segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Salmo 126,3


Vede,os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas; nos recorda o salmo deste artigo. Um dom de Deus, muitos se esquecem que durante a celebração do sacramento do matrimônio assumem na presença de Deus, educa-los dentro da fé, dos mandamentos e do evangelho. Acabam por deixar de lado os cuidados devidos a esse presente recebido dos céus. Sim, um dom é uma dádiva, é um presente.
Pensemos num casal de namorados cujo rapaz para expressar seu amor pela amada resolve lhe presentear com flores, uma caixa de bombom e uma blusa muito bonita. Ao perguntar pouco tempo depois se ela gostou do presente recebe a seguinte resposta: As flores eu não gostava do cheiro então joguei fora, os bombons demorei para comer e acabaram estragando, então também joguei fora e a blusa não era bem a cor e o tipo que eu costumo usar, então dei para uma amiga.

Com certeza essas não eram as respostas que o namorado esperava ouvir. Afinal, ele procurou demonstrar o seu amor para com ela e a acolhida não foi bem entendida. Ela não entendeu que foi tudo por amor.

Assim muitos fazem para com Deus, não entendem que é por amor que recebemos os filhos, pensados por Deus, incluídos em seu projeto e nos agraciados por amor. Se como vimos no exemplo do casal de namorados ou como bem sabemos em tantos outros exemplos que muitos de nós podemos relatar no cotidiano de nossas vidas o que dizer quanto a Deus?

Se o namorado ficou triste e magoado pensemos como fica Deus diante de um amor não correspondido por nós? A tarefa de educar os filhos dentro dos princípios cristãos parece ao longo do tempo que tem se tornado um compromisso cada vez mais difícil. Um filho não é um fardo, mesmo não planejado. Planejar um filho significa desejá-lo e esse desejo se concretiza em espera. Espera em Deus, que se for de Sua Vontade esse dom receberemos. Mas lembremos, um filho que recebemos significa Deus nos dando a oportunidade de Amá-Lo de volta como nos recorda São João em sua carta, pois sabemos que um filho muda nossas vidas. Seja planejado ou não, ele muda nossas vidas. Olhemos pois para eles com o olhar dos céus.

E para bem instruí-los na fé católica muitas são as passagens que as sagradas escrituras possuem para nos conduzir por este caminho. E não só ao proceder dos pais, mas também dos filhos. Vamos ver algumas?

Eclesiástico 3,2 - Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos.

Eclesiástico 7,25 - Tens filhos? Educa-os, e curva-os à obediência desde a infância.

Eclesiástico 7,30 - Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes pensar as feridas

Deuteronômio 6,6-7 - Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração. Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares.

Colossenses 3,20-21 - Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados.

Efésios 6,1,4 - Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.

Como vimos caro leitor, com apenas algumas poucas passagens das sagradas escrituras já é possível perceber que os integrantes, pais e filhos, ou seja, a família, precisam colocar suas bases, seus alicerces sobre rocha sólida: Deus.

O catecismo da igreja católica em seu número 2221 e seguintes trata sobre os deveres dos pais. Para encerrar este artigo coloco aqui o que nos diz os números 2221 até 2223.

DEVERES DOS PAIS

A fecundidade do amor conjugal não se reduz só à procriação dos filhos, mas deve se estender à sua educação moral e à formação espiritual. O papel dos pais na educação é tão importante que é quase impossível substituí-los. O direito e do dever de educação são primordiais e inalienáveis para os pais.
Os pais devem considerar seus filhos como filhos de Deus e respeitá-los como pessoas humanas. Educar os filhos no cumprimento da Lei de Deus, mostrando-se eles mesmos obedientes à vontade do Pai dos Céus.
Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos. Dão testemunho desta responsabilidade em primeiro lugar pela criação de um lar no qual a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado são a regra. O lar é um lugar apropriado para a educação das virtudes. Esta requer a aprendizagem da abnegação, de um reto juízo, do domínio de si, condições de toda a liberdade verdadeira. Os pais ensinarão os filhos a subordinar "as dimensões físicas e instintivas às dimensões interiores e espirituais". Dar bom exemplo aos filhos é uma grave responsabilidade para os pais. Sabendo reconhecer diante deles seus próprios defeitos, ser-lhes-á mais fácil guiá-los e corrigi-los.

fonte: Jefferson Roger

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