sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Pecar contra o Espírito Santo


Mateus 12,31 - Por isso, eu vos digo: todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes será perdoada.

Portanto: Estão convenientemente assinaladas as seis espécies de pecado contra o Espírito Santo: o desespero, a presunção, a impenitência, a obstinação, a impugnação da verdade conhecida e a inveja da graça fraterna?

Na Suma Teológica, de São Tomás de Aquino, o doutor da igreja nos dirige algumas luzes sobre o pronunciamento de Jesus nos evangelhos sobre o pecado sem remissão nesta e na outra vida: o pecado contra o Espírito Santo.

Diz Agostinho, que os que desesperam do perdão dos pecados, ou os que, sem méritos, presumem da misericórdia de Deus, pecam contra o Espírito Santo. E ainda quem morre na obstinação do coração é réu de pecado contra o Espírito Santo. E noutra obra afirma que a impenitência é pecado contra o Espírito Santo. E noutra: lesar a um nosso irmão com olhos invejosos é pecado contra o Espírito Santo. E ainda quem despreza a verdade é maldoso para com os irmãos a quem a verdade foi revelada, ou ingrato para com Deus, cuja inspiração dirige a Igreja, pecam todos, assim, contra o Espírito Santo.

Tomado o pecado contra o Espírito Santo na acepção de Santo Agostinho, as seis espécies referidas estão convenientemente enumeradas; pois, distinguem-se umas das outras pela rejeição ou desprezo dos meios que podem livrar o homem de cair no pecado. E essas dependem do juízo divino, ou dos dons de Deus, ou ainda do próprio pecado.

Assim, o homem se livra de cair no pecado considerando no juízo divino, que aplica a justiça juntamente com a misericórdia. E isto pela esperança, fundada na consideração da misericórdia, que perdoa os pecados e premia as boas obras; ora, a esperança é eliminada pelo desespero. Depois, pelo temor, fundado na consideração da divina justiça, que pune os pecados, e que é totalmente eliminado pela presunção, que nos faz presumir podermos alcançar a glória, sem méritos e mesmo sem penitência.

Por outro lado, os dons de Deus, que perdemos pelo pecado, são dois. Um é o conhecimento da verdade, contrariado pela impugnação da verdade conhecida, pela qual negamos a verdade conhecida para pecarmos mais livremente. Outro é o auxílio da graça interior, contrariado pela inveja da graça fraterna, que nos leva a invejar não somente a pessoa de nosso irmão, mas ainda o aumento da graça de Deus, no mundo.

Quanto ao pecado, por fim, duas são as causas que podem dele livrar o homem. Uma é a desordem e a torpeza do ato, cuja consideração de ordinário leva o homem à penitência do pecado cometido. E isto é contrariado pela impenitência. Porém a impenitência aqui, não é tomada na mesma acepção de antes, como sendo a obstinação no pecado até a morte, pois nesse sentido não constituiria um pecado especial, mas uma circunstância do pecado. Mas é tomada no sentido de implicar o propósito de não se arrepender. Em segundo lugar, está a mesquinhesa e a brevidade do bem que, pelo pecado, buscamos, conforme aquilo da Escritura: Que fruto, pois, tivestes então naquelas causas, de que agora vos envergonhais? E essa consideração de ordinário leva o homem a não firmar a sua vontade no pecado. Mas ela fica eliminada pela obstinação, que o faz firmar o propósito, apegando-se ao pecado. E destas duas coisas fala a Escritura. Da primeira: Nenhum há que faça penitência do seu pecado, dizendo: Que fiz eu? Da segunda: Todos voltam para onde a sua paixão os leva, como um cavalo que corre a toda a brida para o combate.

Sendo assim, o pecado do desespero ou da presunção não consiste em não crermos na justiça ou na misericórdia de Deus, mas em desprezá-las.

O não querer obedecer é próprio da obstinação; a simulação da penitência, da impenitência: o cisma, do invejar a graça fraterna, que une os membros da Igreja.

E continua Santo Agostinho: Tão grande é a gravidade deste pecado que exclui a humildade que nos leva à súplica.

De tantos modos se considera irremissível o pecado contra o Espírito Santo. ­ Assim, se considerarmos como pecado contra o Espírito Santo a impenitência final, então é irremissível, porque não pode de nenhum modo ser perdoado. Pois, o pecado mortal em que o homem persevera até a morte, não sendo perdoado nesta vida, pela penitência, não o será também na futura.

Considerado pois, irremissível; não que não possa de nenhum modo ser perdoado, mas, porque, por natureza, não merece o perdão. E isto de dois modos. – Primeiro, quanto à pena. Pois, quem peca por ignorância ou fraqueza merece menor pena que quem peca por pura malícia, que não tem nenhuma desculpa por onde se lhe minore a pena. Semelhantemente, quem blasfema contra o Filho do homem, cuja divindade não reconhece, pode merecer uma certa desculpa, por causa da fraqueza da carne, que nele via. E, por isso, merece pena menor que quem blasfema contra a divindade mesma atribuindo ao diabo as obras do Espírito Santo; pois esse nenhuma desculpa tem para que lhe seja minorada a pena. Por isso, se diz, segundo a exposição de Crisóstomo que aos judeus não se lhes perdoou esse pecado, nem nesta vida nem na outra. Pois, nesta, sofreram, por ele, a pena que lhes infligiram os romanos; e na futura, a pena do inferno. Também Atanásio dá o exemplo dos antepassados deles que, primeiro, se opuseram a Moisés, por falta de água e de pão, o que o Senhor suportou pacientemente, pois tinham desculpa na fraqueza da carne. Mas depois pecaram mais gravemente, quase blasfemando contra o Espírito Santo, por atribuírem aos ídolos os benefícios de Deus, que os tirara do Egito, dizendo. Estes são, ó Israel, os teus deuses que te tiraram da terra do Egito. Por isso, o Senhor fez com que fossem punidos temporalmente, pois, foram quase vinte e três mil homens os que caíram mortos naquele dia. E além disso ameaçou-as da pena futura, dizendo: Eu, porém, no dia da vingança visitarei também este pecado deles.

De outro modo, podemos entender que esse pecado não merece perdão, por causa da culpa. Pois dizemos que uma doença é incurável, por natureza, quando exclui tudo o que poderia curá-la; por exemplo, quando priva da virtude da natureza ou produz a repulsa do alimento e do remédio; embora Deus possa curar tal doença. Assim também, considera-se irremissível, por natureza, o pecado contra o Espírito Santo, por excluir os meios que levam à remissão dos pecados. Mas isto não impede possa perdoá-lo e saná-lo a omnipotência e a misericórdia de Deus, que às vezes restitui a tais pecadores, quase miraculosamente, a saúde espiritual.

Pelo livre arbítrio, somos nesta vida, sempre convertíveis; contudo às vezes rejeitamos na medida em que nos é possível, os meios que poderiam converter-nos ao bem. Por onde, a esta luz, o pecado é irremissível, embora Deus possa perdoá-lo.


fonte: Suma Teológica
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Testemunho de um médico pagão


Olhando retrospectivamente para os meus 29 anos de médico, acho que o ano em que passei no hospital do câncer foi o mais difícil de todos. Toda quarta-feira e fim de semana, sem falta, eu cobria a unidade de terapia intensiva por 24 horas, como médico residente intermediário. Durante todo o tempo em que passei ali, não vi um único paciente sobreviver, embora não fosse por falta de tentativa. Nenhum sequer.

Todos tinham em comum o fato de a sua médula óssea ter sido suprimida pelas sessões de quimioterapia, o que tinha como consequência infecções generalizadas inevitavelmente fatais. UTI, ressuscitação completa com tubos, ventilação, terapia intravenosa, estimulantes cardíacos: era tudo em vão. Eles morrem porque, sem a médula óssea funcionando, perdem a resposta imune do seu organismo. Nenhuma quantidade de antibióticos consegue impedir que seus corpos sejam infestados por microorganismos.

Obviamente, eu atendia apenas os mais doentes de todos. A maior parte dos pacientes de quimioterapia não sofre complicações tão severas. Com a médula recuperada, o seu câncer regride ou é até mesmo curado.

Eu tinha me tornado médico para curar quando desse, dar alívio na maioria das vezes e confortar sempre, mas aquela contínua experiência de fracasso foi começando pouco a pouco a me deixar para baixo.

O fato de eu estar solteiro, sem amigos, morando sozinho e afogando minhas mágoas, toda noite livre, em um bar ao lado do hospital, só piorava a situação. Nunca me faltavam companheiros – da equipe do hospital, principalmente – com quem beber, rir e me divertir na hora do rush, antes de voltar para jantar, TV e cama. Meu coração batia, mas eu não estava vivo.

Espiritualmente, eu era um alegre pagão, um Baco vestido com um imundo jaleco branco e uma falsa auréola na cabeça. Mesmo tendo vivido uma profunda experiência religiosa dois anos antes, minha vida moral continuava pintada com vários tons de preto e minha cabeça estava cheia de ideias sem sentido de sincretismo e "nova era".

Outra noite, fiquei até mais tarde no bar, bebendo sozinho depois que meus amigos haviam saído. Eu estava meio bêbado e não havia por que ir para casa, quando, de repente, me sobreveio de não sei que lugar um forte sentimento de paranoia, literalmente assustador. Por um momento, aquele aconchegante bar no qual eu tomava alguns driques se tinha transformado em um antro de horrores. Era como se eu estivesse vendo pela primeira vez aquele lugar como ele realmente era: uma caverna suja repleta de alcoólatras caloteiros e derrotados, e ali estava eu, um membro completo do clube. Os que ali bebiam com frequência eram desconhecidos para mim, mas eu comecei a suspeitar más intenções de cada olhadela deles em minha direção. Senti-me tão sozinho. Comecei a ficar gelado e a suar, à procura de uma rota de fuga.

Um terrível sentimento de morte iminente invadiu a minha cabeça. Eu tinha certeza de que estava para conhecer o meu fim, ou por violência, ou por alguma doença repentina. Minha mente saltava de um lugar para outro considerando todas as possibilidades e, então, com grande claridade e certeza, eu sabia que tinha que confessar os meus pecados a um padre sem demora, ou estaria condenado eternamente. Como um jovem "na ativa" em uma grande cidade, o pecado não me era estranho, como se pode ver, mas, até aquele momento, eu nunca havia percebido os seus efeitos de morte sobre a minha alma.

Saí do bar como que perseguido por uma horda de demônios e fiz o caminho até a entrada do hospital, onde havia uma cabine telefônica. Eram cerca de 9 da noite e ainda estava claro. Eu não pertencia a nenhuma paróquia, para quem ligar? As páginas amarelas listavam as igrejas da cidade e um nome saltou diante dos meus olhos. Era uma igreja jesuíta. Lembrei-me de ouvir sobre o seu carisma missionário enquanto estudante de colégio católico. Com certeza eles poderiam me ajudar.

Disquei rapidamente e, em pânico, expliquei minha situação à atenciosa voz do outro lado da linha. Eu sabia que devia estar parecendo um completo desvairado. A voz me disse calmamente para eu ir ao seu encontro.

Pulei para dentro de um táxi e cheguei lá em dois tempos. Da rua principal, avistei a porta da frente e toquei a campainha. A tranquilidade e as sombras do lugar não ajudavam a minha ansiedade. Sentia-me naquela famosa cena de "O Exorcista".

Alguns minutos depois, apareceu um padre de meia idade, com os olhos pesados, vestido em uma roupa clerical já meio desgastada. Obviamente, eu tinha tirado o pobre homem da cama. Ríspido, ele deixou claro que tudo aquilo era muito fora do comum, mas eu implorei tanto que ele escutasse a minha confissão que, vendo o quão perturbado eu me encontrava, ele misericordiosamente assentiu.

Eu estava bem fora de prática. Eram, afinal, dez anos sem me confessar. O padre me ajudou e, com lágrimas, consegui acusar os meus pecados. Recordei o Ato de Contrição da minha infância e, com as palavras finais da absolvição e de olhos fechados, todo meu pavor foi embora, completamente. Nunca tinha ficado tão agradecido como naquele momento. Pedi desculpas pela invasão e deixei aquela casa em paz.

Um coração consideravelmente mais iluminado observava a velha cidade escura, enquanto eu pulava as poças de água para pegar o ônibus para casa. Nada à minha volta tinha mudado, mas eu sim, eu estava reconciliado. Percebi que apenas os meus próprios pecados podiam realmente me fazer mal. Se eu pudesse cortar todas as amarras que me prendiam a eles, perderia também o meu medo da morte, para sempre e de uma vez por todas. Eu estava finalmente de volta ao aprisco e, agora, deveria dar o meu melhor para ficar aqui.

Tive ainda que encontrar uma paróquia para ser minha casa espiritual e reestabelecer o hábito de ir à Missa regularmente. Levaria alguns anos até que eu novamente me sentisse parte de uma comunidade paroquial, como a que eu tinha em minha juventude. O casamento e os filhos ajudaram a acelerar esse processo.

Voltei à rotina do hospital. Aqueles pobres pacientes continuavam a morrer, mas, agora, eu rezava por suas almas, pedindo que recebessem o presente que eu tinha recebido, que a luz perpétua os iluminasse.

Pacientes de câncer estão bem conscientes de que foram invadidos por uma força hostil que intenta a sua aniquilação. Católicos veem os pecados mortais sob essa mesma luz: eles são um tumor letal, uma sentença de morte para a alma, separando-a para sempre de Deus, que é seu único verdadeiro repouso e morada. Todo o Evangelho não trata senão da morte dessa "sentença de morte", alcançada pelo único sacrifício de Cristo por todos na Cruz.

O pior câncer imaginável pode em teoria ser curado por uma dose totalmente ablativa de radiação, enviada a todo o corpo. Isso mata não apenas as células cancerígenas – para onde quer que elas se tenham espalhado –, mas também a médula óssea, fonte vital de imunidade. Sem um transplante de medula, o paciente irá morrer rapidamente mesmo com a mais inofensiva infecção, como uma gripe comum. A médula doada deve ser totalmente compatível, ou há um risco de que ela comece a atacar os próprios tecidos do paciente.

O transplante que Jesus nos dá na Eucaristia é perfeitamente compatível e revivificador para a alma humana, já que Cristo é o doador universal. Mas esse transplante só "funciona" com segurança na alma que foi perdoada do pecado grave pelas terapias ablativas e purificadoras do Batismo e da Reconciliação, que iluminam a alma com a graça santificante.

Quanto mais distante as ovelhas, mais aguçados os ouvidos do Bom Pastor. Se algumas vezes parece que as nossas orações não estão sendo atendidas, deve ser porque nosso Senhor está ocupado lidando com aquelas em maior perigo. A paciência é sempre vital para nós, que somos Seus pacientes.

É quando somos levados por nossas escolhas ou pelas circunstâncias ao nosso ponto mais baixo e nos encontramos desamparados, que a graça de Deus pode intervir ao máximo. Quando somos fracos, Ele é o mais forte. Deus é gentil e educado e nunca faz violência contra nós – até mesmo o divino médico exige o nosso consentimento. Mas Ele nunca fracassa em salvar-nos de nossa aflição, se permitirmos que Ele aja.

Mais de 20 anos depois, agora eu posso ver como Deus resgatou minha alma doente e entorpecida de um destino literalmente pior que a morte. Sem a sombria epifania que eu experimentei naquele bar, e aquilo a que ela me levou, só Deus sabe onde eu estaria agora.


fonte: adaptado de padrepauloricardo.org/blog
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O catecismo


VEMOS HOJE muita gente bem intencionada que parece encontrar problemas para entender o que vem a ser, exatamente, o Catecismo da Igreja Católica. Para grande parcela da população católica, dizer “Catecismo” pode ser uma referência às enfadonhas "aulinhas" que tiveram, quando crianças, que na maior parte das vezes consistiam de atividades que não lhes deixaram marcas: brincar, colorir, desenhar. Para os que têm uma participação mais ativa na vida eclesial, a referência é ao Catecismo do Papa João Paulo II. Raros são os católicos que vão além disto, e raros também são aqueles que percebem o que realmente vem a ser o Catecismo.

Muitos catecismos já foram escritos. O primeiro deles, provavelmente, é o livro conhecido como Didaquê. O Catecismo de João Paulo II é apenas o mais recente. O objetivo de todos os catecismos, todavia, é o mesmo: a apresentação sucinta e ordenada das verdades de Fé em que o cristão deve crer.

Cada catecismo foi escrito tendo um público determinado em mente, enfatizando mais este ou aquele aspecto da Fé, procurando sanar os erros mais comuns de seu tempo. Tradicionalmente, os Catecismos podem ser de três tipos: o Primeiro Catecismo, contendo uma apresentação extremamente abreviada dos pontos principais da Fé, frequentemente em forma de perguntas e respostas a memorizar. O objetivo deste tipo de Catecismo é a utilização em aulas de preparação para a Primeira Comunhão. Há quem diga que não seria pedagogicamente aconselhável usar esse tipo de memorização; esta não é a nossa opinião: se por um lado a memorização sozinha pode não servir para muita coisa, por outro, quando auxiliada por explicações claras e precisas pode perfeitamente servir para que os pontos mais fundamentais e necessários sejam memorizados e fiquem, por assim dizer, “disponíveis” na mente da pessoa para que possam ser trazidos à memória (e à consciência) quando se fizer necessário, ao contrário de cantorias, joguinhos e pinturas a lápis de cor.

Uma historieta que ouvi outro dia mostra bem essa função da memorização: contou-me um sacerdote que estivera recentemente à beira da cama de um moribundo, e sua filha, chorando, murmurava contra o que ela concebia como injustiça: a morte próxima do pai. Repetia que não podia ser para "aquilo" que o pai tinha vindo ao mundo, para sofrer daquela maneira, e afirmava que Deus estaria sendo injusto. O padre perguntou-lhe então “para que havia sido criado o homem?”, e a moça de pronto respondeu, como havia memorizado muitos anos antes: “o homem foi criado para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo, e depois gozá-lo para sempre no outro mundo”. Atônita, ela mesma se deu conta das palavras que havia pronunciado, e percebeu a resposta divina de esperança que, em sua dor, até então vinha se negando a perceber.

O segundo tipo é o Segundo Catecismo, muitas vezes ainda em perguntas e respostas, porém mais aprofundado, destinado ao estudo de crianças mais velhas e adolescentes.

O terceiro tipo, o Terceiro Catecismo, em que se enquadra o Catecismo de João Paulo II, é um livro que contém um resumo um pouco mais aprofundado e explicado das verdades essenciais da Fé cristã, apresentando as mesmas verdades eternas ao público de um determinado tempo e de uma determinada ocasião.

O Catecismo de João Paulo II foi concebido como uma maneira de ajudar a refrear as muitas falsas interpretações do Concílio Vaticano II, que se haviam espalhado pelo mundo para a confusão dos fiéis. Para que se tenha uma ideia, na Holanda chegou a ser publicado um falso “catecismo” que negava as verdades mais básicas da Fé, apoiando-se em falsas interpretações dos textos do Concílio, – ou melhor, naquele famigerado e fictício “espírito do Concílio" ao qual os adeptos da herética "'teologia' da libertação" tanto recorrem em seus erros. – À época, o Papa Paulo VI mandou que este livro fosse corrigido, mas isso nunca foi feito.

Procurando, assim, mostrar que o Concílio Vaticano II visava o aprofundamento, não a negação nem a modificação, da Fé da Igreja, o Papa João Paulo II lançou o mais recente Catecismo, que procura apresentar a mesma Fé de sempre de uma forma mais atual, visando a eliminação dos erros do tempo presente. A parte mais rica deste Catecismo é a sua apresentação do que é negado pelas escolas de pensamento mais recentes: a cristologia ortodoxa, ou seja, o conhecimento da humanidade e divindade de Nosso Senhor, e a antropologia teológica, ou seja, a percepção verdadeira de quem é o homem.

Se no Brasil, felizmente, os erros europeus não tiveram grande alcance, os nossos problemas vêm mais das influências nefandas do espiritismo e do protestantismo pentecostal e neopentecostal. Para esclarecer às pessoas cuja antropologia teológica foi contaminada por tais erros é bastante útil, ainda que não seja voltado especificamente para tal.

Para os erros decorrentes especificamente da contaminação protestante, contudo, parece-nos mais eficaz empregar o Catecismo dito Romano, promulgado por São Pio V e escrito por São Carlos Borromeu após o Concílio de Trento. Este Concílio foi convocado para fornecer à Igreja definições e modos de agir quanto à então nascente heresia protestante. Assim, as partes deste Catecismo que dizem respeito à Sacramentologia, ao culto dos Santos e outras verdades de Fé negadas pelo protestantismo são extremamente úteis para o cristão brasileiro.


fonte: o fiel católico
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Não podemos contradizer Jesus


Roma, 16 Out. 15 / 01:10 pm (ACI).- O Arcebispo de Caracas (Venezuela), Cardeal Jorge Urosa, encorajou os padres sinodais participantes do Sínodo sobre a Família, que acontece durante estes dias no Vaticano, a fim de que não esqueçam os ensinamentos de Jesus e da Igreja ao discutirem acerca da possibilidade de que os divorciados em nova união possam receber o Sacramento da Comunhão.

Em sua intervenção no Sínodo, cujo texto completo foi remetido ao Grupo ACI, o Cardeal venezuelano destacou que “todos estamos animados pelo melhor desejo de encontrar uma solução à essa dolorosa situação”, e destacou que “devemos fazê-lo com o espírito do bom pastor e da verdade que nos liberta”.

O Arcebispo de Caracas refletiu em torno da proposta “da aceitação à mesa da Eucaristia – mediante algumas condições, entre elas um caminho penitencial –, dos divorciados em nova união, mas mantendo a convivência conjugal”.

“Em espírito de misericórdia evangélica, acho que o caminho penitencial deve concluir na conversão, no propósito de emenda e de viver em continência, como ensina com outras palavras São João Paulo II na Familiaris Consortio”, assinalou.

O Cardeal questionou se as palavras do Senhor no Evangelho, os ensinamentos de São João Paulo II, do Papa Emérito Bento XVI e inclusive do Catecismo podem ser esquecidas, a fim de favorecer a comunhão aos divorciados em nova união.

“A misericórdia convida o pecador e transforma em perdão quando este se arrepende e muda de vida. O filho pródigo foi recebido pelo seu pai com um abraço, somente quando voltou para a sua casa”, assinalou.

O Arcebispo venezuelano sublinhou que “o Sínodo deverá indicar linhas de ação que fortaleçam o matrimônio, fazendo com que este seja mais atrativo aos jovens e permaneça vivo no coração dos cônjuges através do tempo”.

Confira a seguir o texto completo da intervenção do Arcebispo de Caracas, Cardeal Jorge Urosa, no Sínodo sobre a Família:

A proposta do acesso à Eucaristia dos divorciados em nova união

Refiro-me aos N. 121,122 e 123 do Instrumentum Laboris nos quais consideram a proposta da aceitação à mesa da Eucaristia – mediante algumas condiciones, entre elas um caminho penitencial –, dos divorciados em nova união, mas mantendo a convivência conjugal.

Todos estamos animados pelo melhor desejo de encontrar uma solução a essa dolorosa situação. E devemos fazê-lo com o espírito do Bom Pastor e a verdade que nos libera. Em espírito de misericórdia evangélica, penso que o caminho penitencial deve concluir na conversão e o propósito da emenda e de viver em continência, como o ensina com outras palavras São João Paulo II na Familiaris Consortio 84.

Eu me pergunto: Podemos esquecer as palavras do Senhor no Evangelho (Mt 19), assim como o ensinamento de São Paulo (Rm 7,2-3; 1Co 7,10; Ef 5,31) e da Igreja ao longo dos séculos? Podemos descartar os ensinamentos de São João Paulo II em sua Exortação Familiaris Consortio de 1981? Este documento, publicado um ano depois do Sínodo sobre a família de 1980, seriamente pensado e consultado pelo Papa ao longo de muitos meses de estudos e reflexão, em comunicação com peritos de várias disciplinas teológicas, claramente descarta essa possibilidade (FC 84).

Temos também os ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica de 1992 com a doutrina tradicional sobre as condições para acessar à Santa Comunhão e os ensinamentos da Igreja sobre a moral sexual (1). E a Carta da Congregação para a Doutrina da Fé do dia 14 de setembro de 1994, escrita especificamente sobre este tema? Podemos esquecer o documento da Quinta Conferência dos Bispos Latino-americanos e do Caribe em Aparecida, que nos pede: “Acompanhar com cuidado, prudência e amor compassivo, seguindo as orientações do magistério, os casais que vivem em situação irregular, tendo presente que os divorciados em nova união, não é permitido que comunguem” (N. 437 j).

Podemos contradizer esses ensinamentos? Podemos esquecer a afirmação muito recente do Papa Bento XVI em sua Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis de 2007 sobre a Eucaristia, que reitera a práxis da Igreja, fundada na Sagrada Escritura (Cf. Mc 10, 2-12) de não admitir os sacramentos aos divorciados em nova união, porque seu estado e sua condição de vida contradizem objetivamente essa união de amor entre Cristo e a Igreja a qual se atualiza na Eucaristia. (N. 29)?

Unida a Cristo, que venceu ao mundo (Cf. Jo 16,33), a Igreja é chamada a manter o esplendor da verdade ainda em situações difíceis. A misericórdia convida ao pecador e transforma em perdão quando este se arrepende e muda de vida. O filho pródigo foi recebido pelo seu pai com um abraço, somente quando voltou para a sua casa.

Sem dúvida, este Sínodo, à luz da verdade revelada e com olhos de misericórdia, é chamado a refletir com grande clareza o ensinamento do Evangelho e da Igreja através dos séculos sobre a natureza e dignidade do matrimônio cristão, sobre a grandeza da Eucaristia e a necessidade de estar em condições de união com Deus para acessar à Sagrada Comunhão; sobre a necessidade da penitência, do arrependimento e do firme propósito de emenda para que o pecador arrependido possa receber o perdão divino; e sobre a solidez e continuidade da verdade tão dogmática como moral do Magistério Ordinário e Extraordinário da Igreja. Igualmente, proporcionará luzes inspiradas na misericórdia que ajudem mais efetivamente a quem se encontra em situações irregulares a fim de que aliviem seu sofrimento moral, e vivam de melhor maneira sua fé católica.

E além disso, o Sínodo deverá indicar linhas de ação que fortaleçam o matrimônio, fazendo com que este seja mais atrativo aos jovens e permaneça vivo no coração dos cônjuges através do tempo. Desta maneira contribuirá ao Papa Francisco elementos muito importantes para promover uma intensa evangelização da família e uma revalorização do sacramento do matrimônio.

(1) “Se os divorciados se casaram novamente no civil, ficam em uma situação que contradiz objetivamente a lei de Deus. Pelo qual não poderão acessar a comunhão eucarística enquanto persista esta situação, e pela mesma razão não podem exercer certas responsabilidades eclesiásticas. A reconciliação mediante o sacramento da penitência não pode ser concedida mais que aqueles que se arrependam de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e que se comprometam a viverem em total continência” (1650).


fonte: acidigital
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Ex-maçom convertido ao catolicismo


MADRI, 04 Mai. 15 / 07:14 pm (ACI).- Serge Abad-Gallardo foi membro da maçonaria durante mais de 25 anos, chegou a ser mestre de 14º grau. Depois de uma peregrinação ao Santuário de Lourdes tudo mudou e começou seu caminho de conversão, que logo o levou a escrever um livro. Na entrevista ao grupo ACI ele explica também a relação que existe entre o demônio e a organização.

“Fiz parte da maçonaria e pensei que tinha que escrevê-lo primeiro para me entender mais e depois para contar às pessoas. Cada pessoa tem a liberdade para fazer o que ela quiser, mas na maçonaria não se fala francamente”, relata o autor do livro “Por que deixei de ser maçom”, editado apenas em espanhol.

“Através do meu livro quero demonstrar que o catolicismo e a maçonaria não podem ser praticados juntos”, explica o ex-maçom.

Serge é arquiteto e entrou na loja maçônica através um amigo, tentando encontrar nela as respostas às perguntas mais profundas do homem.

“Eu não pensava deixar a maçonaria. Tive alguns problemas sérios na minha vida e me perguntava qual a resposta que a maçonaria poderia me dar a esses problemas, porém não encontrei nenhuma resposta. Entretanto no caminho com Cristo sim as encontrei”, afirmou.

Abad-Gallardo contou que o caminho para deixar a Maçonaria foi difícil: “durante um ano ou ano e meio estava convencido que tinha encontrado a fé e não sabia se deveria permanecer na maçonaria, esse podia ser um lugar onde falaria aos maçons do Evangelho. Mas conversando com um sacerdote, ele me explicou que não adianta tentar falar-lhes da Palavra de Deus, porque eles não estavam dispostos a escutar”.

Após os repetidos comentários anticlericais de vários altos graus da Maçonaria, Serge não podia ficar calado e defendia a Igreja. Além das críticas à Igreja e ao Papa descobriu que no ritual do início do ano maçônico "se dava glória a Lúcifer". “Eles não dizem que se trata do diabo, mas usam a etimologia da palavra e dizem que é ‘o portador de luz’”, explica o espanhol ao grupo ACI.

Algo parecido também ocorreu quando viu que entre os altos graus da maçonaria elogiam a serpente do livro do Gênesis, a mesma que tentou a Adão e Eva cometerem o pecado original. “Dizem que a serpente trouxe a luz e o conhecimento que Deus não queria conceder ao homem. Isto é uma perversão muito grave”, declara.

Conforme afirma Serge: “entre a maçonaria e o demônio há uma relação, mas não é tão direta. A maioria dos maçons não percebem a influência do demônio nos rituais maçônicos. Eles pensam, com a melhor das intenções, que estão trabalhando pela 'Felicidade da Humanidade' ou pelo 'Progresso da Humanidade', isto é, “não existe um culto abertamente ao diabo, mas elogiam com palavras e devemos perceber, o quanto é perigoso para um católico estar dentro de uma sociedade assim”.

O ex-maçom relata: "embora poucos mações saibam claramente da relação que a maçonaria tem com o demônio, cumprem estes ritos sabendo perfeitamente o que estão fazendo. Mas, segundo minha experiência, a maioria deles não percebem", "não devemos esquecer que o demônio é o 'pai da mentira'".

Conforme explica, esta relação indireta com o demônio se manifesta de muitas maneiras, mas todas confluem em afastar as pessoas que entram na maçonaria da fé e especialmente da Igreja Católica. "A maçonaria tenta convencer que a fé e a Igreja são superstições e obscurantismo", recordou Serge.

Nesse sentido Serge Abad-Gallardo também explica: "o ritual maçônico influi na mente, no subconsciente e na alma das pessoas. O maçom olha para os símbolos e os rituais maçônicos como fossem verdades profundas e esotéricas".

Apesar de que "na maçonaria não existam ritos diretamente satânicos, estas cerimônias constituem uma porta de entrada para o demônio".

Uma das palavras secretas e sagradas dos mestres maçons, conforme explica Serge, é “Tubalcaïn”, traduzida como “descendente direto de Caim”. "Já sabemos o que ele, Caim, fez. Ele foi inspirado pelo demônio a matar o seu irmão por ciúmes e ele é o modelo para os mestres maçons", afirma Serge.

"Os rituais não mudaram, somente tiveram pequenas mudanças. De fato, nos Altos Graus, é onde se encontra as referências mais esotéricas e ocultas, por volta do ano 1800, 70 anos depois que nasceu a Maçonaria em 1717”.

Nessa relação entre a maçonaria e o satanismo, Serge indica ao grupo ACI: "a maioria dos maçons estão iludidos por palavras altruístas e mentirosas e por isso não percebem a relação entre ambos".

De fato, explica que numa das tábuas maçônicas, isto é, um trabalho escrito e apresentado por um maçom, é explicado que "quem fundou o satanismo moderno foi o americano Anton Szantor Lavey, um irmão (maçom) que fundou em 1966 a Igreja de Satanás que atualmente é a principal organização satânica e de modelo para as demais".

"A maçonaria afasta de Cristo. Porque embora fale-se sobre Jesus Cristo no 18º grau dos Altos Graus maçônicos, não há nada a ver com o Jesus Cristo da Igreja Católica, pois o mencionam como um sábio ou filósofo qualquer", insiste.

"Existem maçons que vão ainda mais longe nesta blasfêmia, pois excluem a divindade a Cristo e dizem que ele foi o primeiro maçom, um homem iniciado. Explicam que José e Jesus foram carpinteiros. E que a palavra 'carpinteiro' é a etimologia da palavra 'arquiteto' e todos os maçons, especialmente nos Altos Graus são Grandes Arquitetos", afirmou Serge.

Fazendo menção ao tema: "na maçonaria acreditam no 'Grande arquiteto do Universo', querem que acreditemos que este é o mesmo Deus do catolicismo, mas não é verdade. Às vezes conseguem enganar os católicos dizendo que ser maçom e ser católico é compatível por esta referência a Cristo".

Há dois anos Serge largou totalmente a maçonaria, mas afirma que o controle que esta organização tem sobre a sociedade francesa é crescente. “No meu primeiro trabalho o prefeito era maçom, mas ninguém sabia, o diretor do seu gabinete, o encarregado de urbanismo e eu também éramos maçons, e outros dois arquitetos da prefeitura onde trabalhava”, recorda.

“Quando tentaram aprovar a última lei sobre a eutanásia, há um parágrafo que faz menção à ‘sedação profunda’ que é a mesma expressão que aparece numa tábua maçônica de 2004, onde mencionam este tema. Quer dizer, que as leis atuais na França estão sendo feitas nas lojas maçônicas, dez ou quinze anos antes de serem votadas”, conta ao grupo ACI.

Nesse sentido afirma que “na maçonaria não existe fraternidade, nem amizade, porque tudo são redes. Todos ambicionam o poder político, social e econômico”.


fonte: www.acidigital.com
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A palavra Amém


“Amém” é uma palavra cujo uso na língua hebraica é muito antigo. Do ponto de vista etimológico, “amém” deriva do verbo “aman”, usado para reforçar ou confirmar algo. Basicamente, significa “que conste”, “em verdade”.

Esta palavra não tem equivalência exata nas línguas ocidentais. O seu significado tem de ser entendido como uma resposta de confirmação a algo que é considerado firme, estável, imutável. É por isto que a tradição judaico-cristã manteve esta palavra inalterada, sem traduzi-la: qualquer tradução empobreceria o sentido original da palavra, que, em sentido estrito, só pode ser dita em referência a Deus.

Estendido ao cristianismo, o termo “amém” é muito usado na Bíblia para afirmar que algo “tem de ser”. A palavra é também uma das aclamações litúrgicas mais frequentes como fórmula para encerrar as orações, significando “assim seja”.

Pronunciar a palavra “amém” é proclamar que se tem por verdadeiro o que acaba de ser dito, com o objetivo de ratificar uma proposição ou unir-se a ela. No âmbito do culto religioso, significa que a assembleia “está de acordo” com o que é celebrado e afirmado.

A expressão é usada pelo próprio Jesus nos evangelhos para iniciar um discurso, dando-lhe a conotação de solidez e contundência. É por isso que Jesus diz: “Em verdade, em verdade vos digo”.


fonte: misericordia.org.br/formacoes
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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Motivos para participar da Santa Missa


Por São Leonardo de Porto Maurício

1- Na hora da morte, as Santas Missas que tiverdes ouvido devotamente serão vossa maior consolação.

2- Deus vos perdoa todos os pecados veniais que estais determinados a evitar.

3- Ele vos perdoa os vossos pecados desconhecidos (esquecidos) que jamais confessareis.

4- O poder de satanás sobre vós é diminuído.

5- Cada Missa irá convosco ao Julgamento e implorará por perdão para vós.

6- A cada Missa tendes diminuída a punição temporal devida a vossos pecados, mais ou menos, de acordo com vosso fervor.

7- Assistindo devotamente à Santa Missa, rendeis a maior homenagem possível à Sagrada Humanidade de Nosso Senhor.

8- Através do Santo Sacrifício, Nosso Senhor Jesus Cristo repara por muitas de vossas negligências e omissões.

9- Ouvindo piedosamente a Santa Missa, ofereceis às Almas do Purgatório o maior alívio possível.

10- Uma Santa Missa ouvida durante vossa vida será de maior benefício a vós do que muitas ouvidas por vós após vossa morte.

11- Através da Santa Missa, sois preservados de muitos perigos e infortúnios, que de outra forma cairiam sobre vós.

12- Vós encurtais vosso Purgatório a cada Missa.

13- Durante a Santa Missa, vós ajoelhais entre uma multidão de santos Anjos, que estão presentes ao Adorável Sacrifício com reverente temor.

14- Pela Santa Missa sois abençoados em vossos bens e empreendimentos temporais.

15- Quando ouvis a Santa Missa devotamente, oferecendo-a ao Deus Todo-Poderoso em honra de qualquer Santo ou Anjo em particular, agradecendo a Deus pelos favores dispensados nele, vós conseguis para aquele Santo ou Anjo um novo grau de honra, alegria e felicidade, e dirigis seu amor e proteção especiais dele para vós.

16- Toda vez que assistis a Santa Missa, entre outras intenções, deveis oferecê-la em honra do Santo do dia.


fonte: o fiel catolico
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NÃO ao aborto


Aos cidadãos que não querem o aborto legalizado em nosso país

O deputado Evandro Gussi, do PV de São Paulo, apresentou um Projeto de Lei que está para ser votado nesta quarta, dia 21/10 , na Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara. Após ser votado ali, segue para o Plenário, para ter a votação final e tornar-se lei. Este projeto é um golpe contra a tentativa de legalizar o aborto no Brasil.

Entenda o caso:

Em 2013 a Presidente Dilma assinou a lei 12845 que, de maneira sorrateira, começa a introduzir o aborto no SUS, ao definir que basta uma palavra, sem comprovação alguma, dizendo que certa gravidez seja produto de uma relação sexual não consentida, para que uma “profilaxia da gravidez” (aborto) seja feita (o Estado legalizando o crime e pagando com os nossos impostos).

Foi apresentando então, no mesmo ano, o Projeto 5.069, com o intuito de barrar esta legalização do aborto. Agora, o mesmo Relator, reapresentou o Projeto, com algumas especificações que o melhoram (por isso recebe o nome de substituto), que de forma ainda mais contundente impede a banalização do crime do aborto.

Com este novo Projeto haverá a necessidade de comprovar o que foi dito, ou seja, se houve mesmo um estupro. O projeto também criminaliza o anúncio e a venda de substâncias destinada a provocar aborto, assim como orientar gestantes sobre como praticar o aborto. O Projeto não visa limitar o atendimento das mulheres, mas sim impedir a banalização do aborto.

A pressão contra o projeto, movida pelas ONGs financiadas pelas Fundações Internacionais que promovem o aborto é gigantesca, por isso temos que agir em favor deste projeto.

O que fazer?

Clique aqui e assine e passe para seus contatos esta petição que pede a aprovação deste projeto de lei contra a legalização do aborto

fonte: Associação Pró-Vida Curitiba
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Por que esperar?


POR QUE ESPERAR PELO AMANHÃ? Você está disposto a dar o melhor para seus filhos?

Desde o momento do anúncio de uma gravidez, os pais sempre ficam preocupados em dar o melhor para seus filhos, para que no momento de seus nascimentos esteja tudo pronto com o maior conforto possível.

São roupinhas…
bercinho…
enxoval…
objetos de decoração aqui e ali…

Agora, será que os pais realmente estão pensando em tudo?

Boa parte dos pais não se preocupa em dar esse precioso presente para os filhos logo que nascem. Muitas vezes isso acontece quando a criança já está crescida e já passou por diversas situações que poderia ter sido privada.

Existem também os pais que não dão esse presente por achar desnecessário e deixa para o filho decidir quando crescer se ele vai querer ou não.

Esse presente especial e abençoado nada mais é do que o…

BATISMO


Exatamente isso, o Batismo é o principal presente que seu filho pode ganhar logo após seu nascimento.
E você sabe por quê?

Veja o que São Justino Mártir diz:

” A este batismo dá-se também o nome de “iluminação”, porque os iniciados nesta doutrina são iluminados na sua capacidade de compreender as coisas…

… Mas a purificação daquele que é iluminado, faz-se em nome de Jesus Cristo, crucificado sob Pôncio Pilatos, e em nome do Espírito Santo que, pelos profetas predisse tudo quanto dizia respeito a Jesus.”
O Próprio Catecismo da Igreja Católica diz algo importante a respeito do Batismo:

“Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo…a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados”.
Como viu, o Batismo é o Sacramento mais importante, pois é a porta para a vida do cristão.

No dia 20 de outubro de 1980, o Papa João Paulo II publicou uma instrução justamente sobre o batismo de crianças. Veja o que ele diz:

“É preciso providenciar garantias para que este dom possa desenvolver-se mediante uma verdadeira educação da fé e da vida cristã, de modo que o sacramento alcance sua ‘verdade’ total.

Estas garantias normalmente são proporcionadas pelos pais ou por parentes, ainda que sejam possíveis diversos modos de supri-las na comunidade cristã.”

Agora que você viu a importância do Batismo para as crianças, sabe que a Igreja é mãe e mestra e quer proporcionar o melhor para seus filhos.

Para nós, católicos, o Batismo é o remédio, a porta de salvação.

Agora que você sabe um pouco mais sobre esse assunto tão importante, avise seus amigos para batizarem seus filhos o quanto antes, se eles ainda não o fizeram.

Além de um presente abençoado, esta é uma forma de mostrar ao mundo que essa data não é somente uma ocasião de presentes e lembrancinhas…

… Mas sim o começo da vida espiritual junto de Deus.


fonte: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus
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Nossa Senhora nos recorda


“EM OUTUBRO FAREI O MILAGRE, para que todos acreditem”, disse Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, em 13 de setembro. O “Milagre do Sol” – como ficou conhecido o evento sobrenatural que se deu na Cova da Íria, um mês depois – transformou o que era uma mera "revelação privada" em um autêntico apelo de Cristo à Sua Igreja. Não só o conteúdo da mensagem de Fátima dizia respeito à Igreja do mundo inteiro (afinal, quem está dispensado de rezar o Rosário ou fazer penitência pela conversão dos pecadores?), como a sua própria comprovação se deu publicamente, de maneira extraordinária: no dia 13 de outubro de 1917, “o sol dançou” diante de mais de 70 mil pessoas, homens e mulheres, pobres e abastados, sábios e ignorantes, crentes e descrentes.

No dizer de um eminente professor de ciências de Coimbra, o que aconteceu naquele dia foi que o sol "girou sobre si mesmo num rodopio louco". "Houve também mudanças de cor na atmosfera" e, por fim, "o sol, girando loucamente, parecia de repente soltar-se do firmamento e, vermelho como o sangue, avançar ameaçadamente sobre a terra como se fosse para nos esmagar com o seu peso enorme e abrasador". O parecer do Dr. José Maria de Almeida Garrett se conclui com uma perplexidade: "Tenho que declarar que nunca, antes ou depois de 13 de Outubro, observei semelhante fenómeno solar ou atmosférico".

Para o povo mais simples, o milagre se resume em bem menos palavras. Simplesmente, "o sol dançou". Mais do que descrever fisicamente o fenômeno, o que interessava à maioria das pessoas era o que não se podia ver, mas que ficara patente por aquela portentosa obra que eles tinham diante dos olhos: Nossa Senhora verdadeiramente apareceu a três humildes pastorinhos em Fátima.

A Lúcia, Jacinta e Francisco, de fato, mais do que ver o físico e pressentir o espiritual, foi dada uma visão bem mais abrangente da realidade: a Virgem,

"Abrindo as mãos, fê-las reflectir no sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projectar-se no sol. (...) Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul".

Na última aparição da Virgem de Fátima, portanto, brilha aos videntes a imagem da Sagrada Família de Nazaré. Esse fato pode indicar – juntamente com uma recém-revelada carta da Irmã Lúcia ao Cardeal Carlo Caffarra – que, realmente, "o confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio". Quando o caminho ordinário de santificação da humanidade, que é o casamento, se encontra obstruído pela produção desenfreada da pornografia e pela popularização dos "pecados da carne" – os quais constituem, segundo resposta da Virgem à pequena Jacinta, a classe de pecados que mais ofende a Deus –, o resultado só pode ser uma perda incalculável de almas (realidade a que a Mãe de Deus já tinha aludido, quando deu às mesmas crianças a visão do inferno).

Tal cenário desolador já tinha começado a delinear-se em Portugal, com a aprovação da lei do divórcio, em 1910, e a separação entre Estado e Igreja, em 1911. Compreensível, pois, que, soado o alarme, Nossa Senhora descesse do Céu para renovar à humanidade o apelo divino à conversão e à penitência.

Naquele 13 de outubro, em particular, a Virgem Santíssima tinha um pedido em especial, que ficaria gravado no coração dos pastorinhos. "Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido", ela dizia. Antes da agitação que se seguiria ao Milagre do Sol, é esta a mensagem que porta aos homens a toda santa Mãe de Deus: que os homens parem de pecar e ofender a Deus.

A observadores mundanos, tal recado – combinado com a ameaça de um severo castigo – poderia parecer "arcaico" ou mesmo "irrealista" para o homem moderno. – Um "espírito" que vem dos céus para falar de "pecado"? Em que século a autora dessas aparições acha que estamos? – Pois bem, é justamente no século XX que Nossa Senhora aparece, e é a mesma mensagem de dois mil anos atrás que ela carrega consigo: "Fazei tudo o que Ele vos disser" ( Jo 2, 5).

Se, por um lado, os tempos mudaram, o ser humano continua o mesmo e os perigos que rondavam a humanidade na época de Cristo não mudaram. Para ser católico e seguir Jesus, nada tão básico quanto o apelo de Fátima: "Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor". Ali, o Milagre do Sol não existia apenas para confirmar a aparição de Maria, mas para realizar um outro milagre, muito maior e mais extraordinário que qualquer outro prodígio: a justificação das almas, a conversão dos pecadores. "Para que todos acreditem" em Jesus e, acreditando, tenham a vida eterna. Para que, de inimigos de Deus e habitantes do inferno, os homens se transformem em amigos de Deus e herdeiros do Céu. Para que se diga, enfim, desta civilização pagã e ateia, o que foi dito dos primeiros convertidos à fé: "Onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rm 5, 20).


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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A realidade do purgatório


A realidade do purgatório já confirmada pela doutrina e pelo magistério da igreja, ao contrário do que muitos pensam, tem origem bíblica. São várias as passagens em toda a sagrada escritura que comprovam essa realidade, tanto no antigo testamento, quanto no novo testamento. Por isso, é preciso ficar bem claro para todo o católico que se: se quer aprender algo sobre alguma verdade, dentro das sagradas escrituras, é preciso compreender qual é o ensinamento bíblico em todo o seu contexto e, sobre tudo, para o católico, o que existe é tradição e sagradas escrituras, e uma não existe sem a outra, tampouco contradiz a outra.

Pois do contrário corre-se o risco de ter que "deixar" de lado passagens bíblicas que atestam verdades confirmadas na tradição porém, não aceitas por outras denominações religiosas e até mesmo entre os católicos não comprometidos com o Caminho, a Verdade e a Vida.

Para início de conversa, vamos colocar um trecho do Evangelho de Mateus, onde Jesus Cristo explica o que acontece com os salvos que ainda não são santos. Sim, isso mesmo, essa é a realidade das pessoas que almejam o paraíso. Como entrar na glória eterna? Como ser admitido pelo três vezes santos, bastando-nos a fé? Se ao olharmos para dentro de nós, vemos um coração medíocre, que faz o bem, mas também guarda rancor? Que sofre por sua natureza humana quando precisa perdoar quem nos faz o mal? Quando muitas vezes sentimos o peso das tentações e vez por outra nela caímos ou ainda agimos por decisões que nos parecem mais adequadas, querendo justificar atitudes e deixando de lado as verdades celestes?

Pois então caro leitor. É difícil aceitar o fato, que algumas vertentes religiosas dizem que a pessoa se salva bastando ter fé. Como pode? Deus não vai considerar sua entrada no céu apenas pela fé, pois esta tese se derruba por ela mesma. Afinal por essa linha de pensamento, para se entrar no céu seria preciso uma fé autêntica 100%, e uma fé assim tem como consequência verdadeiras atitudes cristãs isentando-nos de qualquer repreensão que nos impeça a passagem pela porta estreita.

É possível? Claro que é! Mas, uma fé assim faz o católico agir seguindo os moldes de Jesus. Então sabemos que é difícil, pois nossa triste realidade de servos inúteis e de que sem Deus nada podemos fazer, nem nos salvarmos segundo o próprio Jesus, nos faz, ao tentarmos sem Ele chegar ao céu, cairmos porque buscamos a felicidade, que é uma realidade do espírito, no prazer, que é uma realidade do corpo. E na tentativa de acertar, erramos o alvo e pecamos.

Pois bem, pecamos e buscamos, após o arrependimento, nossa reconciliação com Deus, porém nossas imperfeições se não forem vigiadas nos levará a termos algumas expiações a satisfazer perante o criador. Trocando em miúdos, é o famoso "corpo mole". Nossa Senhora já nos alertou em algumas de suas aparições de que o purgatório é lugar para almas santas que se salvaram mas lá estão porque deixaram de lutar pela sua salvação ao menos um dia de sua existência neste vale de lágrimas.

Já vimos que é dureza! Jesus mesmo já disse que é difícil entrar no Reino dos Céus. Então, com essas pequenas reflexões da bíblia não devemos nos espantar com a realidade do purgatório; a última das misericórdias de Deus. Não é como na escola, que tirou nota azul, passou de ano. Por essa analogia no céu só entra quem tirar 10, pro inferno vai quem tirou nota vermelha. Porém se não tirou 10, mas tirou nota azul, precisa fazer recuperação. Onde? No purgatório!

Vejamos o que nos diz Jesus:

23 Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. 25 Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. 26 Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.

Aqui neste trecho do Evangelho, os estudiosos sérios da bíblia confirmam que esse ensinamento de Jesus consiste na verdade sobre o purgatório. O adversário é o acusador, satanás. O juiz é nosso salvador e redentor, o justo juiz Jesus Cristo. O ministro a doutrina e a tradição católica nos ensinam que se trata do Arcanjo São Miguel, que recebeu de Deus a missão de levar as almas ao purgatório. Essa atividade do Arcanjo é inclusive proferida na ladainha a São Miguel Arcanjo. Ser posto na prisão é ser posto no purgatório onde só sairá depois de ter expiado todos os pecados não satisfeitos plenamente em vida. Vamos lembrar? No Evangelho de Mateus, após a tentação no deserto nos é contato que Jesus inicia sua vida de pregação e começa dizendo: Fazei penitência pois o reino dos céus está próximo. (Mateus 4,17) Olhemos para a preocupação de Jesus, aqui é o lugar para a penitência porque aqui ela é meritória enquanto que no purgatório ela é satisfatória.

Seguindo adiante neste assunto temos também as confirmações que a divina providência nos revela através dos santos, como é o caso de uma grande santa chamada Santa Francisca Romana, que relatou sua experiência concedida por Deus sobre o purgatório que abaixo transcrevemos:


Admirável é a luz que derramam sobre esta importante doutrina as revelações de Santa Francisca Romana. Na relação que delas fez, por ordem do seu confessor, a Santa diz que foi levada ao Purgatório pelo Arcanjo São Rafael, e que lhe foram mostradas as almas padecentes em três regiões ou esferas, uma acima da outra.

1º - NA REGIÃO INFERIOR viu as almas envolvidas em terríveis chamas de fogo menos tenebroso do que o Inferno: a Santa diz que nesta região são detidas as almas que cometeram pecados graves de que não fizeram suficiente penitência: o fogo é o mesmo para todas, umas porém sofrem mais do que as outras, conforme a gravidade dos pecados cometidos: cada pecado mortal pelo qual não se satisfez a Deus, depois da absolvição, é expiado no Purgatório por sete anos de suplícios nesta região inferior, conforme diz a mesma Santa.

2º - NA REGIÃO DO MEIO são detidas as almas que não cometeram tão graves culpas: as penas do fogo que sofrem são terríveis, mas não tão horríveis nem tão prolongadas como as da região inferior.

3º - NA REGIÃO SUPERIOR padecem as almas que caíram em pecados mais leves, ou que tendo já expiado culpas graves completam sua purificação, ou dão a Deus a última satisfação antes de serem admitidas à sua divina presença, e de entrarem no lugar do suavíssimo refrigério, na Região da Eterna Luz, no imenso oceano da Paz bem-aventurada. (História de Rohrbacher, vol. II, p. 291)

4º - A mesma Santa refere que via muitos Anjos ocupados em levar as almas com muita caridade de um lugar do Purgatório para outro; são Anjos aos quais a Divina Misericórdia confiou este ofício, mas não são os Anjos da Guarda; estes, diz a Santa, apresentam à divina justiça os sufrágios oferecidos a Deus pelos parentes, ou amigos das almas, e Deus aceita e os entrega ao anjo da guarda, que os comunica à alma por quem foram oferecidos, e lhe alivia as penas que sofre.

5º - As Santas Missas, orações, esmolas, mortificações, ou indulgências que se aplicam a uma alma particular, aliviam principalmente, ou libertam primeiro a esta, mas, diz a Santa, todas as almas do purgatório também sentem alívio por causa da caridade que reina entre todas essas almas santas. As Missas oferecidas e mais sufrágios feitos pelas almas que não precisam, por estarem já no Céu, aproveitam aos que oferecem, e a todas as almas do purgatório.

6º - As Missas porém, ou sufrágios aplicados a uma alma que os parentes ou amigos julgam estar no Purgatório e que se acha no Inferno, nada aproveitam a esta alma desgraçada, nem às almas do purgatório, mas unicamente aos fiéis que rogaram por esta pobre alma, a não ser que na sua intenção quisessem aplicar seus sufrágios a todas as almas do purgatório, no caso de não servirem à alma por quem as aplicaram em particular.

Convém aqui nos aconselhar com Santo Anselmo, que aproveita mais assistir devotamente uma só Missa, ou dar espórtula para se celebrar, do que deixar mil Missas depois da morte.

Com efeito, assistindo à Missa durante a vida tiramos dela um proveito imediato e direto: se estamos em estado de graça, angariamos um novo grau de glória para o Céu; se estamos culpados de pecado mortal, podemos esperar que Deus nos concederá o benefício dum sincero arrependimento; estando a nossa hora fixada e prevendo Deus que, a executar o seu decreto, nós cairemos no Inferno, Ele retardará ou mudará, como seja melhor, esse momento decisivo, de maneira a não nos chamar ao seu Tribunal senão reconciliados com Ele pela penitência.

As Missas que rezamos ou mandamos rezar em vida, são pois de precioso valor; elas acompanhar-nos-ão até o Tribunal do Supremo Juiz, pedindo graças por nós; e, se não nos livram do Purgatório (levando-nos para o Céu), impedem-nos de lá cairmos muito profundamente.


fonte: Jefferson Roger e trechos retirados da sagrada escritura e do livro Sufrágio - Revelações de Santa Francisca Romana
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Alguns meios para defender a Castidade


TRATADO DA CASTIDADE

Bem-aventurados os puros

(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO)

§ I. EXCELÊNCIA DA CASTIDADE

Ninguém melhor que o Espírito Santo saberá apreciar o valor da castidade. Ora, Ele diz: "Tudo o que se estima não pode ser comparado com uma alma continente" (Ecli 26, 20), isto é, todas as riquezas da terra, todas as honras, todas as dignidades, não lhe são comparáveis. Santo Efrém chama a castidade de " a vida do espírito"; São Pedro Damião, "a rainha das virtudes"; e São Cipriano diz que, por meio dela, se alcançam os triunfos mais esplêndidos. Quem supera o vício contrário à castidade, facilmente triunfará de todos os mais; quem, pelo contrário, se deixa dominar pela impureza, facilmente cairá em muitos outro vícios e far-se-á réu de ódio, injustiça, sacrilégio, etc.

A castidade faz do homem um anjo. "Ó castidade, exclama Santo Efrém (De cast.), tu fazes o homem semelhante aos anjos". Essa comparação é muito acertada, pois os anjos vivem isentos de todos os deleites carnais; eles são puros por natureza; as almas castas, por virtude. "Pelo mérito desta virtude, diz Cassiano (De Coen. Int., 1. 6, c. 6), assemelham-se os homens aos anjos"; e São Bernardo (De mor. et off., ep., c. 3): "O homem casto difere do anjo não em razão da virtude, mas da bem-aventurança; se a castidade do anjo é mais ditosa, a do homem é mais intrépida". "A castidade torna o homem semelhante ao próprio Deus, que é um puro espírito", afirma São Basílio (De ver. virg.).

O Verbo Eterno, vindo a este mundo, escolheu para Sua Mãe uma Virgem, para pai adotivo um virgem, para precursor um virgem, e a São João Evangelista amou com predileção porque era virgem, e, por isso, confiou-lhe Sua santa Mãe, da mesma forma como entrega ao sacerdote, por causa de sua castidade, a santa Igreja e Sua própria Pessoa.

Com toda a razão, pois, exclama o grande doutor da Igreja, Santo Atanásio (De virg.): 'Ó santa pureza, és o templo do Espírito Santo, a vida dos Anjos e a coroa dos Santos!". Grande, portanto, é a excelência da castidade; mas também terrível é a guerra que a carne nos declara para no-la roubar. Nossa carne é a arma mais poderosa que possui o demônio para nos escravizar; é, por isso, coisa muito rara sair-se ileso ou mesmo vencedor deste combate. Santo Agostinho diz (Serm. 293): "O combate pela castidade é o mais renhido de todos: ele repete-se cotidianamente, e a vitória é rara". "Quantos infelizes que passaram anos na solidão, exclama São Lourenço Justiniano, em orações, jejuns e mortificações, não se deixaram levar, finalmente, pela concupiscência da carne, abandonaram a vida devota da solidão e perderam, com a castidade, o próprio Deus!"

Por isso, todos os que desejam conservar a virtude da castidade devem ter suma cautela: "É impossível que te conserves casto, diz São Carlos Borromeu, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois negligência traz consigo mui facilmente a perda da castidade".

§ II. DA VIGILÂNCIA SOBRE OS PENSAMENTOS

1) A respeito dos maus pensamentos encontra-se, muitas vezes, um duplo engano:

a) Almas que temem a Deus e não possuem o dom do discernimento e são inclinadas aos escrúpulos, pensam que todo mau pensamento que lhes sobrevêm é já um pecado. Elas estão enganadas, porque os maus pensamentos em si não são pecados, mas só e unicamente o consentimento neles. A malícia do pecado mortal consiste toda e só na má vontade, que se entrega ao pecado com claro conhecimento de sua maldade e plena deliberação de sua parte. E, por isto, Santo Agostinho ensina que não pode haver pecado onde falta o consentimento da vontade.

Por mais que sejamos atormentados pelas tentações, pela rebelião de nossos sentidos, pelas comoções ou sensações desregradas de nossa natureza corpórea, não existe pecado algum enquanto faltar o consentimento, como ensina também São Bernardo, dizendo: "O sentimento não causa dano algum, contanto que não sobrevenha o consentimento".

Para consolar tais almas timoratas e escrupulosas, quero oferecer-lhes aqui uma regra prática, aceita por quase todos os teólogos:

Quando uma alma que teme a Deus e detesta o pecado, duvida se consentiu ou não em um mau pensamento, não está obrigada a confessar-se disso, porque, em tal caso, se tivesse realmente cometido um pecado mortal, não estaria em dúvida a esse respeito, porque o pecado mortal, para uma alma que teme a Deus, é um monstro tão horrendo, que não poderá ter entrada em seu coração sem o perceber.

b) Outros, que possuem uma consciência mais relaxada e são mal instruídos, julgam, pelo contrário, que os maus pensamentos nunca são pecados, mesmo havendo consentimento neles, contanto que não se chegue a praticar. Este erro é muito mais pernicioso que o primeiro. O que se não pode fazer, não se pode também desejar; por isso, o mau pensamento em si contêm toda a malícia do ato. Assim como as más obras nos separam de Deus, também os maus pensamentos nos afastam d'Ele e nos privam de Sua graça. "Pensamentos perversos nos separam de Deus" (Sab 1, 3). Como as más obras estão patentes aos olhos de Deus, também Sua vista alcança todos os nossos maus pensamentos para condená-los e puni-los, pois "um D eus de ciência é o Senhor, e diante d'Ele estão patentes todos os pensamentos" (I Rs 2, 3).

2) Logo, nem todos os maus pensamentos são pecados, e nem todos os que são pecados trazem em si o mesmo cunho de malícia. Devemos considerar três coisas quando se trata de um pecado de pensamento, a saber: a sugestão, a deliberação e o consentimento. Alguns esclarecimentos a esse respei to:

a) Sob a palavra sugestão entende-se o primeiro pensamento que nos incita a praticar o mal que nos vem à mente. Esta instigação ou incitamento ainda não é pecado; se a vontade a repele imediatamente, é mesmo uma fonte de merecimentos. "Para cada tentação a que opuseres resistência, se te deverá uma coroa", diz Santo Antão. Até os Santos foram perseguidos por tais pensamentos. São Bento revolveu-se sobre os espinhos para vencer uma tentação impura, e São Pedro de Alcântara lançou-se em poço de água gelada. São Paulo nos informa que também ele foi tentado contra a pureza: "E para que a grandeza das revelações não me ensoberbesse, foi-me dado um espinho em minha carne, um anjo de satanás para me esbofetear" (2 Cor 12, 7). O Apóstolo suplicou várias vezes ao Senhor que o livrasse desse inimigo: "Por essa causa roguei ao Senhor três vezes que o afastasse de mim". O Senhor não quis, porém, dispensá-lo do combate, e respondeu-lhe: "Basta-te a minha graça". E por que não queria o Senhor livrá-lo? Para que adquirisse maiores méritos por sua resistência à tentação: "Porque a virtude se aperfeiçoa na fraqueza". São Francisco de Sales diz que quando um ladrão procura arrombar uma porta, é porque não está ainda dentro da casa; assim também, quando o demônio tenta uma alma, é porque se acha ela ainda na graça de Deus.

Santa Catarina de Sena foi uma vez horrivelmente atormentada pelo demônio, durante três dias, com fortes tentações impuras. Apareceu-lhe então o Senhor para consolá-la, e ela perguntou-lhe: - Mas onde estivestes, Senhor meu, durante estes três dias? Jesus respondeu-lhe: Dentro do teu coração, dando-te força para resistires à tentação. E o Senhor deu-lhe a conhecer que o seu coração estava, depois da tentação, mais puro que antes.
b) À sugestão segue-se a deleitação. Quando nos damos ao trabalho de repelir imediatamente a tentação, sentimos nela uma certa complacência ou prazer, que nos vai arrastando ao consentimento. Mesmo então, se a vontade não dá seu assentimento, não há pecado mortal; quando muito, poderá haver pecado venial. Se, porém, não recorrermos então a Deus e não nos esforçarmos por resistir à tentação, facilmente nos sentiremos arrastados ao consentimento e perdidos, segundo as palavras de Santo Anselmo (De similit., c. 40): "Se não procuramos impedir a deleitação, ela se transformará em consentimento e matará a alma".

Uma senhora, que tinha fama de santa, teve, um dia, um mau pensamento, que não repeliu imediatamente, e pecou por pensamento. Por vergonha deixou de confessar esse pensamento criminoso e morreu, pouco depois, em estado de pecado. Porque morreu com fama de santidade, mandou o bispo que fosse sepultada em sua própria capela. No dia seguinte, porém, apareceu-lhe ela, toda circundada de fogo, e confessou-lhe, infelizmente já tarde demais, que estava condenada por ter consentido num mau pensamento.

c) Toda a malícia do mau pensamento está, porém, no consentimento. Havendo pleno consentimento, perde-se a graça de Deus e chama-se sobre si a condenação eterna, quer se tenha o desejo de cometer um pecado determinado, quer se pense ou reflita com prazer no pecado como se o estivesse cometendo. Esta última espécie de pecado chama-se uma deleitação deliberada ou morosa, e deve-se distinguir bem da primeira, isto é, do pecado de desejo.

3) Se fores, pois, molestada por tais tentações, alma cristã, não deves perder a coragem, antes, animosamente combater, empregando o s meios que te vou indicar, e não sucumbirás:

a) O primeiro é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. Davi confessa que caiu no pecado por não ter se humilhado e ter confiado demais em si mesmo: "Antes de me haver humilhado, eu pequei" (Sl 118, 67). Devemos temer sempre a nossa própria fraqueza e colocar em Deus toda a nossa confiança, esperando firmemente que nos preserve desse vício.

b) O segundo meio é recorrer imediatamente a Deus, sem entrar em diálogo com a tentação. Logo que se apresentar ao nosso espírito um pensamento impuro, devemos elevar a Deus imediatamente o nosso pensamento ou dirigi-lo a qualquer objeto indiferente. A coisa melhor será invocar imediatame nte os Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, e não cessar de repeti-los até desaparecer a tentação. Se ela for muito forte, será bom repetir muitas vezes o seguinte propósito: Ó meu Deus, prefiro morrer a Vos ofender. Peça-se socorro, dizendo: Ó meu Jesus, socorrei-me. Maria, assisti-me. Os Nomes de Jesus, Maria e José possuem uma força especial para afugentar as tentações do demônio.

c) O terceiro meio é a recepção assídua dos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. É de suma importância revelar quanto antes ao confessor as tentações impuras. "Uma tentação revelada já está meio vencida", diz São Filipe Néri. E se alguém teve a infelicidade de consentir em uma tentação, não se demore nenhum instante em se confessar disso. São Filipe Néri livrou um rapaz desse vício, induzindo-o a confessar-se logo depois de cada queda.

A Santa Comunhão, está fora de dúvida, confere uma grande força na resistência às tentações desonestas. O Sangue de Jesus Cristo, que recebemos na Sagrada Comunhão, é chamado pelos Santos de 'Vinho gerador de Virgens' (Zac 9, 17). O vinho natural é um perigo para a castidade; este Vinho Celestial é o seu conservador.

d) O quarto meio é a devoção à Imaculada Mãe de Deus, que é chamada a Virgem das Virgens. Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!

e) O quinto meio é a fuga da ociosidade. O Espírito Santo diz (Ecli 33, 21): "A ociosidade ensina muita coisa má", isto é, ensina a cometer muitos pecados. E o profeta Ezequiel (Ez 16, 49), assevera que foi a ociosidade a causa das abominações e ruína final dos habitantes de Sodoma. Conforme São Bernar do, a ociosidade motivou a queda de Salomão. Por isso São Jerônimo exorta a Rústico (Ep. ad Rust., 2) que esteja sempre ocupado, para que o demônio não o preocupe com suas tentações. "Quem trabalha é tentado por um demônio só; quem vive ocioso, é atacado por uma multidão deles", diz São Boaventura.

f) O sexto meio consiste no emprego de todas as precauções exigidas pela prudência, tais como a modéstia dos olhos, a vigilância sobre as inclinações do coração, a fugida das ocasiões perigosas, etc.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro Tratado da Castidade de Santo Afonso Maria de Ligório

Tratado da Castidade(clique aqui para ler o livro na íntegra)
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Conheça Abigail


No dia 6 de agosto, Erika e Stephen Jones deram boas vindas à sua segunda filha. Tamanha alegria, no entanto, foi precedida por um misto de preocupação e incertezas. O diagnóstico pré-natal da pequena Abigail previa não apenas um, mas dois problemas de saúde.

Um primeiro ultrassom, com 18 semanas, revelou à família a forte possibilidade de Abigail ter síndrome de Down – condição que foi confirmada, em seguida, por um exame de sangue.

"Inicialmente, ficamos chocados e assustados, chorando a perda de um bebê 'normal'", escreveu Erika, em uma postagem na Internet. "Mas Deus rapidamente trabalhou em nossos corações e a Sua paz fez-nos superar o medo. Logo ficamos entusiasmados e honrados por ter uma criança com necessidades especiais."

Mal seus medos se tinham dissipado e eles começaram a aceitar aquele diagnóstico, os médicos vieram com uma nova notícia. O ultrassom de 30 semanas mostrou um aglomerado crescendo no cérebro de Abigail: era um raro tumor cancerígeno que estava substituindo a massa cerebral do bebê.

"Nossos corações se partiram e nossas mentes foram abaladas com questionamentos e com o medo do que estava por vir", escreveu Erika.

À medida que avançava a gravidez, também crescia o tumor – e os médicos ofereciam poucas esperanças.

"Confiando na graça e na perfeição de nosso Deus, nós sabíamos que a vida da pequena Abby tinha um propósito, não importasse o quão longa ou curta ela fosse", explicou. "Rezamos continuamente pela cura de Abigail, mas nossa fé em Deus nunca esteve baseada nisso. Deus não se limita aos nossos planos ou a como queremos que as coisas funcionem. Nossa fé é em um Pai amoroso cujos planos são maiores que os nossos, planos que trarão as pessoas para a vida eterna. Às vezes, as coisas que Ele precisa fazer para trazer os outros à eternidade podem nos causar uma dor tremenda, mas precisamos focar na alegria do que é eterno, e não na dor do que passa."

Por causa do tamanho do tumor, Abigail nasceu de cesárea. Os médicos disseram à família que ela não viveria muito tempo depois do nascimento, mas Abigail ficou bem o suficiente para ser levada para casa. O seu câncer não é curável. O agressivo tratamento da quimioterapia poderia matar um bebê da sua idade. Além disso, os médicos não seriam capazes de remover todo o tumor por meio de uma cirurgia.


Hoje, Abigail está em casa com seus pais e sua irmã, e conta com a ajuda de um pediatra. "Essa situação é trágica e inacreditavelmente difícil", diz a mãe de Abigail. "Não queremos perder a nossa filha. Queremos vê-la rir, dançar, brigar com a sua irmã, andar de bicicleta, ir à escola... queremos ver a sua vida. (...) Nossos corações estão partidos e despedaçados pelo tempo que não temos. O que nos sustenta é o fato de que Deus é bom."

Abigail tem algumas semanas ou meses de vida. A sua família está usando esse curto período para amá-la por completo e descobrir o valor e o significado que tem a sua vida, aproveitando a sua filha por cada momento que ela tem e cada segundo que lhe é dado.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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terça-feira, 13 de outubro de 2015

A esposa e os filhos


Sempre é bom recordarmos alguns ensinamentos sobre a realidade pensada e criada por Deus. Ele que nos pensou família e se fez família, nascendo em Belém. Ele que fez o homem e a mulher, para serem uma só carne e aceitarem os filhos que a providência mandar, para educá-los no temor ao Senhor. Ele que elevou a união conjugal ao sacramento do matrimônio e que apesar de nossa liberdade de filhos Seus, temos o peso que essa condição de filhos traz.

Recordemos essa verdade com essa passagem bíblica do livro do Eclesiástico cap 15,14-22:

14 No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo;
15 deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos.
16 Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão.
17 Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares.
18 A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado,
19 porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens.
20 Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens.
21 Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar;
22 pois não deseja uma multidão de filhos infiéis e inúteis.

Por aqui, caros leitores percebemos que na economia da salvação não há espaço para o meio termo. Jesus mesmo já disse no livro do Apocalipse que o morno Ele vomita.
Muitas vezes as pessoas não levam a sério a questão dos preceitos e do pecado, comportando-se como se o pecado, realidade que pode nos tirar a salvação eterna, destruindo nossa alma, fosse algo que como uma simples varrida de sujeira para baixo do tapete tudo se resolveria. Engano! Deus vê o oculto.

E para concluir esse artigo sobre este projeto de Deus, a família, lembremos de algumas passagens sobre a família:

Malaquias 2,13-16

13 Eis ainda outra maldade que cometeis: inundais de lágrimas, prantos e gemidos o altar do Senhor, porque o Senhor não dá atenção alguma a vossas ofertas e não se compraz no que lhe apresentais com vossas mãos.
14 E dizeis: Mas por quê?! É porque o Senhor foi testemunha entre ti e a esposa de tua juventude. Foste-lhe infiel, sendo ela a tua companheira e a esposa de tua aliança.
15 Porventura não fez ele um só ser com carne e sopro de vida? E para que pende este ser único, senão para uma posteridade concedida por Deus? Tende, pois, cuidado de vós mesmos, e que ninguém seja infiel à esposa de sua juventude.
16 Quando alguém, por aversão, repudia (a mulher) - diz o Senhor, Deus de Israel -, cobre de injustiça as suas vestes - diz o Senhor dos exércitos. Tende, pois, cuidado de vós mesmos e não sejais infiéis!

1ª Coríntios 7,2-5

2 Todavia, considerando o perigo da incontinência, cada um tenha sua mulher, e cada mulher tenha seu marido.
3 O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido.
4 A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa.
5 Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa incontinência.

Colossenses 3,20-21

20 Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor.
21 Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados.

Efésios 6,1,4

1 Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo.
4 Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.

Isaías 30,1

1 Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, eles seguem um plano que não vem de mim. Concluem alianças sem o meu consentimento, acumulando, assim, falta sobre falta.

Isaías 38,19

19 O pai dá a conhecer a seus filhos vossa fidelidade, diante da casa do Senhor.

Eclesiástico 3,2-6

2 Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos.
3 Pois Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles.
4 Aquele que ama a Deus o roga pelos seus pecados, acautela-se para não cometê-los no porvir. Ele é ouvido em sua prece cotidiana.
5 Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro.
6 Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração.

Eclesiástico 7,25-30

25 Tens filhos? Educa-os, e curva-os à obediência desde a infância.
26 Tens filhas? Vela pela integridade de seus corpos, não lhes mostres um rosto por demais jovial.
27 Casa tua filha, e terás feito um grande negócio; dá-a a um homem sensato.
28 Se tiveres mulher conforme teu coração, não a repudies, e não confies na que é odiosa.
29 Honra teu pai de todo o coração, não esqueças os gemidos de tua mãe;
30 lembra-te de que sem eles não terias nascido, e faze por eles o que fizeram por ti.

Eclesiástico 30,7

7 Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes pensar as feridas; a cada palavra suas entranhas se comoverão.

Salmos 126,3

3 Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas.

Salmos 127,1-4

1 Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos.
2 Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar.
3 Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira.
4 Assim será abençoado aquele que teme o Senhor.

Pois bem , quão agradável são os ensinamentos desse Deus que é amor, que como um Pai não se cansa de nos mostrar as verdades que libertam e teve o cuidado de nos deixar por escrito tudo que precisamos para chegarmos ao céu. Bendito e Louvado seja para sempre Nosso Senhor Jesus Cristo, Amém!


fonte: trechos retirados da sagrada escritura por Jefferson Roger
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O verdadeiro devoto


São Luis Grignion de Monfort nasceu em 1673 e morreu em 1716. Foi um sacerdote francês e incluído no cânone dos santos católicos. Ele é reconhecido por ser um grande pregador e escritor, cujos livros são amplamente lidos nos dias atuais e considerados de extrema importância no magistério da Igreja Católica. É considerado um dos primeiros defensores da devoção mariana.

Neste artigo, colocaremos alguns trechos do seu livro "O tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria", onde o Santo evidencia alguns frutos que o fiel recebe de Deus, por ser um devoto comprometido com sua salvação e a salvação do próximo:

Se a devoção à Santíssima Virgem nos afastasse de Jesus Cristo, seria preciso rejeitá-la como uma ilusão do demônio. Mas é tão o contrário; está devoção só nos é necessária para encontrar Jesus Cristo, amá-lo ternamente e fielmente servi-lo.

Meu querido irmão, convencei-vos de que, se tornardes fiel às práticas interiores e exteriores desta devoção, recebereis o que vos indico em seguida:

Conhecimento e desprezo de si mesmo

Pela luz que o Espírito Santo vos dará por intermédio de Maria, sua querida esposa, conhecereis vosso fundo mau, vossa corrupção e vossa incapacidade para todo bem, e, em consequência deste conhecimento, vos desprezareis, e será com horror que pensareis em vós mesmo. Considerar-vos-ei como uma lesma asquerosa que tudo estraga com sua baba, como um sapo repugnante que tudo envenena com sua peçonha, ou como a serpente traiçoeira que só busca enganar. A humilde Maria vos dará, enfim, parte de sua humildade, com que vos desprezareis a vós mesmo, sem desprezar pessoa alguma, e gostareis até de ser desprezado.

Participação da fé de Maria

A Santíssima Virgem vos dará uma parte de sua fé, a maior que já houve na terra, maior que a de todos os patriarcas, profetas, apóstolos e todos os santos. Agora, reinando nos céus, ela já não tem esta fé, pois vê claramente todas as coisas de Deus, pela luz da glória. Com assentimento do Altíssimo, ela, entretanto, não a perdeu ao entrar na glória; guardou-a para seus fiéis servos e servas na Igreja militante. Quanto mais, portanto, ganhardes a benevolência desta princesa e virgem fiel, tanto mais profunda fé tereis em toda a vossa conduta: uma fé pura, que vos levará a despreocupação por tudo que é sensível e extraordinário; uma fé viva e animada pela caridade que fará co que vossas ações sejam motivadas por puro amor; uma fé firme e inquebrantável como um rochedo, que vos manterá firme e constante no meio das tempestades e tormentas; uma fé ativa e penetrante que, semelhante a uma chave misteriosa, vos dará entrada em todos os mistérios de Jesus Cristo, nos novíssimos do homem e no coração do próprio Deus; fé corajosa que vos fará empreender sem hesitações, e realizar grandes coisas para Deus e a salvação das almas; fé, finalmente, que será vosso fanal luminoso, vossa via divina, vosso tesouro escondido da divina Sabedoria e vossa arma invencível, da qual vos servireis para aclarar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, para abrasar os tíbios e os que necessitam do ouro candente da caridade, para dar vida aos que estão mortos pelo pecado, para tocar e comover, por vossas palavras doces e poderosas, os corações de mármore e derrubar os cedros do Líbano, e para, enfim, resistir ao demônio e a todos os inimigos da salvação.

Graça do puro amor

Esta Mãe do amor formoso (Eclo 24,24) aliviará vosso coração de todo escrúpulo e de todo temor servil; ela o abrirá e o alargará para correr pelo caminho dos MANDAMENTOS DO SEU FILHO (cf. Sl 118,32), com a santa liberdade dos filhos de Deus, e para nele introduzir o puro amor, de que ela possui o tesouro; de tal modo que não mais vos conduzireis, como o fizestes até aqui, pelo receio ao Deus da caridade, mas pelo puro amor, unicamente. Passareis a olhá-lo, como vosso bondoso Pai, tratando de agradar-lhe incessantemente; com Ele conservareis confidentemente, à semelhança de um filho com seu pai. Se, por acaso, o ofenderdes, humilhar-vos-eis em continente diante dele, pedir-lhe-eis perdão humildemente, lhe estendereis simplesmente a mão, e vos levantareis amorosamente, sem perturbação nem inquietação, e sem desfalecimentos continuareis a caminhar para Ele.

Grande confiança em Deus e em Maria

A Santíssima Virgem vos encherá de grande confiança em Deus e nela, porque não vos aproximareis mais de Jesus Cristo por vós mesmo, mas sempre por intermédio desta bondosa Mãe. Porque, tendo lhe dado todos os vossos méritos, graças e satisfações, para que deles disponha à sua vontade, ela vos comunicará suas virtudes e vos revestirá de seus méritos. Porque, desde que vos deste a ela inteiramente de corpo e alma, ela, que é liberal com os liberais, dar-se-á a vós em troca, e isto de um modo maravilhoso, mas verdadeiro. O que aumenta ainda vossa confiança nela é que, tendo lhe dado em depósito tudo o que tendes de bom para dar ou guardar, confiareis menos em vós e muito mais nela, que é vosso tesouro. Oh! que confiança e consolação para uma alma poder chamar também seu o tesouro de Deus, onde Deus depositou o que tem de mais precioso!

Comunicação da alma e o espírito de Maria

A alma da Santíssima Virgem se comunicará a vós para glorificar o Senhor; seu espírito tomará o lugar do vosso para regozijar-se em Deus, contanto que pratiqueis fielmente esta devoção - Qua a alma de Maria esteja em cada um para aí glorificar o Senhor; que o espírito de Maria esteja em cada um para aí regozijar-se em Deus. Ah! quando virá este tempo feliz, diz um santo de nossos dias, todo dado a Maria, quando virá este tempo feliz em que Maria será estabelecida Senhora e Soberana nos corações, para submetê-los plenamente ao império de seu grande e único Jesus? Quando chegará o dia em que as almas, respirarão Maria, como o corpo respira o ar? Então, coisas maravilhosas acontecerão neste mundo, onde o Espírito Santo, encontrando sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, a elas descerá abundantemente, enchendo-as de seus dons, particularmente do dom da sabedoria, a fim de operar maravilhas de graça. Meu caro irmão, quando chegará esse tempo feliz, esse século de Maria, em que inúmeras almas escolhidas, perdendo-se no abismo de seu interior, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar Jesus Cristo?

Caro leitor, está é uma realidade profetizada pelos céus. " O meu filho Jesus deseja estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração, pois muitas pessoas são condenadas diariamente por não haver quem reze e faça sacrifícios por ela. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará". Estas são palavras de Nossa Senhora em Fátima, 1917, em sua aparição aos três pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta, onde ela também nos pediu: "Rezem o rosário todos os dias", e também pediu: "vocês aceitam receber os sofrimentos que Deus lhes enviar para a salvação dos pecadores?". Ao passo que eles aceitaram e vejamos bem, se nossa Mãe do Céu pediu isso à crianças de dez, nove e sete anos, portanto nós adultos não temos desculpas. É preciso não descuidarmos de nossas práticas católicas ensinadas por Jesus e recordadas por Maria.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem"
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sábado, 10 de outubro de 2015

As Diversas Formas de CASTIDADE

Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo, modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.

A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários. As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência:

Existem três formas da virtude da castidade:



Santo Ambrósio nos recorda: A primeira forma de castidade é a dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica.

Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus.

Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade.


Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se. (1ª Cor 7,8-9)






As Ofensas à Castidade


1- A luxúria é um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.

2- Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade sendo um ato gravemente desordenado.

3- A fornicação é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade das pessoas e da dignidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos.

4- A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. É uma falta grave.

5- A prostituição vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui, reduzida, assim, ao prazer venéreo que dela se obtém. Aquele que paga peca gravemente contra si mesmo; viola a castidade à qual se comprometeu em seu Batismo e mancha seu corpo, templo, templo do Espírito Santo.

6- O estupro designa a penetração à força, com violência, na intimidade sexual de uma pessoa. Fere a justiça e a caridade, provoca um dano grave e é sempre um ato intrinsecamente mau.

Nos ensina Santo Agostinho que aquele que quer permanecer fiel às promessas do Batismo e resistir às tentações empenhar-se-á em usar os meios:

o conhecimento de si, a prática de uma ascese adaptada às situações e que se encontra, a obediência aos mandamentos divinos, a prática das virtudes morais e a fidelidade à oração. A castidade nos recompõe e é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana.
O domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida. O esforço necessário pode ser intenso em certas épocas.

A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. Sejamos fiéis as promessas do Batismo e não cessemos de orar a Deus pedindo incessantemente ao Espírito que não se cansa de suplicar por nós, que não sabemos nem pedir como convém.
Peçamos pois, a intercessão da Esposa Divinal, Maria Santíssima, para que saibamos agradar ao Seu Filho Jesus obedecendo santamente seus ensinamentos e conservando nossa fidelidade ao seu Evangelho, pois a castidade é a fidelidade a um só.


fonte: Jefferson Roger com trechos retirados das sagradas escrituras e do catecismo da igreja católica.
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