sexta-feira, 8 de abril de 2016

O perigo da Curiosidade

Livro do Eclesiástico 3,22-25 - 22 Não procures o que é elevado demais para ti; não procures penetrar o que está acima de ti. Mas pensa sempre no que Deus te ordenou. Não tenhas a curiosidade de conhecer um número elevado demais de suas obras, 23 pois não é preciso que vejas com teus olhos os seus segredos. 24 Acautela-te de uma busca exagerada de coisas inúteis, e de uma curiosidade excessiva nas numerosas obras de Deus, 25 pois a ti foram reveladas muitas coisas, que ultrapassam o alcance do espírito humano.

Curiosidade humana, eis aí uma condição de tantos seres humanos. Sem dúvida também um dos grandes artifícios utilizados pelo nosso inimigo cruel para levar muitos à perdição. O versículo 24 deste capítulo era muito proferido nos sermões de São João Maria Vianney. Com insistência este humilde sacerdote de Deus falava que não era necessário nos ocuparmos com aquilo que, se não soubermos, não irá nos levar a condenação eterna. Ou seja, deixe o inútil de lado.

Podemos considerar que este bom santo, sabia muito bem do que falava porque falava sobre os ensinamentos das sagradas escrituras. Pois bem, se não seguimos o ensinamento de Jesus que nos manda sermos vigilantes e de oração constante, podemos cair em distração, não percebermos as ocasiões de pecado e sermos tentados pela curiosidade a entrarmos porta adentro por ela.

Certa vez, num exorcismo o espírito maligno confessou a mando do altíssimo que lhe basta que o cristão lhe abra meia porta do seu coração. A outra metade ele conquista. E é assim mesmo. A curiosidade leva as pessoas a quererem experimentar as coisas. Inclusive o pecado. E quando o pecado satisfaz os desejos do corpo gerando um prazer químico, passado algum tempo o cérebro emite nova informação de que necessita “viver” novamente essa sensação.

E lá vai o sujeito em busca do seu prazerzinho que não provem e não leva a comunhão com Deus, afastando-o do criador, manchando sua alma e seu corpo no lamaçal do pecado, sempre na busca de saciar o seu prazer. Então o mal se instala. Porém, quimicamente falando, já se sabe que essa sensação química de prazer gera distúrbios cerebrais por causa do excesso. Então de forma preventiva o corpo interrompe e inibe os canais que transmitem no cérebro essa sensação, numa tentativa de afastar esse desejo que se mostra prejudicial.

Infelizmente, esse campo de batalha chamado corpo humano, se vê perdido quando a tentação se mantém. A pessoa sente que com a mesma “dose” não está mais se satisfazendo e então procura “doses” maiores que o levem a sentir o mesmo prazer. Então entra em cena o vício e a dependência e o excesso se traduz em ruína. Isso vale tanto para o corpo como para a alma.

O corpo como bem sabemos, quando algo não vai bem, emite seus sinais de alerta. Em forma de dores e outros tipos de sintomas procura nos avisar de que algo está errado. Porém, se lutamos contra esses avisos e sintomas, querendo apenas combate-los, sem procurar curar as causas, o vício do pecado se instala em nossos corações e mentes. Com todo o cuidado o diabo consegue promover um cenário que nos facilita a pecar e a cada pecado que cometemos e não somos pegos pela justiça divina, vamos nos atolando mais e mais.

Nos colocamos miseravelmente na condição de porcos que chafurdam nesse lodo de podridão que é o pecado, destruidor de nossa alma e de nossa salvação. O vício do pecado leva a outro pecado e a pecados maiores e reincidentes. Ficamos com a mente embotada e completamente cegos. Deixamos de enxergar a luz que vem de Cristo. Não sejamos assim, não sejamos como nos ensina a bíblia. Nada de buscar o exagero na curiosidade. Sigamos a Deus e façamos o que ele nos pede, isso já nos basta pois o que está além disso, é fruto do pecado e egoísmo.


fonte: Jefferson Roger

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