sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O olhar de Deus


Deus não faz distinção de pessoas (At 10,34)

Em toda a história da humanidade encontramos muitos relatos e acontecimentos que insistem em colocar na crista da onda algumas verdades sobre o comportamento humano que trazem à tona uma triste constatação: o caráter seletivo do homem.

Sempre se está a selecionar alguma coisa e o que é pior, a selecionar alguém. Tomemos, todavia um pouco de cuidado com o tema, pois nem todo o processo de seleção é maléfico, pois de tudo depende a natureza da coisa. Exemplifiquemos tomando por base a realidade do pecado, sobretudo do pecado do adultério.
É preciso aqui lembrarmos que o pecado é uma realidade espiritual, com maior ou menor participação do corpo, mas é uma realidade espiritual. Olhemos para um homem e uma mulher tendo relações sexuais em santo matrimônio e o ato sexual realizado pela prostituta com algum parceiro.
O ato físico em si, que as duas mulheres estão a fazer não tem diferença porém, porque um é pecado e o outro não?

Por causa da natureza da coisa pois o pecado brota do coração, assim ensinou Jesus.

Pois bem, é preciso portanto e isso também é um mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo, amar uns aos outros, mas não com qualquer amor e sim com aquele amor que Ele teve e tem por nós, ao ponto de Se entregar por nós livremente na cruz para que possamos ter a vida eterna. Precisamos sim, "selecionar" qual caminho seguir, "selecionar" as atitudes a tomar, "selecionar" as escolhas que agradam a Deus. Só que aqui existe um grande probleminha para o homem. Ser como Deus quer, fazer o que Lhe agrada significa reconhecer a petição do Pai Nosso, "seja feita a Vossa vontade". Para muitos isso é de estremecer, pois se Deus existe e me criou, eu sou para Ele, eu não me pertenço.

Como disse Jesus ninguém pode servir a dois senhores e portanto, mesmo em nosso livre arbítrio é preciso entendermos que somos livres para fazer a Sua vontade e não nos deixarmos escravizar pelo mundo.


Pois assim como o mundo nos quer escravizar, nossa opção por ele, o mundo, ofende muito a Deus, muitas vezes nos conduz ao pecado, contra Deus e contra o próximo e nos afasta do caminho da retidão. O pecado é "pintado" como "belo" e isso envenena a nossa alma afastando a caridade e o amor ao próximo e recordemos: são ensinamentos de Jesus.

É fácil nos dedicarmos a assistir por 1 hora um programa de tv, ou ficarmos por esse mesmo tempo em frente ao computador, tablet ou smartphone. Ahh, como é fácil frequentar lugares com pessoas bonitas, de boa aparência, lugares chiques e agradáveis, viajar, ir a bosques e parques, tomar sorvete, correr, andar ou nadar na praia brincando com os amigos. Como a vida é boa e cheia de alegrias.

E tudo isso é verdade, mas também é verdade que não só existe alegria, mas também existe felicidade.

Na carta aos Filipenses 2,4 está escrito "tenha em vista os interesses dos outros" e em Atos dos Apóstolos 20,35 diz, "existe mais alegria em dar do que em receber". Isso não nos parece familiar? Se você querido leitor vê alguma semelhança com o AMOR acertou em cheio, pois quem ama se preocupa com o que é importante para o outro e se satisfaz vendo o bem do próximo. Outra semelhança? Verdade, assim fez e nos ensinou Jesus!

Portanto é preciso como diz São Paulo, sermos imitadores de Cristo. Precisamos ter um olhar como o olhar de Deus, que não faz distinção de pessoas.

Não digamos que estamos sem tempo agora, não olhemos para alguém que quer atravessar a rua com indiferença esperando que alguém vai ajudá-lo. Não esperemos que alguém ajude o idoso ou o cego em alguma travessia. Se ficarmos esperando que alguém faça algo, saibamos que alguém fará, mas saibamos também que o bem que poderíamos fazer e não o fizemos é um mal maior do que o próprio mal praticado. Jesus quando passou pela terra não negou ajuda a ninguém, não esperou que alguém fizesse, quem o procurou encontrou o que buscava.

Sejamos como Jesus e Maria, dos quais nunca se ouviu dizer que quem os procurou tenha ficado sem amparo. Nossos caminhos se cruzam e não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós. Nossas diferenças e nossos variados dons e virtudes nos foram dados por Deus da maneira como Lhe aprouve para que necessitássemos uns dos outros, para aprender a crescer espiritualmente e darmos valor às coisas que não passam.

fonte: Jefferson Roger

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