quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Evangelho e o Livro da Sabedoria

“Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! Porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários. “

“Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus! “

Caríssimos, benvindos. Mais uma vez estamos a refletir sobre o contexto dos ensinamentos bíblicos à luz do novo e do antigo testamento. Lembremos mais uma vez, que todos os 73 livros da bíblia, inspirados pelo Espírito Santo (2ª Pedro 1,20-21) trazem a revelação de Deus, plena e encerrada, não cabendo mais nenhum livro para o cânon bíblico.

Assim sendo, é importante termos consciência que se assim não o fosse, bastaria quem sabe um livro, ou alguns. Mas não. Se todos estão no cânon, acatemos o que veio do céu e cresçamos em nossa fé e religiosidade aprendendo tudo o que o céu tem a nos falar.

Desta forma, mais uma vez endosso aqui o caráter das escrituras de um ensinamento totalitário. A segunda frase deste artigo está contida no Evangelho de Mateus 27,43. E é uma constatação direta do Livro da Sabedoria 2,13,18, descrito na primeira frase desta matéria. Segue ali no Livro da Sabedoria, a respeito do tratamento que se deve dar ao justo denominado filho de Deus, sob uma ótica não cristã. A passagem inteira está entre os versículos 13 a 20. Ao lermos o trecho nos vem à mente uma prefiguração da paixão de Cristo. Nesta passagem encontramos a atitude de um povo para com o filho de Deus.

Já na segunda frase deste artigo, contida dentro da paixão de Cristo, encontramos uma afronta direta a Jesus, nos mesmos moldes do antigo testamento, confirmando mais uma vez a ligação entre os testamentos.

Pois bem, não podemos em face a estas verdades, insistir em escolher “pedaços” da Santa Escritura, que nos são mais suaves aos ouvidos, não nos prejudicam os planos terrenos e não nos cobram uma constante conversão de vida e caminhada com a nossa cruz. Católico quer dizer universal, aberto ao todo. Por isso nossa fé deve ser católica, deve ser uma fé em todo o projeto do Pai. Não devemos ter uma fé ou uma religiosidade percentual.

Já diziam os santos: “Ou Cristo ou Nada”. E alguns santos falavam: “Ou Jesus Cristo ou o inferno”. Nada de novidade para o católico, pois foi o Cristo quem nos disse que “quem não está com ele, está contra ele”. Não podemos diminuir nem acrescentar nada da lei (Deuteronômio 4,2). Pois quem o fizer receberá o castigo de Deus. Vejamos:

Apocalipse 22,18-19: Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; e se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro. Portanto caros leitores, o recado dos céus está dado. Sejamos seguidores do segmento de Jesus em seu todo, para que no dia de nosso juízo, o justo juiz, segunda pessoa da Santíssima Trindade, não nos pergunte porque deixemos de lado e desprezemos esta ou aquela parte de sua doutrina e nós, que não poderemos corrigir mais nada dali para frente, não saibamos o que dizer perante aquele que é a verdade, caminho e vida (João 14,6). Não será possível convencer Jesus que com a nossa verdade humana, também podemos entrar no céu. Jesus é a verdade e a “regra” não é nossa.


fonte: Jefferson Roger

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