quarta-feira, 23 de março de 2016

O pecado

Olá caros leitores, transcrevo para meu blog uma excelente reflexão sobre o conceito de pecado que a sociedade insiste em promover nas pessoas feita pelo sacerdote Padre Paulo Ricardo, atualmente vigário da paróquia Cristo Rei em Cuiabá:

“Este é um conceito que as pessoas precisam aprender a reelaborar: “O que é pecado?” As pessoas pensam que pecado é uma coisa boa, gostosa, legal, mas que Deus a proibiu porque Ele é “chato”. Como se Ele fosse um “estraga-prazeres” que acordou mal-humorado e disse: “Quer saber? Vou proibir um bando de coisas para aquele povo lá na terra!”. Não é nada disso! As pessoas precisam entender que a coisa é pecado porque ela nos destrói. O veneno é mortal porque ele é mortífero. O sexo fora do matrimônio faz mal não porque a Igreja proíbe. Não vai acontecer, mas vamos supor que a Igreja dissesse: “Gente, tá liberado. Todo o mundo agora fazendo sexo!”. Ainda assim estaria fazendo mal porque Deus fez o sexo para quando há compromisso.

As pessoas precisam aprender que o sexo diz para a outro: “Eu me entrego inteiro a você de corpo e alma”. Se o sexo diz isso, que sentido tem eu ter uma relação sexual com a pessoa e depois me levantar e ir para minha casa? Há então aí uma divisão de corpo e alma, e, quando há divisão de corpo e alma nós damos o nome a isso de morte.

Nós temos visto que o sexo no namoro em vez de solidificar a relação, ele a abala, porque fica sempre aquela pergunta: “Será que a pessoa me ama ou está usando o meu corpo?” E aqui é importante os jovens saberem que estas verdades, sobre as quais a Igreja prega, eles não precisam encontrá-las no Catecismo da Igreja Católica ou na Bíblia (elas estão escritas lá também), mas a verdade que a Igreja prega pode ser enxergada em seu interior”.

Pois bem, com esta reflexão muito esclarecedora cai a máscara a respeito do adultério e da fornicação, pois se eu me relaciono com alguém infringindo o conceito de que sexo é uma realidade pensada e criada por Deus como ato exclusivo dos esposos em santo matrimônio, de todas as formas estou a cometer um pecado grave, que como diz São Paulo, mancha nosso corpo além da nossa alma.

É bem verdade que o mundo se escandaliza cada vez mais com o que é pecado. Não precisamos ir muito longe em nosso dia a dia para percebermos o enorme esforço que muitos fazem para promover uma luta desenfreada frente ao divino. De várias formas se combate as verdades do evangelho e se proclama aos quatro ventos uma “evolução” da humanidade que visa o bem comum. Quanta besteira e maluquice os seguidores do inimigo, apartados de Deus por vontade própria, promulgam e defendem como algo verdadeiro e irrefutável. Fazendo assim declaram a quem quer que ouça, que Deus é, como diz o Padre Paulo Ricardo, um “desmancha prazer”.

Isso não é mais pecado, antigamente era pecado, agora não é mais. Esse pecado não conta. Se te fizeram isso antes, então essa tua atitude não é pecado. E por aí vai... De tantas formas se peca e de tantas formas se justifica o pecado. Ai dos pecadores que estão em vão a praticar aqui na terra, suas desculpas que na frente de Jesus o justo juiz, de nada adiantarão.

Lembremos, Eclesiástico 15,21 - Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar.

O pecado é uma realidade que nos destrói, destrói nossa alma e nos presenteia com a condenação eterna. Deixemos de lado essa realidade, dia após dia porque dia após dia o que temos a fazer é carregarmos nossa cruz. Jesus nos espera no Calvário, nossa cruz precisa ser deixada ao lado da cruz redentora. Caminhemos sempre com o olhar fixo para cima, fixo na eternidade e assim não teremos tempo para nos distrairmos com aquilo que passa e nos desvia de nosso fim último: a glória eterna do paraíso.


fonte: Jefferson Roger

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