terça-feira, 31 de maio de 2016

O papel dos pais na catequese

Não é comum nos dias de hoje, e pode-se dizer que já ha muito tempo, que a expressão terceirizar tem tomado conta de muitas áreas da sociedade, tanto no âmbito material como no âmbito espiritual. Vamos ver como isso funciona. Trato aqui da questão colocando sob o olhar dos holofotes a figura dos pais.

Os pais pensam estarem evoluindo e por isso, modernizando-se aderem a ferramenta chamada terceirização, aplicando-a em atividades cujas responsabilidades não podem ser transferidas. Já começa aos pés do altar, na hora do matrimônio. Os noivos se comprometem educar na fé os filhos que Deus enviar. Como é que alguns pais esquecem disso tão rápido?

Deus nos disse em Deuteronômio 6,6-7 que “Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração. Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares”. Ou, num bom português: em todos os momentos da vida.

E mais, muitos pais esquecem do ensinamento da primeira carta aos Coríntios 12,27 que diz: Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros. E como bem aprendemos que a igreja constitui o corpo de Cristo é preciso termos em mente também a sua hierarquia. A igreja é Universal, com sede em Roma, é particular com sede nos países, é local com sede nas paróquias e comunidades e familiar com sede em nossos lares.

Portanto, como crismados que somos e por isso, soldados de Cristo e membros de sua igreja, percebemos que a missão que nos foi conferida pelo próprio ressuscitado se aplica em sua igreja como um todo, e a igreja passa pela nossa casa. É por isso que o primeiro livro de Macabeus 3,43 vai dizer “cuida do povo e da sua religião”. Nosso povo começa em nossa casa, com nossa esposa, nosso marido e nossos filhos. E isso não se terceiriza.

Porque se delegarmos nossas obrigações de irmãos na fé, de soldados de Cristo e de pais, iremos desobedecer ao que nos diz Ezequiel 3,20-21 onde está escrito que se alguém estiver a pecar e não o corrigirmos, ele será cobrado pelo erro, mas nós também seremos cobrados por nossa omissão. Haja vista, na oração do ato penitencial dizermos “que pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa”.

Olha quanta falta de seriedade com a palavra de Deus, que nos nutre e instrui e nos orienta para a direção correta. Como pais não podemos lavar as mãos como Pilatos e deixar a cargo da igreja, através dos sacerdotes e catequistas a missão que deve começar em casa.

A mãe quando precisa começar a dar de comer ao seu filho não pode diretamente colocar a colher na boca do bebê, pois sabe que ele vai rejeitar. O que ela faz? Prova um pouquinho na frente da criança, faz uma cara boa e diz “hummmm” que gostosoooo! Então o que acontece? A criança é convencida pela atitude, pelo exemplo da mãe. Assim precisam ser os pais com relação aos seus filhos. Sobretudo na catequese. Se a criança, o jovem, o adolescente não vê em casa a importância de Deus na vida dos pais, não vê atitudes de práticas religiosas e enxerga um verdadeiro abandono pela causa do evangelho e total falta de participação comunitária, nas santas missas e nas atividades da sua religião, tudo isso aliado a uma completa falta de cobrança, acompanhamento e interesse, o que esperar de uma pessoa assim? O catequista não é um herói. Nestas condições o catequisando irá ficar no meio de um cabo de guerra: Os pais (mundo) de um lado x Jesus (a igreja representada pelo catequista) do outro. Pais, não sejam membros doentes do corpo de Cristo. Acordem, se convertam e caminhem com seus filhos.


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A importância dos pais na catequese


fonte: Jefferson Roger
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Outra família que se vai

Por onde quer que se ande, sempre acabamos por esbarrar no assunto das famílias desfeitas. Um casal que se separa e passam a viver com outras pessoas. Filhos que no meio deste tiroteio egoísta algumas vezes se tornam bagagens onde o mundo alegremente trata de educar e criar com sua catequese de morte. Famílias que nem chegam a começar e são mutiladas deixando como resultado uma mãe solteira. Famílias que não são famílias, pois não foram criadas no molde pensado e desejado por Deus. E tantas outras facetas de aglomerações de pessoas sob o mesmo teto ou não, que não conseguem sequer levar adiante o projeto de Deus, querido e planejado para a humanidade.

E por que? Volto a dizer aqui no meu blog, mais uma vez. A família é uma aliança de sangue. É dizer: eu derramo o meu sangue, mas eu não desisto de você. Deus que nos pensou como família e quis se fazer família vindo no ventre da Virgem Maria e trazendo para todos nós o modelo que é a Sagrada Família, sofre muito a cada dia quando cada um de nós, membros que somos ou fomos de uma família, permitimos que em nossos corações esse mesmo Deus através do Espírito Santo, não habite plenamente nesta morada que foi comprada a preço de sangue e que, portanto, não nos pertence. Mal-agradecidos, egoístas e rebeldes que somos se assim agirmos. O resultado nunca é bom, o mal toma posse e as desgraças acontecem.

Vejamos outro exemplo que infelizmente passa a ser corriqueiro pelo mundo afora: No último sábado dia 30 de maio, um homem matou a facadas sua mulher e o filho de oito anos dentro do apartamento que moravam na cidade de Goiânia em Goiás. Segundo testemunhas, o marido Alexandre Schmitz de 30 anos, teria brigado com sua mulher Samantha de 29. Após a discussão ele teria ido dormir no carro que estava estacionado fora do prédio.

No dia seguinte, munido de uma faca, ele retornou ao apartamento e matou a mulher, o filho e depois se suicidou. Sendo esta a terceira vez que o casal teria brigado por causa de ciúmes, segundo relatos de moradores vizinhos. O crime foi descoberto pelo pai de Samantha que mora no mesmo prédio o qual informou que neste mês de junho o casal completaria 10 anos de casamento.

E assim caros leitores, o mundo das notícias registra mais um final trágico para outra família. O sorriso deles deu lugar ao luto dos parentes. O caso que foi noticiado pelos meios locais de comunicação e na internet.

A todos nós como cristãos nos cabe incluir em nossas orações a jaculatória transmitida por Nossa Senhora na década de 80: Ó meu Jesus, protegei e salvai os não nascidos e as nossas famílias.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Consagrar-se a Deus

Corações Santíssimos de Jesus e Maria, a vós me consagro assim como toda a minha família. Esta é uma oração que encabeça todas as dezenas de um terço chamado Terço dos Consagrados. Para mim é também uma oração que coloco no momento em que vou me deitar. Entre tantas orações e preces esta faz parte de minha rotina para ir dormir a muito tempo. E como esta arma poderosa do cristão, que é a oração, se feita de coração sincero, como Jesus nos ensina nos evangelhos, tem alcance celeste, o diabo já pode ir cantando sua derrota porque assim como Deus quis que Maria Santíssima em sua humildade e submissão, como criatura de Deus, recebesse a gloria dos céus e o poder de esmagar a cabeça da serpente, do nosso cruel inimigo, também o quis que pelo poder da oração e da consagração nos tornássemos por livre arbítrio, seus para sempre.

E como é bom consagrar tudo a Jesus e sua mãe. Dá um alívio. É uma atitude de entrega, humildade e reconhecimento que sem Jesus nada podemos fazer (João 15,5). Porque tentar caminhar pelas próprias pernas se Jesus disse que ele é o caminho, a verdade e a vida? Disse que ninguém vai ao Pai senão por Ele (João 14,6)? O quanto antes se percebe isso, o quanto antes se percebe que somos dependentes de Deus para tudo, antes confiamos e colocamos tudo que temos e somos em suas mãos. Já diziam os santos para que nos preparemos para o combate (Eclesiástico 2) assim que nos pronunciarmos soldados de Cristo no mundo. Isso enfurece satanás que tanto trabalha para perder a humanidade. Ele que nos odeia e se empenha sem descanso para nos afundar em seu lamaçal de pecados disfarçados de prazeres, sabe que se nos afastar de tudo que vem do céu, irá conseguir que compremos sua “idéia” de que o mundo em forma de parque de diversões é o que vale a pena porque afinal, diz o diabo, Deus é misericordioso, ele vai te levar para o céu mesmo que não queira. E assim, estando de pé e não cuidando para não cair (1ªCoríntios 10,12), lutamos inutilmente pela nossa salvação e pela salvação dos outros apenas com nossas forças.

Em Apocalipse 6,9-11 vemos: Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para serem mortos. Percebem aqui que estas pessoas, que já estão no céu, estão a fazerem suas orações de súplicas? Só poderia não é mesmo, pois Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

Vamos adiante, agora em Apocalipse 7,13-16: Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos. Vemos aqui caros leitores, outro grupo de pessoas diante do trono. Os sobreviventes (os santos) que passaram por amor a Cristo, pela tribulação.

Ora, Jesus disse a satanás na tentação do deserto que devemos adorar somente a Deus. Fim de conversa. Nós que somos membros do corpo de Cristo, assim como os santos, assim como Maria Santíssima, trabalhamos em comunhão para o reino de Deus e a conversão e salvação dos pecadores. A igreja na terra é peregrina, no céu é triunfante e no purgatório é padecente. Uns rezamos pelos outros. A questão tão debatida de que o católico adora imagens é tão absurdamente divulgada e as acusações de idolatria por parte dos católicos chega a ser tão infantil que os não católicos, que tanto afirmam seguir exclusivamente a bíblia, deixam de lado tantas passagens porque não possuem uma fé universal, uma fé no todo que é proposto por Deus. Fazem uma caricatura da religião católica como se os fiéis católicos fossem ignorantes já que Jesus disse que existe um único mediador entre Deus e os homens, que é Ele. E nós católicos insistimos em nos ajoelhar, beijar, tocar e rezar perante imagens como se estivéssemos a praticar a idolatria. Acabamos de ver nos trechos do Apocalipse a atividade dos santos de Deus perante o trono do Altíssimo. Ué! Sobre a intercessão dos santos está escrito! Também no livro de Macabeus! Porque não seguem? Ahh, já sei porque eles não tem o livro dos Macabeus, se safaram dessa! Mas o livro do Apocalipse eles tem! Mas, querem tratar direto com Deus, quanto falta de humildade.

Não é nada disso não é mesmo, esquecem os não católicos de que idolatria é colocar alguém ou algo no lugar de Deus. Atitudes devocionais, que é o que o católico de fato pratica, em frente a ícones (pinturas) e imagens (esculturas), que representam pessoas que já trilharam o caminho que Jesus abriu e nos servem de bons exemplos, são realidades físicas que ajudam o agir humano. Por isso, como não nos é possível viver a graça da presença destes santos e santas, assim como da Virgem Maria, todos membros do corpo de Cristo, dirigimos aos céus nossos pedidos e agradecimentos, nos colocando fisicamente na presença destas imagens e ícones, mas espiritualmente na presença de toda a milícia celeste. Além do fato de serem estes objetos uma constante lembrança daquilo que a Santa Mãe de Deus nos deu como ordem: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Eis-me aqui, digo ao Senhor Jesus (foto), perante a imagem de sua Mãe, a Virgem Imaculada, com toda a minha família, nos colocando no caminho de Jesus por meio de Maria. Minha oração diária que coloquei no início do artigo, faço ajoelhado ao lado da cama. O propósito é o mesmo, a intenção é a mesma, a fé é a mesma, é a mesma oração que faço diante de uma imagem de Maria e de Jesus. Então pergunto: na frente da imagem ela não vale porque é idolatria? Mas a que faço ajoelhado ao lado da cama vale porque não existe uma imagem? Percebem que a idolatria não está em imagens ou ícones e sim no coração, na alma? É muito mais profundo do que isolar textos bíblicos do contexto histórico e querer aplicar para justificar condutas. Texto fora do contexto vira um pretexto.

Portanto queridos leitores católicos e demais frequentadores do blog. Fica aqui o meu testemunho de vida e religiosidade. No dia do meu juízo particular não precisarei responder perante Jesus porque desprezei Maria, sua mãe e meus irmãos na fé (os santos) que me precederam porque julguei este ato de pedir intercessão perante imagens e ícones uma atitude de idolatria. Afinal, os não católicos intercedem em oração uns pelos outros diretamente a Deus e nós, católicos também o fazemos, mas fazemos ainda mais. Enquanto os não católicos contam apenas com a porção da igreja peregrina, nós católicos contamos com toda a totalidade da igreja: lembremos, na terra a igreja peregrina, no purgatório a igreja padecente e no céu a igreja triunfante. Católico significa universal, como um todo. Nós, portanto, contamos com o todo, não escolhemos uma parte. Deus se dá por inteiro e nos dá sua igreja por inteira.


fonte: Jefferson Roger
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Minhas filhas estão batizadas

Na época do povo judeu, antes da vinda de Jesus, quando completados 8 dias, os pais da criança recém-nascida levavam o bebê ao templo para a cerimônia da circuncisão, cujo ritual concedia o ingresso e a pertença desta ao povo de Deus. Nenhum pai cogitava esperar a criança crescer para que ela decidisse por si se queria fazer parte deste povo de Deus. Pela fé no Deus de Abraão os pais imediatamente presenteavam seus filhos com aquilo que de mais precioso tinham na vida: Deus.

No tempo da plenitude, o enviado do Pai, nosso Senhor Jesus Cristo, que não veio para abolir a lei, mas para torna-la perfeita (Mateus 5,17), confere a todos nós no alto da cruz, o sacramento do batismo que após sua ressureição mandatou essa realidade a todos (Mateus 28,19). Então, nos primeiros passos da igreja fundada por Jesus sobre a profissão de fé de Pedro, vemos no livro de Atos dos Apóstolos que, à medida que alguém se convertia, era batizado ele e toda a sua família (Atos 16,15,31,33).

Pois bem, assim como os judeus faziam na circuncisão, os convertidos ao cristianismo católico também o fazem até os dias atuais. Ninguém espera a criança crescer para que ela decida se quer ser filha de Deus. O quanto antes as famílias católicas entregam aos filhos o que de mais precioso tem em suas vidas: Deus. Estudando a vida dos santos aprendemos que as crianças eram batizadas no dia seguinte ou quando muito, dois dias depois por conta de se esperar algum parente chegar de longe. Sempre foi assim. O quanto antes. E vale ressaltar que não existiam batismos de criança no início porque ainda não existiam famílias cristãs. Ainda nem existia o sacramento do batismo pois foi Jesus que o constituiu! Muitos, porém, de outras denominações, alegam que o batismo não vale nada porque a criança ainda não tem fé. Por isso é preciso batizar depois de adulto, como foi o batismo de Jesus, feito por João Batista. Isso é um erro muito grosseiro, porque o próprio João Batista afirmou que o batismo dele era somente para conversão pois viria alguém maior que ele para batizar no Espírito Santo.

E vem a pergunta: Jesus precisava ser batizado? Claro que não. Ele foi batizado para nos mostrar o caminho a ser seguido e para dar exemplo. Não conceder o quanto antes esta graça que brotou na cruz para as crianças é parar em João Batista. No início da igreja a conversão e a fé de um dos membros da família e sua consequente experiência de Deus, o fazia querer isso na vida das pessoas que amava e assim é até os dias de hoje.

E assim foi na minha vida, eu fui batizado com poucos meses de vida, três meses para ser exato. Assim foi também com minhas duas filhas. Com seus seis meses de vida, foi a vez da minha segunda filha. No primeiro banco da igreja, Sofia (a filha), seus pais e padrinhos, formavam a linha de frente aguardando pelo início da cerimônia que estava marcada para acontecer na tarde do dia 28/05/2016. Numa contagem regressiva de dias e horas, numa contagem regressiva que nasceu de uma simples conversa de que se estava planejando receber de Deus mais uma vida para educar na fé, em cada detalhe desenhado em nossas vidas majestosamente por Deus, lá estávamos nós.

Sob a condução de nosso pároco, o Padre Marcos, que acompanhou a Sofia desde o ventre, o batismo aconteceu em clima de muita sacralidade e de sentimentos contidos. O brilho no olhar, o sorriso estampado, até o choro da Sofia que pedia por mamá, tudo se completava e se consumava em menos de uma hora e se iniciava o compromisso assumido no amor. A mãe sorria com os olhos e de tempo em tempos olhava para mim, porque como pessoa muito emotiva que sou, já aguardava ela pelas minhas lágrimas. Eu, ali, na primeira fila de bancos, parei no tempo, olhei para o altar, esqueci do mundo e fitando os olhos para Jesus sacramentado agradeci por me permitir entregar mais uma filha em suas mãos. E eu que não tenho nada, pude mais uma vez entregar para minha segunda filha tudo o que tenho: Deus.


fonte: Jefferson Roger
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Primeiro o Reino de Deus

Colossenses 3,17,20,21 - Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados.

Neste artigo, para uma pequena reflexão seguiremos com esta passagem da carta aos Colossenses, onde de maneira bastante breve, vemos o contexto da família sendo abordado pelo apóstolo, segundo o que receberam do próprio Cristo. De início já vemos que tudo precisa ser em nome de Jesus. É como nós católicos rezamos na santa missa: Por Cristo, Com Cristo e em Cristo. Não rezamos: por dinheiro, com prazer e no mundo. Que diferença monstruosa. Pior são aqueles que, sempre sabidinhos, colocam tudo isso no liquidificador da vida esperando encontrar um resultado que satisfaça primeiro suas aparentes necessidades.

Sim, aparentes porque se não for como diz na sagrada escritura, tudo em nome de Jesus, até o momento de lazer, corremos o risco de permitir que nosso corpo e mente se tornem pervertidos pelo mundo. E sabemos bem que o mundo nos serve com o mal disfarçado em pratos saborosos que nos são apresentados pelos flancos da vida porque satanás sabe que um ataque frontal não lhe é de grande utilidade. Ele é o pai da mentira e por isso tem que se esconder atrás das suas micagens. Como eu odeio ele, com todo o meu coração.

Mas, seguindo com o propósito do artigo, vou destacar a figura dos filhos, que devem ser educados conforme o plano divino. Como exemplo de vida coloco aqui o meu proceder com minha filha mais velha (foto). Hoje com 12 anos a Yasmin, é minha fiel companheira quando vamos jogar videogame. Desde os 4 anos de idade eu já inseri este tipo de brinquedo em sua vida. Hoje, já bem acostumada com este tipo de entretenimento faz uma dupla muito boa comigo. Eu, o pai dela, hoje com 44 anos, jogo desde os 9 anos de idade.

Neste ponto do artigo posso imaginar alguns leitores pensarem aonde isto vai parar ou ainda imaginar que o pai viciado em videogame passou a doença para a filha e com seu mau exemplo enterrou de vez a possibilidade de uma infância, adolescência e juventude sadias. Nada disso pessoal, nada disso mesmo. Jesus disse “buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo mais vos será acrescentado.”

É simples assim, como dizia Madre Teresa de Calcutá. Primeiro o que vem do alto, depois o resto e o resto é tudo. Ponto final. Isso facilita muito as coisas para nós porque assim sendo e assim agindo cada um de nós, fica muito fácil colocar cada coisa no seu devido lugar e nenhuma no lugar de Deus. Por isso, hoje, eu e minha filha temos este lazer em comum. Não jogamos pouco, mas o quanto jogamos não toma lugar de nenhum tempo que destinamos às nossas práticas católicas religiosas e as demais atividades que cada um tem na vida. Existe tempo para tudo, diz no Eclesiastes. Exageros e desordem não provem de Deus. Se isto acontece em nossas vidas, peçamos ao Espírito Santo os dons e frutos necessários para sabermos aproveitar o que existe no mundo sem nos tornarmos escravos do mundo.


fonte: Jefferson Roger
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Ou ouvimos Jesus, ou ouvimos o mundo.

Eclesiástico 3,1-4 - Os filhos da sabedoria formam a assembléia dos justos, e o novo que compõem é, todo ele, obediência e amor. Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos. Pois Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles. Aquele que ama a Deus o roga pelos seus pecados, acautela-se para não cometê-los no porvir. Ele é ouvido em sua prece cotidiana.

Vira e mexe a pornéia, doença espiritual responsável pelos pecados da luxúria, varre com sua calda, de tempos em tempos, mais uma leva de pessoas que, dominadas pelos prazeres carnais desordenados e por isso, fora do contexto da sacralidade querida e desejada por Deus, cometem em seus abusos e consequentes pecados mortais, verdadeiras atrocidades que fazem o inferno aplaudirem os protagonistas de tamanha ofensa ao amor de Deus e a dignidade que Ele nos concede pela teologia do corpo.

Neste artigo, o foco da questão paira mais uma vez sobre a família. Pais e filhos. Como bem ensinado no trecho do livro do Eclesiástico acima mencionado, é preciso sabedoria, é preciso obediência, humildade, amor e oração constante. E isso por parte de todos. Do contrário, se faltar o aceite para aprender, a desobediência se tornar estandarte de vida, o orgulho formar um escudo protetor, a indiferença e o ódio encobrirem o amor e o falar com Deus através da oração ceder lugar ao que o mundo “vomita” em nossos ouvidos, triste daqueles que assim procederem. Terão escolhido como afirma Jesus, já aqui nesta terra, a sua recompensa. Escolhendo mergulharem suas almas mais brancas do que a neve, na lama do pecado, mancham a obra do criador que foi elevada à condição de filhos e viram as costas para as alegrias eternas que nos aguardam e nem podemos imaginar.

Quanta burrice, quanta burrice e mais uma vez, quanta burrice e loucura. Por isso alguns santos diziam que no mundo deveria existir muitos manicômios para encarcerar os loucos pecadores. Nossa condição doente nos cega para algo que, na saúde de nossa alma sequer cogitamos abraçar para nossas vidas. Vigiai e orai, dizia Jesus. Chega de mundo, chega de pecado, dizia Santa Catarina de Gênova.

Mas, como bem sabemos, satanás, trabalha bem, e perverte muitos corações que permitem que ele entre por uma brecha. Sim, uma brecha basta, pois, o resto dos corações ele conquista. Vejamos mais um exemplo dessa natureza. Na semana passada os meios de comunicação noticiaram mais um caso de abuso sexual ou não, porque existem duas verdades na mídia. Uma defende o abuso e a outra o ato consentido. Uma jovem de 16 anos, que saiu na sexta-feira para ir a um baile funk, retornando para casa na segunda-feira, após o ocorrido veio a sentir falta de seu celular. Quando se deu conta retornou para o local da festa onde então aconteceu o premeditado ato sexual e detalhe, premeditado também pela jovem, que posteriormente confessou não ser a primeira vez esse ato consentido de fornicação, desta vez com a participação de pouco mais de 30 jovens.

E ainda por cima aconteceu a ostentação do fato, sendo exibido o acontecimento nas principais redes sociais da internet. Pessoal, é o momento em que todos se sensibilizam pela jovem. Mas onde entram os pais nesta história? Uma menor de idade com permissão para ir ao baile funk por quatro dias? O cristão precisa olhar para as causas, não só para os sintomas e consequências. Jesus fazia exatamente assim. No episódio narrado no evangelho de Marcos, o cego Bartimeu aproxima-se de Jesus após certa insistência e pede por compaixão. Jesus pergunta ao cego “que queres que eu te faça”. Se olharmos sem atenção, parece que não é necessário que Jesus pergunte isso ao cego. Ora, caímos na tentação de achar que é óbvio que o cego queira enxergar! E Jesus ali, facilmente percebe o sintoma e a consequência que a cegueira traz ao cego Bartimeu. Porém, Jesus quer mais, Jesus quer uma resposta que vem do coração. O cego podia pedir tantas coisas para a necessidade do momento, mas isso seriam paliativos. No coração, no entanto, existia o verdadeiro anseio e desejo que era o que Jesus esperava encontrar. Ele foi curado porque queria e não porque precisava. Jesus confirma isso dizendo que a fé o salvou. Sejamos assim, pessoas que não se cansem de pedir a Jesus que nossa fé nos mantenha firmes naquilo que brota do coração, onde está a semente de Deus que nos inquieta, como diz Santo Agostinho. Porque fomos feitos para Deus e nosso coração, nossa alma não descansa enquanto não repousar em Deus. Sejamos também, pessoas que não se cansem de agradecer a Jesus pela sua mão que nos sustenta e nos impede de vivermos segundo a carne mas sim, segundo o espírito. Basta abrirmos o nosso coração para que a trindade santa faça morada em nós.


fonte: Jefferson Roger
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Jesus diria que somos bons pais?

Hebreus 12,3-9 - Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado. Estais esquecidos da palavra de animação que vos é dirigida como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos. Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida?

Com essa belíssima explicação de São Paulo em sua carta ao povo hebreu nos fica de lição, mais uma vez, a verdade que brota de cima, que é exigente e que nos prova e nos corrige. E podemos destacar nessa pequena reflexão a palavra “comum”. Vemos que cabe a todos sermos provados e corrigidos por aquele que nos ama. E como a natureza humana imita a natureza divina, também uns e outros, em nossa caminhada comunitária como filhos de Deus somos chamados por Cristo para usarmos de nossos dons, distribuídos pelo Espírito Santo de Deus como lhe aprouve, para o bem “comum”.

Porém, quando desviamos do caminho do Senhor, fatalmente sobre nossas vidas e as vidas dos que nos cercam irá se abater o mal. Vejamos aqui mais um exemplo de um jovem de 13 anos, chamado Christian que brutalmente assassinou seu meio irmão de 2 anos a pancadas e violentou sexualmente outro de 5 anos. Crime que aconteceu nos EUA onde após julgamento o menino foi sentenciado a prisão perpétua.

Ao ser questionado os motivos ele disse que ficou nervoso por conta de atitudes do padrasto. Disse também que se arrependeu, mas a consequência do ato não pode mais ser desfeita. Ao final das investigações, averiguou-se que ele é filho de um estupro, quando sua mãe tinha 12 anos. Hoje uma drogada que seguiu os passos da avó, também usuária de drogas.

Não precisamos caros leitores irmos tão longe atrás deste tipo de notícia não é mesmo. O fácil acesso a informação nos dias de hoje nos coloca frente a qualquer tipo de assunto que busquemos. E este não é carta fora do baralho. Para nós, cristãos, seguidores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, fica muito claro que, a responsabilidade de uma vida que aceitamos receber de Deus, quando perante a mesa do altar, damos o nosso sim para receber os filhos que Deus nos enviar nos comprometendo a cria-los na educação e doutrina do Senhor (Efésios 6,4), não deve ser um “sim” da boca para fora.

É preciso levar muito a sério e não afrouxarmos em nossas obrigações, deveres, responsabilidades e necessidades. Não podemos “dar de ombros”, abrir as mãos e dizer “fazer o quê? Eu tentei”! Tentou até o sangue? Ora, fazer o quê? Fazer aquilo que Jesus nos pede. Filhos não são uma bagagem. Mais uma vez, façamos aquilo que Jesus nos pede, gravemos isso! Ele que nos ama, nos exorta, nos ensina e nos corrige. Seu coração misericordioso, de onde brotou sangue (a eucaristia) e água (o batismo) nos oferece o que precisamos para que Ele permaneça em nós e nós Nele. A oração, grande arma do cristão, precisa ser uma atitude constante (1ªTes 5,17), para que sempre, do mal, Deus nos livre.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Aproveitamos os Feriados?


Em alguns meses do ano, coincide que algumas datas religiosas para nós católicos "caem" em dias propícios para o que se costuma chamar de "emendar" o feriado, ou ainda o chamado "feriadão" prolongado. Sem dúvida alguma é sempre um ótimo período para trocar as atividades do dia a dia e realizar alguma coisa fora da rotina.

Recarregar as baterias, se reunir com os amigos, visitar parentes, aproveitar para descansar, dar aquela arrumada na casa ou quem sabe fazer aquela viagem já programada ou mesmo às pressas porque afinal, que beleza, é feriado!

Porém, ele não descansa, nosso inimigo cruel, como nos ensina São Pedro em sua primeira carta no capítulo 5, versículo 8: "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar."

Grandiosa verdade esta que nos aponta as sagradas escrituras e facilmente comprovada pois basta alguns dias de feriado que a massa popular corre em busca da felicidade pecando, pecando, pois sempre erra o alvo buscando a felicidade onde ela não se encontra: no prazer.

Não é preciso ser muito inteligente e intelectual para constatar que felicidade e prazer são duas realidades de natureza bem distintas. A felicidade é uma realidade do espírito enquanto que o prazer é uma realidade do corpo. O prazer é uma realidade que vicia, haja vista os muitos exemplos das drogas e todo o tipo de entorpecentes. Tentando ser feliz a pessoa busca esta felicidade no prazer que a droga promove ao corpo e essa sensação passageira, ou seja, do prazer e desprazer, vai minando a condição saudável e sadia do corpo que consigo arrasta a mente para o mesmo fosso.

Não abrindo muito as possibilidades desta questão falemos um pouco das práticas católicas diárias e semanais. Especificamente da participação da santa missa, especialmente a santa missa de preceito que consta no terceiro mandamento da Lei de Deus e no primeiro mandamento da Lei da Igreja. É fato comprovado que ainda existem fiéis que deixam de lado esta participação se um feriado aparece com seus atrativos assim como também é verdade que muitos fiéis, principalmente aqueles que optam por viajarem não abrem mão de se encontrar com Deus participando da missa onde quer que estejam.

É preciso sempre estarmos atentos, Jesus já nos ensinou, "buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo mais vos será acrescentado". Jesus disse "tudo", não disse "algumas coisas". Aqui também é importante salientar que esse tudo é tudo necessário para a nossa salvação segundo a vontade de Deus. Lembra-se da oração do Pai Nosso? Seja feita a Vossa vontade.

Nós criaturas somos servos inúteis, já nos recorda o evangelho e nossa oração não deve ser uma lista de exigências e sim, agradecimentos, louvores e pedidos de graças necessárias para a nossa salvação e a de todos os pobres pecadores. Somos de Deus, feitos por Ele e para Ele, rebelar-se contra essa verdade e agir como se pudéssemos viver um paraíso aqui na terra sem Deus, significa já escolher receber sua recompensa aqui mesmo, como Jesus nos ensina na parábola do homem rico e Lázaro.

Partindo portanto do que nos ensina Jesus percebemos que podemos sim, aproveitar nossos feriados sem problema nenhum, pois se seguirmos o que nosso Salvador nos ensina não cometeremos o erro da distração e quem busca nos devorar nunca terá êxito.

E que tal aproveitar o feriado em família, fazer uma viagem para algum lugar tranquilo? Aproveitar para rezar mais? Ir mais a missa? Se confessar e fazer penitências pela conversão dos pecadores e em desagravo as ofensas diárias feitas a Deus? Melhor ainda, que tal não esperar feriado nenhum para fazer tudo isso e se empenhar mais nas práticas católicas que mantém firme nossa fé e nos conduzem pelo caminho da porta estreita?

Aproveitamos os feriados? Aproveitamos o dia de hoje que Deus nos concedeu? Aproveitamos cada momento da vida, que é dom de Deus para agradece-lo por essa dádiva tão maravilhosa que pode nos levar à vida eterna com a Santíssima Trindade, Nossa Senhora, os anjos e santos pelos séculos dos séculos ou vivemos uma vida como se aqui fosse um parque de diversões?

São João Maria Vianney nos ensina: "Agora é hora de trabalharmos pela nossa salvação, depois teremos muito tempo para descansarmos na eternidade. Muitos querem uma vida fácil e cheia de comodismos, não era assim que os santos faziam".


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Cuidado, ou te falaram ou você falou

1- Quanto mais você reza, pior você fica.
2- Quanto mais o tempo passa, pior a convivência com você.
3- Se agora você é assim, quando ficar velho então...
4- Você sempre foi um fingido.
5- Você nunca prestou e agora quer dar lição de moral, quem você pensa que é?
6- Agora pensa que vai virar santo.
7- Só sabe falar de igreja agora, você é muito exagerado.
8- Você me irrita com esse seu jeito.
9- Você só pensa em você mesmo, é egoísta e mal-agradecido.
10- Vai pro inferno e não me enche o saco.

Bom caros leitores, temos aqui uma lista das 10 frases que alguma vez na vida, cedo ou tarde, acabamos escutando, ou o que é pior, acabamos falando para alguém. É sabido de todos nós que a pessoa que mais vai nos ofender é aquela que convive mais conosco. Conhece nossos gostos, nossas manias, nossas qualidades e nossos defeitos.

E o tempo se encarrega de providenciar o material necessário para sermos detalhadamente analisados. Como alguém que está a passar seu tempo em passatempos como o jogo de achar os sete erros, as pessoas que convivem conosco aprimoram a cada dia sua capacidade de perceber, enxergar, analisar e compreender tudo que produzimos em forma de comportamentos e atitudes. Em primeira mão parece uma lista de ofensas. Afinal, você que procura fazer tudo tão certo e de acordo com a vontade de Deus, esbarra em alguém que não está te compreendendo não é mesmo! Será? Vamos com calma então. Frase por frase iremos refletir:

1- Quanto mais você reza, pior você fica.
Se você reza bastante, se recolhe em oração em várias partes do dia, seja ela mental ou vocal, mas isso não está te fazendo uma pessoa melhor consigo mesmo e com os demais, reveja suas atitudes.

2- Quanto mais o tempo passa, pior a convivência com você.
Se o tempo passa e seus interesses pessoais estão sobrepujando os interesses dos outros e da família não irá existir clima que resista. Todos são membros da família e não seus servos.

3- Se agora você é assim, quando ficar velho então...
Se o tempo está passando e sua intolerância está aumentando talvez você esteja gastando tempo demais com aquilo que não é tão importante e não está doando seu tempo para os que convivem com você.

4- Você sempre foi um fingido.
Se teu comportamento desabrochou agora em outra personalidade e não é possível que as pessoas enxerguem que você se transformou porque amadureceu e cresceu como pessoa, provavelmente você vivia um personagem que agora a vida desmascarou.

5- Você nunca prestou e agora quer dar lição de moral, quem você pensa que é?
Se você se converteu, a lição de moral deve começar por você. Você precisa ver quem é e não querer que os outros passem do dia para noite por aquilo que você mesmo levou tempo para viver. Dê exemplos e mostre que mudou com atitudes verdadeiras.

6- Agora pensa que vai virar santo.
Não seja radical para com os que estão a sua volta. Lembre-se que se Deus fosse só justiça e não misericórdia, seu pesado braço cairia sobre você lhe cobrando todas as vírgulas que você não colocou na sua vida. Seja moderado, ponderado e equilibrado e siga degrau por degrau.

7- Só sabe falar de igreja agora, você é muito exagerado.
Quem ainda não passou pela mesma experiência que você não precisa de exageros, precisa de doses homeopáticas assim como aconteceu com você e que pelo jeito já esqueceu. Cuide para não ser afoito com o que quer compartilhar, cada um tem o seu tempo regido por Deus.

8- Você me irrita com esse seu jeito.
E provavelmente deve irritar mesmo. Pare e analise o que as pessoas fazem que te irrita e se coloque no lugar dos outros. Se você não está agradando algo pode estar acontecendo e você por ser egoísta não percebe suas falhas pois acha que o outro é que está errado sempre.

9- Você só pensa em si mesmo, é egoísta e mal-agradecido.
Será que você não está insistindo em não olhar o que te fazem de bom e insistindo em querer mais e mais para si, deixando de trabalhar em prol das conquistas dos que convivem com você?

10- Vai pro inferno e não me enche o saco.
Cada um mesmo no convívio comunitário, tem o seu tempo. Não invada a vida das pessoas, seus corações e seu modo de ser. Existe tempo para tudo. Procure no tempo que Deus te deu fazer o que importa para ele e para o próximo.

Como vemos sempre é preciso colocarmos um olhar sobrenatural sobre tudo. Quando estamos com problemas ou somos problemas, mudar de endereço, mudar de companheiro, mudar de assunto, mudar de horário e por aí vai, nada disso irá mudar o nosso mal agir. Se não mudamos por dentro o que somos nos acompanha e continua a causar tudo de mau que for possível.

Na discussão quero ter razão e a última palavra. Quero as coisas do meu jeito senão não aceito. Eu desculpo, mas se fizer de novo não tem mais volta. Tudo errado não é mesmo. Sejamos humildes e perseverantes no que nos ensina o Cristo. Recitemos todos os dias a oração que Santo Agostinho fazia a Jesus: “Jesus Cristo desfigurado, configura-me, amém”.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Mulheres...

Caros leitores, sejam mais uma vez benvindos. Neste artigo iremos relembrar e refletir alguns ensinamentos que a sagrada escritura tem a nos passar, homens e mulheres, em relação a mulher. Todos retirados do livro do Eclesiástico:

Não te afastes da mulher sensata e virtuosa que te foi concedida no temor do Senhor; pois a graça de sua modéstia vale mais do que o ouro. Se tiveres mulher conforme teu coração, não a repudies, e não confies na que é odiosa. Não tenhas ciúme da mulher que repousa no teu seio, para que ela não empregue contra ti a malícia que lhe houveres ensinado. Não entregues tua alma ao domínio de tua mulher, para que ela não usurpe tua autoridade e fiques humilhado. Não lances os olhos para uma mulher leviana, para que não caias em suas ciladas. Desvia os olhos da mulher elegante, não fites com insistência uma beleza desconhecida. Toda mulher que se entrega à devassidão é como o esterco que se pisa na estrada. A mulher atrevida cobre de vergonha o pai e o marido. Não há cólera que vença a da mulher. É melhor viver com um leão e um dragão, que morar com uma mulher maldosa. A malícia de uma mulher transtorna-lhe as feições, obscurece-lhe o olhar como o de um urso, e dá-lhe uma tez com a aparência de saco. Toda malícia é leve, comparada com a malícia de uma mulher; que a sorte dos pecadores caia sobre ela! Como uma ladeira arenosa aos pés de um ancião, assim é a mulher tagarela para um marido pacato.

Não contemples a beleza de uma mulher, não cobices uma mulher pela sua beleza. Grandes são a cólera de uma mulher, sua audácia, sua desordem. Se a mulher tiver o mando, ela se erguerá contra o marido. Coração abatido, semblante triste e chaga de coração: eis (o que faz) uma mulher maldosa. Mãos lânguidas, joelhos que se dobram: eis (o que faz) uma mulher que não traz felicidade ao seu marido. Foi pela mulher que começou o pecado, e é por causa dela que todos morremos. Feliz o homem que tem uma boa mulher, pois, se duplicará o número de seus anos. A mulher forte faz a alegria de seu marido, e derramará paz nos anos de sua vida. É um bom quinhão uma mulher bondosa; no quinhão daqueles que temem a Deus, ela será dada a um homem pelas suas boas ações. Rico ou pobre, (o seu marido) tem o coração satisfeito, e seu rosto reflete alegria em todo o tempo.

Uma mulher ciumenta é uma dor de coração e um luto. A língua de uma mulher ciumenta é um chicote que atinge todos os homens. Uma mulher maldosa é como jugo de bois desajustado; quem a possui é como aquele que pega um escorpião. A mulher que se dá à bebida é motivo de grande cólera; sua ofensa e sua infâmia não ficarão ocultas. O mau procedimento de uma mulher revela-se na imprudência de seu olhar e no pestanejar das pálpebras. A graça de uma mulher cuidadosa rejubila seu marido e seu bom comportamento revigora os ossos. É um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem-educada. A mulher santa e honesta é uma graça inestimável; não há peso para pesar o valor de uma alma casta. Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim é a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa. Como fundamentos eternos sobre pedra firme, assim são os preceitos divinos no coração de uma mulher santa. Aquele que possui uma mulher virtuosa tem com que tornar-se rico; é uma ajuda que lhe é semelhante, e uma coluna de apoio. Onde não há cerca, os bens estão expostos ao roubo; onde não há mulher, o homem suspira de necessidade. Não olhes para a mulher de outrem; não tenhas intimidades com tua criada, e não te ponhas junto do seu leito.

Como vimos feliz é o homem por ter recebido de Deus a mulher. Por ter recebido de Deus, homem e mulher, Maria Santíssima e feliz a mulher por poder aprender das palavras sagradas o que se deve e não se deve ser. Homens e Mulheres, deixados como filhos aos pés da cruz precisam mirar o olhar na eternidade e procurar fazer o que agrada a Deus, sempre da maneira certa obedecendo o mandamento de amar uns aos outros como eu vos amei.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Mãe mata duas filhas

Olá caros leitores, abaixo transcrevo uma notícia de assassinato, mais um assassinato cometido entre familiares para mostrar que, quando não se tem um olhar sobrenatural sobre os acontecimentos da vida, o mal, que nunca descansa, trata de prontamente fazer a sua parte e semear a desgraça na vida de corações afastados de Deus:

Uma situação abominável ocorreu no centro de Bradford, Inglaterra. Samira Lupidi, de 24 anos, matou as duas filhas, Jasmine Weaver, de 17 meses, e Evelyn Lupidi, de três anos, com nove facadas no peito de cada uma enquanto as meninas dormiam. O inacreditável acontecimento deixou o avô das duas transtornado, que precisou de um tempo para encontrar frases. E descrever o sentimento de tristeza que o abateu, ao perceber o quão longe pode chegar a crueldade e a loucura humanas. Para ele o único jeito é carregá-las dentro de seu coração e em suas lembranças. Ele sabe, porém, que também não se livrará da sensação de desespero pelo trágico fim de vidas que mal haviam começado a realizar descobertas e já se depararam com a perversidade justamente de quem as colocou no mundo.

Disse o avô: Nossas vidas (dos parentes) agora estão cheias de tristeza e nossos corações quebrados nunca vão cicatrizar. As meninas eram típicas crianças, sempre querendo brincar e sempre felizes, sem nunca terem feito nada de mal a ninguém. A mãe assassina negou a intenção consciente de matar as filhas, afirmando estar em um estado de privação de consciência. A alegação, porém, não foi aceita pelo júri e pelo juiz Justice Edis, da corte de Bradford, que decretou como pena a prisão perpétua, em uma decisão que o júri, formado por seis pessoas, demorou 90 minutos para definir. O crime ocorreu em novembro de 2015.

Mesmo uma semana depois que já estava presa ela continuou dizendo para a equipe médica da prisão que a coisa mais importante era que Carl Weaver (seu marido) estava sofrendo. O avô ainda continuou descrevendo a brutalidade que marcará para sempre a sua vida e de toda a família: Você tinha formado uma crença ilusória de que estava em perigo de ser morta e que seria abandonada e não veria as filhas de novo. Ambas as meninas, Jasmine e Evelyn, foram encontradas em suas camas, cada uma com nove facadas no peito. E com essa cena atroz na cabeça, o vô Peter encerrou seu relato. Não havia mais palavras. Só dor. Uma eterna dor. E um desejo imenso de mudar o mundo fazendo somente o bem para o próximo, em nome das duas netas.


fonte: transcrito do portal R7 e introduzido por Jefferson Roger
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terça-feira, 17 de maio de 2016

O sacramento do adeus

O papa Francisco em uma de suas visitas a Portugal chamou a atenção dos bispos para a “debandada” da juventude do seio da igreja. Disse ele que o sacramento da crisma está mudando de nome, está se chamando o “sacramento do adeus”. Neste alerta em que o papa aponta o esquecimento dos jovens por falta de ofertas para atrair e manter a juventude, também o pontífice alargou sua fala a todos os seguimentos de fiéis católicos. O desânimo é figura presente na vida das pessoas que fazem tanto esforço no trabalho de evangelização e assistem como resultado o afastamento periódico ou definitivo dos jovens adultos recém crismados e também das pessoas da comunidade que recebem da igreja de Cristo frustrações em cima de frustações.

Primeiramente vamos acalmar as coisas. Os fiéis católicos não abandonam a sua casa, a sua mãe igreja, a esposa do Cordeiro. Quem é fiel católico sabe porque o é. Os que abandonam o catolicismo são aqueles que nunca de fato foram católicos. Pois bem, durante o processo de iniciação cristã, seja ela pontual ou catecumenal, se não acontecer a verdadeira evangelização, a verdadeira experiência com Jesus, o católico não passa disso, não passa a ser fiel católico. Fica apenas sendo um católico de “rótulo”. Se nesse processo não for despertado no coração da pessoa o querer mais e mais Jesus, o querer “querer” estar com Ele, ensinamentos doutrinários, morais e históricos expelidos boca afora não irão servir para nada. Assim acontecendo os católicos começam sua aventura de pular de galho em galho até que alguma denominação “satisfaça” seus desejos e necessidades ou que ele passe a buscar por isso no mundo afora. Quanto mais a humanidade avança historicamente e tecnologicamente, mais se vê o cabo de guerra que se forma dentro das cabeças pensantes que enxergam as portas do mundo se abrindo a oferecer tanta coisa que aparenta melhor e mais necessário que Jesus e sua proposta.

"A juventude deixa a Igreja porque assim o decide? Decide assim porque não lhe interessa a oferta? Não lhe interessa porque não dá resposta às questões que hoje a inquieta?", perguntou o papa aos bispos portugueses.

Vamos fazer uma comparação com um automóvel. Com o passar dos anos sua evolução trouxe mais conforto, mais segurança e mais autonomia. Porém, sempre existiram o motor, o acelerador, os pneus e o sistema de frenagem. Afinal, toda a evolução pela qual passou o automóvel não modificou a sua finalidade que é a de transportar alguém de um ponto a outro.

Assim precisa ser o anúncio do evangelho para o jovem. É preciso se contrapor as ofertas do mundo, ensinar sim que o batismo (motor), os sacramentos (acelerador), o evangelho (pneus) e os mandamentos (o sistema de frenagem) são verdades que nos salvam e das quais dependemos pois nos foram dadas por Jesus. Elas não mudam assim como a finalidade do automóvel. É preciso cara nova no anúncio que existe e não um novo anúncio com cara nova.


fonte: Jefferson Roger
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Acreditar na Eucaristia?

É preciso esclarecer desde já que a Igreja Católica sempre conservou religiosamente, "como tesouro preciosíssimo, o mistério inefável da fé que é o dom da Eucaristia, recebido do seu Esposo, Cristo, como penhor de amor imenso" escreve o Papa Paulo VI em sua carta encíclica Mysterium Fidei. Não é verdade que os cristãos católicos iniciaram o culto de adoração à Eucaristia por influência de culturas pagãs, em substituição ao deus Sol, como acusam alguns. Para lembrar um mui acertado ensinamento do Beato Paulo VI, "a Eucaristia é um Mistério altíssimo, é, propriamente, o Mistério da fé", também registrado na carta Mysterium Fidei. E isso está de acordo com as próprias palavras de Jesus.

No chamado discurso eucarístico, narrado no Evangelho de São João (cf. 6, 26-59), encontramos todo o fundamento da devoção católica à Eucaristia, que se professou cuidadosamente já nos primeiros séculos da Igreja. Em primeiro lugar, há a censura de Jesus àqueles que O seguem não porque viram "milagres", mas porque satisfizeram seus interesses temporais. Depois, Cristo diz literalmente que é o "Pão vivo que desceu do Céu" e que "quem dele comer não morrerá". "Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós", insiste Jesus, para escândalo e horror dos fariseus. Conforme explicam os estudiosos bíblicos, "os ouvintes compreendem perfeitamente o sentido próprio e direto das palavras do Senhor" naquele momento. Por isso, não é possível dizer que Jesus estivesse a falar de modo figurado, pois Ele mesmo não faz tal distinção. Ao contrário, diz com toda clareza que o Pão a ser dado é Sua Carne "pela vida do mundo".

Quando vamos ouvir o testemunho dos cristãos primitivos, somos interpelados por exortações piedosíssimas acerca do devido respeito à celebração eucarística, "pois", ensinavam eles, "não é pão ou vinho comum o que recebemos". É o caso, por exemplo, das famosas cartas de São Justino Mártir, cuja descrição da Santa Missa apresenta uma coerência incrível com a maneira como a vivemos hoje, desde os ritos iniciais ao rito da comunhão. "Reunimo-nos todos no dia do Sol, não só porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, criou o mundo, mas também porque neste mesmo dia Jesus Cristo, nosso salvador, ressuscitou dos mortos", ensinava o santo mártir, exaltando ainda a importância da participação dominical no sacrifício do Senhor.

Na dura luta contra os gnósticos, o grande bispo e mártir Santo Irineu de Lião não deixou de evocar a seu favor os ensinamentos apostólicos sobre a sacralidade da carne e humanidade de Cristo, presentes também na Eucaristia, para nosso alimento e salvação. Sem hesitações, o santo afirmava: "O Senhor declara que o cálice, fruto da criação, é seu sangue, que fortalece o nosso sangue; e o pão, fruto também da criação, é o seu corpo, que fortalece o nosso corpo". "Portanto", prosseguia ele, "quando o cálice de vinho misturado com água e o pão natural recebem a palavra de Deus, transformam-se na Eucaristia do sangue e do corpo de Cristo". Notem ainda que, segundo o que se conhece, Santo Irineu recebeu a catequese de ninguém menos que São Policarpo de Esmirna, que, por sua vez, havia sido discípulo de São João Evangelista. A conclusão, por isso, não pode ser outra: a devoção eucarística é de origem apostólica.

Outra prova de que a Eucaristia é um sacramento instituído por Deus, e de que seu efeito e validade estão presentes unicamente na Igreja Católica, é a unidade dos fiéis no Corpo Místico de Cristo. Como reza São Tomás de Aquino, o Santíssimo Sacramento conduz-nos "àquele inefável convívio" em que Deus, Seu Filho e Seu Espírito Santo, são para os santos "a luz verdadeira, a plena saciedade e a eterna alegria, a ventura completa e a felicidade perfeita". De fato, a graça produzida pela Eucaristia, de cuja força a Igreja vive e peregrina continuamente, foi o grande "escudo" e "proteção" contra as insídias de Satanás ao longo desses dois mil anos de história e perseguições.

Infelizmente, a rejeição da Eucaristia por parte dos protestantes, sobretudo no ramo neopentecostal, faz com que seus interesses se tornem demasiado "temporais", em consonância com a que hoje se chama teologia da prosperidade. Por isso, muitos fiéis protestantes não têm a mínima crise de consciência na hora de "pular de galho em galho", por assim dizer, atrás da igreja que melhor lhes aprouver — fato que está muito longe da espiritualidade dos primeiros cristãos, perseverantes que eram "ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão, e às orações" (At 2, 42). A Eucaristia está presente desde o início, como se pode atestar, e se mostra, por conseguinte, como a prova inconteste da autenticidade da Igreja Católica Apostólica Romana.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Haja Paciência

Eclesiástico 2,1-4,16-17,21-23

1 Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação;
2 humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade,
3 sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça.
4 Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência.
16 ai daqueles que perderam a paciência, que saíram do caminho reto, e se transviaram nos maus caminhos.
17 Que farão eles quando o Senhor começar o exame?
21 Aqueles que temem ao Senhor guardam os seus mandamentos, têm paciência até que ele lance os olhos sobre eles,
22 dizendo: Se não fizermos penitência, cairemos nas mãos do Senhor, e não nas mãos dos homens,
23 pois a misericórdia dele está na medida de sua grandeza.

Como vimos caros leitores, haja paciência não é mesmo! Sempre estamos a coloca-la em ação. A enxurrada de acontecimentos em nossa vida nos colocam em teste várias vezes ao dia, muitas vezes ao mês, inúmeras vezes por ano e incontáveis vezes na vida. Padre Pio dizia que quanto maior a tentação, mais perto de Deus a alma está. Lembremos, a tentação, permitida por Deus tem a finalidade única do inimigo de nos perder no inferno. Por outro lado, se Deus permite essa tentação é porque Ele quer nos ver crescer no amor.

Tudo bem então, fica o recado divino. Sejam tentações, sejam provações tudo é um fato: elas acontecerão. Nos cabe, como nos ensina o trecho do Eclesiástico sofrer as demoras de Deus com paciência. Paciência esta que a todo momento é alvo das tentações. Sim, porque a paciência é um escudo que nos faz agir com ponderação. Um escudo que aguenta muitos golpes vindos de todos os lados. Um escudo que é alimentado pela virtude que será recompensada, a virtude da perseverança.

Ser paciente não é ser covarde, não é ser tímido ou acomodado com medo da opinião alheia. Quem é paciente não se cala, mas sabe pela sabedoria divina sofrer calado e sabe quando se deve abrir a boca para falar o que dá fruto na vida das pessoas. Recordemos os relatos dos evangelhos da paixão de Jesus. Houve o tempo de se calar e o tempo de se pronunciar. E o diabo sabe de tudo disso. Ele sabe que a prova da nossa fé produz a paciência (Tg 1,3) e por isso, nosso inimigo cruel quer a todo o custo nos roubar esse vaso que é tão precioso, difícil de cultivar e manter florescendo. Se a paciência se vai, o impulso entra em cena e o dizer e o agir sem pensar, lançam ao chão todo o nosso trabalho nos fazendo cair. O impulso invade os sentidos, nos distrai e já não enxergamos as coisas com um olhar sobrenatural.

Esperto e astuto é o diabo, ele sabe esperar pelo nosso descuido. Ele é paciente e não se distrai em seu propósito. Sejamos vigilantes, peçamos o fruto da paciência ao Espírito Santo e que Maria passe na frente e nos ajude a resolver aquilo que não podemos. Ela que é totalmente submissa a Deus e sempre nos auxilia e aponta para o caminho, a verdade e a vida, pois sem Ele (Jesus) nada podemos fazer (Jo 15,5).


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Jesus no coração de uma jovem

Olá caros leitores, a intenção deste artigo é mostrar duas coisas. Primeira: O que o correto e bom trabalho de evangelização pautado nas verdades de Cristo faz na vida das pessoas. Segundo: Mostrar que quando estamos na verdade, vivemos e professamos aquilo em que acreditamos, nos é impossível ficarmos calados.

Logo abaixo neste artigo irei mostrar uma pequena postagem que uma moça fez em um blog de denominação não católica, de uma religião chamada batista bereia. Lá como sempre se vê por aí, um certo artigo atacava fortemente os católicos e o pano de manga de discussão sempre é o mesmo, ou seja, que a religião católica está errada e os evangélicos protestantes, mesmo divididos e não seguidores das sagradas escrituras, praticantes de uma denominação criada depois da reforma, caminham na verdade. O artigo elencava alguns motivos para uma pessoa não ser católica baseado na bíblia.

E foi aí que o tiroteio começou, uma enxurrada de católicos entrou em debate contra o dono do blog e seus seguidores e o assunto rendeu muitos comentários. Eu li a todos porque se preciso fosse eu faria minha costumeira intervenção em defesa da fé católica. Não foi preciso porque grandes católicos honraram com muito louvor o porquê de sermos católicos.

Por fim, coloco aqui na íntegra um dos comentários que me chamou a atenção. Serve de exemplo de como devemos proceder como pais, catequistas e filhos de Deus, quando o assunto é levar Jesus para as pessoas.

“(Helen) - Tenho 16 anos, vim aqui defender a minha religião diante de tantas acusações sem estudo, lembrando que satanás tentou Jesus usando os ensinamentos da Bíblia, não sei muito sobre a bíblia, mas o pouco que sei me faz acreditar na minha fé. Estou fazendo Crisma, nunca tive contato tão Grande com Deus em outro lugar, cheguei antes do retiro a duvidar se a católica é onde devo estar, pedi a ele para me mostrar e ele me mostrou. Durante o Retiro de inicialização do Crisma descobri uma fé e durante essa minha caminhada ando descobrindo cada vez mais que estou no lugar certo, dizem que adoramos imagem, quem é católico apostólico romano, conhece a doutrina ,a bíblia, frequenta a igreja, sabe que não é isso que acontece aqui... não querendo acusar ninguém, mas não vejo nenhuma outra igreja que nos coloca tão íntimos, próximos de Deus através dos sacramentos, seja uma simples procissão, sempre nos levando a pedir perdão dos pecados, e nos transformar em pessoas Boas e evangelizadoras. Essa história de que não encontrou Jesus na igreja católica é conversa. Ele sabe que não encontrou porque não quis, ou não quer carregar a cruz, daí foi para o meio mais fácil né, mas enfim peço que Deus mostre para vocês como mostrou para mim, a Verdade. Que a Paz do nosso Senhor Jesus Cristo voz Abençoe. 10 de abril de 2010 23:14”


fonte: Jefferson Roger
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13 de maio - Nossa Senhora de Fátima


"Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará". Nossa Senhora em Fátima, Portugal nos afirmou essa frase após nos ensinar que seu filho Jesus deseja estabelecer no mundo a devoção ao seu Imaculado Coração para a salvação de toda a humanidade, pois quase não há no mundo quem reze e faça penitência pelos pecadores.

Palavras muito sérias da Mãe de Deus, que veio ao mundo no dia 13 de maio de 1917, para nos lembrar de nossa missão dada pelo Filho e do Seu Evangelho. Ela, que sabe muito mais do que qualquer ser humano na terra ou no céu, se nos exorta à recitação do santo rosário diariamente, com certeza o faz por saber que de muita importância e necessidade esta oração, que é Cristocêntrica, é para nossas vidas.

Recordando as palavras do sacerdote da Diocese de Lamego, em Portugal: "Nossa Senhora pediu a oração do santo terço todos os dias para três criancinhas, portanto nós adultos não temos desculpas. Nós as vezes facilitamos um pouco." E para estas mesmas crianças, Jacinta, Francisco e Lucia,a Virgem Imaculada pediu se estariam dispostos a rezar e receber sofrimentos de Deus, pela conversão dos pecadores ao passo que de forma unânime eles aceitaram.

Que possamos seguir os exemplos desses pequeninos santos e lembrar neste dia em que comemoramos sua aparição em Fátima, que o que Jesus nos pede é: "Amar a Deus sobre toda as coisas com todo o seu coração, toda a sua alma e todo o seu entendimento"; e ainda mais: "Amar ao próximo como a ti mesmo! - Onde segue-se que: "Não existe amor maior do que aquele que dá a sua vida pelo irmão".

Que neste espírito de doação àquele que é o caminho, a verdade e a vida, possamos contar sempre com o auxílio de Nossa Senhora de Fátima, para que prossigamos em nossa caminhada como membros do corpo de Cristo, de joelhos todos os dias, rezando a oração que o anjo da paz ensinou aos pastorinhos na preparação deles para o encontro com Maria: "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos adoro profundamente, ofereço-vos o preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação pelos ultrajes, blasfêmias, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E peço-vos pelos merecimentos infinitos do Seu Santíssimo Coração e pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, pela conversão de todos os pobres pecadores. Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão por todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam. Amém.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 11 de maio de 2016

É preciso sofrer

1ª Pe 4,12-19 - Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória.

Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem.

Com essa belíssima e direta exortação o apóstolo Pedro não manda recado a ninguém. De forma muito clara fica para nós o ensinamento de que é preciso compreender que os sofrimentos permitidos ou enviados por Deus, fazem parte da nossa condição de cristãos, seus filhos.

Então, por ser assim, a provação, que é atividade ordinária em nossas vidas, precisa ser reconhecida como graça de Deus. Um Deus bonzinho no estilo vovô e papai Noel é muito distante do Deus verdadeiro, que por nos amar primeiro nos criou. Ele que castiga e corrige os que ama não irá jamais nos mimar e nos poupar do que precisamos para alcançarmos a glória eterna. Santa Catarina de Sena dizia em locução com Deus Pai: “Se é assim que o Senhor trata os seus amigos não é à toa que tem tão poucos”. Parece um contraste mas significa entender que o padrão de comportamento que Deus espera de nós, no mínimo é o máximo no esforço em carregar a cruz. Como muitos não entendem isso ou não querem entender encaram Deus como um desmancha prazeres. Mas não é nada disso além do que, Jesus confirmou ao nos dizer que é muito difícil entrar no Reino dos Céus.

E mais, como São Tiago nos recorda que a prova da fé produz a paciência, é preciso perceber que o tempo de Deus não é o nosso. Os desejos de Deus não são os nossos, caso estejamos olhando para o criador com um olhar de decepção. Se assim for, nós não estamos de acordo com seu plano de amor e salvação, e não Deus, que por birra e para ver o circo pegar fogo em nossas vidas, cruza os braços para nos ver cair da frigideira para a fogueira.

Por fim, São Pedro nos lembra que, se o justo se salva com dificuldade, o justo que no livro dos Provérbios 24,16 é aquele que peca até sete vezes por dia, quem dirá dos que não se esforçam para andar dentro do caminho apertado que conduz para a porta estreita? É preciso realmente muito esforço pois Jesus já nos deu a triste notícia de que muitos tentarão e não conseguirão. E assim sendo, nos resta então, muito esforço na caminhada, constante prática do bem, que se reflete na caridade, paciência em viver a vontade de Deus e reconhecimento pela glorificação do criador que tudo se resume ao fim último: vivermos na glória eterna do paraíso. Precisamos de mais algum motivo para aguentarmos firme e segurarmos a onda aqui na terra? Acho que não. Nada aqui nesta terra vale o preço de se perder o paraíso. Nada!


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 10 de maio de 2016

Não existem dois evangelhos

Gálatas 1,7-9 - De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!

Anátema do latim anathema, significa etimologicamente oferenda, porém, no seu uso principal leva um sentido de condenação, ao se colocar de lado ou separar alguém, cortando-o do seu ambiente, de sua comunidade. A palavra Anátema será de certa forma uma sentença pronunciada e mediante a qual se expulsava alguém considerado um “herege” do seio da sociedade religiosa.

Feita esta pequena explicação sobre a expressão contida neste trecho separado do livro de Gálatas, iremos neste artigo refletir um pouco sobre estas verdades muito bem confirmadas pelo apóstolo Paulo. Logo no começo de sua carta, percebemos o espanto que Paulo sente ao ver que o povo da Galácia “cedia” com facilidade à outras verdades que não eram as verdades autênticas de Cristo. Do seu Evangelho.

Nossa Senhora, já questionada sobre o porquê de tantas aparições suas ao longo da história da humanidade respondeu: “Desço do céu para lembra-los que não estão vivendo conforme a vontade de meu filho. Jesus deixou tudo que vocês precisam para se salvarem nos evangelhos. Mas vocês não leem o evangelho e não o vivem”. Percebem que não existe nenhuma novidade nas aparições da Virgem Santíssima? Todas são em tom de chamado de atenção. É o famoso puxão de orelha de nossa mãe do céu, que já está diante do Altíssimo. Ela, que com certeza sabe muito mais do que todos nós, não se cansa de pedir que voltemos para o evangelho de seu filho. Ainda em vida ela já dizia: “façam tudo o que ele vos disser”.

Com calma é possível compreender as palavras do apóstolo Paulo. E ao compreende-las se perceberá que Jesus pregou amor e espada e não ecumenismo e paz. Jesus que era e é um homem santo e correto, amava, ensinava, corrigia, mas o que tantos esquecem, ele também julga.

Com isso encerro este artigo enfatizando que, o mundo criou e prega este segundo evangelho, que não existe. Um evangelho sutilmente modificado pelo príncipe do mundo para inserir em seu contexto o ecumenismo. Nos moldes que ele é divulgado esse ecumenismo não existe nos evangelhos. A humanidade parece cega e surda porque dessa forma leva sua vida misturando seus interesses mundanos, egoístas e passageiros com as verdades imutáveis do evangelho. E assim a religião se torna uma religião de supermercado. Porque tanto esforço em espremer e interpretar os escritos sagrados e querer modernizar a religião? Porque?

Os cristãos deveriam seguir Jesus; em primeiro lugar se deve obedecer a Deus (Atos 5,29). Isso previne cada um de nós de darmos ouvidos aos que apontam para um caminho que não é o caminho que Jesus abriu do céu até nós. Se por este caminho segue alguém que gostamos, podemos segui-lo também. Se por este caminho segue nosso pároco, podemos segui-lo também. Se por este caminho segue o bispo, podemos segui-lo também. Se por este caminho segue o papa, podemos segui-lo também. Porém, se um destes ou como diz o apóstolo, até um anjo nos apresentar um evangelho que nos pede que sigamos um caminho diferente do caminho de Cristo. Deixemos essa oferta de lado.

O problema é que um anjo já apareceu, é o príncipe do mundo, lucifer, que infiltrado como fumaça no seio da igreja, segundo as tão acertadas palavras do papa Paulo VI, já distribui por toda a parte suas mentiras disfarçadas de verdade. E muitos acreditam, e muitos aderem e muitos divulgam e promovem. Sejamos atentos para que, com um olhar divino, percebermos a diferença do joio semeado entre o trigo.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Comadre e Compadre

Commatre é uma palavra do latim e quer dizer “o que é mãe juntamente”. Compatre é uma palavra do latim e quer dizer “o que é pai juntamente”. Derivando como grande parte das palavras de nossa língua portuguesa, temos aqui no Brasil a expressão Comadre e a expressão Compadre. Religiosamente falando aquele que é investido para essa função, aceita uma servidão voluntária para toda a vida.

A mulher e o homem, sendo um casal ou não, pois são admitidos padrinhos solteiros, passam ao papel de pais espirituais que assistem seus afilhados junto aos pais deste e principalmente na ausência. No momento da cerimônia religiosa, seja ela do batismo ou da confirmação, caso os padrinhos não sejam os mesmos, embora é muito conveniente e justo que o sejam, esses convidados tornam-se efetivamente portadores dessa graça advinda dos céus.

Os candidatos a padrinho e madrinha mostraram em sua maneira de ser e agir, que o sentimento de querer o bem e querer bem essa pessoa que ingressa no corpo de Cristo, independe de títulos. Evidente é, também, que existem outros significados que foram ao longo do tempo incorporados a expressão comadre e compadre. Não precisamos aqui explanar a respeito dessas vertentes pois o cunho do artigo remete, por minha intenção, diretamente ao primeiro significado que encontramos em nossa história.

Seja como for, se tudo for conduzido pelos envolvidos com a assistência do Espírito Santo, todos saem ganhando. O pai agora tem um grande aliado nos assuntos que lhe compete e na criação/educação do filho, direta ou indiretamente. A mãe agora tem um grande reforço na empreitada que a vida de uma mulher exige e sobretudo, no cuidado integral, física e espiritualmente, do filho. A madrinha agora tem em sua vida um presente de Deus, a possibilidade de se dedicar por eleição divina, apresentada pela mãe que agora será comadre, na guarda espiritual de uma criança por toda a vida. O padrinho agora tem uma nova amizade que irá se entrelaçar nos moldes de um companheirismo que se intitula compadre, sendo mais um que compõe a forte linha espiritual que o filho afilhado necessita. E por fim, o mais beneficiado de todos, se é que possa existir algum destaque. O filho e afilhado, que agora conta com uma educação de oito mãos, quatro corações, dois exemplos masculinos e dois exemplos femininos para levar adiante a sua florescida vida de feliz católico membro do corpo de Cristo que irá, ajudado por esta forte frente defensora de pais e padrinhos, auxiliados por Cristo, Maria Santíssima e toda a milícia celeste, caminhar rumo a nossa tão desejada pátria divina. É missão para lá de nobre, graças a Deus.


fonte: Jefferson Roger
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Fazer sem esperar nada em troca

Ainda nos tempos de hoje, existem corações bons em meio a tantos corações ruins. Existem aquelas pessoas que, de forma gratuita, expõem seus sentimentos e agradecimentos por iniciativa própria. Pessoas assim são desapegadas dos achismos. Infelizmente muitas não o são. Estão sempre preocupadas com o que os outros irão achar a seu respeito, o que irão pensar, o que irão falar.

Não me visto como me sinto bem, me visto como manda a moda senão irão falar o que de mim? O que irão pensar de mim se eu disser isso, que acho que é certo? Melhor é ficar no silêncio do anonimato e fazer a política da boa vizinhança. Afinal preciso ficar bem com todo mundo porque um dia posso precisar de alguém. E dessa forma tudo fica girando na difundida tese de que primeiro importa agradar aos homens e depois agradar a Deus.

Pessoas assim tem dificuldade em “soltar” de suas bocas um obrigado, de forma desinteressada, que brote verdadeiramente do coração. Vejamos outro exemplo. Muitas vezes estamos no trânsito e ao darmos passagem para que outro carro adentre na pista de rolamento, o motorista nem olha na sua cara, não agradece com a cabeça, não faz nenhum aceno e nem dá sinal com o pisca do carro. E mais, o motorista de trás ainda buzina para você porque você está atrapalhando a vida dele. Afinal, pessoas assim não reconhecem na sua atitude um ato de cordialidade e caridade. Você se coloca no lugar das pessoas em qualquer situação e se imagina podendo estar passando por alguma situação que vise a precisar de ajuda. Ou nas palavras bíblicas, você tem compaixão pelo próximo.

Mas, quem tem o rei na barriga, como diz o ditado popular não enxerga as coisas assim. Todos o servem. Mas, que bom que não é assim com a maioria. Hoje, na data em que escrevo esse artigo, pude me deparar com uma senhora vindo até aqui no setor em que trabalho para me trazer um presente como agradecimento pelo serviço que foi executado em frente a sua confeitaria, fruto da minha intervenção.

Muitos problemas envolviam a região e foi preciso muito empenho e dedicação na causa para que tudo desse certo. Durou quase um ano. E hoje, para meu contentamento me trouxeram essa pessoa no setor em que trabalho. Ela me agradeceu pela dedicação e carinho que tive pelo seu pedido e me deu um bolo. Que sorte que é dona de confeitaria! Ganhei esse bolo que está na foto. Claro que é bem-vindo o presente, mas o que precisa ficar registrado foi a atitude da mulher. Ela estava mais contente em me dar o bolo do que eu ao receber. Pude sentir a sinceridade nas palavras dela, pude enxergar no olhar dela a satisfação do momento. Uma pessoa que possivelmente nunca mais eu veja, até porque a região onde ela trabalha não faz parte mais da minha alçada.

No entanto, pessoas assim, colocadas em nossas vidas, através desses esbarrões que Deus providencia nos fazem lembrar o que está escrito em Atos 20,35: Existe mais alegria em dar do que em receber.


fonte: Jefferson Roger
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O ódio é coisa boa sabia?

Efésio 4,26-27 - Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.

Como é comum os impulsos humanos aflorarem e sobrepujarem a razão causando muitos estragos sobretudo, nos relacionamentos humanos. A questão é muito antiga e ela remonta aos primórdios da civilização. A contenda sempre irá existir entre as pessoas e tenhamos consciência disto: quem mais nos ofende é quem mais perto de nós está e mais convive conosco.

Quando namorados, tudo é muito fácil, brigou vai cada um para sua casa e outro dia fazem as pazes. Quando noivos, ainda é possível irem para suas casas, mas, quando já casados, se brigarem e cada um quiser ir para sua casa como fica? Não existe mais a sua casa, agora ela se tornou a casa de seus pais, porém, mesmo assim algumas pessoas voltam para suas casas. É a chamada separação. Seja voltando para a casa de quando se era solteiro ou indo para outro lugar, o que aconteceu não resolveu nada pois foi movido pela consequência. Na briga, que foi uma consequência, surgiu o afastamento.

Precisa mudar a atitude, pois, do contrário, a cada novo relacionamento, se a atitude não mudar, os problemas continuarão a existir. Engana-se quem diz o contrário. Diz que agora melhorou. Na verdade, a pessoa não percebe que em seu novo relacionamento, ela que aprendeu com os erros passados, não os comete mais com a outra pessoa e por isso as coisas vão melhores.

Se tivesse colocado em prática o seu novo comportamento, resultado das lições que aprendeu com seus erros, com a mesma pessoa, as coisas teriam melhorado e teu esforço seria recompensado de uma maneira que você não enxergava. De uma maneira divina.

Como sempre, nosso inimigo cruel, sabe de tudo isso. Sempre empenhado e sem descanso na tarefa de levar todos e cada um para a perdição, ele se empenha por conquistar as brechas em nossos corações para poder construir dentro de nós, todos os ingredientes necessários para nos levar para a lama dos pecados e consequente condenação eterna. O diabo não se distrai, não esqueçamos. Por isso, nossa querida sagrada escritura, que tem sempre um ensinamento propício para nos ajudar na caminhada, nos revela neste pequeno trecho que não devemos nos distrair, principalmente nos momentos de raiva. Assim fazendo e ainda por cima, nutrindo depois os maus sentimentos que são o saldo das contendas, passamos a não ter um olhar divino sobre as situações e com isso nos tornamos cegos espiritualmente.

A raiva e ódio foram criados por Deus. E foram criados para serem usados corretamente, como tudo que Deus fez e nos dispõe. O problema é que o ser humano, criatura doente por culpa dos seus três inimigos: o mundo, o corpo e o diabo, normalmente não faz bom uso do que Deus lhe concede.

Devemos odiar o pecado e não o pecador. Devemos ter ódio do diabo e seus seguidores. Devemos ter ódio de tudo aquilo que nos afasta do amor de Deus. Mansos e humildes de coração, semelhantes ao Coração de Jesus. Em todos os relacionamentos de qualquer natureza façamos o que nos ensina essa passagem de Efésios. Agindo assim, por mais difícil que seja no momento, depois a leveza de coração e mente irá nos trazer uma calmaria para nossas almas e confirmar que, por sermos seguidores de Jesus, somos livres para amar com um amor que não tem explicação, com um amor igual ao de Jesus, que brotou na cruz.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Missa sem intervalo de "Recreio"

Na carta circular intitulada: O significado ritual do dom da paz na missa, datada de junho de 2014 pelo papa Francisco, para a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, traz à tona por meio deste documento, uma ampla referência documental da igreja a respeito deste tema. Isso inclui citações dos Evangelhos de João e Mateus, a Instrução Redemptionis Sacramentum, o Missal Romano e exortações apostólicas de Bento XVI.

Enfim com este documento o papa determina que a “hora do recreio da missa” não deve acontecer. Em outras palavras o papa Francisco disse que aqui, na santa missa, a voz do povo não é a voz de Deus. Nada deste intervalinho, onde é permitido a baguncinha, onde todo mundo pode romper o silêncio, sair dando abracinhos, beijinhos, e colocando o papo em dia. Também não é a hora de tocar aquela musiquinha animada da paz dizendo que você é importante, e que é muito bom você estar aqui. E muito menos o momento do padre abandonar o altar e bancar o padre peregrino que não descansa até cumprimentar o último fiel presente. E fica a pergunta: Como o padre pode pedir obediência aos fiéis, se nem ele mesmo obedece? Como o padre pode ensinar aos fiéis a fazer aquilo que Deus ensina, se os padres não obedecem a Igreja e fazem tudo que lhe dá na telha? Claro que existem bons e maus padres, não generalizemos.

Contudo o momento da paz está inserido no Rito Eucarístico, um momento profundo onde o silêncio e a oração se fazem presentes. De forma simples: De maneira discreta e profunda, deseje a PAZ DE CRISTO a pessoa que está ao seu redor. Feito isso, segue o rito. Nada de ficar acenando a mão para a aquele seu amigo que está do outro lado da igreja.

Agora vem a missão, cabe a nós católicos ensinar os irmãos. Cabe uma verdadeira catequese litúrgica a respeito do assunto e é claro, a leitura desta carta pelas lideranças católicas paroquiais e seus párocos. Se não dermos o exemplo na prática, não adianta ficar explicando as coisas. Jesus ensinava, explicava e dava o exemplo. A igreja procura segui-lo embora alguns desgarrados fiéis queiram sempre promover inovações. E aqui se enquadram leigos e ordenados.

Para encerrar, vejamos o que diz textualmente o número 06, item “C” da carta:

c) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:

- A introdução de um "canto para a paz", inexistente no Rito romano.
- Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
- Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Homenagens dentro da Santa Missa?

O ser humano sempre esbarra numa tendência de se comportar de forma estreita em alguns aspectos da vida. Por exemplo, o seu agir fica em muitos casos tendo uma reação praticamente automática e sobretudo quando a razão não impera sobre os sentimentos. Vamos entender melhor, vamos com calma.

É sabido de todos nós que, quando agimos sem pensar, no impulso das emoções que afloram a pele, muitas vezes nos pegando de surpresa, nossas reações na grande maioria das vezes, nos leva, a cometer atos que, por questão de segundos nos custam consequências desastrosas. E como sabemos que isso aconteceu? Simples. Sobre vem em nós o arrependimento. Falamos sem pensar e magoamos alguém, agimos sem pensar e ferimos alguém. E tantas e tantas vezes o saldo disso tudo acaba por não ser bom, para nós e para quem participou conosco, direta ou indiretamente.

Verdade também, é o fato de que, se a consequência não é aparente e imediata, porque tem raízes espirituais, aquilo que fazemos ou dizemos pode se tornar costume e sem percebermos nossa caminhada passa a acontecer rumo ladeira abaixo, na rampa dos ímpios que irão rolar para a condenação eterna. Simples como a pomba e prudentes como a serpente. Vigiai e Orai sem cessar. Lembra? Jesus é quem nos disse isso.

Pois bem, vamos em frente. Dizia eu que o ser humano tende a agir por impulso. Aqui direciono esta reflexão para um caso específico que é o das atividades que o povo insiste em colocar dentro da celebração da santa missa, como se fosse possível abrir um parêntese neste acontecimento que liga a terra e o céu, virar as costas para o que está acontecendo, dizer para Jesus: espera um pouco aí Jesus, vamos tratar de nossos assuntos agora, e comodamente e naturalmente começa a algazarra, o fala fala e as famosas homenagens.

Pela natureza da santa missa, sacramento dos sacramentos, a oração das orações, ato sublime de ação de graças a Deus, como dar uma pausa para misturar eventos mundanos? Homenageia-se o padre e o bispo porque aconteceu a primeira comunhão ou a crisma (mas isso faz parte das obrigações de estado do padre e do bispo!). Homenageia-se os catequistas porque dedicaram voluntariamente seu tempo para ajudar a comunidade e as famílias a “fazer ecoar a palavra de Deus” nos corações de nossos jovens. Homenageia-se o seminarista porque ele estava ao lado do sacerdote celebrante segurando o missal (essa é de matar viu!). Homenageia-se os cozinheiros, os colaboradores de retiro, esse, aquele, aquele outro, a lista parece que nunca acaba. E em alguns casos as pessoas vão lá na frente, dão as costas para o presbitério, a mesa do sacrifício e o sacrário, conforme a configuração da igreja, e se tornam o centro das atenções. Viva! Palmas para eles! Ai iai... Jesus, valei-me!

É ridículo, falta de respeito e consideração para com a santa missa, querida por Jesus. A finalidade da santa missa e sua natureza não permitem essas intervenções. Para isso existem salões paroquiais. É muito triste presenciar as pessoas a cometerem naturalmente seus sacrilégios durante a santa missa e tudo bem, é comum porque a maioria faz. Porém, nem tudo que é comum é certo. É preciso seriedade que brote de todos os lados da comunidade, povo de Deus. Quão difícil é dar catequese e procurar ensinar aquilo que a igreja de Cristo ensina, acredita e defende a mais de dois mil anos e acabar ver tudo indo por terra por conta de maus exemplos e comportamentos que estão fora e dentro da igreja, que foi invadida, segundo as palavras de Paulo VI, por satanás como uma fumaça.


fonte: Jefferson Roger
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Abusos na Santa Missa

Dentro da celebração da santa missa, vez por outra incorremos em presenciar situações que são chamadas de abusos litúrgicos. Trata-se de atitudes praticadas que não estão prescritas nas normas litúrgicas que a Igreja de Cristo tutela para garantir a plena validade da celebração e a sua máxima eficácia da graça. Pois bem sabemos que quando queremos fazer algo bem feito em nossas vidas, seja na escola, no trabalho ou em qualquer área, precisamos seguir uma ordem de execução para bem proceder naquilo que queremos bem fazer. Ou seja, procuramos caprichar, fazer corretamente e da maneira certa.

Seja como for, em nossas vidas estamos sempre a procurar fazer tudo bem feito, para que possamos colher os frutos, os resultados que esperamos ou que esperam que alcancemos.

Assim devemos proceder de forma mais séria ainda, em nossas atividades relacionadas com nossa vida espiritual. Sobretudo com relação ao tema deste artigo: abusos na santa missa. Dentro desta celebração, existem duas divisões que se denominam ordinário da missa e próprio da missa. O ordinário da missa é a parte fixa, que não deve ser modificada. Assim prescreve a Instrução Geral do Missal Romano, documento que normatiza as diversas atividades litúrgicas de nossa igreja católica apostólica romana. Vejamos:

Ordinário, aquilo que nunca – ou raramente – muda: o Sinal-da-cruz, o Ato Penitencial, o Kyrie, o Glória, o Credo, o Ofertório, o diálogo antes do Prefácio, o Santo, a Consagração, o Pai Nosso etc.

Próprio, aquilo que muda conforme o dia, o tempo e as intenções: a Coleta (Oração do Dia), as leituras da Liturgia da Palavra, a Oração sobre as Oferendas, o Prefácio, a Oração depois da Comunhão. Daqui decorre que o conjunto desses elementos de uma determinada Missa se chame “Próprio da Missa”. Assim, há o Próprio da Missa do III Domingo do Advento, o Próprio da Missa de Defuntos, o Próprio da Missa de Pentecostes, o Próprio da Missa da Noite de Natal, etc. Continuemos.

Em Nome do Pai – início da missa: aqui o que deve acontecer é o seguinte. O sinal da cruz é rezado pelo sacerdote celebrante e os fiéis participam respondendo amém. O Missal Romano esclarece: “O sacerdote diz: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. O povo responde: Amém”. Em hipótese nenhuma deve ser cantado, esclarece o mesmo Missal.

O papa Bento XVI dizia: “A cada dia deve crescer em nós a convicção de que a liturgia não é um nosso, um meu ‘fazer’, mas é ação de Deus em nós e conosco”. Para o Glória e o Santo, integrantes da parte fixa da missa, vale a determinação do Missal. Ou se reza as orações prescritas ou se canta estas orações. Não é permitido e é reprovado substituir por músicas que falem de “gloria” e de “santo”.

O Missal Romano prevê três tipos de oração para o Ato Penitencial: 1- ou reza ou canta o “Confesso a Deus todo-poderoso…”; 2- O “Tende compaixão…”; 3- o “Senhor, que viestes salvar… tende piedade de nós”. E como está previsto somente estes três tipos no Missal, faz parte do Ordinário da Missa. Se a letra de qualquer outra música remete ao arrependimento os liturgistas desautorizados acham que pode ser incluída na missa. Pessoas sem autoridade que querem inovar no rito de Paulo VI como se se houvesse alguma possibilidade de coisas assim ocorrerem. Eu só tenho pena de sacerdotes que estudam sete anos no mínimo e ainda assim permitem que a liturgia da Igreja seja deformada com gestos sutis de desobediência, como mudar um canto aqui, outro ali e pior, quando estes sacerdotes incentivam esses invencionismos como se a missa fosse desse tiranete paroquial que se denomina padre.

E para encerrar este breve artigo coloco aqui a questão do canto da paz. Outra invenção desautorizada para a hora do abraço da paz. Não está previsto no Missal e não deve acontecer. Como dói ser católico quando estamos participando de uma santa missa cheia de irregularidades e abusos litúrgicos que acontecem seja por parte do sacerdote ou por qualquer pessoa que está atuando. Se dói em nós católicos autênticos o que dizer da pessoa de Jesus? Que assiste do sacrário sua ordem para celebrar esse mistério em sua memória sendo transformado numa apresentação moderna e inovada? E em alguns casos um show particular?

fonte: Jefferson Roger
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