sábado, 10 de outubro de 2015

As Diversas Formas de CASTIDADE

Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo, modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.

A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários. As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência:

Existem três formas da virtude da castidade:



Santo Ambrósio nos recorda: A primeira forma de castidade é a dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica.

Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus.

Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade.


Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se. (1ª Cor 7,8-9)






As Ofensas à Castidade


1- A luxúria é um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.

2- Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade sendo um ato gravemente desordenado.

3- A fornicação é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade das pessoas e da dignidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos.

4- A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. É uma falta grave.

5- A prostituição vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui, reduzida, assim, ao prazer venéreo que dela se obtém. Aquele que paga peca gravemente contra si mesmo; viola a castidade à qual se comprometeu em seu Batismo e mancha seu corpo, templo, templo do Espírito Santo.

6- O estupro designa a penetração à força, com violência, na intimidade sexual de uma pessoa. Fere a justiça e a caridade, provoca um dano grave e é sempre um ato intrinsecamente mau.

Nos ensina Santo Agostinho que aquele que quer permanecer fiel às promessas do Batismo e resistir às tentações empenhar-se-á em usar os meios:

o conhecimento de si, a prática de uma ascese adaptada às situações e que se encontra, a obediência aos mandamentos divinos, a prática das virtudes morais e a fidelidade à oração. A castidade nos recompõe e é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana.
O domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida. O esforço necessário pode ser intenso em certas épocas.

A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. Sejamos fiéis as promessas do Batismo e não cessemos de orar a Deus pedindo incessantemente ao Espírito que não se cansa de suplicar por nós, que não sabemos nem pedir como convém.
Peçamos pois, a intercessão da Esposa Divinal, Maria Santíssima, para que saibamos agradar ao Seu Filho Jesus obedecendo santamente seus ensinamentos e conservando nossa fidelidade ao seu Evangelho, pois a castidade é a fidelidade a um só.


fonte: Jefferson Roger com trechos retirados das sagradas escrituras e do catecismo da igreja católica.

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