sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Nossa religião é de guerra

O papa Francisco em suas declarações um tanto cautelosas, tem procurado insistir na questão de que a religião do Estado Islâmico é pacifista e de que estes ataques mundiais do Estado Islâmico não promovem uma guerra religiosa. O fato é de que este grupo terrorista tem sim, entre seus princípios, motivos religiosos. Para compreender um pouco mais, recomendamos a matéria deste artigo intitulada "O anticristo agita sua calda" que trata com um pouco mais de detalhes das origens do Estado Islâmico e suas intenções.

Em resposta às declarações que o papa tem feito, o atual grupo do terror mundial, além de ter lançado no passado ameaças em forma de vídeo contra o papa, Roma e o Vaticano, publica em sua revista própria chamada DABIQ, vez por outra, artigos que estimulam e enfatizam a bandeira que eles defendem contra as outras religiões, que eles chamam de infiéis. Nossa religião é de guerra e nós odiamos você, declara o Estado Islâmico ao papa. Além disso, uma recente declaração também em resposta ao que diz o papa, procura deixar bem claro o propósito deles. Transcrevo aqui o texto, retirado do site aleteia.org e que pode ser encontrado pela internet como no site breitbart.com. Vamos ao texto:

Na mais recente edição da Dabiq, a revista de propaganda do Estado Islâmico, o ISIS critica Francisco por sua ingenuidade no apego à convicção de que os muçulmanos querem paz e que os atos de terror islâmicos são motivados por finalidades econômicas.

“Esta é uma guerra divinamente garantida entre a nação muçulmana e as nações dos infiéis”, afirmam os autores em um artigo intitulado “By the Sword. (Pela Espada)”

O Estado Islâmico ataca diretamente o pontífice por afirmar que “autêntico Islã e uma leitura adequada do Alcorão se opõem a todas as formas de violência”. Segundo a publicação, fazendo isso “Francisco continua a esconder-se atrás de um véu enganador de ‘boa vontade’, escondendo suas reais intenções de pacificar a nação muçulmana “.

O Papa Francisco “tem lutado contra a realidade” em seus esforços para retratar o Islã como uma religião de paz, insiste reiteradamente o artigo. Ao mesmo tempo, a publicação do ISIS pede a todos os muçulmanos para pegar a espada da jihad, a “maior obrigação de um verdadeiro muçulmano” contra os infiéis. O artigo lamenta que apesar da natureza obviamente religiosa de seus ataques, “muitas pessoas nos países das cruzadas (países ocidentais) expressam choque e até mesmo repugnância pelo fato da liderança do Estado Islâmico ‘usar a religião para justificar a violência… De fato, jihad – espalhando a regra de Deus pela espada – é uma obrigação encontrada no Alcorão que é a palavra de nosso Senhor”, relembra o artigo. “Derramar o sangue dos descrentes é uma obrigação comum. O comando é claro: Matar os descrentes, como disse Allah, ‘Então matar os idólatras onde quer que você encontre-os.”

O Estado Islâmico também reagiu à descrição do Papa Francisco de recentes atos de terror islâmico como “violência sem sentido”, insistindo que não há nada de absurdo nisso. “A essência da questão é que há uma rima para o nosso terrorismo, guerra, crueldade e brutalidade”, eles declaram, acrescentando que o seu ódio para o Ocidente cristão é absoluto e implacável. O fato é que mesmo se vocês (nações ocidentais) não nos bombardeassem, aprisionassem, não nos torturassem, nos difamassem e não usurpassem nossas terras, temos que continuar a odiar vocês. Nossa principal razão para odiar vocês, não vai deixar de existir até que vocês abracem o Islã. Mesmo que vocês sejam submetidos a pagar jizyah [imposto para infiéis] e viver sob a autoridade do Islã na humilhação, gostaríamos de continuar a odiá-los.


fonte: Jefferson Roger e agências de notícias

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