sexta-feira, 29 de julho de 2016

Minha mulher está sempre cansada

Essa é uma das reclamações que mais são faladas pelos homens. Até aí, nada demais, porque a natureza do ser humano corrompida pelo mundo, o faz reclamar de tudo. Se está frio, dizem “ai que frio”. Se está calor, dizem “ai que calor”. Se estão com sono, dizem “ai que sono”. E tantos outros exemplos.

O que ocorre, já que se reclama de tudo, o que é um erro, lembremos bem, é para qual direção estamos apontando quando falamos. Parece coisa sem importância, mas nosso inimigo cruel, o diabo, nunca descarta nenhuma situação, pois ele vê em tudo uma oportunidade para nos derrubar.

Se numa conversa entre amigos o homem reclama para seu colega sobre sua mulher, pode ser possível e até provável que ocorra o mesmo da outra parte. E assim, o assunto dos homens acaba sendo falarem delas. Mas, se o homem passa a reclamar para outra mulher, os ingredientes para essa mistura podem produzir um resultado infrutuoso. Quando o homem se abre em desabafo para outra mulher, ele está sinalizando um “sinal verde”, primeiramente para o diabo. Depois, a encargo de satanás, para a mulher. Desta forma, perigosamente (Eclesiástico 3,27) o ombro amigo acaba por se tornar o poço para se afogar as mágoas e receber fora do seio do lar, aquilo tudo que o diálogo íntimo sempre pode resolver.

Erro do homem. Sua cultura machista e patriarcal que insiste em permanecer ativa nos machões de plantão, se encarrega de fazer o homem não olhar para a mulher segundo o ensinamento celeste que vemos em Efésios 5,25: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela”.

Ora, por fugir ao contexto sobrenatural que nossas vidas devem ter, o homem esquece da primorosa humanidade da mulher e passa a vê-la como um objeto a disposição. Chega do trabalho e quer sua mulher a disposição para relações íntimas muitas vezes até sem nenhum teor de romantismo ou ainda como um serviçal que lhe traz tudo a mão.

A mulher é dona de casa, cuida dos filhos, do marido e suas coisas, tem emprego; dá conta de tudo isso e muitas vezes não lhe sobra tempo nem para cuidar-se pois se dedica em tempo integral à sua família. Enquanto isso o ingrato e egoísta marido só enxerga seu umbigo e sua cegueira espiritual é um trampolim para o diabo apresenta-lo para seu tão querido ombro amigo, que lhe fará tudo aquilo que desejas. Te dará os prazeres, te usando para se satisfazer e te contentar com o que não tem em casa e depois que te sujar com a lama do pecado, ainda lhe devolve para sua esposa, fazer “o serviço sujo”, pensa a outra.

Esquece o homem, que sua esposa cozinha para ele, lava e passa sua roupa, mantem a casa em ordem, tudo limpinho e cheiroso, até a cama que dorme. Trata bem os parentes, é hospitaleira, se preocupa com a família muitas vezes se sujeitando a trabalhar fora para não sobrecarregar ao marido o custo de vida da casa. Quanto esquecimento, para não dizer outra coisa. Pobre do homem, esquece que se ficar acamado e bem doente, quem vai cuidar dele vai ser a esposa, que “vive cansada”, mas não deixa que este cansaço a impeça de acompanhar seus momentos difíceis.

Como vemos, se não existe a caridade, a doação mútua e a compreensão do que é ser família, tudo não passará de motivação para satanás tentar separar o casal, que se deixam transformar em réu e acusador. Não é hora do homem dar ouvidos ao que sua mulher diz e olhar para o que está acontecendo dentro de sua própria casa?


fonte: Jefferson Roger
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Padre Francês é degolado durante a Santa Missa

Mais uma vez corre pelo mundo outra noticia que foi assumida pelo grupo Estado Islâmico. Desta vez, ou diria melhor, mais uma vez, a França foi alvo dos ataques. Durante a celebração da santa missa, dois homens invadiram a igreja, fizeram o Padre Jacques Hamel de 84 anos refém, forçaram-no a se ajoelhar e o decapitaram. Após fuga a polícia francesa acabou por matar os assassinos durante perseguição, vindo a prender um menor de idade suspeito de ligação.

O sacerdote atuava a mais de 20 anos na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, na região da Normandia, no norte da França.

Segundo o país (França), que está em estado de emergência, concedendo poderes adicionais à policia, existem cerca de 4,5 mil igrejas católicas que não estão sob esquema de proteção assim como as quase 700 escolas e sinagogas judaicas e cerca de entre 1 mil e 2,5 mil mesquitas.

Enquanto a notícia repercutiu pelo mundo inteiro e vários pronunciamentos e notas foram emitidos, mas diga-se de passagem, não são mais do que isso, o grupo terrorista, através de seu porta-voz, disse que os assassinos responderam ao chamado para atacar os países da coalizão internacional que lutam contra o estado islâmico no Iraque e na Síria.

Este já é o quarto ataque que o país sofre, atual alvo internacional destes terroristas. Em janeiro de 2015 foram 17 mortos. Em novembro de 2015 foram 130 mortos. Em julho deste ano foram 84 mortos.

Contudo vale também destacar que os meios televisivos não deram a mesma ênfase que deram aos três primeiros acontecimentos. E por quê? Simples assim. A mídia considera este assassinato de um sacerdote CATÓLICO, lá numa cidadezinha da França, apenas mais um acontecimento isolado, como os que são promovidos pelo mundo afora todos os dias. Inclusive pelo próprio estado islâmico. Não dá ibope, embora seja fato que a mídia diz que notícia ruim e em primeira mão é o que eles gostam de promover e anunciar. No entanto, quando existe algum caráter religioso no meio e sobretudo católico é melhor colocar panos quentes. Porém, se o sumo pontífice fizer alguma coisa que fuja do tradicionalismo que possa, alargando-se as opiniões e interpretações interesseiras, noticiar com vestimenta bombástica aí sim, tudo sai aos ventos.

Comentários feitos encerro aqui este artigo, caro leitor, mostrando mais uma vez, aquilo que todos sabem e alguns fingem não saber ou se esforçam para manter o problema fora de seu alcance. Afinal, pensam tantos, está acontecendo bem longe de onde moro. Jesus já nos ensinava: "não vos enganeis" e isso sempre foi válido ao longo de toda a história da humanidade e sobretudo, quando se coloca um olhar sobrenatural aos acontecimentos.

Bem diz o homem que o mundo está globalizado e que a humanidade caminha em sua evolução. Pois bem, tanto o bem quanto o mal estão globalizados. Todo bem e todo o mal está ao alcance de todos assim como pode alcançar a todos. "Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas" (Mateus 10,16), nos adverte Jesus. E em nossa simplicidade nunca nos cansemos de rezar por todos os que mais precisarem pedindo a Jesus por Misericórdia a todos e também pedindo a plena realização das bem aventuranças na vida de todos nós, amém.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Cracovia 2016 - presença dos santos

Os católicos e todo o olhar do mundo acompanham o evento da Jornada Mundial da Juventude que acontece este ano em Cracovia, situada na Polônia. Terra onde nasceram Santa Maria Faustina Kowalska e São João Paulo II.

Na data de hoje aconteceu a cerimônia de boas-vindas ao papa Francisco muito bem organizada e realizada que culminou com uma homilia do sumo pontífice exortando os jovens a não se aposentarem de suas juventudes e permanecerem caminhando com Jesus, pois eles, nas palavras do papa, são o rosto do Cristo. É preciso, disse ainda renovarmos e reforçarmos nossas amizades com o próximo e pelo próximo para que nossa amizade com Jesus se torne cada vez mais forte.

No meio da cerimônia, aconteceu um momento belíssimo onde os continentes que juntos comportaram 187 países participantes, fizeram um desfile de bandeiras, previamente anunciado por uma pessoa que representava um determinado continente que em belos cantares proferia palavras de fé e incentivo. O destaque deste momento ficou por conta de que cada continente foi representado por um santo. Foram eles:

Pela Europa, São Vicente de Paula. Pela Ásia, Madre Teresa de Calcutá. Pela África Santa Josefina Bakhita. Pela Oceania e Austrália, Santa Luiza de Marilac. Pela América do Norte, São Damião Molocai e pela América do Sul, Irmã Dulce.
Que emoção foi para nós brasileiros testemunhar a bandeira que mostrava a Irmã Dulce, o anjo bom da Banhia representando toda a América do Sul. Com seu exemplo máximo de serviço ao próximo, sem dúvida alguma esta mulher de fibra e incessante caridade muito fez em vida e ainda faz no céu, muito por todos os cristãos que ainda peregrinam pelo vale de lágrimas.

Após este desfile, chegou o momento da leitura do evangelho, que foi lido em polonês e no dialeto do povo de Cracovia. Antes, porém, numa enquete realizada nas redes sociais pela organização do evento, os jovens da jornada mundial escolherão o nome de 10 santos e/ou beatos que viveram pouco tempo aqui na terra por conta de uma morte muito jovem por amor a Cristo e seu evangelho. Um a um eles foram representados por atores trajados com as vestimentas da época e em seguida o evangelho entrou sendo passado de mãos em mãos por todos os santos ali representados para finalmente ser entregue no ambão para a pessoa que faria a leitura, simbolizando que a palavra de Deus, da qual os santos e santas de Deus viveram e deram seu testemunho até com a vida, chega até os dias de hoje, continuando a transformar as pessoas e converter muitos corações colocando-os no caminho da porta estreita.

Homilia do Papa Francisco na cerimônia de boas vindas - JMJ 2016 Cracovia

fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Sacrifício ≠ Sofrimento

Muitos fazem confusão com estas duas palavras e o que elas representam verdadeiramente. Logo de início vamos deixar bem claro que sacrifício e sofrimento NÃO são sinônimos. Elas possuem naturezas completamente diferentes. Basicamente falando o sofrimento gera algum tipo de dor, seja ela física, psíquica ou espiritual. O ato de sofrer implica em uma reação que percebemos em nós ou não, fruto do resultado de alguma “força” externa a nós que por fim nos leva a padecer.

Todos sofremos em nossas vidas, seja no passado, no presente e ainda no futuro. De tantas maneiras a vida sempre se encarrega de nos colocar à prova, seja ela física ou não. Alguns exemplos? Vamos a eles:

Assistir essa aula de história é o maior sofrimento.

As sessões de quimioterapia que faço meu causam muito sofrimento.

Minha amiga está passando por grande sofrimento pela perda de um ente querido.

Entendido um pouquinho mais com estes pequenos exemplos? Sigamos em frente com a reflexão. Diferentemente do sofrimento, o sacrifício depende de uma iniciativa, de uma vontade ou consentimento consciente. Do latim “sacrum facere” que pode ser traduzido para “tornar sagrado”, “tornando sagrado”, o ato do sacrifício que é a junção das expressões “sacro + ofício”, visa fazer aquilo que é agradável a Deus. Percebemos aqui a grande diferença entre os termos.

E para ilustrar a questão recordo aqui apenas um exemplo bíblico onde Abraão subiu ao monte para oferecer em sacrifício a Deus, seu filho Isaque, como prova de seu amor e fidelidade ao Altíssimo (Gênesis 22).

Como vemos então, quando nos propomos a fazer algo que é para agradar a Deus isto se chama sacrifício. Aqui vale lembrar uma frase de Santa Catarina de Sena que diz: “quando abraçamos nossa cruz, paramos de padecer”. Ou seja, quando aceitamos a cruz que Jesus nos concede, regra para nossa salvação, paramos de remar contra a maré, numa vã tentativa de nos livrarmos do seu peso e por isso, reclamamos, reclamamos e reclamamos. E pedimos a Cristo que nos livre das provações. Achamos que elas são sofrimentos e apenas o serão se não aceitarmos o projeto de Deus para nossas vidas. Do contrário, como recorda a santa, nossa aceitação e consequente conversão, transforma esses padecimentos ou sofrimentos em motivo de júbilo, como diz São Pedro e São Paulo em suas cartas, onde relatam da felicidade que devemos ter em participar desses sofrimentos por amor a Cristo e ao seu evangelho.

Neste ponto, para concluir, percebemos sim, que o sofrimento pode vir a ser uma consequência do sacrifício, que sempre é voluntário. Se não aceito, eu sofro, mas se aceito, meu sofrimento pode ser fruto do meu sacrifício.


fonte: Jefferson Roger
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Como Cristo cuida de sua Igreja

Trecho "retirado dos escritos de Santa Brigida" onde a santa recebe de Jesus e Maria uma verdadeira catequese sobre tantos temas do evangelho. Neste texto que transcrevo aqui, Jesus está a falar e relembrar para a santa a respeito dos cuidados que Ele tem para com sua igreja fundada sobre a profissão de fé de São Pedro:

A Santa Igreja, que construí com meu próprio sangue e o dos santos. Eu mesmo a cimentei com minha caridade e depois coloquei nela meus eleitos e amigos. Seu fundamento é a fé, ou seja, a crença em que Sou um Juiz justo e misericordioso. Este fundamento tem sido agora deturpado porque todos creem e pregam que sou misericordioso, mas quase ninguém crê que Eu seja um Juiz justo. Consideram-me um juiz iníquo. De fato, um juiz seria iníquo, se, à margem da misericórdia, deixasse os maus sem castigo de forma que pudessem continuar oprimindo os justos.

Eu, porém sou um Juiz justo e misericordioso e não deixarei que o mínimo pecado fique sem castigo nem que o menor bem fique sem recompensa. Pelos buracos perfurados no muro, entram na Santa Igreja pessoas que pecam sem medo, que negam que Eu seja justo e atormentam meus amigos como se os cravassem em estacas. A estes meus amigos não se dá alegria nem consolo. Pelo contrário, são castigados e injuriados como se fossem demônios. Quando dizem a verdade sobre mim, são silenciados e acusados de mentir. Eles anseiam com paixão ouvir ou falar a verdade, mas não há ninguém que os escute nem quem lhes diga a verdade.

Além disso, Eu, Deus Criador, estou sendo blasfemado. As pessoas dizem: ”Não sabemos se Deus existe. E, se existe, não nos importa.” Jogam no chão minha bandeira e a pisoteiam dizendo: “Porque sofreu? Em que nos beneficia? Se cumpre nossos desejos estaremos satisfeitos, que mantenha Ele seu reino em seu Céu! “Quando quero entrar neles, dizem: ”Antes morrermos que submeter nossa vontade!” Dá-te conta, esposa minha, que tipo de gente é! Eu os criei e posso destruí-los com uma palavra! Que soberbos são para comigo! Graças aos rogos de minha Mãe e de todos os santos, permaneço misericordioso e tão paciente que estou desejando enviar-lhes palavras da minha boca e oferecer-lhes misericórdia. Se a quiserem aceitar, terei compaixão.

Do contrário, conhecerão minha justiça e, como ladrões, serão publicamente envergonhados diante dos anjos e dos homens e condenados por cada um deles. Como os criminosos são colocados nas forcas e devorados pelos corvos, assim eles serão devorados pelos demônios, mas não serão consumidos. Como as pessoas amarradas em cepos não podem descansar, eles padecerão dor e amargura em todas as partes.

Um rio de fogo entrará por suas bocas, mas seus estômagos não serão saciados e sua sede e suplício se reavivarão a cada dia. Porém, meus amigos estarão a salvo, e serão consolados pelas palavras que saem de minha boca.

Eles verão minha justiça junto de minha misericórdia. Revesti-los-ei com as armas do meu amor, que os tornarão tão fortes que os adversários da fé escorrerão diante deles como o barro; quando virem minha justiça, cairão em vergonha perpétua por haverem abusado de minha paciência.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 26 de julho de 2016

O agir do católico


Renunciai à mentira. Fale cada um a seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros. Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio. Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem. Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção. Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia. Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo.

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras! - terá herança no Reino de Cristo e de Deus.

Com este trecho belíssimo da carta aos Efésios retirado do capítulo 4 e 5, São Paulo nos recorda e exorta questões muito importantes relacionadas ao nosso comportamento cristão e de filhos de Deus. Já inicia reportando-nos ao oitavo mandamento "Não levantar falso testemunho", ou seja, quem levanta falso testemunho de si ou de outrem nada mais faz do que mentir, pois ou se fala a verdade ou se mente. E como Jesus nos ensina que Ele é a verdade, deve portanto passar longe de nós, sequer a possibilidade de mentir, até mesmo "mentirinhas", pois isso de mentirinha branca ou mentirinha que não faz mal é consentir e se comprometer com o pecado. Não existe exceção: um pecado é sempre pecado. Se vemos um copo de açúcar e deste copo pegamos em nossos dedos um punhado de açúcar, o que temos entre os dedos continua sendo açúcar! Trata-se da mesma essência.

Também o trecho nos adverte para sermos vigilantes e não pecarmos quando estivermos em cólera, raivosos, com os nervos a flor da pele. Nada disso de dizermos que somos ruins e que não temos sangue de barata. E que fulano ou sicrano que não apronte pra mim ou que não me fale isso ou aquilo que ele vai ver. Estas são atitudes de pessoas rancorosas, com um coração cheio de amarguras e com uma bagagem de sentimentos ruins que ficam sendo alimentados. Eis o ressentimento, sentir de novo, ficar alimentando dentro de si o que já passou impedindo que caminhemos adiante perdoando as pessoas e a situação acontecida.

Muitos argumentam que não são santos, ou que isso não aconteceu com o outro. Ou ainda que não é fácil. Para estas pessoas fica aqui um ensinamento de Nossa Senhora: "quem não reza o bastante não tem consciência dos seus pecados". Para a primeira vista parece não se encaixar no contexto deste artigo esta fala da Mãe de Deus e Nossa Mãe. Mas, muito pelo contrário. Essa desobediência direta ao ensinamento do Seu Filho Jesus "vigiai e orai sem cessar", nos afasta do seu evangelho e da palavra de Deus fazendo-nos incorrer em práticas que não convém aos católicos que almejam a santidade.

Está escrito nas sagradas escrituras, andai na presença do Senhor e sede santos, e ainda, sede santos como Eu, o Vosso Deus sou Santo, e mais, sede santos como Vosso Pai Celeste é Santo.

Na vida eterna só serão admitidas almas limpas de toda a imundice do mundo. Não é possível receber o prêmio eterno não sendo imitadores de Cristo, que veio até nós, nos ensinou, fez, mostrou como se faz e deu-nos o exemplo. Qualquer atitude diferente do que Nosso Salvador nos ensinou pode nos colocar dentro daquela fileira que o próprio Jesus falou, onde Ele disse: "muitos tentarão e poucos conseguirão", "o morno eu vomito", "quem não está comigo está contra mim". Não nos é possível chegarmos ao céu trilhando por um caminho construído a nossa maneira. Jesus também já nos ensinou que ninguém pode se salvar, pois aos homens isso é impossível. É preciso trilharmos o caminho da porta estreita. Para o céu é subida, e a regra criada pelo Nosso Salvador é de que não existe salvação sem a cruz. A dor é filha do amor. Cristianismo sem a cruz, cristianismo analgésico não existe. Isto Ele nos recorda quando fala que perseguiram a Ele e a nós perseguiriam também, porque o servo não é maior que o seu Senhor.

Sigamos pois o exemplo de Maria, que ficou em pé perante a cruz! Que Ela interceda por nós junto ao Seu Filho e que nos auxilie a não desanimar perante as cruzes do nosso dia a dia, amém.


fonte: Jefferson Roger
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Educar para o amor


Os homens, imersos no universo do sexo pornográfico, olham para o ato sexual cada vez mais como uma "oportunidade". O que interessa é alcançar o clímax sexual, sejam quais forem os meios. Nessa lógica, as mulheres – que deveriam ser as suas companheiras de vida, respeitadas e amadas – se convertem em mero "instrumento" para a obtenção de um prazer fácil e passageiro.

Transformadas, assim, em objeto de satisfação do ego masculino, a sua dignidade e liberdade são abusivamente jogadas na lata do lixo – primeiro, na mente masculina, deformada pela constante exposição a material pornográfico; depois, na vida real, por meio de abusos concretos. Não existe fronteira que separe o território da pornografia do império da violência.

E isto se desencadeia dentro da ruína total da adolescência por conta da pornografia, Claire Lilley, uma ativista britânica, oferece uma sugestão perigosa para o problema. A cabeça da instituição "Sociedade Nacional de Prevenção à Crueldade com Crianças" declara que o governo deveria ser acordado "para assegurar que os jovens recebam lições claras sobre relações sexuais saudáveis".

Completamente errado! A jornalista Allison Pearson, comentando a ideia de Lilley, faz notar, ironicamente, que, no enfrentamento desse problema, de nada adiantam "demonstrações de como colocar camisinha em uma banana".

As suas palavras acendem um alerta para o mundo e fazem recordar um ensinamento da Igreja para o qual o mundo virou as costas. Em 2009, durante viagem a África, o Papa Bento XVI foi questionado se o modo de a Igreja enfrentar a AIDS não era "irrealista e ineficaz", ao que ele afirmou que não se pode superar os problemas relacionados à sexualidade simplesmente com "a distribuição de preservativos". Ao contrário – dizia ele –, eles só "aumentam o problema".

Escândalo! Quando o Papa ousou dizer o óbvio – já atestado inclusive por um especialista no assunto –, o mundo ocidental rasgou as vestes. Mas é isso mesmo. Não se pode simplesmente descartar "as verdades resultantes do conhecimento natural (...), mesmo que essas verdades sejam contemporaneamente ensinadas por uma religião específica, pois a verdade é uma só". Não é preciso ser católico para reconhecer que uma capa de látex não é solução nenhuma para a decadência moral da sociedade.

Também é muito fácil perceber por que distribuir camisinhas só faz aumentar o problema da degradação sexual. Sem "uma humanização da sexualidade", que renove o homem espiritualmente e "inclua um novo modo de comportar-se um com o outro", a camisinha só torna mais fácil a conquista do prazer venéreo, sem que ele esteja ligado a nenhuma consequência. O preservativo é um material que diz: "Eu uso você, depois me levanto e vou embora". Pode até preservar o casal envolvido de ter um filho ou pegar uma DST, mas não preserva o casal da chaga do egoísmo, nem evita que o ser humano seja destruído em sua dignidade. É apenas uma solução aparente e externa para um problema muito mais profundo, que diz respeito à própria alma humana.

Qual a salvação, então? – alguém perguntará. – Aulas de "educação sexual"? – Absolutamente, não. Ninguém precisa "aprender a fazer sexo". Nenhum ser humano – muito menos uma criança – precisa ser exposto a professores "colocando camisinhas em bananas" ou ensinando a masturbação, sob o pretexto de "prevenção" ou conhecimento do próprio corpo. As pessoas não são descartáveis, sexo não é parque de diversões e, acrescente-se, escolas não são para isso.

O que o homem precisa é ser educado para o amor. É aprender de seu pai como se deve tratar uma dama e sustentar uma família; é receber de sua mãe como se deve ornar o próprio corpo e cuidar do seu lar; é ver na sua casa o sentido por trás de toda a sexualidade humana. Porque o homem não é um animal como qualquer outro. Para além de seu corpo, existe nele uma alma, alma esta que, sem amor, jamais poderá ser plenamente saciada.

A despeito de uma sociedade que considera "normal" vender o próprio corpo e de uma cultura que vulgarizou o sexo e esvaziou totalmente o significado do amor, urge resistir valorosamente, ensinando às crianças – principal e primeiramente dentro de casa – que o mundo real, criado por Deus, não é como ensinam os filmes de Hollywood ou as novelas da Rede Globo. Os jovens precisam descobrir, desde a mais tenra idade, a equação divina inscrita no coração do homem: sexo é sinônimo de família.

Por isso, a solução para o mal da pornografia e para a banalização da sexualidade só tem um nome: família. Enquanto os laços familiares não forem restaurados, não será possível tirar a humanidade do lamaçal de pecado e destruição em que ela se encontra. Que ressoe bem forte nos corações dos pais e educadores o apelo vibrante do Papa São João Paulo II: "Família, torna-te aquilo que és!".


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Com Deus não se brinca (Gl 6,7)


Conta a História Sagrada no I Livro dos Reis de como os Filisteus, atemorizados por tremendos castigos, resolveram devolver a Arca Santa aos Judeus.

Durante o regresso a Arca ficou por algum tempo entre os Betsamitas os quais fizeram grande festa por tão insigne acontecimento; mas alguns mais curiosos, desejando conhecer o que havia dentro da Arca, a abriram.

Esta falta de respeito, para nós tão insignificante, custou a vida de mais de cinquenta mil pessoas, fulminadas repentinamente pela ira divina enquanto o povo gritava: Quão terrível é a presença de um Deus tão poderoso e santo!

Discípulo — Pelo que vejo, Padre, com Deus não se brinca.

Padre — De fato.

E se tivéssemos verdadeira fé quando vamos comungar, deveríamos prorromper nas mesmas exclamações diante de Jesus realmente presente na Santíssima Eucaristia;

Em vez quantos betsamitas existem ainda hoje que se dizem cristãos, e vão alegres e desejosos de ver e receber a Jesus Cristo, porém não fazem o que devem para honrá-Lo dignamente.

Não conseguem ver as purulentas feridas da própria alma, por estarem atolados na matéria, no sensualismo, no egoísmo.

Não advertem que, cometendo sempre as mesmas faltas e permanecendo sempre nos mesmos defeitos sem vontade de se corrigir, aproximando-se temerariamente daquele insondável Mistério do qual a Arca era uma simples imagem, convertem o remédio em veneno, e vão buscar a morte na fonte da vida.

No segundo livro dos Reis encontramos o seguinte episódio:

O rei Davi determinara transladar a Arca para a cidade onde ele residia em meio de grandes e jubilosos festejos do povo. Para isso colocaram-na em um carro de bois, ricamente adornado para tal fim.

Sucedeu, porém, que os bois a certo ponto pararam e aos coices fizeram a Arca tombar de um lado. Ora, um levita, que ia ao lado do carro, levantou a mão para sustê-la. Imediatamente a ira divina fulminou-o e o levita caiu morto no mesmo lugar.

Discípulo — Coitado! O que havia na Arca?

Padre — Na Arca Santa, além das tábuas da Lei e a vara de Arão, se achava um vaso com Maná símbolo da Eucaristia.

Isso serve para advertir-nos de que não devemos consentir que almas indignas recebam o adorável Sacramento da Eucaristia.

São Paulo recorda esta semelhança da Eucaristia com a Arca santa, quando diz que nos primeiros tempos da igreja eram castigados muitos cristãos com enfermidades e até com a morte por se haverem atrevido a comungar indignamente.

Discípulo — Atualmente não temos exemplos de semelhantes castigos?

Padre — Temos muitíssimos.

Ouça o seguinte: Uma senhorita de dezesseis anos havia passado a noite dançando. Pela manhã seguinte foi atrevidamente comungar a fim de encobrir sua falta perante o vigário e suas colegas.

Pobrezinha! Apenas voltara ao banco, sentiu um calafrio e um desarranjo interno seguidos de vômitos que a fizeram lançar fora a sagrada Partícula e tudo quanto havia ingerido e por fim até as próprias entranhas.

Só se pode servir a um Senhor

Discípulo — Coisa horrível! Com Deus verdadeiramente não se brinca. Por isso procurarei comungar sempre dignamente, com o maior respeito e reverência a tão grande Sacramento.

Padre — Muito bem! Esse é o propósito que todos deveriam fazer. Comungar sempre com as devidas disposições possíveis, com os melhores sentimentos de piedade e devoção de que é capaz.

Discípulo — E que hão de fazer os que mesmo querendo não conseguem ter essa piedade e devoção?

Padre — Para muitos será suficiente a fé interna e os esforços que fazem para manter-se em graça; outros suprem essa falha com o cuidado em evitar as faltas veniais.

O que Jesus detesta são os desgraçados maliciosos, os indiferentes, tíbios e, sobretudo, aqueles que pretendem servir a dois senhores, ser cristãos e pagãos, crentes e liberais, bons e maus, castos e desonestos.

Discípulo — Aqueles enfim, que cantam para espantar os próprios males, não é, Padre?

Padre — Isso mesmo: Mas chegará o dia da Justiça Divina.

Dia em que lhes será tolhida a venda dos olhos e aparecerão claros e diáfanos todos os sacrilégios cometidos. Que confusão e vergonha não experimentarão todos os que profanaram a Pessoa adorável de Jesus Cristo.

Agora Jesus se oculta e permanece caladinho, mas naquele dia aparecerá em todo seu poder e majestade como um Juiz rigoroso.

Discípulo — Basta, basta, Padre, já estou com medo…

Padre — Oxalá! Ficassem com medo todos os indignos, os traidores, os miseráveis sacrílegos… Jesus na sua infinita bondade lhes conceda conhecimento, temor e conversão.

fonte: retirado do livro “Comungai bem” do Rev. Pe. Luiz Chiavarino por Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus
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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ofensa a Nossa Senhora no dia da Assunção

Caros leitores, segue um relato que recebi da Associação América Precisa de Fátima, com sede nos EUA, a qual acompanho a tempos, onde o Sr. Robert Ritchie, membro desta encaminha uma notícia de fato que está planejado para acontecer no dia 15/08, data em que nós católicos comemoramos a Assunção de Maria aos Céus. Acompanhem: (traduzido pelo autor deste blog)

“Caro Sr. Roger,

Eu tenho notícias realmente terríveis e perturbadoras para relatar a você hoje. E é por isso que eu estou correndo com este e-mail urgente para que você saiba exatamente o que está por acontecer. Satanás elevou sua cabeça feia uma vez mais no coração de Oklahoma. Uma missa negra satânica está agendada para 15 de Agosto, que como se sabe é o dia em que celebramos a gloriosa Assunção da Virgem Maria ao Céu.

Isso não é coincidência. É uma afronta real, um verdadeiro ato de perseguição contra Maria e todos os católicos. E como se isso não fosse suficiente, os satanistas também estão planejando um ato de profanação contra Nossa Senhora Santíssima, que eles estão chamando de "o consumo de Maria." De acordo com o diário on-line de Oklahoma, "Dentro da estátua está um coração verdadeiro de um porco, disse Daniels. Após a estátua ser esmagada, uma sacerdotisa irá arrancar o coração para fora dos escombros e come-lo, ou seja, "consumir" Maria e terminar o ritual."

Um ódio extremo como este precisa ser rebatido com extremo amor a Deus em atos de reparação. Então aqui está o meu plano; e quero pedir-lhe para fazer parte dele também. A partir de agora, estou enviando 45 voluntários de nossa sede ANF na Pensilvânia. Além disso, tenho um ônibus ou dois do Kansas e de outros grupos menores de outros Estados. Vamos realizar um protesto e ato de reparação em 15 de agosto, em frente ao Centro Cívico, no centro de Oklahoma City, onde a missa negra irá acontecer.

Eu sei que você ama Nossa Senhora e a Santa Missa e eu sei que posso contar com você em suas orações.

Homens católicos e mulheres de diferentes partes da América, participantes de diversos locais de nossa associação espalhados ao redor do país, vamos convergir para Oklahoma para realizar um comício de protesto e Reparação a Deus e à Santíssima Mãe por este ataque satânico horrível.

Imagine! No mesmo dia em que os católicos reservam para honrar Santa Maria e nos gloriamos na sua gloriosa Assunção ao céu, esses satanistas estarão zombando da Santa Missa e da Mãe de Deus de uma maneira mais horrível! Eles tentam impor um inferno na Terra”.

Nos unamos em oração e reparação pelo mundo inteiro, para que o inimigo perca força em todas as partes da terra, para que o triunfo do Imaculado Coração de Maria e do Sagrado Coração de Jesus aconteçam o mais brevemente, e para que Deus apresse o juízo e nos conceda a graça do fim dos tempos, para que possamos passar pela tribulação e vivermos a felicidade da glória eterna para todo o sempre, amém.


fonte: Jefferson Roger
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As duas estradas


Um dia, vi duas estradas:

Uma estrada larga, atapetada de areia e flores, cheia de alegria e de música e de vários prazeres.

As pessoas caminhavam por esta estrada dançando e divertindo-se – estavam chegando ao fim, sem se aperceberem disso.

E, no final dessa estrada, havia um enorme precipício, ou seja, o abismo do Inferno.

Essas almas caíam às cegas na voragem desse abismo; à medida que iam chegando, assim tombavam. E seu número era tão grande que não era possível contá-las.

E avistei uma outra estrada, ou antes uma vereda, porque era estreita e cheia de espinhos e de pedras, por onde as pessoas seguiam com lágrimas nos olhos e sofrendo dores diversas.

Uns tropeçavam e caiam por cima dessas pedras, mas logo se levantavam e iam adiante.

E no final da estrada havia um magnífico jardim, repleto de todos os tipos de felicidade e aí entravam todas essas almas.

Já no primeiro momento, esqueciam de seus sofrimentos.


fonte: retirado do Diário de Santa Faustina Kowalska, caderno I, item 153 por Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus
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Sejamos humildes


Infelizmente, encontramos muitos cristãos que agem com indiferença ou até mesmo desprezo em relação a Maria e sua intercessão. Pois pensam que ao recorrer a Maria estão desfazendo do poder do Senhor. De modo algum isso acontece. Nossa Senhora não é nenhuma deusa, toda poderosa e nunca se comportou de tal maneira. Nem é parte da doutrina Católica Apostólica Romana afirmar tal pensamento. Isso é apenas mais uma armadilha do inimigo para confundir a cabeça de quem poderia estar ainda mais próximo de Jesus pela intercessão e testemunho desta mulher tão desejada por Deus e que foi e é canal da Graça do Altíssimo.

Muitos não entendem por que recorremos à Virgem Maria para solicitar algo e não vamos diretamente a Jesus. Primeiro, pedir a intercessão de Maria é uma questão de humildade. Obviamente, poderíamos ir diretamente a Jesus mas, será que somos realmente dignos para isso? Quem mais digno para solicitar algo a Deus do que a Sua escolhida?

E também aqueles que já deram inteiramente sua vida até a última gota pelo Reino. Eles que responderam com sua vida ao chamado do Senhor, “A exemplo a santidade do Senhor que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: ‘Sede santos porque eu sou santo.’(Lev 11, 14) .” I Pd 1, 15 -16. Sofreram as dores neste mundo, com o olhar no alto, sabendo que partilhavam da dor de Cristo, pois fazem parte deste corpo que é a Igreja, “Agora me alegro dos sofrimentos suportados por vós, o que falta as tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.”Cl 1, 24. E encontraram assim a Misericórdia do Pai(Lc 6, 36).

Quanto a Santa Maria Mãe de Jesus, temos os episódios das Bodas de Caná (Jo 2) quando a mãe intercede naquela situação difícil para os noivos e o Filho a atende, como não perceber o amor e zelo de Jesus diante do pedido de Maria? E o momento da crucificação, quando Jesus entrega Maria como mãe a cada um de nós naquele momento representados por João, o discípulo amado.“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho.’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe.’ E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa. ”(Jo 19, 26-27)

Acreditar na intercessão de Nossa Senhora não é dizer que Jesus obedece inteiramente a tudo que ela pede. Como se ela o ordenasse algo e Ele fosse obrigado a atender. Mas Deus, quando assumiu sua condição humana através de Jesus, teve que sujeitar-se também a seus próprios mandamentos. E Jesus seria um humano e teria um testemunho incoerente se não os revelasse através de sua vida.

Entre os dez mandamentos, um deles é “Honra teu pai e tua mãe,...” (Ex 20, 12.). O que é honrar pai e mãe? É até difícil definir este “honrar” neste mundo tão conturbado em que vivemos. Honrar pai e mãe é cuidar, amar, respeitar, é também ouvir com amor e atenção e - por que não? - dar prioridade aos seus pedidos.

Se a sua mãe te pede algo, mesmo que você esteja super atarefado e cheio de outras coisas para fazer, e de outras pessoas para atender, se você observa este mandamento, certamente quando tiver uma possibilidade parará e dará prioridade ao pedido de sua mãezinha. Imagina se Jesus faria diferente? Não, não faria. Ele não é do tipo... “Faça o que eu digo mas, não faça o que eu faço.”

Por isso, não tenha medo ou receio de pedir a intercessão da Virgem Maria por alguma situação que esteja passando ou necessidade. Assim faziam os santos e santas de Deus. Destacando São Luiz Maria Grignion de Monfort, autor do livro "Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Santíssima", onde está muito claramente explicado no que consiste para nós o auxílio da Mãe de Deus. Ela só quer uma coisa... conduzir você e sua vida ao Sagrado Coração de Jesus. E digo ainda mais, você quer viver um caminho de santidade? De intimidade com o Espírito Santo? Quer aprender a servir a Deus através dos irmãos e das lutas do dia a dia?

Se tem algo que Nossa Senhora tem a nos ensinar é que a santidade está nas coisas simples da vida. Passo por passo. Dia após dia. Peça a Ela para ensiná-lo(a) a ser dócil e obediente ao Espírito Santo. E você estará no caminho que Jesus preparou para você e para os seus.

Se ainda não fez isso, tome Maria como mãe. Isso é um convite, um chamado....que brotou diretamente do coração do próprio Jesus na cruz. Seja hoje o discípulo que acolhe Maria em sua casa e em seu coração.

Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


adaptado da fonte: aleteia.org
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Verdadeiro Homem


Nos séculos VIII e IX, durante a grande controvérsia iconoclasta, uma questão dividiu o mundo cristão oriental. À parte se o uso de ícones no cristianismo violava ou não a proibição do Antigo Testamento sobre a confecção e o uso de esculturas (cf. Ex 20, 4), a pergunta era se Cristo poderia ser realmente retratado em uma imagem. Afinal, qualquer imagem real de Cristo deve apontar tanto para a Sua humanidade quanto para a Sua divindade. Como, porém, representar o infinito? Como descrever o indescritível? Alguns vão mais longe, a ponto de dizer que o próprio Cristo, sendo Deus, não teria possuído quaisquer características finitas. Jesus teria tido todas as cores possíveis de cabelo, todas as formas possíveis de nariz, todos os tamanhos possíveis de pés.

O absurdo disso deveria ser evidente por si mesmo. Essa ideia é sintomática de uma doença muito antiga dentro do cristianismo: a negação – de alguma forma e em determinado grau – da verdadeira humanidade de Cristo. A Igreja gastou os seus primeiros séculos de existência trabalhando com o testemunho das Escrituras e da pregação apostólica, os quais deixaram claro que Jesus, ao mesmo tempo em que era humano – comendo, chorando, sofrendo e morrendo –, era Deus – afirmando ser um só com o Pai, chamando a Si mesmo de "Eu sou" (YHWH) e perdoando pecados. Reconciliar as duas realidades nem sempre foi fácil e a solução de muitos no meio do caminho foi tender ora para um lado, ora para outro – negando que Ele tivesse alma, vontade, inteligência ou aparência humanas. Faziam de tudo para evitar que se dissessem aquelas palavras aparentemente sem sentido: "Deus Se fez homem".

Não se pode culpar todos os que pensam assim, necessariamente. Não se trata de uma dose fácil de digerir. Alguma coisa em nós parece recuar diante da ideia de que o Todo-Poderoso, o Onipresente, o Onisciente, o Sumo Bem, o único ente necessário, a causa de todas as coisas, possa ser limitado, contido e circunscrito em um bebezinho, em uma criança, em um homem – e não apenas em um homem, mas em um homem pobre, um carpinteiro rústico, nascido em um canto escondido do Império Romano, falando um idioma que poucos podiam compreender. Como pôde ser assim? Como pôde Deus assumir uma forma humana? Como pôde o Deus todo perfeito e autossuficiente sentir fome, crescer, aprender coisas e chorar? Parece haver algo de errado em tudo isso.

Ainda assim, pode existir algo mais indigno do que ser publicamente envergonhado e executado como um criminoso, flagelado em praça pública e ser estendido nu no alto de um monte? Certamente não e, no entanto, não seríamos capazes de negar isso de Jesus, ou seríamos? Assim, se Ele pode sofrer e morrer, por que não pode rezar e comer, chorar e nascer?

Há o outro lado de tudo isso, a visão que nega a divindade de Jesus e vê nele tão somente "um cara legal que nos ensinou algumas coisas boas, deu-nos um grande exemplo e mostrou o quanto nos amou recusando-se a agir violentamente contra os seus assassinos". Muitas vezes, a ideia de que "Jesus é o Todo-Poderoso Rei do Universo vestindo uma roupa humana por um curto período de tempo" pode não ser nada mais que uma reação ao Jesus "paz e amor", a outra extremidade do movimento do pêndulo. Mesmo assim, mais do que uma cristologia "fraca" ou "forte", o que precisamos é de uma cristologia verdadeira – ou, ainda melhor – uma cristologia fiel. Porque nós nunca compreenderemos completamente o mistério da Encarnação, mas podemos apreender um pouco dele, assim que começarmos a deixar que transforme as nossas vidas.

É precisamente este o ponto: Jesus toma a nossa humanidade (toda ela) e a redime, elevando-a à perfeição, apertando o botão reset, por assim dizer. São Paulo diz em sua Carta aos Romanos que pelo pecado de Adão a humanidade se perdeu, mas pela obediência de Cristo, ela foi salva. "Como a falta de um só acarretou condenação para todos os seres humanos, assim a justiça de um só trouxe para todos a justificação que dá a vida" (Rm 5, 18). Isso é o que Santo Irineu de Lião chama a "recapitulação" de Cristo , o fato de Ele tornar-Se a cabeça da raça humana, por Sua obediência e sacrifício. Por isso, pela graça merecida por Sua Cruz e dada a nós nos Sacramentos, Ele permite que nos tornemos aquilo para o qual sempre fomos chamados: ser filhos de Deus.

Em Jesus de Nazaré, Deus Se fez homem. Não deixe que essa verdade o assuste. Permita que ela transforme você.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Papa apoia missa 'ad orientem' e comunhão de joelhos

NESTES TEMPOS DE CRISE, quando vemos uma multidão de católicos desorientados e tantas pobres ovelhas de um grande rebanho errando confusas entre muitos pastores, que as conduzem a pastagens tão diversas (por vezes às ervas venenosas ou mesmo aos abismos), surgem as palavras consoladoras de um grande e verdadeiro pastor, este sim, digno e zeloso. São como bálsamo para nossas almas. Louvado seja Nosso Senhor, que temos Dom Sarah!

"Queridos padres, devemos ouvir novamente o lamento de Deus proclamado pelo profeta Jeremias: “eles voltaram suas costas para mim” (2:27). Voltemo-nos novamente para o Senhor!"

LONDRES, 5 de JULHO de 2016 – Falando em uma conferência sobre a liturgia em Londres (em 4 de julho de 2016), o Cardeal Robert Sarah (foto), a mais alta autoridade sobre o assunto na Igreja Católica sob o Papa Francisco, pediu a todos os bispos e sacerdotes que voltem a adotar a antiga postura na Missa, onde o sacerdote se volta para o Tabernáculo, juntamente com toda a assembleia, em vez de permanecer de frente para o povo. Ele pediu que a postura seja adotada para o Advento deste ano, que começa aos 27 de novembro. Durante o mesmo discurso, Cardeal Sarah encorajou todos os católicos para que recebam a Comunhão de joelhos. Durante a sua conferência, o prefeito da liturgia do Vaticano revelou que o Papa Francisco lhe pediu para “continuar o trabalho litúrgico iniciado pelo Papa Bento (XVI).”

Observadores do Vaticano estão particularmente chocados de que o Papa Francisco, considerado por muitos como um liberal, tenha incentivado uma abordagem litúrgica tradicional. Todavia o cardeal Sarah disse: “Nosso Santo Padre Francisco tem o maior respeito pela visão litúrgica e pelas medidas do Papa Bento”.
E quanto a inculturação na igreja o Cardeal Sarah usou com propriedade do seu patrimônio africano para esclarecer com brilhantismo as coisas. “Eu sou um africano”; disse ele. “Deixe-me dizer claramente: a liturgia não é o lugar para promover a minha cultura. Pelo contrário, é o lugar onde minha cultura é batizada, onde minha cultura é levada para o divino!” Ele sugeriu que os Padres do Concílio Vaticano II pretenderam trazer mais fiéis para a Missa, no entanto, a maior parte deste esforço falhou. “Meus irmãos e irmãs, onde estão os fiéis dos quais os padres do Concílio falaram?”, perguntou; e prosseguiu:

"Muitos dos fiéis são agora infiéis: eles não participam na liturgia. Para usar as palavras de S. João Paulo II: 'Muitos cristãos estão vivendo em um estado de apostasia silenciosa; eles 'vivem como se Deus não existisse'. Onde está a unidade que o Concílio esperava alcançar? Nós ainda não chegamos a ela. Fizemos um progresso real em chamar toda a humanidade para o seu lugar na Igreja? Eu acho que não." Ele expressou “profundo pesar” pelas “muitas distorções da liturgia em toda a Igreja de hoje”, e lembrou que a “Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções.”

Um dos abusos mencionados por ele é quando os padres “se afastam para permitir que os ministros extraordinários distribuam a sagrada Comunhão”, desde que muitos sacerdotes pensaram ser esta uma maneira de permitir uma maior e mais substancial participação dos leigos na Missa. Mas, conclui, “isto é errado, é uma negação do Ministério sacerdotal, bem como uma clericalização dos leigos” que não tem sentido e não é católica: “Quando isso acontece, é um sinal de que a formação foi muito errada, e que precisa ser corrigida”, acrescentou.

Ele incentivou uma recepção generosa da Missa tradicional em latim e também incentivou as práticas tradicionais propostas anteriormente pelo Papa Bento, incluindo o uso do latim na Missa nova, ajoelhando-se para a Santa Comunhão, bem como o canto gregoriano. “Devemos cantar música sacra litúrgica, e não apenas música religiosa, ou pior, canções profanas!”, enfatizou. “O Concílio nunca teve a intenção de que o rito romano fosse exclusivamente celebrado em língua vernácula, mas tinha a intenção de (apenas) permitir a sua maior utilização, em particular para as leituras”.

O prefeito da liturgia do Vaticano também fez questão de lembrar os sacerdotes de que eles estão proibidos de negar a Comunhão aos fiéis que se ajoelham para a recepção do Santíssimo Sacramento. Mais do que isso, encorajou todos os católicos a receberem a Comunhão ajoelhados, sempre que possível. “Ajoelhar-se na Consagração é essencial. No Ocidente, este é um ato de adoração corporal que nos humilha diante de nosso Senhor e Deus. É um ato próprio de oração. Onde essa reverência e genuflexão desapareceram da liturgia, é necessário que sejam restauradas, em particular no momento da nossa recepção a Nosso Santíssimo Senhor na Sagrada Comunhão”.

Durante todo o discurso, Cardeal Sarah destacou a grave responsabilidade dos sacerdotes em relação à Eucaristia. “Nós, sacerdotes; nós, bispos, temos uma grande responsabilidade”, disse ele. “Com o nosso bom exemplo construímos uma boa prática litúrgica; com o nosso descuido ou má conduta prejudicamos a Igreja e a sua Sagrada Liturgia!”; – e advertiu seus colegas sacerdotes: “Tenhamos cuidado com a tentação da preguiça litúrgica, porque é uma tentação satânica.” E então, queridos padres, peço-lhe para que implementem essa prática sempre que possível, com prudência e com a catequese necessária, certamente, mas também com a confiança pastoral de que isso é algo bom para a Igreja, algo bom para o nosso povo.”


fonte: adaptado de ofielcatolico.com.br
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Espelho: o demônio

Poucas coisas representam tão bem o perigo do amor próprio desordenado quanto um espelho. Os cômodos de nossas casas sempre têm algum e as nossas ruas estão todas repletas deles – e não há quem passe em frente a uma vitrine sem admirar um pouco a si mesmo. Nas academias – não as de ciências, mas as de ginástica –, onde reina a exaltação do próprio ego, os espelhos são indispensáveis: praticamente nenhum canto foge ao alcance de suas vistas. Em uma sociedade em que praticamente todos se olham tanto e com tanta frequência, no entanto, nunca o conhecimento de si mesmo foi tão desprezado e negligenciado. É que as pessoas estão excessivamente preocupadas com a "imagem" que os outros têm de si, mais que com aquilo que realmente são.

O que pode servir para a própria edificação também se pode tornar, todavia, um grande instrumento de vaidade. Por isso, o padre António Vieira, em seu Sermão sobre o Demônio Mudo, compara o espelho ao próprio diabo: "Desde sua mesma origem não há duas coisas que Deus criasse mais parecidas e semelhantes que o demônio e o espelho. O demônio primeiro foi anjo, e depois demônio; o espelho primeiro foi instrumento do conhecimento próprio, e depois do amor-próprio, que é a raiz de todos os vícios".

O orador sacro conta que o Papa Inocêncio X escolheu um religioso de grande virtude e prudência para visitar os conventos femininos, a fim de examinar e tirar de suas celas – não pelo uso da força, mas por meio de conselhos e exortações – coisas que fossem indignas ou inapropriadas a uma religiosa. Tendo inspecionado tudo com muito zelo, o visitador voltou, depois de alguns meses, dizendo ao Santo Padre que "vinha muito edificado do que achara, mas não de todo contente". De fato, em sua averiguação, o religioso tinha encontrado muitas penitências, disciplinas, orações e devoções. Algumas alfaias ou peças de maior valor – cuja posse não era permitida pelo voto de pobreza que tinham feito – ele conseguira fazer que elas abandonassem ou usassem para outros fins. Uma coisa, no entanto, ele não conseguira tirar dessas religiosas: o seu espelho. Diante da surpresa do Papa com a sua resposta, o piedoso homem explicou: "Tenho alcançado por larga experiência, que enquanto uma religiosa se quer ver ao espelho, não tem acabado de entregar todo o coração ao Esposo do céu, e ainda lhe ficam nele alguns ressábios do amor e vaidade do mundo".

Embora as palavras do religioso se refiram mais claramente às pessoas de vida consagrada, o seu sentido profundo pode – e deve – ser aproveitado por todos os cristãos, seja qual for o seu estado de vida. Para seguir a Cristo, não é preciso que ninguém destrua os espelhos que possui – assim como não é preciso, literalmente, que se mutile o próprio olho ou a própria mão (cf. Mt 5, 29-30). Todos, no entanto, estão incluídos na exortação de Nosso Senhor: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo (...) e siga-me" (Lc 9, 23).

Renuncie a si mesmo, ensina Nosso Senhor. O que prefere a vaidade humana, ao contrário? Como renuncia a si mesmo o que não suporta estar nem duas horas sem se ver no espelho? Ou outros tantos, que "gastam as horas e perdem os dias inteiros em se estar vendo, revendo e contemplando no espelho", como se não tivessem nem esperassem outra glória? Ou quem se preocupa mais em se enfeitar e embelezar aos olhos do mundo – mas esquece de ornar a alma para Deus, a quem não importa a aparência, mas o coração (cf. 1 Sm 16, 7)?


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Como os primeiros cristãos

Os primeiros cristãos tiveram de enfrentar as mais terríveis tribulações para defender a fé em Jesus Cristo. Foram provados até o limite das próprias forças, ora pela truculência do Estado — o qual via naquela nova religião uma eminente ameaça —, ora pelas condições de vida — fome, doenças etc. É possível enxergar essa realidade nas cartas de São Paulo, nas quais o apóstolo das gentes exorta a comunidade a manter-se sempre alegre, mesmo nos momentos de crise e instabilidade (cf. Fp 4, 4). Ele aconselhava: "Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças" (Fp 4, 6) E assim faziam os fiéis, seguindo as recomendações apostólicas. Mantinham-se firmes na Palavra de Deus, no anúncio da Boa-Nova e na caridade fraterna. Essas foram as armas dos cristãos que derrubaram o Império Romano e tornaram o nome de Cristo conhecido em toda a Terra.

É verdade, porém, que muitos desanimaram frente aos desafios. Nem todos puderam suportar a opressão das perseguições e o peso da cruz. Acabaram por capitular. Essa fraqueza, naturalmente, deveu-se a dois motivos bem óbvios: uma fé imatura e a falta de confiança na graça de Deus. Ninguém, a não ser o próprio Cristo, pode suportar sozinho o peso dos pecados do mundo. E mesmo Jesus teve de passar por uma noite escura no jardim, apoiado pelos anjos, antes que derramasse seu sangue no madeiro (cf. Lc 22, 43).

Um cristão, portanto, necessita de amadurecer sua fé se quiser sobreviver às ondas agitadas que constantemente chacoalham a Barca de Pedro. Esse processo de amadurecimento, por outro lado, deve estar enraizado na grande herança apostólica da Igreja. Em nossos dias, costuma-se considerar madura a fé que se adapta ao sabor das novas ideias, das circunstâncias impostas pelo mundo moderno. Isso não pode ser considerado um amadurecimento. Isso se chama apostasia. Como explicou certa vez o Cardeal Joseph Ratzinger, "'adulta' não é uma fé que segue as ondas da moda e a última novidade; adulta e madura é uma fé profundamente radicada na amizade com Cristo". Jesus deixou-nos os sacramentos justamente para que fôssemos santificados. A Eucaristia e a confissão, sobretudo, foram os dois pilares da vida dos grandes santos da história. Não podemos relativizar essa herança, como se se tratasse de algo opcional. Os sacramentos são imprescindíveis. Acaso não está escrito: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos" (Jo 6, 53)? Fé adulta é a do homem que constrói sua casa sobre a rocha firme (cf. Mt 7, 24-25). Nenhuma ventania pode derrubá-la. Essa rocha nada mais é que a economia sacramental.

Quem se entrega à graça de Deus, por conseguinte, sabe lidar com os tempos de provação. Não luta com suas próprias forças. Torna-se um instrumento da providência divina. Infelizmente, muitos ainda vivem a ilusão de um cristianismo sem cruz. Não se enganem. Jesus alertou-nos claramente sobre a perseguição que haveríamos de sofrer: "Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós" ( Jo 15, 18). E é a certeza desse repúdio do mundo à Palavra de Deus que não nos deixa sucumbir, pois bem-aventurados são aqueles que sofrem perseguição pelo nome de Jesus (cf. Mt 5, 10).

De fato, vivemos, em nossa sociedade, um clima de confusão desnorteadora, o qual pode, de certo modo, nos induzir a um pessimismo. Tantas notícias ruins sobre a moral social, sobre a família e a própria Igreja contribuem para isso em grande escala. O cristão, porém, não pode deixar-se prender por esses desafios, já que sua esperança abre uma visão para além das nuvens negras que cobrem o céu. A esperança cristã nunca decepciona porque não se fundamenta em um futuro utópico, mas na providência divina que cerca seus filhos de carinho e proteção, como diz o salmista (cf. Sl 124, 2).

A pergunta agora é: Quando soar a última trombeta, de que lado estaremos, dos vitoriosos ou dos derrotados? A fé católica exige uma tomada de posição, pois "o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam" ( Mt 11, 12). Temos de fugir, a todo custo, da blasfema presunção de achar que não é preciso lutar, porque, afinal de contas, Deus sempre vence. Aos presunçosos recai a mesma censura do profeta Mardoqueu à rainha Ester: "Se te calares agora, o socorro e a libertação virão aos judeus de outra parte; mas tu e a casa de teu pai perecereis" (Et 4, 14).

Peçamos à Virgem Santíssima, Ela que foi o auxílio fiel de tantos cristãos ao longo de toda a história da humanidade, a fortaleza para suportarmos os desafios e a graça para caminharmos, sem descanso, rumo à Jerusalém Celeste.


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Os seguidores de Nestório

O Espírito Santo põe na boca do profeta Isaías "um sinal": "a jovem conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel" (Is 7, 14). Aquilo que então era desconhecido para os homens já era sabido da parte de Deus. Desde todos os séculos, Ele havia escolhido uma mulher para ser a mãe do Verbo, da segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

Se o fato de Jesus ter nascido de uma virgem fosse tão irrelevante, como alguns protestantes irreverentemente gostam de dizer, por que mereceu ser consignado nas Sagradas Escrituras? Se a maternidade de Maria fosse tão pouco importante, como sugerem, como explicar que os primeiros discípulos de Cristo fossem tão ligados e guardasse tanto amor à Mãe de Deus?

O título "Mãe de Deus" é uma herança dos primeiros cristãos. Proclamada no Concílio de Éfeso, em 431, o uso da expressão gerou controvérsias, mas estava bem claro para todos os presentes que conceder ou não este título a Maria era apenas resultado de uma concepção ortodoxa ou herética sobre Jesus Cristo. De fato, se Maria, mãe de Jesus, não fosse "mãe de Deus" – como objetava Nestório –, então Jesus não era "verdadeiro Deus" e "verdadeiro homem". Se Maria não podia ser chamada "mãe de Deus", tampouco podia "o homem Jesus" ser chamado de Deus, já que ele foi verdadeiramente gerado por ela. É claro que uma criatura não pode gerar a divindade, mas o mistério da união hipostática revela que não se pode cortar Jesus ao meio: "são diversas as naturezas que se unem numa verdadeira unidade, mas um só o Cristo e Filho que resulta de ambas".

Alguém poderia objetar que esta decisão foi tomada "muito tarde", "quando a Igreja romana já se tinha corrompido". A isso se deve responder do seguinte modo.

Primeiro, em relação à Igreja, Jesus prometeu que "as portas do Inferno não poderão vencê-la" (Mt 16, 18). Isto inclui, entre outras coisas, a autoridade infalível do Magistério da Igreja. Por isso, o mesmo Jesus diz aos Seus discípulos: "Quem vos escuta, a Mim escuta; quem vos despreza, a Mim despreza" (Lc 10, 16). Insinuar que os bispos da Igreja – sucessores dos Apóstolos – teriam errado em matéria tão grave significa dizer que ou Jesus errou – o que é impossível – ou que Ele não assistiu a Sua Igreja – o que também não é possível, pois mesmo "se Lhe somos infiéis, Ele (...) permanece fiel, pois não pode negar-Se a Si mesmo" (2 Tm 2, 13).

Segundo, em relação ao fato de a Igreja ser romana. Embora muitos usem esta expressão de modo pejorativo, como se fôssemos católicos apostólicos romanos por causa de uma suposta fusão do Cristianismo com o paganismo romano no século IV, é importante notar que a Igreja não é romana senão pelo sangue de São Pedro ter banhado a cidade de Roma, durante as primeiras perseguições aos cristãos. Além disso, bem antes de Constantino a primazia do bispo de Roma era reconhecida: leia-se, por exemplo, uma carta de São Clemente, do século I, na qual ele pede que se obedeça "àquilo que por ele [Cristo] é dito através de nós".

É dito que em um determinado momento da história antiga "a Igreja se corrompeu". Resta perguntar que momento histórico foi esse, se os primeiros escritores cristãos já chamavam a Igreja de "católica", já reconheciam a autoridade da Sé de Roma e já celebravam o Santo Sacrifício da Missa, tal como é celebrado hoje. Novamente: se a Igreja se desviou, onde fica a fiabilidade da palavra de Cristo, que prometeu não abandonar a Sua Igreja?

Terceiro, em relação ao culto à Virgem Santíssima, Éfeso foi apenas a proclamação solene de uma consciência que já existia no coração de todos os fiéis cristãos, muito antes do século IV. O mais antigo ícone retratando Maria remete ao século II, nas catacumbas de Priscila, em Roma.

O padre Reginald Garrigou-Lagrange faz, notar, por exemplo, que, "no Ocidente, pelo menos desde o século II, as palavras natus ex María Virgine (nasceu da Virgem Maria) estão incluídas no símbolo que se explicava aos catecúmenos"; e, ainda, que "desde a época de São Justino, Santo Irineu e Tertuliano, Maria, a Mãe do Salvador, é chamada a nova Eva, a Mãe espiritual dos cristãos". A conclusão não pode ser outra: "Este culto nasceu espontaneamente nos fiéis por razão de sua fé no mistério da Encarnação redentora".

Diante de tantas provas históricas, é difícil continuar acreditando na verborragia protestante de que "o culto a Maria foi uma invenção dos pagãos". Absolutamente, não. O culto à Virgem Santíssima é uma expressão amorosa dos cristãos, desde os tempos mais remotos da Igreja.

E a invocação de Nossa Senhora como Mãe de Deus nada mais é que o reconhecimento da sólida fé católica na "união hipostática" e na divindade de Jesus. Quase 16 séculos após o Concílio de Éfeso, a heresia nestoriana continua viva em ambientes protestantes, semeando o erro e a confusão. "A experiência demonstra", conclui o pe. Garrigou-Lagrange, "que a fé na divindade de Cristo se conserva entre os católicos que rendem culto a Maria, enquanto vai desaparecendo entre os protestantes".


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Único casamento possível sob os olhos de Deus


Sabe o que as Sagradas Escrituras dizem sobre o “casamento” homossexual?

“Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação”. (Levítico 18, 22)

Portanto lutemos em defesa da Família, anunciemos o projeto da Sagrada Família pensada por Deus!

No entanto saibamos que durante essa luta algumas pessoas ainda poderão afirmar que, como isso está no Antigo Testamento, depois de Nosso Senhor firmar a Nova Aliança, não devemos mais seguir esta Lei…

Acontece que Nosso Senhor também disse:

“Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas; não vim para os abolir, mas sim para leva-los a perfeição”. (São Mateus 5, 17)

Nosso Senhor Jesus Cristo veio para cumprir a Lei do Antigo Testamento, as Leis morais de Deus, e por isso todo Cristão tem de se posicionar contra o “casamento” homossexual. As leis que foram abolidas foram somente as cerimoniais.

Por isso, não nos deixemos levar por outros convites para formarmos conjuntos de pessoas que não se configuram numa Família Cristã.

Os partidários da militância LGBT querem exterminar as Leis de Deus, e fazer da sociedade uma verdadeira Sodoma…

Todos os cristãos devem se juntar contra esta infâmia, em defesa da Família e para preservar nossas crianças e jovens deste terrível futuro que querem construir os defensores do “casamento” homossexual.

Assim, iremos mostrar ao mundo e seus seguidores, lembrando aqui as palavras de Jesus que disse que satanás é o príncipe do mundo (João 14,30) que, não se pode admitir que os cristãos do Brasil e do mundo inteiro aceitem esta terrível ofensa ao Deus altíssimo! À luta!


fonte: adaptado de aascj
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Casados por 75 anos


Jeanette Dolores e Alexander Joseph Toczko eram amigos desde seus oito anos de idade, logo se apaixonaram e nunca mais se separaram.

Casaram-se em 1940, tiveram cinco filhos e moravam em San Diego (Califórnia). Ficaram conhecidos por sua profunda fé católica e por viver ativamente o serviço em sua Paróquia.

Ele guardava em sua carteira uma fotografia de Jeanette no dia em que recebeu a Primeira Comunhão e sempre pediu a Deus a graça de morrer nos braços da sua esposa.

Quando completos 95 anos, Alexander sofreu uma queda acidental e fraturou o quadril. Sua saúde começou a piorar. Jeanette, de 96 anos, também adoeceu e permaneceram prostrados em camas contíguas num asilo perto dos seus filhos, e lhes disseram que “seu último desejo era morrer nos braços do outro”.

O fim desta história aconteceu em junho de 2015, quando Alexander morreu rodeado dos seus filhos e com a mão dada à sua esposa.

Sua filha Aimee Toczko-Cushman narrou este momento e contou à sua mãe que o esposo havia falecido. “Disse à minha mãe que ele morreu. Ela o abraçou e lhe disse: "Olha, isto é o que desejava. Você morreu nos meus braços e eu te amo. Te amo, espera-me, logo estarei aí".

Os filhos saíram do local para permitir que a sua mãe pudesse se despedir com privacidade. Aproximadamente 24 horas depois, Jeanette faleceu.

A família Toczko nasceu em Connecticut, filhos de famílias de imigrantes poloneses de grande fé católica. Viveram durante vários anos em Nova Iorque, onde Alexander se dedicou à arte, à fotografia e à publicidade.

Em seu obituário, foi pedido aos amigos e familiares que não enviassem flores, mas doassem o dinheiro à Igreja Inmaculate Conception de Old Town, San Diego, onde participavam desde 1971 e desde então foram os membros mais ativos da comunidade paroquial.

Quando se deu o fato, o atual pároco, Pe. Richard Perozich, explicou em entrevista a imprensa italiana ACI, que os Toczko foram um casal modelo de fé e serviço, de assídua assistência aos sacramentos e participavam em todos os ministérios da Paróquia.
Há um ano, devido à avançada idade e aos problemas de saúde, seus filhos os levaram para viver a 30 quilômetros da Paróquia. Entretanto, seu testemunho de fé, entrega e alegria é recordado por toda a comunidade.

Segundo o obituário que seus filhos redigiram, “o compromisso de um pelo outro transcendeu o tempo”. Os Toczko tiveram cinco filhos, dez netos e seis bisnetos.


adaptado da fonte: misericordia.org.br/noticias
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Não abandone a oração


Por Santo Afonso de Ligório

Diz o santo Doutor (São Tomás de Aquino) que não saberá viver bem, quem não souber rezar: “Bem sabe viver, o que sabe rezar bem”.

São Francisco de Assis dizia que, sem a oração, nunca pode uma alma produzir bons frutos.

Não têm, pois, desculpa os pecadores que alegam não ter forças para resistir às tentações. “Se vos faltam as forças, adverte São Tiago, porque não pedis?” (Tg. 4, 2).

Não há dúvida, somos muito fracos para resistir aos assaltos de nossos inimigos.

Mas também é certo que Deus é fiel e não permite que sejamos tentados acima de nossas forças como diz o Apóstolo:

“Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além de vossas forças. Fará, pelo contrário que tireis proveito da tentação para poderes suportá-la”
(ICor. 10, 13).

Explicando estas palavras, diz Primásio: “Com o auxílio da graça, Ele vos dará forças para vencerdes a tentação”. Somos fracos, mas Deus é forte.

Se implorarmos o seu auxílio, Ele nos comunicará a sua força e assim poderemos tudo e poderemos dizer com o mesmo Apóstolo São Paulo: “Posso tudo naquele que me fortalece” (Fl. 4, 13).

“Não há, pois, desculpa, como diz São João Crisóstomo, para aquele que sucumbe por deixar de orar. Porque, se tivesse orado, não teria sido surpreendido por seus inimigos.

Não poderá ser desculpado aquele que tentou e não conseguiu vencer o inimigo, por ter abandonado a oração”.


fonte: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus
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terça-feira, 19 de julho de 2016

O plano B do anticoncepcional

Como realmente são as coisas? É preciso um olhar bastante atento sobre a questão para poder seguir em frente sendo um alegre batizado. Neste pequeno artigo, deixaremos nossa humilde contribuição a tantos homens e mulheres que vivem um dilema com relação ao assunto da anticoncepção. Inicialmente falemos sobre a “nidação” do óvulo fecundado que já carrega uma vida concebida. Nidação é a fixação do óvulo fecundado no útero e, atenção, este processo é uma das ações evitadas pelos anticoncepcionais, é o plano B. Por isso é imprescindível já de antemão percebermos que os anticoncepcionais atacam em duas frentes: Impedem a ovulação e em segunda etapa, caso ocorra a ovulação e posterior fecundação, ele impede a nidação do óvulo fecundado, promovendo o aborto desta vida concebida. Basta uma leitura atenta a bula destas drogas para que se ateste o que digo. Portanto vejam bem. O anticoncepcional não é somente como se chama. A grande maioria, senão todos, são também abortivos. Só por aqui já percebemos que a falta de responsabilidade quando “animalizamos” nossos comportamentos sexuais podem nos trazer consequências espirituais graves no dia de nosso juízo. Vejamos o que diz a igreja católica.

Em 1968, comandada aqui na terra pelo pontífice Paulo VI, ela entregou ao mundo um documento chamado Humanae Vitae, que trata sobre o tema da regulação da natalidade. O documento não é extenso e vale ser lido na íntegra. Ele pode ser acessado no site do Vaticano sendo ele traduzido para o nosso português. Em resumo o que o documento afirma é que o planejamento familiar deve acontecer no exercício de uma paternidade responsável. Dentro deste planejamento familiar, o ato sexual, atividade exclusiva dos esposos em santo matrimônio, não deve ser o principal acontecimento na vida do casal. Tampouco deve à relação a dois ter como objetivo único a busca pelo prazer sexual acima de tudo.

Na relação matrimonial, onde dois se tornarão uma só carne visando a ajuda mútua e a abertura para a constituição familiar, transformar o bem-querido por Deus que é a família nos moldes da sagrada família, numa nova forma de instituição contratual ou modelo, não passa por um caminho que agrada a Deus. Foge da direção apontada por Jesus e fazendo assim, o homem se une a serpente do jardim do Éden para querer ser como deus.

O que é preciso entender é que de nós, Deus espera exatamente esta paternidade responsável, que o documento do papa Paulo VI aponta. Pois bem; muito facilmente, qualquer pessoa de meia idade, pode comprovar em sua vida que, antigamente, as famílias eram numerosas e as condições populacionais, sanitárias, sociais e financeiras alcançavam patamares bem diferentes do que se vê em épocas atuais e se comprova na tendência de agravamento que se vivencia a cada dia. Desta forma, famílias numerosas como antigamente se viam, com mais de dez filhos, onde somente o pai trabalhava para dar o sustento de todos enquanto a mãe era a dona do lar, para administrar todas as tarefas domésticas e ainda cuidar de todos os membros da casa, já a muito tempo deixou de ser uma realidade para muitos, senão para todos. Culpa de quem? Do próprio egoísmo humano, onde muitos têm pouco e poucos têm muito. E falo do sustento de vida que os meios gerenciais criados pela ganância humana disseminaram pelo mundo escravizando nada menos do que sua própria raça. Lamentável.

Sendo assim, é preciso entender, com um olhar voltado para a eternidade, o coração preenchido pelo evangelho e a mente vazia daquilo que desagrada a Deus que: o que não pode é usar sua esposa ou seu marido como objeto. O que não pode é usar a anticoncepção unicamente para promover o seu prazer egoísta. O que não pode é querer casar com o objetivo de não ter filhos. O que não pode é transformar o ato unitivo e íntimo de marido e mulher que tem a participação e aprovação divina em simplesmente um “fazer sexo”, pois o fim não justifica o meio.

Agora o que se pode e se deve fazer é usar a inteligência dada por Deus para promover um comportamento equilibrado, sadio e que respeite a natureza das coisas e das pessoas. Como diz no livro do Eclesiastes existe tempo para tudo. Também na vida matrimonial existe o tempo da continência e da união numa só carne. Usar a inteligência à luz do Espírito Santo permite as pessoas compreenderem que existem motivos sérios e graves que permitem o planejamento familiar visando o bem comum. Isto é plenamente coerente com os ensinamentos religiosos e este documento Humanae Vitae confirma a questão. Por fim, tudo se resume aos motivos. Pois se eles não são saudáveis e corretos, até a continência periódica natural, aprovada e incentivada pela igreja, como por exemplo, o Método Billings, irá conduzir a pessoa para um comportamento intencionalmente errado.

Concluo o texto com um trecho do documento em seu número 10, onde vemos que o papa Paulo VI atesta que é preciso motivos corretos para a paternidade responsável:

“Sendo assim, o amor conjugal requer nos esposos uma consciência da sua missão de "paternidade responsável", sobre a qual hoje tanto se insiste, e justificadamente, e que deve também ser compreendida com exatidão. De fato, ela deve ser considerada sob diversos aspectos legítimos e ligados entre si. Em relação com os processos biológicos, paternidade responsável significa conhecimento e respeito pelas suas funções: a inteligência descobre, no poder de dar a vida, leis biológicas que fazem parte da pessoa humana.

Em relação às tendências do instinto e das paixões, a paternidade responsável significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas. Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por MOTIVOS GRAVES e com respeito pela lei moral, de evitar TEMPORARIAMENTE, ou mesmo por tempo INDETERMINADO, um novo nascimento”.

E assim, caros leitores, vemos que, é possível estarmos desobedecendo o quinto mandamento da lei de Deus se não nos comportarmos segundo a nossa natureza criada.


fonte: Jefferson Roger
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Família, sejas Família

A família está no centro das grandes discussões mundiais. A instituição familiar passa por uma crise sem precedentes na história. Recentemente, assistimos perplexos à aprovação do tão chamado “casamento” gay em duas nações de antiga tradição cristã: Irlanda e Estados Unidos. O que estaria na origem de tudo isso? Como os cristãos podem reagir a essa mudança de valores que, a princípio, parece incontrolável?

A primeira coisa a reconhecer, para nossa tristeza, é o fracasso das famílias no que se refere ao testemunho das virtudes evangélicas e humanas. O “casamento” gay é apenas a ponta do iceberg. O problema vai muito além das uniões entre pessoas do mesmo sexo. Quando os heterossexuais, desgraçadamente, aceitaram a proposta do divórcio como uma via legítima de solução para os conflitos entre marido e mulher, eles simplesmente abriram caminho para que outros parceiros sexuais reivindicassem seus “direitos” civis.

Explicamos:

Ao tornar-se um contrato, o matrimônio deixou de ser um vínculo indissolúvel para converter-se em uma espécie de prestação de serviços com prazo de validade.

Tem mais:

Com o advento dos métodos contraceptivos, os relacionamentos ficaram reduzidos ao prazer — não se casa mais para ter filhos e formar família; casa-se por puro desejo sexual. Assim, quando terminam as paixões, terminam também os casamentos. Essa é a grande tragédia familiar da atualidade. A lógica do “casamento” gay foi criada pelos heterossexuais.

Vejamos uma importante distinção feita pelo sociólogo Kingsley Davis. Trata-se dos grupos primários e grupos secundários.Grupos primários, segundo Davis, seriam aqueles cujas funções são permanentes. Um pai, por exemplo, sempre exercerá sua paternidade, ainda que esteja morto. O filho lembrar-se-á dele e de suas lições por toda a vida. Trata-se de algo insubstituível. O grupo secundário, por outro lado, já não possuiria a mesma dinâmica. Para Davis, nos grupos secundários estariam as relações empresariais, políticas e administrativas — funções evidentemente descartáveis. Um empresário pode ser substituído por outro mais competente e assim por diante. O primeiro grupo estaria marcado por relações virtuosas; o segundo, pelas disputas de poder.

Pois bem, o divórcio e a mentalidade contraceptiva transformaram a família em um grupo secundário. Essa mudança, ardilosamente programada por militantes como Kingsley Davis, está na raiz da crise familiar à qual assistimos hoje. Não existem mais ambientes virtuosos. Tudo resume-se ao conflito, às disputas de poder, ao bem-estar pessoal. Notem: as famílias estão resolvendo seus conflitos na delegacia. Esposos brigam por propriedades. Filhos ameaçam os pais com a anuência de estatutos, conselhos e ideólogos. Marido, mulher e filhos tornaram-se descartáveis, graças à obsessão materialista.

A salvação da família portanto passa, evidentemente, pela retomada dos valores essenciais do sacramento do matrimônio. Digamos com clareza: a família deve voltar a ser um grupo primário, na qual estejam presentes as virtudes da humildade, da magnanimidade e, sobretudo, da caridade. Uma família necessita do dom do perdão, do saber compreender as fraquezas do outro, no intuito de ajudá-lo a crescer. Isso supõe um comprometimento indissolúvel. “Só a atração recíproca”, como explica São João Paulo II, “não pode ter estabilidade e, portanto, está facilmente, se não de maneira fatal, exposta a extinguir-se”. O amor conjugal é, ao contrário, “essencialmente um empenho para com a outra pessoa, empenho que se assume com um preciso ato de vontade”. Resumindo: uma família deve caminhar junta para o céu.

Na família, nenhum papel é descartável. Não existe ex-marido, não existe ex-esposa, não existe ex-filho. O vínculo é eterno. Uma só carne. Compreender isso faz-se essencial para a cura das famílias. Família, torna-te aquilo que tu és!


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Ultimato da esposa ao marido: Escolha: ou eu ou o bebê...


Samuel Forrest é pai e, pelo menos segundo as próprias declarações, foi forçado a fazer uma escolha que ninguém jamais gostaria de enfrentar: ou a esposa, com que tinha se casado havia 18 meses, ou o pequeno Leo, um recém-nascido com Síndrome de Down. Por quê? Porque a mãe do bebê e sua família teriam vergonha dele.

"Desonra" para a família

Samuel se tornou pai em 21 de janeiro de 2015, quando a esposa deu à luz num hospital armênio. Poucas horas após o nascimento de Leo, seu pai Samuel, que é da Nova Zelândia, foi forçado pela esposa a escolher entre ela e o filho! A mulher se recusou até a ver ou tocar no bebê, que, de acordo com algumas crenças armênias, teria trazido “desonra para toda a família”. O pai, cuja história foi contada pelo jornal britânico Daily Mail, não foi autorizado, no começo, a ver o próprio filho.

"Eu não vou abandoná-lo"

"As autoridades do hospital não me deixavam ver a minha esposa nem o meu filho. Quando o médico veio falar comigo, ele me disse que havia um problema muito sério com o meu filho", disse Samuel ao Daily Mail. O pai admite que foi um baque saber da síndrome de Leo, mas “nem por um segundo” lhe passou pela cabeça a ideia de abandoná-lo.

"Para mim, ele é perfeito"

"Quando eles me mostraram o Leo", continua Samuel, "eu disse imediatamente ao médico que ele era lindo, perfeito e que eu com certeza ia ficar com ele. Quando nasce uma criança como o Leo neste país, a primeira coisa que eles dizem é que você não é obrigado a ficar com ele. Minha esposa já tinha decidido. Mas tudo aconteceu pelas minhas costas". De acordo com suas declarações, Samuel não conseguiu convencer a mulher quando ela deu o ultimato: ou ela ou o bebê. Samuel escolheu o bebê e decidiu se divorciar.


Leo vai para casa

Após optar pelo bebê ainda que precisasse renunciar ao casamento iniciado só 18 meses antes, Samuel decidiu que não queria manter o filho na Armênia, e sim voltar para a Nova Zelândia, onde poderia lhe garantir o cuidado e a atenção necessária. Ele recorreu à internet para angariar doações e cobrir as despesas da viagem: em menos de 24 horas, a página "Bring Leo home" [“Ajude o Leo a voltar para casa”] captou 100.000 dólares. As doações continuaram e ultrapassaram os 400.000 dólares, dinheiro que Samuel vai usar para comprar uma casa em Auckland e para ajudar os pais armênios que não querem abandonar seus filhos nascidos com a Síndrome de Down.

A versão da esposa

Ruzan Badalyan contou no Facebook a sua versão, responsabilizando a sociedade armênia como incapaz de aceitar a diversidade e o marido por tê-la abandonado e levado embora o pequeno Leo: "No momento mais difícil da minha vida, quando meu marido tinha que ficar perto de mim e me ajudar a tomar a decisão certa, eu não tive nenhum apoio dele [...] Ele saiu do hospital e só várias horas depois me informou que tinha levado o bebê e decidido voltar para a Nova Zelândia [...] Não tive sequer a oportunidade de refutar a acusação de ter imposto um ultimato. Isso é absolutamente falso. Eu tentei várias vezes falar com ele e a sua única reação foi me acusar".

Pelo bem do filho

Esperamos que o bem do Leo seja a prioridade dos pais e que ambos reconheçam que todo ser humano quer e precisa do pai e da mãe.


adaptado da fonte: aleteia.org
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A manipulação da mídia

A virgindade virou peça de museu. Ao menos, é o que dizem certas vozes da mídia, em nome de um suposto progresso humano e social. Esses dias mesmo, em um badalado programa de TV, os apresentadores discutiam com seus convidados como a sociedade teria "evoluído" desde a época em que se acreditava que toda pessoa deveria ser virgem antes do casamento. É verdade que, numa época dominada pela influência da revolução sexual e do dinheiro, falar de castidade soa antiquado. Infelizmente, o número de casais de namorados sexualmente ativos é muito grande. Mas isso em nada justifica a relação absurda que se costuma fazer entre liberdade sexual e progresso. Essa mudança de comportamento tem outras raízes.

A Igreja celebra dia 06 de julho a memória litúrgica de uma grande mártir, cujo heroísmo na luta para preservar a própria pureza serve de exemplo para nossos dias, tão marcados pelo hedonismo. Maria Goretti era uma simples camponesa italiana, filha de pais pobres e a terceira de seis filhos. Desde cedo, graças ao exemplo de sua família, mostrou-se piedosa e dedicada à religião. Com apenas 11 anos de idade, teve de enfrentar a fúria do homem escravo do pecado. Alessandro Serenelli, à época, com 20 anos, aproveitando-se de uma ocasião em que Maria se achava sozinha em sua casa, quis forçar a menina a ter relações sexuais com ele. Maria recusou-se, obviamente, e disse ao rapaz: "Não! É um pecado! Deus não gosta disso". Ao perceber que nada conseguiria da pequena santa, Alessandro Serenelli golpeou-a 11 vezes com uma adaga.

Maria Goretti chegou a ser socorrida e ir para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Antes de falecer, porém, perdoou seu assassino, dizendo que gostaria de vê-lo no céu. Alessandro Serenelli foi condenado a 30 anos de prisão. Arrependido, pediu perdão aos pais da vítima, após ter sonhado com a santa. Em 24 de junho de 1950, na presença dos familiares e, mais surpreendente ainda, de Alessandro Serenelli, Pio XII canonizou a humilde mártir, chamando-a de a "Santa Inês do século XX", por causa da semelhança entre o martírio das duas. Ambas deram a vida pela castidade. Entre tantas palavras comovedoras, o Papa exortou o orbe católico a "não ceder ante a sedução do vício, mas antes a combater com alegria (...) para alcançar aquela perfeição cristã de bons costumes, que todos podemos atingir com a força de vontade, ajudada com a graça divina".

É claro que um crime hediondo como esse, do qual Santa Maria Goretti foi vítima, é capaz de horrorizar qualquer pessoa, seja cristã ou não. O estupro não é simplesmente um atentado contra algum preceito religioso. É um atentado contra a dignidade do ser humano. E é isso o que o torna tão odioso aos olhos da humanidade. Ocorre, no entanto, que o poder de uma boa propaganda, sob a força de sofisticados mecanismos de manipulação, pode tornar até mesmo o estupro uma coisa atraente. Trata-se da cultura do estupro, que vem se desenvolvendo ano após ano, sobretudo entre a juventude, graças a filmes como Cinquenta tons de cinza e outros congêneres igualmente bizarros. É exatamente essa cultura — orgulhosa pela inversão de valores que há anos promove no seio da sociedade — a responsável por tornar a virgindade um tabu e a liberdade sexual uma conquista.

O cinema, a televisão, os jornais e tantos outros meios de comunicação — embora sejam, de maneira geral, extremamente úteis, como já reconheceu a Igreja em inúmeras oportunidades — têm prestado um enorme desserviço à população, a pretexto de um novo padrão de comportamento. Notem: Quais personagens de filmes, novelas ou séries, hoje em dia, promovem, com suas atitudes, aquelas virtudes necessárias ao bem comum? É difícil dizer. Praticamente todos fundamentam suas vidas em projetos de vingança, golpes, traições e divertimento sexual. Não há mais uma linha clara entre o bem e o mal. Ao contrário, há apenas uma parte do jogo: o mal. Por outro lado, personagens ligados a virtudes como castidade, bondade e pureza são caracterizados de maneira ridícula e boba, no intuito de nutrir o desprezo do público por esses ideais. Assim funciona. Aquilo que habitualmente se chamava de "sétima arte", na verdade, não passa de um empenho de engenharia social e busca por dinheiro. A verdadeira arte, com raras exceções, passa bem longe, conforme já nos alertava o Papa Pio XI.

É muito mais fácil seduzir as massas com algumas cenas de nudez e sexo, que motivá-las, por meio de personagens bem construídos, a guardar a castidade, pedir perdão, lutar pelo céu etc. E como tudo tem o seu preço, o resultado é uma sociedade imbecilizada pelo vício, incapaz de reagir com honestidade às contrariedades e provações do cotidiano. Grande parte dos jovens universitários, por exemplo, imagina-se dentro de um daqueles filmes bobocas de colegiais americanos, onde reina o sexo livre e a bebedeira. Poucos se veem em uma instituição de ensino superior. Dão testemunho disso as famosas cervejadas e trotes que, dia sim dia também, costumam sair com algum escândalo nos noticiários do país.

É um engano terrível creditar as mudanças morais das pessoas simplesmente ao espírito do tempo (o Zeitgeist), como se estivéssemos, irreversivelmente, fadados à perversão dos costumes e da lei natural. Não sejamos tolos. Por trás de cada filme, série e notícia, existe uma equipe altamente especializada, capaz de usar os mais variados recursos da comunicação, para induzir o povo à sua pauta. Quem conhece o mínimo de Teoria da comunicação já ouviu falar sobre as técnicas de agendamento de notícias, a fim de produzir uma única consciência coletiva. Noticia-se somente aquilo que convém ao grupo no poder. Percebam: toda essa campanha em torno da causa gay, diga-se de passagem, está alicerçada em um grande esquema publicitário. Mesmo vozes da imprensa secular já denunciaram essa artimanha. Famílias naturais são apresentadas de maneira problemática, com traições, divórcios e brigas constantes, ao passo que os relacionamentos homossexuais são escritos cuidadosamente para conquistar a opinião pública. Isso a doses homeopáticas, a fim de que a audiência não perceba. Trata-se de um programa de projeção e identificação.

Não vamos insistir aqui em boicotes a determinados filmes, marcas ou canais de televisão. Sejamos francos. O problema já se tornou tão grave que levantar cruzadas santas seria flertar com o ridículo. O que defendemos — e com muita esperança — é o apostolado pessoal, em que cada cristão, por meio de seu testemunho — ora por atos, ora por palavras —, desperte a consciência das pessoas à sua volta para a verdadeira vocação do ser humano: a santidade. Isso, sim, é eficaz. O exemplo de um casal de namorados que busca, a cada dia, viver a santidade em seu relacionamento é muito mais convincente que qualquer propaganda. Aos poucos, as pessoas irão perceber a miséria oferecida por esses programas de TV e, como o filho pródigo, voltarão para a casa do Pai. O boicote ocorrerá naturalmente. Mas é preciso o apostolado; um grupo de verdadeiros cristãos que "enfrente e anule o trabalho selvagem daqueles que pensam que o homem é uma besta", como nos recorda São Josemaria Escrivá.

E esse apostolado é missão de cada, católico.


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog
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