segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fostes comprados por um grande preço


1ª Carta aos Coríntios 6,12-20

Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.
Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos: Deus destruirá tanto aqueles como este. O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo:
Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum!
Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24).
Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito.
Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo.
Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?
Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.

Olá queridos leitores, cumprimento os assíduos e os que estão por aqui de passagem. Hoje iremos refletir este belíssimo trecho das sagradas escrituras onde o apóstolo Paulo nos recorda a nossa realidade de filhos de Deus, membros de Cristo comprados a preço de sangue na cruz.

Como é importante para o católico ter essa realidade bem presente em sua mente, alma, corpo e coração. Afinal quando se lê que tudo é permitido isso tem relação com a liberdade de escolha que Deus colocou em nós. Porém, nosso criador não nos jogou no mundo como se joga um pedaço de carne na jaula dos leões. Deus colocou em nossa alma o desejo insaciável de voltar para Ele. Nesta nossa condição temporária, somos um composto de corpo e alma, um verdadeiro campo de batalha, trabalhando incessantemente pela nossa própria salvação e ajudando a igreja de Cristo, pois somos crismados, a trabalhar pela salvação dos irmãos.

São ensinamentos muito diretos, simples e objetivos. Tanto é verdade que é preciso renunciar às estas verdades se a pessoa quiser, ilusoriamente, buscar sua felicidade nesta terra. Triste engano, porque a felicidade é uma realidade do espírito enquanto que o prazer é uma realidade do corpo. Por isso o inimigo ataca fortemente nesta área, pois o corpo em sua concupiscência se constitui um dos três inimigos da alma.
Só o fato de termos consciência de que somos membros do corpo de Cristo e ao mesmo tempo pecarmos com o nosso corpo em atitudes de adultério, fornicação e outros pecados da impureza já seria de sobra, motivo de grande tristeza em nosso coração. Como é possível querermos salvar nossas almas atirando nossos corpos na lama do pecado e ainda por cima chafurdar alegremente? Querendo sempre mais e mais? Certamente não nos convém. Por isso as pessoas vivem numa tentativa já condenada por Cristo de querer agradar a dois senhores. E aqui falo de Deus e do mundo. Quem quer ser amigo do mundo acabará por se tornar inimigo de Deus, diz a escritura.

A palavra de Deus toca profundamente. Quanto mais nos envolvemos com ela e nos deixamos penetrar por ela em nossos corações e alma, mais nos distanciamos do mundo. Essa palavra exige uma radicalidade em nossas vidas. E quando compreendemos que nosso corpo é templo do Espírito Santo e portanto não nos pertence, fica mais evidente ainda que os pecados da impureza atestam contra essa natureza tão bela criada por Deus que o pecado original corrompeu e a humanidade insiste em transformar em objeto, vitrine e algo descartável.

Mas alguns dizem: o sexo é uma coisa boa pois foi Deus que inventou, então é para se praticar. E isso está certo não é mesmo! Certíssimo, porém, muitas pessoas que falam assim atuam como advogado do diabo, ou como o próprio satanás, que para confundir os eleitos, mistura verdades com mentiras fazendo cair no pecado através das tentações aqueles que se distraem, que não são vigilantes.

É preciso pois usarmos os melhores termos de comparação. Não nos compararmos ao que “todo” mundo faz, mas pensarmos: O que Jesus faria nessa ocasião? Como Jesus se comportaria neste caso? Será que Jesus vai ficar satisfeito com minha atitude? Será que foi para isso que Jesus morreu? E se hoje for o dia em que eu terei que me apresentar diante do justo juiz, como estão minhas mãos? Vazias? Tenho obras para apresentar diante do Senhor?

Lembremos: Deus nos deu o dia de hoje, pois o ontem não existe mais e o amanhã não existe ainda. Nossa esperança tem que ser colocada na eternidade e não no amanhã, não no futuro. Do contrário a tentação de deixarmos para amanhã aquilo que já deveríamos estar fazendo hoje e já deveríamos ter começado a fazer ontem pode enevoar nossos corações e mentes, enquanto o Deus que nos visita no hoje passa e com Ele a nossa salvação.


fonte: Jefferson Roger

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