quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Deixar a igreja é um absurdo

O abandono de Cristo começa quando se nega, os Sacramentos, o primado do Papa e a comunhão dos santos.

Primeiro, porque foi Ele próprio quem disse aos Apóstolos: "Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita" (Lucas 10,16), isto é, "tudo o que é dito pelos santos apóstolos deve ser aceito, porque quem os escuta, escuta a Cristo. Inevitável é, pois, a pena dos hereges, que rejeitam as palavras dos apóstolos".

Segundo, porque a Igreja é o corpo místico de Cristo (Colossenses 1,24). Ora, como é possível amar a cabeça e desprezar o corpo? A caminho de Damasco, o temente Saulo de Tarso descobriu que a experiência com Deus está intimamente ligada à pessoa de Jesus Cristo, e esta, por sua vez, é indissociável da Igreja (Atos 9,4-5). Cristo está realmente presente naqueles que O amam e comungam de Seu Corpo e Sangue, na Eucaristia, como Ele mesmo prometeu: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada" (João 14,23); "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós" (João 6, 53).

Além disso, sem a Igreja, Jesus figuraria apenas como um homem do passado, uma personagem distante da história, com a qual a modernidade sequer precisaria ter contato. Suas histórias não passariam de algumas lendas contidas em páginas amareladas, que as pessoas às vezes escutam para se entreter umas com as outras. A missão de Nosso Senhor, porém, não admite esse tipo de tratamento. Ele realmente veio para salvar todos os homens e comprá-los, todos, com o Seu sangue derramado na Cruz. Não se limitou a ensinar algumas lições bonitas e instruir os homens de Seu tempo, mas agiu efetivamente para dar vida divina a toda a humanidade (2 Pedro 1,4) e conduzi-la ao Céu.

Para tanto, Ele mesmo instituiu os Sacramentos, através dos quais o Seu sangue redentor é aspergido sobre os seres humanos: no Batismo, eles nascem; na Confirmação, crescem; na Eucaristia, se alimentam; na Penitência, se renovam e purificam; na Unção, se fortalecem; e, na Ordem e no Matrimônio, se santificam. Por meio dessas sete "portas de salvação", pessoas de todos os tempos e lugares podem dizer que estão verdadeiramente em comunhão com Cristo, atestando o cumprimento da Sua promessa de que permaneceria com os Seus discípulos todos os dias, até o fim dos tempos (Mateus 28,19-20).

A esta única Igreja Cristo se uniu; por esta única Igreja ofereceu o Seu sacrifício de amor (Efésios 5,25). É, pois, também a ela que deve permanecer unido quem quer que se queira aproximar de Nosso Senhor.


fonte: padrepauloricardo.org/blog

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