sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Santificar-se e Santificar


A salvação e santificação vem por muitos meios. E sem dúvida alguma uma delas são os filhos. É muito fácil perceber a presença de Deus ao olharmos para uma criança. Não é a toa que Jesus disse: “deixai vir a mim as criancinhas”. Feitos a imagem e semelhança de Deus, completamente dependentes de vários tipos de cuidados por muitos anos de vida, não existe dúvida quanto ao comprometimento que essa paternidade tem para com os propósitos divinos.

Sangue do seu sangue, carne da sua carne, os filhos enxergam e enxergarão nos pais um exemplo a ser seguido. De várias maneiras. Não é possível, portanto, para um cristão temente a Deus, olhar-se no espelho e enxergar-se justo perante Deus se alguma falta proposital está sendo cometida. Como falar o que se deve fazer aos filhos e não mostrar com exemplos e atitudes? Parece meio farisaico isso não é mesmo? “Ai” desse tipo de comportamento. E este “ai” é de Jesus. O trabalho que um filho dá, vai mudando ao longo da caminhada. Da mesma forma os cuidados vão se modificando. Alguns cuidados permanecem inalterados, outros cuidados são próprios das faixas etárias. Porém, o filho depois de adulto continua sendo filho, e como dizem as mães aos velhacos e marmanjos: é o meu bebê. Que bonito isso! O amor de mãe é um exemplo de amor sem reservas, de amor por amor, pensando no que é bom para o outro.

A vida de uma família se transforma com a chegada de um novo membro. Planejado pelo casal ou não, não importa. Ele foi planejado por Deus e os planos de Deus sempre estarão acima dos projetos humanos ou de qualquer tipo de projeto. Sabemos que é verdade pois do contrário Jesus seria um mentiroso sem igual. E não é assim, tudo que nos acomete durante toda a nossa peregrinação por este vale de lágrimas tem o desejo, anseio e a permissão de Deus. Este novo membro que fala a linguagem do choro e ainda tem seu relógio biológico irregular, assim como suas funções psicomotoras, modifica a rotina geral de uma casa e a rotina particular de cada membro da família. É um verdadeiro chacoalhão na vida das pessoas que se vem diante de uma bifurcação, de uma escolha. Bom, sobre escolhas sabemos muito bem como são. Nossa vida é repleta delas, sempre estamos a escolher alguma coisa. Escolhemos o que fazer, como proceder, escolhemos isso, escolhemos aquilo, escolhemos aquele outro. Não adianta, sempre escolhemos e escolhas nos levam a tomar decisões. Decisões nos levam a tomar atitudes. Atitudes nos levam a receber consequências sobre tudo.

Consequências ruins? Nos são apresentadas em forma de arrependimento. E sempre é assim pois o resultado do que fizermos se não for adequado e condizente com um bem maior, trará a boa e velha consequência. Então vale aqui lembrar o velho ditado popular que diz: “não adianta chorar sobre o leite derramado”. Como sempre digo os ditados populares são as parábolas do povo. Sempre encontraremos neles verdades muito importantes para a vida. São uma forma de expressar em linguagem simples as realidades comprovadas.
Pois bem, e os filhos, voltemos a eles. Estávamos a refletir sobre a oportunidade que temos de nos santificar com eles, neles e de santifica-los.


Deuteronômio 6,5-9

5 Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.
6 Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração.
7 Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares.
8 Atá-los-ás à tua mão como sinal, e os levarás como uma faixa frontal diante dos teus olhos.
9 Tu os escreverás nos umbrais e nas portas de tua casa.

Os filhos que são um dom de Deus, precisam ao gosto do nosso criador serem educados no temor do Senhor por amor a Ele. O que de mais precioso que temos em nossas vidas, Deus; precisamos oferecer aos nossos filhos. Dá-lo a conhece-lo e aprender que por Ele, por seu amor, do nada passamos a condição, pela redenção e batismo, de filhos de Deus. Herdeiros por natureza e direito de participarmos de sua glória eterna em seu reino.

Nos esforcemos, pois, para que nenhum de nossos filhos, nenhuma das criancinhas deixem de ir a Jesus. Que nossos esforços como pais e padrinhos sejam repletos de compromissos e exemplos a serem seguidos, sempre fazendo tudo aquilo que é certo e agradando a Deus.

Que o Espírito Santo nos cumule com seus dons, Ele que intercede por nós com gemidos inefáveis nos auxilie, nos ensine e nos conduza através de sua esposa divinal, a Virgem Santíssima até a porta estreita, até seu filho Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida. E assim, Jesus nos conduzirá ao Pai, pois Ele, Jesus, nos ensinou: ninguém vai ao Pai senão por mim. Que possamos ensinar tudo isso e muito mais aos nossos filhos para que, se for da vontade de Deus, subirmos para junto do Pai antes desses pequeninos, que eles possam caminhar na certeza de que o que aprenderam dos pais irá lhes garantir a vida eterna. E na certeza também, de que esses mesmos pais os esperam para o convívio eterno junto a Santíssima Trindade pelos séculos dos séculos, assim como minha filha Clara Suzana que faleceu antes de completar um ano de vida e minha mãe nutrícia, Elizabeth, falecida aos 43 anos de vida, me aguardam na presença do Senhor. Essa é a fé dos católicos, essa é a fé que aprendemos na igreja fundada por nosso Senhor Jesus Cristo, amém.


fonte: Jefferson Roger

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