quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Temor e Respeito


Carta aos Hebreus 12,28

28 sim, possuindo nós um reino inabalável, dediquemos a Deus um reconhecimento que lhe torne agradável o nosso culto com temor e respeito. Porque nosso Deus é um fogo devorador (Dt 4,24).
Mais uma belíssima passagem que nos lembra a nossa realidade de criaturas e filhos de Deus. Como se diz na santa missa “é nosso dever e nossa salvação” em resposta a “demos graças ao Senhor Nosso Deus”, nos cabe a todo o instante louvar, bendizer e agradecer a Deus. Não esqueçamos que éramos um nada, éramos pó e um dia nossa composição corpo e alma receberá uma nova condição, nosso corpo será glorioso e esta realidade passageira ficará no passado.

Como é bom não é mesmo refletirmos sobre isso. Pararmos para pensar que viveremos para sempre e mesmo refletindo sobre essa realidade nem conseguimos conceber, como diz São Paulo, o que nos foi preparado no reino dos céus.

Talvez alguns de vocês caros leitores já devem ter passado pela experiência de ter recebido uma graça, uma consolação de Deus e por conta disso, a reação humana e primeira é se colocar a chorar. O famoso chorar de felicidade pois nem cabe em nosso pequeno coração todo o amor que o céu aguarda para nos dar em abundância no paraíso. Quando recebemos, fazendo um comparativo, uma pequena amostra grátis desse Deus que é amor, quando recebemos uma pincelada, uma pitada, uma gotinha dessa imensidão toda, caímos em si, vencidos pelo puro amor de Deus e só nos resta... chorar!

E ainda por cima nem merecemos, pois como diz no livro dos salmos, se Deus nos tratasse segundo nossas faltas o que seria de nós?

Estamos sempre a querer o perdão e a misericórdia de Deus, mas não agimos assim com o próximo, principalmente se este próximo nos ofende. Corremos então a pedir a justiça para Deus. Cuidado! Somos incapazes de perdoar mas queremos o perdão? Só desculpamos alguém e ainda avisamos que se nos aprontar de novo não desculpamos mais? Que conversa é essa?

E quando Jesus disse a São Pedro que é preciso perdoar 7x70? – Não se trata de perdoar por toda a vida 490 vezes e pronto. Se trata como nos ensinam os estudiosos da bíblia de perdoar sempre. Do contrário todos teriam que ficar preocupados com cotas. O perdão que brota do amor que nasce de um coração misericordioso é infinitamente superior a limites.

Portanto, a um Deus assim, preocupado mais com nossa salvação até mesmo do que nós, que não se cansa de cuidar de nós, de nos procurar e de nos oferecer essa vida eterna; Ele que é tão zeloso para com seus filhos; muito mais do que um pai terreno o é para com os seus, tem por natureza e direito, a receber de nós um culto cheio de temor e respeito.

Não é ter medo de Deus. Este temor, que é um dos sete dons do Espírito Santo, significa ter medo de se afastar de Deus e de que Ele se afaste de nós por Termos ofendido e desagradado a Ele.

Outra passagem bíblica nos recorda que o início da sabedoria é o temor de Deus. Como ao católico isso precisa estar plenamente claro, pois esse Deus que nos criou é o tesouro das parábolas que Jesus nos conta sobre o reino dos céus. Como não o respeitar? Como não o tratar com o devido respeito que devemos dar? Se entre nós homens e mulheres muitas vezes vivemos dizendo que “respeito é bom e eu gosto”, que “é preciso respeitar os mais velhos”, eu respeito isso, eu respeito aquilo, “quem quer respeito que respeite” e por aí vai. Ora, o respeito nos faz ter consciência de que estamos frente a uma realidade de filhos de Deus e seguidores de Jesus.

Quem não respeita logo é chamado de mal-educado entre outros “adjetivos”. E quem não respeita a Deus? Como é que fica? Quem não respeita suas leis, seus ensinamentos, toda a sua criação e tudo o mais que Dele procede?

Ai destes, como diz Jesus! A coisa é séria caros leitores. Todo o nosso proceder para com Deus não pode ser de qualquer jeito, nem pode estar em meio termo, muito menos num comportamento de política de salário mínimo ou de jogo de interesses egoístas.

Temor e respeito, medo de ofender a Deus e de que Ele se afaste de nós e comportamento para com Ele digno da sua infinita majestade.


fonte: Jefferson Roger

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