quarta-feira, 29 de junho de 2016

Os pecados da carne

1ª Coríntios, 6,15-20 - 15 Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! 16 Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24). 17 Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18 Fugi da FORNICAÇÃO. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o IMPURO peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? 20 Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.

Olá caros leitores, mais uma vez hoje iremos refletir sobre o tema dos pecados da impureza. Os pecados com a maior participação do corpo, como o adultério e a fornicação. Relembrando de forma bastante sintetizada temos:

Pecado do adultério: pessoa que contraiu o sacramento do matrimônio e tem relações sexuais, ato exclusivo dos esposos, com outra pessoa que não é o cônjuge ou a cônjuge.

Pecado da fornicação: pessoa que não contraiu o sacramento do matrimônio e tem relações sexuais com outra pessoa.

Lembremos também que o sexto mandamento de Deus diz: Não pecar contra a castidade. Para colocarmos um pouco mais de luz na questão verifiquemos que guardar a castidade significa se manter fiel a um só. Se estamos solteiros guardamos a castidade nos mantendo fiel a Jesus Cristo. Se estamos casados através do sacramento do matrimônio, nos mantemos fiéis a Jesus Cristo e a partir de então, a pessoa que no altar, na presença de Deus, recebemos como esposa ou esposo. Feito este pequeno apanhado a respeito das verdades divinas fica bem claro no trecho da carta aos Coríntios descrito no início deste artigo, que não podemos por direito divino, manchar nosso sagrado e digno corpo, corrompendo-o com a lama dos pecados da impureza, com os pecados da carne. Como membros do corpo de Cristo cabeça, que é a igreja, não podemos perder de vista o horizonte que nos aguarda e para o qual estamos a caminhar. Nesta passagem bíblica o termo exemplificado para os pecados da impureza é a expressão “prostituta”, mulher que dispõe seu corpo para “serviços” sexuais, como se fosse um objeto descartável, uma mercadoria, um artigo, um banheiro público, onde mediante pagamento, as pessoas usam como querem, satisfazendo seus escravizadores desejos da carne, seus prazeres que viciam tirando suas liberdades.

E note-se que, muitos se colocam em uma posição mais escravizada ainda por este tipo de pecado porque os amantes, namorados e noivos que praticam o sexo, pessoas com encontros casuais para terem relação sexual com parceiros de mesmo sexo, sexo oposto ou mais de um parceiro, todas estas pessoas desobedecem gravemente a lei de Deus e caminham em meio aos seus prazeres tão maravilhosamente experimentados na carne, rumo ao precipício do inferno onde irão rolar para a condenação eterna.

E mais, todas as atitudes relacionadas de forma egoísta ou virtual com estes tipos de pecados da impureza, que ferem a dignidade do templo do Espírito Santo, ofendem a Deus no seu primeiro e no seu sexto mandamento, também colocam o ser humano em estado de pecado mortal, longe da graça de Deus e da possibilidade de salvação. Se esta condição permanecer através do endurecimento do coração, que fecha a porta para o arrependimento, o perdão e a conversão com firme propósito para mudança de vida, não existirá perdão nem na outra vida, assim nos ensina Jesus.

Para concluir coloco aqui um ensinamento de Santa Tereza D’Ávila que como Madre superiora do Carmelo que comandava, ensinava às suas dirigidas: “Pessoas de sexo oposto não devem incorrer em liberdades, intimidades e familiaridades sobretudo, se estiverem a sós, mesmo que para a oração. É prudente um convívio desta natureza em maior número de pessoas pois estando apenas dois, o que rege em matéria de salvação, é que esta condição é exclusiva de pessoas em santo matrimônio”.

Maravilhoso ensinamento desta brilhante santa que traz à tona em nossas memórias o fato de que não devemos conviver com o perigo, conforme nos ensina o livro do Eclesiástico e de que devemos sim, como nos alerta o livro dos Provérbios, nos afastarmos dele. Como diz São Paulo, tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo nos é permitido por causa do livre arbítrio, mas nem tudo nos convém porque Deus não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar (Eclo 15,21).

Afinal, como nos recorda Madre Teresa de Calcutá, no fim das contas tudo é entre você e Deus. Cuidemos de nos guardar para o céu não corrompendo este sagrado dom que é o nosso corpo, morada do Espírito Santo, para que possamos no dia de nossa passagem pelos novíssimos, poder apresentar os frutos de nossas obras na prestação de contas sobre o que fizemos com o tempo e com o que Deus nos deu.


fonte: Jefferson Roger

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