quarta-feira, 27 de abril de 2016

Amor e Desejo

Vira e mexe nos deparamos com pessoas que defendem a corrente de pensamento de que amor e desejo podem ser separados da realidade humana e, desta forma, a brilhante solução humana abre espaço para muitas possibilidades no que diz respeito ao relacionamento a dois.

E quando ouvimos suas explicações o entoar de suas palavras parecem tão convincente que lá se vai mais um cristão ceder as tentações da carne, um dos três inimigos da alma. Os defensores da felicidade a todo custo dizem assim: que o amor é uma coisa e o desejo é outra, então é possível atitudes diferentes para situações diferentes. Vejam na prática como fica a coisa.

Se o marido ama sua mulher, mas não se realiza sexualmente com ela, então seu desejo, pode ser saciado com outra mulher sem prejuízo ao seu casamento. E muitos defendem a tese de que isso até faz bem a relação matrimonial porque mantém o casal unido. Basta apenas um esforço para se manter uma vida paralela e assim, de forma egoísta “amar” a sua esposa e ter seus “desejos” sexuais realizados. Que maravilha, tudo segue adiante.

E alguns ainda dizem: a vida é curta então curta um caso. Este é um slogan de um dos sites de relacionamentos da internet. Aqui é claro, já vemos um passo além, no incentivo para se colocar um pouco mais de tempero nas aventuras além das fronteiras matrimoniais.

De qualquer forma podemos dizer, nós cristãos católicos sabemos muito bem, que amor é uma coisa e desejo é outra, mas esta esfera colocada pelos adeptos dessa separação, na forma como mencionei, procura retirar a força dos corações a exigência que o amor pede de cada um de nós. O amai-vos um aos outros como eu vos amei foi um mandamento deixado por Jesus. E todo mandamento lembremos bem, é um desejo que brotou dos céus. Jesus deseja que nos amemos com esse amor. Então ficar dizendo que ainda gosto muito da minha esposa ou do meu esposo e ficar se relacionando com outra pessoa apenas para satisfazer apetites do corpo é de longe, muito longe, uma atitude que não se alinha com a proposta do amor de Deus.

Já está claro, mais do que claro. Nossos desejos não podem ferir alguém pois o amor a isso proíbe. Mas, e se esse tipo de desejo acontece dentro de nós? Ele se chama um desejo desordenado e desregrado. Desordenado porque não segue a ordem natural do que foi pensado por Deus e desregrado porque não segue aquilo que foi prescrito por Deus. E tanto um como outro afloram em nossos corações porque deixamos de preenche-lo totalmente com as coisas que não passam, deixando assim um vazio para ser explorado pelo nosso inimigo cruel.

Portanto, cabe a nós pedirmos constantemente ao Espírito Santo o dom do temor de Deus para que antes de agirmos possamos sempre, por nos sentirmos filhos do Altíssimo, pensar se aquilo que iremos fazer irá desagradar nosso criador. Tenhamos em mente o que nos diz o Apóstolo Paulo em Filipenses 1,20: Meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado no meu corpo (tenho toda a certeza disto), quer pela minha vida quer pela minha morte.


fonte: Jefferson Roger

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