quarta-feira, 9 de março de 2016

Guarda os Mandamentos em teu coração

Deuteronômio 6,6-7 - 6 Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração. 7 Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares.

Traduzindo o versículo 7 significa dizer que a todo o instante devemos em nossas vidas sermos um exemplo vivo dos mandamentos de Deus, seja no falar e no agir. E mais, somos exortados a ensinar os mandamentos do Senhor dentro de nossa própria casa, no meio de nossas famílias. Este pequeno trecho das sagradas escrituras esconde muito mais do que parece aparentar, como na realidade o é em toda a bíblia. É por isso que nunca devemos nos dirigir com um olhar intelectual às sagradas escrituras, com espírito aventureiro e explorador, ou como a um cientista que está querendo desvendar e comprovar suas hipóteses.

Todo esse comportamento é em vão. Deus escondeu dos sábios para revelar aos pequeninos. Não devemos nos aproximar das coisas sagradas com uma perspectiva divina, como se nos colocássemos no lugar de Deus. Isso além de ser um sacrilégio, uma blasfêmia e uma ofensa aos mandamentos de Deus, também é uma atitude de soberba das piores, bem no estilo de satanás. Nosso olhar em relação ao divino deve ser de baixo para cima.

Ai das pessoas assim, que não reconhecem com suas brilhantes inteligências aquilo que pela fé é obvio. Muitos gastam horas e horas de mais estudos em cima de estudos para “aprender” sobre muitas coisas cuja ignorância não nos imputará condenação nenhuma. São tantas as pessoas que se ocupam em aprender o raciocínio e o esforço mental humano para desdobrar a revelação divina pontuando aspectos que absolutamente são por si só, um adendo no saber que não servirá em nada para aumentar e cultivar a fé de ninguém.

Eu mesmo já participei de algumas formações bíblicas e religiosas dentro do catolicismo e posso afirmar que mais de 95% delas não trouxeram nada de novo, que me fizessem aumentar a fé ou compreender melhor algum aspecto da religião que vivo.

Já ouvi muitos padres falarem por horas a fio sobre assuntos que não fazem brotar ou aumentar um amor e fé maior pela Santíssima Trindade, por Nossa Senhora e pela reta ortodoxia doutrinal católica de mais de dois mil anos. São tantas barbaridades que se ouve por aí e mais, não ensinam bem e ainda dão mau exemplo, agindo em desacordo com os Evangelhos.

No entanto, ainda bem que existem os outros 5% da coisa. Pessoas que realmente transmitem aquilo que Jesus espera dos corações. Pessoas que com o seu comportamento motivam outros a serem imitadores do Cristo, no falar, no pensar, no sentir e no agir. Assim são algumas almas verdadeiramente tocadas pelo céu. Humildes em suas atitudes, desapegadas de tudo que passa e com um coração conformado para seguir o que se pede neste pequeno trecho do livro do Deuteronômio. Afinal, os mandamentos demandam uma hierarquia, um dever, uma regra, uma ordem, uma prescrição. Evitam o oba oba, evitam a desordem e a bagunça em todo o agir do ser humano, seja por pensamentos e palavras, atos e omissões. Mas os mandamentos que Deus nos oferece, isso mesmo que escrevi, os mandamentos que Deus nos oferece, são a garantia de que, se entendermos os seus porquês, sentiremos enorme satisfação em segui-los porque saberemos que no final deste curso, está o prêmio eterno.

Por isso é que está escrito para guardarmos eles em nossos corações, pois Jesus já nos ensinou que tudo brota do coração e onde está nosso coração ali estará nosso tesouro. Do contrário os mandamentos não irão passar de um pesado fardo que nos obriga e nos oprime e retira de nós toda a liberdade para fazermos tudo que bem quisermos e que o mundo incansavelmente nos oferece para saciarmos nossos apodrecidos desejos da nossa fraquíssima carne.

Não sejamos assim, sejamos como nos ensina a carta aos Hebreus, 6,12 – Sejamos imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornam herdeiros das promessas. Nossa Senhora disse a Santa Catarina Labouré que não promete a felicidade neste mundo, mas no outro. Ou seja? A felicidade é uma realidade do espírito enquanto o prazer é uma realidade do corpo. Confundir essas naturezas determina o erro ou o acerto dos filhos de Deus. Não cultivemos a preguiça vocacional, e sim busquemos através de nossas práticas religiosas aprendermos e crescermos constantemente até chegarmos a estatura de Cristo.

Santa Catarina de Sena também disse: “quando abraçamos nossa cruz paramos de padecer”. Significa compreender que toda a regra criada pelo criador visa nosso bem e nossa salvação. Se debater contra essas verdades é agir com rebeldia, revolta e desobediência, bem ao estilo do diabo. Ele sabe como caiu e usa o mesmo meio para que caiamos também. É preciso pois vigiarmos e orarmos sem cessar e vendermos tudo para comprarmos a pedra preciosa encontrada no deserto.


fonte: Jefferson Roger

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