quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sou o Senhor e não mudo


Malaquias 3,6 – “Sou o Senhor e não mudo”. Pois é caros leitores, lá vamos nós. O ser humano está sempre a insistir que é dono de sua vida e livre para fazer o que quiser. Diz que a vida é curta e que é preciso aproveitá-la. Muitos também, em algum momento de suas vidas acabam passando pela tentação do desânimo. Alguns exemplos. “Me esforço tanto e a vida é tão difícil ao passo que aquela pessoa, que nem é tão boa, para ela tudo é tão fácil na vida... Ou ainda, aquela pessoa não passa dificuldades nenhuma e tudo se ajeita para ela enquanto que para mim as coisas não vão para frente... Nem precisamos continuar. A lista de exemplos ficaria muito grande. Já ouvimos e algumas vezes na vida até agimos assim.

E quando batemos de frente com a realidade e enxergamos nossa condição de criaturas de Deus, para muitos a revolta preenche o coração. Deus se transforma num desmancha prazeres. Ahhh, temos a solução! Se Deus faz parte dos meus problemas ou se é causador deles, ora vamos deixar Deus de lado, vamos nos tornar ateus. Resolvido.

Porém, ser ateu também é difícil. Para mim, que sou católico de berço, não consigo compreender como uma pessoa pode acreditar que ela era um nada, passou a existência e depois quando morrer passará ao nada, deixando de existir para todo o sempre. Eu não entendo caros leitores. Existe ainda, aqueles que são meio ateus. Acreditam que não é obra de Deus todas as coisas, inclusive eles, mas acreditam que existe alguma coisa depois da morte. Alguma energia cósmica superior que os envolverá e os acolherá vivendo a partir de então numa consciência cósmica coletiva. O que é isso? Não posso, no entanto, dizer que piorou porque quem pensa assim sente que existe uma supremacia além desta vida. Quem sabe pessoas assim acabarão se rendendo a verdade divina e abraçando os planos de Deus.

E isto é exatamente o que Deus quer de nós. Por isso nos concedeu o dom da fé, que é a certeza sobre aquilo que não se vê. Sobre a fé é importante ler o capítulo 11 da carta aos Hebreus. Alguns ainda podem argumentar dizendo que não é uma escolha justa porque como escolher entre duas coisas sem atestá-las primeiro? Repito: recebemos de Deus inicialmente o dom da fé. Vamos parar de rotular a Deus como definições mundanas.

O mundo prega ver para crer, os céus pregam crer para ver. Façamos nossa escolha.

“Sou o Senhor e não mudo”. Este trecho que encontramos no livro do profeta Malaquias 3,6 ilustra de forma categórica o perfil de nosso criador. Ou seja, Deus vai agir como Ele quer e não como nós gostaríamos que agisse. Ele não irá nos mimar para que nos percamos no inferno. E quando Ele age nos concedendo o que pedimos é porque isso está conforme a sua vontade e irá contribuir para nossa salvação. Do contrário, não nos enganemos, o “não” que muitas vezes recebemos de Deus tem caráter salvífico porque Ele sabe de tudo que precisamos e o que é melhor para nós.

Ou nos configuramos a sua vontade, ao seu projeto e plano ou não vai dar certo. Está claro, Ele não muda. Jesus nos ensinou na oração do Pai Nosso; seja feita a vossa vontade, assim na terra como nos céus. Nossa revolta, rebeldia e desobediência, nos comportando como alguns dizem de gênio duro e difícil de lidar, não irá gerar muitos frutos. E vamos ser mais francos ainda? Não irá gerar nenhum fruto, pelo menos nenhum bom fruto. Na carta aos Hebreus 6,12 aprendemos do apóstolo a sermos imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas. E a isso soma-se o ensinamento de Jesus que nos ensina que existe uma virtude entre tantas que será recompensada. Ele diz: “aquele que perseverar até o fim, este será salvo”.

O criado do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis nos concede através do batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, a condição de nos tornarmos seus filhos, membros da igreja de Cristo, herdeiros de suas promessas. Acolhamos a salvação paga a preço de sangue na cruz, vivamos o desafio diário de sermos católicos, até o fim, na perseverança que pode nos cobrar por amor a Jesus, até nosso último suspiro, como aconteceu com muitos santos e santas.

Que também nós, façamos a experiência de Deus, nos convertamos, abracemos as verdades que não passam e passemos por nossa peregrinação aqui na terra não dando desgosto aquele que nos amou primeiro.


fonte: Jefferson Roger

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