segunda-feira, 27 de junho de 2016

Racinha do “ª*&%$#©§¬¢£º”

Pois é caros leitores, na expressão censurada no título do artigo, fica a liberdade de cada para encaixar a experiência que a vida traz a cada um. O teor da matéria que estou a refletir tem raízes na carta aos Efésios 4,26 onde está escrito: “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento”. E com este ponto de partida nos fica bem claro que o título da matéria pode muito bem ser um xingamento quando a pessoa está a desabafar a respeito de algum comportamento inadequado da outra parte. Pelo menos é sempre assim que pensa quem “fala” está frase tão despolida.

Notemos que o valor que a pessoa dá ao palavrão não está no singular, embora a frase esteja. Ela estende para a origem familiar daquele que está, segundo seu modo de ver, fazendo algo que não está de acordo. Não estamos aqui a defender alguma das partes somente e sim as duas, porque dentro do contexto que nos pede Jesus para vivermos seu evangelho e conforme relembramos neste trecho da carta aos Efésios que acabamos de ler no início do artigo, fica claro que o importante é não pecar, em circunstância nenhuma. É como diz o versículo: mesmo em cólera, mesmo quando estivermos com aquela raiva que nos faz soltar pela boca palavras que não conseguiremos jamais resgatar e que após lançadas irão semear o bem ou o mal onde ela for parar.

Palavras poderiam dizer alguns. Na teoria é fácil, mas quero ver no meio de uma discussão, com ânimos acalorados quem vai lembrar de se manter centrado e não proceder em desacordo como nos pede Jesus. Bom, ele disse que façamos ao outro o que queremos que nos façam. Está lá no sermão da montanha. Enfim, é como se diz a respeito das guerras. Não existe nunca um lado vencedor, porque o que chamam de vitória sempre deixa sua marca, sequelas e consequências que muitas vezes são denominadas de efeitos colaterais, perdas aceitáveis. Ou seja, o não pequeis, vale para todos, vale para quem está a xingar e vale para quem recebe o palavrão.

Pode ser que o culpado da discussão não seja inocente, seja realmente culpado de alguma atitude que, por ser pecado, gera o seu salário, que é a morte, também na outra parte, no outro envolvido. O que fazer? Os tiros trocados não cessam e as feridas aumentam mais e mais, algumas não cicatrizam e novos confrontos já se iniciam com corações, mentes e almas machucados e manchados pelo passado, que insiste em trazer à tona o saldo da última contenda.

Jesus tem a resposta. Foi ele quem disse que devemos recorrer a ele, que possui um jugo suave e um fardo leve. Foi ele quem nos ensinou que devemos sofrer as fraquezas do próximo por amor a Deus. Tarefa sempre difícil? Depende. Depende de quanto estamos dispostos a entregar a Deus. Se queremos a glória eterna, mas não abrimos mão de algum apego, seja ele material, carnal ou intelectual, estamos por conta própria barrando nossa entrada pela porta estreita, pois Jesus nos ensinou em Mateus 6,14 que receberemos na medida em que entregarmos.


fonte: Jefferson Roger

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