segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ser ateu...


Pois bem, certa vez Jesus disse a Santa Angela de Foligno que muitos seguem a moda que o mundo e as celebridades ditam. Tanto é verdade que basta algum show sertanejo ou de algum artista famoso nacional ou internacional que lá se vão um batalhão de fãs erguer acampamento em frente a estádios, hotéis ou onde for em busca daquela foto, de poder estar perto, quem sabe tocar na pessoa, quase como aquelas pessoas do evangelho que queriam tocar Jesus. E tem mais, isso para estas pessoas não é esforço nenhum. Vamos traduzir?

Trata-se de uma forma de idolatria. E não sou eu quem diz, é o próprio Jesus Cristo, redentor da humanidade. Ele nos ensina que se amarmos nossos pais e filhos mais do que amarmos a ele, não somos dignos Dele. Vamos ser sinceros. A primeira vista parece meio loucura. Deus que nos concede uma família, parentes, amigos e tantas pessoas de bem ao nosso redor de repente nos diz que nosso amor por todas essas pessoas não deve superar nosso amor por Ele. Pensam as pessoas que é loucura porque associam este ensinamento ao fato de que colocar Deus em primeiro lugar significa colocar o resto em outro plano e isso fatalmente inclui todas a pessoas que gostamos. Para muitos isso soa como uma atitude de desprezo. Muito pelo contrário, isso chama-se desapego a tudo. Está lá nas bem aventuranças em Mateus, no sermão da montanha.

Sei muito bem como é porque quando eu era mais jovem, a 21 anos atrás, num dia 22 de abril de 1995, sábado. Eu voltava do trabalho e minha mãe que a 3 anos sofria de câncer, tinha regressado do hospital para, como dizem os antigos, morrer em casa. E realmente morreu. O que ocorreu é que nesta ocasião, quando cheguei do trabalho, encontrei a casa cheia, vários familiares em oração e fazendo companhia e assim foi até o último suspiro de sua vida. Cheguei do trabalho e como era dia de treino, sou corredor de rua, maratonista, me arrumei e fui rotineiramente fazer o meu exercício. Foi a gota d'água para muitos. Como pode, era o comentário geral. A mãe morrendo e ele saiu para correr? Não gosta mesmo dela... e tantos outros comentários. Teve gente que não acreditou no rebuliço e foi até a frente da casa para comprovar se de fato eu tinha ido correr. E eu tinha.

O exercício terminou, cheguei em casa, fui ver minha mãe, fiquei com ela e tudo o mais. Afinal, para mim, no meu interior eu já sentia que Jesus estava concedendo para ela a graça da purificação final antes da sua morte. E depois do ocorrido a paz e a serenidade reinou dentro de mim. Não a tristeza pois sabia eu que, mesmo que ela ainda precisasse passar pela sua expiação no purgatório, assim minha fé e o exemplo de vida dela me permitem acreditar, estaria ela adiante de mim, distante de mim e mais próxima de Deus. Não vejo porque ficar triste. Para mim a tristeza nestes casos é um sentimento egoísta porque agora aquela pessoa foi temporariamente afastada de nosso convívio e com a morte, Deus nos lembra quem está no comando.

Bem, mas como sabemos não é bem assim. Como falávamos ao inicio do artigo essa coisa de Deus, assim chamam os ateus, não é para qualquer um. Para ilustrar o que estamos a refletir transcrevo aqui uma entrevista dada pela atriz nacional Andrea Beltrao para a revista Marie Claire:

"Andréa Beltrão (foto) chamou um padre para rezar no velório do seu irmão — ele morreu aos 19 anos de um aneurisma cerebral. A atriz tomou essa providência porque era o que parentes e amigos do seu irmão esperavam que houvesse. Se dependesse apenas dela, não haveria sacerdote no velório. Beltrão é ateia assumida.

“Sou cética mesmo”, disse ela em uma entrevista em outubro de 2009 à revista Marie Claire. “Não acredito em nada. Só em mim e nas pessoas que amo.”

Quando seu irmão morreu, ela até gostaria de acreditar em algum deus, porque, assim, “seria mais fácil superar essa dor”.

Além de atriz, Andréa Vianna Beltrão é comediante, cineasta, jornalista e roteirista de cinema, teatro e TV. Ela nasceu no dia 16 de setembro de 1963 no Rio de Janeiro. É casada com o cineasta Maurício Farias, com quem teve os filhos Francisco, Rosa e José.

A atriz é de uma família de céticos. Não foi batizada, não fez a primeira comunhão. Portanto, nunca teve expectativa de obter ajuda de alguma divindade. “Se estou passando por um momento difícil, ouço música, choro, e é só”, disse.

“Fé, para mim, é sinônimo de esperança. É um pensamento firme de que 'tem que dar certo'. E, se não der, não deu. Não foi Deus que quis.”

Beltrão nunca se impressionou com pregação de religiosos. “Eu acredito mesmo quando um físico começa a explicar a origem do mundo.”

Ela disse que tem “alguma espiritualidade”, mas “isso não tem nada a ver com religiosidade”.

“Sou muito positiva e acho sempre que o melhor pode acontecer. Às vezes, quando está tudo muito ruim ou triste, me concentro em minha família, nas pessoas que eu gosto, na força, na coragem. Me apego mais a isso.”

Ela não batizou seus filhos, mas a avó materna ensinou Rosa a rezar. “A menina tinha até um santinho que ela botava em baixo do travesseiro.”

Francisco às vezes questiona a irmã, ou pelo menos isso ocorria na época em que a atriz deu a entrevista à revista.

Em uma desses questionamentos, o menino disse: “Rosa, Deus não existe, você é louca? Deus, que Deus? Você acha que se Deus existisse alguma criança pobre ia morrer de fome? Você acha que se Deus existisse iriam fazer violências contra as crianças?”.

Ela respondeu aos prantos: “Não. Tudo isso é mentira sua. Coitado Dele, Ele não pode tomar conta de tudo”.

Francisco insistiu: “Ele não tá nem aí, sua boba. Ele se esqueceu dos pobres”.

Horrível não é mesmo, ouvir da boca de uma criança afirmações como estas tão negativas a respeito de Deus. Quanto mal semeado pelos ateus num mundo onde a evidência do dedo de Deus é irrefutável. Negar a verdade revelada, segundo São Tomás de Aquino, é uma das seis formas de pecar contra o Espírito Santo, pecado este que não existe perdão nem nesta vida e nem na outra. Pobres dos ateus, rezemos por eles todos os dias. Isso é um pedido dos céus, inscrito na bíblia que foi relembrado em 1916 quando o anjo de Portugal apareceu aos três pastorinhos de Fátima, ensinando-lhes a seguinte oração: "Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão por todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam". E ainda na mesma época ensinou esta oração: "Pai Eterno, eu vos ofereço o corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação pelos ultrajes, blasfêmias, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E peço-vos, pelos merecimentos infinitos do seu Santíssimo Coração e pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, pela conversão de todos os pobres pecadores".

Jesus disse que não veio para os justos, mas para os pecadores. Sigamos o seu evangelho e todos os ensinamentos da tradição católica e apostólica onde está testemunhado que o corpo de Cristo, a sua igreja, peregrina por este vale de lágrimas na comunhão dos santos e na vivência dos sacramentos e da palavra de Deus, sempre em busca de colaborar na missão da igreja do Senhor que é a de levar mais e mais pessoas para o céu. Seja pelas nossas orações, testemunhos, exemplos e atitudes.


fonte: Jefferson Roger e www.paulopes.com.br

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