terça-feira, 19 de julho de 2016

O plano B do anticoncepcional

Como realmente são as coisas? É preciso um olhar bastante atento sobre a questão para poder seguir em frente sendo um alegre batizado. Neste pequeno artigo, deixaremos nossa humilde contribuição a tantos homens e mulheres que vivem um dilema com relação ao assunto da anticoncepção. Inicialmente falemos sobre a “nidação” do óvulo fecundado que já carrega uma vida concebida. Nidação é a fixação do óvulo fecundado no útero e, atenção, este processo é uma das ações evitadas pelos anticoncepcionais, é o plano B. Por isso é imprescindível já de antemão percebermos que os anticoncepcionais atacam em duas frentes: Impedem a ovulação e em segunda etapa, caso ocorra a ovulação e posterior fecundação, ele impede a nidação do óvulo fecundado, promovendo o aborto desta vida concebida. Basta uma leitura atenta a bula destas drogas para que se ateste o que digo. Portanto vejam bem. O anticoncepcional não é somente como se chama. A grande maioria, senão todos, são também abortivos. Só por aqui já percebemos que a falta de responsabilidade quando “animalizamos” nossos comportamentos sexuais podem nos trazer consequências espirituais graves no dia de nosso juízo. Vejamos o que diz a igreja católica.

Em 1968, comandada aqui na terra pelo pontífice Paulo VI, ela entregou ao mundo um documento chamado Humanae Vitae, que trata sobre o tema da regulação da natalidade. O documento não é extenso e vale ser lido na íntegra. Ele pode ser acessado no site do Vaticano sendo ele traduzido para o nosso português. Em resumo o que o documento afirma é que o planejamento familiar deve acontecer no exercício de uma paternidade responsável. Dentro deste planejamento familiar, o ato sexual, atividade exclusiva dos esposos em santo matrimônio, não deve ser o principal acontecimento na vida do casal. Tampouco deve à relação a dois ter como objetivo único a busca pelo prazer sexual acima de tudo.

Na relação matrimonial, onde dois se tornarão uma só carne visando a ajuda mútua e a abertura para a constituição familiar, transformar o bem-querido por Deus que é a família nos moldes da sagrada família, numa nova forma de instituição contratual ou modelo, não passa por um caminho que agrada a Deus. Foge da direção apontada por Jesus e fazendo assim, o homem se une a serpente do jardim do Éden para querer ser como deus.

O que é preciso entender é que de nós, Deus espera exatamente esta paternidade responsável, que o documento do papa Paulo VI aponta. Pois bem; muito facilmente, qualquer pessoa de meia idade, pode comprovar em sua vida que, antigamente, as famílias eram numerosas e as condições populacionais, sanitárias, sociais e financeiras alcançavam patamares bem diferentes do que se vê em épocas atuais e se comprova na tendência de agravamento que se vivencia a cada dia. Desta forma, famílias numerosas como antigamente se viam, com mais de dez filhos, onde somente o pai trabalhava para dar o sustento de todos enquanto a mãe era a dona do lar, para administrar todas as tarefas domésticas e ainda cuidar de todos os membros da casa, já a muito tempo deixou de ser uma realidade para muitos, senão para todos. Culpa de quem? Do próprio egoísmo humano, onde muitos têm pouco e poucos têm muito. E falo do sustento de vida que os meios gerenciais criados pela ganância humana disseminaram pelo mundo escravizando nada menos do que sua própria raça. Lamentável.

Sendo assim, é preciso entender, com um olhar voltado para a eternidade, o coração preenchido pelo evangelho e a mente vazia daquilo que desagrada a Deus que: o que não pode é usar sua esposa ou seu marido como objeto. O que não pode é usar a anticoncepção unicamente para promover o seu prazer egoísta. O que não pode é querer casar com o objetivo de não ter filhos. O que não pode é transformar o ato unitivo e íntimo de marido e mulher que tem a participação e aprovação divina em simplesmente um “fazer sexo”, pois o fim não justifica o meio.

Agora o que se pode e se deve fazer é usar a inteligência dada por Deus para promover um comportamento equilibrado, sadio e que respeite a natureza das coisas e das pessoas. Como diz no livro do Eclesiastes existe tempo para tudo. Também na vida matrimonial existe o tempo da continência e da união numa só carne. Usar a inteligência à luz do Espírito Santo permite as pessoas compreenderem que existem motivos sérios e graves que permitem o planejamento familiar visando o bem comum. Isto é plenamente coerente com os ensinamentos religiosos e este documento Humanae Vitae confirma a questão. Por fim, tudo se resume aos motivos. Pois se eles não são saudáveis e corretos, até a continência periódica natural, aprovada e incentivada pela igreja, como por exemplo, o Método Billings, irá conduzir a pessoa para um comportamento intencionalmente errado.

Concluo o texto com um trecho do documento em seu número 10, onde vemos que o papa Paulo VI atesta que é preciso motivos corretos para a paternidade responsável:

“Sendo assim, o amor conjugal requer nos esposos uma consciência da sua missão de "paternidade responsável", sobre a qual hoje tanto se insiste, e justificadamente, e que deve também ser compreendida com exatidão. De fato, ela deve ser considerada sob diversos aspectos legítimos e ligados entre si. Em relação com os processos biológicos, paternidade responsável significa conhecimento e respeito pelas suas funções: a inteligência descobre, no poder de dar a vida, leis biológicas que fazem parte da pessoa humana.

Em relação às tendências do instinto e das paixões, a paternidade responsável significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas. Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por MOTIVOS GRAVES e com respeito pela lei moral, de evitar TEMPORARIAMENTE, ou mesmo por tempo INDETERMINADO, um novo nascimento”.

E assim, caros leitores, vemos que, é possível estarmos desobedecendo o quinto mandamento da lei de Deus se não nos comportarmos segundo a nossa natureza criada.


fonte: Jefferson Roger

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