terça-feira, 16 de agosto de 2016

Casou? ... e agora...

Gênesis 2,24 – “... o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne”. Mateus 19,6 – “Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, NÃO SEPARE o homem o que Deus uniu”. E assim, com estes dois trechos da sagrada escritura, Jesus confirma o desejo e o projeto de Deus concebido desde a criação para a humanidade. A família, célula básica da sociedade, provém do amor de Deus, querido para suas criaturas.

A família é uma realidade constituída por um homem, uma mulher e seus filhos. Qualquer outra concepção diferente desta, não passa de uma caricatura que sempre será malsucedida pois fere o projeto de Deus, uma vez que insiste em percorrer um caminho diferente do apresentado por Jesus. Enquanto as verdadeiras famílias expressam sua verdadeira essência, pensada e querida por Deus, as outras formas de aglomerados de pessoas sob um mesmo teto, brincam de casinha.

Coloquem duas pessoas do mesmo sexo fechadas num local por trinta anos para ver se ali elas conseguem cumprir o mandato de Deus: Gênesis 1,28: “Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”. E por que frutificai-vos? Porque “os filhos são um dom de Deus”, está escrito em Salmos 126,3. No entanto, irão se passar trinta anos e ali não será gerada nenhuma família. Quem achar o contrário que reclame no dia do seu juízo com o Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Muito bem então, feita esta pequena introdução nos debatemos na realidade que procede desta união, que foi elevada à realidade de sacramento pelo próprio Cristo, em virtude da não condição humana de sustentar sem a graça divina a missão de conduzir uma família rumo ao céu. Casar é um compromisso seríssimo para consigo próprio, para com o cônjuge, para com os filhos, os familiares, toda a sociedade e é claro, primeiramente para com Deus.

O ditado popular diz que “quem casa quer casa”. Mas lá no fundo quem casa quer tantas outras coisas e inclusive paz e tranquilidade. E é neste ponto que “a porca torce o rabo”. Em nossa realidade espiritual de filhos de Deus, só existem duas formas de vivermos o amor de Deus e seguirmos o caminho da porta estreita. O da castidade e o da virgindade (Familiaris Consortio e Catecismo da Igreja Católica). Então, como muitos já sabem, o “rabo torcido da porca” nos apresenta inúmeros percalços a serem vividos.

O casal, que antes eram dois pombinhos e viviam em diário mar de rosas, agora vê a sua frente, um mar revolto e percebe que também as rosas possuem espinhos. Tudo se transforma em pouco tempo diante de cada um e nós, que somos um campo de batalha, agora nos vemos em meio a outra guerra. A guerra de ter que enfrentar “um inimigo que mora ao lado”.

Nada disso, mas nada disso mesmo. Ou se casa para se constituir família ou se vive o celibato dentro de uma vida religiosa ou do sacerdócio para servir a Igreja de Jesus Cristo. Estas são as opções que o cristão católico tem. Não existe outro motivo tanto para o casamento quanto para a vida de padres, freiras e religiosos. Ser solteiro é um estado temporário e transitório. Solteiro quer dizer “solto” e é uma condição passageira que o amadurecimento na fé, e o chamado e a vocação divina irão direcionar para a missão de cada um. Ser solteiro e querer assumir isso é romper em ato de rebeldia com Deus pois o solteiro não pode praticar o que é exclusivo dos esposos em santo matrimônio; nem pode exercer as funções de estado da vida religiosa consagrada e do sacerdócio.

E quando Jesus exortou o povo a respeito deste mistério entre homem e mulher, unidos numa só carne que só Deus pode separar, houve quem não gostou. Vejamos: Mateus 19,10 – “Seus discípulos disseram-lhe: Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar!” Ou seja, caro leitor? Já naquele tempo as pessoas queriam fazer o que lhes “desse na telha” e agir conforme suas comodidades e desejos. E Jesus disse que não é assim. E mais, disse que no começo, desde a criação (Mateus 19,8) foi assim, foi estabelecido a aliança entre homem e mulher como indissolúvel.

Mas e então! O que fazer? Este artigo se dirige intencionalmente a todos aqueles que querem e procuram viver suas vidas segundo o que Deus pede. Porque acreditam nele e na sua promessa de vida eterna e por isso, procuram viver o propósito do matrimônio que é o de “se santificar e ajudar os membros da família a se santificarem” para todos receberem um dia a glória eterna do paraíso. O que fazer é convidar Jesus para seu casamento, porque senão irás ceder ao mundo que te ensina que você pode solucionar os problemas do seu casamento com o divórcio, vá em frente, diz o mundo, parte para outra. Mas saiba que o divórcio é uma realidade inventada pelos homens, numa tentativa de se afastar de um problema que sempre irá acompanhar a natureza de cada um, que está moldada pelo mundo, por um desejo de não sofrer. Esqueça isso, a dor é filha do amor. Ou se vive a realidade cheia de bênçãos (Gênesis 1,28) ou se fica brincando de casinha.

Na tua cruz de cada dia, ou existe o peso do matrimônio ou existe o peso da vida consagrada religiosa ou existe o peso do sacerdócio. Se você não sentir o peso dela não se alegre, quer dizer que você não está com ela nos ombros (Lucas 9,23). Cuidemos! Só se tem uma vida e uma chance para salvar a única alma que possuímos.

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fonte: Jefferson Roger

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