorista, lamentou o fracasso do poder público em conter os militantes. "Tanto cristãos quanto muçulmanos estão sendo afetados, mortos e expulsos de suas casas, aldeias e cidades. Ambos foram dispersados e se tornaram refugiados em sua própria pátria", diz o prelado. "A vida se tornou tão banal que pode ser tirada a qualquer momento".

Subam aos céus, da Igreja no mundo inteiro, as orações dos fiéis cristãos por tantas famílias, mulheres e crianças que sofrem nas mãos dos terroristas de Boko Haram. Que, no seu sofrimento, unam a sua entrega à oferta amorosa de Cristo crucificado (cf. Cl 1, 24). E que o mundo islâmico possa abrir os olhos para reconhecer que, definitivamente, "não é razoável a difusão da fé mediante a violência".


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog

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