segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Regido por Deus


Deuteronômio 18,10-13

10 Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo,
11 à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos,
12 porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações.
13 Serás inteiramente do Senhor, teu Deus.

O livro do deuteronômio neste capítulo trata de um tema diretamente ligado com a observância do primeiro mandamento, “Amar a Deus sobre todas as coisas com todo o teu coração, alma e entendimento”. Nem poderia ser diferente, se pararmos um pouco para refletir, uma lista de mandamentos celestes que não começasse por este mandamento. O próprio Jesus afirmou aos que lhe perguntaram que este era o maior de todos os mandamentos, episódio tal em que ele também aproveitou da circunstância para enfatizar que o segundo, semelhante a este é “Amar o próximo como a si mesmo”.

Colocar Deus em primeiro lugar, cada vez mais é algo que está se tornando muito difícil de ser posto em prática por muitos. Ora, tenho tantos afazeres e tantos compromissos e tantas responsabilidades na vida e direito de ser feliz e aproveitar a vida e isso e aquilo. Quando sobrar tempo ou quando eu me aposentar, terei mais tempo para ir a igreja, rezar e me dedicar as coisas do céu, a minha salvação.

E assim muitos seguem suas vidas colocando em seus cotidianos, muitas vezes, tudo aquilo que vai contra o que nos pede Jesus. Lembremos: não podemos servir a dois senhores. Então ao invés de colocarem toda a sua confiança em Deus, recorrem a outras fontes, como tarô, cartas, búzios, simpatias, horóscopos, passes espirituais, trevo de quatro folhas, folha de arruda, crenças populares dos antigos, videntes, ciganos e a lista continua.

Bom, foi Jesus quem nos ensinou. Em verdade Ele nos lembrou quando disse que não podemos servir a dois senhores toda esta passagem do livro do Deuteronômio que aqui estamos a refletir. Não se pode querer viver uma vida pautada nos ensinamentos celestes e temperá-la com outras filosofias doutrinárias contrapostas a realidade pensada, desejada e criada por Deus.

A vida do católico é regida por Deus, não é regida pelos astros. Simpatias tem princípios não religiosos. Crendices em geral não partem de Deus para com o homem e sim do coração do homem para ele mesmo, porque muitas vezes essa busca vem da necessidade de preencher um vazio na pessoa. É pena que Deus, que nos criou por amor e para o amor não fica em primeiro plano e não fica sendo a primeira opção na vida das pessoas.

Eu vou tentando isso, eu vou tentando aquilo e vou tentando aquele outro. Quando tudo falhar e não tiver mais saída, então corro desesperado e o que é pior, as vezes exigindo de Deus uma solução, mas sem arrependimento sincero ou como uma criança mimada batendo o pé querendo por que quer é pronto.

O versículo treze desta passagem é bem claro: “Serás inteiramente do Senhor, teu Deus”.

Compreendendo isso compreendemos a realidade do primeiro mandamento e tudo se torna mais leve pois a obrigação se transforma em suave realização da vontade de Deus por amor a Ele.

É por amor a Deus que não tomo seu santo nome em vão. É por amor a Deus que guardo o domingo e dias santos de preceito. É por amor a Deus que honro pai e mãe. É por amor a Deus que eu não mato. É por amor a Deus que eu não peco contra a castidade. É por amor a Deus que eu não furto. É por amor a Deus que eu não levanto falso testemunho. É por amor a Deus que eu não desejo a mulher do próximo. É por amor a Deus que eu não cobiço as coisas alheias.

Se assim for o inimigo não consegue nos confundir quando diz em tentação que Deus nos quer como escravos e que não podemos fazer o que queremos, que é preciso se libertar desses mandamentos. Afinal, eles são uma lista de obrigações que nos impedem de sermos felizes e fazermos o que quisermos.

Quanta imundice vomita satanás na cabeça das pessoas. Claro, ele só pode fazer isso. Ele quer mimar as pessoas com as coisas do mundo, cegando a realidade delas de filhos de Deus e herdeiros da glória eterna. Ilude a humanidade ao falar que Deus não concede o que queremos.

E nesse ponto ele está certo. Isso mesmo que você leu, satanás tem razão e seduz muitos com essa verdade. O problema é que o encardido sempre mistura verdades com mentiras, porque a verdade por si só é libertadora mas é o remédio da nossa salvação. E remédio cura mas não é bom de se tomar. Por isso é que Deus não irá nos mimar. Ele não quer nos ver condenados ao inferno, Ele nos quer no céu e portanto é por isso que Deus nos dá sempre o que precisamos e não o que queremos e principalmente se o que quisermos não contribuir para nossa salvação.

No Evangelho de São Mateus, 6,24-34, nosso salvador recorda que Deus cuida de nós pois “acrescenta” em nossas vidas tudo que precisamos. Sigamos pois a verdade que liberta. Lembre-se: Deus na mente, o paraíso no coração e o mundo debaixo dos pés, dizia Santo Antonio Maria Claret.


fonte: Jefferson Roger

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