quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Confessemos os nossos pecados

Hoje em mais uma participação minha na santa missa do meio-dia, aqui próximo do local onde trabalho. Pude testemunhar a densa procura dos fiéis pelo sacramento da confissão antes e durante a celebração da santa missa.

A começar por mim. Eu, que tenho cada vez mais me esforçado para fazer a vontade de Deus Pai, me aproximando de Jesus por Maria, através da consagração total pelo método de São Luiz Maria Grignion de Monfort, procuro sempre e a cada vez mais, manter uma vida de muita oração e proximidade com o sagrado. E hoje, saí para o intervalo do almoço às 11:30 da manhã. Desde cedo logo ao acordar, já ouvia dentro de mim o chamado para a confissão. Normalmente é meu anjo da guarda que intui em mim essas coisas.

Oficialmente, se é que posso assim dizer, eu me declaro tendo duas santas padroeiras. Santa Gema Galgani e Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus as quais rezo diariamente. Também recorro a São Gregório Magno que é o santo do dia em que nasci. Nas sextas-feiras recorro a Santa Catarina de Sena, Santa Clara de Assis e Santa Verônica Giuliani, santas muito penitentes, justamente por ocasião da minha prática religiosa do jejum na sexta-feira. E só para lembrar aos católicos, aqui no Brasil sexta-feira é dia de penitência decretado pela CNBB e aprovado pela Santa Sé. Em verdade peço o auxílio divino a toda milícia celeste disponível pela graça de Deus através da comunhão dos santos e dos seus anjos. Comumente também dirijo minhas orações a Santo Antônio, São José, Santa Bernadete, São Bento, Santa Giana Bereta, Santa Sofia, São Luis Maria Grignion de Monfort, São João Maria Vianney, Santa Faustina, São Padre Pio, entre tantos outros, além das minhas orações diárias ao meu anjo da guarda, o anjo custódio, a São Miguel, São Rafael e a São Gabriel. Rosários e terços todos os dias várias vezes ao dia são um cotidiano em minha caminhada com a cruz nas costas. Cruz esta que nunca deixa de me lembrar que ela está ali, no meu ombro.

Deixando de lado o pequeno resumo que fiz sobre um pouquinho da minha religiosidade, para que pudessem entender minha sensibilidade ao divino, o que quero destacar é que hoje, tendo saído do trabalho em tempo para uma boa confissão antes da missa começar assim o fiz. Mais uma vez, como católico, lá estava eu, um fiel que se confessa cerca de 15 vezes por ano, o que não se pode dizer se é muito ou pouco pois precisamos confessar nossos pecados na medida em que os cometemos.

Jesus disse, confessem seus pecados uns aos outros, através do apóstolo Tiago, inspirado pelo Espírito Santo de Deus. Que maravilha isso e mais, disse no evangelho de João que, a quem perdoardes os pecados, eles lhe serão perdoados e, a quem lhes retiverdes eles lhe serão retidos. Quando Jesus soprou o Espírito Santo nos apóstolos antes de proferir essas palavras concedeu o poder de perdoar os pecados. Não existe dúvida quanto a isso. Deu esse poder aos apóstolos, os primeiros sacerdotes da sucessão apostólica iniciada em São Pedro. Por conseguinte, entre eles, tal realidade ordenada por Jesus também é válida e isso constatamos na passagem da carta de São Tiago que acabei de comentar mais acima. Vamos resumir? Todos devem confessar seus pecados a Deus através da “persona in Christi”, que é o sacerdote, para receber o perdão da falta e a penitência para a expiação da consequência. Eis o perdão na ordem da graça. Já a confissão entre os homens também pregada por Jesus e o perdão entre os irmãos se faz para satisfazer a ordem da natureza.

Assim o quis Deus Pai e Jesus confirmou na oração do Pai Nosso: “perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Pois bem, lá estava eu, como ia dizendo, já confessado, já cumprido a penitência aplicada pelo sacerdote na capela do Santíssimo e de volta ao banco para assistir à missa me posicionando geograficamente próximo ao confessionário. E sabem o que aconteceu? Pude testemunhar como escrevi no início do artigo a procura das pessoas pelo sacramento da confissão. Homens fortões, senhoras de idade, mãe chegando com a filha de mãos dadas e primeiro confessando a mãe para depois confessar a filha. Casal de namoradinhos com uniforme escolar e mochila nas costas se aproximando da confissão. Funcionários da igreja e também uma freira.

Foi uma verdadeira demonstração da eficácia deste sacramento, que já dizia o Padre Duarte Sousa Lara, é um dos grandes segredos para nos tornarmos santos, que no fundo é sinônimo de nos tornarmos felizes. É preciso sempre recorrer a este sacramento. Assim como nos preocupamos com a higiene do corpo, diariamente, da mesma forma devemos nos preocupar com a nossa alma. Devemos sempre fazermos nossa “higiene espiritual” e levarmos a sério as práticas devocionais e religiosas que nutrem nossa fé e nos mantém no caminho do Pai.

Finalizo com uma recomendação, ensinamento e exortação que Nossa Senhora deu em suas aparições. Ela disse: “Ninguém está dispensado de se confessar ao menos uma vez por mês”. E em outra aparição Ela disse: Se querem ser perfeitos, se confessem toda a semana”.

E é para confessarmos os pecados, de forma clara, simples, direta e objetiva, sem enrolação ou omissão. É uma acusação pessoal dos pecados “arrependidos” que te impedem a reconciliação com Deus e sua volta para o caminho da cruz que vai te levar para a glória eterna no reino dos céus, além de um firme propósito de não mais cometê-los.

Nós não escolhemos que dia vamos tomar banho ou que dia vamos nos alimentar, e isso tem a ver com a saúde de nosso corpo. Por que então escolhemos quando nos confessar ou com que frequência ou ainda não levamos está prática a sério se isto tem a ver com a saúde de nossa alma? Só temos uma alma para salvar e uma chance para fazermos isso. Cuidemos!


fonte: Jefferson Roger

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