sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A essência do mal


Um homem de 43 anos é suspeito de matar o próprio filho de dois anos em Rio Branco do Sul, região metropolitana de Curitiba (PR). O pai confessou ter cometido o crime porque teve medo de perder o emprego e chegou a forjar um sequestro para enganar a polícia.

Erick Pereira, de dois anos, que estava desaparecido desde a tarde de domingo (15/11/2015), foi encontrado na zona rural de Rio Branco do Sul. Daniel Pereira Aires procurou ajuda na segunda-feira (16/11/2015) afirmando que bandidos tinham matado seu filho. Segundo ele, os dois passeavam de carro em uma lagoa no município de Rio Branco do Sul, quando os dois teriam sido abordados por criminosos, que anunciaram o assalto. Ainda de acordo com ele, os bandidos teriam obrigado os dois a entrar no próprio veículo e, durante o trajeto, teriam matado a criança com dois tiros porque ela chorava muito. O homem ainda afirmou ter conseguido escapar dos bandidos e procurado ajuda em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Itaperuçu, também no Paraná. A polícia fez buscas por cerca de 70 km junto com o pai do menino. A versão dele não era clara e tinha muitas contradições, segundo a polícia. Durante as buscas, ele confessou o crime.

Em depoimento, Aires disse que cometeu o crime porque teria sido transferido de setor na empresa onde trabalha. O medo de perder o emprego e não conseguir sustentar a família teria o motivado a matar a criança. Um carro do IML (Instituto Médico Legal) foi até o local recolher o corpo de Erick. O pai disse que afogou e estrangulou o filho. Segundo a delegada responsável pelo caso, ele afirmou ainda ter pensado em se matar após o crime.

Pois bem caros leitores, o que podemos pensar ao lermos esta matéria colocada no ar pelo r7.com? O medo de perder o emprego e não conseguir sustentar a família foi apontado como motivo para o cometimento do crime. Ao ler esta matéria pela primeira vez, o artigo repleto de fotos não traz um paralelo com a atitude ocorrida. Pai e filho parecem felizes a desfrutar seus momentos de lazer. No entanto, se realmente é verdade que este tal “medo” fez o pai projetar uma possível realidade à frente em sua vida familiar podemos com toda a certeza afirmar que a falta de fé em Deus e de Deus nessa família era uma verdade.

Vamos refletir com calma a luz da palavra de Deus para que não caiamos em tentações e confusões.

Jesus no evangelho de São Mateus 6, 25-34 nos ensina que devemos buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e TUDO mais nos será acrescentado. Jesus foi bem claro, Ele disse TUDO. Não disse quase tudo, ou tudo com algumas exceções, ou tudo exceto isso ou aquilo. Jesus disse TUDO.

E neste mesmo trecho ele nos ensina que não devemos nos preocupar com o dia de amanhã, com o que vestir, o que comer, o que beber, enfim, Ele nos explica que isso é preocupação dos pagãos, ou seja, das pessoas que não vivem os ensinamentos de Deus.

E ainda tem mais, Jesus nos diz: não tenhais medo. Partindo destes dois ensinamentos percebemos que, pessoas que não vivem voltadas para Deus, com os pés no chão mas com o coração em Deus são vítimas do mundo. O mundo diariamente sufoca, oprime e inunda corações e mentes com todo o seu lixo passageiro acuando as pessoas e colocando a todo instante toda a perseverança humana à prova.

Por isso que Jesus disse no evangelho de São João que sem mim nada podeis fazer. E não podemos mesmo, e vamos repetir: “e não podemos mesmo!”

E quando achamos que podemos e pensando assim deixamos Deus de lado, nossos problemas, angústias, preocupações, tribulações e ansiedades nos superam e acabam por “acabar” conosco. Então esse acabar pode ser entendido como as doenças físicas e espirituais que corrompem nossa natureza e vocação para a santidade, nos fazem cair em tentação, porque nos distraímos por não estarmos mais atentos, e as consequências na grande maioria das vezes, nos levam a fazermos como diz o apóstolo São Paulo em sua carta aos Romanos 7,18-19:

18 Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo.
19 Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero.

Portanto é necessário agirmos como nos ensina Santo Antonio Maria Claret: “Quem quiser se salvar, tenha Deus no coração, o paraíso na mente e o mundo debaixo dos seus pés”. Amém.


fonte: adaptado do r7.com e Jefferson Roger

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