quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Presenciando a comunhão


Queridos leitores. Como bom católico que sou, uma das práticas que muito exerço é a participação da santa missa. Muitos santos já ensinaram que é mais salutar uma missa devotamente assistida em vida do que muitas encomendadas após nossa morte. E um sacerdote palestrava dizendo que achava muito estranho estar a cinco minutos de uma celebração e podendo, não participar por preguiça ou qualquer outro motivo que rapidamente se transforma em pretexto ou desculpa. E este sacerdote, o Padre Duarte Sousa Lara conclui dizendo que depois, no dia de nosso juízo, quando olharmos para traz, iremos perceber a estupidez que fizemos com nossa negligência.

E é sobre a questão da santa missa que aqui publico este pequeno artigo. No dia de hoje, 03/02/2016, como costumeiramente faço, no intervalo do almoço em meu trabalho, tenho a graça de estar fisicamente num local que me dá a opção de assistir a santa missa do meio dia numa das quatro igrejas que circundam o centro de Curitiba. A Igreja Bom Jesus na praça Rui Barbosa, a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no bairro Alto da XV, a igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, em frente ao terminal metropolitano de Guadalupe e a igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, localizada na praça Tiradentes. Pois bem, no dia de hoje, mencionado acima, saí um pouco antes do horário do almoço começar porque queria participar da missa na praça Tiradentes. Lá a missa é mais no estilo clássico, calma, serena, sem ginástica litúrgica, danças, palmas e outras manifestações que não se enquadram na natureza de uma santa missa.

Vale lembrar aqui que certa vez um dirigido espiritual do Padre Pio lhe perguntou: “Padre, como devo participar da santa missa?”. Ao passo que o bom sacerdote lhe respondeu: “Como Maria, o apóstolo João e as mulheres piedosas ao pé da cruz”.

Nem precisamos comentar a respeito não é mesmo. Isso sim é entrar de corpo e alma nesta graça tão profunda concedida por Deus para nossa salvação. Jesus ali, através das mãos do sacerdote se faz presente e se dispõe por nós e muitos preferem trocar esse momento único pelo celular. Afinal o whatsapp ou seja lá o que for sempre vem na frente. Pobres destes. E já vi pessoas ajoelhadas durante a consagração, atenderem o celular e se levantarem na maior naturalidade. Para estes Jesus já deu o recado. Ele disse que nem todo aquele que lhe chama de Senhor entrará no reino. E mais, o que deixamos de fazer de bom deixamos de fazer à Ele. Ai desses. Só nos resta, como fazem todos os santos e santas de Deus, rezar por eles e mostrarmos como se faz com nossos exemplos, testemunhos e atitudes, exatamente como fazia Jesus.

Muito bem, ia eu a caminho da missa quando algo dentro de mim me mandou mudar o trajeto. Como sou uma pessoa de muita oração e bem sensível ao que o céu sempre me diz, nem pensei duas vezes. Na hora mudei o trajeto e fui para a igreja do Guadalupe. Assisti uma belíssima missa, simples com uma homilia curta, porém sincera e muito questionadora feita pelo sacerdote Edson Odaguire (foto). Suas homilias são sempre muito boas e catequéticas e fazem o povo refletir. Posso afirmar sem sombra de dúvida que o sacerdote que melhor celebra nesta igreja é o Padre Edson. E inclusive recomendo a quem possa interessar, que faça a experiência de se confessar com ele.

Então para concluir o artigo, apesar dos maus hábitos do povo, acostumados com a batucada musical e das palmas excessivas e desconexas com a sacralidade do que se está a celebrar, neste dia em especial fui agraciado, e não só eu, com uma experiência que eu imaginava nunca mais poder presenciar. O sacerdote celebrante no momento que antecedia a celebração avisou que a comunhão seria entregue na boca. Foi o máximo, eu que pratico meu direito de receber o corpo do Senhor diretamente na língua, fiquei muito contente em poder assistir aquela cena, como a muitos séculos acontecia nos passos iniciais da primitiva igreja católica. Que alegria ver os fiéis que não devem receber a comunhão na mão como atesta São Tomás de Aquino e tantos outros santos, Nossa Senhora e até o próprio Jesus em algumas aparições, inclusive reconhecidas, além do documento da igreja memoriale domini; todos ali, perante o Rei dos reis, recebendo o penhor da cruz em forma de corpo, sangue, alma e divindidade em perfeita atitude de humildade e entrega. Que cena, fui transportado ao passado que tanto li e aprendi na história de nossa igreja e na vida dos santos.

Mais uma vez, o Deus do impossível me presenteou com essa graça. A de ver 100% das pessoas receberem Jesus na boca, sem tocar com suas mãos não consagradas. E o Senhor imutável mostra mais uma vez que nenhum obstáculo humano é para Ele intransponível. Parabéns ao Padre Edson Odaguire pela sua iniciativa catequética, mostrando que, como dizia São Francisco de Assis, é possível seguir Jesus e seu evangelho. Que seja sempre assim, como nos ensinou Jesus na oração do Pai Nosso: “Seja feita a Vossa Vontade”


fonte: Jefferson Roger

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