segunda-feira, 30 de maio de 2016

Jesus diria que somos bons pais?

Hebreus 12,3-9 - Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado. Estais esquecidos da palavra de animação que vos é dirigida como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos. Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida?

Com essa belíssima explicação de São Paulo em sua carta ao povo hebreu nos fica de lição, mais uma vez, a verdade que brota de cima, que é exigente e que nos prova e nos corrige. E podemos destacar nessa pequena reflexão a palavra “comum”. Vemos que cabe a todos sermos provados e corrigidos por aquele que nos ama. E como a natureza humana imita a natureza divina, também uns e outros, em nossa caminhada comunitária como filhos de Deus somos chamados por Cristo para usarmos de nossos dons, distribuídos pelo Espírito Santo de Deus como lhe aprouve, para o bem “comum”.

Porém, quando desviamos do caminho do Senhor, fatalmente sobre nossas vidas e as vidas dos que nos cercam irá se abater o mal. Vejamos aqui mais um exemplo de um jovem de 13 anos, chamado Christian que brutalmente assassinou seu meio irmão de 2 anos a pancadas e violentou sexualmente outro de 5 anos. Crime que aconteceu nos EUA onde após julgamento o menino foi sentenciado a prisão perpétua.

Ao ser questionado os motivos ele disse que ficou nervoso por conta de atitudes do padrasto. Disse também que se arrependeu, mas a consequência do ato não pode mais ser desfeita. Ao final das investigações, averiguou-se que ele é filho de um estupro, quando sua mãe tinha 12 anos. Hoje uma drogada que seguiu os passos da avó, também usuária de drogas.

Não precisamos caros leitores irmos tão longe atrás deste tipo de notícia não é mesmo. O fácil acesso a informação nos dias de hoje nos coloca frente a qualquer tipo de assunto que busquemos. E este não é carta fora do baralho. Para nós, cristãos, seguidores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, fica muito claro que, a responsabilidade de uma vida que aceitamos receber de Deus, quando perante a mesa do altar, damos o nosso sim para receber os filhos que Deus nos enviar nos comprometendo a cria-los na educação e doutrina do Senhor (Efésios 6,4), não deve ser um “sim” da boca para fora.

É preciso levar muito a sério e não afrouxarmos em nossas obrigações, deveres, responsabilidades e necessidades. Não podemos “dar de ombros”, abrir as mãos e dizer “fazer o quê? Eu tentei”! Tentou até o sangue? Ora, fazer o quê? Fazer aquilo que Jesus nos pede. Filhos não são uma bagagem. Mais uma vez, façamos aquilo que Jesus nos pede, gravemos isso! Ele que nos ama, nos exorta, nos ensina e nos corrige. Seu coração misericordioso, de onde brotou sangue (a eucaristia) e água (o batismo) nos oferece o que precisamos para que Ele permaneça em nós e nós Nele. A oração, grande arma do cristão, precisa ser uma atitude constante (1ªTes 5,17), para que sempre, do mal, Deus nos livre.


fonte: Jefferson Roger

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