quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Os momentos mais importantes


Meu povo é inclinado a separar-se de Mim, convidam-no a subir para o Altíssimo mas ninguém procura elevar-se; nos ensina uma das passagens do livro de Oséias 11,7. E tomo esta passagem para refletirmos a respeito da conduta que a humanidade insiste em seguir frente às exortações feitas pelos céus durante toda a história do homem.

Os momentos mais importantes, quais são? Possivelmente em nossas mentes uma pergunta dessa cria uma lista com tantas opções que nos fica até difícil elaborar quais seriam os dez momentos mais importantes.

Mas vamos dificultar um pouco as coisas? Vamos nos concentrar em quais seriam os dois momentos mais importantes em nossa existência por está peregrinação terrena. Muitos podem pensar: "ficou complicado, como elencar apenas dois momentos, como sendo os mais importantes?

Vamos recorrer aos ensinamentos celestes. Toda a tradição e as sagradas escrituras nos orientam para o seguinte:

Não importa quanto tempo temos e sim o que fazemos com o tempo que nos é dado. Com bastante certeza essa é uma das verdades que aprendemos de Jesus. Ele mesmo nos adverte que seremos julgados segundo nossas obras, o prêmio eterno para os justos ou a condenação eterna para os que não abraçaram a causa do evangelho. Então está claro, o que importa realmente é vivermos em sintonia com esse evangelho dentro do tempo que nos foi dado. E como Deus não quis revelar quanto é o tempo de cada um, por isso o que importa é o que fazemos com o tempo que nos é dado.

O inimigo sabe muito bem disso e por isso nos tenta com a tentação do futuro, provocando em nós uma preguiça vocacional que nos leva a "deixar" tudo para amanhã. Amanhã eu rezo, amanhã eu me confesso, domingo que vem vou a missa, quando der leio a bíblia, quando tiver tempo rezo o terço e assim depositamos nossos comprometimentos sempre no futuro, sempre no amanhã.

Eis a esperteza de satanás. Deus nos visita no hoje, o ontem não existe mais, cabe entregá-lo a Deus. O amanhã não existe ainda, nós só temos o dia de hoje. Porém percebamos que falamos de realidades diferentes, pois alguém poderia apontar aqui um erro neste artigo argumentando que precisamos viver projetando e planejando o amanhã, precisamos nos programar durante o ano e por aí vai.

Tudo verdade, mas façamos uma analogia para esclarecermos o assunto. Nós não podemos dizer amanhã eu comerei, amanhã eu escovarei os dentes, ou amanhã eu irei ao banheiro. Ou ainda amanhã eu dormirei pois hoje estou sem tempo para comer, sem tempo para escovar os dentes, sem tempo para ir ao banheiro e sem tempo para dormir.

Mudou a linha de pensamento não é mesmo? Pensando por este lado percebemos que existem coisas que não podem ser deixadas de lado e nem adiadas. Se assim o é com relação a higiene do corpo, quem dirá com a higiene da alma? Façamos portanto hoje o que deixaríamos para amanhã e já deveríamos ter feito ontem.

Então este é um dos momentos mais importantes: O Agora.

Continuando nossa reflexão pensemos na atitude das pessoas que estão sempre escravas do cotidiano de suas vidas que muitas vezes são agravadas pelas imposições do mundo. E assim, vivendo o frenetismo do corre corre vão deixando de lado a realidade dos seus novíssimos.

Eclesiástico 7,40 - pensa constantemente em seus novíssimos e jamais pecareis. Relembrando que os novíssimos são as últimas realidades de nossas vidas: morte, juízo particular, inferno, purgatório e/ou céu.

Neste clima de deixemos para depois, a hora da morte, oculta de nosso conhecimento, hora esta tão importante, pois é onde nosso tempo do agora termina, o prazo para as boas obras acaba. O tempo para o arrependimento e emenda de vida se vai. A oportunidade de conversão e retorno ao caminho da porta estreita se encerra. Diante do justo juiz, sua "conta" está apresentada e todo o seu "histórico" da vida terrena. Sem segunda chance ou oportunidade de argumentar, pedir desculpas, querer convencer o Verbo Encarnado de que a verdade que vale é a sua e não a Dele.

Deste ponto em diante, em seu agora o que te resta é a tua vida terrena, transformada em passado. É a "conta" sobre a mesa do justo juiz. É a hora da sentença. E dentro do seu passado, seu último momento vivido para o qual também nem importou-se foi: a hora da sua morte.

Que momento importante, o momento da nossa passagem desta etapa da vida para a eternidade. Já sabemos que somos eternos e que Deus nos concedeu a liberdade para escolhermos se vamos viver essa eternidade com ou sem Ele. A hora da morte constitui ainda a última oportunidade que satanás e seus anjos caídos tem para nos tentar nesse momento derradeiro, para que abracemos a morte sem arrependimento final e obstinados ao pecado viremos as costas para Deus.

Como ficaram as coisas então? Jesus que nos concedeu Maria por nossa mãe e mãe da igreja, escrava humilde do Senhor, totalmente dócil nas mãos do Criador e sempre cumpridora da vontade divina, intercede por nós junto a seu filho.

A religião católica é humilde, nos ensina que devemos todos ser um com o Pai e o Filho, recorrendo ao sistema sacramental instituído e deixado por Jesus para ser administrado pela "sua" igreja. Isso mesmo, foi Jesus que disse ao apóstolo Pedro que a igreja é Dele. A igreja chamada de sua esposa e pelo que bem sabemos Jesus não é adúltero.

Sejamos pois humildes. Nada de dizermos eu não preciso da igreja, eu não preciso do papa, eu não preciso de bispos, eu não preciso de sacerdotes, eu não preciso dos sacramentos, eu não preciso rezar, eu não preciso do terço, eu não preciso de Maria, eu vou direto pra Deus!
Nada disso! Esse é um pensamento orgulhoso contrário a todo o ensinamento da nossa religião católica. Se temos dificuldades em entender estas verdades peçamos o auxílio de nossa mãe querida nesta caminhada, pois nunca se ouviu dizer que quem recorreu a ela ficou sem ajuda.

Está lá, na oração da Ave-Maria: AGORA E NA HORA DE NOSSA MORTE, AMÉM.

fonte: Jefferson Roger

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