quarta-feira, 4 de maio de 2016

Homenagens dentro da Santa Missa?

O ser humano sempre esbarra numa tendência de se comportar de forma estreita em alguns aspectos da vida. Por exemplo, o seu agir fica em muitos casos tendo uma reação praticamente automática e sobretudo quando a razão não impera sobre os sentimentos. Vamos entender melhor, vamos com calma.

É sabido de todos nós que, quando agimos sem pensar, no impulso das emoções que afloram a pele, muitas vezes nos pegando de surpresa, nossas reações na grande maioria das vezes, nos leva, a cometer atos que, por questão de segundos nos custam consequências desastrosas. E como sabemos que isso aconteceu? Simples. Sobre vem em nós o arrependimento. Falamos sem pensar e magoamos alguém, agimos sem pensar e ferimos alguém. E tantas e tantas vezes o saldo disso tudo acaba por não ser bom, para nós e para quem participou conosco, direta ou indiretamente.

Verdade também, é o fato de que, se a consequência não é aparente e imediata, porque tem raízes espirituais, aquilo que fazemos ou dizemos pode se tornar costume e sem percebermos nossa caminhada passa a acontecer rumo ladeira abaixo, na rampa dos ímpios que irão rolar para a condenação eterna. Simples como a pomba e prudentes como a serpente. Vigiai e Orai sem cessar. Lembra? Jesus é quem nos disse isso.

Pois bem, vamos em frente. Dizia eu que o ser humano tende a agir por impulso. Aqui direciono esta reflexão para um caso específico que é o das atividades que o povo insiste em colocar dentro da celebração da santa missa, como se fosse possível abrir um parêntese neste acontecimento que liga a terra e o céu, virar as costas para o que está acontecendo, dizer para Jesus: espera um pouco aí Jesus, vamos tratar de nossos assuntos agora, e comodamente e naturalmente começa a algazarra, o fala fala e as famosas homenagens.

Pela natureza da santa missa, sacramento dos sacramentos, a oração das orações, ato sublime de ação de graças a Deus, como dar uma pausa para misturar eventos mundanos? Homenageia-se o padre e o bispo porque aconteceu a primeira comunhão ou a crisma (mas isso faz parte das obrigações de estado do padre e do bispo!). Homenageia-se os catequistas porque dedicaram voluntariamente seu tempo para ajudar a comunidade e as famílias a “fazer ecoar a palavra de Deus” nos corações de nossos jovens. Homenageia-se o seminarista porque ele estava ao lado do sacerdote celebrante segurando o missal (essa é de matar viu!). Homenageia-se os cozinheiros, os colaboradores de retiro, esse, aquele, aquele outro, a lista parece que nunca acaba. E em alguns casos as pessoas vão lá na frente, dão as costas para o presbitério, a mesa do sacrifício e o sacrário, conforme a configuração da igreja, e se tornam o centro das atenções. Viva! Palmas para eles! Ai iai... Jesus, valei-me!

É ridículo, falta de respeito e consideração para com a santa missa, querida por Jesus. A finalidade da santa missa e sua natureza não permitem essas intervenções. Para isso existem salões paroquiais. É muito triste presenciar as pessoas a cometerem naturalmente seus sacrilégios durante a santa missa e tudo bem, é comum porque a maioria faz. Porém, nem tudo que é comum é certo. É preciso seriedade que brote de todos os lados da comunidade, povo de Deus. Quão difícil é dar catequese e procurar ensinar aquilo que a igreja de Cristo ensina, acredita e defende a mais de dois mil anos e acabar ver tudo indo por terra por conta de maus exemplos e comportamentos que estão fora e dentro da igreja, que foi invadida, segundo as palavras de Paulo VI, por satanás como uma fumaça.


fonte: Jefferson Roger

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