sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O celibato


Carlos leitores, para encaminhar a questão do celibato sacerdotal, vamos discutir o que é superior: o Matrimônio ou o "estado de virgindade" consagrada a Deus. Veremos que, segundo as Escrituras, espiritualmente o estado de virgindade é superior ao dos casados. O próprio Senhor Jesus Cristo atesta que:

“Todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, esposa, filhos, terras ou casa, receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna."(Mt 19,29)

É patente, por esse texto, que Jesus aconselha alguns a deixarem a possibilidade de ter esposo ou esposa para servi-Lo. E é o que fazem os sacerdotes católicos, assim como os religiosos consagrados. Bastaria esta passagem do próprio Deus homem, Jesus Cristo, para ter comprovadas a validade e a excelência do celibato sacerdotal. Mas, para ratificarmos ainda mais, prosseguiremos.

O mesmo Cristo diz também:

“Nem todos são capazes desta resolução, mas somente aqueles a quem isto foi dado. Porque há alguns eunucos que nasceram assim, do ventre de sua mãe; e há outros eunucos, a quem outros homens fizeram tais; e há outros eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor ao Reino dos Céus. O que é capaz de compreender isto, compreenda-o."(Mt 19,11-12)

Evidentemente, Jesus não estava pedindo uma mutilação física, assim como quando disse que era melhor arrancar um olho do que pecar com ele (Mt 5,29), não estava incentivando que as pessoas se cegassem. Cristo, falando em "eunucos" voluntários, se referia àqueles homens que, por amor a Deus, renunciavam à possibilidade de ter mulher, como vimos na citação anterior.

O próprio Senhor Jesus Cristo, – Sacerdote por excelência, – deu-nos o seu exemplo, não se casando. Não deveriam os sacerdotes imitá-lo?

Também a santíssima mãe de nosso Senhor foi virgem sempre. Nosso grande pai São José nos deu o mesmo exemplo de castidade. O "discípulo amado" de Jesus, São João Evangelista, manteve-se virginal. São João Batista, de quem Jesus disse não haver maior homem nascido de mulher, foi virgem também. Comumente, a Bíblia nos ensina por meios que vão além da literalidade do texto, nos exemplos dos santos, dos profetas, dos santos anjos, dos homens e mulheres justos, tementes a Deus.

Indo ainda além, encontraremos o testemunho do próprio S. Paulo Apóstolo, na sagrada Bíblia, de que casar-se é bom, mas que permanecer, – assim como ele, – em estado de virgindade é ainda melhor: "Digo também aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, como também eu. Mas, se não têm o dom da continência, casem-se" (1Cor 7, 8-9).

Entre tantos outros fatores, as palavras de S. Paulo, aconselhando a ser como ele, associadas às palavras do Cristo, sobre o valor dos que deixavam mulher por amor d'Ele, levou a Igreja, sempre guiada pelo Espírito Santo, a estabelecer a lei do celibato. Supor que a Igreja errou, ao fazê-lo, seria negar a Promessa de Cristo de que estaria com ela todos os dias, até o fim do mundo (Cf Mt 28,20). Ou dizer que as portas do inferno prevaleceram sobre a Igreja, o que seria igualmente afirmar que o Senhor falhou com a sua palavra (Mt 16,18).

Quanto ao tão surrado argumento de que S. Pedro fora casado, e que por isso o celibato sacerdotal não teria sentido, o demoliremos com muita rapidez e objetividade. De que Pedro foi casado, não há dúvida. Mas, ora, quando Cristo curou sua sogra, está dito que, tendo sido curada da febre, "ela levantou-se, e pôs-se a serví-los" (Mt 8,14). Se S. Pedro tivesse ainda esposa, seria natural que esta, e não a sogra de Pedro, os servisse. Além disso, em parte alguma as Escrituras mencionam a mulher do Apóstolo. É bem possível, portanto, que S. Pedro tenha ficado viúvo bem próximo ao tempo em que conheceu Jesus Cristo.

Por fim, concluímos dizendo que a Igreja Católica sempre defendeu o Matrimônio como estabelecido por Deus, e condenou as seitas gnósticas, maniqueias e cátaras que proibiam o casamento. Assim, erra quem supõe que a Igreja, impondo o celibato aos sacerdotes, condena o casamento. Ela apenas considera, com e como S. Paulo Apóstolo, que casar é bom, mas que não se casar por amor a Deus é ainda melhor. Por isso, ela criou a lei do celibato para aqueles que livremente queiram ser sacerdotes de Cristo. Se o Sumo Sacerdote, Cristo, viveu virginalmente, os seus sacerdotes devem imitá-Lo.


fonte: o fiel católico

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