sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A depressão na bíblia

Olá caros leitores, sejam sempre benvindos. Neste artigo iremos refletir um pouco, com um olhar religioso católico, sobre o tema da depressão que até já recebeu o título de “mal do século XX”. Será que a sagrada escritura tem algo a nos dizer sobre isso? Vejamos:

Primeiramente, vamos esclarecer a origem da expressão para podermos encontrar nos escritos bíblicos o que Deus tem a nos ensinar a respeito disso. A palavra depressão vem do latim “depressus” que significa “abatido” ou “aterrado”. Pois bem, a depressão é caracterizada por um estado emocional de abatimento e infelicidade que pode ser transitório ou permanente. A ciência e a psicologia já bem definiram como consequência de uma ou mais ações na área afetiva/emocional que afetam a pessoa. E também já é sabido que, para alguns níveis depressivos, diagnosticados clinicamente, existe a ajuda da medicina através de medicamentos chamados antidepressivos. E porquê? Porque os distúrbios decorrentes deste abatimento afetam a mente da pessoa. Por isso é que em alguns casos, quando a pessoa não está com a sua razão suficientemente em condições de buscar se levantar, os inibidores químicos, bloqueiam algumas más sensações para ajudar no processo.

Porém, acreditemos, Jesus é o médico do corpo e da alma e nos deixou os sacramentos para nossa salvação e santificação do “corpo e da alma” através da sua igreja. Muitos esquecem deste detalhe e lançam rapidamente seus olhares para os médicos e psicólogos primeiramente. Por que não experimentaram primeiro “ir ao consultório de Jesus”? Uma das coisas que certamente ele tem a nos dizer é que um dos problemas é a nossa fé fraca ou falta de fé. E também vai nos recordar que as coisas do alto vêm em primeiro lugar.

Seguindo então com a questão bíblica, primeiramente podemos recordar o grande exemplo que encontramos no livro de Jó. Sua história é fascinante e nos dá um verdadeiro puxão de orelha. Jó que tinha tudo, era feliz e tudo andava como ele queria, teve sua vida transformada pelo avesso em todas as áreas. Ele sofreu tanto a ponto de entrar em depressão. Isso mesmo, caro leitor, Jó entrou em depressão. E o que fez? Primeiro se lamentou com Deus, depois dirigiu suas orações ao altíssimo aceitando a vontade do Pai. A história de Jó conclui com a mensagem de que Deus provê tudo que precisamos, não o que queremos. Mas esse mesmo Deus, que nos ama, age de modos que não compreendemos. Queremos algo que ele não nos dá e como crianças birrentas nos afastamos dele e abrimos espaço para o inimigo semear em nossos corações e mentes “ideias de soluções” completamente diferentes do que Deus nos propõe.

Jó ficou depressivo e chegou a reclamar com Deus nestes termos: Jó 10,1-3: “A minha alma está desgostosa da vida, dou livre curso ao meu lamento; falarei na amargura de meu coração. Em lugar de me condenar, direi a Deus: Mostra-me por que razão me tratas assim. Encontras prazer em oprimir, em renegar a obra de tuas mãos, em favorecer os planos dos maus?” Mas, como podemos aprender no livro, ele não se revoltou e não blasfemou em nenhum momento. Belo exemplo a seguirmos, um exemplo bíblico.

A bíblia também nos ensina que quando estamos depressivos, que já aprendemos que é o mesmo que dizer abatidos, podemos recorrer aos salmos específicos que nos ajudam a pedir a Deus o seu auxílio porque “O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido (Salmo 33,19).” Salmo 34,14-17 - "Andava triste, como se tivesse perdido um amigo, um irmão; abatido, me vergava como quem chora por sua mãe. Quando tropecei, eles se reuniram para se alegrar; eles me dilaceraram sem parar. Puseram-me à prova, escarneceram de mim, rangeram os dentes contra mim. Senhor, até quando assistireis impassível a este espetáculo? Arrancai desses leões a minha vida, livrai-me a alma de seus rugidos".

Salmo 37,7-16 - "Estou abatido, extremamente recurvado, todo o dia ando cheio de tristeza. Inteiramente inflamados os meus rins; não há parte sã em minha carne. Ao extremo enfraquecido e alquebrado, agitado o coração, lanço gritos lancinantes. Senhor, diante de vós estão todos os meus desejos, e meu gemido não vos é oculto. Palpita-me o coração, abandonam-me as forças, e me falta a própria luz dos olhos. Amigos e companheiros fogem de minha chaga, e meus parentes permanecem longe. Os que odeiam a minha vida, armam-me ciladas; os que me procuram perder, ameaçam-me de morte; não cessam de planejar traições. Eu, porém, sou como um surdo: não ouço; sou como um mudo que não abre os lábios. Fiz-me como um homem que não ouve, e que não tem na boca réplicas a dar. Porque é em vós, Senhor, que eu espero; vós me atendereis, Senhor, ó meu Deus".

Como vimos queridos leitores, temos a nossa disposição todo o auxílio celeste. O exemplo de Jó e de como Deus age com os abatidos, os salmos para bem pedirmos a Deus suas graças, temos a mão carinhosa e o manto protetor da Virgem Maria e as chagas de Cristo com seu Sagrado Coração para nos protegerem, ensinarem e nos acompanharem rumo a porta estreita. Nunca se ouviu dizer que quem recorresse a Jesus e Maria ficasse desamparado.

Sou testemunha desta realidade, meu inseparável Rosário de todos os dias não me deixa perecer neste vale de lágrimas porque Maria nos quer conduzir ao seu filho, o qual é caminho, verdade e vida e ninguém vai ao pai se não por ele. Para mim, um dia sem Jesus e Maria me faz um mal muito grande para minha alma. Eu não sou mais, depois que descobri o Sacratíssimo Rosário, capaz de abandonar Jesus Ressuscitado e Maria Santíssima.


fonte: Jefferson Roger

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