segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Conviver com os "não católicos"

Atos 10,34 – “Deus não faz distinção de pessoas”. No livro da Sabedoria 1,1-2 encontramos que aquele que procura o Senhor com simplicidade de coração o encontrará porque Ele se revela aos que não recusam sua confiança. Pois bem, caros leitores, o tema deste artigo sempre será atual, porque quanto mais o tempo passa mais a humanidade pulveriza seus conceitos mundo afora acerca da questão religiosa.

Bem sabemos que na atualidade existem diversas formas de expressão religiosa e algumas chamadas “grandes” religiões, como o cristianismo e o islamismo. Também existem as religiões no estilo “self-service”, onde cada um é o próprio deus e o próprio devoto. Ainda existem aquelas religiões que são uma religião de “supermercado”, onde a pessoa pratica tudo aquilo que lhe convém de várias expressões religiosas e rejeita tudo que não lhe convém para seus interesses pessoais que caminham com um pé no mundo e outro no céu, assim pensam elas.

O fato é que assim como tantos outros temas, a questão religiosa tornou-se complexa ao longo da história da humanidade e por isso, tem também um caráter polêmico. Só para recordar, alguma coisa se torna polêmica quando pelo menos duas partes defendem pontos de vista contraditórios e opostos, além de apontar os erros da contraparte. E por serem irredutíveis e intolerantes no que acreditam, professam e vivem, criam desta forma um cenário polêmico. E todos bem sabemos que o que é polêmico acaba também sendo assunto delicado para tratar. Haja vista Jesus, que como podemos ver nos evangelhos levantava tantas polêmicas e sempre era confrontado e colocado numa situação de “se pisar em ovos”. Ele, que veio para fazer a vontade do Pai e pregar a Boa Nova do Reino , conforme a Deus, sempre nos mostrou que a verdade, que vem do céu, é imutável (Malaquias 3,6).

Então como fica a questão da convivência entre pessoas que professam diferentes crenças? Como vimos no início do artigo Deus nos “dá uma dica”. Ele não faz distinção de pessoas. E nem poderia ser diferente porque julga os corações, como vimos no livro da Sabedoria. E nos evangelhos aprendemos de Jesus algumas passagens onde o Cristo se relaciona com pessoas não adeptas ao que ele prega e ele nos mostra como devemos agir. Mas notemos. Jesus nunca deixou de lado tudo que acreditava, pregava, professava e vivia, para se relacionar com os outros. Jesus demonstrava que uma atitude ecumênica não pode colocar de lado tudo que acreditamos, vivemos, pregamos e professamos para nos relacionar com pessoas de diferentes credos.

E este deve ser o papel do católico. Consciente daquilo em que acredita e pronto para falar dos seus porquês (1ª Pedro 3,15), ele deve sempre ser imitador de Cristo (1ª Coríntios 11,1). Quando em nossa convivência com alguém que não é católico existir alguma dúvida comportamental ou de outra natureza, é sempre importante lembrarmos de Jesus. O que Jesus faria nessa situação? Como Jesus agiria? O que Jesus falaria? Qual seria a reação de Jesus? Desta forma poderemos ter sempre a certeza de agradar a Deus, pois estaremos procurando fazer aquilo que é certo, pois nunca se ouviu dizer que quem procurou imitar o Cristo desagradou a Deus. Porém, convém lembrar que o resultado não é o que esperamos que aconteça e sim o que Jesus realiza em nós, porque ele quer nossa salvação. Assim sendo, certos da fé que vivemos, enraizada em nossos corações, poderemos já aqui na terra, como homens novos (Colossenses 3,1-15) darmos testemunhos com nossas vidas e dando a Deus o que é de Deus.


fonte: Jefferson Roger

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