segunda-feira, 25 de abril de 2016

Com Jesus

Quando em alto mar lá no topo do mastro mais alto de uma embarcação o marinheiro avistava algum ponto de terra nas proximidades, estava ele encarregado de avisar a todos os tripulantes. E assim ele dizia: “terra a vista”. A notícia nesta época era de grande valia, pois muitas vezes era preciso atracar os navios em portos seguros para manutenção, exercer o comércio entre países que na época tinham esse meio de transporte como única ligação, além de promover a troca de convívio e outras experiências entre os povos.

Como bem sabemos a dupla terra e mar traz em sua bagagem muitas verdades que podemos refletir ao longo da história da humanidade. Pescadores que entravam em alto mar, deixavam famílias inteiras ansiosas na espera de seu retorno e assim, da mesma forma, estes pescadores ansiavam pelo reencontro em terra firme com seus entes queridos.

Façamos aqui uma analogia do tema com a nossa vida espiritual. Um destes momentos que antecedem um grande encontro em nossas vidas, assim como destes pescadores com seus familiares, é o momento da primeira comunhão. Enfim tudo aquilo que a fé que recebemos da igreja, alimentada em nossas casas, na catequese e por esforço próprio, finalmente nos aponta para “terra a vista”. O porto seguro de nossas vidas, Jesus está ali, já ao alcance do olhar. E todos os anos mais e mais pessoas, recebem este sacramento admirável, que brotou na cruz de Cristo.

Minha primeira comunhão aconteceu em dezembro de 1982 e agora, 34 anos mais tarde é a vez de minha primeira filha, Yasmin, receber Jesus dentro dela. Já estamos as portas deste dia. Tanto foi ensinado e explicado diariamente para ela em casa, na catequese e nas homilias das santas missas. Claro que nunca é o bastante falar a respeito porque essa experiência é pessoal.

Alguns jovens comungam pela primeira vez e tudo bem, pronto, fiz um rito. Outros matam sua curiosidade em saber que gosto tinha a hóstia sagrada. Outros ainda se decepcionam pois esperavam que tivesse um sabor diferente ou que algo de extraordinário aconteceria e como não aconteceu nenhum milagre no estilo dos filmes de holywood ficam achando que faltou alguma coisa.

Nada disso, não é nada disso. Para o católico que acredita nas palavras ditas por Jesus, quando ele falou na santa ceia da quinta-feira santa que “isto é meu corpo” e “isto é meu sangue” e “quem comer e beber... terá a vida eterna e eu viverei nele”, não pode considerar o que se vê ou o que se sente porque a fé tem um olhar diferente sobre as coisas de Deus. É a certeza a respeito daquilo que não se vê. E mais, não vamos chamar Jesus de mentiroso!

Portanto, em oração constante encerro este artigo pedindo a graça para minha filha Yasmin e para tantos jovens e adultos para que, ao receberem a santa comunhão, sintam dentro de si o amor que Jesus tem a oferecer, o amor que restaura e dá coragem, o amor que os conduzirá para a vida eterna.


fonte: Jefferson Roger

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