quarta-feira, 29 de junho de 2016

O vô José

Neste ano de 2016 o vô José completou 72 anos. Nascido em 1944, natural de Morretes-PR viveu e foi criado em sua primeira etapa da vida pela sua tia, irmã de sua mãe. Logo cedo, começou a trabalhar, ajudando seu tio. Foi desportista praticando o ciclismo e o pedestrianismo por muitos anos. Com uma vida no lar bastante cheia de regras esforçou-se para trabalhar e custear seus estudos.

A vida foi passando e de um pequeno cubículo passou a morar em sua própria casa. Hoje aposentado como servidor público da polícia civil foi aquele pai, que enquanto tinha os filhos debaixo da barra de sua calça, nunca deixou que lhes faltasse nada. Absolutamente nada no que diz respeito ao sustento que a vida impõe. Como filho mais velho dos três, aprendi com ele, de forma destacada a honestidade no agir buscando uma forma reta de bem proceder no comportamento cotidiano. É o famoso o que é certo é certo. Neste pequeno artigo que faço, fica minha homenagem ao primeiro fundador do meu caráter junto com minha já falecida mãe.

Frequentador do meu blog, sempre estamos a nos encontrar e de vez em quando batemos aquele bom papo. Afinal, se não for assim entre os da família o que pensar a respeito? É bem verdade, que quando se trata de família, a coisa se complica. Todos que vivem em suas famílias sabem muito bem do que falo. Mas, rezamos uns pelos outros, rezamos pelas famílias e por aquelas famílias que não andam bem e por aqueles que gostariam de ter uma família ou ainda vivem numa família difícil. As famílias fazem parte da nossa cruz. Deus nos pensou como família e a constitui sob uma aliança de sangue: ser família é dizer, eu derramo o meu sangue por você, mas eu não desisto de você.

O vô José, da minha parte é vô de minhas duas filhas. A Yasmin e a Sofia, da qual recentemente acompanhou o batizado. Ele gosta muito delas e demonstra isso e, tanto eu como minha esposa Debora concordamos que, no que meu pai sente e demonstra não existe fingimento e nem falsidade. Ele gosta delas.

E assim, fica aqui registrado essa pequena homenagem que faço a ele. Não importa as diferenças e sim as raízes pois viver as diferenças por amor a Deus é o que nos pede Jesus. Isso é uma obra de caridade. Lembremos sempre de onde viemos e fiquemos aqui com essas belas palavras do livro do Eclesiástico 3:

Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos. Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência, a fim de que ele te dê sua bênção, e que esta permaneça em ti até o teu último dia. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração. Parabéns e felicidade ao meu pai, avô das minhas filhas e a todos os pais e avôs pois não precisa existir o dia do aniversário, ou o dia dos pais, pois eles o são em todos os dias da vida.


fonte: Jefferson Roger

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