quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Que todo joelho se dobre ao nome de Jesus


Filipenses 2,10 – Que todo joelho se dobre ao nome de Jesus. Versículo este bem incisivo não é mesmo caros leitores. Dobrar os joelhos perante nosso salvador é admitir nossa miséria e condição humana, compreendermos que Dele precisamos para tudo em nossas vidas e reconhecermos que esta atitude não nos abaixa perante alguém. Muito pelo contrário, essa história de que homem não chora, de que precisa ser forte e tudo o mais é concepção do mundo e busca forjar estereótipos da sociedade e até personagens para demonstrar que assim são os fortes e bem-sucedidos. Errado! Claro que está errado. Vamos refletir a respeito?

Em meio a esta vida, já participei de tantas e tantas missas. Hoje não vivo sem a missa, não tem como. Muito mais de se tratar de um mandamento da igreja e de um mandamento da lei de Deus, a santa missa é algo inconcebível de não participar dela. Que estranho pessoas morarem a cinco minutos de uma igreja e não irem à missa. Querem a dedicação e atenção de Deus em suas vidas por 24 horas por dia, mas não querem se dedicar à Ele por 1 hora por semana. E muitos quando vão, estão lá fisicamente, não estão de corpo e alma.

E vamos em frente, como dizia, em meio a tantas missas que já participei, muitos são os exemplos, maus e bons que colhemos do comportamento dos fiéis. Alguns são fiéis a outras coisas e nem sei porque estão dentro da igreja, com seus celulares ligados, aproveitando o momento da coleta ou da comunhão, ou até mesmo da homilia do sacerdote para dar uma navegada pela internet ou em seus aplicativos de mensagens. Afinal “posso receber uma mensagem importante”...O que? Uma mensagem importante? Mais importante do que Jesus, que está ali na sua frente na mesa da palavra e da eucaristia? Jesus, hóstia divina que se entregou por amor a você e vai ao teu encontro para te santificar na santa comunhão? Puxa vida, que seja então.

Que falta de respeito, consideração e gratidão só para começo de conversa. E que falta de ignorância porque se não for ignorância então é arrogância, presunção e egoísmo.

Mas enfim, os que agem assim perante aquele que se deixou pregar na cruz por nós, são os mesmos que não se admitem ajoelharem-se dentro da santa missa, da capela do santíssimo ou seja onde for. Já ouvi pessoas dizerem, e aqui também estão incluídas as mulheres, que “eu não me ajoelho diante de um padre”. Não disse, é ignorância ou falta de fé, ou os dois, pelo menos.

Recordemos que no ato da consagração, ápice da celebração da santa missa, as espécies de pão e vinho, pela transubstanciação tornam-se para nós, católicos, o corpo e o sangue de nosso senhor Jesus Cristo. Recomendo aqui caros leitores, para vos enriquecer, a leitura do artigo sobre o milagre de Lanciano, que você pode encontrar (aqui neste blog).

Pois bem, sigamos com a reflexão. O sacerdote age “in persona Christi” (na pessoa de Cristo), representa Ele, portanto o ajoelhar-se é sempre para Jesus, sempre para o que é sagrado, sempre para o que é importantíssimo. É uma atitude de reconhecimento.

Ora, vamos aqui lembrar da natureza humana que está sempre a imitar a natureza divina. Um jovem que quer pedir a moça em casamento, em tempos antigos, que ainda podemos recordar em alguns filmes, ajoelhava-se perante ela, tomava sua mão, e declarava seu amor por ela. Como era bonito e romântico alguns vão dizer. Vamos pensar, e como ficava o coração da moça? Alegre, contente, feliz, cheio de bons sentimentos? Claro que sim, pois ela via no homem refletir o que também, quem sabe, existia no coração dela.

Ajoelhar-se pois perante Jesus não é muito mais que isso? Não estamos entregando nosso coração, vida e tudo o mais, numa atitude de amor, pedido de perdão, agradecimento e reconhecimento por tudo que recebemos do céu e muitas vezes nem merecemos? Sim, nem merecemos pois Deus, diz a bíblia, permanece fiel ao seu povo. Nós muitas vezes o tratamos meio como inimigos, nos revoltando com seus desígnios que servem para nos levar ao céu. Nunca de Deus, partirão atitudes de mimos, para fazer nossa vontade e com isso nos perdermos na condenação eterna. Isso não vai acontecer jamais, é preciso parar de ficarmos nos debatendo e tentando remar contra a maré, é preciso que todos dobremos nosso joelho ao nome de Jesus.


fonte: Jefferson Roger

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