segunda-feira, 15 de agosto de 2016

15 de agosto - Assunção de Maria

Mais uma data comemorada pelo catolicismo em toda a parte do mundo. O Dogma de fé (verdade doutrinal) da Assunção da Virgem Santíssima foi proclamado, solenemente, pelo Papa Pio XII no dia 1º de novembro de 1950 e sua festa é celebrada no dia 15 de agosto. No documento redigido pelo pontífice diz assim: "Deus quis excetuar a Bem-Aventurada Virgem Maria. Ela, por um privilégio todo singular venceu o pecado; por sua Imaculada Conceição, não estando por isso sujeita à lei natural de ficar na corrupção do sepulcro, não foi preciso que esperasse até o fim do mundo para obter a ressurreição do corpo."

Nos mistérios gloriosos do Sacratíssimo Rosário, contemplamos no quarto mistério a sua assunção: "Assumpta est Maria in caelum". E para que não ficasse nenhuma dúvida a respeito desta Teologia Mariana, Deus quis agraciar a humanidade com a narrativa detalhada deste acontecimento da vida de Maria, através de uma santa alemã chamada Ana Catarina Emmerich. Uma mística que passou seus últimos 12 anos de vida acamada apenas alimentando-se do pão dos céus e de água benta. Acompanhada em vida pelo seu diretor espiritual, teve todas as suas visões transcritas para documentação. Após serem submetidas a igreja, que as aprovou, inserindo na publicação o "nihil obstat" (nada a opor) e o "imprimatur" (imprima-se), que conferem um título de aprovação da igreja católica, uma vez que após diligente análise os censores da santa sé não encontraram nada que se opusesse ou contradissesse a revelação bíblica, temos a partir de então, belíssimas informações para espessar ainda mais aquilo que já cremos a respeito de Maria.

De caráter privado, é bem verdade, não sendo obrigatório a nenhum católico crer em revelações privadas, o fato é que elas existem. E quando trazem do céu uma incontestável informação, o objetivo sempre é o de nos proporcionar vivermos ainda com mais ímpeto e dedicação, a Boa Nova, já anunciada por Jesus. Nunca são novas verdades e sim novos detalhes para bem vivermos as verdades que já foram reveladas. E isso é o que todo cristão católico precisa ter em mente para não se desviar dos propósitos que Deus tem para nossa glória eterna.

Sendo assim, transcrevo aqui, um pequeno trecho do livro Maria Santíssima, onde é relatado o momento da Assunção de Nossa Senhora. Devido a grandeza de detalhes, irei adaptar a passagem, sem retirar elementos importantes para a compreensão do leitor. O livro do qual retirei o texto é de muito fácil leitura e traz muitos detalhes da vida da sagrada da família. É uma leitura cativante e recomendada para todos os fieis devotos de Maria. Já o li mais de uma vez e indico para aprendizado sobre a Mãe de Deus, São José e Jesus. Vejamos o texto:

"Os Apóstolos, discípulos e mulheres voltaram separados, demorando-se ainda aqui e acolá, rezando nas estações da Via Sacra; alguns ficaram também velando em oração perto do sepulcro. Ao voltar, viram de longe, por cima do sepulcro de Maria, uma luz maravilhosa e ficaram muito comovidos, sem saber o que era. Vi ainda vários Apóstolos e algumas santas mulheres rezar e cantar no pequeno jardim, diante do sepulcro. Descia, porém, uma larga faixa de luz do céu até o rochedo do sepulcro e nela vi um esplendor de três círculos, de Anjos e almas, que rodeavam a aparição de Nosso Senhor e da alma gloriosa de Maria. A aparição de Jesus Cristo, com os sinais resplandecentes das chagas, pairava diante dela. Em redor da alma de Maria vi no círculo interior a luz, figuras de crianças, no segundo círculo pareciam meninos de seis anos e no círculo exterior jovens adultos. Vi-lhes distintamente os rostos; o resto vi apenas como formas luminosas. Quando esta aparição chegou até o rochedo, tornando-se cada vez mais clara, vi dali até Jerusalém celeste uma estrada de luz.

Depois vi a alma da Santíssima Virgem, que seguia a aparição de Jesus, passar para a frente e entrar através da rocha no sepulcro, do qual pouco depois saiu unida ao corpo glorificado de Maria, muito mais clara e resplandecente e voltou com o Senhor e todo o glorioso séqüito, para a Jerusalém celeste. Depois desapareceu todo o esplendor e se via de novo a luz pálida do céu estrelado, que se estendia sobre a região. Se os Apóstolos e as santas mulheres, que rezavam diante do sepulcro, também o viram, não o sei; mas vi que todos olhavam para cima, orando cheios de admiração; outros, porém, atônitos se prostraram, tocando com o rosto a terra. Vi também alguns que voltavam para casa, levando consigo a padiola, entoando cânticos e orações no caminho da Via Sacra e demorando-se diante das estações, olharem com grande emoção e fervor para a luz que surgira acima do sepulcro.

Assim não vi a Santíssima Virgem morrer e subir ao céu de modo comum; mas primeiramente se lhe tirou da terra a alma e depois também o corpo. Mais tarde, regressando à casa, os Apóstolos e discípulos tomaram algum alimento e depois se deitaram para dormir."


fonte: Jefferson Roger

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